A gente começa com uma entrevista [música] exclusiva com o candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, Luís Inácio Lula da Silva, gravada na manhã desse domingo em Brasília. Segurança pública, as relações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as investigações envolvendo o filho dele, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foram alguns dos temas abodados na conversa com a âncora do Jornal da Record, Mariana Godói. >> O jornalismo da Record veio a Brasília para uma entrevista exclusiva com o presidente Lula no Palácio do Alvorada.
Presidente, muito obrigada por receber o Domingo Espetacular aqui em sua casa num domingo. >> Ah, mas é importante nesse momento da política nacional falar com os meios de comunicação e o domingo é um dia bom de falar. >> É um domingo de bastante audiência na Record também, presidente.
>> Porque nós temos bastante assunto para conversar >> e estamos logo depois do futebol. Então, já vou começar com o assunto do noticiário, com informações que deixam uma impressão e uma suspeição sobre as relações do seu filho Fábio Luí Lulinha e do seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio, conhecido como Marcola, como uma pessoa que parecia querer fazer negócios com vários setores do governo federal. Se tiver alguma coisa errada, se ficar comprovado, o que que o senhor vai fazer a respeito?
O que que o senhor tem a dizer sobre isso? Ô, Mariana, eu trato isso com muita seriedade. Primeiro porque eu não sou juiz.
Segundo, eu não sou procurador, nem sou delegado, eu sou presidente da República. E o que eu digo para você, eu digo para meus filho, eu digo para qualquer pessoa, todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém vai ter que ser investigado.
E eu não sou um presidente que tento proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado.
Investigue-se. E todo mundo tem um direito da de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados.
Mas se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar. >> Por enquanto, parece que o complexo do governo funcionou. Olha, eu acho que há muitas, nós temos que tomar muito cuidado com isso, Mariana, porque tem muitas, ou seja, quando começa a vazar, e você sabe que eu sou vítima disso, desde 1989, você não pode perder o equilíbrio.
E somente você sabe a verdade, Mariana, quando alguém tá cuidado de alguma coisa, só você sabe a verdade. Eu tenho dito pr as pessoas, são inocentes, provem, provem. Não tenho coragem de ser investigado, de participar de inquérito.
Isso vale pro meu filho e vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Portanto, esse é o meu papel do presidente.
Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser injulgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele. E ele sabe disso, porque ele sabe o que eu vivi.
Ele conviveu comigo 40 anos. Ele sabe que a mãe dele morreu por causa da Lava-Jato. Então é o seguinte, só ele [limpando a garganta] estava a verdade.
Então que a diga publicamente que se defenda que processo que eu tá acusando, sabe? E se ficar livre tudo bem. >> Se reeleito, o senhor mudaria alguma coisa no combate à corrupção?
>> Olha, veja, eh [limpando a garganta] nós temos muita coisa de combate à corrupção. Agora, a corrupção é uma coisa quase que incontrolável, porque o dinheiro >> inerente aos ambientes de poder, >> não? Porque o corrupção tem qualquer lugar.
Tem qualquer lugar. Corrupção tem na empresa, tem no governo, tem no judiciário, tem qualquer lugar. Tem no time de futebol.
Ou seja, agora o que nós temos é uma capacidade de investigação como jamais teve esse país. Porque a política federal está preparada para isso. O Ministério da Justiça sabe que tem que investigar e além de investir a a corrupção interna, todo mundo sabe.
Quando eu fiz a primeira reunião com os militin: "Olhe, todo mundo aqui tem o direito de trabalhar com a maior liberdade possível. Nós somos obrigados a fazer as coisas certas. Se alguém fizer a coisa errada, pagará pelo que fez.
Não existe uma relação de amizade, sabe? Existe uma relação de confiança e que as pessoas precisam cumpri-la. Quem não cumprir, sabe, qualquer pessoa será julgada e tem direito à defesa.
E se for inocente, ótimo. Se for culpado, paga o preço da culpa. >> Já que a gente começou falando sobre as notícias, o senhor conversou por 1:20 com o presidente americano Donald Trump.
