Prezado aluno, seja muito bem-vindo a mais uma aula de nossa assinatura. E neste contexto, tão próximo a a a última aula postada, nós agora trataremos mais detidamente do que até então havemos chamado de zona do prazer. Essa dita zona do prazer merece o nome mais adequado a partir dessa aula, que é o sistema de recompensa.
Por que que ele leva esse nome de sistema de recompensa? É ele quem vai te deixar mais do que interessado, mais do que empenhado. Ele pode te deixar louco atrás de uma coisa que você, através do contato com essa coisa, com esse estímulo, com esse alimento, enfim, pode demonstrar pro seu corpo que isto é muito melhor do que o resto.
A verdade é que esse sisteminha de recompensa, ele é um tanto quanto antigo e ele não entende muito bem as coisas como elas acontecem. E ele não entendeu muito bem a modernidade. Eu quero explicar isso melhor para vocês através de outro sistema.
É uma coisa emprestada que eu vou usar para explicar, mas ela é tão interessante quanto. Percebam que na aula passada eu expliquei que a mídala como responsável pela pelas pelo sistema de luto fuga, responsável pela ansiedade, pela sua autoproteção, sobrevivência, é algo que dispara quando você é assaltado, quando você vê alguém agredir o seu filho na rua, quando você olha na janela e tem alguém pulando seu portão, você vai ter aquele estado de medo barra vou enfrentar barracoragem barra preciso fazer alguma coisa, tô doidão, eu vou quebrar esse maluco. No mínimo você vai tremer, vai ter um azia, alguma coisa do tipo você vai ter.
E vejam, eu falei aqui de situações sérias, acidentes, invasões em situações drásticas. Só que perceba com que facilidade você vai ter esses mesmos sintomas com algumas ninharias, como por exemplo, você tá andando pela rua, lembra que colocou uma nota de 10 no bolso, em algum momento pensa: "Ah, a minha nota de 10: qual bolsa que eu botei? " Você não achei, botei, não achei.
Nessa hora, rapidamente que você bota a mão e não encontra seus R$ 10, que via de regra não não coloca em risco a sua sobrevivência, só é algo desagradável. Você tem sintomas parecidos, você tem taquicardia, você sente um às vezes até um azedo na boca, dá uma quentura no estômago. Com muita facilidade a gente consegue sentir sintomas muito próximos do medo por pouquíssima coisa, que é trata-se de um de uma de um prejuízo, mas às vezes levíssimo, levíssimo.
Se você acreditar, mesmo que seja num tempo breve, que a sua situação é grave, por mais que ela não seja, por mais que ela seja até inexistente, você vai disparar essa sua amídala. Existe uma uma explicação bem interessante do porque as coisas são assim. Eh, a cidade, a zona urbana, quantos anos ela tem?
Quantos séculos uma cidade moderna tem? Nem 100. uma cidade de 100 anos atrás não se parece com praticamente nada do que você vê hoje com no território em volta de São Paulo, por exemplo.
A nossa amídala, sendo algo tão primitivo quanto o sistema de recompensa. E ela está habituada a lidar com, ou melhor, por, sei lá, bilhões, talvez de anos, onde o ser humano, ele não tinha residência fixa, ele podia ser assaltado ou atacado por outro inimigo à torta direito, sem ter feito nada, certo? Ele poderia ficar muitos e muitos dias sem comer.
Ele poderia ficar muitos e muitos dias entocado numa caverna. E ele podia ser acordado por um urso, por um mano, por um leão, por um elefante, sei lá, por qualquer coisa. Ou seja, qualquer coisa naquela época era motivo de qualquer você não tinha ameaça leve, na verdade.
Se existia alguma ameaça era essa já ia colocar sua vida em risco. O nosso organismo não teve tempo de entender que existe o postinho da polícia, que existe a prefeitura, o o a coleta seletiva de lixo, o melhor dizendo, o lixeiro, o saneamento básico, que você não precisa mais andar 80 km para buscar um copo d'água. Você é só se abrir sua torneira, certo?
A nossa Mídala não ainda não compreendeu essas facilidades e então com muita vemência e com muita velocidade ela entende que você tá ferrado a troco de qualquer coisa se assim você pensar. Um exemplo interessante sobre isso. Hoje eu tava tratando uma pessoa que vários de vocês conhecem porque participa dos chats aqui e é assinante aqui do grupo.
Ela tá interessada em comer menos, em perder peso. E eu fui perguntar sobre se o marido dela era um fator punitivo no regime e nos exercícios que ela queria fazer. Ela disse que de certa maneira assim, o marido dela, entre milhões de aspas, atrapalha de algum modo.
