[Música] Olá meu nome é Maria Carloto sou farmacêutica formada pela Universidade Federal de Santa Maria no Rio Grande do Sul atualmente eu atu na Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul sou locada no núcleo de vigilância em saúde da oitava Coordenadoria Regional de Saúde localizada em Cachoeira do Sul já atuei em diferentes áreas da profissão farmacêutica atuei ã em laboratório de análises clínicas em drogaria em gestão da assistência farmacêutica no âmbito SUS na rede Municipal ã Além disso também atuei como docente do ensino superior e também como gestora de curso de
graduação em farmácia na rede sou pós-graduada em gestão hospitalar também pós-graduada em gestão da assistência farmacêutica mestra em farmácia e atualmente curso meu doutorado em farmacologia pela UFSM H Minha experiência profissional nas diversas áreas em que eu já atuei elas me trazem hoje um subsídio que me auxiliam na atividade que eu desenvolvo hoje como referência Regional de imunizações do programa nacional de I ações tá Por quê eu tenho H isso agregado o estudo das doenças o funcionamento do sistema único de saúde também a parte de Diagnósticos de sorologias o estudo eh disso tudo me deu
subsídios tanto para formação de como acontece a história natural das doenças quanto também as formas de prevenção das mesmas com a publicação da resolução 654 de 2018 pelo Conselho Federal de farmácia que estabeleceu os requisitos paraa prestação de serviços de vacinação pelos farmacêuticos eh de minha parte assim que essa publicação saiu já me despertou o interesse eh para eh atuar nessa área em função de que anteriormente a isso eh essa habilitação para trabalhar com serviço de vacinação ela era majoritariamente exercida por outras profissões como a enfermagem por exemplo então em 2 2019 fiz o primeiro
curso que me habilitou para serviços de vacinação e a verbe ã junto ao Conselho de Farmácia ainda em 2020 em 2022 quando assumi o cargo na Secretaria de Saúde comecei eh atuar efetivamente nessa área E aí também concluiu o curso disponibilizado gratuitamente pelo Conselho Federal de farmácia de serviços de vacinação ã para farmacêuticos né já com um olhar mais voltado àquilo que ia encontrar na prática mais direcionado à realidade do dia a dia de trabalhar num serviço de vacinação atualmente maior parte dos farmacêuticos que atuam em serviços de vacinação estão atuando em serviços privados o
trabalho que eu desenvolvo Hoje ele é um pouquinho diferente porque eu trabalho no Sistema Único de Saúde nós trabalhamos ã com a responsabilidade de uma rede de frio Regional e dessa forma nós atendemos a 12 municípios atualmente quase 40 salas de vacinação públicas ã todos os insumos da área de vacinas que vão para ela não só os imunobiológicos como também C seringas cartões para registro dessas vacinas elas saem daqui né E essa atuação do farmacêutico num serviço de vacinação público ela também eh não fica restrita somente à dispensação do insumo pros municípios Nós atuamos aqui
também com a capacitação ã e treinamentos de educação continuada para os municípios dúvidas do dia a dia em situações em que há necessidade ã de recuperação de atrasos vacinais recuperação de cobertura né com em função da pandemia hoje não é rar a gente encontrar situações em que crianças já estão na idade escolar e estão com as vacinas somente dos primeiros meses Então essa recuperação ela precisa ser feita né então a gente dá todo esse suporte ã das dúvidas que surgem no dia a dia treinamentos sobre novas vacinas alterações de calendário e também pros sistemas de
informação que a gente tem tanto pra gestão dos insumos quanto pro registro de doses aplicadas tanto ã das doses do PNI quanto as doses que são aplicadas pelos serviços privados ã Obrigatoriamente os registros de vacina elas precisam chegar até o PNI né se você aplicou a dose tanto no SUS quanto na rede privada essa informação ela vai pra rede nacional de dados em saúde para que isso tenha rastreabilidade e também essa dose aplicada para contar PR sua cobertura vacinal assim como na assistência farmacêutica ligada ao medicamento né a nossa atividade ela precisa ser centrada no
indivíduo nós precisamos sempre pensar que as necessidades vacinais elas são diferentes tanto ao longo dos nossos ciclos de vida né desde a primeira infância adolescência o adulto a gestante o idoso Além disso nós também fornecemos pelo programa nacional de imunizações vacinas eh especiais para pacientes que TM necessidades especiais a fim de que a gente possa garantir a Equidade na prestação desse serviço então um paciente que ele é imunocomprometido um paciente que ele é uma pessoa vivendo com HIV eles vão ter necessidades vacinais individualmente diferentes tá da mesma forma ã muitas vacinas elas são solicitadas ã
