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[email protected] de quanta Terra precisa um homem de liev tostoi a irmã
mais velha saiu da cidade e foi para o campo visitar a irmã mais nova a mais velha era casada com um comerciante na cidade e a mais nova com um mujique no campo as irmãs estavam tomando chá conversavam a mais velha começou a se gabar contar vantag de sua vida na cidade na cidade Ela vivia e andava com mais limpeza e mais conforto vestia bem os filhos comia e bebia que era uma beleza e saía para passeios e festas e para ir ao teatro a irmã mais nova começou a sentir-se ofendida e passou a falar
mal da vida da mulher do comerciante e a elogiar sua vida de camponesa eu não troco minha vida pela sua disse ela embora a vida da gente seja parada a gente não sabe o que é medo vocês vivem mais arrumados ganham muito Mas podem ir à ruína de uma hora para outra como diz o provérbio o prejuízo é o irmão mais velho do lucro e acontece de gente que num dia é rica perde pedir no outro dia e nossa vida de mujique é mais justa a vida do mujique é modesta mas é longa Não Vamos
ficar ricos mas sempre vamos ter o que comer a irmã mais velha disse comer junto com os porcos e os bezerros sem roupas boas nem boas maneiras por mais que seu marido se mate de trabalhar vai passar a vida toda num monte de ter que vai morrer assim e com os filhos vai ser a mesma coisa e o que é que tem respondeu a mais jovem nosso trabalho é assim em compensação vivemos com segurança não nos curvamos diante de ninguém não temos medo de ninguém já vocês na cidade vivem rodeados por tentações hoje está tudo
bem mas amanhã o diabo aparece olha e vai tentar seu marido com o baralho com a bebida ou alguma Dona Bonita e tudo vai à ruína vai dizer que isso não acontece deitado em cima da estufa pacon o dono da casa ouviu o que as mulheres diziam isso é pura verdade disse ele como a gente desde criança fica lavrando a terra essas doidices não entram na nossa cabeça só uma coisa é ruim a Terra é pouca se tivesse Terra à vontade eu não tinha medo de ninguém nem do diabo as mulheres terminaram de beber o
chá ficaram falando ainda sobre roupas tiraram as louças da mesa foram dormir mas o diabo estava sentado no alto da estufa e ouviu tudo alegrou-se porque a mulher camponesa levou o marido a se gabar disse que se tivesse bastante terra não teria medo nem do diabo muito bem pensou vamos medir nossas forças vou lhe dar muita terra e pela terra vou levar você comigo perto dos mujiques morava uma pequena proprietária de terras tinha 120 detin de terra antigamente que vivia em paz com os mujiques não ofendia ninguém mas um soldado da reserva foi trabalhar para
ela como administrador e passou a oprimir os mujiques com multas por mais que pacom tomasse cuidado ou um cavalo fugia para a plantação de aveia ou uma vaca entrava no jardim ou um bezerro escapava para o pasto e tudo tinha multa pacom pagava masg com as pessoas de sua casa e batia nelas e por causa do administrador pacom cometeu muitos pecados naquele verão ficou até contente quando chegou o tempo de manter o gado no curral a comida era pouca mas pelo menos ele não precisava ter medo no inverno correu boato de que a patroa ia
vender a terra e que o dono de uma Estalagem à beira da estrada principal pretendia comprar os mujiques ouviram o boato e suspiravam puxa pensavam se o estalo ficar com a terra vai aplicar multas piores do que as da patroa não podemos viver sem Esta terra dependemos dela os mujiques foram falar com a patroa em nome da comuna pediram para que não vendesse a terra para o estalo e desce para eles Prometeram pagar caro a patroa concordou os mujiques começaram a se organizar para comprar a terra toda em comum para a comuna se reuniram duas
vezes e não conseguiram resolver a questão o diabo lançava a discórdia entre eles e assim não conseguiam entrar num acordo e os mujiques decidiram comprar em separado cada um com o que tinha a patroa também concordou pacon soube que um vizinho tinha comprado 20 decia atinas da patroa e que ela aceitara receber a metade do valor à vista e o resto em prestações por um ano pacon sentiu inveja Estão comprando a terra toda pensou não vai sobrar nada para mim foi pedir conselho à esposa as pessoas estão comprando disse a gente precisa comprar umas 10
