a fazer contato com Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia de Osmar filho bom dia Deus mar o Olá Glauco bom dia bom dia ouvintes do jornal Brasil atual de uns Mark trata né Ele é um pesquisador que trata da questão uma questão muito importante que inclusive vem sendo debatida foi debatida na Copa 26 que é o racismo ambiental que os uma primeiro que eu queria que você falasse a respeito desse conceito que é desconhecido por muitas pessoas de racismo ambiental o bom dia a todos é eu ele aqui correndo o racismo ambiental Glauco
é um conceito que não é novo né nos Estados Unidos ele vem sendo trabalhada desde a década de 70 nos anos 80 se fortaleceu ele e aqui no Brasil mas o sorvete a partir dos 25 ele chegou em um movimento com a Rede Brasileira de Justiça ambiental e essa Rede Brasileira de Justiça ambiental teve uma ação importante né com o movimento negro pesquisar o movimento mesmo no Brasil e a gente vem nos últimos anos né fazendo um estudos e conceituando ele para a realidade brasileira quando falamos de racismo ambiental nós estamos falando de população negra
e indígena no território brasileiro somente exon violada de direitos a partir de políticas é expulso o nariz realizada somente na área de área ambiental né isso para todo território brasileiro então é aqueles que são as vítimas de processos históricos né de contaminação na indústria ou por falta de saneamento você está dispostos né a doenças ou por contaminação né e dos rios ou por perca dos territórios pela mineração ou perca dos territórios das terras pelas barragens né é bom para construção de portos né que impacta diretamente às áreas que os manguezais e aonde tem população negra
então racismo ambiental e ele está eles ele é de uma estrutura que é o racismo institucional que aquele executado pelas instituições do estado para promover políticas de crescimento econômico é e aonde essas princesas sementes não viola os direitos né de humanidade população pelo seu determinante racial de gênero de de classe né é um trabalhadores e trabalhadores do Brasil São fortemente impactado pelo racismo ambiental somente exemplos não sei posso aqui citar alguns exemplos que são as os trabalhadores das minas e da Eternit no Brasil que foram contaminados por amianto que lutam na justiça né Por um
direito muitos já morreram cozido e não conseguiram né ser indenizado por contaminação é também trabalhadores trabalhadores da indústria e tem escória de chumbo de Santo Amaro que ficou aqui então são são vítimas de contaminação no ambiente de trabalho e que não são reparados né não tem justiça e inclusive na em relação a esses exemplos você falou do termo originado nos Estados Unidos EA passagem do furacão Katrina em 2005 Aline ohlins é citada por você no artigo né como o algum episódio que ilustra bastante essa questão do racismo institucionalizado É sim a gente é tem esse
esse processo né eu coloquei 12V algum peixe como é que tá para sair sobre o estado racial né aquele exemplo do Katrina em 2005 é só para lembrar que nos Estados Unidos na mesma região e não sendo 27 tem uma educação chamado ilustração bíblica né que um pesquisador de obras que o Cry mude ele faz um registro sobre a situação e como foi colocado as pessoas negras em condições de desumanidade né alagadas tomada pela água mas colocada dentro dos espaços que era da Cruz Vermelha mas com fuzil da polícia na cabeça para não subir o
morro e ocupar os espaços da população branca é os Estados Unidos tem os melhores sistemas de monitoramento climático no mundo mais a o delta do Mississipi a população negra morre a cada furacão a cada vi isso no início do século passado e início deste século o pet as mesmas questões nos mesmos lugares e as políticas do estado é tratada do mesmo jeito é como no Brasil quando você teve aquele caso aqui que é o morro do Bumba né ninguém ter ó e quando teve um desastre em Niterói que morreu várias pessoas e houve uma mobilização
Nacional de um programa nacional de alerta de Defesa Civil EA gente percebe que é direito em 2011/2012 e agora que vai precisar que a pouco dez anos hoje já completou se foi 2011 é a gente vê se repetiu de desastres né porque porque o aonde acontece um desastre são áreas Onde tem um determinante racial né que é a a violação do reconhecimento de humanidade das outras pessoas Então esse artigo e inclusive traseiro Nova Orleans é justamente para mostrar que o estado é racial né e implementar políticas públicas a partir do seu determinante que é pensar
Quem tem direito a humanidade e agora diante das mudanças climáticas a gente vê aí que alguns povos né alguns grupos que já são socioeconomicamente mais vulneráveis devem sofrer ainda mais né Incluindo aí povos originarios é países também da do continente africano Então essa questão da justiça ambiental na diante das mudanças climáticas elas relacionar ainda mais com a justiça racial mesmo e é eu a gente tava agora na Copa participando e esse foi um dos grandes debates nosso né na Copa é a gente parte do princípio de que você discutir Justiça ambiental a partir do das
