[Música] Olá estudantes do curso de pós-graduação em neurociências meu nome é Luciana Leci Maluf e eu vou ministrar juntamente com a professora Gláucia de Castro Champion os módulos de biologia celular e molecular e histologia aplicados a neurociência na aula de hoje nós vamos abordar as biomembranas e como tópicos a serem abordados na aula nós veremos os aspectos gerais sobre o tema a estrutura das membranas com estrutura geral comum e o modelo do mosaico fluido veremos a bicamada lipídica em sua organização estrutural composição química e fluidez da membrana veremos as proteínas com sua organização estrutural permeabilidade
de membrana e domínios de membrana os carboidratos com o glicocálice e por fim os lipidrates então em aspectos gerais as biomembranas elas definem os limites entre a célula e o ambiente extracelular ela forma Barreiras de permeabilidade seletiva que controlam o conteúdo iônico e molecular do interior da célula Além disso elas possibilitam a compartimentalização da atividade metabólica portanto segregando enzimas no interior de organelas em voltas por membrana além de possuírem importantes sistemas de transporte enzimas e sítios receptores e de reconhecimento que vão fazer a interação da célula com outros componentes e a interação célula célula então
com relação a estrutura das membranas nós temos aqui a direita uma representação esquemática em três dimensões dos componentes gerais da das biomembranas onde nós temos então na estrutura geral comum ela é composta por 30 a 80% de lipídios aqui representados em vermelho formando a bicamada lipídica nós temos 20 a 60% de proteínas aqui representadas em verde além de 0 a 10% de carboidratos representados em azul esses carboidratos eles estão ligados de forma covalente a proteínas formando as glicoproteínas ou então a lipídios formando os glicolipídios vocês vêm que a proporção de lipídios e proteínas ela pode
variar Bastante e isso acontece devido a função desempenhada por essas membranas então por exemplo a bainha de mielina ela vai ter como função um isolante elétrico em Pontos diversos duas axônio do neurônio portanto como ela tem essa função de isolante elétrico ela vai ter uma quantidade de lipídios bastante grande de cerca de 75% de lipídios para 25% de proteínas por outro lado a membrana interna da mitocôndria que é responsável pela fosforilação oxidativa e pela produção de ATP ela vai ter o inverso 75% de proteínas e 25% de lipídios Então vai depender da função desempenhada por
essa membrana as biomembranas elas constituem então estruturas dinâmicas fluidas e a maior parte de suas moléculas podem se mover ao longo do plano da membrana então aqui nesse slide nós temos o modelo do mosaico fluido que é o que foi um modelo proposto por single em 1972 que diz o seguinte nesse modelo ele mostra aqui as proteínas ele pressupõe que as proteínas estejam em bebidas em uma bicamada lipídica de forma que as porções hidrofóbicas das proteínas se localizam no interior também hidrofóbico da bicamada lipídica protegidos então do contato com a água que está no meio
extra celular e no meio intracelular agora então nós vamos ver cada um dos componentes da membrana separadamente a bicamada lipídica ela possui Então como organização estrutural Ela é formada por uma dupla camada contínua de cerca de 5 a 10 nanômetros de espessura Ela é formada por moléculas anfipáticas ou seja moléculas que possuem uma extremidade hidrofílica ou polar então aqui representada a cabeça polar da molécula e uma extremidade hidrofóbica Apolar aqui representada pelas caudas aqui duas caudas hidrofóbicas a forma e a natureza dessas moléculas são responsáveis pela formação espontânea da bicamada lipídica em ambiente aquoso então
Aqui nós temos o arranjo Como se dá o arranjo das moléculas lipídicas em um ambiente aquoso e nós temos então o exemplo de duas moléculas lipídicas nessa primeira molécula ela possui uma cabeça polar e apenas uma cauda Apolar e essa molécula então em ambiente aquoso ela vai se comportar como se fosse um cone nós vamos ver daqui a pouco já essa molécula Aqui de baixo ela possui uma cabeça polar e duas caudas apolares em ambiente aquoso ela vai se comportar como um cilindro então vejam só essas moléculas várias delas quando colocadas em ambiente aquoso o
que que ela vai fazer ela vai tentar esconder as suas caudas hidrofóbicas fazendo então com que a porção hidrofílica fique voltada para a água e as porções hidrofóbicas se juntem com o objetivo de esconder da água então no final nós teremos uma estrutura desta forma o nome dessa estrutura é micela já no caso de moléculas que contém uma cabeça polar e duas caudas apolares o que vai acontecer com várias dessas moléculas em ambiente aquoso elas vão se dispor desta forma o objetivo de esconder as caudas apolares ele continua enquanto que as cabeças polares estão voltadas
