este livro é um pouco um pouco os livros são sempre especiais eu ia dizer é um Livro Especial os livos são quer dizer eu passo anos a escrever um livro é claro que o livro é especial mesmo que seja sobre outra coisa Qualquer mesmo que seja um mau livro alguém que escreva um mau livro Esse livro foi escrito eá de ser sempre especial para ele para essa pessoa não por isso mas este tem esta coisa de se meter com a minha vida tem esta e e eu e eu admiti isso assim permiti isso eu eu
eu achava que ia escrever eventualmente uma crónica eu eu eu eu publico eu escrevo umas crónicas no jornal 15 quinzenalmente em Portugal eu publico uma crónica e eu tinha já falado uma vez ou outra sobre essa coisa de de eu ter descoberto e admirado que gostava de ter um filho porque eu até aos 36 eu não queria ter filhos não nem sabia que o que se quer dizer eu achava que o filho ia destruir toda a minha mundividência e eu destruiria um filho porque eu ia matá-lo à fome à sede e não ia saber o
que fazer com o filho não ISO não era uma questão para mim era assim uma coisa que eu via as pessoas terem filhos e achar que as pessoas não estavam boas a cabeça porque achava tudo aquilo demasiadamente exigente assim uma coisa que não era para mim e e quando nasceu o meu sobrinho o Eduardo que agora vai fazer 5 anos eu eh eu eu não sei se ele é uma ele se calhar é uma criança diferente não sei ele é muito calmo e assim nunca fez birras e e uma é uma criança de facto que
não não deve haver muitas mas H mas eu em pouquíssimo tempo e pensei el é muito bonitinho muito eu em pouquíssimo tempo eu pensei assim eu quero para mim assim como é que como é que eu fico assim uma coisa desta fez para mim eu achava achava eu percebi subitamente que não é não é assim tão impossível ter filhos não é tanto não é impossível toda a gente filos e e enfim a minha avó tem 21 filhos e a minha avó nem nem foi à escola quer dizer essa coisao não enfim e bom não deu
tempo né de e eu acho que quando quando pensei em em escrever sobre esse assunto foi foi a primeira frase do livro que surgiu E eu achava que ia escrever uma coisa e para a crónica mas a força da primeira frase um homem chegou aos 40 anos e assumiu a tristeza de não ter um filho eu fiquei demolido com a frase porque acho que uma coisa é nós pensarmos no assunto e outra coisa é formularmos assim o pensamento numa máxima num num texto acabado e eu escrevia aqu me no no meu portátil e eu fiquei
absolutamente demolido com a evidência daquela frase e eu acho que a minha primeira reação foi defender-me eu não consegui fazer com que aquela frase Falasse de mim eu acho que precisi que ela falasse de outra pessoa então por isso é que o começa assim um homem chegou aos 40 anos e assumiu a tristeza não ter um filho ponto chamava-se crisóstemo já não sou eu se imediatamente aquele problema fosse assim atirado para alguém assim eu condenei o crisóstemo à minha pouca sorte e pensei e o livro nasce aí eu queria de facto abordar eu achava que
ia abordar mais tarde ou mais cedo o universo da infância talvez a partir da paternidade mas o livro nasceu todo aí e quando eu começo este o primeiro capítulo do livro foi todo escrito no aeroporto eu tinha 3 horas de espera no aeroporto e ele foi escrito o primeiro capítulo nessas 3 horas e e eu comecei à procura e e a inventar o crisosto quando cheguei ao fim estava mesmo no limite aquela coisa já a dizer embarque embarque imediato embarque imediato e eu corri desliguei assim o o portátil e eu ia numa num estado assim
de abstração porque eu percebi que tinha inventado uma das personagens mais sensíveis que algum dia eu inventei e quando sentei no avião a gente no imediato não pode abrir o computador temos esperar que levante eu tava assim Levanta logo assim porque eu queria abrir o computador eu queria ler eu aquilo foi escrito tão repentinamente que eu eu queria ler o que estava lá e e assim que pude eu fiquei sempre olhando com o computador na mão e assim assim que pude eu abri Li e eu assim eu não estou preparado para abicar desta personagem não
se vocês lerem o primeiro capítulo vocês vão perceber que é um conto perfeito ele não precisa de mais nada ele tem princípio meio e fim ele ele explica-se completamente não precisa de mais nada eu é que precisei de mais alguma coisa eu fiquei assim eu não vou eu não deixo esta gente ir embora agora e eu fiquei assim eu vou eu vou eu tenho que inventar um modo deste desta personagem me ensinar mais alguma coisa e o livro continua por aí e e tanto continua assim que eu os capítulos seguintes eu vou AES and outras
personagens eu não volto logo ao crisóstemo o pudor é tão grande e a vontade de o preservar era tão grande que eu disse eu não vou já falar dele eu vou esperar vou amadurecer as outras personagens depois quando voltar ao crisóstemo volto mas com muito cuidado foi a primeira vez que eu relacionei com uma personagem como se ela existisse e protegendo a personagem em todos os níveis por isso é que o livro propende para essa felicidade porque às vezes as pessoas perg mas o Crisóstomo és tu tu Walter és o és és o Crisóstomo não
sou Crisóstomo o crisostomo é eventualmente a pessoa que eu queria ser porque é um indivíduo tão e tão preparado para ser feliz que eu acho que não há ninguém assim quer dizer não não sou eu e eventualmente não é ninguém havia uma senhora no Facebook que perguntava Depois de ler o livro perguntava-me Onde estão os crisóstomos da vida e depois houve gente que respondeu ai o meu padeiro é muito boa pessoa o meu primo é muito bo muito boa pessoa e ela depois voltou e disse assim não o que eu queria perguntar era onde está
o Crisóstomo da minha vida e eu acho que na verdade provavelmente andamos todos à procura do Crisóstomo ou da Crisóstomo e e e fomos encontrando alguém que possa estar próximo mas exatamente assim não há e eu acho que o livro tem tem assim alguma coisa de história de conto de fadas assim ele é assim uma espécie de pescador príncipe encantado assim e então e vai e vai mudando as coisas em seu redor com a essa capacidade que ele tem de motivar as pessoas para o afeto a questão focal no fundo é essa do afeto