Eu queria começar pedindo para você falar um pouco das suas origens e sua família e que você nasceu e vamos ver a escolaridade é antes da Universidade também bom então é eu nasci engordou né 1965 e uma família de origem japonesa né que é na região vitícola de Bordon e Infiel acessória É se bem o mundo na França é é Isabela voz eram agricultores que tipo cores e meu avô foi da polícia é assim a Políca civil militar e meu pai fez minha avó era professora de latim e francês e meu pai fez uma os
estudos o mais longo né superiores é ele era arquivista e paleógrafo e é minha mãe também é Era bibliothecary a Lei dizer estudaram.na e pode deixar lá em Paris e enfim voltaram para morar engordou né depois de casado é então assim eu nasci vamos dizer uns arquivos se nas bibliotecas né é minha avó era meus avós todos eles viam bastante né É E meus Pais então é já está bem já se sempre em volta de livros não é o que eu acho me assim me deu o gosto da Leitura mas ao mesmo tempo à vontade
de fazer outra coisa na vida de sair de sair de respirar um ato mas vamos ver mais escuro não é ser menos cheio de ácaros então assim espera um papéis velhos né assim minha mãe faleceu quando eu tinha 8 anos e tá assim só quer dizer eu fui criado pelo meu pai né com o meu irmão e meu pai era Uma pessoa bastante é e vamos ver exótica para o trabalho dele né que eu usar aqui visto Geralmente as pessoas muito sérias e muito curtidas né ele era militante de extrema-esquerda mas protesista e ele se
engajou então se logo depois do maio de 68 né ele estava envolvido dessa militância né O que também é assim o acompanhava Ele nessa nesse as militâncias mais festivo vamos dizer porque ele ia na nas ruas distribuir jornais panfletos chegou até A se candidatar né mas eu ia para as festas né as festas que é o partido dele era muito mulher não é que é e enviar 16 chineses ensinar mais um partir do é de extrema esquerda é que tinha a na cabeça a letra dinheiro né então também foram vacinadas pela militância né Eu nunca
quis me envolver nessa nessa atividade me filiar a um partido né mas assim eu nasci numa no ambiente vamos dizer revolucionário né é Unilab pelos pelos cantos pela entrar Nacional e todo mundo se eu chamava de nome é de alcunhas Neves de nomes que não não eram os nomes de verdade é de medo de ser perseguido né enfim então nasce e meu pai assim eu conto isso tudo para poder chegar e a dizer que eu tive uma infância aqui esse que foi numa como é que tá lá o a citei nesse teu Operário né então
é um conjunto que Habitacional que se fazia na França nos anos 50 e 60 para receber a sobretudo os trabalhadores Imigrantes Neve da África ou da África então assim eu comecei a minha vida escolar né nesta citei que era Cid do Amapá né é que era um projeto assim tinha muitas árvores mas tinha muitos prédios né e assim eu fiquei um pouquinho deslocada né porque meu pai tinha a trajetória mais um perfil mais Oi e o achei a meus camaradas companheiros de escola e tinha uma outra outras origens sociais e e e preocupações né Tá
e me sentir um Pouquinho fora sempre fora do lugar né mas assim eu não sei se assim a interessante frisar que é pelo menos na minha infância e na minha adolescência né o na França a gente tinha uma preocupação de necessidade social mas não misturar as origens sociais então é não vou dizer que eu era rica mas eu tinha outros outras referências é de vida né porque inclusive meu pai viajava bastante é eu tinha acessar a outras outras perspectivas do que os As regras né que muitos alguns deles foram presos nem tinha bastante é criminalizar
pequenos bobos né então assim eu fiquei meio conhecendo esse clieme clieme assim nesse meio né e vi que não era seu eu estava almejando para meu meu futuro né então é depois do colégio né Eu fui para um um colégio superior não sei como é que você ali seu né O seu é que estava mais perto do centro da cidade né E que aí tinha mais necessidade social que se a gente de Outros outras camadas sociais né e e assim eu acho que minha amizade os meus também um tempo é naquela época não é o
final dos anos 70 início dos anos 80 não é era um momento na França meio complicado porque se falava de crise de crise econômica e que o nossos futuros estavam bastante comprometidos né então assim é tinha essa a gente a gente foi criado escutando né desde estar dessa crise dessa dificuldade de se inserir na na vida na vida Profissional é e eu acho que na França ainda continua desse desse jeito né é um certo pessimismo em uma dificuldade de poder se projetar para uma se tem uma liberdade né de escolha e eu escolhi bom então
assim é nessa época gordo ou era uma cidade bastante em crise né É porque é toda a riqueza de bordo é historicamente era foi construído em cima do Comércio de vinho no chão são as cidades muito bonita mas na época ela é estava totalmente decadente se a gente Pode dizer assim é era uma cidade poluída muito sombria e sempre expectativas econômicas né então é rapidamente né É me interessei pelas coisas sociais né é i.a. e o meio né o meio que vivia era um meio bastante E aí Oi jovens é sempre a expectativa era logo
depois do tanque do movimento fácil né E tá assim e bloco do outro Evaldo nasceu bastante é grupos de rock né e inclusive que fizeram sucesso na e que Ainda continua fazendo sucesso então assim é eu escolhi Essa Via né de deixar deixar meus amigos era todos banhava todo mês tá nesse universo musical e o que me levou depois entrando na universidade a fazer uma primeira pesquisa sobre os barcos rock EA música é a música rock desses anos linhas dos anos 80 Não é esse e vai fazer o curso Jardim atropologia então é na verdade
quando eu comecei eu terminou bicheiro né é o que Corresponderá a gente a quantidade o início da da Universidade é na França tem para poder fazer um som com logia na época não sei como é que é hoje mas tinha que fazer 12 anos de sociologia então eu fiz um velho da Sociologia 2 anos que sociologia e é não interessei muito na sociologia Apesar de que tinha arrumar o meus colegas eram bastante ativos né porque organizaram eu participei também de se organização é dos 100 anos da do início da A sociologia do condições de sociologia
em bordo pelos locais né então a gente organizou uma exposição é organizarmos uma pequena pequeno publicação e mais assim já me interessar por que a gente na aula sociologia e aulas tem a psicologia e é interessante porque engordou a faculdade de antropologia associada a faculdade de medicina está na antiga Faculdade de Medicina que está no centro da cidade então é era muito mais agradável estudar no centro da Cidade com que Inclusive a gente tinha um contato muito mais próximo com os professores do que no campus universitário que tava longe da cidade que se instalam e
que era um modelo assim de carros americanos o curso Tec estudar valia na época no curso de aniversário tá bom ah ah engordou né a universidade essa foi uma o curso e meio estranho né porque é era um sérum um custo Marginal né não tinha noite tá muita bola né para Para usar antropólogos e estava o curso estava dividido entre áreas culturais né como ainda se Divida a antropologia na França Então é se fazia curso com algumas alguns professores de da África nem que dava aula sobre África Negra fotinha da Europa e você tinha que
escolher né É 17 fixar se chamava né Então as áreas culturais Então eu acho que na época ver eu escolhi a Europa e África Não é esse a Oceania não tinha ninguém para América E não sei como apareceu um professor que voltava da da Amazônia e que deu um curso você que me interessei pela pela matéria né sobre uma população indígena não me lembram ver qual né Mas é interessante também dizer que na época não era não tinha luz brasileiros não engordou mas tinha muitos latino-americanos né que era um refugiados né E tinha assim uma
vida cultural muito forte né e sobretudo música Bom e comecei sim e antes de entrar o nome da cidade na cor de sociologia eu me interessado também pelo espanhol né eu gostava muito a língua espanhola tem muita muita gente não é filhos de imigrantes espanhóis engordou então eu comecei a me interessar pelo espanhol e um português não é porque tinha alguns brasileiros e latino-americanos em volta do então comecei a fazer um corpo e Sociologia o curso de espanhol português né que ficou Muito complicado e enfim eu continuei a me interessar pelo pelo português ele pela
música brasileira né Ele tá assim o meu interesse para trabalhar com o Brasil começou pela pela música é porque na época tinha estava na moda se Gilberto Gil né em alguns músicos da época chegava Chico Buarque né chegar chegaram na França e eu comecei a me interessar né é pela pela música brasileira e é e aí eu continuar a aprender aprendencias com o Português na me interessar pelo em português e E aí na distância né então no terceiro ano eu fiz uma topologia e tive contato com alguns professores vendo que eu tava interessado em aconselhável
de não ficarem engordou para continuar os estudos não então é eu comecei a procurar a onde Poderia estudar e me recomendaram uma pessoa um professor que se tornou o meu diretor de teste que eu já de Belinha que ele mesmo é de banco dor Ele estudou se formou em Volta dor e foi ele que me acolheu né quando eu for para fazer meus estudos meu mestrado em Paris se não der né mas assim para dizer que eu fiquei muito interessante Porque como é meu pai era o historiador não ele participava de congressos e enfim inscrevia
