o olá pessoal meu nome é rafael silva eu sou doutoranda no programa de pós-graduação em letras pela universidade federal de minas gerais e dou continuidade aqui a nossa segunda parte da quarta aula desse curso de introdução aos estudos literários eu sugiro que quem está fazendo o nosso curso não é com propósito de receber o certificado no final do semestre é nesse primeiro semestre 2020 até junho desse ano se não tiver assistindo a primeira parte da aula clique aqui em cima né eu vou colocar o link aqui para que vocês assistam a primeira parte da aula
faça uma atividade sugerida por lá e só então venham assistir a a sequência da exposição de hoje que vai ser a parte do livro do ano compagnon não é famoso demônio da teoria eu coloquei né o arquivo em pdf desse livro nosso drive espero que tu as pessoas possam ler né o primeiro e o segundo capítulo desse livro que é um livro muito interessante para quem está estudando a teoria literária tá tendo esse contato né o antônio acompanhou em um professor francês bastante respeitado a sua obra é muito instigante e ela vai ser de alguma
forma o ponto a partir do qual essas análises de hoje e do nosso encontro seguinte vão se dar e hoje em torno da questão do autor né a literatura e o autor e no encontro seguinte em torno da questões da literatura com o mundo não é da representação e da literatura com o leitor tá então nós vamos ler juntos os capítulos 1 e 2 hoje três e quatro por encontro seguinte discutindo alguns posicionamentos do antônio acompanhou no que diz respeito a esses pontos da teoria literária e então quem ainda não assistiu vá lá assistir a
primeira parte da aula e aqui a gente começa a exposição propriamente dita então como eu disse dedicada à literatura e o autor a partir do livro do ano acompanham vamos lá e o livro demônio da teoria de antônio acompanhou começa com essa primeira sessão intitulada o que restou de nossos amores e ela já é muito interessante porque se tua de alguma forma lugar desse autor dentro da produção francesa né é a partir de suas experiências enquanto o aluno e logo na sequência também como professor nesse meio acadêmico bastante e subgêneros não é ou seja ele
começa contextualizando o debate teórico na frança segundo ele bastante parko até a década de 1960 mencionar na sequência um da teoria a partir dessa década e na sequência o seu arrefecimento por volta de 1990 em diante é preciso lembrar que então esse boom da década de 60 tem relação obviamente com o estruturalismo a levi's profian não é as apropriações feitas desse estruturalismo por rombarck por michele ficou por eventualmente de lidar naquilo que vai se revelar então o pós-estruturalismo não é eu já mencionei um pouco sobre isso na nosso encontro anterior pós-estruturalismo não é da ordem
de uma superação porém simples do estruturalismo mas sim da ideia de um além não é a importância sem dúvida se dá conta das estruturas das estruturas sociais as estruturas linguísticas das estruturas psíquicas mais tentar ver para além dessas estruturas não é seja compreender o que de alguma forma fundamenta o que transborda o que questiono e se tipo de estruturas e segunda então a proposta e do compagnon esse boom da teoria francesa né do que vai ser chamado nos estados unidos o yuri depois simplesmente de siri é se dar até a década de 90 e a
partir daí ela teria acontecido um arrefecimento e aí logo na sequência ele vai dizer algo sobre o que nós já tratamos aqui que teoria e prática no caso a literatura ano de mãos dadas não é a gente tratou isso quando abordamos o texto do there i go tom dizendo justamente que toda teoria envolve uma prática ou tem implicações práticas e que toda prática de leitura têm pressupostos teóricos então nada de novo aqui eu acho que ficou bastante claro a parte da exposição anterior que essa ideia não é de que a dedicada a teoria traria uma
experiência mais direta do texto ela falasse é simplesmente tentar ficar multi-ar a sua própria teoria seus próprios os nossos teóricos como se eles fossem naturais como se eles fossem apriorísticos quando na verdade todas as modalidades leitura são construídas socialmente precisamos ter então consciência dessas construções para que possamos enfim refinar a nossa consciência para que possamos debater diferentes críticas diferentes apreciações críticas de determinadas obras e assim por diante e o companhia não vai dizer que a antiga teoria literária e coloca aí entre aspas não é porque não era ainda não é uma chave moderna de teoria
nenhum a chave moderna de literatura tinha uma dimensão bastante prescritiva e ele menciona os nomes de platão e aristóteles como representantes dessa chave de teoria que então três escreveria determinadas manifestações e literários a gente já falou sobre o anacronismo né de se referir a literatura para falar daquilo que foi feito por exemplo pelos gregos ou pelos romanos mas esses teóricos antigos trabalharia uma chave da prescrição seja daquilo que deveria ser a boa literatura aquilo que ela teve iria executar para ser considerada literatura e na sequência ele então vai estipular que a moderna teoria literário se
constitui justamente com a pretensão de descrever o fenômeno literário partir do século 19 final de 18 e 19 como uma espécie de dobramento das discussões estéticas e que vai então ter uma abordagem muito mais científica de sentidos tentar compreender o fenômeno literário mais do que prescrever de o tipo de literatura com a literatura vejam que essa é a mesma transformação por que passa por exemplo ensino da gramática a gramática inchado tradicional elétrica ativo enquanto a linguístico se pretende uma ciência descritiva dos fenômenos linguísticos bom então esses avanços científicos ano de mãos dadas se você conhece
