Boa tarde para todas as pessoas que estão nos acompanhando né iniciamos agora as atividades das plenárias simultâneas o meu nome é josilei Rafael sou assistente social e também professor do departamento de serviço social da Universidade Federal de Mato Grosso em Campos em Cuiabá atualmente Sou coordenador Regional de graduação da Associação Brasileira de ensino e Pesquisa e serviço social a região centro-oeste compondo a gestão a que se respira luta da abebs bom vou fazer minha autocrição né Eu sou um homem cias gay bairro do Estou vestindo uma camiseta preta atrás de mim tem uma prateleira preta
e amarela com vários livros e esse é o cenário aí que faz parte de onde do espaço onde eu estou nos bastidores da nossa atividade de hoje nós estamos contando com a da Ana Paula né que é assistente social do Conselho Regional de Serviço Social do Ceará ela faz parte da equipe dessa plenária está auxiliando o nosso trabalho e também está responsável pela relatoria né do que Iremos realizar aqui ao longo dessa tarde então em nome de todas as assistentes sociais do 17º Congresso Brasileiro de assistente sociais e do Conselho Federal de Serviço Social nós
agradecemos aqui né a contribuição da Ana Paula bom a temática da plenária nos coloca no olho de um Grande furacão na história recente o negacionismo nunca foi tão difundido o que vivemos especialmente a partir de 2020 né com processo pandêmico foi a intensificação de um projeto de dizimação de vidas que sustentada no negacionismo retirou aproximadamente mais de 700 mil vidas de pessoas que estavam no seu convívio familiares social essa situação precisa ser pensada Na relação né com a questão da comunicação E também com um grande desafio que tem se colocado diante do nosso trabalho profissional
que é o significado dos avanços tecnológicos esses avanços tecnológicos eles trazem consigo um conjunto né de novas atribuições de novas tarefas que estão sendo pensadas que estão sendo problematizadas pelo serviço social brasileiro É nesse contexto é que se insere inclusive é grandiosidade do Nosso tema especificamente por colocado diante das questões históricas que o serviço social tem enfrentado o ano de 2022 é um ano bastante significativo apontarmos alguns avanços na relação do serviço social com a temática da comunicação com a área da comunicação recentemente em setembro na cidade de Maceió o Conselho Federal de Serviço Social
junto com seus conselhos regionais aprovou a nova versão né um plenária da política de comunicação Nesse mesmo ano no decorrer desse ano a BEP se realizou um conjunto de atividade que combinaram na elaboração da versão preliminar e também na versão final da política de comunicação que será apreciado e apresentada para a aprovação na Assembleia que se realizará em dezembro ao final do nosso encontro nacional de pesquisadores em serviço social Esses são alguns dos Passos que nossa profissão tem dado na direção de avançar no debate sobre a comunicação na Direção de definirmos e construímos a comunicação
que queremos afinada e multiplicadora dos princípios e também dos valores que defendemos para nos presentear ricas contribuições a plenária de hoje que tem como título comunicações como direitos em tempo de negacionismo o que o serviço social tem a ver com isso conta com a presença ilustre né das professoras Helena Martins da Universidade Federal do Ceará e da professora Kênia Figueiredo do Conselho Federal de Serviço Social e também professora da UnB e uma das referências do debate Na nossa área né sobre a comunicação bom a atividade Ela será feita através da exposição inicialmente da Professora Helena
Martins com 40 minutos faltando cinco minutos Eu comunico a vocês na sequência nós passamos para a professora Kênia após a exposição das Duas né Nós abriremos para apresentar aos questões Que vão ser lançadas no chat e que inclusive Ana Paula vai fazer esse trabalho de encaminhar para nós essas questões para que a gente possa que aprofundar né os elementos que serão apresentados durante a exposição durante o nosso encontro para pensarmos inclusive nessa dinâmica foi sugerido que para quem tem o interesse de aprofundar nesse debate né e construir um diálogo inclusive com as professoras que estão
aqui é Se interessarem né A partir do momento que também lançarem as suas perguntas deixarem também os seus e-mails tá que é isso será repassado para as professoras bom dito isso né partimos então para as atividades mas antes eu vou fazer apresentação do currículo das professoras a professora Helena Martins ela é doutor em Comunicação Social pela Universidade de Brasília um período sanduíche no Instituto Superior de Economia e gestão da Universidade de Lisboa financiado pelo programa né de doutorado sanduíche da Capes é professora do curso de Comunicação Social publicidade e propaganda da Universidade Federal do Ceará
e também do programa de pós-graduação e comunicação ela é editora da revista eu acho que é esse nome a coordenadora do delas né que é o laboratório de pesquisa sem políticas tecnologia e economia da comunicação E também pesquisadora do GT Economia política de lá informação na comunicação e na cultura da e do grupo comunicação economia política e sociedade ela possui mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Ceará e graduação em comunicação com habilitação em jornalismo pela mesma Universidade associada a união Latina de Economia política da informação da comunicação e da Cultura a professora Kênia ela
é assistente Social docente no departamento de serviço social da UnB atuando na graduação e pós-graduação em política social Doutora pela faculdade de comunicação mestre e serviço social e políticas sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro a UERJ ela coordena o grupo de estudos e pesquisa e extensão sobre comunicação pública Assistência Social e serviço social o compras Então esse é o currículo das nossas Convidadas então a gente passa agora a palavra para professora que tem 40 minutos para professora Helena e faltando cinco minutos eu informo tá para que a gente consiga atender aí o
tempo previsto das nossas atividades sejam bem-vindas e muito obrigado por aceitar esse desafio estar aqui nesse feriado né contribuindo aí com esse evento Então importante né para a história do serviço social brasileiro e Também para tantas outras áreas que bebem na produção do conhecimento do serviço social Obrigada Josilene me escuta bem tranquilo te agradeço muito por mediar esse espaço queria agradecer a organização do congresso de uma forma geral e particularmente a Kenia minha colega de doutorado muito bacana que a gente se reencontre né nesses desafios também de compreensão da comunicação nessa Interface com outras áreas
e para mim é muito interessante tá aqui com vocês porque acho que você fez social é ainda das áreas mais críticas né uma produção marxista que dialoga né com a perspectiva da transformação social que são elementos que infelizmente tem sido raros nas universidades e que a gente precisa retomar e afirmar e ampliar né como a nossa própria conjuntura demonstramento da sua ausência queria conversar com vocês um Pouco sobre a economia política da comunicação E esse desafio que a gente vai ter né de pensar a situação atual e a luta por direitos então vou fazer um
pouco do que perspectiva política mais Ampla né de uma outra comunicação mas também dialogando com a realidade que a gente enfrenta com a concentração dos meios de comunicação com os desafios antigos Associados aí a Rádio Difusão aos meios de comunicação tradicionais mas também as plataformas digitais e Como o debate né que vocês estão travando é muito sobre desinformação negacionismo eu vou pegar um pouco desse fio para pensar a questão da desinformação também nesse processo de uso histórico da informação eles podem torno dela como é que se dava antes e como é que isso dá agora
por isso que eu coloquei esse título mais amplo já economia política das Comunicações hoje e a luta por direitos aí eu esqueci de iniciar me escrevendo Josué fez isso Corretamente então eu sou uma mulher de 35 anos parda de cabelos medianos eu tô vestida com vestido vermelho porque a gente tá no segundo turno da seleção tão importante no nosso país atrás de mim tem um instante com alguns livros uma vitrola e algumas fotografias é isso então Começando aqui eu sei que a Kenia E vocês estão discutindo muito na Perspectiva do direito à comunicação Então queria
trazer já de ponto de partida né Qual é A nossa perspectiva como é que a gente consegue conceituar aqui o direito à comunicação nós sabemos que há outros direitos da historicamente consagrados Associados a comunicação é o caso da liberdade de expressão da própria liberdade de imprensa mas são direitos que foram desenvolvidos na Perspectiva muito Liberal né individualista desde os anos 70 do século passado né Há uma discussão sobre a centralidade da comunicação na sociedade do ponto de Vista da própria organização social e portanto essa discussão foi levando também uma compreensão da comunicação para além tiverem
individual mas para um olhar coletivo sobre essa comunicação que acabou também culminando na formulação de um direito que se pretende né um direito com essa abordagem mais coletiva que é o direito à comunicação embora esse direito ele seja vivenciado em várias lutas né arrancadas na rua e discutido né em vários fóruns acho que A primeira o primeiro grande documento que expressa isso é um relatório Mac bright um relatório feito pela Unesco nos anos 80 que partiu inclusive de um estudo que é um lesco desenvolveu sobre a desigualdade nos fluxos comunicacionais entre os vários países Vale
pensar né a gente tá falando aí de início dos anos 80 ainda o início do processo de mundialização do Capital mas já muito nista na diferença de participação dos vários países na Economia e no processo de comunicacional que vinha se desenhando a parte dali especialmente no caso daquele momento olhando desenvolvimento dos satélites das redes telecomunicações porque hoje né a gente pode resumir esse entorno né do que veio a ser constituído como a internet então é uma crítica essa desigual participação dos países da esfera das Comunicações naquele momento que desemboca na formulação né Desse relatório que
pauta a comunicação como Um direito humano fundamental nessa perspectiva né a comunicação como direito significa que todas as pessoas devem poder e ter condições para se expressar livremente ser produtora de informação fazer circular Essas manifestações sejam elas opiniões ou produções culturais portanto né não basta ter a liberdade de expressão individual ou um acesso apenas a vasta Gama de fontes de informações O que é óbvio muito relevante então está escrito No próprio direito à informação mas a perspectiva do direito à comunicação pensa nesse circuito de produção e circulação de informações de produções culturais e Insta que
o estado e a sociedade adota em medidas para garantir que todos e todas possam exercer esses direitos plenamente para a gente ter uma dimensão na do conflito que envolveu essa formulação logo após a publicação do relatório Mac bride os Estados Unidos retiraram na Unesco e só voltaram alguns Anos depois né Depois de muita negociação e o ponto fucral foi de fato essa necessidade de políticas públicas para garantir o exercício do direito à comunicação que passa óbvio né pela democratização dos meios de comunicação então de lá para cá essa perspectiva ela tem animado uma série de
lutas e também de formulações que se inscrevem em políticas públicas em proposições legislativas no Brasil apenas uma lei reconhece expressamente o direito à Comunicação que é o estatuto da Juventude mas a América Latina a gente teve por exemplo a lei de meios aprovado em 2007 na Argentina que foi uma lei bastante baseada na Perspectiva do direito à comunicação e que nesse sentido né levou Inclusive a uma partição do espectro eletromagnético entre público privado estatal fazendo com que os grupos que ocupavam muita parte né uma boa parte da Rádio Difusão tivessem que abrir mão das suas