bastante nas revistas nos escrever ali então eu comecei a as acompanhar ele nos congressos de história nem sobretudo é m o meu primeiro congresso senti foi organizado pelo comitê de da história do Tempo presente né E aí que apresentem meu primeiro trabalho foi em Lyon e foi sobre os barcos né e eu tinha o também o outro pequeno trabalho sobre os Camponeses então era da região do do meu pai onde nasceu meu pai tá assim essas duas dois primeiros trabalhos né É eu gosto muito de lembrar porque depois eu abandonei completamente esse os dias mas
poderia ter continuado a trabalhar né inclusive lá no mestrado estava pedindo e além do projeto de pesquisa é o Mestrado pedia o ensaio etnográfico sobre o outro assunto então o presente de também esse na verdade não era sobre o bar né não é mais sobre o bar mais sobre o ambiente é musical e fogo que é uma dança é ligada à a esse estilo musical daquela época né é que tinha bastante o grupo de rock naquela época em Nápoles E aí é no mestrado Você vai morar em Paris e no estado bom morar em Paris
e aí para Mim foi um Choque Cultural muito grande né acho que eu vou aí mais difícil me adaptar em Paris por que me adaptar no Brasil e e é assim porque eu tinha algo algumas referências dos meus avós eles moravam na metade dos avós paternos morava no estado do ano em Paris no inverno em Paris e no verão e voltava para Regiane guardou então é tinha muito tchau primo o senhor tias né então mas eu fui morar na se tem um lugar certo né na quer um Lugar onde tem várias casas dos países né
que E aí eu fui morar no na zona dos Estados Unidos né então estava com vontade de americanos né É E assim é o lugar privilegiado para estudar né É mas eu não gostei dessa nessa experiência porque uma fia a maneira né os modos de vida em parisienses estão muito solitários né Tem muito muito pouco e os poucos encontros né e eu estudava em um pé né então assim é era muito Transportes né e é uma vida que não me acostumei né a vida parisiense e sobretudo a esses projetos Neves Silvano então é bastante complicado
mas assim para mim foi uma uma experiência muito rica né Eu além de dos cursos na terra você tinha uma abertura a outros outros cursos os outros ensinos né e sobretudo na Itália objetivo né e me aproximei pela minha né minha vontade de fazer pesquisa sobre o Brasil né eu me aproximei da service e que é o Sapo parece conta que na época era combinado Impacto pela mas não morrer mais assim o que é interessante que quando cheguei pela primeira vez e não perna então subir recebido pelo já galinha é o que me perguntou o
que que você quer fazer aí eu falei primeira coisa que eu tinha na cabeça eu quero estudar sou os mitos da Amazônia era azul e as referências que eu tinha sobre sobre o Brasil não quase Aí ele me ligou falou me respondeu na forma de muito Interessante que tinha Levi's forcinha já feito alguns trabalhos sobre o assunto E aí eu dizia assim o seu li alguma coisa dele otani e disse Você tem duas soluções ou você faz é ultrapassa né Faz uma coisa melhor do que ele ou você é crítica ele ai eu vou mudar
de ideia eu vou pensar em alguma outra coisa ele me disse mais você não não tem interessar eu tinha lido porque eu como tinha feito essa algumas aulas de de português com a Brasileira eu tinha lido alguma me lembro do livro que é francês é essa terra é Nossa Manoel da Conceição era sobre as ligas camponesas né então assim falei não pode ser sobre o Nordeste pode ser sobre o nordeste do Brasil aí ele me disse a acne parou eu tenho um brasileiro aqui que é você pode ir conversar com ele e você pense tem
uma ideia de pesquisa aí eu fui falar com esse Brasileiro né é que o Roberto Araújo hoje excelente Professor na UFPA e ele me disse olha você conhece o Cordel aí eu falei quem não sou Lia de cordel poesia Popular que não ele nem falava português mas você falou não Então tá ótimo eu vou pesquisar sobre isso e comecei a me interessar sobre e sobre o Cordel né sobre assar a literatura lá de folhetos e na época é bolinha até ninguém estudava isso né não é o galinheiro porque galinha é trabalho de sobre o México
sobre populações Indígenas no norte do México sobre o virtual Ah e não tinha muitos então locutores tinha o Patrick magee que é é também trabalhar tinha trabalhar na no Brasil do século XIX e tem que ser como é que fizeram quais são exatamente sobre arquivado em que ele tinha feito algumas alguns trabalhos conheci o Brasil mas não tinha fora o Roberto Araújo e não tinha muita gente Tomou contornos então na literatura tinha mais gente né que Tinha interesse sobre o Brasil me lembro se unário carelli não é que é que era especialista dos Viajantes sentem
fiel eu fui conhecer brasileiros aulas em cursos tu tinha sobre o Brasil eu participei também tinha a assistir deuses do Norte Latina e que tinha muito muitos atividades né é palestras inclusive assim de brasileiros que vinha não tá isso tô falando com os anos 84 85 não tá se bem nesse período que para mim assim comecei a me Interessar pelo Brasil mas vendo né retrospectiva da mente né É que na época foi uma época muito importante mas se não me de conta né E então eu fiz meu primeiro trabalho sobre as figuras as personagens da
literatura de cordel né Sem tanto fazer uma leitura um pouquinho dorme dizer formalista Oi e aí como conversamos sobre tudo com o pé de submergir que me orientou mais assim fazer um fumar uma leitura né sobre essas personagens sendo históricos Do cordel E logo depois de ter terminado está esse mestrado não quer um ano era uma boneca eu decidi conhecer o Brasil porque não conhecia o Brasil e eu pensava que eu falava o material do cordel que você usou para o trabalho você conseguiu como o a gente tinha muito se a Fundos bastante brasileiro que
tinha feito trabalho na época né que tinha feito o mestrado e teses de doutorado sobre isso na STJ deu divertidam aqui aqui aqui é que tinha na Só um bando tinha um fungo 1l de foguetes e sobretudo me aproximei de nada Não cancele que era a viúva do Renault antelliq foi que constituiu que era professor nessa Urbano e que tinha acabado de falecer e o fundo é dele era um empate né então assim era no caminho é esse parisi guardou né quando voltava para abordou eu parar vi e almoçar tomar da missão pele e e
me deixava né era na casa dela me deixava eu pesquisar e eu acho que que Assim assim o maior porque eu pesquisei na época foi lá nós foi no pote mas o Brasil foi quando você tava comigo tá 88 Oi acho que pode durante as férias né Junior Julio né E aí é o E aí eu tinha um contato com a Maria eu botei né fui olhar que me recebeu e quando cheguei em Recife pela primeira vez e também tinha um contato com aí de elétron seca o dos Santos que hoje é drag usar é
professora é aposentou agora aí não quer mas na época era professora e na Paraíba em João Pessoa né tá assim minha não tinha terminado o mestrado EA viagem que você vem e até melhor mesmo é essa é a primeira viagem foi para Stacy e tia também contato com Andreia shake que era que o italiano que era estudante na reta em João Pessoa que eu tinha conhecido lá então você tinha algumas pessoas que conhecia mas eu vi sozinha né É realmente foi assim meio com uma imagem do Brasil é pela pelos folhetos de cordel então assim
eu pensava que Tinha poeta assim toda esquina né E aí cheguei Recife Recife 1988 terá uma cidade para quem vem assim da França e sobretudo de bordou nem é uma megacidade né com muita muita pobreza muita foi muito importante né mas assim eu fui recebido pela e sobretudo a nós somos né as dimensões da cidade né que mas não amei me pegou no aeroporto e me diz olha vê se tem 40 km de extensão eu quero voltar para casa não quero acha demais mas ela ela me levou para o linda Né quer um lugar mais
tranquilo bom e é para casa de uma Suíça nem que era casado com paraibano ainda recebeu muito generosamente e era a Cristina da Barra aqui é professora é não é fiel da geografia e assim foi a minha primeira experiência né de meu primeiro contato e eu sem entender muito bem na verdade não entendia nada o que que tava acontecendo no Brasil né tinham muita achava muito exótico muito bacana né mas não entendia nada eu pensava que eu falava português Né É mas eu entendi de uma forma meio de toxina né É E e assim por
exemplo assim que tô falando que são coisas assim parece um outro mundo né mas assim tinha eu tinha que trocar a de Dólares né porque vinha pelo como dólares e aí o Vitor é o marido da da Cristina me levou para trocar esses dólares e aí a gente entrou numa loja de sapato viu porque a gente tá fazendo uma loja de sapato aqui no fundo funcionavam um banco de dólar paralelo né então Assim é para mim ficou uma coisa assim muito bastante assustador porque não tava entendendo o que que tava acontecendo né E realmente eu
fiquei assustado falei não eu vou eu vou para Paraíba eu vou para casa de André elicia que era casado e o disse me disse assim olha se você quiser porque eu queria conhecer o sertão Na verdade o que eu tinha essa imagem né do Brasil e pelo Sertão pelos folhetos né Aí eu queria conhecer a minha meu propósito Era conhecer o sertão ele Episódio se você quiser conhecer o sertão minha família de Patos você pode ir lá só me dizer o dia então Passei um tempo lá em João Pessoa ou e decidir para Patos porque
