Olá, moçada! Bom dia! Tudo bem?
Baita prazer reencontrá-los aqui, dia 29 de janeiro, com mais uma reflexão estóica. Espero que todos estejam em paz, todos com saúde. Moçada, hoje, com a meditação, mantenha a simplicidade.
Mantenha a simplicidade! O que é muito interessante, vindo de uma meditação estóica de Marco Aurélio, né? O imperador que tinha tudo à sua disposição, dizendo assim: “Cuidado, hein!
Cuidado, cuidado com a sedução daquilo que não deve ser motivo de sedução. ” Mas, antes de ler com vocês e comentar a meditação do Marco Aurélio, permitam-me dois avisos importantes. O primeiro: não se esqueçam!
Olha lá que bonitinho os balõezinhos subindo na tela! Não se esqueçam, por gentileza, na medida das vossas possibilidades, de comentar, curtir e compartilhar o vídeo. É muito importante para a manutenção desse projeto até o final do ano.
Pensem em vocês! Não chegamos ainda ao final de janeiro e quanto já aprendemos! E depois, muita gente me diz, né?
Fala assim: “Denis, que legal acompanhar o diário histórico, porque eu tô perdendo o medo da filosofia, e tô perdendo o medo, inclusive, de frequentar a Sociedade da Lanterna. ” Porque muitas pessoas, às vezes, me vêm falando de filosofia nas redes sociais e acham assim: “Ah, nunca vou dar conta disso! ” E tá aí!
Aqui vocês veem que não é uma coisa brutal, não é o fim do mundo. Dá para fazer isso, dá para aprender muita coisa! E dentro da SDL, a partir agora de fevereiro, nós vamos avançar exatamente com o estoicismo, mas não só com esse estoicismo ético aqui, tardo antigo.
A gente vai falar das fundações do estoicismo, que são 500 anos de filosofia estóica, né? Fora que, entrando na SDL, você vai ter acesso a todo o material anterior, que já conta aí, certamente, mais de 200 horas de conteúdo de filosofia antiga. Mito e continua com a gente, porque depois do estoicismo tem tanta filosofia ainda.
Então, perde o medo! Vem atilar o seu intelecto! Vem aperfeiçoar o seu intelecto, porque o ritmo é esse daqui: a gente brincando, trocando ideia, falando de coisas profundas de forma didática.
Tenho certeza que vocês vão gostar bastante! Quem entra na SDL não sai, né? A não ser que, por algum motivo acidental da vida, tenha que mudar os projetos.
Mas quem entra acaba lá com a gente! É muito legal! Pois bem, meditação: mantém a simplicidade de Marco Aurélio.
Cito Marco Aurélio em todos os momentos: “A mente firme na tarefa a realizar, como romano e como ser humano, fazendo com estrita e simples dignidade, a fé, liberdade e justiça. Dando a ti mesmo uma trégua com relação a todas as outras considerações. ” Quando você se dispuser a fazer uma tarefa, e aquela tarefa for importante para você, após cuidadosa avaliação em relação aos objetivos que você tem na vida, aquilo que importa para você, a tudo aquilo que a gente já falou antes, a necessidade de colocar isso num filtro racional, etc.
etc. , abandona tudo aquilo que não seja a necessidade de realizar bem a tarefa. Coloque de lado as bobagens, as vaidades, os caprichos, as distorções de julgamentos, as opiniões, o que vão achar de mim, o que vão dizer de mim.
Eh, simplesmente abandone essas considerações! Assuma uma simplicidade na execução da tarefa. Podes fazer isso!
Se abordar cada tarefa como se ela fosse a última, abandonando toda a distração, subversão, passional da razão. Olha que expressão extraordinária: abandonar qualquer subversão da razão e todo drama! Drmatiza não!
Para de gemer, para de reclamar, encher o saco, para de se deixar encher o saco, né? Os outros vêm buzinando a sua cabeça, simplesmente não subverta a sua racionalidade. Abandone o drama e conduza, com simplicidade, o seu trabalho, aquilo que deve ser feito.
Abandone a vaidade e queixa com relação à parte que coube a ti. Se é a porção que te coube, se é a realidade gritando, faça da melhor maneira possível! Tu podes ver que basta dominar alguns princípios, poucos, na verdade, né?
Alguns princípios para se viver uma vida abundante e devota, pois se mantiver a vigilância sobre essas coisas, os deuses não pedirão mais. O mundo não vai pedir mais de você e, o mais importante, você não pedirá mais de você. Você entenderá que fez aquilo da maneira mais correta, desapasionada possível!
Então, essas coisas de “eu preciso encontrar o estímulo correto” como se fosse uma varinha mágica, né? O pirlim pim pim, assim, “pim! A partir de agora você está estimulado.
