Bom, boa noite a todos. Boa noite a todas. Eh, então, a gente tá eh indo para pro quarto encontro síncrono, né?
Eh, só lembrando, né, que semana que vem a gente não tem um encontro e a gente se vê daqui 15 dias, né? Então, essa unidade é um pouquinho maior, tá? Então, a ideia é que vocês eh trabalhem na questão tanto do eh do texto, né, da atividade proposta, quanto a o vídeo, né?
Então eu deixei duas semanas para essa unidade. Bom, então, primeiramente queria falar da eh da proposta, né, da unidade que faz aí uma reflexão, né, sobre a formação dos professores, das professoras para o ensino de ciência nos anos iniciais do ensino fundamental. Então, a ideia é a gente eh discutir, né, se de fato, né, a formação que é dada, né, na nas graduações, que é o caso a nossa, né, na pedagogia, é suficiente ou não, né, pra gente assumir essa demanda, né, mais uma demanda que é ensinar ciências nos anos iniciais, né?
Então, aí eu deixei como sugestão, né, eh, o texto base, né, que é do login, eh que é o conhecimento dos do conceito científico e a formação do professor das áreas das séries iniciais dos do ensino fundamental, né? eh foi eh publicado na revista investigações ensino e ciência, que é uma revista bastante importante na área de ensino de ciências. E apesar de ser de 2008, né, eu acho que o texto é bastante atual.
Eu acho que o cenário, se não eh não melhorou, né, acredito que pouco ter deve ter mudado, talvez até tenha piorado, né? Então, eh, a leitura dele a gente vai falar daqui a pouco, né? Eu vou passar na forma de de PowerPoint, mas eu sugiro fortemente a leitura do texto, né?
sua reflexão. Não é um texto longo, mas é um texto que talvez vocês se eh vejam no texto, né? Ele trata aí de de um curso, né, de pedagogia.
Então, tem muito a ver o que a gente vive hoje, inclusive na nossa na nossa disciplina. Bom, eh, aí eu eu sugeri aí a visualização, né, de um de uma live, né, aí de 2020 aí no ano da pandemia da pandemia, né, então existia muitas essas atividades aí na forma de de live. e a professora Lúcia Saceron, que é uma das eh pessoas aí bastante influencer na área de ensino por investigação, né?
Ela é pesquisadora eh na USP, né? Foi minha professora, inclusive. Então, acho que vale a pena aí até conhecer, né?
E e apesar de uma hora e pouco, mas, né? De fato, ela tem uma explanação, né? Depois são perguntas, né?
Eh, surgiro fortemente aí a visualização depois aí como material complementar e é complementar, mas no sentido de seria bastante interessante que que lêe, que acessasse eh retomar, né, o o livro do Astofi, eh que a gente viu dois capítulos, né? Eh, agora olhar o eh o capítulo seis, né, que é fala um pouco da formação docente na área de de ensino, de ciências. Então, valeria a pena depois eh até paraa pesquisa, né, voltar, né, a BNCC que vocês já usaram, né, já acredito tenho acessado e ah retomar aí o livro do Machado, né, eh, ensino de ciências, práticas e exercícios em sala de aula.
A ideia é também resgatar materiais para ajudar na na montagem do vídeo que eu vou falar na sequência. Bom, então essa são as orientações, né? Aí eu deixei como atividade, né?
Algumas pessoas já fizeram, né? Já já tão postando, né? Mas é um fórum, né?
Eu sempre recomendo participar do fórum sempre, eh, não necessariamente precisa ser depois do nosso encontro, mas que leiam o material, né? Porque, eh, se leu, ótimo, né? Não necessariamente precisa seguir a sequência, mas eh é muito importante você ter embasamento para participar de uma discussão, né?
Então a ideia, né, o tema aí geradora, né, a formação do licenciando em pedagogia é suficiente para condução de aulas e ciências nos anos iniciais. É muito importante a gente ter algum basamento e o texto, né, o texto base fala disso, né? Aí você pode, ah, mas a minha opinião, né, eu sou aluno, eu sou aluno desse curso, eu posso dar opinião, verdade, né?
Mas se você traz aí outros referenciais, né, e talvez eh lhe ajude a ter mais propriedades nas discussões, é só uma dica, né? Não não é o a condição cinequan. Mas é que às vezes eu vejo, eu abro o fórum e muitas pessoas já participam, né, instantaneamente.
E isso às vezes me preocupa, né, poxa, eu tenho 15 dias para participar, né? E aí poderia ler o texto, né, ter acesso ao vídeo da a professora Saceron ou outros materiais que eu tô indicando, né, ou outros que queiram, até para trazer uma discussão com mais propriedade, né, não simplesmente a participação, mas como eu falei, né, apenas uma sugestão. Acredito que vocês tenham propriedade, né, pelas leituras que já fizemos e também por est vivenciando, né, vocês vivenciam exatamente essa situação, né?
Então, eh imaginemos que você eh assuma uma cadeira, né, numa escola pública ou privada e que, né, fique na sua responsabilidade ensino de ciências, né? Então você se sente capaz, né, eh ensinar, né? Então é um pouco do que traz no texto base, né?
Bom, eh aí a gente vai paraa elaboração da videoaula. Então aí por isso que a semana, né, a unidade passou a ter ser uma quinzena, né? Então, como eu falei, a gente não tem encontro cinco.
Semana que vem, só daqui 15 dias, exatamente para dar tempo para vocês se organizarem, né, e de certa forma montarem os grupos, né, eh, e escolher um tema da para montagem da videoaula, né? Então, eh, a ideia, né, então, grupos aí, né, equipes aí com máximo quatro. Alguns alunos me perguntaram se poderia ser mais, né, porque já faz o trabalho com cinco.