destinas de terra senão a gente não não vai ter como viver o administrador Não Vai Dar sossego com as multas ficaram pensando num jeito de comprar tinham 100 rublos guardados Venderam um potro e a metade das abelhas arranjaram emprego para o filho pediram um empréstimo ao cunhado e assim conseguiram reunir metade do dinheiro aon Jou o dinheiro e escolheu a terra 15 decia atinas com uma parte de floresta e foi negociar com a patroa fecharam o negócio das 15 detin apertaram as mãos e ele pagou a entrada foram à cidade assinaram os documentos da compra
pacom deu metade do valor e ficou de pagar o resto em dois anos e pacom ficou com a terra pegou sementes emprestadas semeou a terra comprada brotaram bem num ano terminou de pagar a com a patroa e com o cunhado e pacom virou um senhor de terras lavrava e semeava sua terra ceifa o feno na sua terra cortava lenha na sua terra e alimentava o gado na sua terra pacon saía por sua terra para lavrar e para ver a brotação e o pasto e sua alegria não tinha fim parecia que nela o capim crescia como
em nenhum outro lugar e as flores desabrocham como ele nunca tinha visto antigamente passava por aquela terra e a terra era como a terra mas agora a terra tinha ficado muito diferente assim vivia pacom e se alegrava tudo corria bem só que os mujiques começaram a invadir o pasto e pegar os cereais de pacom ele pediu com educação mas os mujiques não sossegava ora os pastores soltavam as vacas no pasto ora os cavalos fugiam de noite para a plantação de cereais e pacom enxotava perdoava não denunciava na justiça depois acabou se aborrecendo passou a dar
queixa no tribunal do distrito e sabia que os mujiques faziam aquilo por necessidade e não de propósito mas pensava não se pode relaxar sen não vão destruir tudo é preciso dar uma lição e assim lhes deu uma lição no tribunal e deu outra multaram um depois outro os mujiques vizinhos de pacom começaram a ficar com raiva dele passaram a soltar os animais em suas terras de propósito teve um que à noite entrou na sua mata e cortou 10 tilhas para tirar a casca pacom passou pela mata viu uma coisa branca chegou perto viu os troncos
pelados caídos e os cepos cortados se pelo menos tivesse cortado um arbusto aqui e outro mais longe mas o bandido cortou toda uma fileira facon se enraivece Ah se eu pegar quem fez isso ele vai pagar caro ficou pensando e pensando em Quem seria mais que ninguém deve ser o semion foi procurar na casa de semion não achou nada e houve uma discussão pacou ficou ainda mais convencido de que tinha sido semion deu queixa na justiça o tribunal convocou julgaram daqui e dali e deram razão ao mujique não havia prova pacon ficou ainda mais enraivecido
discutiu com os juízes e com o policial vocês disse ele estendem a mão para os ladrões se vivessem conforme a justiça não dariam razão aos ladrões pacom brigou com os juízes e com os vizinhos começaram a se ouvir ameaças de que iam incendiar sua casa pacon passou a viver com mais largueza na terra mas com mais mais opressão na comunidade então correu o boato de que o povo ia partir para uma terra nova e para Compensou não tenho razão para sair da minha terra e também se muito dos nossos forem embora vamos ter mais Terra
posso tomar a terra deles pegar para mim a vida vai ficar melhor do jeito que está ainda sinto que tenho pouco espaço Certo dia pacon estava em casa e chegou um de viagem deixaram mujique pernoitar lhe deram comida conversaram de onde Deus o trazia o mujique disse que vinha de longe do outro lado do Volga onde estava trabalhando conversa vai conversa vem o mujique contou que o povo estava indo morar lá disse foram morar lá formaram uma comuna e ganharam 10 decia atinas de terra por pessoa e a terra é ótima disse o senteio cresce
tão alto que lá dentro não dá para ver um cavalo e é tão grosso que cinco talos formam um peixe tinha um mujique muito pobre chegou de mãos vazias E agora tem seis cavalos e duas vacas o coração de pacon se inflamou pensou para que viver aqui na miséria sem espaço que é possível viver bem vou vender a Terra e a casa com esse dinheiro vou para lá e construo um negócio todo novo aqui nesta falta de espaço só tem aborrecimento só que antes eu preciso ir ver pessoalmente como são as coisas por lá no
