um óculos grande e um rosto sério esta é a primeira imagem de Márcio Souza porém este amazonense de 67 anos apresenta um conteúdo extraordinário que vai do cinema à literatura eu trabalhei para uma produtora de cinema de São Paulo a Cine durante um tempo escrevi muitos roteiros entre eles o primeiro filme do Héctor babenco o país do futebol eh como roteirista eh trabalhei profissionalmente Aprendi muita coisa eu queria fazer cinema inicialmente eh fiz um filme aqui em Manaus baseado no romance do Ferreira de Castro a selva um longa metragem com o elenco veio um ator
de Portugal para fazer o papel principal do personagem que era português e quando eu voltei para São Paulo para fazer trabalhar na montagem do filme pra terminação eu percebi que o meu negócio não Era exatamente fazer cinema mas escrever as histórias após uma curta carreira como cineasta Márcio Souza se dedicou a escrever livros alguns deles retratando a Amazônia e seus problemas fiz um primeiro romance chamado galvez imperador do Acre e publiquei esse romance primeiro aqui em Manaus uma pequena edição que se esgotou rapidamente e a seguir uma editora Nacional a editora da civilização brasileira esse
esse livro tá publicado em 25 países em mais de 30 línguas em todos os contin nentes ele aqui no Brasil já vendeu mais de 1 milhão de exemplares desde o lançamento em 1976 e a partir daí eu desenvolvi uma carreira como escritor principalmente já publiquei muitos livros eu tenho uma relação crítica né em relação à política que é aplicada aqui na Amazônia me esforcei muito para entender se Enigma que é a Amazônia né Eh uma das razões da minha volta para cá sempre é é essa busca que eu faço para compreensão da minha terra o
que é ser amazonense O que é ser um intelectual um escritor da Amazônia máo Souza é hoje uma das maiores mentes críticas da Amazônia um amazonense que dedicou sua vida à literatura ao cinema e ao teatro da região e que hoje tem orgulho de ser amazônida gosto muito de teatro que minha segunda idade eu acho que conjuga muito bem as duas coisas porque o escritor é necessariamente solitário é eu e o papel em branco mais ninguém já o teatro é um trabalho coletivo o teatro ele abrange muitas pessoas e ele não é a criação de
uma pessoa só nem do autor nem do diretor mas de todo mundo que trabalha ao mesmo tempo então isso contrabalança muito bem comigo eu passo de escrevendo E aí à noite eu venho para cá pro Teatro quando eu vim rodar o filme A Selva nos anos 70 o teatro pental do Sest tem 404 anos e eu sabia do teatro eu vim asstir algumas peças e me convidaram para dirigir um show chamado espin no coração com um grupo que existia na época um grupo de música liderado pelo poeta audío fueiro chamava o grupo ag gente existe
um CD gravado nesse grupo eh pela Secretaria de Cultura então eu fiz esse uma mescla de poesia e fiquei música né fiquei fascinado com o trabalho e resolvi voltar para Manaus e e desenvolver o trabalho com o grupo A convite do próprio do próprio grupo eu trabalhei de 703 a 82 84 não 82 quando eu vou Voltei pro sul novamente Fui Morar no Rio de Janeiro morei 20 anos no Rio de Janeiro e nesses 20 anos eu fui diretor da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e presidente da funar nesse período que eu vivi no
Rio de Janeiro exatamente então eu voltei a morar aqui em Manaus a convite do presidente do SESC para voltar a dirigir aqui e faço uma Assessoria pra direção do SESC aqui escrevendo