Eh, eu gostaria de saber o que é que ficou acertado com relação a dois temas importantes. O primeiro é o tarifaço contra os produtos brasileiros e o segundo é a questão do combate ao crime organizado aqui no Brasil. >> Olha, eu conversei mais assuntos com Trump.
Uma coisa é o seguinte, é discutir sobre a questão do tarifato que é do interesse do Brasil. Eu disse ao presidente Trump que mais uma vez as bases pelas quais eles impuseram novas sanções ao Brasil são mentirosas. Ou seja, nós temos o menor desmatamento da história do Brasil.
E eu nasci na minha vida política combatendo o trabalho de escravo. Portanto, eu não posso admitir que alguém possa dizer que vai culpar o Brasil, porque o Brasil compra produto de país que tem trabalho escravo. Eu não posso fiscalizar os outros países.
No fundo, no fundo, ele tava se referindo à China. Na verdade, é isso, tá? E eu conversei muito sinceramente com ele e foi uma conversa boa, porque no mesmo dia ele ligou pro secretário de comércio dele, que ligou pro meu ministro de de de de indústria e comércio e já marcaram uma reunião pra próxima semana.
>> Então já deu frutos. >> Já deu fruto e eu espero que seja um fruto bem saboroso e gostoso, porque eu quero manter Maria numa relação muito civilizada com os Estados Unidos. Eu não sei se é o governo americano, se é o Trump ou se é a assessoria do Trump.
Eu às vezes tenho a impressão que o Trump é bem melhor na relação política que a assessoria, né? Eu disse para ele, disse para ele, não é possível, nós conversamos, tudo vai bem. A minha conversa com o Trump é muito civilizada, é muito respeitosa, tanto da minha parte quanto da parte dele.
Mas depois do segundo escalão toma atitudes, sabe, que são impensáveis. E aí nós não podemos aceitar intromissão de um país, quem quer que seja na coisa do Brasil. Eu disse pro o Brasil tá disposto a trabalhar junto com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Aliás, eu entreguei um documento por escrito para ele, disse por trampo que nós estamos dispostos a trabalhar com ele na questão da exploração de minérias críticos e terras raras. Só que dessa vez a gente não vai ser exportador de matériapra. Nós queremos transformar aqui dentro para produzir celular, para produzir bateria elétrica, para produzir chips.
Nós não queremos ser exportador de matéria. E eu disse para eles que além disso a gente quer ter um comércio muito muito sério com os Estados Unidos. >> Presidente, aqui no Brasil a segurança pública tá sendo uma das principais pautas dessa eleição e os seus adversários têm falado muito em aumento de penas, punições mais severas.
O senhor também pretende, se reeleito, eh, jogar mais duro contra o crime? A vantagem de ter um pouco mais de idade do que algumas pessoas é porque você conhece um pouco mais a história do que outros. Segurança pública sempre foi um tema crucial nesse país.
Sempre foi. Eu sou do estado e você é do estado de São Paulo. Aonde a política todo ano era o seguinte.
Candidato fazendo propaganda com caminhão, sabe? uma carreta como se fosse uma cela com artistas vestidos de prusioneiro dizendo bandido bom é bandido morto, bandido bom. Você sabe disso.
Pois bem, isso continua até hoje. O que que nós fizemos na Constituição de 88, Mariana? Nós tiramos um certo controle que tinha federal, porque a política exigia e os estados queriam.
E nós passamos toda a responsabilidade pros estados. A união, ela tem pouco a ver com a segurança pública na medida em que nós transferimos responsabilidade pro estado. Eu agora quero criar o Ministério da Segurança Pública.
Por que que eu não criei no começo? Porque não tinha o que fazer se eu criasse sem mudar a Constituição. Então agora nós fizemos a PEC da segurança pública, a PEC sendo aprovada.
