Mateus 18 é um dos textos mais diretos e ao mesmo tempo mais ignorados de toda a Bíblia. Jesus está diante dos discípulos e eles perguntam: "Quem é o maior no reino dos céus? " A resposta de Cristo desmonta toda a lógica humana.
Ele chama uma criança, coloca-a no meio deles e declara: "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus". Mateus 18:3. Aqui está a verdade central.
Ninguém entra no reino sem se converter e sem se tornar como uma criança. O problema é que o cristianismo moderno quer o reino, mas sem conversão. Quer poder, mas sem pureza, quer ser filho, mas sem depender do pai.
Jesus fala de humildade e o mundo responde com vaidade. Fala de simplicidade e a religião oferece teologia sem arrependimento. Enquanto os discípulos discutiam sobre quem seria o maior, o filho de Deus apontava para o menor e disse: "É esse que pertence a mim.
A verdade é dura. Você pode conhecer a Bíblia inteira e ainda estar fora do reino. Pode servir, cantar, pregar e ainda não ter nascido de novo.
Jesus está dizendo que o inferno está cheio de adultos espirituais que nunca voltaram a ser crianças, humildes, dependentes e quebrantados. Spur dizia: "O orgulho é o disfarce mais elegante do inferno, mas a esperança, aquele que se converte e volta a depender de Deus como uma criança experimenta o reino ainda nesta vida. A dependência traz descanso, a humildade abre o céu.
E quem se ajoelha diante do Pai descobre que a grandeza verdadeira é obedecer em silêncio. Este vídeo não é para os que querem fama espiritual, é para os que querem salvação real. Se você está cansado de uma fé que fala de reino, mas vive como um rei independente, fique até o fim, porque hoje, através de Mateus 18, o Espírito Santo vai te chamar de volta à simplicidade que o céu reconhece.
E talvez pela primeira vez você entenda o que significa ser filho de verdade. Jesus está cercado por discípulos, homens que deixaram tudo para segui-lo, mas que ainda não haviam deixado o orgulho. Eles o amavam, mas ainda pensavam como o mundo.
Queriam o reino, mas imaginavam o trono. Queriam ser servos, mas sonhavam em ser primeiros. E é exatamente aí que o Mestre decide revelar o princípio que governa o céu.
Quem não se converter e não se tornar como criança, de modo algum entrará no reino dos céus. Mateus 18:3. Esse é o início do confronto.
Jesus não está falando com fariseus, nem com incrédulos. Está falando com os seus homens salvos pela graça, mas ainda presos à vaidade espiritual. E é assim.
que ele inicia a lição. Colocando uma criança no centro, ele pega o menor, o que ninguém notava, o que não possuía voz, e o torna o exemplo supremo da fé. Espurion dizia: "O reino de Deus começa no pó, porque é nele que o homem deixa de competir com Deus.
O rebaixamento é o primeiro degrau da escada celestial. Não há conversão sem queda. Não há queda no pecado, mas a queda do orgulho.
A verdadeira conversão não é apenas mudar de caminho, é mudar de altura. Deus não leva o homem ao céu antes de fazê-lo descer do pedestal. Os discípulos queriam saber quem é o maior.
Jesus então responde mostrando quem é o menor. E aqui está a verdade ignorada. No reino de Deus.
A porta é tão baixa que só entra quem se ajoelha. Enquanto o mundo busca elevação, o Evangelho prega descida. Enquanto o homem quer ser admirado, Cristo chama para ser esquecido.
Enquanto muitos lutam por reconhecimento, o filho de Deus ensina o valor de ser pequeno diante do Pai. Não há entrada no reino sem renúncia à vaidade. Essa é uma das maiores provações da fé.
Aceitar que diante de Deus o sucesso espiritual é ser dependente e não autossuficiente. A maturidade verdadeira não é quando você se sente forte, é quando reconhece que sem ele nada pode fazer. Jesus coloca uma criança no meio dos adultos e o constrangimento é espiritual.
Todos entendem. Ele está dizendo que o reino não pertence aos competidores, mas aos confiantes. A criança não disputa posição, não carrega status, não depende de aplauso, depende do amor do Pai.
E é por isso que Jesus diz: "Torne-se como ela". Mas essa ordem é mais radical do que parece. Tornar-se criança não é agir com ingenuidade, é despir-se de pretensão.
