ae em 1929 froid propôs ao mundo uma grande reflexão com o seu texto mal estar na civilização onde elencou situações de impasse que leva o ser humano a sofrer o declínio natural do corpo as imperfeições das nossas leis e as exigências internas de satisfação há mais de 100 anos a questão do sofrimento humano gerou o nascimento da psicanálise hoje ela nos ajuda a compreender o mal estar presente à nossa sociedade contemporânea depressão ansiedade com funções e tantos sintomas individuais somados à insegurança intolerância isolamento e tantos outros sintomas sociais nossos dias o que tudo isso revela
sobre a nossa forma de viver mal estar sofrimento sintoma podem indicar caminhos para transformação tanto pessoal como social mas depende muito da forma como enxergamos e diagnosticamos tudo isso neste programa o psicanalista nelson da silva júnior traz uma análise sobre algumas das principais racionalidades diagnósticas do nosso tempo e suas implicações parte do sintoma né de uma pessoa partir daquilo que não dar certo na vida de uma pessoa que é possível a gente conhecer um pouco melhor do ponto de vista da psicanálise é das estruturas básicas dos pressupostos que regem a vida e os valores da
pessoa e essa é também a pressuposição básica do flat quando ele se preocupa em entender como é que a sociedade é que a nossa sociedade ocidental sobretudo ela está organizada como a nossa sociedade se formou como os hominídeos que nós fomos se tornaram homens civilizados como é que um agrupamento é que funciona na base do direito da força e passou a funcionar é pela força do direito como esse ambiente no qual cada um de nós nasceu se organizou antes de nós é que esse ambiente com regras com regras estabelecidas né se formou a idéia de
que a sociedade ela pode ser nociva ela pelo próprio regime de uma sociedade se organiza é l por inadequação as necessidades básicas dos seus indivíduos e lipe esse regime pode ter efeitos deletérios sentem efeitos nocivos uma grande questão é importante na filosofia política é saber bom qual o melhor regime qual o regime menos pior uma outra ideia que não há só uma racionalidade diagnóstica nos tempos de hoje há inúmeras eu gostaria de pelo menos tematizar hoje três delas uma forma de conceber nomear entender o que são os nossos sofrimentos hoje é co-organizada né pela propagação
de diagnósticos do dsm sm é um manual de diagnósticos mal estatístico né em saúde mental inaugura um novo modo de se pensar o que é o sofrimento o ponto essencial nessa altura é o abandono o progressivo abandono de uma preocupação com a causalidade dos sintomas não importa muito de onde os sintomas vêm o importante é que a gente se livre pra isso a psiquiatria tinha tido um avanço recente né que é o desenvolvimento de uma série de the naked k mentos né capazes em de fato de alterar o estado psíquico das pessoas de um modo
eficaz isto é é foi um grande aliado dessa nova modalidade de reflexão bom esse tipo de racionalidade diagnóstico da psiquiatria né ele próprio ele tem um problema é porque quando se fala em sofrimento psíquico quando se fala em problemas da alma em geral estão ligados à nossa vida às nossas experiências né eles não são única e exclusivamente efeito e deficiências dos neurotransmissores ou deficiências de caráter orgânico e têm várias origens e uma origem importantíssima é a nossa própria história são os nossos conflitos ou a nossa impotência ou as proibições ou aquilo é imoral e cito
estrutural basicamente né da da nossa vida né ele gera sofrimento e vários tipos de sofrimento não são imediatamente perceptíveis tomar um sintoma que pode ter uma origem nesse sofrimentos não percebidos por um sujeito e simplesmente tratar desse sintoma como se ele não tivesse relação alguma com a história de sujeito isso é uma forma de tratamento extremamente parcial e fadada ao fracasso estou falando aqui é dessa lógica da racionalidade diagnóstico é dentro do âmbito individual mas ela é possível de ser pensada também dentro do âmbito das leituras do social se a psicanálise faz uma leitura é