Não vejo o problema, tá? Eu tenho que pôr um número, tal. Eh, não, não é um não é um problema, né?
E também pode ser individual, se for o caso, né? Então eu pensei em quatro, né? É para eh de alguma forma, né?
Ser um trabalho coletivo, tal. E mas é simples o número, tá? Então eventualmente pode vocês fazerem trabalhos com cinco, eu não vejo problema nenhum.
e, né, e orientei os mediadores, né, os subutores a aceitarem de alguma forma. Eh, é evidente, né, fazer 10, 15 pessoas não faz muito sentido, né, muita gente para fazer uma atividade, né, mas assim, eh, passou um, né, um a menos, um a mais, não vejo o problema, tá? Eh, mas é importante que ele seja dos mesmo polo, né?
Porque senão o tutor depois de corrigir não tem como colocar a nota, né? Então, eh não dá para passar para outro e vice-versa, né? Então, mesmo se conhecendo, mesmo querendo fazer, não pode aí dificulta muito o nosso trabalho, porque a nossa eh nosso número de alunos é bastante grande e aí você vai a gente vai se perder aí para Então, a ideia é que seja exatamente do mesmo polo para que os o tutor possa eh corrigir, atribuir as notas, né?
Então, apenas uma pessoa vai entregar, né? Então, quem vai ser o representante? E aí, eh, vocês vão deixar indicado aí, né, na atividade aí da semana, eh, ou da unidade, eh, o tema, né, que vai ser a o vídeo e os componentes.
Eventualmente pode acontecer alguma mudança até a entrega. né, que é mais à frente, mas eh sempre avise o tutor, a tutora, né? Olha, alguém saiu ou ou grupo rachou, né?
Então, eh com o universo grande fatalmente teremos alguma coisa desse tipo. Então, eh, mudou, avisa. Para garantir também, coloque lá nos créditos no final do vídeo ou em algum lugar, né?
Eu deixei o PowerPoint e tal, o nome de todo mundo que finalizou o vídeo, né? Não necessariamente ser o que começou, mas mas o que entregou, o que deve receber as notas. Então isso facilita, né?
Você vai ver o vídeo, dá uma nota, né? Tem uma rubrica e a partir dali vai replicar aquela nota pros outros eh alunos, né? alguém entregou, vai receber a nota e aí para que os outros recebam a mesma, eu precisa saber quem é que participou eh deste grupo, né?
Então é um cuidado aí nessa hora. Então que eu falei, né? Escolheu agora, né?
Ah, mas eu mudei o tema lá mais à frente. Tudo bem, né? Sempre eh informe o tutor, a tutora, para que, né?
quando se ele for lá voltar essa parte aí para depois dar a nota, poxa, mas esse aqui era outro grupo, tal, então isso acaba dificultando, né? Então a videoaula vocês só vão entregar basicamente daqui um mês, né? Um pouquinho.
É exatamente aí um. Mas a escolha eh do do tema é até dia 24/03, tá? Então aí vocês têm duas semanas para eh preencher essa.
Então por isso que eu deixei mais elástico, né, para que além de vocês fazerem as leituras como de costume, aí se envolver um pouco mais nesta elaboração do vídeo. Se quiser finalizar o vídeo agora, até um bom momento, né? Então, eh, esta é a é a tarefa aí da da unidade.
Então, escolher o vídeo e o que que tem que ter no vídeo, né? Então, na unidade cinco, né? Se vocês já olharem na unidade cinco, né, eu deixei eh algumas dicas aí que a gente eh não é novo, né, mas a gente eh pode usar.
E aí fica a critério, né, usar essas ferramentas que eu tô indicando ou não, pode ser outras ferramentas, não tem problema, mas eh é uma sugestão para gravar, para editar, né? Então o vídeo tem um tempo que você precisa ter, né? Então então a ideia é que vocês eh utilizem essas ferramentas eh de edição, né?
Ah, mas eu uso o próprio celular, tudo bem, né? Bom, o vídeo tem algumas características que eu deixei aqui, então sugiro a leitura, tal. Então, uma ideia que a fica entre 4 e 5 minutos.
Claro, deu 5 e 0, né? Eu preciso cortar, não, né? Mas não pode ser 6, 7, né?
5,5, né? E nem 2 minutos. Então é eh em torno de quatro, né?
Em torno mesmo, muito próximo ou eh então eu deixei um intervalo, né? tente encaixar aí entre quatro e cinco, né? Então essa é a ideia.
Se passar muitos complica, né? A gente às vezes recebe vídeo de 20 minutos, né? Então, eh, imagine com esse volume de eh de correção, ter que assistir o vídeo, é impossível, né?
Bom, eu sugiro aí que o vídeo vocês postem no YouTube, isso facilita, né? Eu deixei um vídeo aí ensinando para quem não sabe, eh, abra aí um um canal, né, se vocês já tiverem ou se não tiverem, faz. Eh, eu acho mais garantido do que dar o link, né, baixar num deixar num drive, mas fica a critério de vocês.
Tem as duas opções. Eh, outra coisa, se deixar no YouTube, deixe não listado, como eu deixo as videoaulas. Ou seja, só quem tem o link vê, né?
Então não fica lá, se você der um Google lá, não vai aparecer o seu nome, não vai aparecer sua atividade. Então fica na internet, mas fica restrito, só nós vamos ver, né? Então, a não ser que você queira, né?
Não se importe. Então, eh, as minhas minhas vídeos videoaulas só vocês enxergam, né? Então, as gravações elas não são públicas, né?