É admitir que a fé não é controle. É confiança, é voltar ao estado de quem não manda, apenas confia. Espjon homem que quer subir à escada do reino deve começar pelo degrau do arrependimento.
E essa é a chave do rebaixamento. Arrependimento. Não o arrependimento superficial de quem sente culpa, mas o arrependimento profundo de quem percebe o orgulho como raiz de todos os pecados.
Aquele que não se converte do orgulho jamais entra no reino. Porque o reino é o lugar onde Deus reina. E onde Deus reina, o eu não governa.
Jesus não escolheu uma criança apenas por pureza, escolheu por dependência. A criança não se alimenta sozinha, não se sustenta sozinha, não se protege sozinha. Ela vive porque alguém maior a sustenta.
E é assim que deve viver o cristão verdadeiro. O que o mundo chama de fraqueza, Deus chama de fé. Essa é a primeira lição de Mateus 18.
O reino começa no rebaixamento. Aquele que quer subir precisa primeiro descer. Aquele que quer governar precisa primeiro aprender a obedecer.
Aquele que quer ser grande precisa primeiro reconhecer-se pequeno. E é aqui que muitos param. Porque o orgulho espiritual é mais sutil do que o orgulho do mundo.
Há pregadores que se humilham em palavras, mas se exaltam no coração. Há servos que dizem toda glória a Deus, mas desejam os aplausos dos homens. Mas o céu vê e no reino o olhar de Deus não mede altura, mede profundidade.
Quem desceu o bastante para confiar? Quem deixou de disputar grandeza para buscar santidade? Spurjon escreveu: "O orgulho é o trono onde o diabo ainda reina nos corações que não se renderam.
Por isso Jesus diz: "Convertei-vos. A conversão verdadeira é a morte do ego. Quando o velho homem que buscava status é crucificado e nasce o filho que se contenta apenas em permanecer nos braços do Aino começa no rebaixamento.
Não é uma queda vergonhosa, mas um ato de sabedoria espiritual. Aquele que desce até o pó para depender de Deus nunca mais é abalado, porque o vento não derruba o que já está prostrado. A criança é o espelho da alma salva.
Ela vive sob o cuidado do Pai, confia no que não entende e se alegra no que o mundo despreza. Esse é o segredo que os grandes ignoram e os pequenos descobrem. Quem se faz pequeno diante de Deus, o céu chama de grande.
Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3. Jesus não está falando de um conselho espiritual, mas de uma condição absoluta, de modo algum.
São palavras que não deixam brechas. A porta do reino é estreita demais para quem quer entrar com a velha natureza. Não se trata de melhorar, nem de aprender a viver de forma mais religiosa.
Trata-se de morrer para o velho homem e nascer para uma nova realidade. O reino do Spurgion dizia: "A conversão não é uma reforma do caráter, é uma ressurreição da alma. E é exatamente isso que Jesus exige quando ele fala converter-se.
Não está pedindo mudança de comportamento, mas mudança de essência. O verbo converter no grego strafete, strapete significa literalmente virar-se, inverter a direção, mudar o eixo do coração. Jesus está dizendo: "Enquanto vocês olharem para cima buscando grandeza, eu olho para baixo buscando humildade.
A conversão então não é algo que se faz uma vez. É um processo contínuo de rendição. Não é apenas o início da fé, mas o modo de vida de quem pertence ao reino todo dia.
O verdadeiro discípulo precisa converter-se novamente, sair de si e voltar-se para Cristo. E essa é a verdade ignorada. Há muitos convertidos à igreja, mas poucos convertidos a Cristo.
Muitos frequentam o templo, mas não mudaram de natureza. ainda vivem segundo o orgulho, a vaidade e a autopiedade. Querem o Salvador, mas sem a cruz.
Querem o perdão, mas sem arrependimento. Querem o reino, mas sem o rei. Jesus não aceita esse tipo de fé superficial.
Ele diz: "De modo algum entrareis". Essas palavras são mais sérias do que parecem. Significam que sem conversão real não há salvação real.
A religião pode imitar a fé, mas o Espírito Santo só habita em quem passou pela morte do eu. Spurgion pregava: "Enquanto o homem tenta melhorar a si mesmo, Deus ainda não começou a obra. Mas quando ele se entrega e clama por misericórdia, o céu começa a reconstruí-lo desde o alicerce.
Essa é a conversão que Jesus exige, uma rendição completa que quebra o orgulho e cria dependência. O convertido deixa de viver para impressionar e passa a viver para obedecer. Ele perde a vontade de provar seu valor porque finalmente entendeu o valor do sangue que o comprou.