das patologias do social né se contra os pensadores do tipo max do tipo região fizeram também proposições diagnóstica sobre a nossa sociedade né se a nossa sociedade de algum modo ela causa mal pelo modo como ela se organiza pelo modo como ela organiza os seus membros em relações de trabalho ela sonho de amor relações de cuidados né essa sociedade ela é passível de um diagnóstico nós é possível também pensar em causas e patogênicas né de uma sociedade e é possível pensar em sintomas e sinais dessas causas na sociedade dessas 3 racionalidades é diagnósticas né racionalidade
diagnóstica presente na medicina tradicional na psiquiatria tradicional né a racionalidade diagnóstica presente na psiquiatria atual representada aqui ainda que parcialmente pelo movimento epistemológico universitário acadêmico com de pesquisa associado a grandes indústrias farmacêuticas do dsm em terceiro lugar a racionalidade diagnóstica da psicanálise que pensa né como indissociável a relação dos sintomas com as experiências do sujeito quando a medicina tradicional penso sintoma ela pensa esse sintoma comum efeito de algo que já ocorreu então nacionalidade diagnóstica da medicina tem uma flecha voltada para o passado nacionalidade diagnóstica do dsm ela tem uma flecha apontada por presente só existe
o presente o que importa é a identidade do sintoma consigo mesmo e o desaparecimento dele não importa a relação dele nem com o passado nem com futuro ele não disse nada a respeito do sujeito eles são lhes algo a respeito de uma disfunção orgânica naquela pessoa ela pode ser denominada né esse é o termo que eu sugiro que hoje à noite como tecno científica ela científica porque isso não poderia ser feito sem uma série de pesquisas radicalmente científicas mas ela é técnica porque não se trata de pensar a causa e nem se trata de pesquisar
nada por curiosidade para saber mais ela visa única e exclusivamente recoloca aquele sujeito é na linha de montagem ou seja ele tem que voltar para o trabalho ele tem que voltar para a família ele tem que voltar para a sua vida cotidiana sem perguntas em terceiro lugar a racionalidade diagnóstica da psicanálise essa tem uma flecha apontada para o futuro uma flecha apontada para o futuro basicamente a partir da idéia de que é bom um sofrimento e psicanálise néné todos aqueles que a gente mais trabalha na clínica psicanalítica são os sofrimentos dos quais o sujeito não
é não somente não sabe mas daquilo ele não quer saber então há uma relação aqui importante né uma relação de velamento e e se esconder algo de si mesmo nunca ter feito aquilo que a gente escondeu a gente mesmo acaba escapando de um jeito aparentemente involuntária e é isso que a psicanálise chama de sintoma entre a causa e efeito para tal a medicina não há uma relação de ver lamento não há uma má intenção ninguém está procurando esconder nada de ninguém a febre não está procurando esconder exatamente a infecção bacteriana já é se alguém é
de algum modo acaba percebendo que pela enésima vez nessa pessoa tenta fazer alguma coisa aparentemente seguindo um objetivo um desejo e não consegue né é essa pessoa acaba de algum modo eventualmente se dando conta de que bom porque nem qual o motivo é aquele tipo de erro que você sistematicamente a fazer e bom tudo leva a crer que o único responsável por aquele fracasso é você mesmo mas algo ali esse comportamento repetitivo de fracasso de não dar certo algo ali tem mais verdade daquele sujeito do que ele pode imaginar e esse algo desde que ele
possa ser dito é encontrado reconhecido absorvido integrado este algo ele tem um efeito revolucionário na vida daquela pessoa uma coisa é o pensar os problemas da sociedade como mero obstáculo uma outra forma é eu pensar nos problemas da sociedade como reveladores de algo que aquela sociedade opinando a imagem oficial que aquela sociedade que aquele grupo social tem se é não aceita nesse sentido os sintomas sociais lidos pelo derrogar da psicanálise podem também ter um efeito revolucionário um efeito transformador nas últimas décadas a medicina aliada ao grande desenvolvimento da indústria farmacêutica norte americana trouxe uma forma