Vou criar o ministério e nós temos que convencer os meus meninos da fazenda, do planejamento de que nó precisar muito dinheiro para garantir um suporte de trabalhar aliado com o governo do estado, com prefeituras, utilizando a polícia federal, a polícia rodovária federal, a polícia penal para que a gente possa definitivamente resolver o problema da segurança pública, prendendo quem tiver que prender, sabe? punido quem tiver que punir, mas não matando quem não precisa morrer, né? Porque é muito fácil falar de segurança pública, chegar num bairro pobre, matar 10, 15 pessoas, tá resolvido problema?
Não tá resolvido, porque o responsável por aqueles pobres de estado da bandidade mora em apartamento de cobertura ou mora em condomínio chique, ele não aparece. Então o que a gente quer fazer é o seguinte, a gente quer devolver o território da periferia e da cidade para o povo. Ele é o dono do território e aí o bandido vai ocupar seu espaço na cadeia.
>> Falando de povo aterrorizado, eu vou falar de uma questão feminina, porque o número de feminicídios vem aumentando e os dados são muito alarmantes. Eu sei que o senhor pegou essa bandeira com o Pacto Nacional, mas esse tema é na verdade é um drama, né, com com números absurdos. de o que é que o governo federal pode fazer para ajudar a reduzir esses índices.
>> Ô Mariana, eu fiz questão de trazer esse assunto para o colo da presidência da República, do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara dos Deputados para mostrar que é possível os três poderes se unindo, a gente fazer uma luta contra o feminicídio. Só para você ter ideia, desde que eu criei, sabe, esse pacto, nós já fizemos 11 leis, quatro decretos e três portarias. Nós já fizemos várias casas da mulher e vamos fazer muito mais.
E nós vamos criar muita coisa. Só para você ter ideia, hoje a mulher que a o cara que for velhante com a mulher e tiver tonoira, se ele chegar perto da mulher, a mulher vai saber que ele tá chegando perto e ele tem que ser preso para não chegar perto dela e também trabalhar um processo educacional, Mariana, porque a nossa educação foi equivocada. Nós homens nascemos achando que a gente era mais poderoso que a mulher.
Quando você casa, você não vira dono da mulher, você vira parceiro de uma companheira que vai construir junto, sabe, a sua vida. Mas tem acha, tem gente que acha que é dono. Então a mulher não pode fazer nada.
A mulher tem que se vestir do jeito que ele quer, tem que comer do jeito que ele quer. Não. A mulher quer ser livre, ela quer fazer o que ela quiser, respeitando a relação dela com o marido, com os filhos.
Ou seja, ela tem um direito de se vestir o jeito que quiser e trabalhar onde ela quiser. É, ela tem um direito de sair com a amiga para comer uma pizza. Por que que o homem chega em casa meia-noite ainda pedir desculpa e a mulher não pode chegar 5 minutos atrasado.
O cara que vai tomar banho fica pedindo tutora pra mulher. tem que acabar. Nós precisamos fazer com que os homens de bem, e graças a Deus é a maioria trata as mulheres com respeito.
Então, faça um apelo às pessoas de bem, aos homens de bem, aos homens que trata as mulheres de bem. Converse com seus amigos que são brutos, que são ignorante, que acha que mulher é escrava dele, para ele parar, sabe, de fazer bobagem e cuidar bem da famí. >> Homem de verdade protege, né?
O homem de verdade protege. >> É isso. O homem é isso.
Você disse bem. O homem de verdade, aquele que é homem com H maiúsculo, ele protege a sua companheira e não o da violência contra ela. >> Presidente, o senhor fala dos números positivos da economia, fala do desemprego em queda, da inflação controlada.
Ao mesmo tempo, o Brasil é um país que ainda tem juros muito altos e o endamento das famílias é recorte. Eh, isso deixa no ar. Eu acho que os números e a sensação das pessoas não tão batendo, né?
Como é que a gente consegue fazer alinhar o que aparece num gráfico com uma realidade mais agradável? >> Você, você já viu quando na televisão Record você denuncia o tempo? >> Sim.