ele vai expor com muita clareza não é nessa situação algo que eu já mencionei também né algo que nós já trabalhamos o quê que é a teoria contrasta com a prática dos estudos literários isto é a crítica ea história literárias e analisa essa prática ou melhor essas práticos descreve as torna explícitos seus pressupostos enfim criticam criticar é separar discriminar a teoria seria pois uma primeira abordagem a crítica da crítica ou a meta crítica tá então tira da teoria que a gente pode refletir sobre a crítica como é compreender quais são os pressupostos teóricos quais são
os critérios de um crítico quando ele faz a leitura de uma determinada obra a mesma coisa sendo aplicável não é a uma história literária com e daí como uma série de críticas formando uma espécie de continuar de desenvolvimento da literatura ao longo do tempo eu ir logo na sequência ele vai se for com toda clareza nessa estação que eu trago direto é aquilo que nós já vimos delimitado no início o nosso primeiro encontro que são as cinco pois dizem esferas sobre as quais alguma forma toda a teoria toda crítica reflete tá quando fazendo quando se
debruçando sobre uma obra literária ele vai nos isentam que os elementos da literatura são os seguintes olá tudo discurso sobre a literatura assume posição implicitamente mas às vezes mas algumas vezes explicitamente em relação a essas perguntas por conjunto definir uma certa ideia de literatura o que é literatura qual é a relação entre literatura e autor qual é a relação entre literatura e realidade qual é a relação entre literatura e leitor qual é a relação entre literatura e linguagem né obviamente a relação aí qual obra já se dá na própria literatura não é no grupo ele
já tá colocando aí com a pergunta sobre o que é literatura então vejo aquelas esferas que eu não canso de enfatizar não é pobre autor a realidade leitor e linguagem a cinco stress que podem ser mais ou menos enfatizadas a depender da crítica do critério adotado pelo crítico mas que em todo caso subsistem aí co existem em tudo exercício de leitura mar mesmo quando a gente faz opção por exemplo por não levar em conta informações sobre a vida de um autor que é uma abordagem possível né tentar fazer uma análise das estruturas das formas de
um todo um conjunto de paralelismos e assim por diante ou seja da obra encerrado em si mesmo a própria exclusão não é da categoria autor ela é uma opção da teoria não é uma opção crítica do leitor mas que tem antigamente ali um lá o único tá bem mesmo quando isso inconsciente mas nós já tá tão sobre isso eu acho que essa coisa então não é problema ainda repisando um pouco do que foi apresentado no nosso primeiro encontro ele vai distinguir o que é uma definição textual de literatura o que é uma definição contextual vocês
vão se lembrar que as categorias usaram as pelo terry hilton para falar basicamente do mesmo fenômeno era daquilo que ele dizia de uma abordagem ontológica do texto ou da literatura como você literatura social em si né como se o texto partir de determinadas formas estruturas fosse literário esse por oposição a uma definição relacional de literatura seja o texto é considerado literário a partir de determinados critérios sobretudo sociais não é que atribuir determinado valor aquele texto oi e o companhia então se perguntando né tenta realmente entender onde se encontra literatura senão definição textual uma definição contextual
pode dizer o que da perspectiva da extensão é possível considerar o seguinte o termo literatura tem extensão mais ou menos vastos segundo os autores dos clássicos escolares a história em quadrinhos o que é difícil justificar sua ampliação contemporânea o critério de valor que o itaú o texto não é esse mesmo esse horário nem te óleo mas ético social e ideológico qualquer forma e extra literar e da perspectiva da função marca ele disse que do ponto de vista da função chega-se também a uma aporia a literatura pode estar de acordo com a sociedade mas também desacordo
pode acompanhar o movimento mas também precederam né então vejam aí como em ambos os carros lá a literatura ela sempre aparece não é relacionado com a sociedade em que se encontra seja enfim na sua seu status ou seja no seu descompasso não é dentro de um dado contexto histórico-social e oi e aí entrando digamos no que seria uma consideração de argumentos formalismos ele vai dizer que é a forma do conteúdo que determina literário e responda não há temas literários em cima a gente conseguiria sempre pensar em exemplos que escapam a uma prescrição de determinados conteúdos
como em si mesmo literários ou eles estritamente o exclusivamente literário é a forma da expressão oi e ele mesmo diz não é não a formas literárias em si em que pese o esforço do formalismo russo e provar o contrário e aí ele trás ué essa expressão que é a expressão de literariedade para dizer que ela como todo definição de literatura compromete na realidade com uma preferência extraliterario ou seja a consideração do que num determinado contexto é a literariedade não conhecidos com aquilo que em outro contexto a ser considerado literalidade ou seja esse esse conceito ele
varia não é ao longo do tempo ele faria histórico socialmente e isso não é nenhuma surpresa para quem tem algum trabalho na área de linguística histórica mas tem alguma leitura os conceitos se transformam historicamente os valores também né então a literatura com conceito e também como valor social é passível dessas transformações então um objeto literário em alguns momentos vai ser digamos vai ser conferido enquanto definição a uma determinada obra outras não e isso pode sempre ser transformado e na sequência ele disse que então não a essência da literatura sendo ela uma realidade complexa e heterogênea
