E aí Oi boa tarde a todos estamos iniciando mais um encontro da disciplina de Psicologia médica da Universidade Federal de Sergipe hoje é dia Dezenove de Novembro 2020 e a gente vai concluir o tema sobre comunicação aplicada à saúde iniciado na aula passada bom então a gente parou não há como eu tô vendo eu tô ouvindo vocês muito bem Qualquer dúvida vocês podem interromper à vontade ta a n colocar questões e fazer ponderações comentários tá que vocês quiserem termos de participação que até me ajuda também depois eu vou mostrar vocês que a participação em off
né na no final da aula passada que foi gravada me permitiu aí é acrescentar alguns conteúdos tá aí tornar talvez aula um pouco mais dinâmica né ao menos é essa a minha pretensão tá bom então nós paramos aqui só lembrando que eu não vejo ninguém tá porque eu tô aqui olhando para o slide vocês me vem mas eu não então vocês interrompam por favor por voz que aí eu escuto bom então é eu falava para vocês de um modelo de transmissão de comunicação e de modelo constitutivo de comunicação né e a gente tá aqui sem
o Sandro modelo constitutivo né e o autor do do livro que eu passei Du livro texto né daqui da disciplina ele faz essa afirmação é que eu recortei trouxe aqui para a gente pensar um pouquinho né e o ser humano é a criatura que é o nascimento apresenta maior imaturidade né não sei se o termo imaturidade seria o mais correto porque é o prefixo de negação na imaturidade Talvez prematuridade seja mais interessante prematuridade ou prematuração né bom e como corolário maior plasticidade de forma que seu desenvolvimento é amplamente condicionado por estímulos aos quais é exposto
então a imaturidade como o autor chama abre espaço para a construção EA transmissão da cultura tá então toda a nossa toda minha tentativa que são da diálogo que a gente teve uma final da aula passada né eu pude perceber que vocês sacaram muito bem é de falar de uma transição entre o processo é digamos acende de vida selvagem não vamos dizer assim entre aspas para um processo civilizador ou civilizatório né e tem vários autores que falam sobre isso em que um dos mais conhecidos é o Nordeste e é isso aqui tá aquele escreveu alguns volumes
chamado o processo civilizador que ele vai mostrar como que a gente enfim foi se civilizando pela internet de costumes hábitos né Ele é um sociólogo então ele faz isso no plano da sociologia é aqui a gente tá falando mais no plano da psicologia eu e Mais especificamente né da psicanálise que é quem descreve esse processo né de humanização bom então ao surgimento do psiquismo humano Na verdade é um processo de humanização né é que desvio ou de desnaturalização com relação e aos extintos né Aos códigos e natos né então nós somos muito mais modelados o
códigos linguísticos da importância da comunicação né por isso que a gente tá falando dela aqui do que é por códigos inatos a gente responde muito mais um ambiente né do que propriamente a o inatismo tá essa é a tese é e não é consensual mas é a tese que é amplamente aceita né no campo aí da comunicação tá então é o que que é psicanálise vai dizer com relação a isso é que a gente nasce a prematuro não só biologicamente mas também nem linguisticamente então a prematura a prematuridade linguística ela se mostra no momento em
que a gente nasce Emerso né Imaginem a gente imensos numa grande sopa de letrinhas que não fazem nenhum sentido é desenho o tempo inteiro falam com a gente desde que a gente nasce e a gente não é capaz de compreender né pelo viés do sentido aquilo que é dito quem é é aquele Então tenha tem a prematuridade biológica a gente nasce sem a mielinização necessária né é aliás o pesquisas aí neurocientíficos tem mostrado que a processo de mielinização ele coincide com as fases de desenvolvimento da sexualidade descritas por Freud tá Freud escreveu isso há mais
de 100 anos e agora a ciência vem de certa forma aí tanto um certo aval né você não quer se calar e precise desse aval da ciência né porque ela funciona mais de 100 anos mas de certa forma é é só cientistas comprovando algo que era da ordem de uma hipótese né é ordem de algo hipotético e que agora se torna uma tese né então diante dessa prematuridade biológica linguística é a gente é um bebê ele é dependente do outro é isso que não fica lá e se chama de desamparo a gente nasce desanparado completamente
desamparado e a nossa dependência relacional do outro é total se a gente não tiver esse grande outro outra que com letra maiúscula e como vocês estão vendo no slide é o termo psicanalítico para se referir a uma alteridade né a alguém que faz uma função é diferente do próprio sujeito a uma alteridade né cuidadora então é uma autoridade que vai fazer com que esse beber né esse será esse sanfão do termo o termo em francês a fã que a criança significa sem fala bom então esse é o que falar essa pessoa sem fala Adivinha como
você falante Então esse outro aí com letra maiúscula é quem vai cuidar desse sujeito né e cuidar tanto no sentido de suprir as suas necessidades biológicas função da nossa ter maturidade como também suprir Uma demanda de amor né ou seja vai dar carinho vai dar certo né vai de certa forma né quem já já viu aqui uma pessoa amamentando o gesto de amamentar ele traz em si tudo mano uma configuração aí a erótica mesmo no sentido de amor né você embala você olha para criança em todo molhar aí afetuoso né tenho um uma voz se
dirija essa criança geralmente falando uma linguagem que supostamente dela que a Lalá são né dos bebês e infinito tudo isso é constitutivo tudo isso vai nos constituir né enquanto sujeitos Então esse outro ele Supre tantas necessidades biológicas quanto nos faz ela devia como seres de linguagem né então é uma autoridade primordial fundante do sujeito a gente tem que repetir na nossa ontogênese no nosso desenvolvimento é individual a história da espécie humana Ou seja a filogênese né Em algum momento na evolução da espécie humana nós nos tornamos falantes né seres de linguagem e os mudou tudo