Então, precisa ter o link e tal. Então, eh, é uma maneira de evitar aí, né, às vezes, eh, exposição, né, desnecessária, é um trabalho acadêmico, a gente tá em processo de formação, então acho um caminho. Algumas pessoas tm até receio, acham que vai ficar exposto, não vai ficar, só quem tem o link, né?
E depois você pode colocar privado, né? Passar a disciplina, acabar, você pode ocultar. Nem nem só você ver, né?
Às vezes você coloca no Google, aparece alguns trabalhos que tão público, né? Então, eh, mas, eh, é importante que não faça assim, mas é direito de cada um. Eh, a ideia, né, que eh então a presença de imagem dos ingressantes do grupo do vídeo é facultativo, significa que eu não preciso colocar meu rosto lá, né?
Eh, então fica a critério dos participantes. A narração do vídeo deve ser realizada exclusivamente pelos próprios integrantes do grupo. Então, escolha alguém, pode ser todo mundo, né?
Eh, pode ser um pedacinho de cada um, pode ser um só ou uma só, mas é vedado o uso do recurso de tanto na geração da narração quanto do vídeo, né? Então, eh, gerar um vídeo em Aa zero, né? Então, tá bem claro aí.
Então, eu baixo o PowerPoint, né? faça as adaptações necessárias e faça a sua narração como achar eh a mais adequado, né? Então, mas você pode gerar imagens em Ia, né?
Não tem problema nenhum. Como eu faço? Eu eu uso isso, mas a imagem é mais para ilustrar algum trecho, alguma, né?
Então, não é para fazer usando a IA, né? Você pode usar, sei lá, você quer fazer um um desenho lá e tem alguma dificuldade ou não tem nenhum na internet que agrade, então pode gerar na IA, não tem problema. Eh, e aí é tem uma vantagem, né?
Porque eh gerado na IA, você não tem o, você pode indicar, né, como eu faço, foi gerado na eh via inteligência artificial, mas você não tem a fonte, né, não é uma cópia, né? Agora, se você baixou da internet, procure eh ativ eh imagens sejam criativo e coms, né, ou domínio público. Eh, então é muito importante você filtrar isso, né, no Google, por exemplo, e ver se se de fato são não não basta tá na internet, não é tudo que da internet pode ficar usando, citando e ainda mais indo num vídeo, né?
Então, eh, sugiro usar essa, esse tipo de fonte, né, de licença. Bom, aqui eu deixei a descrição do vídeo, né? Então depois vocês olhem, né, com mais calma e também daqui 15 dias eu vou volto a falar, né, eh, mais detalhes, mas já que vocês vão pensar o grupo, já que vocês vão pensar o tema, né, eh é muito importante a leitura aí eh cuidadosa aí da dos critérios, né, que vocês vão ser avaliados.
Bom, então eu agora vou trocar de tela e vou falar um pouco da do artigo. A unidade quatro, né? O texto base eh o conhecimento do conteúdo científico e a formação do professor das séries iniciais do ensino fundamental.
Então eu deixei a referência embaixo, né? Então, sugiro aí a leitura, mas aí eh eu vou trago alguns trechos aí pra gente refletir, né, e aí comentar. Então, dos trechos, né, o ensino, eh, de conteúdo científico tem sido precário, no qual o professor muitas vezes restringe-se a colocar na lousa questionário para as crianças estudarem para as provas, cabendo a ela simplesmente decorá-los.
Segundo o mesmo autor, os professores justificam que o reduzido número de atividades em ciência neste nível de ensino é que muitas vezes sequer existe e é devido ao nível de escolaridade dos estudantes, que por estarem ainda em fase de alfabetização, nem sempre necessitam aprender sobre esses componentes curriculares. Bom, eh, eu me lembro, né, quando o aluno, né, da do ensino fundamental, né, não se chamava era primário, né, na minha época, né, mas é o equivalente aos anos iniciais, era essa abordagem, né, era um questionário que você ou muitos muitos questionários você ficava decorando. Primeiro você preenchia, evidentemente, e depois você decorava e isto era a prova.
Bom, eh, ainda, né, segundo os autores aí, apesar do do artigo aí ser um pouco, eh, mais antigo aí, né, 2008, mas eu acredito que ainda eh isso ainda ocorra, né? Então é uma maneira segura, né, pro professor, né, porque eh é só uma é dar informação, né, passar informação, você corre risco nenhum, né, o aluno memoriza e tá feita a situação. Bom, eh passar disso pro ensino investigativo é um processo bastante eh difícil, né?
E aí o que a gente tem falado, né, nas últimas últimos encontros, né, o professor precisa est preparado, precisa conhecer ao passo de você criar, né, situações onde o aluno vai refletir, vai pensar, vai discutir com os seus pares, tal, e ali tentar entrar em um eh construir, né, um conhecimento eh digamos científico ou mais próximo de Então, o primeiro passo, evidentemente, a a gente resgatar o que o aluno tem, né, buscar aquelas eh eh os obstáculos e aí talvez numa estratégia criar fissuras que foram, né, as atividades que a gente fez nas semanas passadas. Tudo isso é bastante interessante se a gente conhece o assunto, né, e aí que tá o ponto, né? Então, eh, criar uma situação desafiadora pro aluno, se você mesmo não conhece, né?
Então, o que a gente tem visto é que muitos dos professores, né, são pedagogos, né, que atuam nesse nível, né, e que o conhecem, né, física, química, muitas vezes é do ensino médio, evidentemente, ou de uma forma até precária, né, e isso compromete a formação. E às vezes a maneira que a gente tem de lidar é essa que o autor tá relatando, né? Trazendo questionário, se apoiando no livro didático e didático pro aluno, né?