Por quê? Quando ela se queixa de que não tá contente com o corpo, que quer comer menos, ele aparece e diz para ela: "Mas é fácil, é só você se conter e dar várias dicas que ela considera de senso comum e na verdade passam muito longe da ciência. Ouvir aquilo é coisa que você ouve desde que você nasceu e na prática não serve para nada.
O que que o marido dela entende? Manifesta e entender que ela não faz porque ela não levou a sério aquelas dicas que levadas a sério na prática não leva a lugar nenhum. A mulher dele tá careca de saber e ele não sabe o quão ineficazes são as dicas que ele faz, que ele dá, porque ele não tem esse problema, essa questão de compução alimentar, não tem nada.
Então, qualquer dica que ele dá para ele é muito fácil. Ele em miúdos, ele diz para ela: "Seja que nem eu, faça isso, espelho em mim que vai dar certo. " Mas o que que é importante nesse relato que eu tô repassando para vocês?
Ela diz que esses comentários causavam muita ansiedade nela. Esse tipo de comentário me tira do sério, me causa ansiedade. Eu perguntei para ela, você tem certeza que os comentários lhe causam ansiedade?
Ela falou: "Sim". Eu perguntei: "Os comentários causam ansiedade ou você se causa ansiedade? " Ela pensou, pensou, pensou, falou: "Meio a meio".
E eu disse para ela: "Nunca os comentários te causaram ansiedade. Sempre foi você causando sua própria ansiedade. " E ela pediu para demonstrar ou provar.
E eu consegui fazer esse plenes uma vez. Nunca foi refutado por ninguém. Vou explicar a lógica para vocês agora.
Se o marido dela fizesse esses comentários em uma língua que ela não entendesse, ele dissesse tudo que ele fala, só que em alemão, em russo, em árabe, sei lá, em zulu, em egípcio, sei lá, que que você pode imaginar, ela ouviria e sentiria alguma coisa? Não. E por que não?
Não, porque ela não entendeu, certo? Se ele falasse tudo isso para ela enquanto ela tivesse dormindo, ela não tivesse ativamente ouvindo, ela sentiria alguma coisa? Nada.
Por que que ela não sente nada? Porque ela não, vamos dizer assim, depurou, não apreciou as coisas que ele tá dizendo. Depende da apreciação dela.
E na verdade palavra alguma consegue fazer haver um disparo de de ansiedade, um disparo do sistema nervoso simpático. Não existe palavra que aperte aqui a sua glândula suprarrenal e faça sair cortisol e adrenalina e noradrenalina no seu corpo. Não, não existe.
Existe como você próprio fazer isso com seus próprios pensamentos. Então, o que que eu propus para ela? enquanto ela ouve o que ele diz, enquanto tá atravessando o os tímpanos, chegando no cérebro, o que ele tá falando, que por si mesmo não tem potencial de fazer nada, como eu tô dizendo, ela sim faz comentários em cima do que ele tá falando.
De quais natureza? Tanto faz. Vou vou citar aqui vários exemplos possíveis.
Ela poderia pensar, mano, esse cara, será que ele não gosta de mim? Aí, ó, tá vendo? Ele tá falando essas coisas, eu vou tentar de novo e não vou conseguir.
Tá vendo? Isso aqui é mais um momento que eu tô ouvindo pela vez, ó, eu continuo gorda, entre aspas, eu continuo feio e tô ouvindo isso de novo. Esses comentários assustam a amídala e fazem o organismo entender que ela tá muito pior do que ela tá, na verdade, e causam ansiedade imediata.
O que é que ela pode fazer nos momentos em que ele tá falando essas coisas para não sentir a ansiedade? Ela pode comentar mentalmente críticas a respeito do que ele tá falando ou alertar para outras verdades. Isso aqui eu tô falando para vocês fazerem, tá?
Até o bullying. O bullying não pega se você conseguir fazer essas coisas. A questão é conseguir.
Depende o bom terapeuta de explicar e treinar e etc. Mas, por exemplo, ela pode pensar assim, enquanto ele tá falando essas coisas que ela detesta, ela percebe o que ele tá falando, ela pode pensar o seguinte: perguntar-se a si mesma de 0 a 100%, qual é a chance de ele acreditar muito nessa burrice que ele tá falando? A resposta será 100.
Ainda que não fosse, ela vai responder essa pergunta. Ela pode perguntar outra coisa, por exemplo, qual é a chance de ele estar fazendo isso porque ele quer o meu bem? de 0 a 100%.