controversa de enxergar o sofrimento não se trata mais de buscar as causas mas de agir sobre os efeitos medicalizado administrando eliminando cada vez mais a relação do sofrimento com um contexto histórico de vida ea implicação do sujeito mas desta forma de acordo com os psicanalistas não conseguiremos alcançar o nosso potencial transformador e estaremos sempre escorregando uma casca de banana de seu manual de diagnósticos geral questionar que esse menor e funciona com base na lógica de checklist se o sujeito preenche tais e tais critérios um certo número de critérios é do tipo certo agrupamento de sintomas
que perduram por um certo tempo se esses sintomas estão associados com um algum outro tipo de desconforto dependendo do tempo do número de sintomas e centro ele pode ser classificado ou não naquela patologia depressão por exemplo mas é esse manual que tem funcionado desde os anos 80 basicamente como um manual que de fato organizou bastante as pesquisas nem sequer teria sobretudo levantamento do número de incidência de patologias numa certa comunidade e enquanto um instrumento para as políticas públicas que é o objetivo para o qual ele foi construído ele é extremamente eficaz e incontornável hoje o
problema é que ele é paulatinamente também começou a ser usado na clínica individual enquanto clínica individual já que ele se propõe a não questionar é a relação daqueles sintomas com nada da história do sujeito é natural que esse instrumento aprendi em algum grau de eficácia que não tenta pensar a relação dos sintomas entre si ea relação de outros sinais que aquele sujeito apresenta junto com aqueles sintomas um exemplo disso são casos de cirurgia bariátrica em caso de onde de obesidade mórbida é extremamente freqüente que as pessoas que não têm um acompanhamento psicoterapêutico desenvolvam compulsões compulsões
a bebida alcoólica composições a compra sexuais é extremamente comum que uma adição na ingestão de alimentos seja substituída por uma outra bem esse é um caso onde fica muito clara a a falha dessa modalidade de raciocínio o diagnóstico se a pessoa não lê aquele comportamento dentro de um todo claro está que bom se você suprime aquela forma de adição ela vai ser substituída por outro como costuma ocorrer o que eu chamo de insular ização dos sintomas não é a mera preocupação em tomar cada sintoma como um fim em si mesmo desta prática terapêutica que escolhe
é o sujeito enquanto responsável de algum modo por aquela casca de banana é uma orientação é uma forma de racionalidade diagnóstico e que amputa né os sintomas psíquicos e os sintomas sociais por dedução de uma parte importantíssima a uma grande eficácia imediata é é um sintoma de fato ele é eliminado o paciente fica feliz da vida e daqui a dois meses ele vai procurar outro tipo de médico porque ele está com outro problema que não diz mais respeito ao ao gasto né diz respeito a outro outra especialidade agora esse capa cada um dos dos atores
dessa cena scarpa cada um deles o fato de que todos esses comportamentos têm relações entre si aquilo que era uma potencialidade é revolucionária de sintoma da edição alimentar se transforma numa espécie de elo causal de novos sintomas na cadeia infinita e que vai sendo sanada cada vez essa forma de se pensar é um constante adiamento e uma constante protelação de uma questão que pode ser muito bem um conflito na individual de cada pessoa a grande questão né é entender como é que isso se forma nem que esse tipo de racionalidade diagnóstica hegemônica na nossa sociedade
porque hoje não preciso de um antidepressivo precisam ir até o psiquiatra o ginecologista de vocês o urologista e clínico geral nesse sentido é habilitado a diagnosticar depressões e e prescrever e antidepressivos sem qualquer problema ou seja a eliminação de um espírito de busca por parte do próprio paciente a eliminação de um sentido de responsabilidade do paciente por aqui a idéia de que bom se aquilo talvez tenha um sentido e que se eu mudar a minha vida pode melhorar ok é um jeito muito mais trabalhoso do que simplesmente até à farmácia comprar o antidepressivo tomar e
bom esquecer e tomou uma espécie de anestesia da alma né mas é num são opções que geram vidas formas de vida muito diferentes uma primeira opção você tem uma busca você tem a possibilidade de uma alteração você tem riscos talvez numa análise deve agir se separar da sua mulher do seu marido talvez ela não se encontre outro cônjuge enfim há riscos riscos nessa alteração da vida e na opção meramente medicamentosa bom aparentemente não há riscos essa garantia de saber como é que vai se chegar ao fim parece que é aparentemente um melhor negócio do que