para água mas Vejam só nesse esquema nós Ainda temos as porções laterais dessa bicamada lipídica ainda expostas a água Então o que é que vai acontecer aqui nós temos uma representação esquemática de uma bicamada lipídica plana aonde a gente tem aqui as porções as porções laterais ainda expostas a água nessa conformação a bicamada lipídica ela é energeticamente desfavorável Então o que é que vai acontecer qual vai ser a tendência a tendência vai ser a de um fechamento espontâneo dessa bicamada lipídica no intuito então de esconder as suas porções hidrofóbicas formando então um compartimento selado e
isolando desta forma formando um compartimento interno então aqui é uma representação esquemática do que nós teríamos dessa desse compartimento selado Import transversal nós veríamos por exemplo aqui as cabeças polares voltada para água tanto no meio externo como no meio interno enquanto as caudas hidrofóbicas interagindo entre si e assim que a gente tem a composição da bicamada lipídica nas nossas biomembranas que formam tanto as células como as organelas aqui é o lado nós temos a mesma estrutura ao microscópio eletrônico de transmissão agora então nós vamos ver o seguinte os lipídios mais abundantes e aqueles que formam
as membranas celulares são os chamados fosfolipídios e esses fósforo lipídios eles possuem uma cabeça polar e duas caudas apolares então Aqui nós temos um exemplo de um fósfolipídio que é a fosfatidil colina e que possuem então em uma representação esquemática uma cabeça polar e duas caudas apolares aqui é a mesma molécula em sua fórmula química ao lado a mesma molécula em um modelo de preenchimento espacial e por fim a mesma molécula numa representação por símbolo os fósforo lipídios então eles são formados por uma cabeça polar aqui representada à direita onde nós temos um álcool que
pode ser uma Colina uma etanolamina um inusito nós temos um grupo fosfato e um glicerol que é um trialcool as Caldas apolares elas são compostas por cadeias de hidrocarbonetos dos ácidos graxos contendo de 16 a 18 carbonos sendo que uma das caudas ela é saturada ou seja possui apenas ligações simples enquanto a outra cauda ela é insaturada ou seja ela possui uma ou mais ligações duplas em particular essa essas insaturações que contém em uma das caudas do fossa lipídio ela vai ser bastante importante porque ela vai fazer com que Dois fosfolipídios Vizinhos contenham possam ter
uma certa distância entre si e isso é bastante importante para uma propriedade das biomembranas que é a fluidez de membrana portanto uma pequena flexão da cauda a gente tem uma pequena reflexão da cauda e isso influencia na aproximação e na movimentação de fossa lipídios vizinhos e portanto na fluidez da membrana é ainda a bicamada lipídica com relação então a composição química nós temos na nomeclatura dos fósforo lipídios ela é dada de acordo com o tipo de álcool presente na cabeça polar então se nós tivermos aqui o álcool ele está representado em vermelho se nós tivermos
uma etanolamina esse fosfolipídio ele vai ter o nome de fosfatidil etanolamina se o álcool for uma serina nós teremos uma fosfatidil Celina se o álcool for uma Colina nós teremos uma fosfatidil Colina todos estes esses três eles são fosfoglicerídeos porque eles possuem um glicerol em sua composição já esse quarto fosfolipídio aqui representado ele também possui como o álcool da cabeça polar uma é uma etanolamina uma desculpa uma Colina no entanto o grupo fosfato ele está ligado a outro radical que vai ser a esfingozina desta forma o nome desse fósfolipídeo será esfingo mielina e ele é
um tipo de fosfolipídio classificado como esfingolipídio outra coisa que eu gostaria de chamar atenção é que em todos na maioria dos álcools que a gente colocou a gente vê que ele tem uma carga positiva e essa carga positiva ela se anula com a carga negativa do grupo fosfato fazendo com que o fósforo o fosfolipídio em questão tem uma carga neutra isso nesse fósfolipídeo nesse terceiro e nesse quarto a exceção é a fosfatidil Celina onde nós temos aqui a anulação da carga positiva com a carga negativa mas esse álcool possui mais uma carga negativa então a
fosfatidil Celina ela é um fosfolipídio que é carregado negativamente com relação ainda composição química nós temos na bicamada lipídica uma distribuição assimétrica dos fósfolipídeos na bicamada lipídica então na face externa da membrana nós temos os a fosfatídicolina que é essa da cabeça vermelha e a esfingomielina que é essa da cabeça marrom já na face interna da membrana nós temos principalmente a fosfatidil etanolamina que é essa da cabeça amarela e a fosfatidil Celina principalmente que é essa da cabeça verde vejam que tanto a fosfatidil colina como a esfingomilina elas podem aparecer na face interna da membrana
