16 milhões de brasileiros vivem na miséria, com menos de R$ 70 por mês, em casas improvisadas, sem acesso aos serviços mais básicos, como água tratada e energia elétrica. Eu vejo que as pessoas têm muito potencial. O fato de ser pobre não quer dizer que ele não tenha proteção, ele tem 10 anos, 15 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos, 50 anos e morre sem fazer o [música] que precisa ser feito, porque ela espera que aconteça algo desesperador para tomar alguma ação na vida.
Ela é sempre movida pelo estômago. Quantos por centos [música] das pessoas? 90.
5% da população. É, é quase que impossível a pessoa sair do Bolsa Família. Ela fica, ela fica atrelada e fica até acostumada a essa situação, a essa transferência de renda, né?
Então a pessoa não tem como se emancipar se não houver realmente um compromisso de qualificação. Essas pessoas aqui, quem são? Escravos de quem?
De si mesmas, da própria barriga. Transfere a responsabilidade de toda a vida delas, de todo o seu futuro, de tudo que existe, de todos os [música] seus sonhos pro desespero. Se não doer na barriga, se não doer no intestino, ela não tem um pingo de ação, um pingo de obstinação para nada.
O que move a vida dela é o intestino. Me responde vocês quando que essa pessoa ela vai ter resultados exponenciais na vida? Me responde vocês quando quando ela descobrir o poder do subconsciente, mas tem pessoas que já descobriu e não sai porque tem o conhecimento, só que parece que prefere continuar.
Não vai sair, gente, vai morrer ali. É duro isso. É triste.
É, é duro e é triste. Mas o nome disso é realidade, entende? [música] Tal como ela é.
Mas você cabia aqui. Eu segurava você e dizia para sua mãe: "Esse menino vai ser o melhor menino do mundo. Esse menino vai ser melhor do que qualquer um que conhecemos.
" E você cresceu [música] bom, maravilhoso. Foi muito legal ver você crescer. Foi um privilégio.
Aí chegou a hora de você ser adulto e conquistar o mundo. E conquistou, [música] mas em algum ponto desse percurso, você mudou. Você deixou de ser você.
Agora deixa as pessoas botarem o dedo na sua cara e dizerem que você não é bom. E quando fica difícil, você procura alguma coisa para culpar, como uma sombra. É, eu vou dizer uma coisa que você já sabe.
O mundo é um grande arco-íris. É um lugar sujo, é um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar.
Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando.
É assim [música] que se consegue vencer. Agora, se você sabe o seu valor, então vá atrás do que você merece, mas tem que ter disposição para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele ou dela ou de quem seja.
Só covardes fazem isso. E você não é covarde. Você é melhor do que isso.
Eu vou falar isso aqui aqui hoje. Aqui, ó. [música] Acompanha a história que comigo.
Tem um vídeo bem bem viral assim na internet, bem viralizado. Um leão, uma leoa caçando uma, acho que é uma gazela. E a gazela vai e ela corre e ela joga e ela capota e ela começa a correr arduamente para fugir dessa leoa.
Correndo, correndo, correndo e taca o leão para cima e taca a leo e corre, capota. Uma luta entre a vida e a morte. E ela fica naquele dualismo, vou morrer, não vou morrer.
E essa gazela que tá correndo, ela tá fugindo, ela ela tem filhos, ela tem filhotes. Essa gazela que tá fugindo, ela tem filhotes para alimentar. Ela tem, ela tem os filhos dela que ficaram para trás e ela tá correndo porque ela tava em busca de alimento pros filhos e ela tá fugindo daquela Leo e corre e ela cai, ela se machuca.
Em algum momento a Leo até morde ela e e rasga a pele dela assim e ela capotando naquilo e a pessoa filmando tudo aquilo, sabe? Aí eu te pergunto, todo mundo no comentário, o vídeo acaba, certo? [música] Ele não mostra, o vídeo simplesmente corta.
E as pessoas, nossa, como ela é lutadora. Tomara que ela tenha vivido. Tomara que ela tenha conseguido viver.
Tomara que ela tenha escapado. Aí eu vou te perguntar, meu amigo, amiga, você que tá aqui assistindo, dizendo que quer mudar de vida hoje, quem foi que programou o seu cérebro para torcer pro lado da gazela? Quem foi que fez isso para pensar como presa?
Quem foi que te programou para pensar como a gazela e torcer pela gazela e se identificar com a gazela? Quem que fez isso? Ou será que a Leoa não tem filhos para alimentar?
Ou será que a Leoa também não estava lutando pela vida? Só que a identificação é pela presa. O sistema, a sociedade que fizeram torcer sempre pro lado do escravo, sempre pro lado da presa, sempre pro lado negativo, padrão de escravo.
Não utiliza o cérebro. Esse foi vocês que responderam. Fui eu.
Não, não vai mudar nunca.