desigualdades raciais né então é para que você alcance um debate de Justiça né É preciso que primeiro a gente debate Quais são as condições que foram postas igualdade para todo mundo né a gente não tem condição de igualdade de vida nos Espaços nem da cidade nem do Campo né a um determinante racial E de gênero que coloca as pessoas em espaços né E isso agregação dentro dos espaços Urbano e Rural e essa essa um ponto né que que tem que tem uma concentração de ações que precisa ser vista quando você fala em justiça climática Justiça
ambiental ou Todas aquelas ações que vão ser tida adaptação e mitigação das mudanças climáticas é não pode ser minha e assista como o Brasil você é em parte para um processo de discussão sobre justiça climática Justiça ambiental é é todos são vulneráveis às mudanças climáticas a gente outro pesquisador eu sou Concordo Tá todo mundo aí do planeta terra mas a carbonização do que que elevou a esse momento que a gente tá vivendo tem uma carbonatação acelerada pelas ações humanas elas foram baseada em uma desigualdade racial Odete primeiro precisa a partir de reconhecer as desigualdades as
reais para a partir para um processo de justiça e alcançar todos os vulneráveis do planeta Então essa é uma questão que para as populações 21 dos processos de de genocídio na na América com a formação né Essa colonização que teve dor do Alasca à Patagônia e EA exploração no continente africano que se mantém na atualidade com a mineração com petróleo e outras coisas são impactados né aonde e sofre mais né as Ilhas né nova Papua Nova Guiné né não não Pacífico tem tem vários lugares onde as populações estão sofrendo impactos e elas a sua participação
é uma participação por desigualdades raciais né não a participação em Direito e agora falando do caso específico do Brasil o racismo ambiental e da presente em muitos aspectos né porque é desde um por exemplo da construção de uma barragem no interior da Bahia que pode afetar ali eu povos indígenas os quilombolas até mesmo a falta de saneamento nas áreas de Periferia das grandes cidades então ele assim como o racismo é muito presente no Brasil o racismo ambiental também se faz presente em todo o território E aí eu sempre digo que a se a gente reconhece
que existe o racismo a gente reconhece que existe o racismo ambiental é o racismo ambiental e ele ele só acontece porque eu não sei vive no estado Aonde a constituição tornou crime o racismo mas ele continua se perpetuando na vida da população né então a gente tem exemplos muito forte é as barragens do São Francisco e foram construída na década de 70 nessas 3070 para alimentar o Sistema Nacional de Energia ela tem um o seu já me competindo de novo foi traficado para São Paulo né porque ele várias pessoas se não tiver esperança de viver
na Caatinga para se mudar para os grandes centros como São Paulo para poder trabalhar com são civil viver outras coisas deixar a terra porque não tinha água né a indústria chamada indústria da seca em compensação a água estava sendo explorada para alimentar um Sistema Nacional de Energia parte industrializado determinadas regiões do país não E essas um som condições né que a gente precisa ver que é um ciclo de estado racial eo racismo ambiental mesmo tendo uma constituição como a nossa sobre Proteção Ambiental todas elas a Proteção Ambiental no Brasil ela está voltado e garantir a
floresta é ela é conservadora era da Preservação ela não consegue dar um salto que é uma política que não é essa que a gente quer que é de um governo federal genocida que destrói um sistema ambiental sistema de recursos vidro ele está falando da política pública como deve ser efetivada que é uma política pública de reconhecer o direito das pessoas à terra o território e eles e ancestralidade então a gente vive no campo terras indígenas territórios quilombolas impactado pela mineração barragem né Hoje os Parque Eólico é que a energia renovável precisa ser discutida nesse Campo
também não é porque eles estão sendo de dentro dessa mesma política né Deve ser uma renovação mas ela essa inovação está baseado em violências históricas e desigualdades ele a gente precisa ir na cidade a gente tem é a falta da Terra para população negra que mora sua maioria em espaços urbanos né então na vida urbana a população negra aterrou e construiu bairros né que são esses esses bairro onde gente tem ocupação onde Marés viraram grandes aterros e hoje são bairros não é como Rio de Janeiro Salvador e a gente tenta menos morros né que a
ocupação a posição tem que não têm direito à Terra Urbana e isso é uma política do racismo e o racismo ambiental é vai vai quatro etapas pela falta de moradia saneamento toda aquela estrutura que vai Lhe garante a vida meu viver tô falando de política especificamente de Osmar houve uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em outubro na qual representantes do governo brasileiro questionável justamente o uso do termo racismo ambiental para abordar essa intersecção entre a injustiça racial e ambiental e o porquê o conceito Serviu de base para um relatório do próprio conselho