e mutável não é a gente já tinha dito isso antes e ele completa essa primeira parte do seu livro dizendo que tenhamos isso tudo o seguinte a literatura é uma inevitável petição de princípio literatura é literatura aquilo que as autoridades professores os editores incluindo a literatura e eu diria talvez fazendo uma crítica possível aqui a essa proposta tal como é composta né pelo compagnon é aquilo que o leitor considera os leitores consideram literatura não é o que cada um de nós como leitoras como leitores no momento em que nos debruçamos sobre um terço consideramos literário
e aqui então o acompanham em e no primeiro capítulo não é dedicado ao autor oi e ele já propõe não é de cara essa definição o essa proposta segundo a qual a antiga ideia corrente identificavam o sentido da obra a intenção do autor circulava atualmente no tempo da filologia do positivismo do historicismo não é então a o sentido da obra identificado a intenção autoral com se o papel do intérprete é o papel do hermeneuta aquele que se debruça sobre o texto e propõe uma interpretação fosse de tentar reaver a dimensão intencional daquele autor o que
ele quis dizer e seria justamente esse querer dizer essa intenção autoral que daria o lastro para o gesto é meu eu daria a justificativa para que nós tentássemos extraído o texto um sentido simplesmente uma espécie de tentativa de reencontrar o gesto primeiro não é o gesto primordial de um autor no momento em que ele compunha aquela obra é ou seja tratavam-se de tentativa tratava-se de tentativas de estabelecimento de um sentido intencional objetivo e histórico da obra com o fim de explicar va esses movimentos mencionados aí pelo acompanhou não é a filologia e o positivismo historicismo
estão muito em voga no século 19 teologia muito mais antiga do que isso mas o positivismo e historicismo enquanto movimentos característicos da ciência e por extensão da os manos não é das humanidades eles têm muita voga no século 19 até o início do século 20 e eles tentam de alguma forma trabalhar com variáveis mais objetivos não é por isso que se voltar para a história determinados dados da experiência pessoal do autor era visto com muito bons olhos então contra tais tentativas de explicação da obra literária foram propostas abordagem e interpretação da obra literária e aqui
já cabe deixar claro uma espécie de estrutura básica da argumentação do antônio acompanham ao longo desses primeiros capítulos do seu livro que consiste sempre no seguinte ele sugere um determinado estado de coisas no momento a história normalmente naquilo que precede enquanto domínio do conhecimento domínio que tem uma lógico out álbum da década de 60 ou seja qual foi o quais foram as abordagens é mais vigentes mais fortes no período que precede a década de 60 então ele parte disso então no caso presente a filologia a hermenêutica o positivismo e historicismo e se delineia na sequência
qual é a contraposição apresentada pela década de 60 pelos teóricos pós-estruturalistas mostra então é a necessidade de um bar a necessidade de um choque mas desse choque ele vai tentar extrair lições que tal como subtítulo do livro sugere são lições do senso comum são lições que buscam ali um meio-termo entre as atitudes mais radicais de enfrentamento entre um legado do século 19 e o que é essas do que são essas abordagens mais recentes não é pós-estruturalistas e assim por diante muitas vezes retomando propostas bem antigas tão é um arranjo um pouco barroco porque ele parte
do momento anterior é 60 delineia com isso a importância do gesto empreendidos nos momentos mais radicais a teoria francesa nas décadas de 60 70 e 80 mostra que desse embate a exageros que levam alguns disparates ensaio então retorno as categorias mais tradicionais para tentar desse jogo tentar extrair aqueles aquelas propostas mais pertinentes para o momento em que ele escreve que é início do século 21 então é bom a gente se em tem ciência desse dessa proposta esse arranjo porque a argumentação ganha em sentido quando a gente dá conta desse movimento mais amplo ao longo de
cada um desses primeiros capítulos o livro demônio da teoria e não se perde tanto nas várias temporalidades acionados pelo antônio acompanhou tá bem então ele vai dizer que essas propostas do século 19 são tentativas de explicação da obra literária ou seja são tentativas de encontrar os motivos pelos quais um determinado autor de uma determinada a vida num determinado contexto histórico determinado país sendo de um determinado a raça não é porque é importante lembrar para esses autores o fator raça contava não é era fator que entrava na explicação de determinado abre literário tentavam então explicar por
que motivo aquela obra tinha sido composta enquanto tal a essas abordagens não é do fenômeno literário foram contra apostas abordagem a interpretação da obra em chave formalista então tentativas de parte do texto para interpretar as estruturas daquele texto não é determinar os paralelismos as formas empregadas por e interpretações em chave max tentando ver então digamos a base sociológica por trás daquela obra o que aquela obra estava a ver nos meios de produção [Música] denunciava em termos da exploração do trabalho assim por diante e até em chave psicológica não é ou seja tentando compreender a partir
da obra de que forma aquelas aquelas palavras aquela composição se ligava a psique de um sujeito tá mas vejam né então a tentativas de explicação se contrapuseram as tentativas de interpretação da obra é e justamente como uma espécie de um o paroxismo não é de elevada ao grau mais superior dessa tendência de interpretação e não tanto de explicação das obras que são propostos não é essas essas ideias de rolo um bar não é contexto a morte do autor de 1968 e de fucou como livro o que é um autor de 1969 em que é declarada
