Este é conexão futura ao vivo aqui na tela do seu canal Futura e também estamos lá na internet basta você acessar futura. org. br para saber tudo sobre a nossa programação E hoje é dia do nosso quadro mensal em parceria com a Revista Nova Escola da fundação Vittor tivet e vamos falar aqui sobre um assunto que está presente todos os dias na vida dos Estudantes e dos Professores que é o uso dos livros didáticos Pois é segundo dados do Programa Nacional do livro didático em 2015 o Ministério da Educação investiu aí r.
330 milhões 150. 000 na compra de mais de 14 140 milhões de exemplares distribuídos aí pelo país o PNLD compra e distribui essas obras didáticas aos alunos do Ensino Fundamental e Médio regular e também da Educação de Jovens e Adultos então no programa de hoje vamos discutir aqui as vantagens e de certa forma os limites do uso do material didático como recurso para o aprendizado o livro didático deve pautar as aulas ou ser adaptado ao planejamento que já foi elaborado pelo educador Pois é essa E tantas outras perguntas Vamos tentar responder aqui ao longo dos próximos 25 minutos então para essa conversa recebo aqui no estúdio ao meu lado tá professora e pesquisadora Lilian Rosa Prado dos Santos que é autora e especialista em livros didáticos Lan bem-vindo a conexão tudo bem com você obrigada tudo bem obrigada E também conosco aqui no estúdio tá a Eloí serre Ramos que é autora de livros didáticos e formadora de professores Luísa bem-vindo à conexão tudo bom tudo bom Boa tarde Boa tarde logo mais pela internet a gente fala também com o Wellington Soares que é repórter da Revista Nova Escola vai contar um pouquinho pra gente sobre os bastidores sobre essa reportagem de capa da revista desse mês e você em casa como sempre também é nosso convid idado Então aproveite aí para tirar as suas dúvidas compartilha sua história com a gente Mande mensagens comentários e opiniões pela rede social já aproveito e coloco para você na tela aqui você tem esse post dentro aqui do Canal Futura oficial você pode aqui embaixo curtir comentar compartilhar deixar registrada a sua questão que daqui a pouquinho eu apresento aqui no estúdio para as nossas entrevistadas ou ainda no microblog no Twitter você tem aí @canal futura que é o nosso perfil também tem o bom velho telefone que você pode ligar pra gente de qualquer parte do país pra 0 operadora 21 2273 5020 enquanto você manda o seu recado pra gente eu começo aqui o nosso bate-papo no estúdio mais uma vez bem-vindas às duas a conexão Obrigada e eu queria começar sobre um assunto que ao ler a reportagem da Revista Nova Escola desse mês me chamou atenção quero perguntar primeiramente para Eloí segunda A reportagem é o primeiro curso de formação de educadores no Brasil foi iniciado em 1930 ou seja menos de um século é muito recente se formos olhar na linha do tempo né mas o livro didático já existia antes de 1930 Então os livros que tentavam ensinar as pessoas a dar aula já vem antes do curso formal de formação de educadores no nosso país sim alguns livros mas não havia Professor formado por Universidade antes de 1930 não eram professores que tinham alguma formação pessoas que tinham alg com a formação como advogados Engenheiros médicos eles eram os professores né gostavam de dar alo tinham alguma aptidão tinham conhecimento e iam e e davam aula eram professores Uhum E o livro didático ele tem uma história no Brasil né uma história que que pelos livros didáticos você vê a história da educação no país nãoé você tem como dar um resuminho pra gente rápido sobre essa história como é que evoluiu ou não a questão do livro didático eu posso falar um pouco pouco da minha área que é língua portuguesa né então o livro didático ele era eh só gramática pura né normativa não havia textos eh depois ele passou a ser gramática e texto metade gramática e metade uma antologia é um breve resumo mesmo e essa antologia era eh organizava textos de clássicos de em língua portuguesa de de de autores clássicos do Brasil e de Portugal Então os textos contemporâneos Eles não apareciam eram os clássicos só mais tarde é que esses textos começam a entrar junto com o estudo da língua mas ainda assim como exemplos bem clássicos mesmo que o aluno precisava imitar aí com o tempo esses textos começaram a se tornar os textos contemporâneos começaram a entrar no livro e os exercícios atividades sobre estudo da língua a partir desses textos Então os livros didáticos eles eles mostram uma história de educação do país e uma visão de educação também E no caso de língua uma visão do que é saber língua e do que é ensinar língua E aí vai uma polêmica né até hoje Que que língua é essa que se deve se ensinar na escola sem dúvida né que tem a língua falada aí das ruas e aquela Norma formal lá da gramática que tá lá no livro né Isso é uma grande discussão que a gente até já discutiu no Conexão aqui vamos voltar essa pauta em breve eu quero agora ouvir da lilan em relação à Geografia por exemplo que você também é especializada nessa área não tem como ficar