licenças Para distribuí-la com outros agentes que historicamente foram excluídos do acesso aos meios de comunicação como no caso da Argentina povos indígenas e meio de comunicação comunitárias vinculados à associações movimentos de bairros e outros mais né então é uma peleja que tem sido desenvolvida nas últimas décadas e que óbvio né vai de encontro a todo um cenário de muita concentração de poder de saber né que envolve aí as disputas históricas em torno da Comunicação eu entro já no segundo ponto que é pensar um pouco desse desse histórico dos meios de comunicação particularmente do nosso país
né o Brasil ele teve a toda Constituição do seu sistema de comunicação muito espelhado na Perspectiva norte-americana que é uma perspectiva de entrega né de um bem público hoje a gente pode formular inclusive como bem comum para a iniciativa privada Então por mais que as outorgas né passem Por processos públicos sejam portanto intrinsecamente públicas Elas têm sido utilizadas exploradas pelos meios privados né pelas empresas historicamente de um modo tal que diferente de países né como França Reino Unido Alemanha Japão Canadá entre outros vários países nós não tivemos aqui sequer a Constituição de um sistema público
de comunicação baseado no interesse público baseado no atendimento das necessidades sociais né ao contrário Nós tivemos portanto todo um sistema desenhado para servir essa exploração privada né com o objetivo de lucro e obviamente também com os objetivos políticos desses grupos de comunicação historicamente sempre tiveram uma relação aí de influência e de utilização dos meios de comunicação para garantir né a sua presença também política no nosso país portanto nós tivemos um cenário desenhado em primeiro lugar de concentração de grupos privados em Âmbito local né de forte propriedade familiar e também de desrespeito as normas que caracterizam
o próprio sistema brasileiro sempre um sistema tencionado disputado é mais com normas que em geral não são consideradas talvez a mais importante delas caiu mencionar aqui seja a própria Constituição Federal né todo o processo da constituinte foi um processo de muito debate sobre as comunicações naquele momento havia inclusive uma proposição mobilizada pela Federação do jornalistas de estatizar as comunicações né e entre outras várias proposições que foram apresentadas por um movimento social que você forjou a época que era um movimento pela democratização da comunicação essa leitura na Progressista Ela Partiu muito do reconhecimento do papel dos
meios de comunicação né na ditadura na ditaduras Lojas Americanas de uma forma geral e apresentou não uma série de propostas para o processo da Constituinte essa mobilização essa tensão enfrentou claro né os meios privados as suas associações particularmente é aberta que é a maior Associação né da radioatização no nosso país e todo esse conflito resultou inclusive em uma não finalização do capítulo da Constituição Federal no processo da constituinte esse capítulo ele só foi finalizado em plenário né foi o único capítulo que passou por esse por essa situação O que mostra né o tamanho do embate
que a gente tinha naquele momento em relação às comunicações esse embate ele também se expressa na própria carta né Nós temos desde um viés né propositivo Progressista que coloca por exemplo nos artigos que estão lá no capítulo 5 né a proibição da mo e do oligopólio das Comunicações Mas também consagra essa exploração privada e acabou também sendo um capítulo muito pouco detalhado né que seria objeto de uma regulamentação Posterior que na maior parte dos artigos o que aconteceu né Então esse é o cenário que nós temos né Além disso né esse cenário ele ocasionou um
utilização dos meios de comunicação com esses interesses particulares né e de um ponto de vista mais geral né do programa expresso por esses meios de comunicação muito relacionário e que pode ser apontado de fato como o violador de direitos humanos em muitos casos né Acho que o exemplo vem a mente de todo mundo Quando a gente fala disso são os programas policiais mas em geral nós temos uma mídia que não consagra que não promove os direitos humanos ao contrário né que tá o tempo todo promovendo distinções segregações e naturalizando também uma série de violações de
direitos uma terceira questão né uma situação que vai de fato de encontrar informação e a comunicação como direitos fundamentais até hoje a nossa sociedade ela não lê a comunicação Como direito nela lei muito mais a comunicação como mercadoria o que faz com que a gente tenha uma desigualdade imensa né na utilização da possibilidade de acesso e produção de comunicação já na Rádio Difusão nos meios comunitários por exemplo sempre foram criminalizados perseguidos isso a gente também vê ainda hoje né da internet com exclusão de pelo menos 25% da população brasileira do acesso a rede mundial de
computadores né Então essa visão da comunicação como Mercadoria impede que haja uma leitura social e a reivindicação mais Ampla né da comunicação como um direito e portanto as políticas públicas que possam promover a garantia desses direito né Essa é um pouco do Marco Geral do que a gente tem de da história da comunicação no Brasil Óbvio de uma maneira muito resumida bom na contemporaneidade nós temos a permanência dos problemas Associados né Essa disputa histórica em torno da Comunicação da informação a essa ocupação muito desigual né dos meios de comunicação e que hoje né se encontra
também com outros desafios postos aí pela própria internet e pela organização né do setor da internet como a gente vai tratar mais à frente só para a gente ter um pouco dos Marcos né Desse debate e já trazendo para a questão da disputa em torno da informação formulada como desinformação queria colocar aqui os dados desse relatório um relatório Importante é que chama a democracia report que todo ano ele faz um estudo sobre a democracia nos mais diversos países né no ano de 2022 o relatório diagnosticou uma situação de maior número de nações autocráticas nos últimos
50 anos e o que é interessante para a gente relacionar com esse cenário das Comunicações é que o estudo coloca que há uma natureza diferente desses governos autocráticos Relacionando aí a existência desses governos a uma política de comunicação muito mais né efetiva e que leva e a todo um cenários polarização e de fato de desinformação da sociedade né então o estudo ele faz esse alerta de que a forma como a comunicação hoje é vivenciada explorada especialmente para os setores é extrema direita mas óbvio né em muita Associação com consultorializar direito é mais tradicional tem levado
a imposição de Diversos governos autocráticos isso se revela desde envolvendo sua efetivamente ditaduras como caso de me amar onde há uma série de leis né que colocam como crimes contra o estado Inclusive a crítica algumas políticas que unem com pena de prisão jornalista comunicadores é que denunciam a situação da democracia do país até mesmo outros países que são considerados Democráticos mas que também né padecem Aí de todo um instrumentalização da informação com Vistas a afirmação de um governo né não democrático como é o caso do Brasil obviamente então isso tem gerado preocupações em todo mundo
um outro dado também do relatório digital em 2021 expressa claramente essa preocupação colocando que na América Latina a preocupação com desinformação ela está muito mais muito acima da média mundial né especialmente no caso do Brasil se a média mundial é de 56% da população preocupada com desinformação Aqui no Brasil é de 84% no Chile com mais 60% na Argentina também 60% e no México com quase isso né então e essa preocupação Óbvio ela não tá descolada dos processos que nós já temos enfrentado no nosso cotidiano agora acabou de passar para a discussão sobre a nova
constituição e também a avaliação de que as informação pesou muitíssimo né para derrota da do projeto da constituinte é especialmente sobre temas né que são sempre abordados nas campanhas de desinformação com uma Ideia de família a ideia de nação e aqui no Brasil mais uma vez né a gente tem enfrentado também esse problema no segundo turno especialmente das eleições presidenciais então todo esse cenário coloca né Um Desafio muito grande para a gente pensar a o lugar da comunicação hoje para garantir direito já que concretamente né O que a gente tem visto é a comunicação sendo
utilizada para destruir esse sentido que a população utiliza para se orientar em relação ao Mundo né Sempre Trago essa essa reflexão da área de porque muita gente coloca que as informações é um problema de repetição né usando aquela fórmula antiga do gamers de que uma mentira repetida muitas vezes forma em verdade particularmente eu acho essa uma leitura equivocada acho que não se trata Só de pensar né que a população passa a acreditar naquilo que é muito repetido né se trata de entender que as bases para compreensão do mundo São só Lapadas com essas políticas de
desinformação não à toa tão difícil né discutir racionalmente problemas do país perspectivas que são muito mobilizadas aí pelas campanhas de desinformação como a gente tem visto nesse momento né então é algo muito mais profundo e que tem um sentido ideológico também que deve ser refletido de uma forma muito mais complexa do que ler né apenas a população como repositório de Informações falsas que passam acreditar nessas informações que elas recebem é um problema mais amplo e que tem a ver né com todo esse histórico de da forma da comunicação de Como a comunicação utilizada pelas Grandes
Empresas e pelo capitalismo de uma forma geral até chegar né nessa estrutura que a gente tem hoje que guarda algumas particularidades em relação ao que nós vimos né no século XX trago aqui algumas ideias de contexto para a gente refletir Sobre esse cenário né Porque que a comunicação tem sido tão utilizada para desenformar para promover esses gastamento social visível né no nosso contexto primeiro é importante reconhecer né algo que que não é isolado não se trata de um problema setorial mas como uma expressão de fato da própria crise do capitalismo na etapa atual tem um
tem um feito uma leitura de que o problema da comunicação ele é um problema que é uma expressão da própria Crise do capitalismo sempre gosto de fazer menção a um texto do brecha de 1935 onde ele vai discutir a natureza do fascismo e ele coloca que o fascismo ele não é uma terceira via entre socialismo capitalismo e o que seria o fascismo ele coloca que o fascismo a expressão do capitalismo no seu momento de crise quando não é mais possível né fazer uma política de ganha ganha responder aos anseios sociais da população e manter Com
isso né o sistema funcionando apesar das suas contradições intrínsecas o que o brejo traz ao contrário né é de que o fascismo é efetivamente uma guerra contra os pobres no sentido da imposição de todo um programa político econômico que não seria né facilmente legitimado por essas populações que sofrem Claro nas consequências desse programa então nós vivenciamos esse momento e assim como nos anos 30 né a comunicação foi utilizada para mascarar essa situação e Para impor ou naturalização desse status a gente também encara isso agora com toda instr da comunicação para justificar né políticas de retirada
de direitos e uma política muito agressiva contra a população mais pobre junto a isso também nessa crise ela se revela uma crise das próprias instituições a não é só a ninja que tem sido questionada né mas também congresso o Supremo As instituições partidárias né então instituições muito típicas das Democracias liberais elas estão em questão e a mídia também é parte disso né não à toa nós temos visto as pessoas se apegando a uma série de outras fontes de informação e negando nas instituições midiáticas tradicionais isso aparece claramente nos dados né dados por exemplo do Instituto
houters apontam uma credibilidade midiática muito decrescente nos últimos anos e aparece também nas próprias manifestações das pessoas contra a Globo né e contra os Meios de comunicação de uma forma geral toda uma uma crítica essas instituições como se elas realmente não fossem representativas e de alguma forma elas não são né mas os problemas são lidos né de uma de outra forma não para ampliar né a representatividade e melhorar essa representação mas no sentido de superar né todo uma série de imediações que essas instituições tradicionais historicamente estabeleceram né em vez desses mediadores o que nós temos