arriscar não é um sofrimento nosso sofrimento que tem que ser administrado essa palavra é essencial nesse mundo da tecnociência todos os problemas eles não são abordados mais como enigmas porque esse problema existe eles são abordados como problemas a serem gerenciados administrados no psicanalista ser procurado quando uma pessoa sofre um sintoma que tropeça na casca escorrega na casa sua casca de banana pela enésima vez e descobre com quer ver comigo a primeira questão das desesperante em fiel que essa pessoa chega para buscar neste bom quando eu saio dessa eu saio dessa repetição infernal mas ainda que
a psicanálise possa ajudar muitas vezes as pessoas a saírem desse buraco no qual elas caem após escorregar essa não é a pergunta que constitui de fato a pergunta que organiza e tiê e faz com que aquele sujeito comece uma análise uma pergunta que só ele pode fazer né que é a pergunta como é que eu entrei nessa por quê porque a ideia que naquele sintoma a mais sujeito do que ele próprio pode imaginar no início da noite a naquele se tornou uma potencialidade revolucionário as classificações de transtornos mentais definidas pelo manual de psiquiatria americana o
dsm já se incorporaram no nosso vocabulário e no nosso cotidiano e ainda com um agravante as pessoas se denominam sob polar ou souter e h como se fosse parte da sua identidade e esse modo de enxergar as coisas a chamada a racionalidade técnico científica parece que não se limita apenas ao universo da psiquiatria de onde vem essa racionalidade diagnóstica tecno científica porque isso é muito mais persuasivo na nossa vida do que essa nesse modo operacional administrativo que não se pergunta sobre a relação entre as coisas que consideram a exceção só uma exceção só um obstáculo
que consideram um problema social só um problema social a ser eliminado esse modo de gerenciar todos os problemas é lógico que não diz respeito só à psiquiatria atual pois bem é nesse sentido que vale a pena retomar alguns diagnósticos do social um diagnóstico das patologias do social e foram feitas por esse pessoal da filosofia na filosofia política é basicamente a partir de regras que foi o primeiro filósofo que apresentou ao pensamento um diagnóstico do mundo ocidental no mundo ocidental sofria para rega ou de uma espécie de anacronismo consigo próprio mas perde o descompasso um descompasso
entre as instituições às normas a jurisprudência as regras que organizava o mundo romântico naquela época e as aspirações os fatos os novos valores já estavam sendo parte do dia a dia das pessoas esse grande descompasso né essa impossibilidade de cada indivíduo se reconhecer aquilo que organizava a sociedade como um todo era pro reu uma das causas do sofrimento das causas das patologias do social daquela época essa hipótese do rio ela de algum modo foi publicamente confirmada por um sociólogo do caminho praticamente fundador da sociologia com estudos sobre o suicídio do km demonstrou que em épocas
de transição política né em épocas de substituição de governos tanto da monarquia pró democracia pra da direita para a esquerda da esquerda para a direita e 77 na época de transição o índice de suicídios aumentava visivelmente só nessas épocas a conclusão do karnak nessas épocas o que havia no no regime de organização social era o que ele chamou de uma anomia não havia uma regra compartilhada tem aí infinitamente demonstrar o fato de que bom uma sociedade que não consegue o que passa um período de desorganização ela gera um tipo de sofrimento nos membros dela capaz
de levar por exemplo ao suicídio um exemplo recente sino desse tipo de de causa e efeito foi dado num processo de privatização da companhia telefônica na frança é a frança teve como era uma dessas instituições que o projeto a petrobrás que aconteceu pessoas que trabalhavam lá há décadas começaram a se matar e deixar cartas dizendo que era por causa da privatização você já havia lhe uma relação com a empresa que ia muito além de uma relação de mero trabalho de nega a venda das horas da força de trabalho havia lhe na relação com aquela empresa
