E aí o Olá alunos sejam muito bem-vindos para mais uma aula hoje o tema da nossa aula são as concepções sobre o ensino de matemática no Brasil E é porque é importante né na formação do professor gente discutir diferentes concepções de ensino de matemática que tem permeado a nossa história de ensino e aprendizagem de matemática no Brasil porque os nossos modos de ensinar o modo que a gente organiza Nossa prática pedagógica elas estão muito vinculadas aos modos como a gente concebe o ensino e aprendizagem e como a gente consegue a matemática ou com a gente
consegue a educação também então é a essas concepções é que a gente tem sobre ensino de matemática é como elas influenciam né ou elas são influenciadas pelas discussões pelas modificações alterações propostas tanto do campo da matemática quanto do campo da educação e esta interdisciplinaridade né do campo da preocupação do ensino de matemática que é típico do campo da educação matemática nós Já percebemos também nas discussões da aula anterior então não são apenas essas tendências que sobre as quais eu falarei hoje existem outras tendências mas Estas são as que tiveram a presença bastante marcante na história
do nosso ensino de matemática no Brasil bomba o primeiro destaque aqui é para uma posição uma concepção denominada de formalista clássica né ou paradigma do formalismo pedagógico clássico no Brasil essa é uma concepção que se revela mais claramente antes ali dos anos de 1950 isso não significa que não é hoje por exemplo não tenha mais influências dessa Concepção não existe esta concepção veiculando né no nosso ensino e aprendizagem de matemática mas já não é com tanta relevância como foi antes dos anos 1950 Então no que que essa concepção de ensino e aprendizagem de matemática se
baseia se baseia no modelo euclidiano que tem um modelo euclidiano é um modelo em que a matemática é constituída a partir de definições e axiomas de Teorema e proposições que são demonstráveis né então esse modo de organizar o campo da matemática também se manifesta no modo de ensinar matemática inclusive na educação básica e ainda nessa concepção formalista clássica a ideia de matemática é que a matemática é a histórica ou seja ela não depende da participação ativa do humano na no seu desenvolvimento ela é dogmática nela cheia de dogmas e que as ideias matemáticas elas independem
dos homens ela já existem no mundo ideal e aí a proposta de ensino numa concepção como essa é que você precisa trabalhar com memorização com relações entre os conceitos para que você consiga então chegar a essas idéias que estão em um campo idealizado é muito importante que esse modo de conceber o ensino de matemática ele se manifesta nos livros didáticos que é um material é de grande influência na prática pedagógica de um professor e o foco da prática pedagógica tá no próprio professor é o professor que é um conhecedor dessa matemática nessa nessa estruturação então
ele passa ser um transmissor é isso que ele compreende então o aluno nesse sentido é um aluno passivo né ele ele somente reproduzem isso que o professor já faz uma outra concepção bastante relevante também no nosso país é a empírico-ativista ela é melhor percebida é ali entre os anos 1920 1950 aí depois ela retorna com bastante intensidade também nos anos 70 nessa perspectiva diferente da anterior o professor ele atua como um orientador como um facilitador e não como um transmissor de conteúdos aí nessa perspectiva o aluno sim é o centro da aprendizagem que o aluno
é ativo e os currículos em desde serem estruturados pelo que o próprio Campo da matemática já presta restabelece ele é organizado a partir ou ele proposto que seja organizado a partir dos interesses dos bom então o foco aqui sempre no aluno e o aluno sempre muito ativo Então os métodos de ensino ou as práticas de ensino elas estão centradas nas atividades dos alunos e é mantida ainda nessa concepção empírico-ativista como na anterior na formalista clássica é uma uma concepção Idealista de matemática só que diferente da Concepção anterior a formalista na empírico-ativista a ideia que a
matemática não tá no Mundo Ideal mas a matemática tá aqui presente no mundo em que vivemos Então esse é uma diferenciação né dessa concepção em relação à anterior é em relação ao modo como se concebe a matemática a cruz empírico ativistas é existem diferenciações dentro dessa própria concepção né os denominados empíricos em sua listas é para eles era muito importante observação da natureza e essa essa instrução ou essa idealização né de que a observação da natureza da favorece a aprendizagem se manifesta muito nos livros didáticos publicados naquele período dos anos 20 a 50 e também