verão preparou-se e viajou navegou o rio abaixo pelo Volga até Samara num barco a vapor depois percorreu 400 ver a pé chegou ao lugar tudo Era exatamente como tinham dito os mujiques viviam com conforto cada um tinha 10 Veras de terra e tinham ainda mais terras na comuna E se alguém tivesse dinheiro arrenda por três rublos uma terra de primeira quanto quisesse exceto a terra comum podia rendar quanto quisesse pacon recolheu todas as informações voltou para casa no outono começou a vender tudo vendeu a terra com lucro vendeu sua casa vendeu todo o seu gado
retirou-se da comuna esperou a primavera e partiu com a família para as terras novas facon chegou às terras novas com a família inscreveu-se na Comuna de uma aldeia grande pagou bebida para os chefes conseguiu todo os documentos receberam pacom separaram terras da comuna para as cinco pessoas de sua família 50 destinas em Campos separados além do pasto comum pacon construiu comprou o gado só de terra da comuna tinha três vezes mais do que antes e a terra era excelente em comparação com a vida de antes a de agora era 10 vezes melhor para a lavoura
e para a forragem havia a terra à vontade e quanto gado quisesse de início enquanto construía e se instalava pacon achou tudo bom mas depois se acostumou e naquela terra também achou que tinha pouco espaço no primeiro ano semeou trigo na terra comum e cresceu bem queria semear mais trigo poré a terra comum era pouca e o que havia não servia lá só semeiam trigo em terra virgem ou em terra que ficou em descanso semeiam um ou dois anos e depois deixam a terra descansar até o Mato crescer muita gente queria usar aquelas terras mas
não dava para todos por isso também havia discussões os mais ricos quer eles mesmos os mais pobres queriam arrendar a terra para os Comerciantes para pagarem os impostos que deviam fac queria semear mais no ano seguinte foi falar com o negociante arrendou a terra por um ano semeou mais cresceu bem mas ficava longe da Aldeia era preciso transportar por 15 Veras viu que nos arredores iques negociantes viviam em fazendas próprias enriqueciam seria outra coisa pensou pacon se eu também comprasse uma terra minha inde definitivo e construísse uma fazenda tudo ficaria bem perto e pacon começou
a pensar num jeito de comprar terra para si em definitivo assim viveu pacon por 3 anos arrenda uma terra semeava trigo os anos Passaram bem o trigo crescia bem e o dinheiro ia se amontoando viver ele vivia mas pacom achava maçante todo o ano ter de arrendar terras das pessoas sair atrás de mais terra onde houvesse uma Terraz inha boa os mujiques logo avançavam tomavam tudo se ele não corresse e arrendassem logo não tinha onde semear assim ele e o negociante arrendam juntos por TRS anos uma pagem de uns mujiques e já tinha arado a
Terra quando os mujiques deram queixa na justiça e o trabalho foi perdido se a terra fosse minha pensou eu não tinha de me curvar para ninguém e não havia aborrecimento e pacon começou a imaginar onde comprar terra para si em definitivo achou um mujique tinha comprado 500 destinas de terra mas se meteu em dificuldades e agora estava vendendo barato pacon começou a negociar com ele conversou conversou fechou o negócio por 1.00 rublos metade à vista e metade em prestações tudo já estava acertado mas um negociante em viagem apareceu na casa de para alimentar seus cavalos
tomaram chá conversaram o negociante contou que estava vindo das distantes terras dos basquiroto uns tapetes un 100 rublos uma caixa de chá e dei vinho para os que bebiam e comprei a terra por 20 copeques a decia atina mostrou o documento a terra fica junto ao Rio e o Prado é todo de terra virgem pacon fez mais perguntas as terras lá respondeu o negociante são tantas que a gente não percorre nem andando durante o um ano tudo é dos [Música] basquiroto perguntou como chegar lá e assim que o negociante foi embora preparou-se para a viagem
deixou a casa por conta da esposa e partiu com um empregado foram para a cidade compraram chá presentes vinho tudo o que o negociante tinha falado viajaram viajaram percorreram 500 verstas depois de sete dias chegaram ao acampamento dos basquiroto tudo era como o negociante havia contado todos viviam na estepe junto ao riacho em barracas de feltro não semeavam a terra e não comiam trigo o gado andava solto na estepe e também as manadas de cavalos os potros ficavam amarrados atrás das barracas duas vezes por dia levavam as éguas para junto deles tiravam o leite das
