No desenho universal para aprendizagem, expressar a aprendizagem é fundamental e a gente precisa oportunizar para os estudantes diferentes formas de expressão. Para além do que é convencional numa prova escrita ou num teste como a gente tá acostumado, existem diferentes formas de você demonstrar aquilo que você aprendeu. Esse é o nosso tema desse vídeo, que é o terceiro vídeo de uma minisérie aqui na Enclutopia sobre desenho universal para aprendizagem sobre dua.
Olá, bem-vindos, bem-vindas. Eu sou Fabiana Lem e você tá aqui na Inclutopia. Se você, assim como eu, valoriza o conteúdo qualificado, eh, e gosta de aplicar na sua prática diferentes estratégias para ampliar a acessibilidade dos seus alunos, dos seus estudantes, você tá no canal, certo?
Eu recomendo que você se inscreva, porque a gente sempre tem conteúdo aqui qualificado para pro seu dia a dia, paraa sua formação e para você também complementar o seu repertório. O Desenho Universal para aprendizagem é uma abordagem metodológica que olha as outras estratégias metodológicas, as outras propostas metodológicas, sob o ponto de vista de três eixos principais. Esses três eixos principais, eles têm como objetivo ampliar a acessibilidade.
O que que é acessibilidade? É quando eu trago igual oportunidade a diferentes pessoas que têm diferentes estilos de aprendizagem, diferentes possibilidades de acesso, tanto sensoriais, intelectuais, aos conteúdos, né? E eu trago para ele essa possibilidade, eu trago para ele uma equidade dentro da sala de aula.
Esse aqui é o vídeo de número três de uma minisérie aonde nós trouxemos os eixos do DUA Desenho Universal para aprendizagem. No vídeo número um, nós falamos sobre os diferentes tipos de engajamento. No vídeo número dois sobre os diferentes tipos de acesso à informação.
Nesse vídeo número três, nós vamos falar sobre diferentes tipos de expressão da aprendizagem. Diferente do que muitas vezes a gente pensa, fazer um teste, uma prova, um questionário, nem sempre é a expressão da aprendizagem. Eu, por exemplo, eu passei pela educação básica, fui pr pra faculdade, fiz pós-graduação, correto?
Se eu passei pela educação básica, eu passei pelas provas, eu fiz as provas, mas quantos conteúdos das provas eu já esqueci? Eu já, entre aspas desaprendi. Eu aprendi naquela época, respondi aquela aquele conteúdo e hoje se eu precisar aplicar vou ter que aprender de novo.
Responder uma prova, responder um teste não significa que eu armazenei aquela aprendizagem. É muito diferente quando eu preciso explicar algo, né, para alguém que tá ali aprendendo. Quando eu vou ensinar algo, eu já peguei a informação, tive acesso à informação, elaborei junto com as minhas memórias, com os meus sentimentos, com as minhas aprendizagens anteriores e eu transformo aquele conteúdo para te oferecer.
Isto é expressão. Então, muitas vezes responder um questionário fechado, eh, uma questão de testes, ele vai me dizer o quanto o aluno trabalha com a informação, não necessariamente a aprendizagem. Ele não vai expressar em toda a sua potencialidade a aprendizagem.
E o dua, ele traz essa necessidade do estudante expressar a sua aprendizagem. E ele vai pensar em diferentes formas, porque para além da prova e do teste, eu preciso ter outras formas de apresentar. uma apresentação oral, quando eu tenho lá a eu faço a síntese de um conteúdo e eu apresento.
Quando eu faço um mapa mental, um esquema a partir daquilo que eu entendi, a partir daquilo que eu elaborei, isso é o ponto chave quando eu falo de diferentes formas de expressão. Eu preciso partir do ponto do que foi elaborado a partir do que foi apresentado. Se você, você tem um estudante que tem uma facilidade de apresentar isso de forma oral, ele precisa ter a oportunidade de fazer isso.
Se a expressão dele eh se der pelo pelo pelo viés do desenho ou de um esquema ou de um mapa mental, ele também tem que ter oportunidade de se expressar dessa forma. Se ele se expressa melhor pela via escrita, ele também precisa ter garantido essa via. Pode ser uma questão, por exemplo, de um teatro, de uma encenação, aonde eles vão colocar em cheque todas as aprendizagens que eles vivenciaram.
Isso, ele pode construir o modelo. Então, ele fez lá a atividade era sobre o ciclo da água e ele constrói o modelo a partir do eixo da aprendizagem dele, a partir da vivência dele e não eh modelando ou copiando um modelo já pronto ou um esquema pré-fabricado. Ele coloca ali a sua aprendizagem, ele coloca ali a sua proposta do que ele aprendeu.
Existem, por exemplo, estratégias como um debate, ah, como a os alunos, ao invés deles, eh, jogarem um jogo de memória sobre aquele conteúdo, eles serem desafiados a criar um jogo com os conteúdos que foram vistos sob relevo. E aí eles criam o jogo, criam as regras e aplicam para outros estudantes. Você já imaginou a quantidade de elaborações que foram necessárias para que esse grupo de estudantes chegassem num resultado, um jogo que eles criaram?
Ou vamos imaginar uma um desafio que ele precisa propor para outra sala? Eles precisam criar um desafio sobre o conteúdo que tá sendo trabalhado. Vão expor o desafio para outra sala, vão ter que explicar as regras desse desafio e avaliar se o que tá sendo respondido tá dentro do que tá do que foi realmente estabelecido e tá dentro do conteúdo, tá de acordo com o conteúdo.
Observem que quando eu falo do tipo de expressão, o papel do professor ele sai do lugar de fornecer as respostas para ser o mediador, aquele que provoca e amplia a autonomia dos estudantes. No caso dos estudantes com deficiência, com transtorno do espectro autista, com altas habilidades e superdotação, propor diferentes tipos de expressão os auxiliam a verificar qual que é a forma mais acessível para se expressar. Às vezes, um estudante não verbal precisa do apoio de imagens, precisa do apoio do tablet, do computador.
Um estudante com deficiência intelectual precisa, por exemplo, de respostas mais curtas, aonde ele possa trazer tudo aquilo que ele aprendeu. Às vezes é num desenho, às vezes é na expressão oral, às vezes é na expressão oral de forma mediada. Quando você diversifica as formas de expressar, você vai verificar se o quanto o seu aluno aprendeu, o quanto ele se desenvolveu.
Eu espero que essa minisérie tenha te auxiliado e tenha te dado diferentes ideias para você aplicar aí no seu planejamento. Quando você começar o seu planejamento, você já pensar o seu planejamento sob um ponto de vista mais acessível. Obrigado por você ter ficado aqui conosco nesse vídeo.
Até os próximos.