Não é um livro didático qualquer, né? Então é esse é um ponto importante, porque nem sempre o livro didático é ruim, né? A depender de que nível nós estamos falando, né?
e que n livro nós estamos falando. Bom, eh aí dando continuidade, né, mais um trechinho com base em resultados de uma pesquisa realizada com docentes das séries iniciais, né, as pesquisadoras apontam que as marcas do profissionalismo desses professores parecem estar atreladas a duas eh áreas específicas, né? Então, eh, ela se relatam, né, que a maior parte dos professores, né, os pedagogos se, eh, restringe, né, a ensinar portuguesa e matemática, né, e aí, evidentemente, tentando, né, eh eh trabalhar geografia, história, ciências, né, quando é solicitado, mas de uma forma secundária, né, então o carro chefe seria exatamente ente portuguesa e matemática.
E aí complementa, né, também em relação aos docentes, a literatura tem revelado que grande parte deles possuem eh sérias deficiências nos conteúdos científicos. Eh, bom, esse é um grande problema, né? Porque pensa no caso, né, nós estamos estudando metodologia do ensino de ciência, mas nós não estamos estudando ciência, né?
nós estamos estudando como trabalhar ciência, né? Então, supõe-se que vocês já sabem, né, física, química, biologia, obviamente do ensino médio, né? E se não sabe, aí nós temos um problema, porque nós não temos uma disciplina que vai atuar, vai, né, eh, criar, eh, eh, ajudar, né, a eventuais eh fragilidades, né, na formação.
Então, isso é um problema. Aí você fala: "E por que não colocam essa disciplina? " Porque o curso ficaria muito grande, né?
E acho que isso tudo vale paraas outras áreas também, né? e mas principalmente eh matemática, né? Então vocês também t metodologia, né, na para ensino da matemática e é um grande desafio, né, né?
Eu teria que ter um curso de matemática, né? Como tem uma licenciatura em matemática, né? Quer dizer, o curso ficaria bastante inchado, né?
Eh, também não sei como resolver, né? E talvez ninguém saiba, né? Mas a gente tá, o artigo tá apontando isso, né?
Então, e são fragilidades que existem e a gente tem que lidar, né? Bom, aí mais um trechinho, né? O livro didático acaba assumindo o papel de fonte de informação e consulta para os docentes como complemento aos seus conhecimentos.
Então, o que que acontece? Eh, bom, eu vim física lá no ensino médio, mas mais ou menos. Aí eu pego o livro didático que eu adotei ou que é adotado pela escola e é por ele que eu vou me apoiar e vou dar um curso de física apoiado no material que é feito para criança, né, e que vai suprir as minhas deficiências, né?
E aí que eu falei, né? Quer dizer, qual a sugestão que você dá, né? Eu, se eu tivesse nessa situação, ia tentar me apoiar em livros didáticos de níveis mais elevados, por exemplo, no mínimo ensino médio, no mínimo, né, daí para mais.
Mas assim, eu quero ensinar física, qualquer conceito de física para uma criança, eh o mais eh, mais seguro, né, é buscar informação, um nível ou dois acima do que eu tô ensinando. Então eu vou me eu vou me preparar para as aulas de ciência estudando materiais, não que foram feito para criança, mas que foram feitos, né, pelo menos pro ensino médio ou o ensino superior, que seria talvez mais ainda adequado, né? Eh, o PNLD, né, tem eh eh cortado, né, tem impedido que livros, né, com erros conceituais tenha venha a ser distribuído especialmente pelo projeto, né, o Plano Nacional do Livro Didático, né, que subsidia, que paga, que entrega o livro para as crianças e que contenha erro.
Então isso tem sido, eh, digamos assim, minimizado. Então, um livro que, né, é adotado numa escola pública, né, eh, entregue, passa por um processo, né, e aí ele é avaliado, né, por pesquisadores, né, por professores, tal. Eh, e aí o que que acontece?
Você tem uma, digamos, uma garantia de que o livro não tenha conceito errado, né? Mas a gente não sabe se todos os, né, consulta de dos professores é sempre pelo livro que foi de uma certa forma eh fiscalizado, né, vistoriado, né? Então ele pode pegar livro em qualquer lugar, né?
Então isso pode gerar um risco aí grande paraa formação do professor e pro aluno, né? Quer dizer, se eu passo informação equivocada ou simplificada, né? Quer dizer, eu tô formando alguém e e depois aí eu vou ter que corrigir.
E não é raro. Eu, né, trabalhando muitos anos no ensino médio, né, como professor de física, a gente tinha que reconstruir aí muitas vezes conceitos, né, que foram eh, né, ou construído de uma forma equivocada ou mal construído ou nem construído, né, discutido entre os alunos. Então, muitas vezes partia do zero, né?
E é uma pena, né? Porque o aluno tem aí 8, 9 anos de escolaridade. Se ele passar por esse processo, ajudaria bastante a formação dele em física, em química, em biologia.
Então, o ensino de ciências ganharia bastante se fosse eh de forma eh ofertado um curso eh mais rigoroso, né, e que não fosse, né, para me livrar do problema, né, tem que dar dor de qualquer jeito, não eh ter consciência, né, de que é importante pra vida dele, né, enquanto estudante e que muitas vezes vão até sofrer, né, no nos anos seguintes com a mesma coisa, né, com a mesma fragilidade que muitas vezes o próprio professor tem, né? Eh, então isso vale paraa matemática também, né? Na matemática eu acredito que seja similar, né?
Os professores às vezes, mas matemática e português é o carro chefe, né? Então tem uma carga horária maior destinada a isso. Então o professor vai ter que de alguma forma eh dar conta, né?