éguas e com o leite e faziam cumis as mulheres sacudiam os cumis e faziam queijo e os mujiques só queriam saber de beber comis e chá comer carne de carneiro e tocar flauta todos eram alegres e tranquilos passavam o verão inteiro em festa o povo era todo Moreno e não sabiam falar russo mas eram amigáveis assim que viram pacom os basir saíram das bar acas e rodearam o visitante acharam um intérprete pacon disse que tinha vindo em busca de terras os basquiroto os presentes na carroça e começou a distribuir para os basquiroto basquiroto um visitante
e recompensar os presentes você nos presenteou Agora diga o que gostaria de ganhar de presente de nós mais do que tudo eu gostaria de ganhar Terra respondeu pacon lá de onde eu venho a Terra é pouca e cansada e Aqui vocês têm muita terra a Terra é boa Nunca vi outra igual o intérprete traduziu os Vasques conversaram e com não entend o que diam mas vi que ficaram alegres gritam alguma coisa depois epr dis mandaram diz para você que troca sua bão quanta teris é só apontar com a mão e a terra será sua falaram
mais alguma coisa e começaram a discutir e pacon perguntou o que estavam discutindo O Interprete respondeu dizem que é preciso perguntar ao chefe a respeito da terra e que sem ele não se pode fazer nada outros dizem que podem fazer isso sem ele os basques discutiam de repente apareceu um com chapéu de pelo de raposa todos ficaram calados e se puseram de pé o intérprete disse ess é o próprio chefe pac logo pegou a melhor manta que tinha trazido E mais umas libras de chá e deu para o chefe o chefe aceitou e sentou no
melhor lugar log os basques começaram a falar ele o vho M tempo inclinou a cabeça para que se calassem e começou a falar com pacom em russo está certo é possível disse ele escolha o que quiser tem muita terra como vou pegar quanta terra eu quiser pensou pac é preciso ter um documento sen não dizem uma coisa agora e depois tomam de volta Muito obrigado disse por suas boas palavras Afinal vocês tê muita terra e eu não preciso de muita só que eu gostaria de saber qual será a minha é preciso medir de um jeito
e fazer um documento para mim Deus manda na vida e na morte vocês boas pessoas me dão a terra mas depois seus filhos podem tomar de volta é verdade disse o chefe podemos fazer um documento pacon disse eu soube que um negociante esteve aqui vocês também lhe deram terras e fizeram um documento podiam fazer a mesma coisa para mim o chefe entendeu tudo tudo é possível respondeu temos um escrivão E aí vamos à cidade E deixamos tudo por escrito e qual será o preço perguntou pacom nosso preço é um só 1000 rublos por dia pacon
não entendeu Como assim por dia que medida é essa quantas destinas vão ser não sabemos contar isso respondeu nós vendemos por dia quanto puder contornar a pé um dia é seu e o preço é 1000 rublos por dia facon ficou admirado mas num dia é possível contornar muita Terra disse o chefe [Risadas] riu Pois é toda sua disse só ten uma condição se num dia você não conseguir voltar ao lugar de onde partiu você vai perder seu dinheiro mas como é que eu vou marcar o caminho vamos ficar num lugar que lhe agradar vamos ficar
parados enquanto você vai andar e dar toda a volta vai levar uma pá onde quiser passa uma marca nas curvas Cave um buraco faça um montinho com Torrões de terra e depois nós vamos percorrer todos esses buracos com um arado pode dar a volta que quiser só que até o pôr do sol tem que chegar ao lugar de onde partiu o que contornar é todo seu pacon se alegrou resolveram sair cedo conversaram um pouco beberam mais comis comeram carne de carneiro serviram mais chá chegou a noite puseram pacom para dormir num colchão de penas e
os basir se dispersaram à noite Prometeram reunir-se no dia seguinte de madrugada e partir a cavalo para o local escolhido antes de o sol nascer pacon deitou-se no colchão de penas e não conseguiu dormir não parava de pensar na terra vou marcar uma grande extensão pensou vou contornar 50 verstas num dia agora o dia dura a vida toda em 50 verstas vai ter muita terra a que for pior eu vendo ou dou para os mugit a que for melhor eu mesmo pego para plantar contrato dois bois para puxar o arado emprego dois trabalhadores vou lavrar