a tão célebre morte do autor não é em que justamente tenta se indicar e a ausência de um lastro autoral no momento da interpretação chamando atenção para a dimensão da leitura enquanto ato de interpretação não é de um terço a partir do próprio texto não é então a partir das estruturas das formas empregadas naquele texto sem levar em conta elementos extratextuais como por exemplo a biografia de um autor a sua psicologia as suas experiências pessoais assim por diante essas propostas devem ser entendidos dentro de uma crítica mais amplo a pretensa universalidade do ser humano quem
é esse sujeito é de que tanto falam os filósofos de aristóteles e platão a kant não é a régua é consegui o sujeito e como indivíduo com único no âmbito do pensamento burguês do século 19 aí obviamente a crítica de barco e focou é muito a essas propostas que na frança ainda tinham muita força não é na década de 60 de uma digamos explicação dos textos muito colado a biografia de um autor para tentar encontrar ali sempre uma espécie de espelhamento não é em que a obra refletir determinadas experiências em que uma obra sempre deixava
vi algo do contexto básico médio de um autor partilhou e assim por diante e eles vão tão de alguma forma avançar ideia diz que a intenção do autor não seria pertinente para interpretação da obra o e de que a obra sobreviveria a intenção do autor demonstrando que sua interpretação ao trapaça ou seja eles não negam a existência de uma intenção primeira do autor mas eles dizem que essa intenção não importa de forma alguma para que a gente compreenda essa obra e mais de que essa intenção desaparece e desaparecem deixar praticamente traço nenhum tá ou seja
mesmo que o próprio autor venha se debruçar depois sobre a sua obra e dizer a minha intenção quando eu compus esse romance foi x y z a essa esse retorno à obra pelo próprio autor não é um dado não deixa ver não é uma evidência da sua intenção primeva mas é uma renovação é uma a intenção daquele que se debruçam sobre o texto agora como leitor e nesse sentido a interpretação se faria sempre à revelia da intenção de um autor parte no cinto da letra do texto né então essa proposta ela é bem radical na
tentativa então de cortar 5 entre o querer dizer originário de um autor e o texto efetivamente diz não é a partir das suas palavras é no ato de leitura digital como interpretado por um leitor trabalhando com determinadas categorias de teoria literária [Música] bom e é muito interessante não é como sugerir porque nesse momento argumentação básica do companhia um tempo delineado então uma espécie de tese século 19 fisiológica o hermenêutica é trabalhando com a intenção autoral contrapõe uma antítese seria então esses essas teorias mais vanguardistas de morte do autor não é muito ligadas ali a um
a materialidade da obra literário e vai sugerir um choque que vai levar uma simples mas antes de chegar a essa síntese da qual o próprio antônio acompanhou pretende seu autor ele faz um passo para trás né ele recuo e faz uma espécie de retomada dos temas e cíveis de ser tratado com relação a esse assunto ao longo da história não é no caso presente ele vai lá trás discussões na antiguidade citando como suas autoridades aristóteles cícero são paulo santo agostinho propondo que toda a leitura deveria estar ciente das diferenças entre intentio eacute de uma perspectiva
jurídica a intenção ea ação contra expectativa jurídica então da responsabilidade e entre significado que o própria e significado transe lata de uma perspectiva estilística ou seja a significação própria o sentido próprio de uma expressão de uma obra e o sentido mudado sentido alegórico sentido outro e nesse sentido na ideia de que se diz algo com o interesse de dizer outra coisa o dizendo outra coisa não é porque essas primeiras categorias internet e aqui tu tem de fato relação com a o querer dizer a intenção o efetivamente fazer de uma perspectiva da responsabilidade enquanto essas outras
categorias tem relação com algo de uma perspectiva estilística vocês da planta composição da obra tá e ele vai nos dizer agostinho como cícero mantém pois uma firme separação entre a distinção legal do espírito e da letra ou carne e distinção esse lixo que é do sentido figurado e do sentido literal ou próprio mesmo que sua própria prática é neurótica misture com seu e os dois princípios de interpretação da tradição retórica se tuas duas principais dificuldades de interpretação dos textos por um lá na distância entre o texto ea intenção do autor por outro na ambiguidade ou
obscuridade da expressão seja ela intencional ou não então vejam como são duas formas distintas de tentar compreender não é de tentar interpretar uma determinada passagem um determinado o texto ou um determinado autor que muitas vezes se confundem no ato de leitura mas se confundem na própria crítica mas que não são as mesmas tá umas muito é levar em conta essa perspectiva jurídica da responsabilidade de quem escreve o que seja daquilo que a pessoa quis dizer daquilo que a pessoa disse ah e outra levando em conta o próprio texto né aquilo que é a materialidade do
texto para trabalhar então com o sentido próprio de uma obra e eventualmente tentar forçar não é uma interpretação no que seria um sentido figurado tá são formas de interpretação cunhadas ao longo dos séculos como a gente vai tratar logo mais a sequência parte da coleção da alegoria está mente aí alegoria é expressão palavra que vem do grego antigo e que é justamente um alá um alegrem né um dizer outro né conduzir ao outro levar o outro bom e que fazem tão referência a essa forma de interpretação né a leitura alegórica que consiste em se voltar