mas o contrário o da cabeça amarela e o da cabeça verde na face externa isso não ocorre somente em caso lesão somente se houver então alguma coisa errada como por exemplo a translocação da desculpa fosfatidilcerina para a face externa da membrana ela serve como um sinalizador de morte celular da mesma forma os carboidratos aqui voltados aqui ligados à cabeça polar eles também acontecem somente na face externa da membrana um outro aspecto bastante importante da bicamada lipídica é a propriedade de fluidez de membrana então a fluidez de membrana ela é definida como a capacidade de movimentação
dos diferentes componentes na bicamada lipídica e essa propriedade ela é bastante importante porque ela vai permitir a difusão e interação de proteínas ela vai permitir a fusão e a separação das membranas por exemplo durante a divisão celular ela vai permitir a distribuição de moléculas após essa divisão e também facilita a difusão e o transporte de solutos através da membrana então Aqui nós temos um exemplo uma animação da fluidez da membrana então mostrando a capacidade de movimentação dos fosfolipídeos da bicamada lipídica e consequentemente de suas proteínas que estão inseridas na bicamada aqui ao lado nós temos
outra imagem onde a gente tem uma proteína da membrana interna da mitocôndria e que essa fluidez de membrana Ela Vai facilitar o funcionamento dessa proteína agora a gente vai ver então outra propriedade que é a fluidez de membrana em seus detalhes O que que significa essa mobilidade das moléculas de fosfolipídio na bicamada lipídica quais são os tipos de movimento que a gente tem então os fósforo lipídios eles podem fazer flexão da cauda hidrofóbica ele pode fazer uma rotação em torno do próprio eixo ou então difusão lateral como nós vemos no slide anterior Além disso ele
pode fazer também embora seja esse movimento seja mais raro que será translocação de fossa lipídio de uma Face para outra essa translocação recebe o nome de Felipe top Então quais são os fatores que vão influenciar nessa fluidez da membrana então nessa capacidade de movimentação dos fósfolipídios de membrana será a presença de insaturações na cauda hidrofóbica Então como a gente já viu ó Aqui nós temos um lipídio com uma cabeça polar e uma cauda Apolar Quando essas caudas apolares elas são retinhas ou seja só contém ligações simples esses fósfolipídios eles ficam muito juntos um ao outro
já quando há insaturações a gente vai ter então um espaço uma separação entre eles e essa distância entre fosfolipídios vizinhos ela favorece a movimentação dos fósforo lipídios e portanto aumenta a fluidez na membrana Outro fator bastante importante é a temperatura então a baixa temperatura a bicamada lipídica ela se comporta como se fosse um gel ou seja os fósforo lipídios eles ficam estendidos e alinhados como a gente viu aqui sócio-lipses estendidos e alinhados a movimentação por conta disso ela é restrita tornando a membrana mais rígida compacta e impermeável já a alta temperatura a membrana ela vai
estar no estado líquido cristalino que que isso Qual que é o impacto disso e a alta temperatura elas possam lipídios eles vão estar intensa movimentação e isso vai promover uma maior fluidez e permeabilidade na membrana só que isso pode não ser bom porque a membrana ela pode estar tão permeável que componentes que não deveriam entrar no interior no interior da célula passam a entrar então dessa forma a gente tem também como um fator que influencia a fluidez da membrana e que é altamente importante na regulação dessa fluidez nós temos o colesterol o colesterol ele é
normalmente incorporado bicamada lipídica e aqui a gente tem a fórmula química do colesterol e aqui ao lado uma representação esquemática desse colesterol onde nós temos onde ele é formado por um grupamento aqui uma cabeça polar ele possui uma estrutura rígida formando um anel esteroide e uma cauda apolar E essas E esses E esse colesterol ele vai se dispor ao longo da bicamada lipídica da seguinte forma ele se intercala a fosfolipídios vizinhos então com a cabeça polar da molécula de colesterol interagindo com a cabeça polar do fósfolipídio e esse essa região essa estrutura rígida ela também