e é mudou completamente é aquilo que nós eram hominídeos né mas muito mais próximo saí do plano da natureza do que do plano da cultura tá Ah é Então esse livro já citei para vocês agora eu trago ele para vocês visualizarem a capa é uma das Capas existem outras né mas não psicanalista inglês chamado René Spitz livro se chama o primeiro ano de vida né E como eu já disse ele foi o psicanalista que [Música] trabalhava no fanato né E e esse orfanato cuidava de bebê szohr faux da segunda guerra mundial né na Inglaterra que
era altíssimo número de óculos e o que ele foi percebendo é que os bebês que tinham só as suas necessidades biológicas supridas médio nutrição é enfim de que não passava o frio eu fazia online e cobrirá um bebê acobertava né colocava um algo que fazia com que ele parasse de sentir frio alimentavam e tal vai ser se beber não tinha amor ele morria E aí nesse primeiro livro é nesses pizza ele percebeu isso então isso é uma constatação empírica tá é nós não somos seres de necessidade nós somos seres de demanda e o que que
é uma demanda Uma demanda é a interpretação de uma necessidade porque o que na espécie humana a gente sempre interpreta o que supostamente é a necessidade do outro eu vou dar um exemplo para vocês deixou e tirar aqui da tela inteira pelo menos para ficar olhando para as fotos de vocês Pronto já tenho que tá aí a câmera aberta obrigado então o vou olhar para o Gabriel o e quando a gente nasce né Tem um bebê e tem uma uma mãe mãe se canais é uma função é uma função de uma pessoa que cuida desse
bebê tá não necessariamente a mãe biológica porque tem pessoas que tendem a criticar psicanálise dizendo que tudo nasce canais é papai e mamãe e filhinho Não não é pai e mãe são funções tá e podem ser exercidas por pelas pessoas mais diversas tá é então uma mãe Nessa pessoa que cuida do bebê ela não sabe ela não tem um instinto materno que a Gui tá no Cuidado com esse beber bom então ela precisa é interpretar o choro desse bebê Oi e a Interpretação do Choro desse bebê é a transformação de uma necessidade numa demanda é
na verdade ela não sabe o que o bebê necessita mas ela interpreta que aquele bebê necessita de alguma coisa essa interpretação já é uma demanda Ou seja já é a necessidade interpretada à luz da linguagem e isso é é inerente ao ser humano a gente não tem instinto que nos guie para nada nem para sexualidade muito menos para sexualidade não é um instinto sexual a gente não funciona segundo fases que são biológicas tá então a linguagem mudou completamente É tá é [Música] então voltando aqui né Ah tá esse esse é o livro Como eu disse
né do René Spitz Então é só simpatizando isso que eu falei né a linguagem desvia o instinto pessoas finalidades filogenéticas que marcam a Biologia da espécie humana a Então os organismos vivos isso aqui eu tirei do psicanalista francês ele é Vivo chamado já que ela me leva a é o texto chamado elementos de biologia lacaniana E aí ele vai falar que os organismos vivos sabem do que precisam para sobreviver eles são fundamentalmente hábitos e suas aptidões colocam seus órgãos a seus serviços serviço de nutrição desenvolvimento hereditariedade locomoção luta contra o inimigo né mas há uma
exceção a vida não obteve um sucesso total existem corpos estranhos habitados pela linguagem os corpos da espécie humana somos noite completamente prematuros é ainda dependência completa de um outro é a bom então a nesse nesse diálogo que na verdade é mais do que um diálogo assim essa é a grande questão né da antropologia tá natureza versus cultura aquilo que os americanos chamam de Nature versus newstri desculpa é rio em inglês mas é algo próximo disso tá na espécie humana o adquirido Ou seja a Nutri sobrepuja o inato a Nature originando o psiquismo então conseguir aquilo
que vai vem barrar algo da ordem de um instinto aí primordial e só visava uma satisfação o psiquismo é algo que barra e fala não pera aí olha lá Calma a gente precisa abrir mão de né dos instintos mais primitivos a senão a gente estaria se esfregando um no outro tempo inteiro né não é assim a gente precisa abrir mão disso impulsão do E então lá social ele é construído a partir do momento no qual a gente abre mão né Desse existentes mais primitivos o Fred vai falar que a gente uns recalcar a gente joga
lá para o inconsciente nada quer saber deles O problema é que lá no inconsciente Eles continuam operando né É por isso que eu psiquismo é sempre conflito conflito né entre uma suposta natureza EA Cultura né ou seja entre as nossas forças a extintivas Ea repressão social né então é o nosso psiquismo é isso né Essa é isso é eterno conflito tá então o que é da Ordem do psíquico é a desnaturalização do Instinto Animal Ah é Então seis humanos eles são guiados por pulsões divisão a repetição de experiências primárias de satisfação para além do instinto
de sobrevivência pulsão é um termo do Freud alemão é PIB Tá eu vou escrever aqui para vocês é t r i o prb Vibe tá é e disponibilize os slides da última aula senha a gente não concluiu os slides por isso que eu não disponibilizei ainda tá mas assim que a gente concluir essa aula eu vou colocar lá ok então são os mesmos os slides da aula passada e da aula de hoje né quer dizer é o mesmo slide que Eu dividi aí no meio para dar tempo da gente falar bom então a pulsão na
pulsão é o termo é o tempo que o Fred é o criou enquanto conceito psicanalítico que fala de impulso né Bíblia é na verdade um impulso então vocês Imaginem vocês Imaginem um bebê quando nasce e ele tem lá a primeira amamentação e essa primeira amamentação como eu disse a vocês ela não Visa só a satisfazer uma necessidade nutrição né É claro que satisfaz a isso também mas por acréscimo vem uma satisfação que está para Além disso né bom então essa região da boca né ela começa a ser utilizada daí o final de falar de uma
fase oral do desenvolvimento da sexualidade infantil E aí o bebê ele quer repetir essa primeira experiência de satisfação e como é que ele repete as experiência de satisfação mesmo sem estar com fome ou seja mesmo sem precisar ter a sua necessidade de nutrição ele chora para mamar de novo né ou ele vai colocando objetos na boca né tanto que disseram Há dois anos é o grande é é a fase na qual o bebê coloca tudo na boca né tudo que ele encontra do chão óbvio não tem ainda uma noção de higiene tá por exemplo meu