Mas a ciência fica em segundo plano, né? Como outras áreas, mas ciência em particular. E quando às vezes é adotado, né?
Há um eh eu me sinto mais confortável em trabalhar um aspecto, né? Ou uma parte como sei lá, biologia, né? Ou pode ser o contrário, mas em geral, né?
Já no fundamental dois, que é trabalhado por especialista, acontece algo similar, né, o nos anos finais, que muitas vezes é o biólogo que dá as as aulas de ciência, né? E aí a mesma coisa ele puxa a sardinha para a biologia, né? às vezes eh diminui, né, a discussão em física, né, muitas vezes eh deixa de lado, né, ou química e trabalha com aquilo que ele é mais que ele é mais confortável, no caso biologia.
Então isso não é raro a gente ver. Então, o pedagogo muitas vezes escolhe, né, eh, trabalhar ou não trabalhar a ciência. E o biólogo eventualmente pode ter um físico, um químico trabalhando com ciência até nos anos iniciais, né?
Eu até relatei isso para vocês em outra oportunidade, né? Então, existe escolas que fazem isso, mas não é o caminho, né? Não é, talvez não seja a solução mesmo, porque não é a realidade, né?
Também não sei se é adequado, mas enfim, né? Eh, é a responsabilidade do pedagogo trabalhar ciência, né? Por isso você tm uma disciplina que trata disso, né?
Bom, eh, aí dando continuidade, né? Eh, então, coleções de livros de ciências também apresentam problemas conceituais. É isso que eu falei, né?
Para os problemas conceituais dos livres, tá? A própria dificuldade do professor identificá-lo. Então, tem erro e aí eu às vezes o próprio professor não percebe e continua verbalizando aquilo, né?
Eh, com o PNLD, isso supostamente deve ter diminuído, né? Não tem dados para garantir isso, mas assim, eh, esse filtro, né, o professor não recebe um livro com equívoco, né, ou supostamente não deveria receber, mas é isso que eu falei anteriormente, né, não necessariamente é a fonte de consulta do professor, pode ser qualquer livro, inclusive o livro que o aluno recebe, né, mas o livro é simplificado, né, ele é adequado pra linguagem de um de uma criança, né? né, de 7, 8, sei lá, 10 anos.
Mas, eh, o professor precisa estar num patamar maior, né, para que ele possa de alguma forma tentar trazer propostas, né, que a gente vem defendendo investigativas, né? Então eu preciso conhecer bem, ter tranquilidade para desafiar os alunos, né, a a propor, a testar, né, a criar hipóteses sobre um determinado fenômeno. Se eu não, se eu me sinto seguro, jamais vou fazer isso.
Ou vai ter grande chance de eu não fazer. Então esse é um grande desafio, né? Quer dizer, por isso aí volta o que eu falei anteriormente, né?
muitos professores acabam fazendo questionário, né, e se limita a isso, né, quer dizer, é confortável, né? Eu me exponho nada, né, porque basta eu ter o gabarito, corrige o gabarito pelo gabarito e tá feito, né? Então, eh, é mortal isso, né?
Isto tira toda a a ideia, né, do ensino por investigação, da participação do aluno, né, talvez até do gosto deste aluno em estudar ciência na sua vida adulta, né? Então, eh, olha a responsabilidade que vocês têm, né? Então aí dando continuidade aí o Nunes, né, realizaram e colaboradores realizaram uma pesquisa com professores em serviço que cursavam pedagogia, os quais eh foram envolvidos em atividades e análises de livros didático de ciência.
O item que mostraram mais dificuldade para análise foi justamente o relato aos erros conceituais presentes nos livros, pois segundo os autores, a maior parte dos docentes estuda os conteúdos de ciência nos próprios livros que utilizam para ensinar. Então é isso, né? Quer dizer, como é que ele vai ver o erro se ele não usa, né, um livro mais abrangente, né, de um eh destinado a um a um nível maior, né?
Então, minha recomendação é isso. Algo de física, estuda pelo menos um livro de ensino médio e depois faz a devida adaptação, né, para os alunos dos anos iniciais, né, do fundamental. Tanto fundamental um quanto fundamental dois, no mínimo, né?
Daí para mais, né? Mas assim, no mínimo você estaria mais assegurado, né? Os livros de ensino médio que compõe o o PNLD já tem mais garantia de ter menos equívocos conceituais, né?
Então, mas sempre olhe se foi avaliado, né? Então esse é é uma uma dica, né? Bom, eh continuando, né, outros aspectos que dificultam o aprendizado dos alunos, não só em ciência, mas em outros componentes curriculares, é a concepção do professor a respeito de que o aluno aprende, eh, de como ele aprende, né?
Muitos docentes possuem a crença de que basta falar os conteúdos e dar as respostas para que o aluno aprenda. Então, aprende eh uma um processo de transmissão, né, de informação, né, por e simplesmente, né, eu falei, tá aprendido, né, como você não sabe, eu falei, né, então e esse processo empobrece, né, o ensino de ciências, né, ele passa a ser um processo de memorização, né, a memória é importante, né, não se descarta isso, mas assim, eh, é, não é um caminho de via única, né, né, o processo de interação, né, entre todos, né, aluno, aluno, professor, aluno e assim por diante. e o e especialmente experimentos, como eu tenho defendido, né, na nas últimas falas, né, eh a participação do aluno e construir experimento, eh, e testar suas hipóteses, né, que são os preceitos aí do ensino por investigação, podem, né, fazer diferença, né, e aí de fato, eh, pode-se de de fato eh estabelecer o o a construção de um conhecimento, né?