se relaciona com a porção inicial da cadeia hidrofóbica nos dois então fazem intercalando então dois fósforo lipídios vizinhos e isso é bastante importante porque ele vai promover então uma regulação daquela fluidez de membrana em várias faixas de temperatura porque a gente não pode ficar assim as membranas não podem ficar tão suscetíveis abaixa a temperatura fica tudo muito rígido a fluidez ela fica muito diminuída em compensação em alta temperatura tudo passa através da membrana então ele serve como um regulador da seguinte forma a baixa temperatura o colesterol ele vai aumentar a fluidez então abaixa a temperatura
o que que nós teríamos uma baixa fluidez o que é que ele vai fazer ele vai intercalar entre fosfolipídios vizinhos portanto aumentando o espaço entre esses esforço lipídios fazendo com que haja então um aumento da fluidez já a alta temperatura ele vai diminuir ele vai diminuir a fluidez porque porque ele vai ele vai interagir com o fósfolipídios vizinhos então não permitindo a livre movimentação desses lipídios enquanto em alta temperatura que ele se movimentam demais agora então nós vamos ver um outro componente da membrana que são as proteínas as proteínas elas são as principais responsáveis pelo
caráter funcional da membrana e elas podem ser de várias quantidades e de tipos variáveis e estão associadas aos lipídios por diversas formas então Aqui nós temos nesse slide as formas de associação das proteínas A bicamada lipídica então nós temos proteínas transmembrana também chamadas proteínas integrais ou proteínas intrínsecas e que são aquelas que são inseridas aqui tem uma bicamada lipídica tá que ela não está aparecendo então nós temos as proteínas transmembrana elas estão inseridas totalmente na bicamada lipídica e é o que acontece por exemplo no exemplo um dois e três quando essa proteína ela passa apenas
uma vez através da bicamada lipídica ela é chamada de uma proteína Uno se ela passa várias vezes através da bicamada lipídica ela é chamada de proteína transmembrana multipaço que é o exemplo que a gente tem em dois e três Dependendo da forma como essa proteína passa através da bicamada lipídica ela também pode ser diferente veja se ela passa se de forma helicoidal essa forma é chamada de alfaélice que é o que a gente tem em um e dois já se ela passa desta forma pregueada esse formato ele é chamado de folha aberta a outra a
outra classe de proteínas que a gente tem associadas as membranas são as chamadas proteínas periféricas que estão associadas a uma ou outra Face da membrana da bicamada lipídica Então a gente tem aqui no exemplo 4 são proteínas inseridas na face interna da membrana a gente tem aqui no exemplo 5 proteínas que são ligadas a face interna através de um pequeno lipídio que é esse grupo premila nós temos proteínas que são ligadas à face externa da membrana aqui no exemplo através de uma Âncora de GPI sendo que GPI é glicosil fosfatidil e luzitol glicose é um
radical de açúcar e aqui o fosfatidiano que vai ser um lipídio de ancoragem na membrana e nós temos também aquelas proteínas que estão associadas a membrana via proteínas integrais Então veja voltadas para a face interna mas ligada diretamente a uma proteína integral ou então associada a face externa via uma proteína integral aí assim as proteínas transmembrana são as proteínas que vão formar os canais iônicos as proteínas transportadoras e os diversos receptores que podem ser encontrados na membrana da célula enquanto que as proteínas periféricas Elas têm sua função relacionada a face em que se encontram então
agora a gente vai falar um pouco sobre a permeabilidade da membrana e nós vimos o seguinte através da bicamada lipídica a gente só consegue que substâncias moléculas hidrofóbicas e apolares consigam passar pelo fato delas serem apolares então pequenas moléculas apolares uma pequenas moléculas polares neutras assim como moléculas médias apolares por elas terem esse caráter hidrofóbico elas conseguem então passar livremente através da bicamada lipídica é o caso por exemplo do oxigênio do CO2 e de hormônios esteróides por exemplo já outras outros componentes como por exemplo a água a ureia o glicerol a glicose e os íons
eles vão precisar de proteínas especiais para conseguir passar pela bicamada lipídica passar pela membrana então Aqui nós temos que proteínas especiais são essas são os canais iônicos os carreadores e as bombas então quanto menor a molécula e mais hidrofóbica ou seja Apolar mais fácil ela se difunde através da bicamada lipídica então Aqui nós temos exemplos dessas proteínas aqui no primeiro exemplo nós temos a difusão simples que é aquela que ocorre livremente através da bicamada lipídica somente substâncias hidrofóbicas e pequenas como nós vimos anteriormente já as demais elas vão precisar de proteínas que auxiliam esse transporte