filho vocês terem me deve que desesperado um dia mas ele botou o cocô da gata da boca né Oi e aí Pois é Gabriel fez uma cara ali é nojento mesmo e aí o que que a gente teve que fazer e é fazer um exame de toxoplasmose né para ver se a gata porque é genético em gasta tá então você faz o exame e percebe-se uma transmitir ou não graças a Deus né a nossa gata não transmite toxoplasmose que seria o que há de pior assim não tem verme então a gente combate né mas então
tudo é é curioso e bom e o bebê coloca tudo na boca porque ele Visa né e a repetir essa primeira experiência de satisfação ou seja tá em jogo aí a pulsão e não mais o instinto não é o instinto de nutrição é a pulsão de satisfazer uma experiência de prazer com essa zona rural bom e é claro que isso permanece na vida adulta né quer dizer a gente não chega na adolescência aí e essa zonas erógenas desaparecem se concentrando no genitais Claro que não senão não haveria beijo né você não vamos lá haveria preliminares
senão não haveria toda né é essa tentativa de repetir essas Primeiras Experiências de satisfação que a gente tem no início da nossa vida tá bom então é a gente passa né da Necessidade para demanda Lembrando que a demanda e interpretação da Necessidade né Tem um livro gente é e na altura francesa chamada Elizabeth baderna eu vou escrever aqui eu só não sei direito eu acho que Elizabeth em francês é com s é a dança era assim tadinho né ela ela tem livro chamado o mito do amor materno né enfim ela ela vai certa forma ali
desconstruir essa ideia Ned de um instinto materno então é a demanda a interpretação tem que ser feita pela mãe acerca do choro do bebê tá ela não tem uma natureza que ag né perante esse choro Então isso é algo que precisa ser interpretado então varia né claro que varia de pessoa para pessoa os cuidados né uma mesma mãe pode ter cuidar de vários filhos de forma completamente diferente a apresentação dela variou né ninguém chore igual é o choro um choro é o mais outros menos Enfim tudo isso que eu tô dizendo que a gente tá
aí entregue a contingente ao acaso né EA contingência essas experiências aí primordiais né lá da nossa infância que acabam nos moldando né Ah pois bem vamos lá tudo isso eu tô introduzindo aqui né De certa forma para falar sobre Comunicação tá nós vamos chegar lá Já chegamos sim então né comunicação em saúde tá recortei também um trecho do que o autor traz né para gente essas aqui um pouquinho ele fala hoje é amplamente postulado que a comunicação médico-paciente seja um elemento crítico de alta qualidade dos cuidados em saúde é uma vez que influencia a habilidade
dos pacientes em lembrar as recomendações dos médicos adquirir satisfação e aderiram aos regimes de tratamento e mesmo alcançar evoluções biomédicas de saúde favoráveis tá Oi e aí eu trouxe essa é uma pergunta assim que há também uma provocação tá assim ó De que adianta ser um sabichão se o paciente não confia nesse suposto saber e vocês podem ser os melhores técnicos do mundo no que tange ao saber biomédico vocês podem ser férias né e propedêutica né fazer em diagnósticos elaboração de condutas terapêuticas mas a pergunta subjacente a seguinte do que que adianta se o paciente
não adere se ele não supõe vocês vão suposto saber né E isso vem da construção de um vínculo né da construção de uma relação geralmente isso não é algo dado diante mão sobretudo agora aqui se vocês pegarem tem um livro que eu gosto muito do Oi Rubem Alves se chama o médico tá aí a gente tem um quadro também chamado no médico ele faz uma análise ali que eu acho brilhante desse quadro é mais o Rubem Alves fala olha o medicina o médico hoje em dia não tem mais essa não é mais uma figura sacerdotal
de alguém que é investido Ned é um divino saber e etc e tal é hoje em dia o que impera é uma lógica de mercado né É então se não houver uma construção de um vínculo vai ser difícil vai ser difícil né que o paciente eles suponham saber nela é no profissional tá então o profissional ele é um sujeito suposto saber né porque eu saber é sempre suposto né porque que uma pessoa te procura por quê que é o paciente eu eu prefiro chamar de paciente o detesto esse termo cliente o usuário para mim é
pior ainda então eu continuo eu continuo chamando de paciente porque talvez tenha uma o radical ligado à Patos Neo o pathos grego que era ao mesmo tempo sofrimento né mas também paixão é o ainda alguma coisa aí de é uma palavra interessante Enfim então menos etimologicamente né por isso que eu uso paciente tá então paciente ele só procura ou profissional né porque ele supõe que o profissional detém um saber sobre seu próprio sofrimento né então paciente de procura um profissional supondo que você tem um saber sobre o sofrimento dele é isso a cidade uma relação
né numa relação que é uma uma via de Mão Dupla né quer dizer E aí Aqui tá a gente tem os extremos né pela ações são muito telados neodi profissional é sabe tudo e vai falar tudo que passei tem que fazer e por outro lado para sempre muito emancipados que sequer deixam profissional falar né então a gente tem aí que equacionar essa mas o e os vínculo leão a construção de uma relação é sempre uma via de Mão Dupla né Deve ser uma via de Mão Dupla e eu trouxe essa citação aqui do balent a
Mikhail Mikhail balint ele ele foi o psicanalista também trabalhou numa clínica tavistock em Londres te em vários psicanalistas famosos saíram de lá né winnicott tô lembrando agora enfim aí ele ele fala o seguinte ele fala que a droga mais frequentemente utilizada na clínica geral era o próprio médico Isto é o que não apenas importava o frasco de remédio ou a caixa de pílulas mas o modo como médicos oferecia o paciente diz faz toda a diferença é bom então a qualidade da entrevista e da comunicação favorece a adesão ao tratamento EA sua evolução essa é uma
