Olá o eu deveria dizer Alô ou Tchau já que nessa semana nós vamos envolver a imigração italiana e alemã vamos falar da colonização da industrialização e não podia deixar de ser da degradação socioambiental no Vale do Rio Doce bem como temos muita coisa vamos logo então aos objetivos da nossa semana então discutir alguns conceitos que nos ajude a entender melhor a temática que nós vamos discutir será o nosso primeiro objetivo específico vamos procurar discutir um pouco conceitos como natureza territorialidade fronteira que são básicos também para que a gente possa progredir do nosso estudo vamos continuar
estudando as narrativas historiográficas sobre a colonização do Vale do doce e vamos ver dentro dessa narrativas algumas narrativas que conta então a fundação de Linhares e Platina que Baixo Guandu e Marilândia e claro tudo isso nós vamos estar fazendo refletindo sobre o processo de ocupação do território do Vale do Rio Doce Capixaba nesta Nossa exposição nós vamos fazer as discussões a partir de um só autor que é a nossa referência básica é o professor Dr Raul Selma Espíndola ele é da Universidade Federal do Vale do Rio Doce situado em Governador Valadares ele escreveu em 2015
esse artigo denominado Vale do Rio Doce Fronteira industrialização e colapso socioambiental nós vamos estar dividindo as nossas discussões três partes a primeira parte será a diferentes categorias território fronteira e natureza justamente para entender então quais são as bases teóricas que ele usa para fazer análise depois toda discussão em todos os dados que traz no seu artigo então nós começamos discutindo território e territorialidade Nós já tínhamos falado um pouco de território semana passada aqui Espíndola vai ampliar um pouco aquela discussão todos os textos que eu trago aqui nesse meu comentários são textos que eu pintei copiei
escrevi tirados lá do artigo do nosso autor nosso referencial teórico eu vou estar lendo com vocês e comentando estão esses trechinhos escolhidos ele diz assim sobre Território que que seria território a organização territorial é um complexo e complicado conjunto de formas materiais e simbólicas de vários tempos sociais de múltiplos seres saberes técnicas e coisas diferentes e de relacionalidades multidimensionais vividas pelos membros da coletividade territorial ou territorialidades como a gente viu é essa forma de comentar território não é diferente daquela que nós comentavam semana passada mas avançam um pouco mais e aí ele traz como sendo
importante também o conceito de territorialidade então ele citam autor saque e diz assim que saque buscou o formular uma teoria da territorialidade humana inicialmente a define como uma estratégia espacial que pode ser acionada ou abandonada conforme o interesse e necessidade do ator trata-se de uma estratégia geográfica Pois para se conseguir Pelo menos tentar o controle sobre pessoas e coisas se estabelece primeiro o controle da área tudo isso ele vai trabalhar justamente para mostrar como é que vai acontecendo o controle da área do território capixaba ou do território do Vale do Rio Doce capixaba e Mineiro
e o outro conceito que Espíndola traz é o conceito de natureza olha discutir esse conceito é algo essencial porque é justamente por causa da forma como se define a natureza na modernidade que as pessoas têm esse jeito de achar ou de utilizar a natureza como se fosse uma coisa ou de achar que a natureza está a nosso serviço como se nós mesmos não fosse natureza um autor latino-americano Eduardo Galeano Ele propôs o 11º mandamento ele diz assim que o décimo primeiro mandamento deveria ser serás parte da natureza obedecerás a natureza da qual fase parte isso
vai na contramão dessa ideia de natureza da modernidade como é que Espíndola Então trabalha com essa tecnologia com esse conceito Vamos ler o que ele diz o controle da área é a melhor estratégia para o domínio sobre a matéria natural que ela contém a natureza é parte das relações de poder nas quais os autores da coletividade territorial estão empenhados as concepções sobre a natureza participam do jogo relacional do poder e expressam contextos históricos determinados olha concepções natureza onde acabou de falar para Rafa Steam é uma concepção histórica da relação com a matéria que cria a
natureza sociopolítica e socioeconômica dos recursos E aí vem essa frase essencial também os recursos não são naturais nunca foram e Nunca Serão nós continuamente ouvindo os recursos naturais os recursos naturais e aí por trás desse conceito toda a exploração da natureza ele continua a distinção entre matéria e recurso é crucial pois o segundo recurso é uma dimensão gel histórica a primeira é andar natural e a segunda é uma realidade histórica as relações com recursos sempre são territorialmente reguladas para a maior eficácia do controle e da gestão dos seres e das coisas conforme determinadas intencionalidades aí
a gente vai entendendo então que essa ideia de usar a natureza como recurso falsa recursos não são naturais se confunde então com a matéria está aí que é um dado natural entender discutir e pensar mais sobre esse conceito é essencial para quem tá trabalhando com uma educação ambiental trabalhando com esse conceito de natureza o tempo todo e o outro conceito que Espíndola nos traz é o de Fronteira ele diz assim essa concepção de território que nós vimos atrás de natureza nós acabamos discutir permite que nós disputamos a fronteira com o processo de territorialização e apropriação
da natureza Isto é o uso da territorialidade como forma de controle da área para se determinar o acesso diferenciado as pessoas força de trabalho e as coisas recursos e ele continua para José de Souza Martins a fronteira é uma área dentro do território nacional incorporada essa dinâmica da economia capitalista por uma frente Pioneira em detrimento da Agricultura Familiar de comunidades tradicionais e do meio ambiente lembra que nós falávamos semana passada do território enquanto recurso de Milton Santos Fronteira tem sido isso então é bem essa definição é bem parecida ele vai usar Fronteira como esse Território