Converter-se é trocar o trono pelo altar, é abdicar. Da coroa da vaidade para carregar a cruz da obediência. é deixar de ser dono de si para se tornar servo do rei.
Por isso, Jesus escolhe a criança como símbolo. Ela não decide sozinha, não planeja seu futuro, não busca glória, ela simplesmente confia. O cristão convertido é aquele que voltou a confiar.
Mas há um perigo, o da conversão incompleta. Há quem chore, mas não mude. Há quem confesse, mas não se renda.
Há quem se emocione, mas não se entrega. A emoção é o prelúdio, a rendição é a prova. E é por isso que Jesus fala de se tornar como uma criança.
Não basta sentir, é preciso mudar de forma. Spurgion dizia: "A prova da conversão não está no quanto você chora no altar, mas no quanto você obedece depois dele. O convertido verdadeiro começa a enxergar o mundo com olhos diferentes.
Ele não busca mais o que o faz parecer grande, mas o que o faz permanecer puro. Ele não mede sua fé por resultados, mas por dependência. E o mais impressionante, quanto mais ele amadurece espiritualmente, mais se torna como uma criança.
O cristão maduro não é o que se sente forte, mas o que reconhece sua fraqueza e confia totalmente na graça. O convertido não é o que sabe mais, é o que precisa mais de Deus. E essa é a inversão divina.
Quanto mais perto do céu, mais simples o coração se torna. O mundo diz: "Creça assuma o controle, confie em si". Jesus diz: "Volte, renda-se, confia em mim".
O mundo chama isso de fraqueza. O céu chama de fé. A conversão que Jesus exige é radical, porque o pecado é profundo.
Não há como remendar o velho homem. Ele precisa morrer e quando morre nasce algo novo. O espírito de filho, o coração dependente, o caráter moldado pela graça.
Spuron concluía seus sermões sobre esse texto com uma frase que resumia tudo: "Não há entrada no reino para quem não voltou a ser filho. Essa é a essência da conversão, retornar à infância espiritual, onde o coração volta a confiar no Pai que o criou. E quando isso acontece, o céu reconhece o convertido, não pelas palavras, mas pela mudança de natureza.
Porque quem realmente se converteu já não busca ser o maior, busca apenas permanecer nos braços do Pai. Jesus não apenas ensinou sobre humildade, ele encarnou a humildade. O criador que sustentava o universo tornou-se servo.
O rei eterno lavou os pés de homens comuns e foi coroado não com ouro, mas com espinhos. Esse é o maior escândalo do Evangelho, o Deus infinito, escolhendo a pequenez como trono. Mateus 18 nos mostra que a humildade não é uma virtude opcional, é o DNA do reino.
Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. Mateus 18:4. Com essa frase, Jesus destrói todas as estruturas de status, mérito e poder espiritual.
Ele não diz quem fizer mais milagres ou quem souber mais doutrina. Ele diz quem se tornar humilde. E aqui está a verdade ignorada.
A humildade não é natural. Ninguém nasce humilde. A humildade precisa ser formada pela cruz.
Ela nasce do encontro entre o reconhecimento da própria miséria e a revelação da misericórdia divina. Sparge dizia: "A humildade não é pensar menos de si, mas pensar mais em Cristo. O homem natural busca ser visto.
O homem espiritual busca desaparecer para que Cristo seja visto. E enquanto o mundo persegue reconhecimento, o discípulo verdadeiro aprende o poder do anonimato santo. A humildade é escandalosa porque fere o orgulho.
E o orgulho é o Deus secreto de muitos corações religiosos. Ele se disfarça de zelo, de carisma, de autoridade, mas o céu não o tolera. O inferno nasceu de um coração orgulhoso.
O reino nasce de corações rendidos. O primeiro pecado da criação foi a exaltação de Lúcifer. O primeiro milagre da salvação é a humilhação do homem.
Quando Jesus diz tornar-se como criança, ele não está falando de infantilidade, mas de pureza, de dependência. A criança sabe que não pode, por isso confia. Ela não compete, não finge, não calcula, apenas se entrega.
E essa entrega é o segredo da verdadeira grandeza, porque no reino o mais humilde é o mais próximo de Deus. Spur pregava: "A humildade é o trono onde Cristo reina no coração do homem. A fé madura é paradoxal.