tese eu tirei do autor do livro né livro o texto que a gente está utilizando Então essa é a tese dele não é atoa que escreveu um manual de psicologia médica né porque a grande a grande crença né a grande Aposta que é mais do que uma crença não é grande aposta da Psicologia médica é essa é de que a qualidade da entrevista e da comunicação favorece a adesão ao tratamento seja ele qual for tá Ah e acho que tu evolução tá eu tava até conversando com o psicanalista aí conhecido meu que ele fez uma
residência em cirurgia cardíaca e aí depois migrou né para ficar análise e tal e aí eu perguntei mais como que você muda assim que parece que você mudou né do mar para Terra no coisa duas coisas que que são completamente diferentes aí ele falou ah mas é que eu tô É o que eu mais gostava quando eu era quando eu estava na residência em cirurgia era conversar com os pacientes no pré e no pós-cirúrgico Olha que interessante aí ele percebeu que a questão dele não era não era técnica cirúrgica e tal era o link uma
vinculação né e E aí ele ele ele procurou aí o uma prática profissional pudesse para ele possibilidades de desenvolver isso né o máximo possível se tornou então ficar na lista tá ó tá bom tá Ah não sei se você já ouviu falar do paradigma indiciário né o paradigma indiciário tal comum o Carlo jeans por Direction é o autor que vem da história ele tem essa história inclusive médica Ney Oi e ele vai trazer que esse paradigma indiciário é um velho conhecido da prática médica né e quer o que Embasa a tua atualmente a medicina baseada
em evidências né é e que a na medicina baseada em evidências o que que acontece ao recrudescimento do perfil profissional do médico detetive né a moda do Sherlock Holmes obcecado com os indícios né que viram signos indiciários que levam a correta elucidação dos casos ou a até aí tudo bem né porque a prática tem que ser baseado em evidência mesmo né mas isso traz uma consequência para relação médico-paciente se parar de me indiciário né EA consequência É desconfiança na relação médico-paciente e eu vou dar um exemplo para você está é quando vocês estão para o
e preenchendo o formulário E aí nesse formulário vocês pergunta ao paciente assim olha o prontuário desculpe formulário no botão quatro aí Vocês perguntam assim olha você fuma é paciente Fala Não aí você escreve lá nega que que você tá fazendo E sem nem perceber Você tá desconfiando dele e se escreve que nega em vez de escrever aqui não é porque a um nível de desconfiança já na relação Ah tá então assim é um tipo de paradigma e look tange a relação entre médico e paciente ele traz a desconfiança ou seja Sherlock Holmes é aquele que
vai buscar indícios pelo citação de um crime gente é ou seja ele vai mostrar algo que não quer ser mostrado né então é como se houvesse essa a tendência Olha eu vou eu vou mostrar algo que o paciente não quer mostrar então eu vou ter que estar sempre né como um detetive ou um detetive é eu falo com aquela coisa então tá então eu tô só chamando atenção de vocês que esse tipo de paradigma por mais que tenha feito a medicina avançar né e já passou mesmo assim essa prática baseada em evidências sobretudo tratamento de
algumas doenças como o câncer por exemplo os cânceres né Por exemplo mas ela traz aí como consequência algo que no fim né É por isso que a a quando eu falei para vocês uma medicina baseada em narrativa então isso tem que ser complementar né porque se você fica só de um lado aí né enfim também não tô falando que deve-se partir da confiança absoluta Mas sabe-se e aí eu tô falando assim né experiência própria Se você parte do pressuposto da desconfiança o vínculo construído não pode ser legal não tem como você legal É né você
tende a né a a obstruir essa possibilidade de um diálogo de uma de uma construção de uma via de Mão Dupla tá e outra coisa que o autor traz com relação à internet a cibercultura né é um deve-se atentar para a tendência a demonização da internet então alguma certa tendência de demonizar né mas segundo Pierre Levy que é um filósofo da cibercultura né uma tecnologia não que é boa ou ruim em si mesma bons ou ruins são os usos que dela fazemos é não dá para gente demonizar a técnica né Zé até que ela pode
ser bem ou mal utilizada TAM E aí outra coisa que o Eu já falei isso para vocês também pelo menos na minha área que é a psicanálise a gente não tá de corpo presente aqui por exemplo eu tô falando com vocês por intermédio de uma tela né tá na internet mas algo o corpo a olhar voz também Socorro o corpo um gesto enfim né então e por mais que a gente esteja distante mas a presentificação pelo menos de parte sair do corpo né e podem ser utilizadas Ah e outra coisa que ele traz é que
o paciente tem o direito de se informar por conta própria sendo a internet um meio para tanto tá esse eu acho porque aí é o respeito sabe é uma pessoa que é emancipada né das pessoas têm o direito de ser mansipa hoje em dia está tudo muito disponível e acessível na internet né tá claro é e assim como você entrar numa banca de jornal entra em qualquer banca de jornal e até mesmo livrarias hoje em dia entrem nessas livraria saic é de rede né Saraiva enfim setenta por cento das coisas que estão ali eu inventei
essa estatística agora né mas a maioria das coisas que estão ali não valem pouco né meu e o Finn na internet a mesma coisa internet a mesma coisa a maioria dos conteúdos da internet não valem nada mas é mas tem também as pazes né científicas enfim bem e plataforma científicas de acesso ao conhecimento Enfim então a a questão é mais é potencializar o que né a tecnologia atende boa e tentar Minimizar isso aqui Ela traz de ruim Claro É de fato a E você tá só um exemplo né uma vez eu tá valendo um blog
né tá fazendo uma pesquisa e sobre narrativas nem de saúde tava pegando como exemplo ilustrativo blogs e tal pessoas que falam sobre si mesmo porque isso é público tá que vocês sabem vocês sabem a partir do momento no qual você põe na internet é público Ok E aí a pessoa botou no blog lá que ela tinha um transtorno de ansiedade qualquer e tal e ela leu em algum lugar né e um transtorno de ansiedade que ela tinha poderia evoluir para cleptomania você sabe o que que é cleptomania quando indivíduo rouba já tem um pulso de