então podem ser os tipos de transporte eles podem ser difusão através de canais proteicos Então mediado por um canal Então essas são as chamadas proteínas canais elas formam poros hidrofílicos que quando esses poros estão abertos eles permitem que o solutos cruzem a membrana através de um transporte passivo e é isso que acontece com alguns rios e moléculas já a difusão usou a outra classe de proteínas que a gente tem são as proteínas carreadoras essas proteínas carreadoras nós temos como exemplo a difusão facilitada aqui onde um composto está sendo passado de um lado para outro na
membrana da face externa para Face interna a favor de um gradiente de concentração e que essas essas proteínas elas vão sofrer mudanças conformacionar conformacionais durante a passagem do soluto através da membrana esse transporte ele pode ser passivo ou ativo quando ele precisa de energia Para que ocorra Isso é o que acontece por exemplo com alguns açúcares aminoácidos e alguns íons o outro tipo então é o transporte ativo é aquele contra um gradiente de concentração que é então necessária a energia para que se transporte aconteça mais uma vez ó Em ambos ocorre mudança conformacional nessa proteína
durante a passagem desse componente dessa molécula agora então nós vamos ver alguns exemplos de cada um de cada uma desses transportes que a gente viu até agora difusão simples veja só a difusão simples é aquela que ocorre então pequenas moléculas hidrofóbicas que elas conseguem passar diretamente através da bicamada lipídica e não necessitam de passar através das proteínas já por exemplo a difusão através de canais proteicos ela ocorre ela é mediada por canal a favor de um gradiente de concentração é o que a gente tem por exemplo nos canais de sódio e canais de potássio Então
a gente tem aqui o sódio em maior concentração no meio extracelular e ele vai passar através desses canais para chegar então até o meio intracelular já o potássio ele vai também do Meio mais concentrado para o no meio menos concentrado através desses canais iônicos então e esse transporte é chamado de difusão por canais proteicos sem gasto de energia já aqui nós temos o exemplo da difusão facilitada que é aquela que ocorre onde ocorre mudança conformacional na proteína durante a passagem do soluto que é o que a gente tem aqui onde essa molécula para que ela
passe através desse para aquela chegue ao meio intracelular ela vai promover uma mudança conformacional na proteína até chegar o meio interno sem gasto de energia esse é o exemplo que a gente tem dos transportadores de glicose os transportadores glúten que vocês vão ver mais para frente e Aqui nós temos um exemplo de transporte ativo então também através de proteínas carreadoras mas agora onde é necessária energia Para que ocorra então nós temos olha fora da célula nós temos o potássio o potássio entra na célula enquanto que o sódio sai da célula só que isso só vai
acontecer quando se liga a uma molécula de ATP então é um transporte com gasto de energia e é o que ocorre por exemplo nas bombas de sódio potássio e bomba de cálcio Então essas proteínas carreadoras com relação ao tipo de transporte a de onde que esse soluto vai de um lado para o outro a gente pode ter um transporte do tipo uniporte nesse primeiro exemplo onde uma molécula transportada é transportada unidirecionalmente através da membrana a gente tem também o chamado transporte se importe que é aquele onde duas moléculas são transportadas simultaneamente numa mesma direção e
por fim nós temos o transporte antiporte que é onde a gente tem também duas moléculas transportadas simultaneamente só que em direções Opostas muitos dos tipos celulares eles são capazes de segregar proteínas e lipídios em regiões específicas da membrana é o que acontece por exemplo nos neurônios então aqui a gente tem uma representação esquemática de do corpo celular de um neurônio ou de ele está recebendo vários terminais sináticos vindos de outros neurônios então nessa região do corpo celular e dos dendritos a gente tem tipos um tipo de canal que são esses canais controlados por voltagem Então
são canais iônicos aonde o que que ele depende então de voltagem de um ligante extra celular desculpa no caso neurotransmissor para que haja a abertura Desse Canal veja abre liga o neurotransmissor e abre o canal já por exemplo no axônio na região dos nodos de hanvier nós temos os canais que são controlados por voltagem Então já não são canais ligados que são controlados por neurotransmissor e sim canais controlados por voltagem que é o que a gente tem aqui os canais de sódio e potássio existente então nos modos de cavier são aqueles canais que nós vimos