para um texto e ver naquelas palavras naquele texto referências a um outro tá então fala se dx mais trata-se de uma alegoria para y o e vejam que eu comprei vai dizer a interpretação alegórica procura compreender a intenção oculta de um texto pelo deciframento de suas figuras a alegoria evento um outro sentido cosmológico psicomagico aceitável sobre a letra do texto ela sobrepõe uma distinção estilística há uma distinção jurídica e trata-se de um modelo exegético que serve para atualizar um texto do qual estão distanciados pelo tempo ou pelos costumes qualquer forma pela cultura então veja ao
invés de se preocupar com que foi a intenção de homero quando ele compôs a elida ou que foi a intenção de virgílio quando ele composé neide o interpretado com o intérprete tardio vai se voltar para esses textos e tentar ver não essa intenção mas sim um algum outro além de alguma forma sugerido por aquele texto então por exemplo homero quando tá lá falando dos deuses não é ele interpretado por um leitor cristão e vai se lido como não tratando de deuses efetivamente porque deus não fazem mais sentido na concepção cristã de mundo mas sim como
referência talvez alguns planetas não é aos as estrelas às vezes a aos órgãos do corpo humano são formas de alegóricos de interpretar um texto não é ou as interpretações cristã de virgílio vejam alegoria enquanto chave de interpretação ela se dá muitas vezes quando é um determinado o texto é recebido ou a tradição não é leva um determinado o texto a uma cultura para o qual o para a qual ele não está plenamente adaptado e temos valores em termos de o que os sentidos não é e alegoria então é uma forma de adequação de adaptação ao
horizonte de expectativa do público tá essa chave mencionada pelo companion que então essa distinção estilísticos se sobrepõe à uma instituição jurídica enquanto chave interpretativa o ou seja tal interpretação não tem relação com a intenção do autor é pouco importa para um leitor cristão se homero quis falar dos astros ou dos órgãos quando ele então tava falando dos deuses mais uma vez proposta essa alegoria e de alguma forma aceita pelos leitores e ela passa a ser lida né essa chave que atenta traz a composição da própria obra e não são para a intenção e aí então
retomando o ponto da sua argumentação partir do qual ela tinha começado ele volta a tratar da filologia 10 minutos dizendo que a vitória sobre os modos da interpretação cristã medieval no século 18 com as luzes iluminismo e representa assim uma volta ao pragmatismo jurídico da retórica antiga o alegorismo anacrônico parece inteiramente eliminado no ponto de vista racional uma vez que o mero meu vídeo não eram cristãos seus textos não podiam ser legitimamente considerados como alegorias cristãs a partir de espinosa da fisiologia aplicada aos textos sagrados depois a todos os textos visa essencialmente prevenir o anacronismo
eset fazer prevalecer a razão contra a autoridade ea tradição então ver ele acompanhou não é na sua argumentação sugere que na antiguidade coexistiram às vezes no mesmo autor duas formas de interpretação mais solitárias duas chaves mais solitárias de interpretação dos textos porque levava em conta a intenção do autor outra que levava em conta a a idade não é o estilo a obra como ficamos ponte ouvir a partir da qual a interpretação do leitor vinha a se desenvolver ele disse que a essa segunda chave né não tão preocupada com a intenção mas sim com o próprio
texto não é com o próprio estilo de alguma forma com uma mensagem da pré-estabelecido vigora nos períodos da alteridade mary fim da idade média como um todo a essa chave interpretativa se contrapor ia uma abordagem então no período iluminismo jurídica tão em que cada autor fala por si responde pelos seus próprios atos não é na medida da sua intenção na medida do que eu queria efetivamente faz na composição de um texto e oi pra então compreensão efetivo desses essa intenção e dessa ação seria preciso levar em conta os dados do contexto a partir do qual
aquele autor parte evitando-se o anacronismo de ventão em virgílio um autor pré-cristãs que já estabelece ali as bases de um cristianismo é justamente porque anacrônico e então em relação com a hermenêutica isso consistiria em tentar restabelecer a significação primário de uma obra não é ou seja de voltar ao seu contexto inicial seu contexto originário a fim de tentar retorno retomar a intenção primeira de um autor no momento em que compõem uma obra e a crítica fisiologia nausea delineando anteriormente não é porque do ponto de vista do filólogo um texto não pode querer dizer anteriormente o
que não podia querer dizer originalmente essa é uma premissa básica da fisiologia a ideia de retornar um sentido básico no sentido original do texto e é como se textos não multiplicassem seus sentidos em diferentes contextos diferentes como se isso fosse errado mas sendo que na verdade certos textos foram efetivamente lidos de forma muito diferente em formas muito diferentes ao longo do tempo não é com indicando com isso que o positivismo fisiológico tentar estabelecer essa universidade ou essa unicidade do sentido de um texto estava enganado mas era uma premissa falsa e indicando muito bem isso vem
não é abordagens fenomenológicos que a gente poderia então inserir junto com aquelas mencionamos no início da apresentação fôrma listas marxistas psicológicos a fenomenologia então vai trazer o sujeito que lê para digamos para cena indicando não é a partir dos trabalhos de russell a intencionalidade do sujeito que lê como impossibilidade de empatia hermenêutica o escritor ou seja a nossa situação histórica lugar que nós enquanto leitores ocupamos nossas experiências nossas vivências não nos permitiria a tal empatia hermenêutica contexto porque nós jamais nos descolar hinos da nossa própria realidade mostrada as contas da nossa própria visão e isso