roubar coisas né e geralmente o que de roupas são completamente desnecessárias para ele próprio né não tem a ver com necessidade não tem a ver com nada de é o puro impulso a roubar e tal e o E aí ela contava do quanto ela tava apavorada e etc e tal então a internet ela pode contribuir para favorável paciência não mano não poder dar isso né mas aí cabe também uma orientação né Cada uma orientação no sentido de que e filtrar né filtrar aquilo que que pode ser aproveitado daquilo que não pode aliás quem tem um
Instagram eu sugeriria quem tem interesse também né porque enfim eu já falei aqui né Vocês são múltiplos e nem todo mundo vai se identificar né com essa área se né então analise psicologia psiquiatria mas tem um camarada muito bom no Instagram procurem psiquiatria. Humanidade chão colocar aqui são vários o podcast e o que ele a psiquiatria contra humanidade no Instagram Adriano é um psiquiatra e psicanalista do Rio ele tá colocando vários podcast diz assim sobre transtornos mentais e outros temas e eu recomendo tá é tão bem bem Breves e informativos enfim é tão passamos aqui
da da internet da cibercultura né é outra coisa que o autor traz é o respeito à autonomia do paciente tá então é importante que fique claro para profissional é a participação Ativa é um direito do paciente e que esse experimento a reações negativas ante qualquer tipo de contribuição do paciente precisa repensar em rever sua postura se achei Fantástico que o autor traz é o seguinte e se você se incomoda com a costura ativa do seu paciente o problema está em você montar nele é isso aí eu achei Fantástico é o próprio profissional o tempo que
se repensar né diante de si sentimentos a né dessas reações emotivas que ele Experimenta perante os pacientes né É porque a gente tem de muito achar que o problema está sempre no outro quando na verdade é tá é uma relação numa relação problema tá Em ambos né é uma relação problema nunca tem uma pessoa só é o casal nunca se separa por conta de uma pessoa só né é uma relação tá então é e deve-se evitar né no caso uma postura defensiva do profissional que que é uma postura defensiva é uma postura de entrar em
rivalidade imaginária o paciente de competir com ele olha como eu sei imagens que você agressividade hostilidade né E quando eu digo agressividade hostilidade eu não tô falando de bater no paciente não é a questão física não mas é uma piada né é uma palavra né que pode ser muito agressiva né Qualquer tentativa de diminuir a outra pessoa né Qualquer tentativa de menosprezar o que a pessoa tá trazendo isso pode ser muito Sutil né existem né existem pessoas que são altamente agressivas mas permanecem naquela Calma né O que se chama de passivo-agressivo né a pessoa passiva
calma matar não sendo ali o tio e agressivo tá então agressividade não tem a ver necessariamente com né qual que é evidente assim pode ser muito Sutil né É o hotel a o autor traz então nessa diferença é que como eu disse não é para gente ficar aqui entrando uma rivalidade imaginária como modelo é melhor ou pior né os modelos são complementares né e é um modelo biomédico na ele leva em conta o corpo máquina é o corpo cartesiando né é o corpo que funciona como um relógio né cujas engrenagens tem que funcionar perfeitamente é
esse uma dessas engrenagens quebra você precisa consertar lá para ela voltar o que era antes né e assim sucessivamente Essa Ideia de um corpo máquina então foco É no conhecimento do funcionamento biológico do organismo o organismo né é o corpo humano reduzido a sua dimensão biológica e das doenças então foco o celular e do organismo das doenças as doenças tidas como essenciais né é o que que é doença tido como Essência por exemplo né como eu já falei para vocês uma das aulas anteriores quando vigorava o paradigma hipocrático galênico né é paradigma médico greco-romano né
dos excluídos da teoria dos humores etc fluidos circulantes no organismo e tal concepção de doença era uma né E aí com a microbiologia por exemplo sobretudo Robert ok ele descobriu que a essência da tuberculose não tinha a ver com os humores né Mas qual é a essência da tuberculose eo germe causador dela é né então ele certa forma é descobriu né e a História Natural da tuberculose Então você tenha um agente patogênico Você tem toda uma relação entre sintoma e etiologia né É E sinto-me você tem todo uma relação sintomatológica né você tem curso né
E E você tem uma conduta ou seja se descobriu aí é uma história natural da doença e aí o esse passou a ser o paradigma né biomédico ou seja vamos descobrir qual é a essência das doenças vamos descobrir a história natural das doenças né esse é o foco paradigma biomédico e a história natural né por isso que se investe muito em pesquisas genéticas né de biologia molecular e tanta porque o que é o que está em jogo é a descoberta dessas essências é vamos descobrir a essência da esquizofrenia da depressão etc que são doenças das
quais se sabe muito pouco ou eu arriscar é quase nada tá mas é você sabe muito de sintomatologia mas de teologia é quase nada tá então o modelo biomédico ele Visa né ao funcionamento biológico do organismo é descoberta das doenças que são essências então doença como Essência doença no sentido biomédico do termo que é o conceito de deslize em inglês porque inglês a gente tem dois conceitos né sobretudo dois para se referir a doença um deles dizem outra ilnaz E aí eu vou escrever aqui tá tá aqui depois eu mais deixa eu botar dizes miúdas
o Michael bisping também simples mas aí é mais neutro né siglas espera aí não é assim não é assim o segundo é que tá certo Alice nas isso tá ciclos é neutra senhora Estou passando mal tá É um simples é quando você fala tô passando mal agora dize é uma doença conhecida né cuja história natural é conhecido no sentido biomédico e e umas é a experiência de sofrimento do doente Ah tá então é o foco no modelo o foco do modelo biomédico e ele é na dizes ou seja na descoberta da experiência das doenças é