de acordo com a recomendação dos do manual dos centos de referência de imunobiológicos especiais então essa prescrição o médico faz lá no município essas vacinas depois de aprovadas São fornecidas pelo Estado paraas regionais e assim pros municípios quando elas podem assim ser aplicadas em um serviço público de vacinação especialmente numa Regional ou a nível Estadual Nós também distribuímos imunobiológicos não necessariamente vacinas que somente são encontradas no SUS Que tipo de imunobiológico São esses já ouviu falar que uma pessoa foi picada por uma aranha marrom precisou receber um soro antiaracnídico já ouviu falar em acidente com
escorpião então para esse tipo de situação né a pessoa deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível né Nós temos uma rede hospitalar onde ficam algumas doses desses soros né e após consulta ao centro de informação toxicológica e autorização eh esse indivíduo ele vai receber esse soro né então isso é distribuído somente no SUS pela rede hospitalar porque a aplicação de soros ela precisa ser feita somente em âmbito hospitalar Mas elas saem das regionais né das redes de frio Regional Além disso nós também temos ã soro imunoglobulina antitetânica em que circunstância isso é
utilizar nós temos também a vacina de tétano né que a gente precisa est com a nossa vacina de tétano em dia né Depois de cumprir o esquema básico A cada 10 anos é preciso que seja feito um reforço Mas e se a pessoa por exemplo teve um acidente e ela pisou num prévio enferrujado e ela não tem um status vacinal completo ou ela tá com essa atualização esse reforço em atraso então pode ser necessário o uso de soro ou imunoglobulina antitetânico no caso dessas situações porque a gente não tem tempo de esperar o sistema imune
desenvolver às vezes uma resposta à vacina Então existe um protocolo para isso também crianças né recém-nascidos que nasçam em situações adversas foras de ambiente hospitalar em que exista o risco de teta no Neonatal também isso pode ser utilizado e E aí além dessas outros imunobiológicos que eu falei nós temos outros tipos de imunoglobulina que também pode ser utilizados né ã imunoglobulina de hepatite B também pode ser utilizado tanto em recém-nascidos ã Quanto em adultos em casos de acidente principalmente E além disso nós temos uma doença que ela é muito importante ã e apesar da gente
não ter um grande número de casos quase 100% dos casos de raiva humana podem ser potencialmente fatais Então sempre que nós tivermos um acidente ã com morcegos porcos eh boi cachorro gato é necessário passar por um profissional de saúde para fazer uma notificação de atendimento antiago E aí em muitas circunstâncias a gente disponibiliza vacina e a exceção de cachorro e gato que são animais que podem ser observados muitas vezes não é necessário fazer uma profilaxia com imunobiológicos mas por exemplo no morcego se houver um contato acidental com o morcego a pessoa vai precisar receber vacina
e soro ou imunoglobulin esse critério de qual vai ser o protocolo a ser cumprido se só Vacina se vacina e soro vacina imunoglobulina vai ser afeito de acordo com a avaliação individual lembra Lembrando que a vacina da raiva ela também é disponível para profissionais que T um risco maior h de ter contato com o vírus da raiva né Por exemplo em uma propriedade onde a gente tenha casos registrados de raiva bovina e a gente tem ali próximos grutas com morcego então esses profissionais eles poderão receber vacina pré-exposição ao vírus da raiv mas isso vai ser
feito em avaliação conjunta dos órgãos de saúde e das antropozoonoses também atuarem um serviço de vacinação também requer que a gente tenha algum conhecimento sobre algumas sorologias e exames por exemplo um veterinário que tem um potencial de risco maior de exposição ao vírus rá né então ele vai ter direito a receber a vacina contra a raiva na forma de pré antes de sofrer qualquer acidente então ele vai precisar fazer uma sorologia após receber essas doses para ver se houve desenvolvimento de resposta a essa vacina e uma resposta vacinal que além dessa é praticamente das únicas
