violência doméstica ol só você vê que interessante a gente avançar né historicamente o tempo o tempo histórico ele vai vai fazendo a gente inevitavelmente poder olhar para trás e falar nossa pera aí como é que era mesmo como é que eu colocava o território Sagrado do Lar como campo do absoluto privado minha casa eu faço o que eu quero né em bom português era isso que a gente achava e uma outra coisa a gente achava a a segurança do Lar ao direito pleno e dentro dos vários humanos que esse lar H alguém que exerce mais
poder do que os outros sobre os outros e há normalmente alguém mais forte força física que historicamente exercia mais poder sobre os outros tanto que a gente vai nomear como pátrio poder poder patriarcal e a gente hoje tá bem mais advertido desse conceito e o O que que a gente observa a gente observa que normalmente homens patriarcas seres que têm mais força física normalmente exercem mais poder mais coersão mais coibição sobre os corpos mais frágeis né então maridos sobre as mulheres homens então maridos sobre as esposas homens sobre as mulheres patrões sobre empregados pais sobre
filhos ou seja né numa régua fálica básica aqueles que seriam os mais fortes sobre os mais vulneráveis e a gente durante séculos naturalizou essa esse diferencial de força como se enfim Eu sou branco você é preto você é minha propriedade vai no tronco você tentou fugir Te amarro aqui vai pro tronco publicamente né oito chibatadas 15 chibatadas a gente tem eh representação disso a gente tem desenho tem gravura tem um né Eh registros e hoje ainda hoje a gente tem ó hom que se vem no direito de dizer como assim sua E aí sua vaca
Cala a boca não que que você tá fazendo como assim você é uma vagabunda você tá dando não pera aí que roupa é essa que jeito é como você tá falando assim com meu filho como você osa levantar a voz para mim como assim ah né vou te crar aqui contra a porta contra a parede contra o balcão da pia na ama eu vou Como assim você não quer dar para mim não mas eu tô afim mas é agora já né então assim todas essas falas esses pequenos né Eh eu tô trazendo Claro a gente
escuta na clínica nos amigos na nossa própria história na mídia casos que estouraram por aí ou que são secretos a gente tá o tempo todo Ainda escutando esse tipo de e posicionamento e que cada vez mais a gente diz alto lá não não não é assim não pode né não pode a gente eh tem frases o busca formar um aparato defensivo que colocaria um limite aqui meu corpo não tem tem um um né uma sombra aqui uma redoma de proteção meu corpo minhas regras ou não invada meu corpo ou não me toca não me encosta
e não nos encostos a gente ainda tá longe né gente na verdade a gente tá escutando casos Ultra concretos documentados né hematomas eh tá trincado tá quebrado tá machucado a gente tá mais esperto para isso a gente já vai na Polícia já vai na delegacia já faz exame de corpo delito já vai é documentar ou a gente vai no banheiro dos restaurantes no Brasil fora do Brasil a gente tem signos códigos né a gente pode fazer um desenho aqui a gente pode ter uma palavra chave depois de pedir uma água Você tem uma senha no
banheiro das mulheres está escrita qual é a senha se você tá sendo constrangido tá dentro de uma situação de assédio de coersão então a gente tá mais atento a isso Como assim você tá fazendo isso comigo como assim eu aguentei anos séculos de dominação patriar Cal não ao lá a gente não tá mais Eh tá desnaturalizando o fato de que a cultura machista teria poder sobre o sexo frágil tá desnaturalizando isso mas vocês estão vendo que é difícil porque começa aqui na nossa cabeça né Isso que é importante por isso que aqui a gente tá
fazendo quase um trabalho de saúde pública psíquica né a gente tá aqui falando olha e fique atenta fiquemos atentos isso é muito Sutil a naturalidade com que o outro pode falar Sua Sua vagabunda ou eu vou na sua casa e vou te constranger ou vou tentar te te filmar te cortar o gás da sua casa cortar a luz tirar a internet tirar o dinheiro pode parecer estranho né mas ó século XX ainda se faz issoé é é é curioso como a gente se arroga o direito se se daria o direito de incidir sobre o corpo
do outro sobre a casa sobre o sobre a roupa e também dizer ah tá se você está falando desse jeito se você bebeu esse tanto se você colocou essa saia essa mini saia ou esse decote Então você está querendo então ao você se ofertar ou seduzir então eu posso pegar essa oferta e te seduzir então a gente tá desnaturalizando o fato de que o outro pode invadir minha Ah meu corpo minha cama minha sala minha casa né e meu espaço mental não é qualquer coisa que eu possa ouvir não é qualquer coisa que o outro
pode agredir caluniar difamar e nem colocar a mão assédio verbal assédio moral assédio sexual e violência doméstica Não não pode e talvez a gente ainda vai chegar a momento em que a gente vai dizer não pode nenhum tipo de violência nem dentro da casa nem fora da casa nem na rua estupro crime guerra é crime é crime eu não não posso incidir sobre corpos sobre cidades inteiras sobre bairros sobre prédios né Vocês percebem que a matriz lógica é semelhante de alguma maneira a gente eh teria que se coibir o direito de entrar no espaço subjetivo
real simbólico Imaginário do outro não posso não posso a gente tá falando sobre várias escalas de violência quando a gente diz doméstica domos latim casa né a a Aquela que tá no interior do Lar justamente no espaço de intimidade a a que pode ser o quarto a sala a cozinha o banheiro eh eh a com aquele a quem a gente a Priore estaria mais desarmado então por isso que pode fazer a conexão com a relação tóxica aquela que a gente delega a confiança entrega a confiança e aí justamente num numa situação de que eu mais
confio É aí mesmo que eu sou traído ou que eu sou manipulado e que eu sou violentado Então essa esse é um paradoxo é é um nó difícil E aí a gente tá aprendendo a Opa isso é tóxico Opa dei um voto de confiança aá não não isto não não faz sentido então barreira redoma proteção n que vai do corpo né do corpo do espaço mental do espaço psíquico não não pode falar tudo isso não pode fazer tudo isso não pode invadir o corpo não pode né nem encostar nem o defender nem dizer dessa blusa
dessa saia dessa roupa desse decote né ai feia burra celulite não e a igoa não pode nem ter um assédio no campo do trabalho no campo da família no campo das instituições e nem entre povos entre países Então se a gente fosse radicalizar o raciocínio e para fechar essa conversa de hoje a gente não poderia Se permitir cada um atacar a casa do outro o país do outro a cidade do outro quem sabe um dia a gente vai entender que a guerra também é crime também é uma violência no mais profundo do domos da mais
profunda domesticidade é isso paz s