né são Figuras que se apresentam aí como representantes direto da população Como o próprio bolsonaro expressa tão bem né Um cenário Óbvio de insatisfação generalizada Esse é um outro ponto né que o David harvar diagnostica muito bem quando vai discutir Como o próprio não liberalismo né produtor desse tipo de desagregação social tudo isso leva Óbvio a uma dificuldade de legitimação do sistema e há uma política né de comunicação que Vai ter aí como o embate Central né as disputas em torno da informação na leitura da economia política da comunicação a gente faz sempre questão de
trazer né à tona de que essa não é uma disputa nova né a informação ela é objeto né de disputa historicamente especialmente desde a configuração dos grandes sistemas de comunicação quando nós tivemos boa parte da população né alejada da possibilidade de acesso a esses espaços tão importantes de Produção e de circulação de Visões de mundo né de posicionamento de ideologia mas hoje essa luta em torno da informação ela se materializa ainda de forma mais nítida e em espaços né que são espaços hoje dominados aí por agentes econômicos vou passar aqui já para frente que nós
temos chamado de plataformas digitais importante compreender que a própria economia política da internet ela tem Favorecido essa esse processo de disputa em torno da informação e de ganho né Por parte de alguns setores dessa disputa muita gente apostou nos anos 90 de que a internet seria um espaço bastante democrático né iria democratizar a própria sociedade iria levar uma série de superações das desigualdades das opressões porque não haveria mais o impedimento das pessoas de se manifestar já que a comunicação seria muito mais acessível inclusive mais interativa mais Bigeracional essa foi uma leitura bastante desenvolvida e que
hoje ela obviamente incapaz de explicar a realidade na economia política a leitura que temos desenvolvido é de que pelo menos desde meados dos anos 90 nós tivemos uma reorientação da internet né que se foi inicialmente pautada né também por setores acadêmicos setores Públicos como é o caso do Brasil mas tinha ali já desde o começo outros interesses postos no seu desenvolvimento Interesses foram radicalizados a partir de meados dos anos 90 quando nós tivemos um processo amplo né de comercialização da internet com o surgimento de uma série de empresas que passaram a desenvolver produtos e negócios
nas redes outros serviços né de transformação de fato até mesmo do acesso à internet como algo pelo Qual deveria se pagar né esse processo ele demorou pelo menos alguns dez anos até chegar uma situação nos anos 2000 onde Há né uma presença muito forte dessas corporações inclusive de corporações que são essencialmente vinculadas né o setor da internet Fala aqui do Google é do Facebook da Amazon né que são hoje as corporações que estão aí na ponta de lança né do capitalismo contemporâneo basta olhar todos os relatórios da lista da Forbes e sobre as principais empresas
do mundo para a gente encontrar nesses agentes com muito destaque O que explica esse crescimento também a Situação política e econômica vivenciada né nesse período nós tivemos aí na segunda metade dos anos 90 toda uma um incentivo à presença de empresas no âmbito da internet isso gerou todo o movimento especulativo que culminou no que nós chamamos de bolha.com no início dos anos 2000 né houve uma corrida especulativa para ampliar os investimentos no âmbito das plataformas digitais e Isso acabou levando a uma quebra da Nasa que a bolsa De valores associadas as empresas de tecnologia depois
desse momento né de quebra muitas Pequenas Empresas elas faliram várias empresas não conseguiram superar né esse momento e houve uma série de movimentações financeiras que direcionaram aportes para poucas corporações Google importante ter em conta que até esse momento essas empresas nativas de internet elas operavam no vermelho Elas não tinham né todo modelos de negócios Lucrativo ao contrário elas estavam o tempo todo ali em dívida e passaram a Se valer de uma série de modificações das políticas financeiras inclusive nos Estados Unidos né Especialmente nos Estados Unidos para conseguir crescer nesse sentido algumas poucas corporações tiveram na
capacidade de crescer de desenvolver modelos de negócios né que gerassem lucros de avançar para outros segmentos são essas corporações que nós temos chamado hoje de plataformas Digitais modelos de negócios que elas desenvolveram é um modelo baseado essencialmente na coleta de dados elas estão o tempo todo coletando dados para vender esses dados para que esses dados sejam utilizados como informações para as mais diversas finalidades inclusive finalidades políticas e na especialmente também pelo tema da nossa mesa para desenformar não é possível ter uma campanha de desinformação efetiva se você não tiver Uma compreensão do seu público e
a possibilidade de direcionar conteúdos para públicos específicos o modelo datificado dessas empresas permite isso o caso né da Kennedy analítica nos Estados Unidos ficou muito famoso e trouxe satona mas é importante considerar né que não foi não foi a Cambridge foi o próprio Facebook que coletou esses dados e que vendeu esses dados para algumas empresas e isso não é específico do Facebook agora mesmo nós Temos uma informação né muito concreta bem trabalhada na revista Piauí agora de agosto tem uma matéria que detalhe é isso né de um acordo entre o Google e a Jovem Pan
para favorecer os conteúdos da Jovem Pan no YouTube o próprio twitter também tem pesquisas na dele que colocam que os seus algoritmos a sua lógica de trabalhar os dados né Tem favorecido a circulação de conteúdo de extrema direita na rede Então essa política dá dedicada né ela tá na base do modelo de Negócio dessas empresas ela tem sido utilizada né para favorecer essas esses polos políticos da direita e da Extrema direita especialmente Esse é um ponto um outro ponto é que essas corporações essas plataformas portanto Como Eu mencionei elas passaram a se espraiar para outros
setores né com isso elas conseguem ter mais dados sendo coletados mas também elas conseguem ter um potencial financeiro né muito maior e a gente vai tratar disso elas estão Longe de ser hoje apenas empresas de comunicação né Elas têm uma atuação diversificada em vários ramos e vão pautando Inclusive a transformação desses outros ramos pelo que eu tô colocando até aqui o que eu gostaria de salientar é que essas plataformas elas resultam desses processos de crise econômica e de resposta inclusive por mesmo mecanismos financeiros né a crise que elas desenvolvem esse modelo de negócios né que
passa a ser utilizado Para promover campanhas né de desinformação que são baseadas também da notificação em microdirecionamento de informações etc e que elas favorecem alguns conteúdos quer dizer isso muito explicitamente Porque tem uma leitura que foi muito também hegemônica no campo da comunicação E acho que em outros em outros Campos também de que essas plataformas Elas seriam infraestruturas neutras né sobre as quais nós poderíamos atuar para produzir os nossos conteúdos Fazer circular esses conteúdos e para compreensão do cenário de desinformação hoje e para compreensão da disputa da informação que tem que ser travada é fundamental
compreender que essas plataformas não são neutras por tudo que eu coloquei aqui elas são agentes políticos econômicos que se elas não diretamente produzem conteúdos elas impactam a circulação desses conteúdos seja por meio desses mecanismos já mencionados de microdirecionamento de Campanhas a partir do uso de dados ou seja por meio de outras políticas e outros arranjos que essas plataformas desenvolvem até mesmo a partir dos seus algoritmos nesse eleitoral mais um exemplo Para comprovar isso um laboratório da UFRJ que chama Núcleo de Estudos de tecnologia e sociedade da UFRJ ele fez uma pesquisa no YouTube identificou Que
contas completamente novas né sem sem terem cookies Registrados né se entrarem no YouTube vão receber mais conteúdos de extrema direita nas recomendações do YouTube é mais um exemplo né da forma como essas plataformas agem para modular né esses comportamentos e para impactar de fato a circulação de conteúdos no âmbito da internet Além disso né além desses mecanismos de datificação de modulação e recomendação a gente também tem toda uma série de políticas dessas plataformas que guiam a operação delas em relação Aos conteúdos que são postados nelas e que não são públicos e que não são transparentes
e que não são debatidos socialmente né são chamados ter uso dessas plataformas aí no slide eu coloquei uma citação é um trecho do morozov que é um autor que discute como esses termos de uso funcionam como leis definidas unilateralmente né esses termos de uso eles têm levado a uma série de derrubadas de conteúdos né Com argumento de que as pessoas estão na ferindo esses termos de uso né definidos pelas plataformas e sem inclusive possibilidades que as pessoas critiquem questionem e possam solicitar aí né uma revisão dessas decisões acontece em alguns casos dessas derrubadas serem vistas
como interessantes porque se voltam contra redes de direita mas é muito importante não ter uma leitura que favoreça a ideia de que são as plataformas as criadoras do debate Público e as definidoras o que deve ou não deve circular na rede assim como elas derrubaram já Conta as mbl elas também derrubaram o de ouro nos ruralistas contas de movimento feministas né então jornalistas Livres da Revista Fórum todo da Cut né todos são casos bem conhecidos de derrubadas de conteúdo por parte das plataformas digitais né Então essa disputa de informação nesse cenário ela fica muito desequilibrada
porque a Gente tem agentes fundamentais que organizam o debate publico hoje que não se pautam por regras democráticas que não são sequer transparentes e que operam obviamente né a partir do olhar para o seu próprio modelo de negócios esses agentes eles também impactam que circulam na rede a partir do momento em que eles conferem o que o Pasquale chama de uma relevância artificial a determinadas conteúdos né então como é que a gente pode explicar né o fato de Que esses vídeos do YouTube de extrema direita tem tanta visibilidade como é que isso acontece é porque
eles funcionam apenas com juros da linguagem da estética ou é porque de fatores foram beneficiados por essas empresas Ou mesmo porque Eles pagaram para isso né então são outras questões também que tem tudo a ver com essa disputa da informação hoje que passa né pelo que eu tenho chamado né de uma visibilidade condicionada ao pagamento para deixar um Pouco isso mais nítido trazendo dado da própria eleição de 2022 apenas no primeiro mês da eleição entre Agosto e Setembro desse ano primeiro turno houve o pagamento de 100 milhões de reais para impulsionamentos no Facebook no Google
praticamente maior parte disso o Facebook né que é Facebook e Instagram é a mesma Corporação e você paga para um e também leva leva o impulsionamento para outro é por meio desse pagamento que os conteúdos conseguem chegar ao maior Número de pessoas então vejam como a gente vai né condicionando a nossa presença na rede a mecanismos que não são Democráticos e que não são inclusive transparentes Além disso por meio desse tipo de mecanismo né quando você paga que você consegue direcionar o público-alvo da sua mensagem aí você consegue segmentar por gênero por idade Por orientação
sexual por região por bairro por profissão uma série de opções de segmentação que essas plataformas Conferem né E aí também que há né Toda essa política de direcionamento de conteúdos desenformativos até porque quando a direção no conteúdo para uma determinado público esse conteúdo não vai estar visível para outro público não atua muitas vezes nós não conseguimos quiser saber o que é que circula nas bolhas né da direita Porque nós não estamos nelas né isso faz com que a gente tenha todo um debate social muito marcado né por essas bolhas e por essa Opacidade né Por
fim a gente tem essa lógica também de automatização das conversas por meio da utilização de robôs é de sistemas artificiais que vão favorecendo a circulação de alguns conteúdos em detrimento de outros Esse é o cenário sobre o qual né Nós temos hoje as políticas né de comunicação e também as ações de campanhas de desinformação elas não são novas portanto Mas elas contam né com todo esse mecanismo novo da Internet e pelas características né Que estão Opostas para essa rede hoje um volume muito maior de informação uma velocidade muito maior de produção e de circulação né