eu tinha ansiosa esse contato lá e aí eu cheguei lá sozinha na festa do Padroeiro né E também foi outro outro susto porque é cheguei lá o padre estava agradecendo ele tava tinha um ir não né mas não sabia o que era então tava agradecendo o seu fulana por ter dado Pacote de feijão é envia E aí me levaram para dançar forró é no mercado público com o Aleijadinho de Pombal o e de fato sanfoneiro sem perna e que estava no mercado público em cima de uma mesa tocar sanfona né Então assim Então esse as
imagens do primeiros né E também que era uma época que tinha muita mulher mais sexy seca né muito grandes e aí todo mundo achava estranho porque não quer que o vinha fazer né É no interior da Paraíba né então assim foi foram Minhas primeiras impressões aí o de Patos eu fui para Juazeiro do Norte né Eu queria conhecer o sertão né Então para mim era assim a referência a traseiro do Now e também era amar o impacto muito grande que eu tinha muita miséria né muita aquelas ordens nem de penitentes Oi gente né com este
misticismo muito forte e de lá fui para Fortaleza aonde encontrei com o diatahy Menezes que eram especialistas da literatura de folhas da Sociologia e que vai receber no shopping center Então as minhas referências foram muito complicados né É porque esse Brasil profundo até uma modernidade é Nascente nem dançar nessa nessa época e ele me falou que tudo tinha sido escrito sobre o Cordel então assim fica meio desesperada porque estava a procura de um Marco um objeto de pesquisa né Queria fazer um doutorado E aí eles não e foi tudo foi escrito então é melhor você
procurar outra coisa então fica Meio desesperada né E tinha conhecido amigos nem em Paris a conhecia as pessoas de Natal fiquem Natal e ali eu fiquei encantado porque realmente era é um lugar muito bonito hein ainda naquela época bastante preservadas né e conheci a região aí de Sales pequenas viagens que eu fiz com esses amigos né Eu fui para uma praia zumbi 11 e conheci um que começou a me contar a decorar né um folheto de cordel e isso me chamou a atenção e assim não perguntei como é É uma pessoa analfabeta que é cega
e consegue ressuscitar o uma narrativa é tão assim é de uma forma preservada né E aí comecei a a pensar que isso poderia ter ser um início do interesse de pesquisa é justamente essa recepção dos folhetos nessa essa transmissão oral desses folhetos de cordel e não a produção Não é porque tinha muitas coisas de escrito sobre os poetas né sobre os sobre o administrações sobre o sistema de produção dos folhetos das Férias mas não tinha muita coisa sobre essa memória nessa memória da dessas histórias e aí comecei a me interessar sobre e essa versão oral
de uma literatura escrita né na literatura Popular então saídas relativas a pagamento de e entrei mais na questão do da hoda de idade e que que na verdade é uma o interesse que fica até hoje é nas minhas nas minhas preocupações né perguntar uma coisa quanto tempo durou essa viagem essa Primeira viagem ao Brasil eu acho que foi que foi dois meses foram dois meses né ao todo esse percurso né Diga aí se Paraíba Ceará e Rio Grande Do norte2 meses mas esse choque Inicial Depois de dois meses daqui superado José assim como é que
foi o teu balanço desta primeira visita o não é assim não não sei porque na verdade eu te amo eu tinha a visão muito poética do Brasil né ao chegar e eu também tivesse das experiências né é Muito dizer assim eu fiquei bastante desestabilizado porque não corresponde em nada ao que eu pensava que era o Brasil né é inclusive assim nas assim alguns nordestinos em Paris mas grande ó passe a maior parte das pessoas os brasileiros eram brasileiros do Sul Sudeste né e vim a estudar em Paris e aí é é interessante porque eu voltei
assim com uma imagem assim até hoje né eu posso dizer que é para mim o Brasil é Nordeste não é então assim quando eu Conhecer o sul no Brasil o o são Brasília é para mim não é Nossa não é Brasil né é o Brasil é Nordeste é a primeira imagem lá em que fica E também o lugar que escolhi para morar né mas assim quando eu voltei para a França Então se já tinha esse a ideia de um objeto de pesquisa que se desenhou né E aí assim também eu foi na época né das
eleições né na véspera das eleições Se não me engano né E aí nós não entendi essa essa tinha muitas coisas pintadas Nas páginas nos muros né e eu não tava entendendo né que época era essa né é que o Brasil saía da fatura e tinha quando está site apareceu Espoli E aí eu passei um pouquinho forte eu acho que não tinha condições entender e pode ser que se eu tivesse entendido melhor tem me interessado seria mais ficado documentando nessa esse período mas é Meus interesses eram outros eu vi é realmente é um Brasil pelos folhetos
de cordel e pelos poetas pela Religiosidade que eu vi João José do Norte Então se essa essa realmente era muito impactante porque é isso que eu digo muito para meus alunos né que é o outro país não é o Brasil de 2020 Brasil de o final dos anos 80 sobretudo no nordeste um sertão né mudou bastão Eu acho que isso que e a gente esquece a gente esquece como o salto foi grande né então é a voltar o que é que você acha que mudou assim Minas Gerais você deve segundo a Ah pois é eu
voltei para fazer bloco 30 anos depois né No próximo modo E assim a a visão é foi totalmente a é aonde tinha somente Pedrito Romero né Eu vi uma cidade na verdade eram são duas cidades nem coladas Juazeiro do Norte grandão a outra mas tem um aeroporto não é Petrolina não é um é uma é uma para a cidade é item Shopping Center tem três universidades é tão comércio que é bastante rico né então assim essa visão de uma no Brasil pobre É miserável né mudou totalmente né assim e então é lá pelo menos lá
em cima economia assim na época que eu fui né faz uns 3 4 anos uma economia assim é a todo vapor né então assim é isso o seu eu vejo que mudou bastante sa essa essa evolução né então econômica e social mas também a questão da das Universidades né da presença das Universidades no interior né do Nordeste das instituições de ensino como o Instituto Federal aqui é a vinte e podem Implementado né então assim é isso que muda mudou bastante mudou radicalmente o Brasil vamos dizer no século 20 de um país de terceiro mundo a
um país emergente né se a gente pode falar aí desse a emergência inclusive é interno político né e uma as pessoas Consciente e a um dos seus destinos que na época era só pessoas que estava sofrendo as consequências de uma situação de desigualdade né é da Bahia eu gosto Pronta se tornou o tema da memória da oralidade se interessou é tratado cordel né é seu time nesse sentido que já tinha estudado tudo você achou essa esse caminho nos anos 80 eu me lembro também foi muito forte no Brasil ele no mundo boa parte uma no
Brasil vamos ver se movimento de história oral EA valorização do oralidade história do Trance a história a contrapelo de baixo para cima né crescer os excluídos não lembro Muito de entrar mesmo cenário não só da história como disciplina deve ser vocês chegou aqui seria como é que fica Brasil hoje é assim e eu na verdade assim que eu tinha também fiquei com contato em logo depois determinar distâncias em licenciatura em Bordo e uma estrada Enfim enfim eu tinha tido um contato com o pessoal de Peluso símbolo Zinho alma tem uma unidade mais é importância de
estudos latino-americanos mas guardou não era Não era não tinha ninguém então fui ver ele todos que ia ficar duas horas de carro de bordô e inclusive publiquei um artigo assim uma parte da minha na Minha tese né da minha mestrado na revista está na velha que lá tinha inclusive o nome dele é vão levou que era Oi bom dia que trabalhava sobre o bater mala uma coisa assim né E aí eu e também em pulos tem um tinha o Daniel estava e é com a equipe dele que ele trabalharam na reta muito e em sintonia
com os Historiadores né sobretudo sobre a Literatura né importância da literatura e da memória oral também os primeiros estudos sobre memória oral é naquela região do do sul da França né então me aproximei também dessa Desse pessoal que que era da literatura Mas também da sociologia né Então tinha essas duas duas entradas e tanto que quando terminei é Minha tese né eu consegui publicar e isso pô em 94 eu publiquei a minha Testa e pelo CNA raiz de títulos né pelo pela agressivos em caminho né então é porque na verdade na reta é tinha os
historiadores né que trabalhava sobre história estava trabalhando sobre história oral né é o Daniel Sabe tem um trabalho sobre o bandido né Há uma lenda sobre uma bandidos mas na Idade Média Vamos trabalhar na a questão da idade média e imaginam ter não tinha ninguém que trabalhava sobre essas questões né tinha Muita gente que trabalha sobre África e sobre enfim sobre América Central mas sobre o Brasil só tinha o Patrick magee né então assim eu tinha que fazer a aulas né que tá dando bastante árduo né é ih e que na época era bastante ainda
os lugares não estava em pleno vapor né então assim discussões asas discussões sobre a terminologia do parentesco Enfim então assim eram discussões que não me interesse é muito eu eu me aproximei de uma outra Outras pessoas que tá estavam trabalhando sobre a França eu acho que é uma coisa assim pela minhas primeiras pesquisas sobre o rock francês né eu me interessei a companhia algumas aulas né e sobretudo no vizinho do meu dia ué diz ATP é que tava em Bolonha nem que estava aberto ainda Tá a companhia assim os primeiros contatos com e ele tá