um livro lá de 1930 para agora o que que já mudou não só no Brasil mas como no mundo né em relação à demarcação de territórios por exemplo no ensino da geografia né É na geografia também né Essa o livro didático muitas vezes assume a a função de uma enciclopédia né Eh no no caso da geografia especialmente essa função ela se torna muito obsoleta muito rápido né então os acontecimentos fazem com que os livros de geografia tenham que se desdobrar para uma atualização mais rápida né nem sempre essa atualização sai de forma adequada Mas é uma necessidade do campo Uhum Então acho que assim pra geografia né o os lugares continuam sendo os mesmos os espaços estão aí só que o movimento da dinâmica da sociedade da natureza ele é muito intenso então atualizar tudo isso juntamente com os temas que são tecnologia ciência né tudo que incorpora a sociedade a natureza é um pouco mais complicado e exige que os livros de geografias sejam bem atualizados muito bom Deixa eu aproveitar e mostrar para você de casa o site da Revista Nova Escola Vamos colocar aí na tela novaescola. org.
br tem inclusive aqui ó a chamada sobre a participação da Revista Nova Escola em parceria que com conexão Futura é de hoje então aproveito e chamo deixa eu colocar na tela aqui o nosso amigo Wellington Wellington Soares que é o repórter da Revista Nova Escola tudo bem com você Wellington bem-vindo a conexão Alô Wellington acho que a gente tá com probleminha no áudio deixa eu consertar isso rapidamente programa ao vivo tem dessas coisas Vamos abrir aqui Wellington Agora você me ouve ou souo s tudo bem com você bem-vindo a conexão mais uma vez quero que você conte pra gente sobre os bastidores Como nasceu a ideia de discutir aí o papel do livro didático na sala de aula nessa edição da revista bom então o que aconteceu do seguinte maneira a gente tava numa reunião de pauta como sempre e aí a gente começou a discutir um pouco a função do livro didático e por que que a gente falaria desse assunto esse ano todas as escolas de Ensino Fundamental um tem que escolher os livros que eles vão a adotar a partir do ano que vem eh isso já dava um gancho pra gente poder falar do livro do tema na reportagem E aí a gente também achou super importante transformar Isso numa reportagem de capa porque o livro didático é um material super importante que tá nas salas de aula de quase todas as escolas do Brasil mas que é muitas vezes desconsiderado nas formações de professores né não se fala muito sobre o livro sobre como usá-lo e muito mais sobre outras estratégias de ensino e a a gente decidiu reunir na revista algum umas dicas algumas reflexões sobre a importância do material e como que usar ele na sala de aula muito bom eu volto a falar com você daqui a pouquinho aproveitando o gancho que o Wellington citou da do papel do livro na formação dos professores Eloí você que trabalha diretamente com essa área isso é bem trabalhado os professores deveriam pensar um pouco mais no livro ao longo dessa formação eh sim né o professor ele tem que escolher um livro que vem que é aprovado né no no programa de de livro didático pelo MEC e e para essa escolha às vezes ela não é uma escolha feita de forma coletiva ela às vezes não a escola não se programou direito para para dedicar atenção à escolha do livro Às vezes a escolha é um pouco atropelada então é um tempo que a escola precisa dar para para escolher esse livro então a escolha do livro é muito importante porque em alguns lugares do Brasil o professor tem só esse material na mão né Nós temos escolas em cantinhos Brasil que a gente nem imagina então a escolha do livro didático ele ela é muito importante a escola precisa ter um tempo dedicar um tempo para que o professor possa examinar os livros e fazer uma escolha com responsabilidade isso é importante ressaltar também que a partir do programa nacional de livro didático a existe essa autonomia né para cada escola decidir pelo livro que quer adotar né Tem um pacote aí que o Ministério da Educação oferece e eu queria ouv de vocês de certa forma como avaliam esse tempo né está te citando muitas vezes que é uma escolha não de democrática em alguns casos cada escola também pode optar se é o diretor que escolhe coordenador pedagógica o próprio Professor eh essa escolha é fundamental para decidir o que que vai ser ensinado ou não aos alunos e a aplicação desse conteúdo a partir do livro né exatamente o livro ele ele precisa ser um um material que trabalhe a serviço do professor não o professor a serviço do do livro ele tem que servir ao planejamento ao projeto político pedagógico da escola as intenções de aprendizagem que a escola tem então não são vários livros né que chegam e o professor vai ter que escolher essa escolha ela precisa ser pensada com muito critério porque aquele material ele não é o único do professor né ele o professor tem que complementar as suas aulas mas eles têm que estar conversando dialogando com a proposta da escola e a escolha também não é individual não é o professor ele adorou um determinado livro