umas cinquentas desitin e o resto deixo para o gado pastar pacon passou a noite sem dormir só adormeceu pouco antes da Alvorada assim que dormiu teve um sonho viu que estava deitado naquela mesma barraca e ouviu alguém dando gargalhadas lá fora quis ver quem ria daquele jeito levantou-se saiu da barraca e viu o mesmo chefe basir estava sentado na frente de uma barraca segurava a barriga com as mãos se sacudia e gargalhava rindo de alguma coisa pacon se aproximou e perguntou do que está rindo e viu que não era o chefe dos basquiroto negociante você
está aqui há muito tempo viu que já não era mais o negociante e sim o mesmo mujique que muito tempo antes tinha chegado de além do Volga e pacon viu que não era era mais o mujique sim o próprio diabo com chifres e cascos que estava sentado ali e ria e que diante dele estava deitado um homem descalço só de camisa e calça e pacom quis olhar com mais atenção para ver quem era aquele homem e viu que era um homem morto e que era ele mesmo pacon se horrorizou e teve um sobressalto acordou a
gente sonha cada coisa pensou olhou em volta viu pela porta aberta que o céu já estava Branco começando a clarear tenho que acordar o povo pensou está na hora de Partir pacom levantou-se acordou seu empregado na carroça mandou atrelar os cavalos e foi acordar os basquiroto os basques acordaram e se juntaram todos e veio também o chefe os basques começaram de novo a beber comis quiseram oferecer chá para pacom mas ele não queria perder tempo está na hora de ir disse está na hora os basques se reuniram e partiram uns a cavalo outros em carroças
e pacom e seu empregado foram em sua carroça levando mapá chegaram a stepe a alvorada começava a brilhar foram para uma cochilha chican na língua dos basquiroto o chefe chegou perto de pacon e estendeu a mão Olhe é toda sua disse tudo o que o olho alcança escolha o que quiser os olhos de pacon se iluminaram tudo era Terra virgem plana como a palma da mão preta como a semente de Papoula e nos vales mais fundos o capim chegava a altura do peito o chefe tirou o chapéu de pelo de Raposa e colocou sobre a
terra Olhe disse esta vai ser a marca a partir daqui vá até onde puder o que contornar será tudo seu pacom pegou o dinheiro colocou dentro do Chapéu tirou do cã ficou só de casaco reapertos cinto abaixo da barriga pendurou no peito um saco com pão prendeu na cintura um cantil com água apertou o cano das Botas pegou a pá com seu empregado e se preparou para ir pensou pensou que direção ia tomar para qualquer lado era bom pensou tanto faz vou na direção do nascer do sol voltou o rosto para o sol espreguiçou-se esperou
que o sol aparecesse no horizonte pensou não vou perder tempo no frio é mais fácil andar assim que o sol surgiu no horizonte o pacom pôs a paz sobre o ombro e foi para a esta pacon não andava depressa nem devagar percorreu uma versta parou cavou um buraco e empilhou Torrões de terra para servir de Marco foi em frente começou a relachar começou a alargar as passadas distanciou-se mais cavou mais um buraco pacon olhou para trás sob sol via-se bem o Chic as pessoas de pé e os aros das rodas das carroças brilhavam pacon calculou
que tinha percorrido cinco verstas começou a esquentar tirou o casaco jogou no ombro seguiu em frente avançou mais cinco verstas fazia calor olhou para o sol já estava na hora de comer passou a primeira das quatro partes do dia pensou pacon é cedo para voltar vou ficar sentou-se ficou descalço amarrou as botas na cintura seguiu em frente ficou mais fácil andar pensou vou andar mais umas cinco verstas aí vou virar à esquerda aquele lugar lá é muito bom Dá pena largar quanto mais longe melhor é a terra continou a andar para frente olhou para trás
o Chic estava quase fora de vista e as pessoas pareciam formigas como pontinhos pretos e algo brilhava muito de leve bem pensou pacom para este lado já peguei bastante tenho de dar a volta já estou todo suado Tenho sede parou cavou mais um buraco fez um montinho com Torrões de terra desamarrou o cantiu bebeu e fez a curva para a esquerda andou andou o ficou mais alto e o calor aumentou pacou começou a se cansar olhou um pouco para o sol viu hora do almoço bem pensou tenho de descansar pacon parou sentou-se comeu pão com