Quanto mais o cristão cresce, mais se curva. Quanto mais Deus o exalta, mais ele desce. E quanto mais desce, mais reflete o rosto do próprio Cristo.
Mas o mundo não entende isso. O mundo chama o humilde de fraco, o dependente de ingênuo, o servo de tolo. O sistema que valoriza títulos e posições não sabe lidar com quem serve em silêncio e ama sem retorno.
A humildade é uma ofensa à lógica da vaidade, por isso é chamada aqui de escândalo. No entanto, esse escândalo é o selo dos filhos do reino. Os homens que mudaram o mundo foram os que se dobraram diante de Deus.
Moisés caiu com o rosto em terra e viu a glória. Davi chorou e foi chamado homem. Segundo o coração de Deus.
Maria se declarou serva e gerou o Salvador. Pedro foi quebrado e se tornou pedra. E Jesus humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz.
Filipenses 2:8. A humildade é o ponto onde a fraqueza humana e o poder divino se encontram. O homem se curva e Deus o levanta.
O homem se cala e Deus fala por ele. O homem renuncia ao trono e Deus o assenta em lugares celestiais. Mas há um perigo, a falsa humildade.
O orgulho pode vestir a máscara da modéstia, pode falar baixo, mas querer ser ouvido. Pode parecer piedoso, mas buscar aprovação. Spur alertava: "O coração pode ajoelhar-se por fora e ainda estar de pé por dentro.
A humildade verdadeira não é performance, é postura diante de Deus. Não busca recompensas, mas conhece sua insignificância diante da graça. É o homem que, mesmo usado por Deus, ainda se espanta por ter sido escolhido.
Jesus sabia que os discípulos só entenderiam o reino quando entendessem que não havia lugar para o orgulho nele. O reino não é palco para os que se exibem, mas abrigo para os que se prostram. Por isso ele coloca uma criança no centro da roda e diz: "Seja como ela, não é um elogio à inocência, é um convite à rendição.
Spurion concluiu assim um de seus sermões sobre Mateus 18. Os anjos se inclinam diante da humildade. O inferno se curva diante dela e o próprio Deus habita com os que são quebrantados de coração.
A humildade é o selo dos eleitos. Ela é a luz invisível que o céu reconhece. O homem pode não notar, mas o trono de Deus se inclina sobre quem se ajoelha, e quem aprende o escândalo da humildade descobre o segredo do poder.
Deus exalta os que o mundo despreza e resiste aos que o mundo aplaude. E qualquer que receber em meu nome criança, tal como esta, a mim me recebe. Mateus 18:5.
Depois de ensinar que o maior no reino é o mais humilde, Jesus dá um passo ainda mais profundo. Ele se identifica com os pequenos, não apenas os valoriza, ele os habita. Ele diz: "Quem recebe um deles, recebe a mim.
" Ou seja, o modo como tratamos os pequenos revela o quanto realmente amamos Cristo. Aqui está uma das verdades mais ignoradas e mais temidas do evangelho. Deus se esconde nos lugares onde o orgulho não quer entrar.
Ele se revela no pobre, no esquecido, no fraco, no desprezado. E cada vez que o crente passa por alguém pequeno, está diante de uma oportunidade sagrada de receber o próprio Cristo. Spur dizia: "O coração que ama os pequenos é o trono onde Cristo repousa.
A fé verdadeira se prova na forma como tratamos quem não pode nos retribuir. que o amor cristão não é calculado, é sacrificial. E o que Jesus está dizendo em Mateus 18:5 é que a compaixão é o rosto visível do reino.
Os discípulos estavam preocupados com posição. Jesus os chama para perceber pessoas. Eles queriam saber quem seria o maior.
Ele mostra quem precisa ser amado no reino. Grande não é quem é visto, mas quem vê os invisíveis. E esse é um princípio espiritual que o inferno odeia.
Toda vez que o amor serve, Satanás perde terreno. Spuron pregava: "O amor é a espada com que vencemos o diabo, porque o orgulho não sabe amar". O problema é que na prática os cristãos muitas vezes preferem as luzes aos pequenos, preferem as multidões aos discretos, os influentes aos simples.
Mas o evangelho sempre desce, nunca sobe. O Deus que criou as estrelas escolheu nascer em uma manjedoura. O Cristo que reina no céu escolheu andar com pescadores.
E quando quis ensinar sobre grandeza, apontou uma criança. Isso revela o verdadeiro padrão do reino. Cristo está onde o mundo não procura.