uma relação de identidade é uma relação de de sentido sentido da vida o nosso regime político ele também organiza o sentido da vida individual nós isso não pode ser desconsiderado isso não pode ser desconsiderado com o cuidado que nós devemos ter o estado um outro diagnóstico importantíssimo na história da filosofia política o diagnóstico do social feito por marx quando ele diz bom é a um problema na nossa organização econômica esse problema é que a 1 com o roubo é roubo é na própria forma de contrato que os dons do meio de produção as empresas enfim
fazem com seus trabalhadores esse roubo ele se identifica num cálculo que é possível a gente fazer da mais-valia aquilo que um empregado produtos enquanto produtos têm um valor exponencialmente maior do que aquilo que ele recebe pelas suas horas de trabalho vendidas isso é uma espécie de roubo porque porque numa sociedade pensada igualitariamente em todas as horas de trabalho de todo o mundo deveriam valer a mesma coisa tudo deveria ser equivalente ninguém deveria valer mais do que os outros alguém que vem de horas de trabalho está vendendo horas de vida este este roubo essa apropriação indébita
por assim ser chamada de mais-valia lá está associada com o fetichismo da mercadoria é aquilo que chamou de valor de troca cada coisa ela pode ser cozida na unidade monetária daquele país e essa unidade monetária não pode ser traduzido em outra coisa eu posso vender minha caneta eu não posso mais usar ela e com esse dinheiro eu posso comprar um copo d'água por exemplo pensar a caneta ou copo d'água pelo seu valor de troca e não um valor de uso é o que mais chamava de fetichismo da mercadoria o vejo em cada coisa não só
o que eu posso realizar com ela mas uma espécie de fetiche e me permite uma espécie de troca universal essa troca universal a gente pensando nas canetas e copos d'água não é tão grave mas quando a gente começa a pensar que um nome pode ser uma mercadoria a gente começa a pensar que um pedaço da minha pele pode ser uma mercadoria quando a gente começa a pensar que uma companhia pode ser uma mercadoria ao molho começa a não funcionar bem no começo não cair bem o exemplo do tipo não não fiz há uns anos atrás
uma pesquisa grande de marcas corporais tatuagens piercings modificações corporais em geral uma das coisas interessantes dessa pesquisa é a idéia de que tipo de pessoas consideram seus corpos enquanto investimentos econômicos eu posso investir na minha aparência porque a minha aparência ela potencializa o meu salário é o caso das cirurgias e implantes de silicone no seio por exemplo nos estados unidos por 10 mulheres atraentes estatisticamente recebe muito mais do que mulheres não atraentes têm pessoas que por exemplo se oferece para um grande mestre tatuar né na sua perna inteira e aí eles vendem a pele recebe
um salário de algum colecionador e o contrato é que quando é o tatuado morreu colecionador vai ter o direito de lá e pegar aquela pele e spu na grande exposição de nova york por exemplo enfim o humano chegou um grau de mercadores ação né não a utilização extremamente inquietante quando uma sociedade inteira começa a pensar os seus membros enquanto meios de produção rylstone e rafa problema é temos um problema que é de 3º diagnóstico do nosso tempo é o diagnóstico de raid com filósofo alemão ainda é importante do hardware aqui o problema da filosofia que
ela nunca pensou a questão do ser a partir da nossa possibilidade de morrer a partir da nossa finitude a gente imaginou que vai ser sempre eterno isso cria para o ryder cup uma espécie de ilusão se nós pensássemos a cada vez cada gesto cada momento que esse pode ser o último nossa vida seria diferente essa primeira leitura da filosofia do raid pela lan após a primeira guerra mundial ela começou a funcionar direito as nações acabaram envolvendo toda a sua população num negócio da guerra essa mobilização total é o título de um amigo do rádio esse