é desenvolvida aprofundado por hayden com a ideia de que toda a intencionalidade está historicamente situado ou seja o leitor está historicamente situado no momento em que ele se voltam determinado o texto ou seja é impossível um que uma determinada leitura consiga reestabelecer o sentido originário de um texto uma vez que toda leitura é a espécie de retorno à posteriori sempre depois sempre a partir de um vídeo de um olhar outro mesmo quando feito pelo próprio autor não é eu tenho certeza que cada um de nós não é cada pessoa que assiste a ouvido sabe muito
bem disso quando a gente encontra um antigo diário vou como a gente ler um texto antigo nosso a gente releia aquilo e muitas vezes planta não é de nossa eu nem pareço a mesma pessoa acho que nem tendo isso que eu tava dizendo que tal essa ideia é básico então de que os o momento se voltaram texto é carregado da nossa da nossa intencionalidade presente né oi e a essas abordagens elas são de alguma forma como desistir um didas né pelo gado né que tem alguns trabalhos essa chave de hermenêutica fêmea fenomenológico com a ideia
de fusão de horizontes segundo a qual é o horizonte de expectativa de um leitor deveria encontrar o horizonte de intencionalidade do autor para a partir daí fundar a sua interpretação não é a sua o seu gesto hermenêutico se daria está mentindo esse encontro de horizontes tá que o acompanham disse toda interpretação assim entendida é concebido como um diálogo entre passado e presente ou uma dialética da questão e da resposta o companhante use vai a ganhar muito essa proposta do gasmu eu acho essa proposta também interessante produtiva né a ideia de que obras do passado são
sempre re-significados no presente a partir de nossas próprias vivências isso eu acho muito instigante na sequência o acompanham vai fazer uma espécie de passagem rápida por um debate entre o barco eo picar em suas interpretações sobre o assim ficar sendo universitário não é um acadêmico vai propor uma interpretação historicista espécie de explicação do racine a partir do seu contexto enquanto o bar não é fácil a sua leitura do texto partir de categorias da psicologia da tim do formalismo de uma abordagem do texto não é bem strutturale oi e o acompanhou tão fácil referência esse debate
como característico desse tipo de enfrentamento entre duas tendências muito diferentes na sequência ele vai falar sobre métodos de interpretação ligado ao que ele chama de passagens paralelos que é um método de interpretação hermenêutica e vamos desenvolvido já na própria antiguidade que consiste eu não vou retomar aqui os argumentos do compagnon mas que consiste na ideia de aqui para interpretar um determinado a passagem difícil de uma obra nós temos algumas opções a primeira delas é comparar com passagens análogas da mesma obra do mesmo autor não é a uma determinada palavra tem um sentido complicado numa passagem
vou comparar com outras ocorrências essa palavra dentro da mesma obra a gente poderia recorrer eventualmente a outra o mesmo autor mas isso já é um pouco mais complicado porque se autor pode ter composto essa obra em diferentes momentos da sua vida empregando diferentes sentidos da mesma palavra ou seja quando a gente sai da mesma obra a gente já se afasta um pouco da certeza hermenêutico possível e ele disse que ainda há outra possibilidade que é comparar com passagens já não mais do mesmo autor mas de autores contemporâneos dele porque então indicariam ali uma espécie de
horizonte comum compartilhado em termos de vocabulário de valores e expectativas em um dado contexto não é tão tivemos estratégias hermenêutica nisso que ele chama então de passagens paralelos e que tem então uma certa carreira dentro da da história da interpretação no ocidente aí ele vai mencionar alguns nomes e com vem aqui retomar e aqui agora para concluir tentando não me estender muito não é a gente encerra com algumas considerações sobre o posicionamento de companhia um que eu vou tentar sintetizar de forma tão neutra quanto possível e logo na sequência uma crítica possível a meu ver
a esse funcionamento ele faz uma crítica ao intencionalista mas também é o anti intencionalista das teorias seja tá com aquelas que exageram no piso concedida a intenção do autor no momento de determinar o sentido de uma obra quanto aquelas que negam a importância da intenção autoral no momento interpretar uma obra propondo ele um método seja capaz de entender e descrever os sentidos de uma obra a partir do texto e suas significações a partir dos diferentes contextos e como de produção e recepção no que diz respeito aos valores as significações então são concedidos na socialmente a
uma obra e tenta fazer essa distinção entre o que é o sentido do texto em si e o que são as significações construídas a partir desse texto aí diz o texto tem então um sentido original o que ele quer dizer para o intérprete contemporâneo mas também sentidos interiores e anacrônicos que ele quer dizer para sucessivos internas ele tem uma significação original ou relacionar seu sentido original com valores contemporâneos mas também significações ulteriores relacionando a todo momento seu sentido anacrônico com valores atuais o sentido ulterior pode identificar-se com o sentido original mas nada impede que dele
se afaste o que também ocorre com a significação anterior e a seguir o original e nesse sentido quatro anos acompanhou da da conta do fato de que as grandes obras são inesgotáveis ou seja elas têm um sentido no momento em que elas são criados esse sentido de alguma forma o ponto a partir do qual crescem as significações no momento da sua recepção primeiro mas que com transformação da sociedade a transformação dos hábitos da própria língua o sentido dessa obra muda bem como as significações construídas a partir desses novos sentidos ou sejam ele parece indicar que