bom então é Quem segue esse modelo é eu tô falando isso mais pra vocês identificar nha né ou enfim né é perceberem né o que o tipo de entrevista varia em função daquilo que você acredita se o modelo de prática médica tá não existe um tipo de entrevista só a então isso varia isso vai variar de acordo com a e por exemplo o projeto pedagógico dominante na instituição é um atendimento médico para esse essa aí fazendo conceito da dise então entrevista orientada pela anatomia fisiologia e fisiopatologia que a História Natural da doença né no modelo
biopsicossocial que o autor do livro também traz é o foco é no corpo simbólico né Isso é o corpo é marcado pela palavra pelos símbolos né pela linguagem né pelo psiquismo tá então Foca no conhecimento das incidências psíquica e social sobre o corpo orgânico então a incidência psíquica né sobre o corpo orgânico por exemplo é e quando você tenta seguir o ideal e você segue esse ideal as regras né comer o caso dessa paciente que o relatei a pouco né a família dela achava que ela tinha que passar no concurso outra ela compra esse ideal
a e começa a investir nele né então eu tenho que passar nesse concurso a Qualquer Custo você já uma solução que se dá pelo ideal o ideal paterno e materno ideal familiar né e que de certa forma se mostra como sendo uma prisão né como sendo algo da ordem de Dilma opressão né que não tem a ver né não tinha a ver com que ela queria enfim mas aí eu não vou entrar muito em detalhes com ação ao caso arranjo é pequena né mas enfim é é [Música] é isso tava adoecendo né Isso é esse
era um ponto né esse era o ponto ou seja lá ciclicamente resolveu comprar esse del uma solução é a então a incidência psíquica sobre corpo estava crescendo inclusive corporalmente porque a ansiedade angústia né Tem uma dimensão corporal né na sudorese taquicardia palpitações sensação de asfixia e etc então a gente vê aí o uma correlação entre mente corpo tá então foco no conhecimento das incidências cíclicas social sobre o corpo orgânico e em fazer na pessoa pessoa gente é um conceito antropológico se vocês quiserem se aprofundar e tal Porque tem um livro do perestrelo chamado medicina baseada
na pessoa né os entrada medicina centrada na pessoa mas pessoa não é assim isso que se consegue no senso comum é um conceito antropológico aí vocês podem ver Marcelo moço né que foi uma tropologo francês e tal o que eles vão trabalhar essa essa noção de pessoa tá Oi e o eu não trouxe porque não é o nosso nosso foco aqui na disciplina tá mas fica aí como dica o invés do Dudu conceito dizia eu consegui o dinheiro nessas né a business como eu já disse é a experiência de Sofrimento singular ou seja particular e
a pessoa tem com seu próprio adoecimento bom então é uma entrevista tá vendo Então a entrevista muda ela eu achei fantástico o autor Trazer isso né porque aí ela possa se orientar das questões subjetivas obviamente que incorporando né esse foco biológico não tem como não ser assim tá até porque é claro que ao todo uma propedêutica aí para fazer o diagnóstico de transtorno mental Mas é para fazer um diagnóstico de transtorno mental é preciso que se exclua a possibilidade do indivíduo tá adoecendo por motivos orgânicos então por exemplo um indivíduo que aparece no pronto-socorro jovem
né 20 e Poucos anos e é ele tá no estágio ele tá numa crise chicote tá né tá virando alucinando ou ficar vendo coisas ouvindo achando tão perseguindo e a capital e agitado né e etc e tal é bom a princípio a primeira coisa que deve fazer é eliminar a possibilidade de que isso esteja acontecendo um função por exemplo do uso de drogas e a abstinência drogas ele pode estar intoxicado ele enfim né o pensamento ele ele passa por aí primeiro é preciso eliminar que aquele quadro clínico esteja sendo causado por algum fator orgânico né
e depois sim Aí caso não tenha nenhum fator orgânico associado que justifique aquele quadro clínico aí a gente né começa a pensar bom então tá com delivery Alucinação etc e se aproxima mais do que o transtorno bipolar é uma esquizofrenia então é é por aí a construção né do modelo biopsicossocial e não exclui o modelo biomédico pelo contrário ele pressupõe né e pressupõe bom então é uma entrevista orientada as questões subjetivas e com foco na narrativa da doença como experiência de Sofrimento né E aí é o indivíduo falar da experiência dele né com esse tipo
de padecimento e a o autor também traz algumas questões assim que ele vai falar na relação com o outro já tinha antecipado um pouquinho a última aula mas achei por bem trazer de novo é a primeira delas Olha só todo contato produz a ansiedade todo todo depois eu vou falar porque tá aqui eu citei também Freud na aula passada mas vamos pegar aqui uma citação dele de um texto dele tá Olá tudo contato produzem ansiedade que você não sabe o que o outro quer de você essa que A grande questão é você já nós como
eu falava para vocês no início da aula e não somos seres de necessidade nós somos seres de demanda Então as nossas necessidades precisam ser interpretadas elas necessidades do outro precisam ser interpretados e isso gera mal-entendidos necessariamente né a linguagem a interpretação é está do plano da hermenêutica é isso gera mal-entendidos né Fonte de mal entendido então não tem não tem jeito gente todo contato é produz a ansiedade o do aula 16 anos né toda turma de todo o semestre é o mesmo frio na barriga bom né É tudo contato pelo sociedade é o que essa
turma quer de mim e por sua vez né a turma né porque esse professor quer da gente quer né então é o que ele quer desculpa e o que você quer é também uma construção né tá bom então é útil então O que é ultil então respeitar o fato de que todo encontro entre pessoas desperta algum tipo de tensão tá deu problema não tá em vocês isso aí é inerente ao ser humano o e os níveis de ansiedade que surgem em cada encontro são variados e podem ser um indicador importante a ser considerado essa ou
