loucura Eis um dos temas também mais fundamentais da filosofia fulcool que vem de uma família de médicos e ele próprio tem uma formação na área da Psicologia reflete bastante sobre a loucura tanto de um ponto de vista histórico psicológico quanto também de um ponto de vista filosófico Apesar dele não se auto definir exatamente como um filósofo bem que seria loucura o que o focou tenta mostrar na sua história da loucura é que a loucura não é um dado biológico exatamente não é um dado da natureza exatamente a loucura seria mais um fato de Cultura se
cada época tem uma visão do que é o homem normal e do que é o homem louco a ação dos médicos sobre os doentes sobre esses que eles denominam loucos Claro que tem a ver com seu conhecimento mas tem a ver também muito com o seu contexto cultural porque olha se eu vou trazer um homem de volta ao normal isso depende do que eu na minha época entendo por normal e o foco mostra que cada época tem uma visão das coisas por exemplo nos tempos medievais muitas das pessoas que hoje nós chamaremos de loucas se
tivessem entre nós hoje medita talvez daremos remédios para eles essas pessoas eram líderes eram líderes messiânicos que comandavam Multidões os que nós chamaremos hoje de loucos nos tempos medievais muitas vezes vagavam pela rua na Rússia até o século XIX muitos do que hoje nós chamaremos de loucos eram vistos como pessoas que tinham saber Esotérico saber diferente do nosso bom a diferenciação entre homem racional e homem louco começa a ganhar forma do renascimento mas ainda no Renascimento não há uma visão da loucura como algo que Deva ser exatamente excluído Se você vê a gravura de Bosch
Jerônimo Bosch o navio dos tolos você percebe que a loucura não é exatamente uma uma coisa ruim a loucura é uma das formas da razão e na verdade se você vê essa obra e ler outras obras do renascimento como é obra de Erasmo de Rotterdam você percebe que no Renascimento uma visão de que podemos aprender com a loucura de que todos nós temos um pouco de louco é como se no renascimento a loucura fosse um espelho da sociedade de alguma maneira Bom a partir do século 17 na era cartesiana começa a mudar começa a se
haver o louco como aquele que está errado começa a se a ver começa a se a acreditar que existe um homem que tem a razão e a razão nos leva ao correto a razão nos leva ao certo e louco é aquele que não tem direito a verdade cria-se a ideia de que o louco não tem direito a verdade e que apenas a razão tem direito a verdade isso lá para o século 17 não é à toa que nessa época os loucos começam a ser internados lembre-se que no século 2017 pessoas alcoólatras homossexuais também eram internadas
como loucas E aí quando chega o século XIX cria-se a ideia de que o louco é não um criminoso não alguém que está exatamente errado mas que o louco é um doente começa a se a dar o poder para a classe médica de definir o que é normal e de definir como trazer o louco para esta normalidade e de que o médico tem este poder de medicalizar o louco de definir o que é anormalidade e de trazer este louco para esta normalidade então perceba neste resumo que o que o coco Quer dizer é que cada
época tem uma visão de loucura e de que a nossa ação sobre o louco depende não só de nosso conhecimento mas também Depende muito da nossa cultura da nossa época eu quero que você pense sobre isso claro que muitos psicólogos e médicos leram foco incorporaram essas críticas eu quero sugerir para você dois filmes para você pensar essa questão Nise o coração da loucura com a grande Glória Pires e queria sugerir também a ilha do medo o Leonardo DiCaprio dois filmes que você encontra muito fácil para você refletir sobre essa questão e ver o que você
acha sobre essas ideias do Foucault ver o que você acha sobre a loucura