Quando você se aproxima de alguém frágil, ferido ou esquecido, e o ama em nome de Jesus, o céu observa e o Senhor considera aquele gesto como se fosse feito a ele. Não é apenas um ato humano, é uma comunhão divina. Receber um pequeno é abrir a porta do coração para o próprio Cristo entrar.
Mas o oposto também é verdadeiro. Ignorar, desprezar ou escandalizar um pequeno é ofender o coração do rei. Por isso Jesus continua: "Mas se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse afogado na profundeza do mar".
Mateus 18:6. Essa é uma das declarações mais severas de todo o evangelho. Jesus está dizendo que é preferível morrer de forma trágica do que fazer tropeçar um coração simples.
Porque quem fere um pequeno toca no que é mais precioso para Deus. A confiança. A fé dos humildes é o tesouro do céu e o inferno se enfurece quando alguém tenta corrompê-la.
Spurgion dizia: "Deus observa com mais zelo o tropeço de um pequenino do que a queda de um gigante. O cuidado com os pequenos é a medida do amor maduro. Os que realmente conhecem a Cristo não competem, não julgam, não manipulam.
Eles cuidam, acolhem e protegem, porque entendem que a presença de Deus mora nas almas frágeis. E cada vez que o cristão estende a mão a um pequeno, está tocando no próprio Cristo. Essa é a essência do reino.
O trono de Deus é sustentado por atos de misericórdia. O poder do reino não se manifesta em títulos, mas em ternura. O discípulo que ama os pequenos se torna canal da presença divina.
Spur costumava dizer que o versículo quem recebe um pequeno a mim recebe é a porta dourada da compaixão cristã. Porque quem entende isso nunca mais trata o outro como peso, mas como presença. Imagine o contraste.
Os discípulos queriam saber quem é o maior. E Jesus responde apontando o menor e dizendo que ele mesmo está ali. Essa é a revolução do reino.
O rei se disfarça de criança. O todo-eroso se apresenta nos fracos. O Salvador se revela nos esquecidos.
Por isso, o amor prático é a maior forma de adoração. Dar de comer, visitar, consolar, perdoar. Tudo isso é culto, porque Cristo se manifesta no toque, na compaixão e na escuta.
E quem entende Mateus 18:5 começa a viver de forma diferente. Não busca ser importante, busca ser presente, não procura palco. Procura propósito, não acumula seguidores, acumula servos.
Spursion encerrava esse tema com uma frase que resume toda a teologia da humildade e do amor. A prova de que Cristo habita em você é que os pequenos se sentem seguros ao seu lado. Receber o pequeno é receber o rei.
Proteger o fraco é proteger o altar. E amar o esquecido é tocar o próprio coração de Deus. Que vos parece?
Se um homem tiver 100 ovelhas e uma delas se desgarrar, não deixará as 99. Nos montes, indo procurar a que se desviou. Mateus 18:1.
Depois do ai do mundo, Jesus fala do amor que o sustenta. O mesmo Deus que julga com justiça também busca com ternura. O capítulo que começa com a pureza de uma criança e passa pelo peso do escândalo, agora nos conduz à compaixão divina.
O coração de um pastor que nunca desiste de um só. Essa parábola é uma das mais conhecidas, mas talvez uma das mais mal compreendidas. Muitos a leem com emoção, mas poucos a enxergam com o temor que espurjam via nela.
Porque o foco dessa história não é ovelha, é graça. Ovelhas se perdem, o pastor vai atrás. E essa é a mensagem.
A glória de Deus não está apenas em manter os fortes, mas em buscar os que caíram. Spurgion dizia: "A beleza da graça não está no campo onde as ovelhas pastam, mas no vale onde o pastor as encontra. Jesus quer que entendamos algo profundo.
O reino não é uma comunidade de perfeitos, mas de resgatados. E cada alma que se desvia é lembrada no céu com o mesmo valor das 99 que ficaram. Enquanto o mundo descarta os fracos, Deus interrompe o culto celestial para ir atrás de um só perdido.
Essa é a diferença entre religião e evangelho. A religião contabiliza o que restou. O evangelho corre atrás do que se perdeu.
O pastor deixa as 99 e isso é escandaloso. Deixa o estável, o seguro, o confortável para enfrentar montes, espinhos e vales sombrios por causa de uma ovelha rebelde. A pergunta é: quem faria isso?
