e vamos à nossa aula sobre abordagem cognitivo comportamental a competência social e habilidades sociais com mais ênfase nesse caso ao aspecto cognitivo uma vez que nós já falamos sobre a tendência comportamental embora oog comportamental também aborde o comportamento de uma maneira um pouco diferente do que é abordado na abordagem da análise do comportamento Então vamos lá o enfoque eh cognitivo comportamental para competência social e habilidades sociais ele passou a ser disseminado a partir da década de 1970 era a época que o treinamento assertivo passou a incluir a elementos cognitivos entre as suas estratégias de intervenção
que não estavam totalmente contemplados na abordagem operante do vp mas aqui é somente para continuar fazendo um link com a aula anterior é importante lembrar que muitos dos processos aqui denominados de cognitivos são tratados na abordagem analítica comportamental como comportamentos ou eventos privados como processos cognitivos de simbolização de linguagem com a emergência de Abstrações e relações simbólicas e também de solução de problemas ou seja muitos dos conceitos dos construtos da abordagem cognitiva Também vieram ou estão sendo cada vez mais tratados numa abordagem analítica comportamental então todos esses processos eles podem de fato explicar grande parte
do da competência social e fazer uma grande diferença na competência social eh o que nós explicamos antes e eu reafirmo aqui que esses elementos não são vistos na análise do comportamento como a causa dos desempenhos adaptativos ou não adaptativos mas como comportamentos ou eventos que precisam também ser objeto de análise e intervenção quando associados ao desempenho e em geral e aqui nesse caso ao desempenho interpessoal de todo modo essa aula Visa apresentar aqui quais são os componentes cognitivos destacados pelas abordagens cognitivas desde já adiantando de fato que eles são importantes paraa promoção da competência social
e habilidades sociais mesmo quando abordado sob uma ou sob outra perspectiva eu entendo que uma das grandes contribuições das abordagens cognitivas foi a de instigar sobre outras abordagens o estudo desses processos privados que são importantes para a promoção da competência social e habilidades sociais também ao importante destacar que mesmo nas abordagens cognitivistas é amplamente reconhecida a ância do treino de comportamentos específicos de competência social e habilidades sociais e inclusive com técnicas tradicionalmente comportamentais como A modelagem feedback rpl e outras que nós vamos ver mais adiante ainda neste módulo a abordagem cognitiva para a competência social
e habilidades sociais foi sintetizada inicialmente por Michel em um esquema que acabou sendo divulgado por mafell e que apresentamos lá no módulo um ele ilustra uma sequência ou cadeias de componentes privados que estariam entre a situação Interativa de demanda e o desempenho final que seria avaliado Então como e competente ou não competente socialmente Então vamos só lembrar um pouquinho a primeira etapa seria a etapa de decodificação da situação e da demanda vejam aí ou seja o indivíduo Faz uma leitura do ambiente social o que que tá acontecendo quem tá aqui o que que as pessoas
estão fazendo qual a tarefa social em jogo lembra lá do conceito tarefa social tarefa interpessoal volte lá para para conferir que emoções estão presentes enfim essa leitura Inicial é importante porém muitas pessoas falham nessas habilidades de decodificação seja devido à ansiedade a dificuldade de discriminação aos estereótipos e atribuições até mesmo a um certo efeito a Ou seja você vê uma coisa e eh infere o restante Então essas pessoas precisam de treinamento perceptivo aqui de Treinamento dessa etapa Inicial e muitas vezes até de reestruturação cognitiva para corrigir os vieses da percepção para realizar bem essa etapa
E passar paraa próxima veja que essa última frase minha é tipicamente uma frase cognitivo com comportamental a ideia aqui é treinamento perceptivo reestruturação cognitiva e vai por esse caminho a segunda etapa seria de decisão é basicamente um processo de solução de problemas com auto instruções do indivíduo para encaminhar esse processo Então o que eu quero nessa situação o que eu acho viável O que é desejável e efetivo para eu conseguir o que eu estou buscando o que eu sei fazer o que eu devo Ou posso fazer nessa situação o que vai acontecer se eu fizer
alternativa a alternativa B alternativa c e finalmente escolher o que se vai fazer como é que vai agir diante daquela demanda interativa Então esse também é um processo de solução de problemas isso É bem interessante também podemos relacionar com a habilidade de solução de problemas que trata estamos lá no módulo dois você tá lembrando a dificuldade aqui ela poderia então estar associada a alguns aspectos eh envolvidos na solução de problema a falha na motivação nos objetivos ou em um plano do que você quer mudar do que você quer alterar no ambiente ou do que você