o ensino da literatura se dá sempre por meio da obra entre olá não é da obra o momento histórico em que ela foi criado o sentido original do autor e o cá do leitor não é que pode ser o professor pode ser o aluno e que então o jogo entre o laio cá é sendo possível construir novos sentidos construir novas significações mas vejam como ele postula a existência de um sentido originário e de uma significação originária que seria aquela o significações originárias que seriam aquelas do contexto de produção da hora e na sequência ele parece
fazer um passo para trás vai dar um passo atrás e de se mostrar desconfiado desses binarismos como o que ele propõe que seria o sentido da obra mais fechada ensino texto né e o que seria a significação da obra é que seria então essa construção contextual e disse como todo oposição binária a distinção entre sentido e significação é elementar demais tem algo do sofismo ela simplesmente tem a vantagem de lembrar que ninguém ou quase ninguém nega a existência de um sentido original por mais difícil que seja reconhecê-lo e a vantagem de mostrar que o argumento
do futuro da obra não elimina a intenção do autor como critério de interpretação e aqui maior destaco dizendo que vale notar que impossível a meu ver e é um funcionamento meu mas é uma crítica que eu faço acompanhou é impossível reconhecer um sentido como o original ele pode até ser postulado desse modo a fim de funcionar como lastro de uma avaliação mas é impossível reconhecer um sentido como original se não quem tem a capacidade de decidir qual é o sentido original o autor o crítico o crítico contemporâneo do autor crítico posterior o próprio leitor no
momento em que faz a sua leitura fiquem decide qual é esse sentido onde ele se encontra é óbvio que há uma intenção autoral mas o fato ou melhor é óbvio que houve uma intenção autoral mas o fato de ter havido essa intenção autoral implica que a gente consiga remontar a esse sentido como afinar confio que ele disse que não né ele trabalhando com mais um binarismo valeu por a intenção ao projeto mas dizendo que a intenção não era uma premeditação uma vez de a escrito não é como um jogo de xadrez mas sim como um
jogo de tênis a ideia sendo aí que a gente não premedita a gente não tem um plano projeto no momento em que a gente dá uma raquetada uma bola a gente age bastante por intuição a gente se deixa guiar por vontades e por lembranças e impressões e sensações que não são da ordem de uma deliberação psíquica consciente mas que no momento da raqueta dado seja o momento em que a gente escreve um texto a sempre ali um ato intencional com isso eu concordo plenamente então tudo e aí teriam a intenção que coexistir ia com ele
e e seria precedido por um projeto de um escritor pode ter um projeto literário esse projeto não conhecido com a intenção se dá a ver na sua obra que alguma forma estaria na base não é do momento em que ele escreve com tudo mais uma vez o ponto o seu livro que preciso notar que impossível restituir tal intenção ela até poderia ser o lastro de uma interpretação mas não seu objeto ou seja a intenção original não é restituível nenhum sentido que dependo dela justamente porque a gente lida com a obra na obra não subsiste a
intenção e ela pode ser postulada como tendo sido importante imprescindível para a constituição da obra mais uma vez da da obra a gente não consegue voltar né tem consegue voltar ao intenção do autor o próprio autor mas tem que ser de bruços sobre a sua obra já escrita e vai analisar lá ou é o crítico que crítico se os críticos divergem tanto não é o que é a interpretação da obra o que é esse então sentido originário remontam a uma intenção originária bom então o anthony acompanham vai já encerrando aí seu capítulo é dedicado essa
coisa tão do autor sugere ao como a presunção de intencionalidade como lastro da interpretação não é ele vai dizer que graças às distinções entre sentido mas fechar de uma obra e significação mais ligado ao contexto ou aos contextos em torno da obra entre projeto como aquilo que precede o ato literário escrito e a intenção que lastreia não é composição da hora pareceria que foram levantados os dois obstáculos mais sérios na manutenção da intenção como critério de interpretação de uma obra a interpretação tem por objeto o sentido não a significação a intenção não o projeto o
segundo ele outros critérios hermenêuticos poderiam coexistir com esse e a crítica acreditar ia fazer a ponte entre o sentido da obra a partir da intenção do autor e suas significações atuais não é então a teria aí digamos uma espécie de relativo consenso do que diria respeito ao sentido o aos sentidos entre primários e posteriores uma obra enquanto a ponte entre sentidos e as significações seriam aí sim o objeto de debate da crítica não é oi e ele diz algo interessante nessa passagem nos quando afirma que a compreensão pressupõe sempre uma intenção ele mexeu no caso
champolion né que no século 19 consegue decifrar os hieróglifos a partir da pedra de roseta descoberta lá durante a campanha napoleônica no egito não é tomada do egito roubada levada para a frança e posteriormente levada para londres na inglaterra mas é justamente segundo acompanham porque o shampoo lyon pressupõe uma intenção por trás de quem escreveu aquela pedra não é com os seus três idiomas pressupõe que alguém quis transmitir sentido que ele consegue chegar aí é sentir tudo bem não é mas eu não acho que e o shampoo leon ou acompanhou quem quer que seja consiga
remontar ao sentido primário ou a intenção de quem é compôs o texto escrito naquela pedra e evidentemente alguém pode discordar da minha crítica mas pode querer concordar com o antônio acompanhou eu aqui me alinho mais digamos a essas pessoas que vem com a certa desconfiança a intenção autoral com um laço da nossa interpretação tá porque o acompanham acredita que o fato de que uma intenção autoral ser condição sine qua non da produção de um texto seja o bastante para provar a possibilidade que tal intenção seja objecto de uma interpretação capaz de estabelecer o sentido original