na década de 70 dentro empírico-ativista tem o só denominados ativistas né para eles o mais importante é ação a manipulação a experimentação por isso aqui a proposição de uso de jogos de materiais manipulativos de atividades de experimentação durante as aulas de matemática é isso É denominado o método da descoberta a ideia aqui ao manipular um determinado objeto ou G o terminal do jogo enquanto você manipula como a matemática é uma matemática presente nesse mundo é só matemática se revelaria né se mostraria então em forma de aprendizagem do aluno e é pros empíricos ativistas é a
participação deles na no ensino de matemática foi muito importante no sentido que foi por conta dessa concepção que A matemática foi unificada na no ensino-aprendizagem antes da Matemática era tratada não como matemática mas como aritmética como álgebra geometria e trigonometria separadamente nesse período né que essa concepção está vigorando é que estas quatro áreas estão agrupadas no que se chama hoje de matemática né então você trabalha com aritmética com áudio Branco geometria e trigonometria dentro da disciplina de matemática isso nós vamos ver com bastante clareza Quando nós formos olhar os grandes temas né colocado hoje pela
base Nacional curricular comum é de quais temas de matemática a gente tem que trabalhar na educação básica em especial nas séries iniciais Foi por conta dos empírico ativistas também que nós tivemos uma renovação metodológica do ensino porque se já está no aluno e não mais no professor não dá para ser manter as mesmas práticas de ensino anteriores os livros começaram a trazer mais seguras mas desenhos e tem uma abordagem mais pragmática e é para eles aprende se fazendo a manipulação e visualização geram Abstrações E generalizações aí fazer não tá na estrutura interna da matemática mas
nas relações com as outras ciências empíricas por isso a importância de um ambiente de experimentação na nas aulas de matemática valoriza-se mais o processo do que o que o produto não é o mais importante o como vai se aprendendo do que o resultado final da aprendizagem o centro do ensino Então se desloca do conteúdo para o aluno é uma outra concepção importante a formalista moderna ela é um retorno a uma visão Inter na lista da matemática ou seja matemática por sua própria estrutura é autossuficiente só que diferente da primeira concepção vista que a formalista a
formalista formalista moderna ela coloca essas e não nos conteúdos mas nas estruturas algébricas que vinculam um conteúdo um com um tema da Matemática ao outro o uso aqui é muito importante o uso formal da linguagem matemática né o Rigor nas demonstrações então por isso um retorno aquela outra concepção É para um modelo euclidiano é bastante importante o foco aqui é formar um especialista em matemática e não necessariamente o formar um cidadão e são uma consequência o foco é a formação do Especialista e essa concepção ela é muito Evidente durante o movimento da Matemática moderna que
no Brasil é inicia-se ali nos anos 60 e perdura até começo dos anos e nesta concepção o papel do professor é de expor E demonstrar com Rigor e o ensino então fica centrado no professor na prática pedagógica do professor o aluno volta a ser ter um papel passivo na maior parte das vezes ainda que tenha tido algumas experiências de ensino dirigido em que o aluno tinha um papel um pouco mais ativo de qualquer modo a o papel do aluno aqui é reproduzir o que ele aprende com o professor é uma outra concepção denominada tecnicista ou
também formalista estrutural o foco aqui a matemática pela matemática novamente a matemática como autossuficiente é numa discussão que a matemática é neutra ela não tem relações com outros interesses por exemplo sociais ou políticos o ensino agora não tá nem centrado no professor e nem no aluno o foco do ensino agora são os objetivos instrucionais recursos e as técnicas de ensino os conteúdos são informações São Regras São as etes que se aprende né então se aprende o modo de operar né um modo mais prático the Opera dentro da matemática por isso o foco nessas coisas e
não no nos temas da Matemática esse Visa se uma manutenção estabilidade da sociedade né formar um cidadão útil para a sociedade e com objetivo de mudanças de comportamento né ao se trabalhar com essa desvinculação da Matemática com os outros interesses da sociedade inicia-se com esta concepção a ênfase nas tecnologias de ensino de instrução programada começa assim tão a era da informática aplicada à educação o foco tá no treino de habilidades então agora o professor né a aula o professor prepara para treinar Os alunos não em demonstrações e não em conteúdos mas em habilidades técnicas é