que a gente faz algum tipo de monitorização é a resposta à vacina de hepatite B os trabalhadores da saúde após o esquema completo depois de 30 dias da terceira dose de vacina deverão realizar um exame para ver se houve H incremento do antihbs então esses trabalhadores da Saúde eles deverão ter a dosagem do antihbs para ver se houve o desenvolvimento de uma resposta vacinal o importante é que esse antihbs ele deve ser feito ã principalmente 30 dias após a finalização do esquema vacinal primário né E aí se ele não houve resposta em algumas circunstâncias mais
doses desse imunobiológico né da vacina contra Iati B poderão eh ser disponibilizadas né E aí será feito depois disso um controle depois de finalizar até um máximo de seis doses de vacina para Hepatite B se repete esse exame não havendo uma resposta a essa vacina essa pessoa ela é não respondedor a vacina da Hepatite B na eventualidade de um acidente com um pérfuro importante Pode ser então que esse profissional da Saúde precise receber um soro ou imunoglobulina contra a hepatite B por isso a importância da gente também conhecer a respeito dos exames relacionados com as
vacinas em qualquer serviço de vacinação que nós formos trabalhar sejam eles públicos ou privados Nós também precisamos aprender um pouquinho sobre erros de imunização e eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização como eu trabalho num serviço hoje que supervisiona aproximadamente 40 serviços públicos de vacinação a chance de acontecerem esses eventos elas são um pouco maiores então a gente precisa se aprofundar um pouquinho conhecer sobre eles e saber como fazer corretamente essa multiplicação Outro ponto que eu gostaria de ressaltar aqui eu trabalho hoje com o programa nacional de imunizações isso ã é imprescindível para todos que
forem trabalhar no serviço de vacinação seja público ou privado mas eu também preciso conhecer sobre as vacinas oferecidas no serviço privado porque a gente precisa respeitar os intervalos vacinais e também nós temos eh vacinas conjug que são diferentes a pentavalente disponível pelo PNI ela é uma vacina diferente da pentavalente disponível na rede privada e quando eu for verificar as necessidades individuais o número de doses para cada um dos componentes vacinais eu preciso verificar se aquele indivíduo recebeu todas as nozes necessárias e por exemplo a gente tem situações H se uma pessoa recebeu por exemplo H
um soro antitetânico depois de um acidente isso pode ser uma contraindicação temporária ao recebimento de vacinas né tanto da rede pública quanto privada assim como pode ser uma contraindicação temporária até mesmo paraa doação de sangue por um período de até um ano se for um soro heterólogo que a gente chama hoje nós somos um pequeno número de farmacêuticos atuando no SUS mas Acredito fortemente numa expansão desse mercado de trabalho também para a rede pública além daquilo que nós já temos na rede privada me deixa muito feliz ver hoje os estabelecimentos farmacêuticos principalmente farmácias né em
função da capilaridade da flexibilidade de horários que se tem ofertando vacinas em horários alternativos na rede privada né e uma coisa muito importante nós precisamos sempre nos qualificar a própria resolução 654 de 2018 do Conselho de Farmácia ela já prevê que nós devemos fazer pelo menos uma atualização anual H nos conteúdos relacionados aos serviços de vacinação incluindo as alterações do programa nacional de imunizações em se tratando ainda dos serviços de vacinação especificamente em farmácias eu vejo o estabelecimento farmacêutico hoje como o primeiro ou Último Ponto da rede aonde a população passa no seu itinerário terapêutico
a pessoa teve um acidente precisa de um curativo é lá onde ela vai buscar esse material pra higienização desse ferimento para que isso possa ser feito e será que o farmacêutico que tá lá nesse estabelecimento ele sabe avaliar se aquela lesão tem um potencial risco pro teta né então a avaliação de um profissional que esteja realmente preparado não só para fazer a aplicação da vacina mas também para avaliar que uma lesão que um acidente com morcego que uma lesão com um prego precisam ã de um plus precisam ser melhor avaliados com um outro profissional de
saúde esse vai ser um diferencial e que pode fidelizar cada vez mais o cliente do teu serviço de vacinação o curso de vacinação ã voltado para farmacêuticos oferecido pelo Conselho Federal de farmácia é uma excelente oportunidade de aprendizado e de aprimoramento profissional Tanto para quem não tem experiência na área quanto para aqueles que desejam adquiri-la né Nós temos ã um um grande número de professores de diferentes regiões do Brasil capacitados experientes né a parte prática presencial do curso Toda Trabalhada com casos clínicos que vão te fazer refletir e vão muito além de só ficar vendo
o calendário vacinal