em são populares né e conector nem tinha toda essa essa esse pessoal que estava trabalhando sobre a Antropologia e etnologia Urbana né que estava nascendo e que foi super interessante né assim eu na verdade não me não me achei muito então procurei bastante interlocutores né É porque a minha não interesse na verdade estava entre a antropologia EA Literatura e história né então assim Isso tá muito presente na minha na minha tese de doutorado né porque é são essas três dimensões que estão que tão importante né 94 né nesse 94 se você retornou ao Brasil Ah
sim aí depois de 88 e aí como gostei muito do Brasil e do Nordeste que dizendo Nordeste né Porque eu só conhecia é Recife Fortaleza e Natal né e alguma coisa não veio então decidir voltar para fazer a pesquisa de cão né E e aí eu conheci falar um pouquinho melhor português mais ou menos né nem tanto né se outra coisa te amo pessoas que trabalhavam sobre a cantoria né muita gente na literatura trabalhava Sobre cantoria e eu decidi não me arriscar porque não tava entendendo o suficiente português para poder acompanhar é inclusive peguei a
aulas teve aula de português do Nordeste né falta o que é e do Nordeste com alguns nordestinos e que me ajudará a entender os correntes persistência ternos que não tava entendendo né É E aí é até de na terça e doutorado eu vou ter é eu acho 1990 né e eu consegui voltar tenho muita muito Orgulho né Eu tive uma uma bolsa da Fundação Para o progresso do homem né que uma Fundação Suíça eu tiver tinha algum contato com uma pessoa lá e consegui uma bolsa que me ajudou a a passar um ano no Brasil
90/91 acho que fazendo Pesquise no Brasil aí eu vou ter o m990 E aí logo depois das eleições de: né Eu tenho um convite da Daniela Rocha pitta que era a professora da UFPE e também estava no na Fundação Joaquim Nabuco E aí é isso tudo também pelo pela Intermediário da União o Reiki e foi uma né migue ou nesses anos todos e quando cheguei a Daniela com Chap time e diz olha eu tô saindo tá conversando Joaquim Nabuco que na época tinha que escolher né eu escolhi o professor tem as duas 22 duas atuações
tem que escolher entre uma ou outra entrada decidiu ficar na universidade e eu fiquei na Fundação Joaquim Nabuco lendo mas eu queria ir votar é né n a tentativa era voltar fazer Pesquisa no sertão porque não tinha que eu tinha lido né não tinha muitas coisas feito sobre o sertão né até hoje assim tem mais gente né que trabalhou trabalho sobre o interior do nordeste mais em relação à a outros assuntos né que na época é durante muito tempo inclusive aqui na UFRN é que era importante era os movimentos sociais né o Marxismo era ainda
uma uma linha teórica muito trabalhado então assim é era outras questões né que não era não era bem da Poesia Popular não público não psicologia O que é muita gente trabalhando na literatura né É tinha aí delete Fonseca na Paraíba mas eu não queria ficar na Paraíba não queria eu queria fazer meu campo sozinha né então é fiquei na Fundação conseguiam assim o consegui uma uma uma viagem e Triunfo né que é uma cidade que a próxima de Serra Talhada né aonde eu tinha um Mantena eu acho que não sei o quê que acha que
hoje é um a Universidade rural de Pernambuco mas na época era não tinha ninguém né Eu me encontrei sozinha lá vou dar uma estação experimental de dia plantações me lembro que tinha só cebolas cebolas e e Oi e aí eu consegui o assim visitar um pouquinho mas não conseguia fazer o quê que não não ia conseguir fazer pesquisa assim era interessante porque eu consegui falar com pessoas vizinhas de Lampião né assim é isso que me despertou o interesse E aí pela bolsa que eu tinha Eu tinha contato com alguns padres né e sobretudo é então
será época da teologia da libertação né E aí no Rio Grande do Norte eu tive contato com dois padres né Hum que atuava no em João Câmara não é que é o uma cidade do Norte de do Rio Grande do Norte né É E aonde que me levaram para uma e o mal de indígena mas na época não se eram não eram indígenas eram sem-terra né É só depois que ele ele se arrepende cara um indígena e também eu achei muito Complicado fazer pesquisa lá eu consegui um contato com um padre o padre Pedro que
era um padre Holandês que morava em Campo Grande é quero no interior do Rio Grande do Norte é perto de Aço Mas quem conhece o Rio Grande do Norte É uma região bastante longo e assim que eu comecei a fazer pesquisa né indo para casa desse desse padrão que não recebeu muito gente mesmo e também a minha pro cimento e algumas pessoas da universidade e com E é deixá-lo que viajava tinha pouca gente na verdade que tava fazendo pesquisa de campo e teve ou mas eu conseguia conhecer ir para Carnaúba dos Dantas é que é
uma cidade é da região do Seridó e onde termina de fazer pesquisa então fiz pesquisa tanto em Carnaúba EA marca um local também de Romaria e no Seridó e também no Extra da região oeste e Campo Grande então passando né Essas memórias dos folhetos né perguntando às pessoas se elas tinha lembrança mas se Ela tinha a polícia e cordel e eu eu eu vi que tinha essa memória e muito viva né Essa essa capacidade de ressucitar as histórias e continuar falando contando histórias de uma forma Quase ininterrupta né que conseguiram né é contar o grande
no número grande de histórias e a outra vez dessa dessas histórias eu consegui perceber né que na verdade todas as suas histórias ela se se parecia né que tinha na verdade é uma matriz né é que organizava todas essas Narrativas e e que tinham uso oral do escrito não é o que achei bem interessante que na verdade o para mim né O livro é um objeto quase sagrado né mas para os Olá leitores analfabets dos dos folhetos o folheto é um suporte a história não é interessante pelo objeto do livro mas o que é interessante
é o que contém o folheto na histórico ontem e essa essa força nem da da tradição oral de transmitir Neve se reproduzir e também De transmitir os elementos centrais dessa dos valores e da cultura local e também dessa deixar transmissão dessa viagem de desse desses essas narrativas né é que é que se encontra né de uma forma é pelo menos que se encontrava muito e é muito mais fortemente naquela época né que tinha uso que as pessoas aprende a a a ler nos folhetos e que eram uma uma forma é importante de transmissão não de
Notícias né que na época tinha Muita gente que dizia que os folhetos eram as formas de acessar o povo né de sensibilizado e passarem fitinha a campanhas de vacinação que era escrito encolher e que eu vim né O que as pessoas se lembrarão e gostava de falar me contar era justamente essas essas histórias maravilhosas né disse que eram muito mais próxima dos Contos dos Contos maravilhosos do que é Zinho é uma poesia né pobre que se encontrava em alguns desses folhetos de propaganda Né Então é eu me aproximei né de algumas pessoas ia conseguir fazer
uma pequena ortografia através dessas dessas histórias né e disse as histórias que contavam muito mais sobre o mundo encantado não é mundo habitada por Monstros princesas é animais Sobrenaturais do que se Reis rainhas né porque é uma realidade não é a realidade que estava sendo vivida naquela época mais era uma interpretação dessa deixa a situação sociais e estações culturais Que e nesses folhetos né então é um pouquinho isso né análise vamos ver estrutural é muito selvagem né que o que eu fiz que realmente eu estava sendo inspirada né pelo pelas leituras que se fazia aí
na terra e a partir daí não é eu consegui descrever alguns elementos né da história é porque se encontra se encontrava os personagens históricos né de cangaceiros né O Santos não os beatos né que encontrava nesse nesse nesse as Histórias mas também elementos mitológicos se a gente pode dizer assim que estava presente nesses contos aqui é você foi Bom dia de uma forma É isso aí se repetia nós de uma forma é tão parecida né porque tinha uma matriz é uma matriz poética muito forte e que enfim tem essa essa peça essa força da oralidade
por trás né Então é eu quando terminei a o doutorado né conseguia rapidamente publicar é no essa lluvia es la de Parede de Plush leva o curso e comecei a ver o que que poderia fazer né mas se doutorado é na época e como hoje né era bastante complicada a ser professor pesquisador né logo depois da tese Oi e aí o decide voltar para o Brasil né 11 eu assim ainda fiz algumas tentativas né mas não tava muito interessado em ficar sobretudo em Paris né tem algumas eu dei algumas aulas e guardou e mas assim
o Brasil era muito mais interessante tenho mais coisas para Fazer né estava muito mais aberto porque você lembra Em que momento você decidiu que queria morar no Brasil erradicar no Brasil E ai foi e 94 logo quando terminei de defender né é eu não tinha muito muitos laços familiares na França e só tem uma irmã meu pai tinha aparecido Então tava meio solta né então é decidi para ser um ano ainda é e não não voltei logo para o Brasil né e no Brasil em Natal né Na época tinha eu Tinha procurado alguns professores sobretudo
da literatura é porque tinha pessoas interessadas nos meus trabalhos na literatura e quem falaram Olha quando você tiver um doutorado você volta aí o que eu fiz né voltei eu falei aí vocês eu estou com doutorados Espero que eu trabalho aqui aí ele disse é da hora é interessante é porque na época na verdade tinha muito pouco porque a gente com doutorado né nas universidades pelo menos Nordeste e aí eu consegui uma Bolsa do CNPQ Oi como vai ser que eu tô né Eu acho que esse agora não existe mais e eu fiquei ao mesmo