de informação automatização dos processos uma operação dos algoritmos o direcionamento personalizado e esse encerramento dos públicos né em bolhas artificiais né montadas aí como públicos a partir da utilização desses dados não é isso que a gente tem hoje de cenário de disputa de informação no ambiente das Comunicações digitais sobretudo né deixei aqui a informação de um livro que a gente publicou sobre esse tema que detalha né esse processo das informações na internet hoje comparando com o que a gente tinha na Rádio Difusão e avançando para reconhecer né as particularidades também desse momento atual indo para
frente esse cenário ele gerou uma desigualdade nessa disputa pela informação e uma Desigualdade em relação ao poder efetivamente né das plataformas inclusive em relação aos próprios estados né muitos e muitas de nós aqui certamente atuamos com política social né batalhamos Por legislações né estamos nessa frente também institucional de disputa e disputamos né por dentro do próprio Estado e que esse gráfico mostra a desigualdade de poder né no caso econômico entre as plataformas e os estados nacionais né vendo aqui o que Nós temos é que em laranja a gente tem a reunião dos lucros do gafan
né Google Amazon Facebook é por microsoft no ano de 2019 899 né Bilhões de Dólares aqui nessa cozinha pouco cinza Argentina 161 o cheiro é 64 o médico 3 né e outras organismos também aqui como a OMS a Unesco também apontados Óbvio com o poder econômico muito menor isso fala para a gente né desse poder econômico dessas empresas e de como eles elas usam Esse poder para tensionar né Essas disputas que se dão em torno da informação e da própria regulação do ambiente digital hoje quero dar o exemplo aqui do debate feito no Brasil em
torno do projeto de lei 2630 o PL das fake News né que vinha sendo debatido nos últimos anos do congresso nacional e contou no ano passado com um Lobby contrário muito pesado dessas corporações digitais que promoveram campanhas públicas né incidiram em Relação ao congresso nacional né contra a aprovação de um projeto de lei que essencialmente né colocava a necessidade da gente ter transparência na operação dessas plataformas para facilitar né Toda a compreensão do que é esse ecossistema midiático hoje e para facilitar também o combate as informação que era um dos intuitos aí desse projeto a
gente talvez não tivesse vamos agora mas o poder dessas plataformas de fato operou muito Fortemente contra né a aprovação desse projeto de lei plataformas que em geral não tem oferecido respostas ao problema da desinformação essa é uma outra pesquisa né que nós fizemos entre 2018 e 2020 que mapeou todas as políticas desenvolvidas pelas plataformas para combater desinformação e que concluiu né que essas políticas são muito frágeis muito a quem né do tamanho do problema da desinformação e que de fato não não são efetivas exatamente porque não vão Ao encontro nesse problemas centrais que estão associados
ao modelo de negócio das próprias plataformas né Então essas plataformas Elas têm atuado contra né o debate público e de fato apresentado respostas muito incipientes para um problema da desinformação pois a gente pode detalhar um pouquinho mais do que nós encontramos em termos de respostas né para finalizar nos três minutos que me restam colocar aqui a todo uma discussão Hoje né que reconhece essa centralidade das plataformas digitais no âmbito das disputas de informação e que cada vez mais aponta a necessidade de superar nesse paradigma liberal de não regulação de não debate público das plataformas e
que aponte a necessidade ao contrário delas também serem pautadas né por outra lógica por uma discussão coletiva democrática que a ponte como é que deve ser o funcionamento dessas plataformas exemplos disso a Europa acabou de Aprovar nesse ano duas leis importantes né sobre serviços digitais que colocam Inclusive a necessidade de Transparência algoritmica que desenham mecanismos de proteção para alguns Públicos como crianças e adolescentes e que de fato enfrenta né a ideia de que essas plataformas não devem ser reguladas a Europa provou já uma regulação sobre isso há um debate sobre isso em curso em outros
países inclusive nos Estados Unidos e aqui no Brasil nós estamos Também com uma campanha né defesa da regulação das plataformas digitais que tem crescido agora nesse mês de setembro o comitê gesto da internet no Brasil fez um seminário sobre regulação das plataformas para mapear possíveis temas de regulação reconhecendo aí a necessidade da gente avançar nessa agenda entender esse tema porque compreende né que não há uma possibilidade de vivenciarmos um cenário de direitos e de direito à comunicação Se a gente ainda tiver né Essa arquitetura tão desigual de poder que marca hoje as comunicações tanto tradicionais
quanto as mídias digitais essa regulação ela deve passar né para um debate sobre o alcance dela Quais são as plataformas que devem ser reguladas deve enfrentar essa questão dos temas e condições de serviços de uso das plataformas ele apontar para toda uma política de Transparência para que essas medidas né de recomendação de modulação Algorítmica Não fiquem né tão placas e que garantam também a possibilidade de que a sociedade participe né da discussão sobre os conteúdos que circulam nessas redes digitais né Então essa é uma agenda que a gente né Tem desenvolvido aqui no Brasil e
que merece é ser aprofundada além de outras medidas que se colocam diretamente aí no combate a concentração dessas plataformas de modo que a gente não possa naturalizar né a situação de Plataformização de domínios tanto setores econômicos por pouquíssimas empresas Há muitas propostas é que apontam aí caminhos do tipo separação estrutural né dessas plataformas que atualizam as medidas trouxas que já são conhecidas para comprar esse ambiente digital de modo que a gente possa superar né essa esse cenário impedir que a gente tenha a repetição do que aconteceu na Rádio Difusão consolidando aí um tipo de serviço
que deveria ser Público mas que é explorado de forma privada essencialmente e sempre o interesse público pauta aquilo que é tão fundamental Fique por aqui e à disposição para a gente detalhar essas questões no debate Obrigado Professor Helena eu pelo tempo inclusive rigorosíssima né eu passo já imediatamente para professora kelia então boa tarde né eu vou começar inicialmente com as minhas Inscrição Eu sou uma mulher gorda nascida em 1964 né eu tenho a pele branca cabelos pretos já com alguns fios brancos na altura do ombro Eu uso óculos e batom vermelho sempre Estou vestindo com
vestido preto de bolinhas verdes e atrás tem um vaso de flores vermelhas né combinando com meu batom porque o momento né existe então eu quero tô aqui na base né do do cbas moro em Brasília então tô tendo esse privilégio de acompanhar um pouco o Movimento aqui das plenárias simultâneas né então com isso eu quero saudar todas a todos e todos né E dizer para vocês da minha alegria né estar no 17º CBA né ao lado da Helena né do jocilei da Ana Paula e da Daniela né Ana Paula e Daniela estão aí nos Bastidores
nos assessorando né e as intérpretes né de libras que estão nos acompanhando né e nos auxiliando aí em nossa comunicação né Eu quero agradecer muito né as entidades que Organizaram o CBA né porque asseguraram a permanência né dessa plenária sobre comunicação né e o serviço social né um espaço que ocorre desde o décimo CBA que foi realizado em 2001 né no Rio de Janeiro então ao longo desses 21 anos né Nós temos compartilhado aqui diversos experiências decorrentes e das reflexões de assistente sociais e também de jornalistas né e outros profissionais da comunicação que em sua
maioria trabalho né nas entidades de representação da Categoria como se afes E abeps então é uma saudação né para esse pessoal que vem ajudando né nos ajudando nos auxiliando nesse debate Então são vários temas que a gente tem tratado ao longo desses 21 anos né E seja relação né da mídia e a questão social a utilização das tecnologias da informação trabalho de comunicação e mobilização social junto ao público atendido pelos serviço social e ainda sobre o processo Político de democratização da comunicação do país né tratam Sem dúvida né de reflexões exigentes né visto que os
desafios né inerentes aí a interdisciplinaridade e as transformações societárias propiciadas inclusive né pela velocidade tecnológica né Helena trouxe para a gente né com mais riqueza e profundidade né são elementos que tem no circundados né que circundam né a comunicação na contemporaneidade bom não seria Diferente agora né em 2022 né visto os carros aí esse ano um período tão difícil né seja por causa da covid né seja em decorrência dessa da classe dominante que tem retirado direitos tem imprimido genocídio a classe trabalhadora né E nós temos resistido e enfrentado né o reordenamento do mundo do trabalho
os desmontes das políticas sociais a banalização da vida né em suas várias manifestações mas temos feito isso né temos feito tudo isso com muitas Questões né sendo uma delas acerca de como as tecnologias de informação e dos meios de comunicação né tem se integrado e transformado o nosso cotidiano né isso Inclusive a gente pode ver né o quanto estamos inquietos né pelos 11 trabalhos né apresentados no cbas né quem puder depois dá uma olhadinha lá nos posters né e a profunda também nos conteúdos que vieram né hoje de manhã eu dei uma passada por lá
né O que fortalece né o nosso eixo temático de comunicação e Cultura então a Helena né acaba de nos brindar novamente né com seus conhecimentos eu tava com muita saudade de te ouvir e o Helena tive a oportunidade né de compartilhar com você sala de aula e dali né nasceu em mim uma uma admiração muito profunda né pelo seu trabalho pelo seu esforço né desmistificar nos ensinar né você sempre nos ensina como é que tem sido essa As inovações né no campo da comunicação E eu quero aproveitar né fazer um comercial né eu e o
Diogo que assessor de comunicação do CPF somos fãs de um livro que você lançou e que a gente recomenda que é comunicações em tempos de crise nesse livro né Helena trata né de forma extremamente didática e muito generosa né esse momento de mercantilização da vida por meio aí da digitalização da tatificação né Dessa modulação de comportamentos e da Ampliação de vigilância né ela trouxe para a gente ela né aprofunda Eu acho que é uma leitura para nós que não somos da área da comunicação auxilia demais né Para entendermos né com mais propriedade tudo isso que
tem acontecido bom E aí é isso né Essa dinâmica ela mesmo diz lá no livro que se dá por processos distintos e complementares tem levado né Há muitos de nós a buscar responder a questão sobre o que o serviço o que o Serviço social tem a ver com isso né e entendo né como a gente pode intervir na realidade colaborando por fortalecimento da democracia e da Cidadania responder essas questões não são tão simples assim né E para isso no meu modo de entender é preciso recorrer o materialismo histórico dialético né é preciso trazer o serviço
social no contexto das relações sociais percebendo né na totalidade mas também discernindo sobre suas particularidades seja no campo das Contradições mas também das mediações possíveis né é preciso portanto né Na minha opinião percorrer o curso da história numa perspectiva dialética e eu fiz esse exercício né e vou compartilhar com vocês né a Bíblia bibliografia né especializada na nossa área indica né que para melhor situação é necessário que a gente busque no ano de 1965 na cidade de Porto Alegre o primeiro seminário latino-americano serviço social A pauta naquele momento foi sobre a realidade política e social
vivida nos países da América Latina né sendo os assistentes sociais conclamados a encontrar seu próprio caminho né procurando ali desvencilhar de influências estrangeiras norte-americanas europeias para encontrar soluções para realidade latino-americana a partir daí logo seminários foram realizados e até 1972 ocorreram seis Eventos né em países do sul do continente né com o Brasil Uruguai Argentina Chile e Bolívia a preocupação era única né buscar um serviço social próprio para os países da América Latina é do seminários realizados né nesse período 65 a 72 né embora aqui no Brasil a gente realizou né o Araxá em 67
