dentro do campo das idéias principalmente do pensamento ocidental aquela vida naqueles conceitos que a gente toma como o conceito-chave conceitos mestre e que acabam virando até meio que palavras comuns de tanto que a gente fala neles um desses conceitos que a gente ouve e já nem me relaciona mais a uma elaboração mais teórica mais científica é a idéia de humanidade isso porque a gente já vem um projeto de mais ou menos cinco séculos discutindo é e criando as ideias do ocidente o que eu queria que hoje é que a gente fizesse exercício pra pensar a
questão da humanidade como uma invenção uma invenção ocidental olhando de duas perspectivas a primeira delas a partir da relação do ocidente com as outras culturas então seja aqui no sul em segundo lugar o quanto essa ideia de uma unidade ela reverbera na própria construção da sociedade ocidental como a gente já conhece então pra começar vai retomar a questão do renascimento que surgem no bojo dessa recapitulação digamos assim da cultura grega ea interpretação a partir do contexto local europeu da época e que retomou a idéia de importância do homem e todas as referências que essa noção
carregava a valorização do ser humano das suas capacidades a questão artística a filosofia enfim nesse mesmo momento o século 15 e 16 a gente não pode esquecer que foi um momento de colonização com que os europeus começaram acessar outros povos para além do do continente e esse contato ao mesmo tempo se forjou nessa relação entre colonizador e e um novo povo ea partir daí a gente tem também todo um questionamento que vem junto com os colonizadores e com toda a equipe que eles carregavam pra nos navios seja para evangelizar para cristianizar e também a equipe
de cientistas de pintores para estudar que a questão de como classificar de como interpretar de como lidar com esses povos seriam esses povos humanos eles teriam alma eles teriam características que os colocaria numa dimensão humana tal qual os europeus se julgava possuir ou eles seriam selvagens uma versão diferente dos animais mas que não deixaria de se enquadrar nesse quadro ali animalesco esse foi um grande dilema que movimentou muito dos debates da que a gente chama de pré tecnologia no qual muito se discutiu como a europa deveria poderia considerar esses povos nesse momento de quase que
geração da antropologia a gente percebe então como a noção de humanidade ela é a autora referenciada parte do contexto europeu da cultura européia é que de alguma forma reis significou não são grega mas que a partir daí constitui um parâmetro para julgá e tentar classificar os povos que ela estava tendo contato a ideia de comunidade e constituiu então no bojo da oposição daquilo que é tido como natureza ou seja totalmente confortável posto a humanidade seja sua natureza e animais as plantas seja aqueles povos que não se provou ainda que são mans ou seja nessa posição
entre natureza e cultura que muito vai ser trabalhada pela antropologia num pequeno momento posterior quando já havia é o pólo mas de alguma forma os cientistas investigadores la para o século 17 18 indo a campo freqüentando esses locais que já eram colônias não estavam para vir à colônia neste momento posterior a gente já tem uma evolução digamos assim no debate que vai constituir a antropologia baseado na idéia de evolucionismo ea partir daí que se pode dizer que estão as sementes pra o que a gente chama de antropologia hoje esses pensadores que ficavam na europa estudar
com os relatos que lhes eram enviados os chamados antropólogos de gabinete eles depois de estudar muitos relatos eles começaram a criar com uma linha evolutiva na qual os custos use todas as questões que eram estudadas pelos pesquisadores em campo eles enquadravam essas estes elementos que eram vistos como parte da cultura deles dentro de um rol de uma linha evolutiva que serviria pra afirmar o comper tocou longe determinados povos estariam do modelo europeu de desenvolvimento e de humanidade aí vale dizer que o mérito desses evolucionistas por mais que eles tratassem de criar uma linha colocando as