tempo na literatura e na sociologia e aí e assim que comecei a me aproximar é de alguns colegas e eu fiz uma pesquisa na piscina como fazer pesquisa no sertão eu decidi fazer uma pesquisa sobre Os migrantes da zona norte sei lá a região metropolitana de de natal e justamente para ver é isso a importância do das narrativas e dos Folhetos de cordel na vida dessas pessoas Então esse só pensa que sobre Os migrantes e depois em 96 eu passei o concurso né é da UFRN e em 96 meu nessa época me aproximei do pessoal
da um topologia P Natal tem uma história interessante e relação com logia né que teve um mestrado que foi criado nos anos 80 a 85 86 né e quilômetros depois disso põe nássaro Nasser e a vizinha Nazca que tem as criadas se doutorar esse mestrado e Tinha muitos professores né É a direção e logo depois desse mestrado para transformado e mestrado em sociologia antropologia ficou muito tempo nos pracistas e no final quiser mas os anos 90 É muita gente de jovens né colegas que que vão começar a entrar na cirurgia na época era um curso
de Ciências Sociais né que tinha conexão departamentos e sociais e tinham mestrado em Ciências Sociais E aí logo comecei a trabalhar no mestrado em Ciências Sociais que ele tinha um doutorado né os outros colegas tinha todos os mestrados não é mais assim para mim ir dar uma coisa assim meio complicado entender como é que é essa vida cadê Mica estava organizada por quê a minha de um modelo de um ano da cidade assim muito aberta né assim na França você entra no lugar sobretudo nesse essas humanos né você entra se tem muita gente na nas
aulas né teatros E aí depois você vai as pessoas vão Ferrari Ficando os anjos se especializando né É aqui ó eu sentia essa dificuldade em entender essa organização da vida acadêmica porque inclusive tinha muito chefe né pai chefe do departamento de pós-graduação aí eu procurava um chefe não tinham chefe vários certo né então assim é Ah mas então eu comecei a dar aula A Dalva na verdade na como tava com você botou comecei a dar aulas na pós-graduação meia dúzia de alunos que Eu acho que não entendia essa saída para Natal especificamente foi por acaso
surgiu a bolsa Eu queria ir para Natal eu não queria pra Natal porque eu conheci meu atual marido né nessas viagens e aí eu eu decidi morar em Natal né eu conheço ele ele ajudar e ele e de Natal quer dizer a família dele é de Mossoró nesta região oeste e é uma família aqui como muitos nordestinos migrou para o Rio de Janeiro e na verdade ele passou werma seu esposo Passo Cipriano Rio de Janeiro e voltaram né uso dos anos 90 é para Natal sabia de natal e também foi um choque para mim né
deixar essa experiência familiar familiar é porque uma verdadeira família nordestina né minha sogra vocês 12 filhos assim é uma irmã né é o meu irmão então é uma coisa assim um choque mais um grande né É muitas das mulheres das minhas cunhadas não trabalham no trabalhavam né então se el modelo a família bastante tradicional mas não Consegui me integrar muito bem Eu graças essa essa integração entende as relações locais né porque muitas das coisas que você consegue entender pelas relações de parentesco né com pela referência a uma família Então essa minha integração sei lá pela
minha família de adoção né facilitou muito a minha integração na e não liga a cidade mais sobre tudo na vida na vida cotidiana é não liga a cidade assim eu tive alguns problemas né porque eu estrangeira né numa cidade de Província eu eu tava vista como um perigo né porque eu cheguei com o doutorado né já tava jovem com publicações né E tá assim é começou inclusive nessa época uma nova política de da acadêmica além de produção de incentivo à docência enfim foi na época do Fernando Henrique né tinha muitos problemas né Muito pouco dinheiro
então é e foi também uma um shopping sobretudo na maneira de ensinar né É porque os Alunos e sua relação com os alunos né fica na França que a gente tem uma relação muito o distante com os professores e aqui essa relação mais próxima eu tive uma certa dificuldade nem me adaptar e sobretudo na pedagogia porque não tinha pedagogia nenhuma não é na França a gente não tem uma formação pedagógica e também tive que inventar professora planta o que vocês fazem francês pega a luz nossos problemas e aqui em alguma medida era vista como Um
perigo mas teremos no sentido de ser muito qualificada em relação à a média da população da produção dos colegas seus é porque na verdade muitos dos meus colegas da época essênios mestrado né não tinha se nós essa política de incentivo articulação que começou na verdade naquela época muitos deles começaram a fazer doutorado estava fazendo doutorado enquanto estava já com doutorado no rosto né então assim eu tinha via de uma trajetória acadêmica Bastante competitivo né porque não deram se não tinha bolsa né Então até tinha uma bolsa para todas todas as o grupo lembra então se
e a gente estava sendo incentivada a publicar né a publicar participar de eventos EA participar de grupos de discussões e e na carreira na época não tinha essa vida acadêmica aqui hoje tem graças a Deus né mas na época era um muito difícil tinha uma eu te aviso muito de uma de uma universidade de Elite é que irá transferir inclusive que é estranho né para o curso de Ciências Sociais mas assim tinha muito óculos era a cidade para muito fofo né é uma coisa que me chamou a atenção que me surpreendeu né que tinha uma
um corredor né me senti sociais e no leite uma porta que separava o curso o departamento de Ciências Sociais EA pós-graduação né uma coisa assim que é e os colegiados Como funcionava dentro mas apenas uma estrada funcionários numa sala de Reunião na CR 10 pessoas Então é muito pouco assim foi muito interessante muito mais instigante né eu me integrar fazer um projeto profissional aqui e Natal do que na França não é porque na França não tinha tantas coisas para fazer né a gente fez o constitui o logo assim eu tentei entrar em 96 e 99
98 99 a gente já estava começando a trabalhar a ideia de um departamento de antropologia O que foi é se liberaram na verdade por colegas e vinha daquela época né que o Socialgram tinha dado um golpe na no mestrado e Então tinha essa vontade de retomar esse projeto de uma área distingue da antropologia da sociologia e aí a gente me Engage nessa nessa nessa nesse projeto a gente tem algumas dificuldades porque o sociólogo não gostaram muito dessa Nossa saída né mas a gente se libertou e começou a constituir um projeto né é interessante de e
com mais liberdade e autonomia né nós temos concurso os concursos estão Chegando pessoas também de Fora novas não dá certo é todas as pessoas que quase todas afora uma colega essa eram mulheres né e mulheres que do Sul Sudeste ao norte da Paraíba na mais assim muita gente do sul e do Rio de Janeiro esse mas naquela época teve vários eu acho que ao frl em relação à polícia da Paraíba ela teve muito cedo essa preocupação de qualificação de da Universidade então procurar né docentes e como aqui não tinha não tinha uma Tradição de Formação
em antropologia então o que muita gente que procurou que veio de outras regiões né do Brasil Oi e aí é realmente comecei a investir na no ensino né que o uma coisa se bem desafiadora né Mas eu sempre continue fazendo pesquisa e aí naquela época nos anos 2000 sobretudo né que acho que é isso que me chama atenção eu tinha visto né na tese tinha uma que as pessoas tenham a visão muito estranha da História né da história Residencial né é por exemplo se não a senhora que me contou uma história de que os índios
seriam vindo de navio da Itália e tá isso me chamou atenção eu achei muito interessante então comecei a me interessar a trabalhar mais sobre e deixar essas representações da história né E como ele podia fazer muita pesquisa longe porque minha filha nasceu ela tinha um mês né quando eu fiz o concurso né então assim eu não podia Fazer viagens longas então fazia pesquisa na verdade próximo a Natal na no litoral tem muitas antigas aldeias indígenas missionárias e com uma história é muito rica no entanto totalmente desconhecida né e muitas histórias de caboclas de índio Mas
que que não dizia muito é com a realidade histórica está em sumir e chama atenção e também muito rapidamente né com os as celebrações nego e da descoberta do Brasil se falou muito Da da questão indígena né e me chamou a atenção porque no Rio Grande do Norte ninguém falava dele me presente existe nem eu quando você ver as pessoas no Rio Grande do Norte muita gente tem traços indígenas na na alimentação na toponímia né é muito foca então uma história muito interessante de resistência histórica indígena é do século 17 né que o sertão foi
um dos uma das regiões do Sertão do Rio Grande do Norte foi lados região aqui é que a colonização chegou mais Tarde né do que não conseguimos implantar tão tanto quanto nas outras regiões porque teve uma resistência O que foi chamado de guerra dos bárbaros né Essa Camargo existência muito muito longa né e presidentes de sítios arqueológicos né então nisso me chama atenção e tinha na época uma funcionária da Universidade que estava interessada né nessa questão indígena e foi na época da Campanha da Fraternidade que justamente o tema era a questão indígena Então a gente
se envolveu né nessa Campanha da Fraternidade e a gente viajou né com a assim os locais onde tinha nessas discussões E aí a gente começou a haver que tinha muitas vamos dizer Pessoas que diziam que eram os indígenas né E aí nessa época eu me aproximei também da Rosário Maria Rosário Carvalho né é da Universidade da Bahia te vejo fazer pesquisa sobre as questões de emergência étnica sobre a presença indígena né eu tinha contato Também com os historiadores locais né que tinha trabalhado sobre esses documentos e documentação dos Holandeses nem que deixaram foi tem um