fenômeno de mobilização total alertou para um outro tipo de fenômeno que estava acontecendo naquela época os anos 2030 que era um fenômeno de caráter planetário as relações estavam sendo transformadas a partir justamente de uma abordagem radicalmente técnica ou seja cada coisa do mundo é pensada como um instrumento para extração e acumulou cada experiência do ser humano ela é pensada uma espécie de ângulo instrumental para uma outra coisa essa quantificação essa relação quantificador a de nós seres humanos com as coisas e com as outras pessoas né aquele raiva que chamou de e técnica a técnica diferentemente
da ciência ela se preocupa com os resultados ela não é pensada a partir do saber isso é muito importante quando você chega a história da psiquiatria recente do dsl porquê porque um elemento importante do dsm tem a ver com a publicidade quando essa paciente se apresenta como eu sou bipolar ou alguém fala eu tenho top que se trata aqui é de um uso desses termos diagnósticos com diagnósticos tanque ele ele não é simplesmente não é feito natural da linguagem e nem produto é resultado de uma tecnologia publicitária extremamente afinada a idéia desse novo aspecto da
psiquiatria que uma depressão ela tenha que ser considerada como algo banal ela não pode ser responsabilidade só não pode ser motivo de vergonha puxa o depoimento ela tem que ser contada com o symbol peguei uma gripe ou suíço descer um degrau torceu o tornozelo com depressão há um esforço grande da indústria publicitária e banalizar todas essas perturbações psíquicas ae esse espírito radicalmente pragmático né ele acabou sendo de nós quem se apropriou dos conceitos e da prática psicanalítica nos estados unidos e esses conceitos rapidamente alimentaram a própria indústria da publicidade e alimentaram o sistema de rh
estados unidos o sistema das relações humanas aqueles setores das empresas que estão preocupados em deixar os seus funcionários cada vez mais felizes e produzir cada vez mais por cada vez menos se um detalhe importante pois bem toda essa desenvolvimento dos programas e recursos humanos da própria publicidade ela deve muito aos conceitos psicanalíticos a título de exemplo é o mais importante é um o sobrinho do floyd sobrinho do flash mapa quer dizer nem se ele foi basicamente o grande inventor da do marketing e do ator ernest sobrinho de floyd foi pioneiro no campo das relações públicas
e da propaganda utilizando de idéias psicanalíticas de seu tio para criar técnicas de manipulação das massas ele mostrou para as corporações americanas que poderiam direcionar a vontade das pessoas para que desejassem coisas das quais elas não precisavam inaugurando a era do consumismo entre outras coisas ele conseguiu dobrar o consumo de tabaco nos estados unidos de um ano para o outro uma campanha publicitária que até hoje é ensinada nas escolas de marketing e simplesmente sacou que as mulheres não fumavam porque isso era mal visto e teve a idéia brilhante que de associar o fumo a ao
direito de voto as mulheres nas lans devem se emancipa né e elas devem votar e deve fazer um algo pela liberdade delas ele contratou um monte de repórteres amigo dele e avisou que as suffragette se elas iam o site tirar de suas ligas um pacote deluxe suecas em de um cigarro na mão para o alto em que tato to freedom né ele foi contratado logo pra cometer informação pública não aborda estatal dos estados unidos que era responsável por veicular as informações ao público interno pensou e escreveu muitos livros nem sobre como manipular as massas ele
pensou tudo isso não só com um não enquanto uma ciência mas enquanto uma engenharia título do livro de eli é a engenharia do consentimento como usar a demanda de sentido a necessidade simbólica de todos nós né nossa necessidade de reconhecimento como usar isso para potencializar o capitalismo de consumo pois bem isso faz parte né do que eu estou chamando de um desse mundo da tecnologia ciência e da racionalidade tecnocientífica é dos nossos sofrimentos hoje qual é o diagnóstico que a psicanálise basicamente floyd fez da nossa sociedade a premissa de que entre a civilização ea animalidade
haja relações de oposição aprove uma espécie de exclusão mútuo se há uma satisfação corporal máxima as chances da civilização existir são mínimas para que a civilização se instaure é preciso que ela retire uma parte dessa energia chamava-se energia da por de pulsões no caso as pulsões sexuais nem energia tem que ser retirada da nossa satisfação sexual direta e tem que ser canalizada para o trabalho nisso fred disse que é um sofrimento de toda a civilização uma renúncia uma frustração e toda a civilização tem uma espécie de nostalgia daquela cristado de prazer infinito né é ele