por exemplo vamos por uma pessoa que tenha um uma história familiar aí complicada com o pai era alcoolismo ele etc e tal hora Muito provavelmente ela não trabalha isso psicoterápica mente Isso vai ser um impeditivo deve escutar esse tipo de sofrimento que vai tocar lá no mais íntimo do seu ser né É bom então a pessoa tende a não escutar né ou seja o ponto cego é o que a gente chama de ponto cego né então cabe a nós reconhecer os nossos inimigos e saber que a gente não vai conseguir dar conta de tudo né
é a questão é que hoje muitos atuam na atenção básica atendendo tudo né bom então atenção básica sobretudo as cara pública virou no espaço muito amplo assim né de atuação E lá se tem que fazer tudo né desde criança idoso né enfim é usuário de crack violência doméstica a tentativa de suicídio alcoolismo né dependência de benzodiazepínicos de analgésicos opiáceos por parte de mulheres na então assim eu tô falando isso porque eu trabalhei alguns anos prestando fazendo matriciamento em Saúde Mental na atenção básica né então o que o que aparecia era isso né fora os casos
de Psicose assim desencadeados né E também apareciam enfim bom então assim por mais que se demande que que que o profissional de conta de tudo mas não tem como dar conta de tudo sempre a gente vai ter um ponto cego cabe a gente Identificar qual here me tentar trabalhar e e até falar não até fui até aqui daqui em diante eu não vou mais né reconhecendo ali um limite mesmo é aquele deixa eu voltar aqui Ah tá bom então a como eu já havia dito para vocês né são três as fontes do mal-estar mal-estar o
que o Freud chamava de da zumbi Hagen né que pode ser traduzido também como desconforto tá mal-estar o termo clássico é mal estar e aí eu tirei do próprio peso do Freud que se chama mal-estar na civilização e ele fala assim o sofrer nos ameaça a partir de três lados do próprio corpo né como eu falava para vocês nosso corpo Ele É infalível tá esse é o nosso corpo adoece o nosso corpo desaparece né É do mundo externo ou seja as forças da natureza que são incontroláveis por mais que a gente tem que controlá-las mas
não dá nunca dá para controlar tudo tá aí a pandemia de coronavírus e covid-19 que não me deixa mentir né mas fora isso a gente tem os terremotos tsunamis e outras catástrofes naturais é que volta e meia né destroem aí É sim lugares inesperados né e por fim das relações com os outros seres humanos E aí olha o que que ele fala sofrimento que se origina desta última forte ou seja das relações com os outros seres humanos nós experimentamos talvez mais dolorosamente que qualquer outro Ah tá então mais do que o mal-estar com o próprio
corpo que mais do que o mal está com relação ao mundo externo o mal-estar na relação entre os seres humanos Talvez seja a mais dolorosa de todas é o que o Freud tá tá falando né e não à toa gente também já falei para vocês só Relembrando as profissões que lidam diretamente com o público né profissionais da Saúde professores e bancários e outros né funcionários públicos em geral que lidam diretamente assim com atendendo o público né Tete a Tete ou se diz no Face é Face são os mais tem síndrome de Planaltino Planalto quer um
colapso se que pode estar fofa né seu apagão divido enfim tamanho é fonte de mal-estar né nessa e a saber disso tá já é se prevenir e se você sabe disso você já se previne você não vai mais ingenuamente é achando que o contato humano é um conto de fadas porque não é ou é é algo mesmo tá forte do da da Ordem do mal estar né bom então a estratégias de vinculação que o autor traz tá acabando tá gente deixa eu ver aqui são o 2:07 tô tô acabando tô concluindo já bom então a
gente tem aqui obrigado a se alguém aceita e a gente tem então estratégias de vinculação Não é a primeira e a as duas primeiras volto atrás a última Eu coloquei assim enfim primeira não tomar automaticamente as manifestações negativas do paciente como o pessoais como dirigir das a nóis é mas como características do paciente que precisam ser percebidas e manejados adequadamente bom então cabe tentar transformar aí Essas manifestações hostis em algo mais afetuoso é ou seja cabe manejar a relação de moto aqui é a relação não se torne uma resistência ao tratamento mas sem que ela
favoreça né o tratamento Ah e outra coisa também que é dificílimo aquele trás né que é encontrar a distância adequada entre confunde-se ou identificar se o paciente ou distanciar-se dele defensivamente o que a distância do paciente também pode ser o mecanismo de defesa do profissional né que tá de certa forma rejeitando sua glória não espera aí no né deixa eu ficar longe tá tendo Mas você aí eu aqui Aquela coisa né enfim Essa época como equacionar isso né é um dos grandes desafios Ou seja você não se identificar o paciente eu já até citei aqui
né o caso lado o Raul se Neto aquelas Eric né existe uma série chamada House House tinha um colega ou com lojista quis doou rim para um paciente tamanho a identificação com a Dor Desse paciente né era um paciente que tinha uma família essa família né nas relações lá dentro do hospital ele era muito afetivo com essa família Então esse é o lojista acabou se identificando com esse paciente né nossa ele é tão afetuoso com a família quanto eu sou olha que legal e não sei o que então ele vai dor próprio rindo para o
paciente né tamanho a identificação dele aí depois que o paciente melhor qual é a primeira coisa que ele faz e se separa da mulher e dá um pé na bunda dos filhos assim ó eu não quero saber não quero saber mais de vocês né ele era uma identificação imaginária né Lógico era uma identificação que Nando condizer com a realidade mas sim como Imaginário né com que o esse médico imaginava né do paciente então e o Finn e por fim né a última o fim Ah é não se sentir impotente perante alguém possibilidade e o que