Somente aquele que não ama por número, mas por nome. Cada ovelha é um universo para Deus. Ele não busca multidões, busca corações.
E quando uma alma se perde, o coração do pastor se inquieta até encontrá-la. Espurjon pregava: Deus não ama coletivos, ele ama indivíduos. O amor dele é tão vasto que alcança o mundo, mas tão íntimo que chama você pelo nome.
Mateus 18 mostra o contraste entre o mundo e o reino. O mundo abandona quem falha. O reino busca quem se perdeu.
O mundo chama de TIC sair do conforto. O reino chama de amor. E essa é a essência do coração de Cristo.
Ele deixa o que é certo para resgatar o que é quebrado. Mas há uma chave espiritual aqui. A ovelha perdida não grita.
O pastor é quem a chama. Ela não volta. Ele a carrega nos ombros.
O que revela que a salvação nunca foi uma conquista humana, mas uma iniciativa divina. A conversão que Jesus exige em Mateus 18:3 é possível apenas porque há um pastor que busca. Espurjonia: "O mesmo Deus que exige arrependimento é o que o concede.
O rebanho representa os que permanecem na fé. A ovelha o que caiu, desviou-se ou simplesmente se cansou. E o pastor não pergunta o motivo da queda.
Ele pergunta: "Onde está? " A graça não começa com acusação, mas com busca. O céu não envia repreensão, envia resgate.
Mas perceba, Jesus não romantiza o desvio. Ele o chama de perda, a dor, distância e risco. Por isso, o pastor vai atrás e quando a encontra, não há sermão, a festa.
Regozijai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido. Lucas 15:6. Spurgion amava essa cena.
Cristo não volta com uma ovelha nos ombros por vaidade, mas por alívio. Ele não se vangloria da força, mas da misericórdia. E essa é a resposta à pergunta silenciosa de muitos corações.
Será que Deus ainda me quer depois de tudo? Sim. Ele não apenas te quer, ele está te procurando.
Enquanto você tenta encontrar forças para voltar, ele já está vindo ao seu encontro. O caminho que parece impossível é o trajeto que ele já percorreu na cruz. A ovelha perdida é símbolo de todos nós.
Em algum momento, todos nos afastamos, todos tropeçamos, todos nos distraímos. Mas o pastor é fiel. Ele deixa o que está seguro para garantir que ninguém se perca.
E essa é a mensagem do reino. A grandeza de Deus está em não desistir dos pequenos. Espurjon encerrava um de seus sermões sobre esta passagem, dizendo: "O mundo caminha sobre os que caem.
Cristo se inclina para levantá-los. O mesmo Jesus que exige pureza também oferece perdão. O mesmo que cobra conversão também carrega o convertido cansado.
O mesmo que julga o escândalo também cura o escandalizado. Esse é o coração do reino. Justiça e graça, santidade e amor, disciplina e ternura.
E quando o pastor retorna com a ovelha nos ombros, o céu inteiro se alegra, não pelo número restaurado, mas pelo amor confirmado. Porque no reino cada alma vale o sangue do cordeiro. Então Pedro, aproximando-se dele, disse: "Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei?
" Até sete? Jesus lhe disse, não te digo que até sete, mas até 70 x 7. Mateus 181 22.
Capítulo termina como começou, revelando o coração do reino. Depois de ensinar sobre humildade, compaixão e pureza, Jesus fecha o ensinamento de Mateus 18 com a virtude mais divina e mais ignorada, o perdão. Pedro, ainda com a mentalidade de um homem que mede justiça em números, pergunta: Quantas vezes devo perdoar?
Sete parecia generoso, piedoso, suficiente, mas Jesus responde com um número impossível, 70 x 7. Não está falando de contagem, está falando de natureza. Ele está dizendo: "Enquanto o meu perdão fluir sobre você, o seu deve fluir sobre os outros".
Spuron dizia: "Perdoar é o respirar da alma regenerada". O cristão que não perdoa sufoca com o próprio veneno que negou ao inimigo. O perdão, portanto, é a prova de que a conversão foi real, o mesmo coração que se ajoelhou diante da cruz, deve levantar-se disposto a libertar quem o feriu, porque quem foi alcançado pela graça não pode viver.
Aprisionando outros na dívida. Jesus então conta a parábola do servo impiedoso. Uma história que desmonta o orgulho religioso.
Um rei perdoa a um servo uma dívida impagável. Mas esse mesmo servo, ao sair livre, encontra um colega que lhe deve pouco e o lança na prisão. Quando o rei ouve isso, se ira e o entrega aos torturadores.