Aí a pessoa fala, tá 30º com viés de 32, >> tá? >> Eu queria que pro salário fosse assim, tá R$ 6, mas com com a sensação de 10. Agora o juro tá alto, a taxa felicia, quem paga muito caro disso é o povo mais pobre que compra prestação.
Mas também tem uma coisa que nós temos que levar em conta que a gente não pode aceitar mentira, sabe? O o mundo do consumo mudou. Eu tava discutindo CJ antes de vir para cá paraa entrevista.
Ou seja, hoje uma mulher, um rapaz tá no celular, ele tá passando o dedo lá, ele vê propaganda para ele comprar qualquer coisa, qualquer coisa muito barato, sabe? É de R$ 5, R$ 15, R$ 20. E ele às vez vai comprando, ou seja, ele não se dá conta que tem que somar aquilo para saber no fim do mês quanto é que ele gastou que não estava previsto, porque eu sou favorável que o povo consuma.
Agora o povo tem que consumir olhando quanto que ele ganha. >> É, nunca teve uma educação econômica, né? >> Toda vez.
É que isso que eu acho, o governo tem obrigação de criar uma política educacional para o povo. Agora veja o que tá acontecendo no Brasil. Esses dias eu vi que um adversário meu foi mostrar uma picanha, sabe, na televisão, porque até cara, eu vou dar um dado para você que eu fiz questão de tristeza aqui para você, sabe?
a inflação. Enquanto no governo passado, em 4 anos, a inflação teve média 6. 2%, a nossa é só apenas 4.
5%. A infração de alimentos, esse dado eu queria, eu vou olhar pra câmara aqui, a inflação de alimentos no governo passado chegou nos 4 anos a 56. 16%.
A nossa em 4 anos de 2023 até agora 1364%, ou seja, quatro vezes menos. Quatro vezes menos. Então era importante que esses adversários, ao invés de ir no supermercado fazer pirotecnia, devia acompanhar os dados do IPCA para ele saber que as coisas melhoraram muito nesse país.
Você que outra ideia, o desemprego nele chegou a quase 8%, o nosso 5%. O desemprego, eles geraram 6 milhões de emprego, nós geramos 10. 6 100 milhões de empregos.
O crescimento econômico, o deles foi 1. 4. O nosso 3 anos cresceu acima de 3% e esse ano vai crescer um pouco menos, mas a média vai ser 2.
8. O dobro deles. Se você quiser mais a situação fiscal, déficit fiscal que todo dia aparece um jornal, déficit fiscal, o governo não controla déficit fiscal.
No governo passado foi 2. 8% do déficit fiscal. Eu queria que a Faria Lima olhasse esse dado.
No governo passado foi 2. 8% déficit fiscal. No nosso, nos 4 anos o máximo chegou a 8%, a 08 08.
Ou seja, eh desde o governo Dilma que a gente não tem superává um um um um desto fiscal tão pequeno como esse. Então os números são todos exitosos. Nós temos a menor inflação acumulada há qu em 4 anos.
Nós temos aumento do salário mínimo real em todos os anos que eles passaram 7 anos sem fazer. Agora, por que que a sensação tá caro? Tá caro porque mudou o nosso hábito de comer, porque o juro tá caro e porque a gente tá comprando umas coisas, utilizando umas coisas.
Por isso que eu acho que nós vamos ter que criar, além de ter um monte de economista, nós temos que criar como programa de governo uma coisa chamada educação de economia popular, >> educação financeira nas escolas. >> Isso é isso é isso, sabe? As pessoas tem que aprender porque se as pessoas cuidarem disso a gente vive bem.
>> Presidente, vamos falar da escala 6 por1 porque o presidente do Congresso Davi Columbri deu sinais de que pode colocar em pauta já agora em setembro. no começo do mês e pode inclusive ser aprovada. Essa é a expectativa do governo, certo?
>> Tem quatro coisas importantes que pode acontecer logo. A escala 6x1, a PEC da segurança pública, a a escala 6 por1, a PEC da segurança pública e a questão da da dos minérios críticos que a lei tá lá. E tem mais uma que é o Redata que é importante para ser votado.