a documentação muito ruim né inclusive assim os índios do é cálcio nós são índios do Rio Grande do Norte do Sertão do Rio Grande do Norte né então se e envolve alunos nessas nessas pesquisas tanto sobre pré-história indígena do Rio Grande do Norte e tal e a vamos dizer a memória dessa dessa História não é nesse as antigas aldeias indígenas é isso sobretudo através dos monumentos pelos monumentos eu vi a mesma coisa que eu tinha visto no Sertão e os monumentos eram habitados por Monstros o com animais né as baleias em baixo das igrejas né
nas Lagoas muitas muitas muitas narrativas Neide crianças que foram transformados em serpente é então o me interessava ainda nessa questão narrativa né narrativa partir da [Música] Das das histórias do passado Oi e aí eu continuei né a fazer pesquisa até que ele justamente essa questão indígena e étnica Começou a apegava dizer ai a gente pode dar um salto e se não tá sim 2004 2005 2005 a gente teve um uma o contato de um funcionário do do ica né que é veio conversar conosco um departamento de Antropologia que a gente já tava né libertos dos
sociólogos né É E a gente tava já com projetos e de Mestrado né E aí ele veio falar conosco Para saber eu tinha outros colegas que é Oi jovens né que trabalharam sobre a questão indígena ou sobre outros assuntos né que vieram e esse Flávio Santos veio falar conosco é para ver se a gente podia fazer relatórios antropológicos sobre Comunidades Quilombolas né É aí me interessei né porque um uma das Comunidades é que esse dá uma é que é uma uma Justamente na região é que eu estava estudando né Essas representações do passado e também
Interessantes né que é que tem um eu tinha colocado um aluno meu é para trabalhar sobre a presença uma das movimento que estava acontecendo na diversificação de de dois padres que Fórum na frisado né mortos pelos pelos índios então é da verdade para eles foram beatificados é procê Santos só faltava os milagres né então não deixe meu aluno Luiz Luiz Antônio de Oliveira eu pedi para ele vai lá que vai aparecer Milagres não é possível né É E os Milagres tem demorado muito né então ele trabalhou e sobre essas representações do passado né mas é
uma região do próximo destino a uma então eu conhecia um pouquinho essa história na história Colonial muito rica e eu tinha ouvido falar dessa comunidade quilombola né Oi e aí comecei a gente começou a trabalhar foi uma época muito interessante né que a gente trabalhou equipe né são bons quatro relatórios que foram elaborados um né é tinham Luiz Assunção foi no interior do Jatobá no sertão do Rio Grande do Norte tinha nessa Edmundo Pereira também foi no interior não é perto de Lagoa Nova é Francisca Miller foi e Capoeiras e é Carlos Guilherme do Valle
Oi sobre o uma comunidade que fica no norte do estado né então a gente trabalhou em equipe foi uma bastante interessante para mim e foi um marcador né nas minhas pesquisas Porque até então eu estava procurando sua poesia história é quantos Maravilhoso e monstros né E aí me deparei com uma outra realidade né que ela foi muito triste foi uma experiência muito de conflitos né de ficar aberto né é e entorna né de demanda de terra Então para mim foi uma uma experiência bastante né inclusive ele eu digo que eu consegui terminar o trabalho porque
já tinha alguns anos de um gás se dado pelas costas né então É como diz aqui o couro endurecido né então é a gente fez esses relatórios No outro ano teve Também o outro relatório é e leva de relatório que foi sobre robôs comunidade Boa Vista dos negros que é na região de fiz a pesquisa no doutorado então também me interessei porque era uma região que eu conhecia não tinha mais facilidade de contato Oi e aí a gente pode pensar rir é a partir daí foi uma as minhas pesquisas foram desobramentos dessas duas experiências né
de Comunidades Quilombolas né e que em cima uma é não Foi para frente né porque tinha muitos contos de interno e muita pressão inclusive externa né a seguir sibaúma é uma uma comunidade que fica a vizinha pipa e passe tem um interesse Muito grande né de empresários estrangeiros ET na época né hoje em dia tá ainda ainda tá mas tá menos chegou a crise de 2008 criou um pouquinho esses projetos de turismo o e continuar a trabalhar no sertão né Igual quer trabalhar no sertão com essa Comunidade quilombola é que aí o processo foi mais
para frente continuar assessorando um pouquinho eu estava todo esse processo e me envolvendo com mais questões políticas né e levando alunos muitos alunos também para para fazer pesquisa e tendo uma relação muito boa com algumas pessoas do grupo né é que é hoje em dia não a gente tem uma relação bastante convivial e sempre envolvendo alunos da comunidade né quando puder quando podia nas pesquisas põe na época Também que teve muito dinheiro na universidade né e o Proerd é um programa de extensão não é que tinha linhas de financiamento né é tão tu aí assim
aquilo estava trabalhando era ligada ao patrimônio né Eh e enfim também paralelamente a isso né por 11 anos bastante cheia Por que assumirá a direção do núcleo de chamar no chamar a casa não seu grande senso se justamente se interessou em com colegas de história e de literatura em valorizar As Produções locais né é que são pouco conhecidas né o constitui arquivos também a crise de jornais né o a trabalhar assim o nome de Camara cascudo é que é o nome é pouco é muito conhecido para fora do estado mais dentro da Universidade muito pouco
estudado né por várias razões mas é foi uma experiência muito interessante né e assim eu continua no núcleo né mas na época eu a gente foi contratado também pelo ipham né para fazer um inventário Das referências culturais do Seridó E aí tinha uma uma aluna né assim ó É bem interessante porque na verdade a partir desses anos foram os alunos que me levaram a fazer pesquisa necessário é necessário então assim o patrimônio foi uma aluna que era funcionar Oi aqui é começou a investigar né Eh também teve uma uma aluna que era de Carnaúba dos
Dantas onde se aceita pesquisa e me levou de volta para lá e me levou para cozinha porque ela Trabalhou sobre a doçaria né então comecei a trabalhar também a questão da alimentação pela polícia aluna que se tornou o colega é amiga tchau Maria Isabel Dantas e também orientei vários alunos né que estávamos fazendo pesquisas no Seridó daí a partir daí a gente fez começou a trabalhar em que nenhuma nossa equipe sobre as questões culturais né do Seridó é ligada a uma perspectiva histórica também né E aí tem o Irakitan Kennedy de Macedo que é E
tu é bastante próximas que fez um trabalho sobre entre a história EA antropologia né E aí a orientei vários trabalhos sobre a partir deixar minha experiência no quilombo sobre a a presença afro-brasileira no Seridó que se defina como uma uma região Branca né É E a partir daí é realmente a gente eu começar a trabalhar mas eu trabalhei a equipe com os alunos né E então já li uns terminam seus trabalhos com se tornaram colegas né É só para você Mencionou vem mais atrás mas não da sua filha né também meu celular família extensa que
você é e o destino é questão de perguntar isso para as mulheres desse projeto né que são entrevistados como é que foi conciliar a vida acadêmica maternidade e tá bom foi está sendo sempre né você sobretudo agora né Japão de Mia é Um Desafio né É porque também é não mencionei mas minha filha nasceu em 96 e meu filho nasceu em 2 mil né então é Assim com duas crianças pequenas foi assim complicado e sobretudo porque meu minhas referências de criação são totalmente diferentes né então assim por exemplo na França é os as crianças são
muito mais adestrados né Muito Mais obedientes e aí eu tive que vender né Inclusive a questão da língua né porque eu tentei começar a querer falar francês com meus filhos mas assim o contexto linguístico e cultural um forte que se tornou quase impossível De falar francês né porque as pessoas se sentia não se sentia confortável escutar alguma coisa que não entendia né E também assim nem sempre essa esses modelos tradicionais né de criação implica um um entendimento do que é um trabalho intelectual um trabalho desse no né É que como eu gosto do que eu
faço então geralmente eu trabalho bastante né então é essa dificuldade de separar as coisas né então é isso isso não é uma coisa muito fácil né mas eu acredito E como as relações sociais são mais fácil mais trouxa do peão outros lugares né então é isso facilita né mas para a França você visitar peso não se fez um depois é um e eu tive um período que eu fiquei de mal com a franja porque Justamente a gente ia de vez em quando com as crianças e a gente estava sendo não recebidos né porque os modelos
de criação são muito diferentes né é os espaços né as diferenças entre os Adultos e as crianças estão muito maiores né então assim na França os meus filhos eram malcriados não é então é então a gente desistiu quase de ir para França esse ano nesse período e fiquei meio na verdade assim não sente falta da França eu senti a foto da criança não é p é tava integrado aqui tá vá com muitas frentes né então é muitas coisas para fazer então não sei não dava para sentir saudade hoje em dia não dia oi oi já