que está na mão agora é de uma sociedade que tem aquele espaço para explorar e tem interesses que vão muito além dos interesses das pessoas que ali vivem convivem trabalham e assim Vamos guardar agora esse conceito de fronteira que está muito ligado a território e natureza como se formou esse Território que nós chamamos Vale do Rio Doce vamos ver aqui outro trecho do artigo de Espíndola o Vale do Rio Doce nas seis primeiras décadas do século 20 foi uma zona de Fronteira como outras existentes no Brasil Porém na qual se localizaram grandes investimentos de capital
duas forças atuaram concomitantemente a distribuição e localização no espaço das populações atividades econômicas e coisas determinadas pelo interesse do capital e do Estado que se pode classificar de necessidades externas no sentido inverso podemos identificar as necessidades internas que nasceram da dinâmica dos assentamentos urbanos ao aproveitar as possibilidades oferecidas pelo meio conforme as experiências que trouxeram dos lugares de origem territorialidade as expectativas individuais e comunitárias que cortavam ao migrar para Nova Terra a estrutura de classe que se constituiu nos processos de territorialização e os conflitos se estabelece entre diferentes concepções interesses frente de expansão versus frente
Pioneira aqui nós podemos estar entendendo os interesses internos é são os interesses dos Migrantes que chegaram interesses aí muitas das nossas famílias quando vieram para o Vale do ribeiras aí trouxeram a sua experiência trouxeram aí as suas expectativas e aí tem esses conflitos em frente de expansão né que foram aquelas famílias que foram colocadas aqui no início que deram assim a primeira entrada no território e agora vem é um conflito para frente Pioneira E assim a gente entende então essa frase que está lá em cima a combinação das necessidades externas então a necessidade do Capital
internas resultou na formação sócio territorial particular que podemos denominar de Vale do Rio Doce assim para espíndula o processo de territorialização foi anterior a abertura da Fronteira ou seja primeiro se constituiu o território e posteriormente a fronteira se abriu Isso significa que houve um tempo em que as terras dessa zona Florestal não era acessíveis Ou estavam fechadas as frentes de expansão demográficas conforme as definições de Martins conforme aquilo que a gente leu ali no slide anterior você precisa comenta lá no seu texto que no final do século 17 o Rio Doce era uma área proibida
era uma extensa zona de Floresta que era habitada então para as populações nativas e que se encontrava fechada a presença dos brasileiros então primeiro foi necessário incorporar disse Espíndola é essa zona como território e isso que ocorreu como a gente viu lá semana passada com aquela carta Régia de 13 de Maio de 808 com aquela Conquista militar desse território mas o espírito vai dizer assim também que não foi só uma conquista militar mas foi também um duplo processo foi como um processo militar e catequético lá na década de mil oitocentos e sessenta os Frades Capuchinhos
assumir a função de atrair as populações nativas é de fazer com que as populações nativas fossem catequizadas vão dizer assim E aí é foi produzindo é no Vale do Rio Doce a territorialização estatal por meio do que por meio do controle da zona floresta do extermínio cultural das populações indígenas diminuição genética dos índios no conjunto da população Nacional possibilitando então a liberação das terras para ocupação dos nacionais estrangeiros E assim se dá então a territorialização estatal do Vale do Rio Doce a gente vai entender um pouquinho mais da nossa história e agora no final eu
faço algumas observações conclusivas dessa primeira parte então Lembrando que Espíndola apresenta as categorias básicas que ele vai utilizar durante toda a sua pesquisa que são as categorias de território territorialidades natureza e fronteira E é claro que é um texto teórico mas difícil de estudar um texto que nós precisamos voltar a ele algumas vezes mais mas penso que esse estudo é importantíssimo não só para nossa disciplina mas para todos os estudos que nós vamos ter durante nosso curso e é a partir dessas categorias desses conceitos que estendo a vai deixar o que ele entende o território
do Vale do Rio Doce Então essa definição que vai ficar cada vez mais clara durante os nossos estudos das outras sessões do texto são tiradas dessas categorias e esses conceitos vão voltar continuamente no texto vocês vão ver eu vejo que Espíndola como esse texto ele nos ajuda nessa compreensão do contexto sócio-histórico econômico e Ambiental do Vale capixaba do Rio Doce claro que é muita coisa sócio-histórico econômico ambiental mas nós estamos trabalhando com educação ambiental numa visão de totalidade uma coisa não tá separada da outra Então essas coisas estão muito juntas E aí vai ficando Claro
para gente é esse contexto penso eu pegando essa linha de pensamento do Espíndola e eu sugiro que todos voltem continuamente a esse texto sempre se perguntando como traz categorias podem nos ajudar em nossas reflexões das reflexões que tem aí na frente do curso de educação ambiental e eu lembro então que nós temos uma referência básica que a Espíndola e eu nem coloco entre aspas as transcrições de faixas porque nós estamos comentando o texto do Spinner é essa proposta que eu fiz mas tem uma outra referência se deve ter notado que são as imagens que eu
coloquei não são muito boas mas penso que são bem ilustrativas Porque eu peguei o desfile da Mocidade Unidos da Glória da movie desse ano campeã do Carnaval Capixaba que homenageou Colatina e fui colocando então pedaços né três trechos aí das diversas alas o carnavalescos carnavalescos da Múmia fazem uma leitura também uma narrativa sobre a história de Colatina e se confunde com a história do Vale capixaba do Rio Doce e até do Vale Mineiro do Rio Doce Mas é uma narrativa que pode ser comparada com esses Espírita e com outras narrativas que vão aparecer durante o
nosso curso obrigado até a próxima