diferentes culturas numa escala de desenvolvimento de evolução com o ato seria a sociedade europeia apesar de toda essa visão etnocêntrica a gente pode dar um mérito pra esses antropólogos o pré quatro pólos na medida em que eles contribuíram pra trazer para o debate e conformar e confirmar a ideia de que esses povos sem eram humanos o que os diferenciava dos europeus era algumas variações algum grau de variação na sua cultura mas que de alguma forma não poderia vir a servir a ser atingido com o passar do tempo era uma questão de ajustes então diferentemente dos
primeiros relatos dos colonizadores que questionavam inclusive a humanidade desses povos os evolucionistas eles vêm e já falam não todos são humanos sim só que em diferentes estágios em diferentes graus todo esse debate ele acende um é uma questão muito importante justamente a partir desses pensamentos evolucionistas que contra punham a cultura européia a humanidade europeia tal como era conhecida as outras formas de viver as outras humanidades então a gente pode dizer que a humanidade européia de um certo sentido ela foi construída e constituída com base nessa relação de autoridade ou seja de contato com o outro
a partir do momento em que a europa mesmo civil ter que lidar com diferenças com diferenças culturais e com formas de vida totalmente diferentes formas de vida não tão lógicos ao padrão europeu mas que de alguma forma contribuíram pra que ela olhasse para si e se definisse enquanto tal então a noção de humanidade uma noção alto referenciada mas também baseada no que o outro causa em mim nessa relação de autoridade esse é o primeiro ponto o segundo ponto é que se a gente for acompanhar historicamente o desenvolvimento dessa questão da humanidade a gente vai perceber
como todo esse processo de conformação que o campo de saber sobre o homem seja ele em antropologia sociologia posteriormente a psicologia de alguma forma ele necessitou de no contexto específico para se construir é dependendo do contexto certos discursos ganharam força outros menos mas que de alguma forma ajudaram a criar uma ideia do que é o ser humano essas idéias se baseia principalmente na noção de autonomia então o homem como um ser autônomo capaz de decidir por si só aí entra a questão da racionalidade muito também é opondo o homem com os povos estudados os povos
distantes colonizados outra noção de identidade a noção de que todos nós temos a nossa individualidade algo que nos constitui e que carregamos que é próprio autonomia existencial racionalidade identidade e autenticidade é resoluções do seu conjunto elas contribuem para a constituição das ciências humanas enquanto paulo inclusive para a antropologia à produção do homem moderno tal como nós conhecemos na verdade então é uma produção baseada na criação de vários campos do saber para estudar esse homem o que configura a idéia de que a humanidade é uma invenção é uma invenção criada num conjunto de ciências que foram
nascendo e foram gerando uma série de saberes e assim a gente percebe como a produção da humanidade então nada mais do que um evento particular na história ocidental que a partir de um paradigma de absorção e releitura do da cultura grega atrelado a um processo histórico de contato com outras culturas fez emergir uma série de revelações uma série de interpretações e uma série de saberes constituídos se colocaram enquanto verdade generalizando essa noção do acidente pra todo mundo num momento posterior a própria necessidade de entender o que é esse homem forjou a constituição de uma série
de saberes sobre ele esse projeto se complementa um momento posterior com o surgimento das ciências humanas mais uma vez de alguma forma têm levando em consideração a relação com autoridade mas sempre a partir de uma perspectiva muito eurocêntrica e muito se lenta a gente percebe que o ser humano então não é algo d'água priory ele é construído em relação com a emergência de uma série de discursos sobrepostos sobre si e sobre os outros e sobre a relação desse com os outros e que é datada e que tem uma relação muito clara com outros povos que
não os europeus é interessante então a gente questionar como essa idéia de humanidade ela pode ser hoje revista uma vez que o projecto humanista não deixa de rodar uma série de multiplicidade que constituímos constitui enquanto pessoas que escraviza a nossa potência nossa potencialidade de invenção e de ser e existir no mundo em nome de um conceito que seria hoje a partir de relações de poder que não deixa escravizar nossas potencialidades de existir de inventar modos de vida modo de ser que vão muito além de qualquer classificação