E Jesus conclui: "Assim vos fará também meu Pai Celestial, se de coração não perdoardes cada um a seu irmão". Mateus 18:35. Essa é uma das advertências mais severas de toda a Escritura.
Não é apenas moral, é espiritual, porque o perdão é a própria respiração do reino. Ponto. Negar o perdão é fechar o canal.
Por onde o espírito sopra. Quem não perdoa não apenas fere o outro, sufoca a si. Mesmo Spuron explicava.
O homem que não perdoa é como quem bebe veneno, esperando que o outro morra. Mas o perdão é o rio que lava a alma e a deixa leve o bastante para subir ao céu. O perdão é a continuação da humildade.
Só o pequeno consegue perdoar porque o orgulho exige compensação, mas a humildade oferece restauração. Aquele que entendeu o amor de Cristo sabe que não tem o direito de reter o que recebeu de graça. Por isso, Jesus usa a linguagem das dívidas.
Eu te perdoei toda a tua dívida. Não devias tu fazer o mesmo? Aqui está a lógica do reino.
Quem foi perdoado se torna canal de perdão. Quem recebeu graça se torna embaixador dela. E quem se recusa a perdoar prova que ainda não entendeu o evangelho.
Spuron dizia em lágrimas: "O perdão é o nome mais parecido com o de Cristo e o ódio o mais parecido com o de Satanás. Por isso, o perdão é o coroamento de Mateus 18. A conversão, verso 3, abre a porta.
A humildade, verso 4 define quem entra. A compaixão, verso 5, revela quem serve. A vigilância contra o escândalo, verso 7, protege o caminho.
A busca pelo perdido, verso 12, mostra o coração do Pai. E o perdão, verso 21, cela o caráter dos filhos do reino. O perdão é o selo final da transformação.
Quem perdoa prova que o espírito habita nele. Quem perdoa destrói o império do ódio e liberta tanto o ofensor quanto a si mesmo. E é isso que Satanás teme, porque ele só governa onde a mágoa permanece.
Spur concluía: "Quando você perdoa, o inferno perde um prisioneiro e o céu ganha um adorador. " Por isso, Jesus encerra o capítulo dizendo: "Em essência, o reino não pertence aos perfeitos, mas aos que aprenderam a amar como eu amo. E amar como Cristo é perdoar 70 vezes sete vezes, até que o perdão deixe de ser um esforço e se torne natureza.
O cristão maduro não perdoa porque o outro merece, mas porque ele mesmo já foi perdoado do imperdoável. E quando essa verdade o domina, algo sobrenatural acontece. A alma se torna leve, a mente se torna livre e o coração se torna morada de Deus.
O perdão é a ponte que liga o homem caído ao céu. É o último passo do discípulo convertido. O sinal visível da graça invisível.
Quem aprende a perdoar como Cristo já experimentou o reino de dentro para fora. E talvez essa seja a maior lição de Mateus 18. O reino de Deus não é formado por pessoas que nunca erram, mas por pessoas que aprenderam a amar, restaurar e perdoar, como o próprio rei.
Se esta palavra falou ao seu coração, não a ignore. Jesus não está construindo uma igreja de vaidade, mas um reino de crianças restauradas, humildes, perdoadoras e fiéis. E talvez hoje o Espírito Santo esteja te chamando para isso, voltar à simplicidade que o céu reconhece.
Escreva nos comentários: "Senhor, eu quero ser como uma criança no teu reino. Declare isso publicamente, não por emoção, mas como um ato de rendição. " Lembre-se, Mateus 18 não é um texto sobre regras, é sobre relacionamento com Deus, com os irmãos, com a própria alma.
Se esta mensagem te confrontou, compartilhe com alguém que precisa voltar a ser como criança diante do Pai. Muitos hoje vivem como adultos espirituais, mas o céu ainda está à procura dos pequenos que creem. Inscreva-se agora no canal A Escola do Príncipe.
Aqui nós não pregamos conforto, pregamos Cruz, arrependimento e verdade. Ative o sino, deixe seu amém nos comentários e ajude a espalhar essa mensagem de Spurion para mais pessoas. Porque a fé que permanece não é a que impressiona o mundo, mas a que se ajoelha diante do rei.
E os que aprendem a perdoar, a servir e a se humilhar, esses herdarão o reino dos céus. M.