E tem mais uma que é a taxa das brucians. >> Hum. Sabe, nós temos com a beida provisória, ela vence dia 8 de setembro.
Eu tive com o meu amigo a Columbre, quarta-feira ter uma reunião com ele e nós vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas para o bem das pessoas que gostam de comprar coisinha pouca por 50. Nós temos muita coisa pro futuro desse país, muita coisa. Nós queremos fazer primeiro nos próximos mandatos, a educação será a prioridade, que eu quero resolver definitivamente o problema de educação nesse país.
Depois eu quero resolver o problema também do idoso. Nós vamos ter que criar um programa para cuidar dos idosos. >> Presidente, eh o senhor participou de inúmeras eleições.
O senhor enfrentou os mais diversos adversários. Eh, o senhor encara agora aquela que se apresenta como a sua última disputa. Eh, qual é a leitura que o senhor faz hoje dos seus concorrentes nesse pleito e o que muda em concorrer com os quadros atuais e com o ex-presidente Bolsonaro, por exemplo, ou com outros nomes que o senhor enfrentou nas urnas?
Olhe aí, eu tenho saudade do tempo que eu disputava eleições com o PSDB, >> Fernando Henrique >> Serra, com com Alkb, com o Fernando Henrique Cardoso, tava a primeira eleição que eu participei era Aureliano Chaves, Ulípes Guimarães, Paulo Malúcio, Leonel Brizola, Afí Domingos, Mário Covas, Roberto Freire, sabe? >> Era assim. E mais o homem da democracia cristã tá lembrada disso.
Pois bem, eh foi piorando o quadro. Hoje se você comparar a disputa de hoje com a disputa daquele tempo, você percebe que diminuiu a importância dos políticos que disputa a eleição. Diminuiu.
Ou seja, tem gente que acha que pode ser candidato por causa da internet. Tem gente que acha que brincar na internet ou lacrar a internet, dá ele o direito de ser presidente da República. Ser presidente é diferente, é tomar decisões.
Tomar decisões coisa séria. Eu acho que piorou o processo político do Brasil. Piorou.
>> O senhor é bem conciliador, né? O senhor acredita que conseguirá reunir os dois Brasis? Veja, eu acho que não tem dois Brasis.
Eu acho que tem um momento histórico que estamos vivendo, um momento histórico que pode ser dissipado daqui a 2 anos, 3 anos, 4 anos. Esse é um país que não tem histórico, sabe, geral de violência nas eleições, de agressões, de ofensas, de lacramento na internet, porque a internet permite que os bandidos se apareçam, sabe, às vezes com mais força do que os honestos >> e que aparentem uma autoridade. >> Não é, é, é porque o o o por cara te agredir e para ele contar uma mentira teu respeito, ele não tem que explicar nada.
quem tem que explicar é quem tem que se defender. Você percebe a diferença? Então, aqui no Congresso Nacional você pega quando vai algum ministro da CPI, o deputado vai fazer pergunta para ele, ele não tá fazendo pergunta pro ministro, ele tá fazendo uma coisinha para celular dele para ele lá que depois ele nem fica para esperar a resposta.
Então, o nível da política Mariana caiu muito. Caiu muito. Se você não gostava da política 30 anos atrás, muito menos razão você tem de gostar agora.
Mas sabe por que o povo tem que votar e o povo tem que comparecer a una? Porque a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. E se quem gosta for uma minoria perversa, o povo será governado por essa minoria.
Eu tenho orgulho, mano. Eu tenho orgulho de dizer uma coisa e vou dizer aqui vai rec um orgulho muito grande. Por que que eu sou o único presidente que não tem diploma universitário e sou o presidente que mais fiz universidade na história do país?
Fiz mais camping, fiz mais institutos federais na história desse país. No próximo mandato, eu quero garantir ao povo escola de tempo integral para todas as crianças. >> Com qualidade.
>> Com qualidade, >> presidente. >> Mariana, obrigado. >> Muito obrigada.
Eu agradeço.