os que ficaram entraram para a história Teresópolis né em 1970 né é importante que a gente né abra um parênteses para uma discussão interna né que a gente Destaque na verdade né uma discussão interna que ocorreu no quarto seminário realizado em 69 na cidade de concepciona no Chile né E que tava ali sobre um clima de diretrizes políticos de um governo democrático onde foram apontados quatro grandes temas que influenciaram e propiciaram mudanças significativas no serviço social latino-americano os temas centrais né foram debate sobre alienação E práxis do serviço social novos instrumentos do serviço social novas
ideias para Marco conceitual do serviço social e serviço social perspectiva do terceiro grande tema né que era novas ideias né para o mar conceitual de serviço social emergir um debates como o conceito de cultura da pobreza e serviço social a teologia posso conciliar e o serviço social Marxismo e serviço social vejam bem no segundo grande tema que tratou Sobre os novos instrumentos o serviço social foi proferida uma palestra pelo professor chileno Sérgio vilegas que causou um impacto assim profundo nos participantes o tema né que ele é palestrou foi recebeu o título de um medo de
conscientização de Paulo Freire sendo esse o início da difusão do pensamento né e do método freliano no serviço social a partir daí né nessa atmosfera né otimista né no Chile tem seu início Então de uma nova fase para o movimento de reconceituação que já tava ali compreendido mas é sobre a necessidade redirecionar a formação profissional mas estava ainda numa perspectiva né modernizante desenvolvimento então com base nas análises né da realidade ali né real vivida que o Chile vivia né e com críticas do papel do assistente social um grupo né da Universidade Católica de Santiago de
Chile Né que estava ali vivendo uma experiência democrática cultural elaborou novas definições para o serviço social como profissão usando então o papel assistencialista e definir um novo papel o de educador Popular isso foi lá em 69 né no Congresso né um clima um pouco dentro do que a gente está experimentando pois bem né sobre os anos de chumbo né os nossos colegas que se tornaram os nossos Mestres e são as Nossas referências né realizaram no Brasil aquilo que a gente conhece como o congresso da virada né ocorrido ali em São Paulo em 79 um cbas
bem parecido né a modalidade né mas é um clima né de um momento em que se reúne né uma categoria A força né com os assistentes sociais têm então é um período né em que se desenvolveu né o método BH que apesar de suas foi construído tendo por referir uma fundamentação teórica e metodológica Referenciais marxistas acessíveis à época né a gente sabe que desse processo de reflexões né enfrentamentos e resistências né tem-se A Origem daquilo que nominamos na atualidade do projeto ético político do serviço social ou tep né como a gente costuma que fala desde
então né Nós somos uma categoria que se orienta pelo compromisso com a liberdade como um valor central a ser conquistado pela e na luta de classe né nos identificamos como trabalhadoras e Trabalhadores que tem no seu ofício cotidiano atendimento a outros trabalhadores e Trabalhadores em condições de maiores explosão social cuja mediação no capitalismo e realizar especialmente né pelo Estado por meio das políticas sociais somos portanto né uma categoria que na efervescência da ditadura Empresarial militar adquiriu consciência de si e para si pelo menos apontamos né nessa direção ou Seja né como trabalhadores e trabalhadores nossa
luta não se resume a melhorar as nossas condições de trabalho né pois nós estamos sempre atentos e atentas né ao fato de que atuamos onde se dá a mediação do conflito capital do trabalho né sendo o reconhecimento dos direitos sociais humanos fundamentais para essa mediação né onde a coisa é acontece né ali na nas políticas sociais Que a gente atua né E isso sem sem a compreensão disso né a gente se vê diante da meritocracia do assistencialismo e da beneresse né então é o Pepe né que é a luz para os nossos caminhos né é
ele a ponte né que nos orienta para responder a primeira questão sobre o que o serviço social tem a ver né comunicar com as comunicações como direito em tempos de negacionismo né como a gente aprende aprende e Aprendeu né com Helena e outros Pesquisadores essa reestruturação produtiva seus impactos né nas comunicações E aí é de Harmonia neoliberal né em tempos de Capitalismo de vigilância né Tem funcionado o consumo maximizados lucros ampliando a exploração do trabalho por meio do controle corpos e mentes nós vimos questões falaciosas né no passado recente como a dicotomia entre a vida
né e a economia é Levar o verde amarelismo né as ruas obviamente esse povo foi dentro luxuosa os carros né intimando aí trabalhadores né arriscar em suas vidas né não basta mais vender a força de trabalho vale a conjunção da extração da mais-valia Absoluta e relativa já que estamos destituídos de nossas identidades né como trabalhadores e nos tornamos colaboradores e usuários muitas vezes nos nossos locais de trabalho a gente se refere ao Trabalhador que a gente atende é como usuário sendo que eles não gostam de ser chamados assim né Nós também nos referimos né alguns
colegas de trabalho não necessariamente nas redes sociais por colaboradores destituindo-os né da identidade de trabalhador é preciso que a gente repense né um pouco as palavras né que a gente termina é repetindo né Sem demonstrar né que nós temos uma criticidade Bom é aqui que eu creio que a gente né na disputa por não perdermos a nossa identidade como trabalhadoras e trabalhadores e ainda contribuirmos né para que os trabalhadores que são usuários das políticas sociais se percebam como tal e compreendo né os reais motivos pelos quais utilizam as políticas sociais e o que elas representam
na dinâmica do modo capitalista de produção sobre hegemonia neoliberal e nesse período associado Quando é o conservadorismo daí é importante recorrer a mestra e amamor aquela que tava lá [Música] fazendo a virada né construindo um método BH construindo né outras compreensões acerca do serviço social crítico quando ela diz né que conhecimento e a linguagem os instrumentos de trabalho da e do assistente social ou seja né Nós detemos conhecimento acerca da dinâmica Capitalista Acerca das manifestações da questão social o que representam as políticas sociais numa sociedade que se Funda no trabalho e não no direito né
esse conhecimento né compete ao assistente social traduzir né em ações profissionais sendo a informação um direito do público atendido expressa inclusive nas normativas que regem os nossos exercícios profissional tá lá na nossa legislação e devemos e podemos ser Cobrados por isso daí que havemos de retomar a deliberação do congresso do Chile em 1969 que a ponta ter né ah o assistente social a função de educador Popular precisamos retomar o grammyce Né o Paulo Freire né e aprofundar em alguns autores né que são pouco conhecidos nossos no serviço social como Martin barbero o Raimundo Williams né
e tantos outros que compreendem de comunicação e cultura são intercambiáveis né ou seja uma não Existe sem a outra E aí eu me pergunto sempre né só porque Cultura né no meu exercício profissional eu estou colaborando né para ser instituído é uma questão que a gente tem que se perguntar né sempre né a serviço de que né o meu exercício profissional né né tá direcionando né compete-nos né imprimir uma comunicação dialógica né no nosso trabalho e na nossa organização política mas a gente precisa saber fazer isso né daí o quanto Sendo importante que a formação
profissional se ocupe de estimular a relação entre comunicação cultura e a função pedagógica dai doce assistente social é importante a gente reconhecer né que também estamos culturados pela ideologia hegemônica dos dominantes né e a gente só percebe isso né A medida que criamos espaços de reflexão lá na sala de aula né que a gente a parte de reflexões teóricas a gente vai percebendo a realidade né Às vezes a Gente vai se percebendo também bem individualistas né que esse tal do projeto coletivo né a gente não se apropria tanto dele né no nosso cotidiano eu gosto
muito né do Coutinho né e do neto quando eles tratam a democracia como o valor Nós não seremos melhores né Nós vamos construir uma sociedade melhor se a gente começa a ser melhor desde hoje então eu acho que é muito importante né o cbas né e agora o em pés né E aí uma Estrelinha para os nossos dirigentes da abepss né que abriram um espaço né dentro da ênfase né da ética Direitos Humanos então agora nós também temos um espaço lá por debaixo da comunicação ética e direitos humanos né e é assim né que a
gente vai dando mais corpo né a esse debate da relação do serviço social e a comunicação e que eu penso né que tem muito a ver com cultura também né porque acho que barbeiro e o William São muito felizes quando e o próprio grande o início disso tudo eles apontam né Essa perspectiva eu queria compartilhar com vocês uma referência que eu considero ser muito importante que são os princípios que orientam a comunicação pública pois eu entendo que estes permitem um diálogo né com as dimensões teóricas metodológica ética político e técnico cooperativo construído historicamente Pelo serviço
social a gente empolga né Mas vamos lá embora seja um conceito em construção servindo para abordar desde a regulamentação a regulação dos meios de comunicação bem como o fim né do monopólio no Brasil a comunicação pública né eu entendo que ela pode ser ela é identificada Não só entendo mas ela é identificada como direito a comunicação E aí sim eu entendo transversal as políticas sociais Ela tem singularidade formas públicas né e forma própria formas próprias né E ela se fundamenta nos direitos humanos né e atribui o protagonismo população por meio do exercício da Cidadania pode
portanto né ser compreendida ao meu ver como um processo de comunicação que se instaura por meio de um atendimento público qualificado mediado por agentes públicos né por nós né inseridos nas políticas sociais no âmbito do Estado Portanto diz respeito ao trabalho né e a função pedagógica do assistente social tem uma pesquisa divulgada pelo barbeiro né que ele afirma a ver produção de sentidos construída nos movimentos sociais e nos bairros que ele quer dizer com isso né ele aponta que a base da cultura política ela não se faz somente no âmbito tradicional da organização dos trabalhadores
Mas também se dá nos Espaços do bairro como a escola cafés Bibliotecas e clubes nos equipamentos públicos né visto as operações no mundo do trabalho e aí eu realizei uma pesquisa na época e também posteriormente né nos Cras e aí a gente constata né aquilo que já é de conhecimento de muitos né que a maioria das pessoas né E as que eu entrevistei elas estão vinculadas ao mundo do trabalho por atividade de prestação de serviço né com vínculos informais né como é o caso Das diaristas né do pessoal né coleta material reciclado né então eles
não estão vinculados no geral a nenhuma organização sindical portanto né suas referências e fontes de informação são construídos no cotidiano a relação com os vizinhos e parentes durante o trajeto de casa não é por ponto de ônibus dentro do transporte também né por meio da Rádio das igrejas né das redes sociais que muitas vezes São vinculadas né as igrejas também né então em consideração a essa reorganização social esses pesquisadores argentinos e o próprio Marte em barbero eles vão considerar que um elemento que tem colaborado com a constituição né de uma cultura popular com entendimento dessas
pessoas são os mediadores que eles indicam como os profissionais que atuam nas instituições locais fazendo a conexão entre as experiências dos setores populares e outras experiências Do mundo intelectual e das esquerdas né muitos desses profissionais citados né eu entendo que somos nós atuando nas políticas sociais né E aí na Perspectiva do grande né a gente pode compreender a mediação referida pelos pesquisadores ou uma prática pertinente aos intelectuais em colaboração ao processo de emancipação no subalternos e ele denomina isso de Catarse né o momento em que os homens deixam condição de egoísta passional né para elevar