ele sozinho ele não não pode escolher o livro sozinho para ele ele tem que tem que ser uma escolha coletiva da da equipe da escola do todos que os colegas que vão trabalhar com aquele livro de certa forma não apenas de uma disciplina né muitas vezes a gente fala tanto da questão de interrelacion entre os conteúdos apresentados Então se os professores de diferentes disciplinas são conversarem também pode ficar cada um apontando para um lado né l com certeza na verdade essa essa preocupa ação do coletivo ela é necessária em todo ambiente escolar né para todas as decisões no caso específico da escolha do livro didático os professores hoje têm eh em certa medida uma uma liberdade e um leque de opções muito grande então por exemplo para você ter uma ideia o livro de geografia o professor tem em torno de 25 a 30 coleções diferentes de geografia para escolher então assim também é muita opção né a tempo para ler tudo isso e poder escolher né ISS tem muita opção só que essas opções eh embora sejam semelhantes elas os livros foram eh produzidos né pelas editoras com base num edital comum eles apresentam critérios e bastante peculiaridade né na abordagem então é importante o professor Claro de forma coletiva observar aspectos como eh abordagem teórica metodológica qual que se isso é compatível e está alinhado com sua proposta de trabalho então bom voltar a chamar o Wellington que conversa com a gente de São Paulo repórter da Revista Nova Escola e uma das questões fundamentais a partir da Escolha desse livro como a gente discute aqui Wellington é o que que o professor vai fazer com esse livro na sala né se vai ser o único recurso se ele vai criar em cima daquilo se vai trazer outros livros como referência E aí eu quero saber como os professores com quem você conversou ao longo da produção da reportagem costuma utilizar o livro didático é entãoo existe uma variedade muito grande das maneiras como os professores usam o livro que depende de muitos fatores né Então depende da formação do professor do suporte que ele tem com a coordenação pedagógica enfim do acesso que ele tem a outros materiais então tem professores que usam muito e Confiam muito e dependem muito do livro didático seguem ele quase arrisca e existem outros professores que tem uma autonomia muito grande e usa um livro em uma uma situação ou outra em que eles acham que o livro vai ser mais adequado então varia bastante e enfim o importante é que o professor Tenha consciência do por que ele tá usando aquele livro e em que que ele vai ajudar os alunos a aprenderem naquela situação que ele tá propondo muito bom agora Lilian essa questão de utilizar apenas o livro como um recurso a gente sabe da dificuldade de muitas escolas ou professores com eh aulas em maisem escola enfim aí tem a rotina de cada um mas o livro didático deve ser a base ou deve ser simplesmente aquilo que deve ser aplicado na sala de aula o professor tem que Uhum tentar evoluir um pouco mais tentar trazer outros recursos a partir dali É o livro assim alguns colocam assim muito crédito outros poucos créditos pro livro ele é um instrumento dentre tantos que pode ser usado na sala de aula não recomendo eu não acredito que ele Deva ser o único né Isso é bastante limitante pro pro trabalho do professor paraa aprendizagem do aluno ele pode ser usado como um Norte uma bússola de forma geral mas é necessário e bem importante que o professor crie outras fontes de informação para preparar suas aulas e e trabalhar com os alunos Especialmente porque assim o livro didático ele é um recorte em determinado momento da da sociedade do tempo que foi produzido tem a visão do autor da editora então é importante ampliar essa perspectiva além dos materiais de documento que podem ser ampliados com paradidáticos revistas jornais a própria internet também com cuidado seleção e critério né dos Sites que vão ser eh apontado pros alunos eh outras formas também de apresentação do conhecimento devem ser explorado então assim o que a gente vai chamar de múltiplas linguagens então usar a arte a música né usar principalmente assim a possibilidade do aluno experimentar isso seria um trabalho de campo uma vivência com o seu cotidiano com o seu bairro eh levar os alunos dependendo do seu campo de conhecimento né trazer os os conteúdos e os conceitos do livro didático também paraa sala de aula então essa vivência essa experiência ela é muito enriquecedora e o livro ele pode eventualmente te apoiar mas ele ele não deve ser único ele não deve comandar o teu teu programa de aula não é o manual de instruções pro passo a passo pro dia a dia da aula né agora uma questão quando a gente vai investigar um pouco sobre a história né luí do livro didático no Brasil sempre esbarramos em algum momento aparecem a tal das apostilas né que tem essa coisa apostila era aquilo que você seguia a regra ali seguia eh fielmente né todo aquele conteúdo e livro didático já tem um pouco mais de flexibilidade nessa adoção mas tem professores que de certa forma ainda utilizam o livro como uma