desse texto eu acho que essa é uma proposta bem positivista por parte do compagnon de tentar estabelecer um sentido unívoco não era o texto entre o seu momento originário de composição e os outros vários momentos posteriores que trazem né que aportam tem as ações aí sentido porque é meu vir embora a mera impossibilidade da crítica literária a é o melhor dizendo não é porque é meu ver a mera impossibilidade da crítica literária em estipular um único sentido certo e certeiro de uma obra qualquer até das mais simples já é prova cabal de que tal intenção
original não pode ser efetivamente restituído para fundar uma interpretação do tal sentido original além disso a intenção autoral não pode celular se o derradeiro da busca por coerência e complexidade na interpretação do sentido de um texto na medida em que certas estruturas sociais psicológicas e epistemológicos epistemológicos se manifestam aí à revelia da intenção de seu autor ou seja a gente mesmo que acredite na possibilidade de remontar a essa intenção a partir do que seria um sentido mais unívoco de uma obra a muito numa e escapa a intenção autoral se david formas muito diferentes não é
justamente porque essa ideia de um sujeito consciente unívoco que dota então me sentido por meio do seu apê intencional uma obra no momento em que ele a compõem a meu ver fala ansiosa né ou seja é na minha visão o modo como a tua acompanha um tenta da conta do problema da relação entre autor e texto simplesmente escamoteia as dificuldades da questão tá e com isso a gente já caminha para o encerramento da apresentação com o que é a que o posicionamento final de companhia um quando ele disse que a presunção de intencionalidade permanece no
princípio dos estudos literários o metros anti intencionar listas mais extremadas mas a tese anti intencional mesmo se ela é ilusória previne legitimamente contra os excessos da contextualização histórica e biográfica a responsabilidade crítica frente ao sentido do autor principalmente sentido não é aquele diante do qual nos inclinamos depende de um princípio ético de respeito ao outro nem as palavras sobre a página nem as intenções do autor possuem a chave da significação de uma obra e nenhuma interpretação satisfatória jamais se limitou à procura de umas ou de outros há ainda uma vez trata-se de sair essa falsa
alternativa o texto ou o autor por conseguinte em um método exclusivo é suficiente aqui certamente o compagno traz questões muito interessantes mas eu volto a reiterar a minha crítica a meu ver o ano acompanham consegue muito bem apontar os principais problemas dessa forma um pouco barroca não é característica da escrita dele mas apontando os diferentes momentos de transformação na concepção da relação entre texto e autor onde a ênfase é dada com mais digamos assento não é em cada momento da história veja antiguidade passando pela idade média a modernidade até os dias mais contemporâneos não é
que é o momento mais próximo de nós mas é a solução apontada pelo compagnon meu ver não é a mais pertinente não é não me convence na medida em que ele trabalha com categorias a meu ver superados não é essa ideia de um sentido mais unívoco do texto eu me perguntaria assim a partir de exemplos muito simples não é de texto muito curtos qual é o sentido unívoco desse texto é digamos a gramática né ali das construções da frase é o léxico é não é porque justamente não há a meu ver uma construção de sentido
que prescinde é é do que tá para fora do texto não é do que tá na sociedade do que tá na vivência do autor do que tá enfim é impossível ler um texto sem contexto é esse o meu ponto mas é e aqui vocês veem obviamente a minha o meu posicionamento pessoal no que diz respeito essas propostas do compagnon eu me identifico muito não é com algumas ideias do bactrim quando ele vai criticar os seus filhos por exemplo por uma linguística estruturalista que não dá conta então da dimensão de dialógica da linguagem que não é
tudo ato cursiva de alguma forma um ato de resposta ele exige uma resposta na sequência está localizado contextualmente não há texto sem contexto ou seja não há interpretação de um texto desvinculada de um contexto mas a e é nesse sentido que eu acho que trabalhar com essa categoria de sentido por oposição à categoria de significação não se justifica muito evidentemente alguém quiser se apropriar dessas categorias para trabalhar em uma chave que tenta restaurar uma noção de intenção autoral primária tá aí a proposta não é o antônio acompanhou é alguém que defende isso eu não me
a linha essa proposta mas não sou detentor da razão todo caso eu termino a exposição de hoje dizendo que as propostas do antônio acompanham vão ser sempre nessa linha mostrar um extremo mostrar qual é a tese que se contrapõe a esse extremo promoveu um choque entre ambas e tentar propor uma síntese na chave de uma do que é mais próprio do senso comum ele tenta se a própria aproximado o senso e nessa tentativa de síntese de teses opostas radicais no que diz respeito aos vários campos dos pressupostos teóricos em crítica literária em leituras literárias tá
eu espero que não tenha ficado muito confusa a exposição eu sei que o texto acompanham ele é um pouco barroco a própria exposição reflete isso mas é em caso de dúvida escrevam nos comentários embaixo o comentário não é ao vídeo dessa semana já foi feito no vídeo anterior eu espero mas a interpretação daquele breve poema que eu mencionei mas obviamente quem tiver crítica sugestão comentários ao a exposição de hoje pode fazer aqui embaixo vai ser muito bem-vindo e no mais é isso até a semana que vem obrigado tchau tchau e aí