água mas não se deitou pensou se deitar pego no sono ficou um pouco sentado continuou a andar no início andou ligeiro a comida lhe deu força mas logo o calor aumentou muito e o sono pesava no entanto não parava de andar e pensava uma hora de Sofrimento 100 anos de vida ainda avançou muito naquela direção quis fazer outra curva para a esquerda mas olhou um pequeno Vale úmido dava a pena Deixar aquilo para trás pensou ali o linho vai crescer bem seguiu reto de novo apossou-se do pequeno vale cavou um buraco no fim do Vale
e fez outra curva pacon olhou para trás para o chican o calor nubla a visão algo ondulava no ar e através da névoa quase não se viam as pessoas sobre o chican até lá dava umas 15 verstas puxa pensou pacon peguei dois lados bem compridos tem tenho que encurtar o próximo seguiu pelo terceiro lado começou a aumentar as passadas olhou para o sol já se aproximava a hora do lanche e ele tinha percorrido ao todo duas verstas do terceiro lado e faltavam as mesmas 15 verstas até o ponto de chegada não pensou apesar da minha
terra ficar enviesada Tenho de voltar depressa em linha reta se não vou longe demais e já estou com terra bastante pacon cavou um buraco de pressa e voltou direto para o chican pacon seguiu em linha reta para o chican e já tinha dificuldade para andar estava coberto de suor os pés descalços estavam cortados e doloridos e as pernas começavam a fraquejar Tinha vontade de descansar mas não podia precisava andar ligeiro para chegar antes do Crepúsculo o sol não esperava e baixava cada vez mais ah pensou será que me enganei Será que peguei terra demais o
que vai acontecer se eu não conseguir chegar a tempo olhou de relance para a frente na direção do chican olhou para o sol o local de chegada estava longe e o sol já estava perto do Horizonte Assim pacon andava com dificuldade não parava de alargar as passadas andou andou continuava longe Começou a correr largou o casaco as botas o cantil largou o chapéu só ficou segurando a pá na qual se apoiava ah pensou cobicei demais perdi tudo não vou chegar a tempo e com o medo sua respiração ficou ainda mais difícil pacon corria a camisa
e a calça Suada se colavam ao corpo a boca estava seca o peito arjava como um fle de ferreiro o Coração batia como um martelo e as pernas pareciam não ser suas aravam pacom ficou apavorado pensou vou acabar morrendo de tanto esforço tinha medo de morrer mas não podia parar se parar agora depois de correr tanto pensou vou me chamar de imbecil correu correu já estava mais perto e ouviu os basquiroto começava a se P O sol estava próximo e o ponto de partida não estava distante pacon viu que o povo sobre o Chic acenava
para ele com as mãos o incentivava viu o chapéu de pelo de raposa sobre a terra e viu o dinheiro dentro dele viu também o chefe viu que estava sentado na Terra as mãos sobre a pça pacon lembrou-se do Son terra tenho muita pensou mas será que Deus vai permitir que eu viva nela Ah eu me matei não vou chegar lá pacon olhou de relance para o sol e ele já havia tocado na terra já tinha começado a sumir atrás do Horizonte que cortava o sol em forma de arco pacon recorreu as suas últimas energias
inclinou o corpo para a frente só a muito custo conseguia equilibrar-se nas pernas e não cair pacon corria para o chican de repente tudo ficou escuro olhou o sol tinha se posto pacon suspirou meu esforço foi em vão pensou quis parar mas ouviu que todos os basques gritavam e lembrou-se de que debaixo lhe parecia que o sol tinha se posto Mas visto de cima do o sol ainda não baixara de todo pacon respirou fundo correu subindo o chican no chican ainda estava claro pacon subiu correndo virou o chapéu o chefe estava sentado na frente do
Chapéu gargalhava as mãos seguravam a pança pacon lembrou-se do sonho suspirou as pernas se dobraram e ele tombou para a frente segurando o chapéu com as mãos Ah muito bem exclamou o chefe pegou muita terra o empregado de pacon veio correndo quis levantá-lo mas estava saindo sangue de sua boca e ele jazia morto os basques estalaram a língua para exprimir pena o empregado pegou a pá cavou uma cova para pacom exatamente o espaço que ocupava dos pés à cabeça três arquim e o [Música] enterrou h