Não é a memorização de uma informação, mas é construir uma forma explicativa de um fenômeno, né? E isso com certeza é mais duradouro, né? A memorização acaba no 24 horas depois.
Bom, dando continuidade aí, mais uma um trechinho, né? Os autores afirmam, né, que os professores parece possuir uma concepção arregada de que ensinar conteúdo científico é transmitir conhecimento pronto. E aí traz uma ideia equivocada da ciência, né, de que a ciência é pronta, acabada, né, e ela independe do mundo que a gente vive, né, parece que já nasceu e é basta memorizar, né?
Então eu sei as fórmulas como eu coloquei ali, né? São sei lá, física de matemática. E esse conhecimento tá pronto, não tem o que discutir, não.
Ele ele inclusive pode ser revisto, né? Esta é a graça da ciência, né? Nada que tá aí posto é eterno, né?
Pode ser revisto, pode ser mudado e no futuro a gente pode até nem usar mais, né? Eh, eh, hoje é aceito, amanhã não sabemos. Então, e esta é a diferença, né, da ciência, por exemplo, para outras áreas, né, como a religião, né, que não não carece de prova, né, a ciência ela passa por esse processo eh o tempo todo, né?
Então, eh, trazer desta forma a ciência, né, pronta, acabada, eh, gerar, né, um equívoco, né, na, na cabeça dos alunos sobre o que é ciência. E aí, inclusive, de que cientista é maluco, né, de que a ciência é para poucos e essas coisas são reforçadas o tempo todo, né? Não, a ciência é para qualquer um, né, que tenha interesse, eh, que goste, que queira estudar.
E, né, eh, esses, eh, estereótipos tem que ser combatido, né, de que é para louco, de que é para pessoas que são alienadas, não são, é uma profissão como outra qualquer, né, você estudar ciência, né, ser um cientista é uma profissão como outra qualquer que é remunerado, né, e ponto final, né, e que busca soluções para problemas muitas vezes do dia a dia. às vezes não, mas às vezes sim. E para melhorar ou aprimorar as coisas que nos rodeiam, né?
Então, de uma certa forma, a ciência busca solução, né, para melhorar a vida do ser humano, né? Eh, e é isso. E a solução não tá pronta, né?
Se a solução não tá pronta, a gente precisa desses alunos para que construa essas soluções. Busquem, tenham curiosidade, né? se encantem pela ciência, né?
Dá uma coisa pronta, acabada, decoreba, né? Bom, aí eh eu vou só falar um eh um trechinho, né? Eh, eles afirmam, né?
Eh, os autores aí eh colocam a questão da atividade prática, né? que é exatamente o cerne da do vídeo, né, que eu coloquei da sequência didática, né? Então, eh, uma das coisas que tem sido observado nas pesquisas, né, é que o professor não conhece o conteúdo que trabalha, é difícil que desenvolva em suas aulas atividades práticas que colocam os alunos em evidência, como que envolve questionamento, observação e levantamento de hipótese.
É isso, né? você apresenta uma situação, tenta levantar com os alunos um modelo explicativo para aquela, né? Ou seja, eles vão pensar, vão criar hipótese e aí eles vão testar, né?
Então eles tecnicamente poderiam ir no laboratório testar as hipóteses. Ah, não deu certo. Ele pode abandonar aquela hipótese dele e assumir outra, né?
Mas só consegue fazer isso se ele tiver um espaço, né? A condição, o professor conduzir isso, né? Então, o mesmo autor aponta que os professores fazem uma avaliação positiva de atividades que envolvem prática no ensino de ciência, nas séries iniciais, como se fosse um consenso à sua necessidade.
Ou seja, os professores defendem que tem laboratório e e justificam utilizando expressões do tipo: serve para ilustrar a matéria ou fazer com que o aluno veja a teoria acontecendo. Bom, aí eu coloquei a minha tese de doutorado, né, e eu achei resultados parecidos, né? Então, eh, entrevistei professores, né, só que aí de física, né, ensino médio, superior, sobre a questão experimental.
E eles acham isso também, né? Serve para ilustrar, para visualizar, né, para provar a teoria, né? Ou seja, é uma ideia equivocada da ciência e da atividade prática, né?
E isso, eh, gera com o tempo o abandono, né? Então, existe métodos mais simples para você ilustrar, né? Um vídeo, um PowerPoint, né?
Do que fazer o aparato, tal. Então, se você não vai fazer o processo que eu, né, de levantamento de hipótese e depois testes das hipóteses e coisas do tipo, em geral o professor abandona, né? Então, ele acha que o laboratório é importante, mas ele não usa o laboratório, mesmo tendo o laboratório, mesmo tendo as condições.
É isso que eu observei aí na minha tese aí. Bom, eh, aí dando continuidade, um dos grandes obstáculos ao ensino de ciência nas séries iniciais do ensino fundamental está na insegurança do professor em desenvolver conteúdos, principalmente na realização de experimentos, verdade, né? Isso também no médio e no superior.
Professor não se sente confortável, ele não vai pro laboratório, mesmo se tem, né? Eh, é mais fácil lousa em X, sala de aula você tem controle, né? Os alunos eh ficam de uma certa forma eh ordenados, né?
E você se sente mais confortável controlando até o tipo de pergunta que vai surgir, né? O laboratório você fica muito exposto, né? Porque imagine o aluno vai testar e aí ele chega a conclusão diferente e você vai ter que argumentar, né?
Então isso gera muita dificuldade pro professor, né? Insegurança principalmente. Então o que que a gente faz quando ele tá inseguro?
A gente corta, né? Se você tiver oportunidade, acaba cortando. Bom, eh, conhecimentos de conteúdo específico e conhecimentos pedagógicos, né?