Outra pergunta, de 0 a 100%, qual a chance dele não saber nada do que ele tá falando? Se bem que isso aqui é que a primeira pergunta que eu fiz de zero, a outra pergunta que ela pode fazer. Bom, beleza.
Ele tá falando isso pela enésima vez e não serve para nada. Qual é a melhor coisa que eu devo fazer hoje para conseguir isso que eu quero? Ela continua ouvindo o que ele tá falando, só que ela reproduz diálogos que elevam ela para um ato.
Ao mesmo tempo que já que ela tá fazendo conta, já que ela tá consultando a memória, tá comparando dados com essa pergunta, o que que ela vai disparar? Recordem da aula que vocês acabaram de assistir, o cótex pré-afrontal. Se ela dispara o córtex pré-afrontal, ele manda mais do que a mídala nesse caso.
E ela consegue sentir pouca ansiedade ou nenhuma. A verdade é que ela nunca disparou, nunca rigorosamente ela nunca disparou a ansiedade e adrenalina pelo que ele tava falando, mas sim pelos comentários que ela fazia mentalmente sobre o que ele tava falando. Os meus próprios comentários botam minha mídala para trabalhar imediatamente.
Os comentários terceiro nunca. Se alguém tá falando alguma coisa, eu tô me sentindo mal, oprimido, com taque cárdico, porque alguém tá me falando isso, é porque eu estou falando alguma coisa que me causa isso. Enquanto ela fala outra.
Se não ficou claro, joguem sua suas dúvidas como andam fazendo no grupo ou coloque aqui embaixo, porque como vocês bem sabem, eu respondo todos os comentários por escrito aqui abaixo do vídeo. Bom, a mídala ela é muito primitiva, ela tá assim o tempo todo esperando qualquer indício de que você vai se ferrar. Você pode estar se ferrando de verdade, como você pode estar pensando que está se ferrando uma verdade, uma uma mentira simulada de verdade também dispara mídala.
Se eu brincar que eu vou te te assaltar, você acredita? Você vai ter o disparo, certo? Assim como o sistema de recompensa, quando ele tá pedindo para você fazer alguma coisa, quando ele tá implorando, quando ele tá te forçando a ir lá e comer aquele bolo de chocolate, ele tem o motivo próprio dele.
Ele tem uma inteligência própria. Sabe por que ele faz isso? Porque ele tá programado para manter você vivo, fazendo a seleção dos melhores alimentos.
Pera aí, Mário, mas o bolo não é o melhor alimento para ele é e ele tem o argumento dele. Sabe por que alguns alimentos que você diz que é ruim, o seu organismo entende que é bom? Porque eles são ricos em carbo.
Que que isso significa pro organismo? Ele adora ver carbo. E inclusive o nosso organismo primitivo, o nosso sistema de recompensa, o núcleo bens, a a área tmental ventral, ela não tá acostumada por milênios de anos a comer uma coisa tão doce quanto um bolo.
Ela conhece uma fruta, ela conhece coisa ou outra. Quando ela conhece algo que traz basicamente eh carbo, ela entende que, meu Deus, que maravilha. Pegue por pelo amor de Deus, coma essa, vá atrás agora dessa comida que é recingem carbo.
Por quê? Isso faz você armazenar gordura, faz você armazenar esse carboidrato e passar um bom tempo sem comer. Ela quer armazenar, ela entende que isso vale que nem ouro, então ela fica doida atrás disso.
E açúcar, o açúcar na quantidade certa corresponde a a funções básicas. O problema é açúcar demais. O açúcar demais causa outras coisas, só que é esse núcleo nunca aprendeu isso.
Ele entende que açúcar demais é bom para Então ele dá aquele picão, ui, que delícia, aquele picão de glicose com aquele picão de dopamina que cai rápido. Você cria uma baita de energia quando você come açúcar. O problema é que cai rápido.
Você tem que fazer uma uma administração inteligente do açúcar se você quiser tirar os benefícios dele. Quer uma diquinha aqui, um spoiler? Chocolatezinho, 50 ou 70% cacau de manhã faz você se satisfazer.
A tendência é essa, tá? Se satisfazer e ter energia, tirar do doce o melhor possível, extrair doce é a melhor coisa que ele pode te trazer, tá? Mas então tem inteligência própria, ele é regulado por questões de sobrevivência muito básicas.
E o que esse sistema quer que você sobreviva, que você encontre a felicidade em algumas coisas, que você encontre, que você coma o suficiente para se refestelar e, se possível, para que você armazene, certo? Gordura. E por isso que ele adora essas coisas, entre aspas, gordurosas.
E ele quer reprodução. Qual que é a importância de eu deixar isso aqui claro como primeiro tópico da nossa aula? O sistema de recompensa ele é absolutamente eh excitável perante gatilhos.