esse ao ético Político ao nível da consciência Universal Então tá ali né somos nós né o sujeitos né fazer uma conexão né entre as experiências dos setores populares né e outras experiências do mundo intelectual e das esquerdas né Essas pessoas se elas vão ter acesso a algum pensamento crítico se dá a possibilidade de isso acontecer tem muito a ver com tanto que a gente se engaja Nesse compromisso Então é isso eu compreendo né que a comunicação pública do que esses princípios né da comunicação Pública pode ser operada como uma metodologia de trabalho interdisciplinar transversals políticas
sociais né ali a fim de oportunizar a ampliação e a potencialização de uma verdadeira política de cidadania e aí tem alguns casos né Tem naquela pesquisa de exame né sobre as beneficiárias do Bolsa Família eles falam que onde houve né investimento na formação cidadã o programa Bolsa Família ganhou nova qualidade democrática e aquilo que eles vão chamar de uma nova qualidade cívica então nós podemos dizer que uma dimensão da relação do serviço social com as comunicações como o direito né em tempos negacionismo é de imprimir né por meio da função pedagógica uma comunicação dialógica com
vistas a construção de Dos trabalhadores né eu diria que as metas a serem alcançadas né Por exemplo pelos assistentes sociais que atuam no Cras é contribuir para a organização social e política do território né ao final de um período é preciso ter apurar né sobre o quanto você avançou para uma maior compreensão uma maior consciência dos jovens das mulheres né da comunidade em geral sobre seu entendimento né acerca do seu lugar no mundo né sobre a visão que essas pessoas passam a ter de Si comunicação né o fmdc histórico muito importante ainda é muito distante
né da categoria O despendio de energia para priorizar essa pauta isso acontece porque não temos a dimensão da importância do direito à comunicação no cotidiano do nosso trabalho a gente não percebe ainda né a transversalidade do direito à comunicação nas políticas sociais a gente às vezes até percebe mas a gente ainda não sabe fazer né Essa equação né Fazer essa relação né de como qualificar né aquilo que a gente usa né direto principalmente a nossa linguagem linguagem oral né gente recorre muito a ela no cotidiano nosso trabalho a gente não entende né que isso faz
parte né do nosso fazer defender né os princípios né da pauta né a gente ainda não consegue né fazer então essa essa equação bom a gente ainda recorre né inclusive assim o Marido ao filho né o filho da vizinha ali para fazer aquele folder né aquele site aquela página no Facebook a gente esquece inclusive que uma coisa comunicação de governo né E às vezes a gente termina cumprindo essa esse papel e deixamos né de aprofundar né o que de fato precisa ser aprofundado que não será feito por nenhum outro profissional a não ser pelo assistente
social a medida que a gente foi entendendo essa pauta né da luta pela democratização da Comunicação a gente vai vendo né que que vai ser possível né uma TV das políticas sociais Olha coisa bacana né uma TV que tem na sua programação o SUS o SUS o eca né abordagem sobre a questão racial o anti capacitismo né dentro de tantas outras coisas né que a gente precisa né de suporte para desempenhar no nosso trabalho Inclusive tem conferências na saúde né que já deliberou sobre isso né E aí mas termina que isso não acontece porque o
monopólio Não vai deixar Olha que coisa bacana né se a gente puder ter rádios né nos territórios ali articulados acentos de juventude aqueles mesmo poder realizar as programações ele é quanta coisa né A gente vai poder fazer profissionalmente Sem falar né que olha aí o povo que tem voz podendo se expressar com mais sonoridade e seu para a gente não esquecer né o direito à liberdade de expressão é a base para qualquer outro direito e condição social Isso tem a ver né tudo isso tem a ver com o serviço social né E aí eu acho
que é importante é evidenciar que liberdade de expressão é diferente de liberdade de imprensa né Helena depois pode até falar um pouco mais disso para gente né E que lutar Né nenhuma dessas liberdades né estão ameaçadas quando a gente fala de lutar contra o fim do monopólio da comunicação no Brasil né isso Tá parecendo aí né nesse período eleitoral mas é preciso Deixar claro né se quer distribuição Econômica da concessão de direitos a transmissão além de combater né as fake News né Helena fala disso também para melhorar inclusive dos meses né Nós estamos lutando inclusive
para eles terem mais credibilidade já que o compromisso com a verdade tá banalizada né então assim é legal a gente aprofundar um pouco isso então para mim né para ir fechando eu faço uma convocação né Bora bebes Convidar né as unidades de ensina pensar uma disciplina que traga reflexões e vá para além dos instrumentos de comunicação né que instrua a formação a realizar uma disciplina que dialogue comunicação ou cultura função pedagógica do assistente social nas políticas sociais né Bora conjuntos mobilizar Coffee a ética Seguridade Social e a formação profissional a colaborar para que o assistente
social aperfeições seu fazer profissional incorpora e a Comunicação dialógica né como um direito humano embora todos nós né todas e todos nós todos né lutar pela democratização da comunicação proporcionando esse país o mundo né de muitas vozes né Bem lembrado aí pela Helena né um grande converseiro de gentes né Bora fazer isso com urgência pois o tempo exige um posicionamento corajoso e atitudes em defesa da Democracia dos Direitos Humanos é aquela história né quem sabe faz a hora não espera acontecer Sigamos né como nós como aqueles que nos antecederam né que marcaram a história da
profissão e deste país né e tempo sombrios façamos também a virada deste século né acho que tá na hora da gente fazer a virada deste século rejeitando o negocionismo e a desinformação como um padrão de civilidade isso é que tem jogo nosso exercício profissional certamente vai além da burocracia que muitas vezes né nos tem sido impostas né nos Espaços Sócio ocupacionais né isso como se fosse a única tarefa a ser desempenhada por nós nossa tarefa desde os primórdios tem relação com a educação popular que possa reconceituação está comprometida ação política e que está com a
emancipação humana eu acho que tá vamos fazer a virada política vamos fazer a virada profissional por nós por aqueles que não estão mais conosco e pelos profissionais que ainda virão Acho que a gente deve isso a nós os que não estão mais aqui e a próxima geração Obrigado Kênia estou aqui também pensando né nesse conjunto de questões que você nos lança de farrar articulada também com a exposição da Helena me parece que temos aí um conjunto de desafios né a serem encarados pelo serviço social brasileiro desafios esses que estão tanto no campo da formação né
E aí uma tarefa também da adeps assim Como no campo do trabalho profissional a maneira como como você finaliza né convocando essas entidades e essa categoria profissional a se apropriar desse debate né no sentido de qualificar sua atuação profissional é de qualificar o Rigor crítico na maneira de pensar né a comunicação os meios de comunicação e tudo isso que envolve esse debate né seja pela Via também da articulação entre [Música] comunicação e cultura que foi um caminho que você percorreu para fazer a sua exposição Enfim acho que são várias questões para a gente pensar é
e que estão diretamente articuladas como aquilo que a professora Helena vem nos colocando quando chama atenção inclusive para o movimento que o debate ou que a área não sei qual seria a expressão correta para se referir ao campo dos estudos da economia política da Comunicação né tem se debruçado no sentido de construir uma pauta ou uma concepção de comunica são numa direção mais democrática né e crítica alinhada aí Sem dúvida nenhuma ao que ainda chama atenção com o que a gente tá bem defendendo desde a virada do serviço social é no nosso projeto ético político
então vejam nós a Ana Paula né nos comunicou que não tem questões lançadas Algumas pessoas estavam Com dificuldade inclusive de acessar áudio isso me parece que foi resolvido então a proposta é que a gente faz uma nova rodada no máximo 10 minutos e que essa rodada seja uma rodada inclusive onde vocês possam também dialogar os conteúdos que vocês apresentaram E aí nessa [Música] rodada você já fariam também ao final os agradecimentos e às vezes despedidas Tá pode ser então muito obrigado né mais uma vez a participação de vocês quero destacar também para professora Helena que
o carinho e admiração pelo livro pela contribuição que ela deu através daquela publicação da a respiração Popular né É também né atravessou os debates da Associação Brasileira de pesquisa em serviço social e nos possibilitou inclusive ampliar esse debate Que culminou aí na na elaboração da política da versão preliminar para o debate né da política de comunicação da abebs e agora tá indo lá para dezembro para o impede para ser detalhado então é uma bibliografia que aparece inclusive nessa política tá de comunicação da nossa Associação então a gente pode fazer o caminho de volta iniciando pela
professora Helena e depois passado para Kenia Pode ser então o professor Helena Fica à vontade tá até 10 minutos Obrigada Josilene Obrigada pela referência vou começar a transferindo os parabéns para a extração Popular a expressão popular é uma editora fantástica né que tem esse compromisso com a transformação do Brasil e logo depois de 2018 ela entrou em contato para falar assim olha a gente está fazendo em parceria com Fundação razoalanche em burro uma coleção que Chama emergências né para falar dos temas que são urgentes para a gente enfrentar e tudo mais e a gente quer
algo que seja direto Fale com as pessoas né sem ter uma linguagem acadêmica Mas também se negar conteúdo né que a gente precisa compreender essa complexidade que a menina também trouxe e eles fizeram todo o trabalho no texto né que tem um pouco da minha interpretação de Mestrado tem um pouco doutorado que foi realmente esse passeio assim eles era Esse trabalho no texto para ficar bem direto eu fico muito feliz sempre que eu ouço né que as pessoas estão lendo e eles publicaram gratuito no site a edição é super barata é r$ 10 às vezes
tem encontro livro então é para isso mesmo né para circular para fomentar e é para atualizar inclusive porque as comunicações vão no processo acelerado que um ponto por exemplo que a quem entrou se quer a transformação do mundo do trabalho né associado aí as Plataformas e tudo mais a gente não abordou já tô aqui pensando né no complemento para isso porque de fato é isso são transformações muito associadas às comunicações eu queria jogar com a fala da Kênia nessa rodada final trazendo um pouco desse elemento né eu fico imaginando quem eu que é para você
também tá comunicação do serviço social porque muitas vezes a comunicação ela não é vista como a volta política eu sou militante de várias Organizações e você Sempre se sente um pouco de Dom Quixote assim né levando lá a falta falando nas organizações as lutas e tudo mais é difícil às vezes que as pessoas compreendam diante das tantas urgências que temos né o lugar da comunicação mas eu queria enfatizar esse lugar trazendo grande você bem trouxe né o grande lá no começo do século 20 ele fala hegemonia é correção e é consenso né E esse consenso
se dá pela produção dos chamados aparelhos privados de hegemonia escola Meios de comunicação igreja etc e ele dedica muito da produção né intelectual e militante dele a pensar o jornalismo né a comunicação e ele tem né todo uma preocupação inclusive com os variados formatos da comunicação porque ele lê aquilo como muito Central né Depois desse pensamento do grande Ele é bem retomado pelo Reino de Williams naquilo que o Williams falam que é o materialismo cultural né a ideia de fazer uma leitura marxista da Cultura A extrema-direita se preocupa mais com isso do que a esquerda
às vezes né Isso é preocupante de fato eu quero que a gente tenha a mesma materialismo cultural é isso qual é o lugar da cultura nas missa social porque veja se a gente tivesse né a gente já tinha na época do Grêmio essa preocupação como necessária hoje o processo da sociedade ele é um processo muito atravessado pela comunicação nos mais variados setores né então a preocupação do Williams ali que Começa com os estudos de literatura mas vai avançando e culminando nos estudos de políticas de comunicação é porque ele percebe que a comunicação tá atravessando outros