Então, eh, o autor trata essas duas coisas de uma forma eh discute isso, né? E é importante o que que a gente tá fazendo nessa disciplina, né? A gente tá discutindo conhecimento pedagógico, né?
Então, em nenhum momento eu dei aula de física, dei aula de biologia, dei aula de química, né? Mas eu trabalhei ou sugeri leituras que eh surgique métodos para você trabalhar um determinado conteúdo que você julgar, né? E que também serve para vários, né?
Então, eh existe essa eh esse problema, né? Quer dizer, eu sei o método, mas não sei o conteúdo, né? E pode acontecer isso, né?
Bom, aí em relação ao artigo, né, à pesquisa que foi propriamente de eh indicado a leitura, né? Então, o autor, né, da pesquisa, né, ele o eh trabalhou com duas alunas de curso de formação inicial, um curso de pedagogia, sendo que uma atuava há 20 anos, então é alguém que já atuava, mas não tinha formação acadêmica, né? Eh, possivelmente tinha um ensino médio, né?
eh a formação médio do ensino médio, mas não tinha o a pedagogia e a outra que estava fazendo, né? Então o artigo trata eh analisa, né? A e é um que ele chamou experiente e a outra aspirante.
Então eh a pesquisa, né, envolvia esses essas duas pessoas. Bom, o que que de alguma forma o que que resgatou, né? Eh, a professora, né, se mostrou motivada a participar das atividades, pois segundo ela, possuí dificuldade em trabalhar em ciências naturais, principalmente com atividades práticas.
Ela apontou também que tal atividade tinha vindo em hora oportuna, uma vez que na ocasião enfrentava problemas indisciplina com seus alunos. Então era experiente, né? Ele tá relatando aí a eh a a professora, na verdade eram alunas dele, né?
E elas faziam o estágio, né? Um estágio, no caso da própria como professora, né? Eh, e a outra não, a outra já era estagiária porque ela não não dava aula.
Eh, ela apontou também que tal atividade vinha em horário oportuno, uma vez que na ocasião enfrentava problemas disciplina com seus alunos, tratando-se, segundo ela, de uma classe difícil de se trabalhar. A professora experiente acreditava que o desenvolvimento de tais atividades poderia trazer contribuição não só a ela, mas também seus alunos como a possibilidade de desempenharem o interesse e participação, despertar-lhe, né, o interesse e a participação nas aulas. Então, eh, a ideia era, eh, levar, né, propostas, eh, envolvendo o ensino por investigação paraas aulas, né, num contexto de estágio para as duas participantes da pesquisa.
Em em resumo, é isso. Então, eles tinham que elaborar, né, elas, né, tinha que elaborar cinco aulas envolvendo o tema ar, né, então discutir, né, evidente que a ideia é que vocês leiam o artigo, né, para ver os mais os detalhes, tal, mas em resumo é isso. Então, segundo aí o o autor, foi possível perceber que a interação entre o as participantes sobre a o conteúdo específico de ciência abordado foi um aspecto que gerou dificuldade.
Isso porque elas possuam possuem insuficiência de conhecimento de conteúdo específico. É o que a gente falou anteriormente acerca do tema selecionado, no caso aí é o ar, né? demonstrando através das respostas aos problemas que surgiam no momentos da discussão.
Então, os alunos questionavam sobre a questão do ar e elas pouco dominavam, tinham às vezes mais dificuldade do que os alunos, né? As dificuldades em relação a este conhecimento se mostraram presente nos momentos de elaboração das atividades a serem abordadas nas aulas, ocasião em que elas próprias buscavam aprender o que não sabiam e e que poderiam ensinar. Problema também se revelou na nas escolhas que faziam a respeito daquilo que seria ou não ensinado, uma vez que eh não seionava os conteúdos que para elas apresentavam dificuldade.
E é um pouco o que eu falei anteriormente, né? Eu tenho dificuldade de ensinar ciências, eu vou diminuir a carga de ciência, eu vou, né, diminuir ao máximo que eu puder. E é um pouco isso que a gente acaba fazendo.
A gente se sente confortável em alguns conteúdos, evidentemente, esse você trabalha eh com mais naturalidade. Evidentemente que vai ser o carro chefe do seu do seu curso. aqueles que você tem dificuldade, muitas vezes você não tenta superar, né?
E é o que ela tinha 20 anos de experiência, ela nunca tentou superar, né? Talvez tentou aí fazendo a graduação, né? Bom, livros didáticos, além de serem um dos seus suporte, né?
Eh, na proposta por aprender mais sobre os conteúdos científicos, também as auxiliaram na busca por atividades sobre como ensinar aquele conteúdo, ou seja, foram empregados também como fonte de sugestões que acabam influenciando na forma de desenvolver as atividades em sala de aula, ou seja, no conhecimento pedagógico do conteúdo. Então, o próprio livro didático é o guia, né? Então, é isso que eu falei anteriormente, né?
Se eu tivesse que nesta situação o que eu ia procurar, materiais didático, fossem eh destinados a níveis mais avançados e aí me adaptar e levar isso para séries iniciais, né? O que geralmente ocorre é simplesmente a leitura do livro adequado para aquele grupo de alunos, né? Então, empobrece, né?
e você fica eh uma visão visão bastante limitada, né? A linguagem é mais pobre, né? Então é adequada para aquele grupo.
Então a eh é isso que ele, né, o autor relata aí na sua pesquisa. Então os resultados, né, a professora aspirante é a que é uma aluna, né, que não não tinha experiência aí, né, com sala de aula. Eh, tem que ser perguntas fáceis, porque senão nem eu vou saber, né?