anteriormente canal de sódio e canal de potássio então quando a gente tem um potencial de ação passando através de um axônio numa fibra mielínica nós temos aqui a passagem do potencial de ação ela vai promover a abertura desses canais iônicos somente no local aonde a gente não tem a bainha de menina porque ela serve como isolante elétrico enquanto que na região nas fibras a mielínicas que não possuem a bainha de mielina essa abertura e fechamento de canais ela vai ocorrer ao longo de toda a membrana plasmática do axônio uma vez disparado esse potencial de ação
então agora a gente vai ver o terceiro componente da membrana que são os carboidratos os carboidratos eles representam até 10% da composição química da membrana e eles correspondem aqui em azul as porções glicídicas ligadas à proteínas formando Então as glicoproteínas ou então as porções glicídicas ligadas aos lipídios aos lipídios de membrana formando Então os glicolipídeos em conjunto essas porções glicídicas tanto das glicoproteínas como dos glicolipídeos eles formam o chamado glicocálice então Aqui nós temos uma imagem obtida ao microscópio eletrônico de transmissão de da superfície de um linfócito então aqui é o núcleo do linfócito o
citoplasma do linfócito e aqui está a membrana plasmática onde nós temos uma grande quantidade de carboidratos ligados a essas proteínas lipídios que é tudo que a gente vê aqui em preto em preto então nós temos a porção glicídica dessas glicoproteínas e glicolipídeos que formam Portanto o glicocálice o glicocálice é aquele que vai fazer também só como exemplo a diferenciação entre os grupos sanguíneos do sistema ABO então o Sangue do Tipo a as hemácias elas vão conter um tipo de carboidrato de superfície que é diferente do grupo B que é já o grupo AB ele vai
ter os dois carboidratos tanto aquele que tem no grupo A como aquele no grupo B enquanto o grupo o ele não vai ter nenhum dos dois representantes e quais são as funções do glicocálice o glicocálise ele tem como função o reconhecimento molecular permitindo então que as células comuniquem-se umas com as outras Além disso veja ele serve como receptor essa porção glicídica receptores de hormônios de toxinas de vírus de bactérias e também de outras células como falar anteriormente e por fim no último tópico nós vamos ver os lipidrafts os lipidrafts eles são também chamados de Balsas
ou jangadas lipídicas que nada mais são do que microdomínios da membrana que são ricos em esfingolipídeos e colesterol eles são estruturas temporárias onde as caudas apolares dos fósfolipídeos elas são mais longas e retas fazendo então com que aumente a espessura da membrana nesse local e essas essas balsas lipídicas elas acomodam certas proteínas de membrana então aqui nessa representação esquemática o domínio da balsa lipídica e aqui em amarelo também essas balsas ou jangadas lipídicas e a importância dessas estruturas é que elas formam verdadeiras plataformas de sinalização intracelular então elas elas funcionam como antenas para diversos estímulos
externos desencadeando então o sinal Extra o sinal intracelular devido então a concentração de determinadas proteínas e receptores nesses locais então Aqui nós temos uma imagem onde uma animação onde a gente tem a fluidez da membrana e é isso daqui ó é a balsa lipídica ou lip diet na imagem abaixo nós temos que essa região da membrana que forma os lipidratos eles têm devido a presença de grande quantidade de moléculas de colesterol eles vão ter uma composição uma estrutura mais rígida do que os demais do que as demais regiões da bicamada lipídica tá então ela serve
como como antenas para recepção de sinais então resumindo a aula de hoje nós temos que as membranas celulares elas são formadas basicamente por uma bicamada de fosfolipídios anfipáticos Associados à proteínas integrais e periféricas além de uma pequena quantidade de carboidratos na forma de glicoproteínas e glicolipídios a membrana constitui uma estrutura fluida e dinâmica que permite a movimentação de seus componentes a fluidez da membrana ela é fundamental a realização dos processos biológicos e está relacionada ao grau de insaturação das caudas apolares dos fosfolipídeos a temperatura e a quantidade de moléculas de colesterol interpostas aos lipídios a
bicamada lipídica ela permite a livre difusão de moléculas apolares mas é essencialmente impermeável a íons e compostos polares os quais são transportados através da membrana via proteínas canais e carreadores com ou sem gasto de energia e por fim as proteínas de membrana elas também participam como receptores de sinal e estão envolvidas em processos de sinalização celular reconhecimento celular e molecular além de estabilização estrutural sendo portanto responsáveis pelo caráter funcional das membranas nesse slide nós temos as referências que foram utilizadas para montagem desta aula e obrigada [Música]