que é perdido a nossa entrada na civilização isso teria sido perdido com a passagem dos hominídeos aos homens civilizados isso seria perdido na passagem de satisfação de cada criança ao ser alertada colo uma técnica pra as etapas posteriores do seu desenvolvimento né a então essa idéia de relação de exclusão mútua entre o que é da cultura e o que é do corpo à cultura retiraria do corpo na parte de neve mais fred pensa também uma outra fonte do nosso sofrimento o nosso modo de nos contar mãos aquilo que a gente pensa da gente mesmo os
valores que a gente escolhe e impõe para a nossa vida os nossos ideais eles podem impor critérios muito altos pra gente é o caso por exemplo da sociedade violência onde o fred criou psicanálise em uma viela do final do século 19 imperava uma sociedade burguesa extremamente conservadora em seu consultório fred percebeu na maioria de seus pacientes que seus problemas e insatisfações tinham fundo sexual histeria matrimônios fracassados entre outras questões eram pra ele um sintoma da inadequação dos valores da época com a verdadeira natureza humana moralismo impunha uma repressão fortíssima principalmente relacionada às questões sexuais o
que estava gerando desnecessariamente patologias a revolução sexual trouxe transformações neste campo mas não o suficiente para acabar com as neuroses isso não eliminou contudo as neuroses porquê porque tá uma espécie de segundo diagnóstico do fai é o segundo diagnóstico tem a ver com o modo como nós lhe damos a nossa agressividade a nossa agressividade ela sempre foi pensada né pela ciência biologia como fruto mais pés de de instrumento necessário à vida as pessoas sofriam de culpa quanto mais correta era uma pessoa tanto mais culpa ela sentia não fazer sentido essa desproporção entre o crime eo
castigo fez o fred começa a pensar sobre um outro aspecto da nossa vida profissional né sobre a nossa na agressividade ele notou um segundo tipo de hipocrisia um segundo tipo de exigência moral acima da nossa natureza escreveu um livro importante chamado mal estar na civilização antiga grande parte desse livro é dedicado à crítica de são paulo nem quando diz são paulo de bom a maio próximo como a ti mesmo né frangioni sinto muito mas é impossível por tudo que eu tô vendo ao longo das décadas disputando as pessoas é impossível amar ao próximo como a
si mesmo pode acontecer né estado de paixão absoluta pode acontecer a mãe por um filho de pai para filho em alguns momentos pode acontecer a não acontece nesses casos todo o tempo nosso amor incondicional ele não é tão incondicional assim né aquela sociedade não era hipócrita consigo mesma só em relação às questões sexuais a dificuldade em reconhecer nossas limitações nossos desejos nossas irritações e dá um destino diferente pragas que é a maior responsável por gerar os sintomas aquilo que a gente não reconhece o princípio falando pra nós mesmos o ponto é aquele que vai gerar
uma espécie de cada um vai gerar sua casca de banana é que vai aparecer a sua casca de banana pessoal né aquilo que você não quer reconhecer a princípio não quer reconhecer a princípio basicamente por por uma adesão um infantil muitas vezes justificada é muitas vezes racionalizada a certos valores como uma orientação é questionável da própria fita não é nesse sentido que o sintoma profissionalize pode sim é apontar a um futuro nunca um outro futuro no fundo no fundo bem lá no fundo a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta
data aquela mágoa sem remédio é considerada nula sobre ela silêncio perpeto extinto por lei todo remorso maldito seja que olhar pra trás lá pra trás não há nada nada mais mas problemas nos resolve problemas tem família grande e aos domingos há em todos a passear o problema sua senhora e outros pequenos probleminhas mas debates no site facebook do instituto cpf problema grande de homens dos homens hoje é como estar à altura de suas imagens e realizados de virilidade quando se torna uma obrigação isso deixa de ser prazeroso