da ONU que apontou para os do racismo como elemento para "normalizar a exploração descaso abrindo oportunidades para se gerar lucro às custas da vida dos recursos e das terras das pessoas como que você vê essa posição do governo brasileiro e negar o racismo ambiental Quem é essa eu Glauco eu vou trabalhar com a ideia aqui assim com você e todos os ouvintes que estão aqui da rádio da TV em um cenário dizendo assim é a se ele quisesse no posição de assinar aqui ficar isso seria uma surpresa para gente e eu não eu não eu
não ficaria é otimista é sobre a posição de assinar Jade ficar isso porque a gente tem uma condição no Brasil é uma condição de que esse governo ele é fruto de um processo de negação sobre temas como esse então é na na diplomacia brasileira junto à ONU é o movimento negro brasileiro sempre estabelecer um debate sobre a questão racial a gente está vivendo a declaração de turba né a gente está alcançando aqui a declaração de Durban assinada em 20 anos em 2021 a gente tem o plano da década dos afrodescendentes começou 2015 acabe 2020/2024 né
são dez anos e a gente não vê efetividade eu sempre digo que eu esse governo ele ele é ele apresentou na ONU que ele é agora a gente tem um Brasil com 27 unidades federativas e a gente tem mais de 5.700 municípios eu sempre pergunto em todas as reuniões que eu vou Qual é o município no Brasil qual é o governo estadual que assumiu e tem racismo ambiental então eu não tô lembrando esse o governo racista genocida eu tô dizendo que a gente tem que aproveitar esse momento para discutir se os governos estaduais também acompanha
essa posição dele e os prefeitos do país e as prefeitas né a gente precisa avançar nesse debate né porque é esse governo sai mas a gente tem ciclos desse racismo ambiental dentro do Brasil e a gente precisa fazer um debate sobre ele de responsabilização do pacto federativo né os estados e municípios também são responsáveis por políticas ambientais se ele nega eu quero te os governadores e aos governadores prefeitos e prefeitos aceita o racismo ambiental nas suas políticas né se posicione também O importante no caso não só prefeitos governadores deputados parlamentares de uma forma geral entenderem
e incluírem nessa questão do racismo ambiental na pauta mas também outros aspectos sistema de justiça por exemplo né o próprio Ministério ser rico que de alguma forma Tem trabalhado não Ministério Público Federal mas é preciso também é entender melhor compreender melhor para poder agir contra o racismo ambiental Deus né É sim é preciso né a gente está numa fase de mergulhar nesse tema né gente tá precisando é essa posição negacionismo do do governo federal é possibilitou abrir um Grande Debate a gente foi para cop né 26 com esse debate muito forte Há muitas reportagens a
um funcionamento muito forte na sociedade Brasileira de vários movimentos vários setores né da mídia que fala sobre racismo ambiental mas a gente isso não é vento e se não pode ser com o evento e uma posição de momento sobre o governo a gente precisa entender o que aconteceu com a barragem no Rio Madeira ou a barragem das terras dos mudou curou a barragem no Xingu a gente precisa entender o debate todo o que acontece em São Paulo né com a as violências não é contra as populações que não tem direito a terra que tem seus
suas casas né virem mexe uma favela pega fogo dentro da cidade de São Paulo né gente precisa fazer um debate isso tá no campo do racismo ambiental está no campo da negação do direito à cidade as pessoas né E isso precisa ser um debate do sistema de justiça que tem avançando no debate sobre o racismo mas é o racismo ambiental é algo que ainda tá longe de muitas esferas né ela ele ele demorou para ser uma parte do debate Na pesquisa acadêmica é demorou para para acender um debate como esse que teve na Uno né
é um debate assim muito forte hoje a gente está em uma fase que é traseiro e para agenda pública do Estado brasileiro e a gente não tá falando em desfazer legislação coisa a gente está falando que as legislações tanto dos e as punições né aquilo que é construído dentro do sistema ambiental brasileiro não pode ser feito contra a vida das populações e mantendo o estado racial se a uma denúncia sobre racismo ambiental é porque existe um estado racial estabelecido no acesso aos bens da Nação e isso é todos legível ou gesto em favor dessas políticas
que violam direitos territoriais corporais de populações negras indígenas e o mais impactado são mulheres negras indígenas no Brasil por essas políticas então a uma estrutura C de batida nesse país sobre esse tema o Josimar queria agradecer a sua participação aqui no jornal Brasil atual e até a próxima o Ok obrigado a todos né Foi um prazer espero que a gente possa avançar nesse diálogo em outros momentos É isso aí esperamos também conversamos aqui com pesquisador mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia de Osmar Filho você está ouvindo jornal Brasil atual as notícias que os
outros não dão