pretende como objetivo final então quando o indivíduo não sabe exatamente o que ele quer ou tem obj contraditórios um que o afasta do outro outro que o aproxima do outro isso pode gerar dificuldade aí nesse processo as falhas também podem ocorrer no sentido de gerar alternativas lembra que a solução de problemas depende da habilidade de gerar alternativas Pois é aqui se o indivíduo também não consegue pensar bom o que eu posso fazer Quais as alternativas como é que eu posso como é que eu devo ele vai ter dificuldade de solucionar o problema ou ele pode
demorar muito na decisão e quando ele decide já não existe demanda para aquela para aquela para aquela resposta que ele pensou então vejam são falhas que podem afetar qualquer processo de de tomada de decisão de solução de problemas bom em terceiro lugar o indivíduo pode ter dificuldade no desempenho da Escolha alternativa então agora que envolve a a execução e a automonitoria que é a terceira etapa ele pode ter dificuldade aí na medida em que os seu eh ele pode ter dificuldade nos seus a terceira etapa é a do desempenho da Alternativa escolhida ele já escolheu
já sabe o que pode o que deve fazer na situação e vai procurar executar aquela alternativa com automonitoria é a parte o o a abordagem cognitiva deu uma contribuição muito interessante ao enfatizar bastante a questão da automonitoria tanto nos conteúdos verbais como não verbais avaliando é claro ao mesmo tempo o impacto sobre as pessoas é isso que é automonitoria E manejando então eventuais mudanças no próprio comportamento Então esse é o é o momento da prática mesmo da tarefa interpessoal de envolve treino de autocontrole de automonitoria de uma reação eh qualificada ao contexto e de um
desempenho conforme a ocasião que o indivíduo está vivenciando E conforme as demandas interativas da situação o que que pode ocorrer como falha aí falha dividual a déficit de habilidade social o indivíduo não tem ele sabe que pode que deve faz a agir de determinada maneira Mas ele não tem a habilidade ou ele tem mas ele tem uma ansiedade exasperada exagerada condicionada para aquela situação ou ainda ele apresenta eh distorções cognitivas eh estereótipos preconceitos crenças equivocadas que podem atrapalhar essa esse desempenho na etapa final após o desempenho ele Eh pode se auto-observar buscar se perceber o
que fez eh fazer uma uma análise do próprio desempenho e reajustar esse processo para uma próxima tentativa ou até na mesma situação veja que esse processo todo parece longo e ele é nas primeiras tentativas pode pode ser de fato mais elaborado mas mais longo mas é um processo que vai se tornando basicamente eh natural diante de uma situação essas essas coisas passam muito muito rapidamente e eu tomo as minhas decisões muito muito rapidamente muitas vezes até eu chego quando já já estou muito preparado para determinadas situações eu sequer preciso parar para tomar decisões a cada
passo é isso que acontece com as pessoas socialmente competentes elas já aprenderam o processo e já aplicam isso de uma forma bem natural bem natural quando a gente tá falando a gente não pensa qual vai ser a próxima palavra a gente já aprendeu todas essas sequências então isso já é um processo natural aqui também é mais ou menos nessa nessa direção aqui e vamos então buscar ficar aqui quais seriam os componentes cognitivos quais seriam esses processos considerados importantes e de uma maneira eh organizada eh que estão relacionados com aquele modelo do Michel e que eh
nós tivemos a a contribuição do Vicente cabaia quando ele escreveu esse livro aqui que foi resultado da tese dele e também eh a tese dele foi em 1987 ou seja ele já vinha estudando há mais tempo e esse daqui em 93 ele produziu na Espanha trouxe nos presenteou com esse livro e nós fizemos muito contato com o Vicente porque ele era um representante um defensor de abordagens cognitivistas para a a competência social e habilidades sociais na época embora mais recentemente as suas posições tenham migrado um pouco mais também para abordagens comportamentais mais na linha do
cognitivo comportamental E aí depois disso ele escreveu eh um capítulo desse livro também Desse nosso livro em que a gente convidou para falar exatamente sobre as abordagens cognitivas e aí junto com duas outras autoras ele apresentou pra gente o que eles sistematizaram em termos de componentes cognitivos e nós agradecemos ao Vicente pela contribuição pelo pelo livro e pela pelos estudos ele tem muitos estudos sobre habilidades sociais o livro em espanhol dele tá traduzido em português então tá disponível também para vocês bom então vamos lá bem então como a abordagem cognitiva eh se baseia principalmente n
esse processamento cognitivo ou D uma ênfase muito grande esse processamento cognitivo nós precisamos saber quais seriam então esses elementos esses componentes cognitivos para o desempenho eh eh socialmente competente e aqui nós vamos ver que essa abordagem enfatiza Primeiro as competências cognitivas a capacidade de transformar e utilizar a informação disponível para criar novos pensamentos e novas ações como na solução de problema e que quais são essas competências cognitivas Primeiro eles entendem como competência cognitiva aos conhecimentos sobre o comportamento habilidoso as regras sociais as demandas para desempenhos interpessoais segundo o saber colocar-se no lugar da outra pessoa