que é isso gente é assim isso o Freud ele também e o que Freud fala o seguinte toda profissão e depende da transferência né cuja prática depende da transferência é uma profissão de certo modo impossível né mas é assim possibilidade não pode nos tornar impotente Então quais são as profissões que dependem da transferência né é a profissão saúde né Depende do vínculo estabelecido entre o profissional em um paciente tão profissões de saúde dependem da transferência a relação professor-aluno Ela depende de transferência também seguinte no a transmissão significativa de aprendizagem tá é porque aí o aluno
pode criar resistência e achar que né então o professor fala nunca vale nada ou então achar que que tudo que ele fala né o máximo Então tem essas essas variações aí que dependem função da transferência bom e o outro é arte de governar Melo Freud traz é a política política também Depende de transferência né porque se a política fosse algo racional a gente não ia leger tanta gente incompetente é porque não passa necessariamente só pela racionalidade né passa por essa questão transferencial das identificações vou votar nesse candidato porque ele parece ser né isso aquilo então
entra mais nesse jogo das identificações aquilo que eu imagino que o que o que o político seja mais do que propriamente a criar né e não é mais uma realidade se que caminha do que uma realidade objetiva né aceita mais a fatos enfim é a evidências e tal então diante né dessa impossibilidade é cuidar do outro é e da necessidade de alguém como transferencial para que esse cuidado esse ativamente aconteça não se sentir impotente por exemplo né perante o paciente que tem um prognóstico ruim e é aí você tem que dar uma comunicação de más
notícias por exemplo Ah é Então é é não se sentir impotente né perante isso que se coloca mesmo como uma impossibilidade né porque às vezes é nesse campo né o campo que hoje em dia se chama de cuidados paliativos né quando a pessoa entra efetivamente em cuidados paliativos é porque o Saber biomédico não pode fazer mais nada por ela é né a pessoa não pode voltar a ser o que era antes da pessoa não pode se respirar pessoa não tem cura pessoa né então o que vai que vai abrir aí é o alívio da dor
né e uma morte digna né e qualificada porque uma morte também pode ser qualificada a experiência do morrer né mais do que a morte em si mas a experiência do morrer é sempre algo da Ordem da secularidade né da particularidade disse que não se generaliza e só se nasce morre sozinho né você não tem como socializar e coletivizar esse tipo de experiência tá e é e por fim gente eu trouxe também algumas questões aí relacionadas a transferência né já que eu citei transferência é um termo que vem do Freud né texto dele d912 que ele
ele fala o seguinte as peculiaridades da transferência para o médico em virtude das quais ela é sede em gênero e medida o que se justificaria em termos sensatos e Racionais tornam-se inteligíveis pela consideração de que não só as expectativas conscientes mas também as retidas ou inconscientes produziram essa transferência bom então a por quê que não se deve tomar né para se porque muitas vezes o paciente projeta né conteúdos inconscientes na figura do médico o teu desimportantes que são dele e não necessariamente tem a ver com a relação é que foi construída por exemplo vocês querem
exemplo isso que se chama de amor à primeira vista o que que é o amor à primeira vista pura Projeção de conteúdos inconscientes no outro se você não conhece a pessoa como é que você pode se apaixonar né então o amor à primeira vista é projeção né de conteúdos que são nossos inconsciente na outra pessoa né então né as vezes a gente encontra uma pessoa né e geralmente é uma figura assim de autoridade seja o médico o professor um político quem quer que seja a simpatizei de cara com ele ou então vai criei meu anjinho
de cara né mas o que que é isso é a projeção de conteúdos inconscientes são nossos na outra pessoa se você não conhece a pessoa como é que você pode é pressupor né é aquilo que ela é efetivamente né então isso fala muito mais de uma projeção Nossa sobre o outro do que é de um vínculo construído né é e que venha a fazer com que a relação seja estabelecida bom então a na transferência né o paciente transfere para o médico intensos sentimentos afetuosos que não se justificam nem pela Conduta do médico nem pela relação
no tratamento Ou seja é ele projeta nele transfere esses esses sentimentos é E isso não tem a ver com contexto tá então essa disposição para o sentimento provém de outra parte ela já estava pronta no doente e por ocasião do tratamento é transferida para a pessoa do médico tá e o Fred vai falar que a gente é projeta né transfere a projeção afetiva Amor e Ódio e figura de autoridade bom então tem aí a transferência positiva ou afetuosa né como ele chama e a transferência negativa ou hostil a E no caso da transferência negativa né
então ela se apresenta como que resistência ao tratamento e necessita ser manejada de modo a favorecer né então a transferência aquilo que favorece a criação de um vínculo mas é também aquele que pode prejudicar a criação de Cívico né então assim se é a ver aí um manejo adequado eu e o Fred vai falar os sentimentos hostis constituem um vínculo emocional tanto quanto os afetuosos assim como atitude desafiadora indica a mesma dependência que é obediência mas com sinal trocado no sentido de que esses sentimentos os Tigres né a pessoa que projeta ódio agressividade enfim ela
também tá tentando aí criar um vínculo só que com sinal contrário né os jogos o que alguns casos assim se torna muito intenso por exemplo nos casos de paranoia quando você vira efetivamente um perseguidor E aí o tratamento tem que ser interrompido paciente encaminhado a outro profissional e etc mas geralmente é algo que dá para levar Né desde que se Mostre ao paciente que isso não tem a ver com vínculo estabelecido né ali estabelecido mas sem que isso é algo que ele já trás e que e que ele tá transferindo de alguma forma aí para
o profissional tá bom Então essas são as as referências bibliográficas tá vou deixar o os slides disponíveis eu vou deixar no se gata dependente a aula de hoje Lembrando que ele é tanto referente a aula de hoje quanto a aula passada e aí queria agora abrir para questões