apostila né acabam indo ali passo a passo tem que seguir todas as páginas não podem pular um pedaço do livro isso acaba eh trazendo prejuízos para educação como é que você avalia quem só utiliza o livro como único recurso para dar aula o o Wellington falou que o professor ele precisa saber porque que ele tá usando um determinado livro e eu acrescento qualquer material que venha paraa sala de aula para favorecer a aprendizagem O professor precisa saber por que ele está trazendo aqui então ele ele vai escolher em função do que ele quer promover né ou seja ele tem que ter planejado essa aula antes e a partir daí adotar o livro ou não saber e aí como autora né Eu queria dizer o seguinte quando um autor elabora um livro eh eh o autor ele é muito cuidadoso na ele quer ser cuidadoso e quer que seu livro seja muito bom pro professor então o manual do educador é um é ele é fundamental que o professor Leia esse manual do educador que o manual do educador ele tem as respostas do exercício Mas ele tem fundamentalmente a orientação pro trabalho e tem a fundamentação porque determinados conteúdos estão ali né tem a concepção da área eh no no manual do educador então o manual do educador é a primeira coisa que o professor precisa a ler antes de escolher o livro e e o que a lilan também falou pontuou a questão das referências teóricas é muito importante também que o professor Vá nas referências teóricas e veja o que que é que o os autores consultaram leram estudaram para a publicação daquele livro né Eh então era essa esse aí o próprio autor pode dar algumas dicas ali a partir desse manual a partir mesmo da referência bi gráfica por onde o professor também pode tentar buscar outras fontes de informação exatamente o livro didático ele o bom livro didático ele é ele é formador Uhum E e aí eu quero citar e homenagear e e ser muito grata a Professora Magda Soares que meu primeiro livro didático e que eu utilizei como professora foi no 1968 69 foi uma coleção da Professora Magda Soares e depois ela publicou outras e a orientação que ela dá para o professor que ela dava nesses livros eram verdadeiros cursos de Formação eu aprendi muito como professora com os livros didáticos da Professora Magda Soares e quando eu fui fazer os escrever os meus livros eu me inspirei muito nela falei eu quero escrever pro professor de forma que ele Aprenda que ele aprenda né na o Ofício de ensinar muito bacana é importante ressaltar isso também né mesmo educador ninguém né para de aprender Nunca na vida então tem que continuar aí se você já dá aula muito tempo se reciclar ou ver outras fontes ver outras formas e tentar aí sempre em saber da dificuldade de prender atenção da garotada dentro da sala de aula no dia a dia né então sempre Buscando Novas referências você consegue aí e melhorar o trabalho dentro da sala de aula a gente tá quase já chegando na última parte do programa vou voltar a chamar o Wellington porque ao ler a reportagem de capa da Revista Nova Escola a gente percebe ali que tem três professoras três personagens ali Contando um pouquinho de como desenvolvem o trabalho como é que foi a escolha dessas professoras Wellington eh a gente queria mostrar exatamente essas diferentes relações que os professores podem ter com o livro didático e enfim diferentes maneiras de usá-lo né então a gente escolheu uma professora que é mais independente que gosta de consultar muitos livros didáticos inclusive os que ela recebe para avaliação na hora de planejar enfim montar um mix de atividades ali para poder apresentar pros alunos uma professora que faz um uso do livro didático às vezes mais intensivo então quando ela acha que o livro As atividades fazem sentido pros alunos dela ela usa mais do livro didático em outros momentos ela deixa ele um pouco de lado e por último uma professora que depois de avaliar o livro ler conhecer viu que ele tá muito bem encaixado com o projeto pedagógico da escola com o que ela acredita em educação e que por isso ela pode caminhar um pouco mais alinhada com o livro então a gente queria mostrar essas possibilidades do professor que usa mais e usa menos o livro de acordo com o que ele acha que é mais importante pros alunos ali mesmo muito bom então a gente espera ter provocado os educadores e não educadores também a buscar um pouco mais de informações sobre a importância do livro didático mas por agora preciso me despedir do Wellington Obrigado Wellington mais uma vez pela participação aqui no Conexão e até a próxima Parabéns pela reportagem Obrigado Cristiano até a próxima Deixa eu aproveitar e mostrar de novo para você de casa aí o site da Revista Nova Escola para você ter outras informações aí sobre o trabalho tão bacana que é des envolvido é junto à Fundação Vitor tivet Inclusive essa parceria mensal aqui com a gente no conexão no site dele está aí e outro site que eu mostro para você é o do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação se você quer saber como funciona aí a distribuição dos livros didáticos nas escolas do Brasil acesse aí fnde. gov.