Opa, meu notebook quer desligar. Só um minutinho, deixa eu colocar aqui. Prontinho, pessoal, resolvido.
E essa vulnerabilidade a gatilhos que esse sistema de recompensa sofre, você pode verificar com a através da facilidade que você tem de querer comer alguma coisa que você já comeu alguma vez e foi muito prazerosa e ficou registrado. Isso aqui parece que tira uma foto da coisa. Até falei na na aula passada.
Quando você trava o mínimo contato com esse negócio, um cheiro parecido, às vezes uma cor, a coisa brilha parecida com aquele bolo de chocolate, às vezes ele passa pela sua cabeça, você fica doido por causa disso. E eu nem vou me referir aos gatilhos de reprodução. Com que facilidade o organismo humano responde a uma alguma coisa que seja ou que pareça sexual?
questão de milésimos de segundo, você tem a sua biologia todinha alterada por causa disso. Responde-se rápido. Isso é público e notório no ser humano, certo?
Então isso aqui é só você encostar que vai dar vontade de fazer alguma coisa, principalmente se você já hiperestimul essa região através de uma alta carga, uma alta carga de pornografia, uma alta carga de doce ou de carboidrato, uma alta carga de qualquer coisa que seja. Então, uma mera fotografia é capaz de botar isso aqui para gritar no seu organismo e fazer o córtex cala boca. E é por isso que depende de você ter um córtex parrudão, malhado para você conseguir usar ele no momento em que isso estiver gritando.
E por que que você depende do córtex? Você poderia me perguntar, mas por que que eu depende do cótex? Não seria melhor eu trabalhar essa parte para que ela assim enfraqueça ou fique forte de uma outra maneira?
Isto não é possível. O que é possível você deixar o seu córtex mais trabalhado, isso sim. Agora, essa região, ela é indesligável, ela é primitiva.
O que que você quer dizer com primitivo? Tudo o que se refere a ela eh pro seu organismo significa que é sobrevivência. Ele não é capaz de modo algum de abrir mão da sobrevivência, a menos que ele esteja muito desequilibrado, locasse.
Aí sim você pode pensar no suicídio. É até por isso que o padre Quevedo levantava a hipótese de suicídio ser sempre loucura e por isso nunca ser pecado. Ele dizia isso como hipótese.
Não tava afirmando, mas uma hipótese. E eu vejo sentido nisso. Para alguém ter coragem de atentar contra a própria vida, significa que isso aqui já não tá funcionando.
is aqui não tá funcionando e o pecado pressupõe a a volição pura, o dolo e etc. Como é que essa pessoa vai ser culpada? Ela tem que tá muito doida, mesmo que seja transitoriamente, mas ela tem que est muito doida.
Enfim, já que ele é indesligável, nós só lidamos com essa coisa que é um leão dentro de nós. É um leão que quer nosso bem, mas é um leão e faz a gente se dedicar a a a causar o nosso próprio mal por estratégia, por estratégia. estratégias quais eu vou ensinar mais ainda nas próximas aulas, mas falei bastante na aula passada.
E evitarmos a pressão, ou melhor, lidamos por estratégia e evitaremos a pressão. O que que é a pressão? É bater de frente, lutar contra.
Não, tô com fome, mas não vou comer. Tô com muita vontade de ir para pra pornografia e tal, mas não tô falando que você tem que ir comer ou que você tem que cair nisso, mas o mínimo que você deve fazer é procurar um outro prazer, ainda que seja muito menor, ir e fazê-lo. E praticar mindfulness e evitar gatilhos, tá?
Não adianta você querer impetrar um novo estilo de vida, onde isso aqui funciona diferente, porque isso aqui não vai funcionar, nunca vai funcionar. O que sempre vai funcionar é evitar a pressão, fugir, lidar com estratégia, acabou. E é primitivo como amídala.
Isso aqui é só a conclusão do que eu já falei. Eh, bom, já comentei, né? Mas já que tá aqui, fuga de gatilhos, isso são as melhores coisas que você pode fazer.
fuga de gatilhos, evitar o máximo o contato. E quando você estiver perante um gatilho, tenta deflagrar um diálogo interno racional a respeito do assunto e converse consigo, faça perguntas e responda, de preferência em porcentagem, porque isso tenho realmente muita importância. Postergue ao máximo para que esse apelo do da da do sistema dopaminérgico dê uma aliviada.
Então você posterga o mau comportamento. Ah, bom. É uma repetição de tudo que eu falei, né?