Então, colocando aí uma questão interessante, né? Quer dizer, na hora de vocêar perguntas, né? Que tipo de pergunta você vai fazer pro aluno, né?
Então, elas dialogaram lá, né? E aí, eh, é interessante, né? né?
Quer dizer, eu vou fazer perguntas fáceis porque eu eu tenho pouco conhecimento. Não, eu posso ir buscar conhecimento para que as perguntas sejam mais a aprimoradas, melhoradas e que me sinta confortável, né, na na discussão. Eu também não sei, a gente vai aprender junto, né?
Ou seja, você vai aprender junto com o aluno, né? Isso o professor não se expõe, né? com o tempo, ele abandona esse tipo de coisa, exatamente porque é insustentável, né?
É um estress constante, né? Você lidar com tema que você pouco conhece. Eh, evidentemente você pode encontrar alunos que conheça e que leia e que tenha algum tipo de informação mais privilegiada e você se vê numa situação delicada, né?
Então, eh, é o que acontece, né? Então, ao longo do tempo você abandona e restringe e volta muitas vezes à aquela situação do questionário, né? Quer dizer, você não vai se expor a um ensino por investigação que é altamente arriscado para quem não conhece.
Eh, pra gente pensar, né, de que os cursos de pedagogia, onde geralmente se forma o professor para as séries iniciais, né, tem disponibilizado disciplinas de metodologia, que é o nosso caso, eh, de ensino, de ciência, de matemática e de outras, né? Porém, a autora questiona se o que oferece tem garantido uma formação adequada em conteúdo específico desse campo de saber. Eh, é bem provável que não, né?
Eu eu apostaria que não falando do nosso curso e falando de outros. E aí as razões são as mesmas que eu dei no começo da minha fala, né? Que tamanho teria o curso, né?
Se eu tivesse que dar eh várias aulas de física, né? várias disciplinas de física para discutir todas essas questões, várias ah disciplinas de química, várias disciplinas de biologia, várias disciplinas de matemáticas. Eu curso no mínimo dobraria, né?
Faria em 8 anos, né? Então, no mínimo, né? Então, isso é muito complicado, né?
Eh, então corremos o risco de continuarmos formando professor pleno em metodologia, mas vazio em conteúdo, né? Então, eh, é uma situação bastante triste até, né, de da gente pensar, né, eh, mas talvez seja a realidade, né, da grande maioria do curso, dos cursos de pedagogia. a gente tem um, sabe, eh, as metodologias possíveis, as mais modernas, a pedagogia moderna aí, o, né, a, a, de ponta, né, ensino por investigação, né, é inquestionável que tem os alunos fatalmente se engajam mais ou aprendem mais, né, mas o problema é, tá, eu não tenho conteúdo, né, eu tenho dificuldade no conteúdo.
como que eu vou eh ministrar uma aula nos preceitos do ensino por investigação, se eu tenho dificuldade na questão de saber porque o balão eh sobe com ar quente e desce quando desliga a tocha, né? Então, eh, são conceitos, não elementares, mas são conceitos que é tratado na educação básica, né, no mais no ensino médio, inclusive, mas, eh, se não foi bem tratado, pior ainda, né? Quer dizer, a graduação não tem condição, né, pro pro curso não ficar inchado, né?
Então, se a educação básica não deu essa formação, pior ainda, né? Bom, eh, aí tá a referência, né, que é a indicação da leitura. Eh, eu recomendo fortemente a leitura até para, como eu falei, né, no começo, né, talvez vocês se identifiquem aí na leitura, né, com uma pessoa ou com outro ou talvez não, mas eh é uma coisa, por isso que eu coloquei, pra gente refletir, né, pra gente pensar, né, e que sugestão, né, a gente daria.
E aí é o tema aí de do fórum, né? Então, por isso que a leitura desse desse artigo fosse é adequado pro fórum, né? Ou seja, talvez até colocar a sua angústia, ó, eu não tenho, eu não tô encontrando, né, na formação da graduação, o qual solução daria, né, colocar três disciplinas de física, só um um pequeno exemplo, né?
Eu dou aula na licenciatura em biologia. às vezes, né, esse semestre não, mas às vezes eu e eles têm eh duas físicas, na verdade eh uma física geral e uma física biofísica, né? Eh, mas assim, eh, são dois semestres, né?
E perceba, né? O biólogo é responsável pela física do ensino fundamental eh anos finais, né? Então ele tem duas, né, na verdade uma geral zona e uma mais específica, que dialoga mais com a área deles, né?
Isso na no IF, né, no campus que eu dou aula, eh, no campus São Paulo. Eh, outros eh outros podem ser diferente, outros cursos, outras universidades, mas assim, em geral não passa disso, duas até três disciplinas. em química muito parecida, né?
Em química às vezes tem duas disciplinas, às vezes três, né? Eh, mas assim, eh, na pedagogia a gente não tem nenhuma, né? Então, eh, talvez pudesse ter uma física geral, né, uma química geral, uma biologia geral e que pudesse retomar, né, esses assuntos, né, talvez, né?
Então fica aí a reflexão, né? Mas volto a dizer, né, cada inserção de uma disciplina e o curso cresce um pouquinho mais, né? Ou vai ter mais disciplina no semestre e às vezes não cabe, ou vai ter um ano ou dois a mais, né?
Então, passando para 5, 6, 7, 8 anos. Então, eh, então este é o grande dilema, né? você ter um curso inchado e ou um curso vago, né, que aí forma na metodologia, mas vazio em conteúdo, como diz a professora.
É isso, gente. Muito obrigado. Vejo vocês daqui a 15 dias.
Obrigado, Bruna, mais uma vez pela parceria. Até mais.