né porque as coisas mudaram Bastante né essa situação econômica e política É acho que é determinante né como acompanhei nessa mudança do Brasil né do nordeste do Brasil pelo menos de uma forma bastante próxima eu eu eu eu tenho uma uma reação né uma uma certa incompreensão né deixar deixar a situação política atual né então é e também né é como a sociedade e as famílias com oito divididas né então se tornou as relações tornaram mais complicadas né eu descobri que o Brasil Era um país fascista e assista né então desistir ele um pouquinho essa
esse a imagem poético do quando eu cheguei ele pela primeira vez né mas eu acho que e também assim essa essa tomada de assim essa visão é fórum e o convívio com os colegas e os alunos né que comecei a entender um pouquinho mais onde eu tinha colocado os pés né E aí quando você falou da França também né esqueceu de dizer uma uma frente de interesse aqui que eu tô trabalhando né É que foi na verdade não fui eu que escolhi mas foi um colega que me desafiou foi o Antônio Mota da UFPE que
me chamou para trabalhar sobre Antropologia francesa e na então isso foi e foi nos anos 2000 também né Eu acho que também é isso que não é como eu estava com criança pequena essa essas pesquisas mais teóricas né o fórum também bem-vindas E aí ele me desafiou e fazer um livro sobre astrologia francesa No século 20 é a gente começou a trabalhar pensar né também Miriam Grossi participou nego o projeto e aí a gente eu fiquei meio perplexo porque nunca tinha estudado apologia à francesa né E aí eu falei não então vou pegar o primeiro
livro de Antropologia que tinha lido na vida que é o do canal do senar Ah e eu tinha um livro que eu tinha lido em Barroso né E que tinha uma lembrança que te fala sobre os mitos aqui pensando né é um pouquinho atrás essa essa Proximidade com o essa primeira leitura de uma vez plenário determinou um pouquinho Meus interesses não é de pesquisa mas na época não você a consciência disso então é E aí a partir daí eu comecei a me interessar também a partir do Brasil dessa antropologia certeza sobretudo é do período da
segunda guerra mundial né esse período E aí é e 2009 é o resolvi fazer uma pós-doc né Oi e aí eu falei Também meus filhos aí Foi importante para as ter um contato com a França e a gente foi a família toda a gente foi para gordo voltou para bordo que eu tinha saído um pouquinho com uma imagem é ruim e eu voltei para uma outra cidade né E hoje bordou é uma cidade totalmente aberta né vocação turismo é para os eventos culturais né hoje não porque agora tá voltou a confinar né mais é tem
uma outra toda a cidade foi repensada é para o estilo de vida Urbano e também é aberta para o Mundo né E aí como assim o abordou né deu vontade eu gostei desse retorno e a partir daí eu comecei a voltar com mais frequência né a tentar estabelecer parcerias de pesquisa né esse dever e ser convênios e receber alunos franceses também né Isso é bacana a gente vai ser deu sobretudo alunos da Bretanha né é que vieram seis alunos que vieram ao longo desses anos ainda tem uma por aqui e a luz daqui que começar
a ir para França Então é isso é uma Experiência bastante interessante ah e também Rafinha e assim eu acho que é interessante para os nossos alunos que pensar que tem outros outras possibilidades né é que abre abre outros Horizonte e também nesse ano o início da entrevista você falou que quando o Brasil né você é o nordeste mais ou menos assim essa frase eu uso agora não no campo da antropologia em particular é do Brasil Launcher ela é muito pequeno quer dizer O centro né da produção topológica tava dei o São Paulo Brasil Campinas enfim
aqui no sul né desenha 30 anos né diferença mas como é que você fizer essa relação de centro-periferia na antropologia você morando em Natal e criando o departamento depois um mestrado em relação com o centro da produção das instituições e foi interessante Porque durante a Minha tese é na verdade não sentia Necessidade de fazer pesquisa ouvir ir para o Chuchu desta né É porque muitas coisas estavam na Biblioteca Nacional são boas né então simples Bastando pesquisas Ligar acessa para a estudo fórum produzido no Brasil né hum é a partir na verdade do tem como não
tinha a pós-graduação é já muito pouca pesquisa né na verdade então a gente é começou na ainda no mestrado de Ciências Sociais a gente começou assim na e com algumas colegas as a fazer Pesquisa né E essas relações na verdade institucionais foram muito das relações com os colegas né porque as colegas têm colegas filiados do Sul né aí depois muito muita gente do Rio ainda Museu Nacional então é a gente começou a fazer eventos E na verdade a gente trouxe muito muita gente né dessas regiões vai participar de curso para fazer ventos né que aqui
a gente está aí tá fazendo terminando agora terminou a semana de semana de Antropologia então assim a Gente tem feito muito muito muitos eventos né é e não tinha está se desenho na verdade é da e da antropologia brasileira né que é uma topologia muito diferente daquela que conhecia na França você na verdade na França É só tentar isso né O resto é assim os colegas as Universidades elas elas vivem em relação com o padrinho a relação muito muito próxima com pares né E aqui o desenho é bem diferente foi o momento interessante porque é
justamente A gente conseguir acompanhar né Essa multiplicação das pós-graduações no Brasil sobretudo no nordeste né É e antes do mestrado da criação do Nascimento história daqui só tinha Pernambuco e Bahia né então vamos dizer Paraíba e Ceará nem são relação relativamente próximo a gente teve muitas relações também com colegas que vinham de outras regiões do Sul Sudeste né então assim vamos dizer a gente pegou os discípulos dos Mestres né Então essa Relação ela é muito é muito rica porque é só relações de proximidade na verdade né então a gente aqui de sempre teve só tradições
e um diálogo muito plural inclusive não não não são mete com o Sudeste Mais também com a outra é ninguém o Nordeste né E aí a gente também é eu tô falando na época de vacas gordas né a gente chega muitos projetos trocadilhos de intercâmbio institucional como Museu Nacional com a alcinha né com a gente Teve um trocado com a upham hoje eo srl enfim aí depois foi com Brasília também o último colocado que a gente fez foi comprar dinheiro então achar as relações na verdade funcionais ela se tornaram também a relações de parceria de
pesquisa de amizades né Então é eu acho que também a nossa nosso projeto acadêmico aqui em 2005 a gente cria o mestrado e dois mil e se der 2010 que a gente queria 19 a gente queria o doutorado então assim foi Um esforço conjunto é importante inclusive contando com colegas por exemplo o Luiz Fernando do Acre veio como professor visitante durante seis meses aqui na criação do mês do mestrado que era uma coisa assim muito arriscada porque a gente era uma equipe bastante jovem né não tinha muito experiência interno institucional né então é mais eu
acho que for um fórum estão sendo né experiência muito ricas né e a gente se consolidou vamos dizer é muito Justamente pela participação de colegas que se formar em outro em locais e hoje agora temos uma o ramo de Gilmar uma penetração mais internacional né sim porque temos uma colega que é da Colômbia e outro aqui é da Argentina não Então essa dimensão internacional é tão bem começou a ficar importância incentivada a gente tem que ter reconhecer que a universidade acha Rihanna ela tem esse protagonismo né nessa com fazendo editais de pesquisa Editais e professores
visitantes né é assim uma política de de financiamento que baixo de publicação também que é que vem bem interessante hoje com mais dificuldade mas ainda que a gente tem esse esse apoio institucional foco né mas assim só para finalizar minhas minha trajetória né É até e agora eu acho que eu mudei muito não de a perspectiva de pesquisa porque uma pesquisa é um pouquinho a la francesa né que era uma uma pesquisa desengajados Das temáticas sociais e políticas da da antropologia para uma antropologia mais focado sobre as os problemas do Brasil Contemporâneo que eu acho
que isso faz que me fez nessa se olhar né da dança topologia francês a partir do Brasil me fez perceber que é antropologia brasileira na verdade era uma cirurgia mais engajada e mais voltada para as questões do cotidiano da da política e da sociedade né bom então é eu a partido dessa volta Para o Seridó né que eu fiz nos anos ou dois mil 2005/2006 é eu voltei para ficar no seria bom né virei uma uma seridoense de carteirinha né é que muitos alunos que se formaram comigo que são do Seridó são dessa região e
alunos também é que são da comunidade quilombola opção ligada à comunidade quilombola é que é que pesquisei na perto de paredes né essa relação muito boa de pesquisa né entendeu muito frutos muitos frutos e particular é a questão Da extensão não é que é uma outra forma a pesquisa com envolvimento das pessoas da comunidade né e de temáticas que é que dizem respeito ao cotidiano E aí eu comecei a me interessar sobre ainda as questões das apresentações do tempo e aqui se trabalhar sobre as representações da escravidão né E aí eu sigo dificuldade porque não
não tem uma memória da escravidão né esse é a partir dessas pesquisas pequenas Comunidades Quilombolas e pudesse ver que tem uma Memória da autonomização da Liberdade né mas não é uma memória do cativeiro né Isso é muito interessante porque nos perceber que tem uma presença de negros Livres muito antiga e no interior desde o século 18 as metades segunda metade do século 18 né Ah é então comecei a a gente começou a se interessar sobre a percepção da da história percepção da da escravidão E isso não levou como eu tinha essa aluna Maria Isabel aqui