Perfeito. Outra coisa, para terminar essa nossa aula, é importante todos os nossos alunos não confundirem e nem desdenharem a diferença entre prazer e felicidade, tá? Essa zona, dependendo da situação, ela trata do prazer e depende da situação, ela trata da felicidade.
Quando ela trata da felicidade, ela dispara a dopamina no córtex pré-frontal. E aí existe uma relação ultra amigável entre o córtex e a e o sistema de recompensa. Onde é que vocês viram isso?
Nas primeiras aulas. Lembra que eu pedi para vocês escolherem aquela atividade que é importante? Decretar claramente assim, esmiuçar qual a importância daquilo, porque ao passo que você esmiuça, você tem um prazer, você sente empenhado em fazer aquilo.
A atividade de ir fazer a coisa, de ir rezar o terço, de bater o martelo e construir, de estudar o idioma, isso só acontece no córtex préfrontal, não acontece nisso. Só que o que te mantém fazendo aquilo, o que te mantém é isto aqui. É uma outra configuração que eu pouco comentei, mas ensinei vocês a usarem nas primeiras aulas.
Para que você se mantenha fazendo aquilo, depende de você se certificar que tá dando certo e que aquilo é importante. O ato cognitivo de perceber que aquilo é importante, tá dando certo, gera dopamina no lugar certo e faz você fazer mais, faz você deitar pensando naquilo, acordar pensando naquilo. E a felicidade consiste nisso.
Agora, quando a gente tá falando de uma outra relação desse tema de recompensa, ele quer te manter vivo, certo? e parece muita felicidade. Então você corre e vai no, sei lá, no Only Fans, você vai na no X Vídeos, etc.
Consegue uma satisfação, mas que acaba na velocidade da luz. Essa esse tipo de satisfação, quando você consegue às 10 da manhã, ele jamais dura 3 da tarde, ele já foi embora. Seja comer, seja fazer o que for, ele já foi embora.
Isso não é felicidade. Querem um outro exemplo disso? Por quantas vezes você não fez alguma coisa do tipo se empenhar em comprar uma coisa no Mercado Livre, na Shopee?
Porque parece que aquilo é importante. Quando tiver na sua mão, nossa, quando chegar esse livro você vai estudar para caramba. Quando chegar esse curso, nossa, você vai ficar incrível.
A promessa é de felicidade. E realmente, se você fizesse aquela coisa, provavelmente você seria mais feliz. Se essa coisa se resumisse a um projeto de vida a longo prazo, que trouxesse prosperidade, que fizesse se sentir mais importante, que claramente fizesse bem ao próximo, que te fizesse construir uma coisa importante a longo prazo, isso é felicidade, isso geraitocina e outras coisas, que é muito diferente disso que a gente tá falando.
E aí você compra nessa expectativa, logo depois que você dá o clique no pagar, isso acaba. Ou então talvez até meio que dure até o carteiro chegar e te entregar. Quando você abre a caixa, acaba e você nunca vai sentir por essa peça o prazer que você sentiu no momento que você estava procurando por ela.
Ou seja, isso aqui faz você procurar e se tiver aspecto de felicidade, você fica e valentemente atrás da coisa, mas quando você consegue ela acaba. diferente de projetos a longo prazo, que é o que consiste a felicidade. E para terminar, vou deixar vocês na vontade de que eu fale mais a respeito da felicidade.
Talvez seja o ponto mais bonito da aula. A felicidade ela nunca vem desse tipo de coisa aqui, jamais. Isso aqui é só sobrevivência.
A felicidade ela sempre vem dos produtos do Córtex, aquelas coisas difíceis que dependem de concentração e empenho e que você tem que fazer um pouquinho hoje, um pouquinho amanhã, um pouquinho depois e depois e depois e que tem a ver com conexão humana. Isso sim traz a felicidade. Eh, como que eu poderia definir aqui o meu conceito de como eu posso explicar o meu conceito de felicidade que eu tô usando?
Satisfação, satisfação contínua. menos desejo de ficar buscando essas coisas. Quando você tá feliz, você busca muito menos disso.
Você se contenta com o básico, porque, repito, a felicidade não está aqui, mas sim naqueles projetos que você se empenha e nas coisas que você conquista a longo prazo. E conexões com outras pessoas também. Vou explicar muito melhor nas próximas aulas.
Espero que vocês tenham gostado dessa aula. Comente, dê seu like, jogue sua pergunta e separe os seus melhores raciocínios e e questões, como diria o Bolsonaro, para disparar na nossa live que vai acontecer daqui dois, três dias. Momento feliz, momento feliz de interação, gente.
Forte abraço. Salve, Maria. Até a próxima.
M.