nessas regras e macetes bastante evidência dentro dessa concepção e o professor e o aluno passa até então um papel secundário a construtivista posterior a esta concepção já é uma maneira de conceber a matemática como uma construção humana é então a matemática não é mais autossuficiente isolada ela é uma construção humana constituída por estruturas e relações abstratas o mundo físico não é mais a o cimento e sim a própria maneira de que cada um produz essa matemática propõe-se novamente aqui o uso de materiais concretos com uma diferenciação em relação aos construcionismo construtivistas né É porque aqui
os construtivistas eles querem a propõe-se que ao manipular o material o material manipulativo é a matemática não se revela ali naquele material mas é na relação com aquele material que a matemática vai ser construída então no final Visa se a construção de estruturas do pensamento lógico-matemático então A ideia é também aprender a aprender e não aprender alguma coisa né o modo como se aprende também é importante dentro dessa concepção o processo também é mais priorizado do que o produto outras dois destaques aqui mais três destaque a sócio at no culturalista muito vinculado a etnomatemática que
tem a ver com a arte ou a técnica a conhecer e entender em diferentes contextos nós ainda Voltaremos a esse tema posteriormente a Edna matemática como uma das tendências de ensino de matemática o conhecimento matemático só tem validade um certo grupo cultural é é um saber prático relativo não é universal né então não é dogmático Ele é dinâmico ele é história e historicamente com e culturalmente produzido e para o ensino ponto de partida são os problemas da realidade nesta concepção não dá para pensar no currículo pré-estabelecido o único já que o ensino depende do grupo
e do contexto no qual se tá dando aprendizagem em matemática e o ensino é proposto por problematização e também por modelagem matemática que também é uma tendência que veremos com mais detalhes nas outras aulas uma posição histórico-crítica é uma postura crítica e reflexiva diante do Saber escolar é Nessa proposta o Saber matemático não é uns e tem um saber vivo dinâmico né que vai se modificando o tempo todo o foco aqui é a formação do cidadão e o aluno deve conseguir atribuir significado e sentido as ideias para quem então ele tenha um papel de cidadão
mesmo na sociedade Oi e essa última concepção que eu destacarei nessa aula a sócio-interacionista semântica nessa concepção a matemática é vista como um texto com um discurso com uma linguagem própria constituída também historicamente e é muito importante dentro desta concepção que a linguagem ela é constituinte no pensamento não é que a linguagem a linguagem Expressa o pensamento a matemática ela constitui o próprio pensamento então é muito importante para essa nessa concepção o processo de significação no ensino e aprendizagem de matemática e o professor aqui também tem um papel de planejador de atividades ele é um
mediador no ensino reflexões finais então para a gente fechar essa aula Essas são algumas das concepções existem outras E por quê que é importante a gente perceber é que existem outros modos de conceber o ensino aprendizagem de matemática porque quando a gente vai avaliar o modo como isso ensino tá proposto por exemplo nos documentos oficiais como a base Nacional curricular comum ou dentro de propostas de atividades ou dentro das tendências que a gente ver a nas próximas aulas é importante a gente perceber que fica resquícios de uma concepção sobreposta a bom então consegui detectar afinal
de contas nessa proposição de atividade para alunos das séries iniciais para se ensinar matemática como que se concebe a matemática esse modo de pensar o que é matemática está bem bem articulado com esse modo de propor o ensino de matemática se eu consigo como uma matemática a histórica por exemplo faz sentido pensar no contexto de criação desse conteúdo matemático é E vice-versa então é importante a gente perceber que o modo de conceber o ensino e aprendizagem de matemática Vai automaticamente influenciar o modo como cada um de nós é praticar a nossa função de professor que
ensina matemática então A ideia é sensibilizar né e contribuir para assumirmos uma postura crítica em relação as metodologias e tendências no ensino e aprendizagem de matemática e consonâncias ou não entre suas fundamentações e práticas né então vê se tem esses Deslizes de uma concepção para outra e em relação aos do é mais sobre as bases e currículos para o ensino de matemática essa aqui são as referências utilizadas pressa aula e na nossa próxima aula nós vamos parar um pouquinho para pensar um pouco então o que rege o que é a filosofia do campo da educação
matemática até lá E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí E aí [Música]