Campos sociais com emergência ali nos anos 50 da TV né e agora enfim né com a internet estão ainda mais complexo agora vejam esses meios jornal lado grande Rádio Difusão que Williams trabalhou eles eram meios que muito impactantes socialmente mas gente se a gente pensar pene da internet Hoje nas nossas vidas esse desafio tem que ser requacionado né eu tô falando de algo que modifica a nossa cognição eu tô falando de algo que modifica o que é ser criança hoje a formação social das crianças né se dá por meio de onde eu tenho certeza que
todo mundo aqui tem essa preocupação em casa com colegas né como é que a gente conversa hoje sobre uma cultura contra hegemonica se a cultura que tá posta é uma cultura cada vez mais pautada pela cultura hegemônica Porque nesses praiar da comunicação para outras áreas sociais a gente teve um olhar que é da própria cultura da bruxa cultural hoje falar em contra hegemonia na cultura é difícil né O que a gente escuta como esquerda inclusive o que que a gente assiste né Nós Eu gostei muito aquele trouxe uma expressão nós somos culturalizados né nesse modo
de vida capitalista Essa é a cultura dominante essa Cultura dominante porque as os meios de comunicação promovem essa Cultura né como o pensamento indígena traz né Nós somos o povo da mercadoria e somos mesmo e as comunicações tem tudo a ver com esse ser povo da mercadoria de uma maneira muito mais profunda do que só ser consumidor né quer dizer você tá lá no Instagram e você tem um post que fala sobre serviço social um post que fala sobre alguma violação e o anúncio depois indistintamente essas relações elas são completamente atravessadas pela Mercadoria porque a
forma social hegemônica da comunicação é a forma capitalista da comunicação e portanto o desafio da hegemonia ele é um Desafio muito vinculado cada vez mais vinculado a comunicação se os aparelhos privados do grãos na escola igreja tem que ser atualizados hoje a gente tem que ser atualizado para compreender que todos eles incorporaram uma dimensão comunicativa as igrejas estão até no meta verso né Elas têm canais no Facebook no Instagram no elas mandam áudio todo dia de bom dia oração do dia para as pessoas elas estão na TV não é à toa que a gente está
vendo hoje não é só fake News é ideologia sendo projetado internalizada pelas pessoas né governo bolsonaro ele só distribuiu na licença de TV para emissoras fundamentalistas mas tem isso é comprovado então é todo um cenário né que faz com que o nosso modo de vida seja muito mais marcada atravessado pelos desafios da Comunicação E para finalizar esses desafios eles transcendem hoje os estados nacionais quando a gente estava ali discutindo hegemonia falando da Globo eram uma situação inclusive na correlação de forças quando eu tô falando de que enfrentar hegemonia hoje é falar do Poder do Google
a Corporação é transnacional as escolhas as políticas as lógicas que as orientam Então são hoje temas inestáveis para quem tá querendo atuar e mudar a Sociedade né porque é o que tá faltando hoje a nossa organização social claro que é em conjunto com as outras esferas é funcionalizando outros processos que não deixaram de existir mas que tem né uma dominância talvez aí desse viés comunicativo né é o mundo do trabalho cada vez mais plataformado e como que isso também repercute numa certa forma como nós nos vemos como trabalhadores eu tenho feito muito campanha esses dias
e na hora que eu vou panfletar para um Motorista de ônibus a recepção é uma quando eu vou panfletar para um entregador do iFood com várias exceções a recepção é outra esse trabalhador não se vê como trabalhador ele não se vê como organizado no sindicato ele não se vê ele não tem nem espaços para discussão dos seus próprios trabalhos né da sua própria vivência então e essa é uma lógica que hoje está muito forte nesses entregadores mas que se estranha também Para outros Campos a educação plataforma usada é a medicina arquitetura direito até as Manic
eu tô falando esses exemplos todos são exemplos em relação aos quais já há estudos mostrando esse processo de plataformização do trabalho então tem um impacto muito grande subjetivo na forma da Constituição dessa identidade como trabalhadores né e tem tudo a ver com plataformas com captura de dados como ondulação disso com as formas de organização dos trabalhadores Da sociedade né então sei que são muitos temas né para quem tá chegando agora nessa discussão Pode parecer distante Mas faça esse convite de fato para se aproximar porque no nosso cotidiano na em casa e fora dela Comunicação tá
faltando a sociedade as eleições São mais uma prova disso e a gente precisa né está aí armado com o melhor da teoria crítica e também com práticas de comunicação para a gente conseguir né fazer um outro tipo de Conexão em uma outra disputa de Cultura essencialmente né a comunicação fundamental para Cultura né olhar que a gente tem que lançar não é olhar até que insiste dos exemplos é pensar essas essas instituições mas observar sobretudo essa dinâmica cultural que a quem é bem trouxe então só para reforçar o que é colocou concordando com ela e agradecer
mais uma vez a vocês por proposital né Por trazer esse debate à tona o posto militar esse encontro aqui E lançar né Essa discussão numa área que para mim é muito fundamental é que seja abraçada por tudo que ela por toda a virada que ela fez historicamente por tudo que ela significa para o pensamento crítico brasileiro Parabéns obrigado e fica à disposição para outras trocas Obrigado professora Helena eu acho que é um articulação né bastante frutífera e que a gente possa sair inclusive daqui tentando consolidar né isso que quem Fazendo pelo menos acho que duas
décadas né essa esse diálogo do serviço social com a grande área da comunicação fica à vontade obrigada então gente eu já entro nessa nessa sessão temática já emocionada porque é isso né a história de vida da gente se mistura né se confunde também com as lutas né no país e esse é o momento extremamente Sensível e também com a construção dessa temática né no serviço social né Eu sou de uma geração já tem mais de 30 anos no exercício profissional eu tive a oportunidade de estudar com as estagiárias do método BH né então você é
muito forte né o período para mim né Essas pessoas estavam no auge ali da luta pela democratização do país né repensando a profissão rompendo com o serviço social de caso Grupo né comunidade pensando né um serviço social da América Latina Então essa é a base né da minha formação né então o meu ali né eram os primeiros textos sobre políticas sociais né E isso foi um construto né para mim depois formei tive a oportunidade de trabalhar no campo democrático Popular ajudar a pensar o orçamento participativo então eu sempre estive né nessa relação né dessa função
né pedagógica do assistente social né e as políticas sociais É claro Que eu entendo que as políticas sociais elas são uma mediação né conflito capital e trabalho elas não são fins si mesmo mas é esse é o nosso espaço de atuação né profissional por isso eu entendo que a gente deve fortalecer não como um fim em si mesmo né mas como um meio para que uma parcela dessas nossa sociedade né então ontem na mesa de abertura né discutir né a categoria um exército industrial de reserva né Assim é preciso que a gente volte né O
que a gente expanda esse debate retome de alguma medida né esses debates de categorias tão importantes do nosso exercício profissional é esse o nosso público né e eu acho que a gente precisa se desfazer né de algumas construções que estão no campo do neoliberalismo elas não atendemos nós não trabalhamos com colaborador nós trabalhamos com trabalhadores né Nós não Atendemos o usuários E aí tem um apelo dessas pessoas Nós não somos usuários eles não se enxergam assim a gente insiste né em dar eles né esse lugar então eu penso que as palavras né elas são muito
importantes né Elas traduzem né aquilo o pensamento da gente então assim é estar hoje aqui né e para mim é isso estar com Helena né que eu já disse né entero sim tem um profundo uma profunda admiração pelo trabalho que Helena não é só uma pensadora Helena é uma militante né Helena é uma pessoa que ajuda a pensar e ela ajuda a transformar né Ela tanto é a pessoa que faz eu imagino ali o tanto que pesquisa escreve né Tem um trabalho intelectual é uma docente uma pesquisadora mas a pessoa também que vai ali para
esquina panfletar e conversar né então assim é disso que eu falo né Essa eu acho que a gente tem que sair desses lugares que às vezes a gente fica sabe Muito pouco flexível a gente voltar e as redes sociais de certa forma elas viciam muito a gente claro que a gente teve que aprender né a conviver um pouco com isso por conta da pandemia mas isso passou né se a gente conquistou a vacina né passou não a pandemia né não os riscos mas a gente já pode voltar né ao convívio e eu penso que a
gente precisa entender que tudo é bolha né A gente só fura a bolha na hora que a gente vai estar com as Pessoas que a gente não estaria normalmente né no cotidiano da gente né eu já não eu tenho falado assim pelo amor de Deus para de me mandar né os vídeos do senhor já não tenho mais para quem pedir voto eu já gastei tudo lá no primeiro turno eu só tenho condição de voto para a gente que eu não conheço né Se eu for para rua Porque na minha rede ali fica né então assim
é isso se a gente não para para conversar com as pessoas e com um Público que a gente atende né Não tô falando que lá no seu espaço de trabalho você vai pedir o voto porque não é a questão né mas as pessoas só vão ser capazes de entender né porque que elas estão ali no Cras porque que elas estão ali né em outros serviços né das políticas sociais se a gente começar a explicar como é que é a dinâmica desse mundo isso leva tempo né E aí nós precisamos aprender que a linguagem para o
Assistente social tem valor de uso e valor de troca nos contratam para isso também é claro que eles não querem que a gente gaste tempo esclarecendo né porque que as políticas sociais existem Mas uma coisa é o Projeto institucional Outra coisa o projeto profissional isso a gente de lá na graduação né Principalmente no período de estágio a gente aprende muito isso então assim a gente fica muito emocionado né com essa com esse espaço Aqui porque é uma conquista né é um tema que a gente vem né investindo às vezes sozinho né mas também entra um
e para outra ajuda e tal daqui a pouco né E vai chegando mais no final da carreira a gente vai ficando um pouco preocupado assim né E aí aí vê o josilei me dá muita alegria né ver Ana Paula que tá aqui ajudando a gente aí na relatoria né que também veio muito disponível disposta né Deixa eu entender e aí dei Uma passada aqui no chat e viva algumas pessoas que vem tendo simpatia pelo tema e vem construindo e tem sentido assim né nessa direção atual direção da beps e outras também mas essa tem algumas
coisas que a gente está avançando sabe Helena eu acho que daqui a pouco eu passo aposentar mas mas com sentimento de um dever cumprido né e aqui fica também um pouco eu tô né um pouco de despedida né porque Isso outras pessoas tem que vir parando espaço para fechar né alguém perguntando aí tá E aí como é que a gente pensa né a formação profissional eu tive uma experiência fantástica é muito bacana lá na UEL semestre passado eu pude dar uma disciplina e lá na pós-graduação foi muito bacana e eu comecei essa disciplina inclusive com
o Manoel né que é lá do lá da UEL textos né e a Helena para mim é Carro Chefe sobre economia política da Comunicação né para gente esse livrinho seu é um machado Helena porque a gente entra nele assim né com suavidade no tema difícil né Então é importante que a gente situa a comunicação do debate da economia política né Principalmente porque nós somos filiados né a tradição marxista nós não podemos abrir mão disso acho que é importante fazer esse debate da comunicação com o direito mas nessa Perspectiva Essa sociedade afundada no trabalho e não
no direito então o direito ele não é ele é decorrente né de uma sociedade de classe de uma sociedade pautada na desigualdade Não dá para conversar sobre comunicação sem ter isso fundamentado acho que os clássicos né citados aqui eles são importantes para a gente essa questão de comunicação e da Cultura a questão da linguagem né Eu acho que tem que ter essa aproximação a linguagem Algo que a gente recorre muito a ela e aí também né nessa perspectiva de pensar a linguagem como valor de uso e valor de troca e por aí vai né são