” Não, isso não acontece na vida de adultos, né? A gente se propõe tarefas, as tarefas se impõem, nós vamos lá e realizamos essas tarefas, sem grita, sem injeção de saco, sem distúrbios desnecessários. Os comentadores dizem: cada dia nos apresenta a possibilidade de pensarmos além do necessário.
Sobretudo, então diante de uma tarefa, diante de uma coisa que eu preciso realizar, o apelo do que não é necessário está sempre rondando. Já perceberam isso? Qualquer tarefa simples ou mesmo que ela não seja uma tarefa simples, ainda que seja uma tarefa complexa, mas a gente sempre acrescenta à complexidade da tarefa uma série de coisas, de conteúdos, de possibilidades que não colaboram em nada; só são barulhos, só rumores que os estóicos dizem que devem ser afastados.
Mas não afastados fisicamente! Desliga a chave! O que eu deveria vestir?
Será que eles gostam de mim? Estou comendo bem? O que acontecerá na minha vida?
Será que meu chefe está satisfeito com o meu trabalho? Eu me lembrei agora de um caso. Eu sou de uma geração que pegou uma outra geração mais antiga que a minha, que, na ausência de halteres, pesos de academia em lugares mais simples, mais simplórios, menos abastados, os caras faziam peso com a famosa lata de parquetina.
É como, sei lá, a gente pode inventar: eram latas de tinta, latas de cera. Que os caras pegavam concreto, cimento, jogavam dentro, metiam um cabo lá dentro, deixavam secar, virava, colocava outra lata de parquetina, jogava cimento e tinha lá uma barra para treinar, para treinar musculação, etc. , etc.
Eu vi meu pai treinar com lata de parquetina. E aí você olhava para o físico dos caras malhados, treinados. .
. não pode falar malhados, né? Tem gente que não gosta.
Treinados. Aí você fala assim: "Não, porque se eu não tiver aquela condição exata, se eu não tiver aquele peso de 1. 800 que foi lançado a.
. . eu não consigo fazer.
" Eu tô com vontade de começar a jogar tênis, mas se eu não consigo comprar aquela raquete de R$ 15. 000, eu só consigo comprar uma de madeira de R$ 2. Ah, então você começa a encher o saco demais para fazer o que deve ser feito, entende?
Então você vai lá na favela. Eu tô contando caso real: o cara mal tem o que comer, vive de skinny e suco Tang, e o cara vai lá, malha com lata de parquetina, faz não sei o quê, e você olha, o cara tem um físico extraordinário. Por quê?
Porque parou de reclamar e foi malhar, entendeu? Foi fazer o que tinha que ser feito. Não: "Eu só vou fazer se eu tiver na academia.
" Não, porque eu estou comendo 100 g de proteína em vez de 90. Uma merda! Falta paciência com esse tipo de gente.
Faz e para de reclamar! Hoje vamos nos concentrar no que está diante de nós. Vamos nos concentrar no que está diante de nós.
Quais são as minhas possibilidades hoje? O que eu consigo fazer de melhor hoje? Isso!
Então é isso que eu vou fazer. Seguiremos a máxima do técnico fulano de tal, Bill Belichick, do time de futebol americano New England Patriots, que diz aos seus jogadores: "Faça o seu trabalho! Faça o seu trabalho!
Faça o que tem que ser feito como um romano, como um bom soldado, como mestre de nosso ofício. " Não precisamos nos perder em mil outras distrações ou em assuntos alheios. Tanta conversa fiada, tanta historinha atravessada, tanto planejamento idiota, tanta atenção a detalhes que não são decisivos.
Marco Aurélio diz que devemos encarar cada tarefa como se fosse a última. É bom encarar cada tarefa como se fosse a última porque, uma hora, vai ser mesmo. Hoje eu vou sair de casa, eu não sei se eu volto, né?
Eu posso não sair de casa, mas eu não sei se eu apareço aqui amanhã. Quando eu falo assim: "Olha, amanhã, 30 de janeiro, estamos aqui", não sei! A gente tá aqui, a depender do que acontecer imediatamente depois, quando desligar essa câmera.
Chamou a pedrinha de cola, meu amigo. Então faça o que deve ser feito como se fosse a sua última tarefa, porque ela de fato pode ser a última. Pode ser!
E mesmo que não seja, fazer de qualquer jeito com o que você tem em mãos não ajuda em nada. Encontre clareza na simplicidade de fazer seu trabalho hoje. Pegue o hoje, pegue o que você tem hoje, para além do que você considera uma condição ideal.
Ah, eu queria. . .
já disse isso aqui: plantei um pé de queria no fundo da minha casa e nunca deu nada. Pare de conjugar esse verbo assim: "Ah, eu queria, eu gostaria. .
. " E faça o que dá com o que nós temos diante de nós. Beijo grande para vocês, um excelente dia!