ele tava trabalhando Sobre a doçaria ela me levou para cozinha né e nas cozinha você tem contra as mulheres negras né E essa trabalho nas cozinhas e as mães delas trabalharam nas cozinhas das avós é trabalhando na cozinha e a partir dessa memória genealógica familiar então a gente consegue ver com pouquinho essas trajetórias dessas mulheres é que é o clima uma realidade muito próxima à do tempo da escravidão né E aí é a gente teve a ideia de fazer E aí outro tema de Pesquisa só as irmandades negras né estão ligadas às suas idades duas
o sertão do Seridó e que tem uma presença cultural muito forte e aí A partir dessa está deixa a pesquisa feita em várias cidades várias situações né é sociais a gente viu a importância das irmandades negras EA gente começou a ter a ideia de fazer um guia cultural Ah tá é vamos dizer disseminar essa história e não estava sendo contada né é através dos monumentos o que tem algumas Igrejas é do Rosário e algum algo mais vamos dizer casas do Rosário né lugares também naturais o lugar de fuga né que isso é importante e alimentação
que é também uma parte importante deixar deixar deixar presença afro-brasileira né a Franciele 21 Oi e aí a gente conseguiu fazer essa e seguir a cultural com o moleque TAM professor de história né É que eu apoio essa questão histórica e é também a gente tinha feito outras publicações Juntos né E isso não levou nos levou também a trabalhar sobre alimentação e aí é foi na na época do procad com a a UnB né Essa aproximação com a Ellen ótima e me interessei cada vez mais sobre alimentação e a gente fez um livro que está
na ensaio sobre alimentação né lá aonde tem essa nossa participação né coletiva sobre alimentação do Servidor negro né E aí é só pensar em outros produtos né como Museu virtual como um outro guia Cultural que um dia indígena que foi o último produto que a gente fez né hum eh [Música] essas é que é uma outra forma na verdade de fazer pesquisa né uma forma e onde é os atores né participa ativamente inclusive é porque é esses é quilombolas indígenas estão agora nas universidades no nosso programa né que a gente tem é deste 2010/2016 desculpa
a gente tem um tem estabelecido as cotas raciais para na pós-graduação e a gente Acolheu é índios e quilombolas né E aí é são agora os os primeiros que estão se estão terminando as situações né e é é uma outra forma da gente trabalhar em conjunto né que é é uma pesquisa onde a gente na verdade fez me responda interesses mais direto né interesse inclusive interna de história termos de passado interno de ir e presença cultural né E aí hoje eu estou trabalhando mais na cozinha né e nesse tempo de pandemia aqui tá me aproximei
Muito com pessoas que trabalham sobre alimentação na França em particular o saco lan e ele é uma participação em 1591 dicionário que elaborou um ele nos receberam convite para os alunos lá A minha tá aí a gente é tá pensando tá fazendo uma pesquisa a distância né sobre as receitas do Seridó não somem do Seridó negro mais a gente está trabalhando sobre um livro de receitas né que é um com alunos pesquisadores né diferença Horizonte mais está sendo uma Experiência muito rica e muito gostosa né pensando nesse tempo no vídeo de hoje a gente está
trabalhando nessa nessa questão né do da importância da alimentação se eles perguntar isso eu isolamento não é se eles perguntar sobre a pandemia como é que ela aceitou Mas você tá vivendo né ainda esse período como é que ele modificou tua vamos ver toda vida pessoal e aqui você tem namorado e Ah pois eu tenho impressão que eu tenho impressão de trabalhar muito mais certo é porque tinha muitas coisas atrasadas e ainda que continuar atrasado né mas assim tudo se precipitou E aí assim eu vou dizer uma coisa pessoal né É porque eu estou aqui
no sítio que a gente comprou a 26 anos né quando minha filha tinha um mês né se há seis meses e aí a gente morava um pouquinho Fomos assaltados nem 2007 e por isso que a gente foi para França logo depois E aí Esse tempo de pandemia a gente ficou com essa casa mas aí é só o final de semana enfim e aí a gente decidiu voltar para ver se tá aí Aqui tem um né que é um sim a biomm tem espaço tem natureza em Rio tem lixo e tá assim eu posso dizer que
é um momento bastante privilegiado né que é um momento que é eu consegui lugar para mim corresponda a uma visita a razão de estar no Brasil né porque está no Brasil numa cidade que não é organizada que que é poluída que é Complicado né é assim eu acho que o que interessante sempre né isso a ideia de que uma vida no campo né assim perto do mar em um lugar perto da natureza é muito mais interessante do que é viver numa cidade né mas assim é a gente eu tô trabalhando muito né a gente tá
dando aula online né gente teve foi interessante esse é o momento é de repensar nossas pedagogias de ensino difícil né mas é tão bem de outras formas de trabalho se Colegas que a gente tá dando aula conjuntos né tá no suspensão de projeto de ser feito que sobre explodir alimentação então a gente deu um curso sobre crise saúde e alimentação antes da pandemia e a gente trabalhando uma forma articulada em projetos e projetos de dia de sozinho uma revista né por isso que eu cheguei atrasado começar emprego nessa nesse momento é muitas coisas a gente
tá trabalhando eu acho que está trabalhando muito Eu trabalhava antes da Pandemia né e conversei com ele antes assim é porque com nossos alunos né tem muito tem alguns que entraram agora no mestrado e no doutorado e que não estão conseguir fazer pesquisa né mas é a gente também se envolveu numa ação né de vamos dizer de solidário é por causa dessa dessa nossa nosso interesse na alimentação a gente envolveu numa coisa que está me chamou é feira solidário né é onde a gente ajudou os pequenos Agricultores na agricultores da Agricultura Familiar a distribuir seus
produtos e a distribuir essas cestas médico no é e da agricultura familiar para bairros da Periferia E aí também da novas perspectivas de pesquisa né porque é são realidades que a gente que eu não tava conhecendo tão né Bem como a minha vinda para cá né me abrir os olhos sobre os problemas que estão os problemas estruturais né que estão acontecendo Aqui a o bairro a bairro Rural né é um problema de nicho de quem essas bicho de iluminação que problemas sim é morador de um uma umas lugar que era um lugar Rural que ainda
tem muitas muitas cara e se oralidade mais que tem impactado não é muito pela questão da proximidade com a cidade e aí a gente está criando uma associação de moradores né é fazendo projeto de reciclagem de lixo pressionando a prefeitura enfim tem um na verdade muito mais muito que fazer a Gente não tá eu tô conseguindo parar me concentrar um pouquinho mas tá difícil vivendo interessante trabalhando muito mais pandemia é uma caneta online Juliana situação em pó bem mais ou menos entrevista gente cobriu né a sua trajetória desde a França até os dias de hoje
mas eu tenho mais uma pergunta é é a pergunta que eu gosto sempre de fazer para cadastrar o seu estado o curiosidade é respeito de alguma leitura se você já se destacar um livro Uma Obra Uma leitura que foi muito marcante é que te vem à mente ao longo do trajeto Tá bom acho que tem alguns né o primeiro foi o do Clamor né é o do Leonardo mas eu acho que o outro é o Sertões de Euclides da Cunha em Viseu triste estrofe e é uma coisa muito mais ilusão propósito diz que se apaixonar
Antropologia pelo pelos estrofes mas realmente também teve um impacto né E foi uma uma entrada para a obra do Levi Fosquinhas um dos meus autores continuam sendo preferidos né Tem uma escritor que quer relativamente fácil de se ver né porque ele escreve bem e isso é muito bacana não tá assim além de tristes trópicos Senhor não vou dizer que ele todos todos Toda obra deles os mais eu inclusive Comprei o livro do feriado né aí disse que teve um recente que tá aqui do meu lado né que é sempre uma obra de referência quem é
E pode ser também um cascudo não tá escudo é um cascudão né que é uma outra descoberta O que é um autor muito e a história da alimentação no Brasil né é que seria muito difícil porque é não tem não respondeu nenhuma classificação né Eu acho que eu assim ó identificam com os Escritores né o não com as suas obras mas assim Acho que eu entendo muito eu gosto de e o as obras pelos produtores né e a Figura de cascudo é uma figura muito ojerizada nas ciências humanas né e sobretudo não sofrologia e desconhecido
né é bom as pessoas com alimentação conhece nós não é uma referência mas eu gosto de apetite dele tem um provinciano incurável né então eu poderia dizer por isso que me associam um pouquinho a essa imagens né é uma província e curar na época minha realmente é eu não gosto de dar das Capitais eu sou meio matuta e eu acho que eu me achei por aqui e sobretudo no Seridó né você liga ok É uma terra de exceção velho e não porque tava meio cortando né não tava mesquinho a internet tá meio ruim agora fazer
isso ele tem muitas coisas nem pela frente a isso que a gente pode ir E aí e vai se sentir na foto para ouvir bem a entrevista toda Só agora no finalzinho que ficou cortando um pouco é mas agora mas a gente pode marcar aí eu queria mais ir então tá bom mas foi ótimo eu queria agradecer de novo né plano unibilidade participar do projeto né que foi o restante acompanhar toda a trajetória até até Rua jeito de hoje e bom é isso obrigado então tá E aí [Música]