muitas coisas um semestre é pouco mas tem muito E essa relação com o serviço social né que para mim é isso são os princípios da comunicação pública que certamente autorizam né Essa essa transversalidade né do direito à comunicação nas políticas Sociais e ali nós assistentes sociais não se encontramos certamente Quero Agradecer né Acho que já terminamos extrapolando meus 10 minutos né a paciência né o carinho né das pessoas comigo nesse essa construção né desses anos todos e vamos em frente né desejosa de que a gente esteja depois do dia 30 né em outras condições né
em outro e outra condição civilizada porque o que vem sendo construído né nos retira a esperança inclusive de ter um exercício Profissional melhor do que muitos colegas estão tendo né então assim muito obrigada josilei um grande beijo para você Helena assim brigadão valeu né Espero te rever em breve e vamos em frente obrigada aí o pessoal Muito obrigado Kenia Kenia que tá aí à frente desse debate no serviço social né como eu já disse há duas décadas acompanhou o processo de construção das políticas de das versões né das políticas de comunicação do conjunto CEFET cresce
e tem contribuído muito com a categoria para pensar aí nessa relação serviço social comunicação pessoal a nossa a quem estava expondo Quando a nossa relatora Ana Paula ela encaminhou algumas questões que foram aparecendo no chat E aí eu conversei com a professora Helena a gente vai fazer rapidamente nas considerações tá E aí a gente realmente finaliza bom a Fernanda né tá Perguntando sobre ferramentas e estratégias de tratamento do disparo de conteúdos no telegram e no WhatsApp é fake realizados pela extrema direita e tá perguntando também deep web Ana Paula não desculpa eu acho que é
isso né Eu acho que só foram essa questão tem uma outra aqui também do Diogo sobre como os assistentes sociais possam se inserir no debate pela democracia na comunicação posso pegar essas duas para fechar Primeiro jogo Existem várias espaços né onde esses debates eles são aprofundados da academia e aí tem as associações no campo da economia política a gente está organizado né na associação que chama o lepique americano de Economia política da comunicação que inclusive é muito aberta né óbvio que a gente compreende a necessidade e o caráter né de totalidade então fiquem à vontade
para enviar trabalhos né o lepique comunicar sem Cultura Inclusive tem vários grupos de trabalho organizados muitos e muitos de nós estamos pesquisando esse trabalho essa esfera da né do que tem sido chamada de plataformas fazer pontos por aí criar organizações também de comunicação desde on G né que também tem caráter de coletivos até algumas mais amplas Como fndc que é o fórum nacional que a quem a mencionou que a gente precisa muito fortalecer ao fórum tem mais de 30 anos De eu fiquei na dúvida que será 30 era 40 mas é desde a constituição para
cá né fazendo esse debate começou com outro nome mas se consolidou em 91 como fndc existem como deslocais em alguns estados acho que nos últimos anos teve uma fragilizada né Por conta dessa conjuntura toda que a gente tá vivendo mas Oxalá possamos retomar também essa organização é para incidir nas políticas públicas de comunicação de um possível Governo Lula que a gente espera que seja Eleita que a gente sabe que vai ser muito tensionado também né então seguiremos nessa batalha e todo modo a fim de descer né existe para aglutinar os mais variados movimentos não só
de comunicação é o Anjo faz parte o MST outros grupos que tem essa sensibilidade para pauta da comunicação tem uma organização mais recente mais muito importante que chama com a lesão de direitos na rede que reúne mais de 50 Organizações entre grupos de pesquisa e da sociedade civil que atua Sobretudo com as políticas de internet né com as faltas de internet então vai dar uma conferida no site você vê aí também né Quais são as organizações que compõem tem uma rede também interessante que é muita gente que tá na academia pesquisando e nessa perspectiva né
da pesquisa ação que é a rede nacional de combate a desinformação rncd combate à desinformação que também Acho que é uma boa referência para esses temas e com isso já me encaminho para outra pergunta que era sobre esse combate né o dispara em massa de mensagens Aqui Fernanda a gente tem várias dimensões da primeira dimensão para minha estrutural a gente tá falando de combate a dispara em massa compreendendo que isso se dá em algumas aplicações de mensagens WhatsApp telegram etc vou te dar um exemplo do viés estrutural gesso O WhatsApp hoje permite que você dispare
legalmente né para cinco pessoas é para cinco contatos e às vezes quando é uma mensagem muito compartilhada só para um né mas o WhatsApp agora também debate criar no Brasil o que ele tá chamando de WhatsApp comunidades que permitir a reunião de mil pessoas em grupos Então veja como isso pode dificultar né uma política também de combate a circulação de algumas mensagens acho que algo bem problemático que seria um grupos Fechados né que são difíceis atrás da gente conseguir analisar estudar o telegram hoje praticamente não tem não tem limite né Você pode ter milhares de
pessoas em um grupo só que telegram tô colocando isso para a gente ver né como arquitetura dessas plataformas também influencia isso que a gente tem hoje em relação a disparo de mensagens aí no WhatsApp especialmente denunciar denunciar muito importante o WhatsApp tem uma política limitada mas de Retirada de algumas contas que eles chamam de inautênticas né contas que ferem os mecanismos de funcionamento das plataformas que por exemplo usam softwares para fazer esse disparo né em massa então denunciar é fundamental e Óbvio também né combater a própria desinformação acho que tem um nível aí de combate
mais imediato quer dar checagem quer dar explicação cada envio de outras mensagens e tem também um debate mais profundo que é o ideológico Mesmo né tô dizendo isso que nessa altura da eleição muita gente fala né não vamos usar Então as mentiras vamos também fazer aqui janones né Vamos usar a linguagem do bolsonarismo para combater o bolsonaro assim tudo bem Quero analisar os nomes em novembro mas hoje por hoje assim não acho que seja por aí nosso caminho nós temos muitas verdades para falar sobre o bolsonaro para a direita é acho que a gente tem
que usar um pouco da linguagem da rede Porque Infelizmente nem a linguagem é neutra no sentido de que a rede favorece a circulação de alguns conteúdos e não de outros então se aproximar um pouco dessa linguagem que funciona nas redes mas acho que é um debate que ele um enfrentamento que ele tem que ser sobretudo em relação às plataformas para que a gente não fique enxugando o gelo e consiga fazer um enfrentamento mais geral as plataformas sabem quando as contas são inautênticas elas sabem Quando eles estão usando robôs porque elas conseguem verificar o tempo de
disparo de mensagens o intervalo entre um em outros então é muito da gente pressionar as plataformas também para que elas tomem posturas mais efetivas de combate as informações a rede essa que mencionei a RR já faz com baixas de informação é receber Ela tá inclusive com agora com um Manifesto cobrando mais ações das plataformas para combater as informação a outras campanhas também no Mesmo sentido uma campanha que chama demo Cia em cheque também tá com várias propostas para as plataformas passarem adotar ainda nessas eleições dá tempo de fazer mais do que elas têm feito para
combater as informação acompanha esses grupos todos nas redes que você vai conseguir ter mais informação e obter inclusive as propostas detalhadamente obrigada gente Obrigado Muitíssimo obrigado professora Helena mais uma vez obrigado Kenia Obrigado ao conjunto do CPF grss que oportunizou esse espaço né para avançarmos aí nesse debate acredito que não terreno e num contexto tão árido ações como essa acabam servindo como fermento como adubo para que a gente possa fazer com que essa ideia se transforma em flores a serem colhidas aí ao longo da nossa luta da nossa jornada no sentido de pensar uma categoria
profissional é antenada com essas questões que estão foram colocadas e que A gente já tem observado e no sentido também de buscarmos aí um processo de democratização né desses espaços né contra mão disso tudo que a gente alugou aqui Você também está acompanhando pessoal é que nos bastidores de repente começaram a aparecer questões a gente encerra que a pessoa que pode falar tá aberto para mim tá aberto eu acho que assim na verdade é As pessoas às vezes ficam um pouco tímidas até porque é um assunto que é novo né assim é um é um
constante mas que é novo Nossa você tá diante de uma pessoa como Helena que traz tantas informações e que também dá o sentimento para gente de que tudo isso é possível da gente enfrentar e reverter É gigante né mas então acho que aí as pessoas ficam querendo conversar mesmo eu mesmo tô aqui em quieta assim né ah não acaba não né ficou assim nessa Angústia que eu acho que é o pouco isso eu penso que a gente precisa de Fato né intensificar as conversas entre nós né tem os canais aí que Elena trouxe né mas
no próprio serviço social a gente tem como né realizar isso é claro que a gente é pouco para tantas coisas né eu tenho lá meu grupo de pesquisa compas que por eu estarmos é festa Claro que tá lá abandonado é difícil você fazer as duas coisas Mas é isso tem outras pessoas né Tem o grupo lá no Paraná tem um pessoal no Rio Grande do Sul né Tem várias pessoas no serviço social tem o jocilei que tá aí também né então você tem várias pessoas hoje que estão começando a aprofundar um pouco mais né sobre
a temática E aí Tem coisas bem legais Tem um pessoal lá da do comunicação né da liga da USP que é um pessoal que vem fazendo um trabalho muito interessante né em Minas também tem a turma lá que eu esqueci agora acho Que articulando redes alguma coisa assim mas que trazem outras linguagens é o que eu queria ter dito acho que não consegui tomar dela pela emoção de que é possível desde que a gente se Né desde que a gente queira né porque tem gente né profissionais da área de comunicação que nem sabe eu me
lembro da minha época de doutorado Helena foi um custo para eu convencer ele o pessoal que Assistência Social era uma política pública né então a turma lá da Comunicação nem sabe ainda dessa transversalidade é preciso que a gente né a Helena é um oásis também muitas vezes então assim tem muito chão muito caminho com essa caminhada né e muita conversa para a gente fazer né então assim o pessoal tá inquieto é claro que se a gente tivesse num boteco todo mundo tivesse aqui em Brasília esse negócio ia render né Por muitas horas Porque de fato
é um tema Que tá pegando e a gente precisa se qualificar tem muita coisa boa esse semestre eu vou dar uma disciplina aqui na pós-graduação das políticas sociais vai ser a primeira vez inclusive na pós-graduação vou estar estreando aqui na UnB né no meu no meu quintal né onde eu ganho meu pão de cada dia né vai ser uma disciplina sobre comunicação e informação pública e as políticas sociais né então assim a gente já começa a ocupar inclusive esses Passos né que podem ajudar a produzir é criar espaço para que uma turma né que já
tá mais oxigenada que já vive né Essa Experiência das tecnologias possam inclusive produzir outras coisas que a gente ainda não fez né então é um pouco isso sim que não termina nunca né mas é bom né que a gente esteja juntos mesmo para a gente decifrar né Essa coisa toda mas tem jeito tem jeito da gente fazer diferente e da gente fazer melhor né Helena né Josilene Bom essa inquietação ela tá se movimentando no chat e as pessoas estão parabenizando as duas né Assim como eu também quero parabenizar e quero convidar as pessoas que estão
nos vendo nos assistindo a darem uma passeada né na página do evento para conhecerem os trabalhos quenia citou tanto né do eixo da comunicação como os demais trabalhos também e um bom cbas para todos nós né que a gente consiga ir Sair daqui bastante revitalizado né e pronto para enfrentar os desafios que nos são colocados e derrotar tudo isso que tá posto aí dia 30 nas urnas e também nas ruas tá Um abraço e até breve