que na verdade é uma habilidade social vocês sabem a empatia um componente da empatia a capacidade de solucionar problemas sociais que é outra habilidade bastante específica em segundo lugar vem as estratégias de codificação como é que eu codifico como é que eu recebo e interpreto os estímulos que chegam Quais são os construtos pessoais meus que acabam sendo filtros paraa forma como eu percebo os eventos então aqui se enfatiza percepção social ou interpessoal habilidades de processamento construtos eh pessoais socialmente adequados ou não adequados esquemas adaptativos os adequados seriam esquemas adaptativos baseados na realidade baseado no respeito
ao outro enfim pró-sociais e os desadaptativos seriam as crenças não adaptativas os esquemas desadaptativos Então tudo isso influindo aí nesse segundo conjunto de estratégias de codificação e construtos pessoais o terceiro conjunto seria o de crenças Racionais sobre as relações interpessoais e elas se opõe a pensamentos irracionais e generalizantes que atrapalham mas que são muito difundidos na cultura por exemplo aqui a o cabai dá esse exemplo tudo vai dar certo aar não ter que perir Perdão bom isso aqui é bem da da década de 90 né o mundo está ficando violento eu tenho que ser amado
pelas pessoas nós vamos ver que muita muita gente realmente tem dificuldade nas relações interpessoais porque criam essas autorregras essas eh autover e e buscam se guiar por elas e isso não condiz é claro com a realidade circundante bem e aqui nós vamos então para este próximo item que é o de expectativas pouco realistas ou não realistas ou realistas quer dizer essas três alternativas seriam viáveis e aqui a existe tanto as consequências de comportamentos as expectativas em relação às consequências e muitas vezes a falha tá na rigidez eu só eu só quero determinadas coisas eu só
faço as coisas para obter determinados resultados ou reações defensivas do tipo eu nunca vou conseguir mesmo isso daí não é para mim Eh eu Essa é a parte que eu não que eu não não ligo para isso Eu me defendo em relação às minhas expectativas pouco realistas em relação ao meu desempenho a noção de autoeficácia o quanto eu me valorizo ou valorizo o meu desempenho na situação nas diferentes situações interpessoais as consequências do comportamento o quanto eu eh tenho pensamentos realistas expectativas realistas ou não realistas em relação às consequências e quanto eu eh tenho eh
pensamentos realistas expectativas realistas em relação à adequação do meu desempenho então por exemplo nós já vimos lá a ansiedade social tem tudo a ver com essa com esse com esse medo de avaliação negativa com essa dificuldade de achar que pode ir bem que pode conseguir a pessoa já de antemão ela já tá ela se esquiva de uma uma série de situações por conta exatamente desse medo de avaliação negativa externa E aí nós temos os valores os resultados valorizados em termos de aprovação consecução de objetivos pessoais bem-estar do outro preferências e aversões etc os planos e
sistemas de autorregulação lembra que o bandura também falava desses aspectos aí como autoss sistema como aquilo que o indivíduo de alguma maneira filtra eh ou o a forma como ele desempenha depende desse filtro também do aut sistema do indivíduo do conjunto de regras planos sistemas de regulação eh se refere principalmente escolher o que eu posso ou devo fazer apesar da situação eh também significa combater o automatismo eu ten que achar sempre que as co fazer as coisas sempre de imediato sem pesar ou posso ter um plano ou eu posso regular o meu comportamento eu posso
eh manejar a situação de modo a chegar a determinado dos resultados planejar tudo isso como é que eu lido com o meu ambiente aí essa parte toda de planos e e sistemas de autorregulação elas envolveriam as auto instruções adequadas a autoestima a auto-observação autoavaliação autoconsciência quando desadaptativa ela pode gerar uma hipervigilância eu tô o tempo todo tão ansioso em monitorar o meu comportamento que eu acabo não me comportando naturalmente ficando muito vigilante muito atento muito super eh perceptivo a coisas que nem sempre são tão relevantes do ambiente as autover verbalizações positivas ou neutras seriam aquelas
expectativas crenças e conhecimentos das regras sociais aquilo que já existe não é nem positivo nem negativo existe os interlocutores os papéis sociais os padrões de atuação excessivamente elevados tem a ver com autoestima mas tem a ver com essa hipervigilância mas tem a ver também com a minha expectativa de sempre fazer o máximo o melhor e não aceitar nada que não seja dentro daquele patamar Isso é muito difícil paraas pessoas porque em muita situações por mais que você seja habilidoso que você apresente as habilidades sociais Pode ser que você não consiga os resultados por uma série
de outros condicionantes que estão além eh do seu controle bom e quais seriam Então as técnicas e procedimentos cognitivos primeiro a questão do Objetivo Qual o objetivo dessas técnicas em geral é superar déficits eh diretamente por meio de técnicas de modificação cognitiva do comportamento ou indiretamente por meio do treinamento de habilidades sociais Então veja o que tá sendo chamado aqui de habilidades sociais seria os componentes vamos dizer observáveis eh o comportamento aberto e o cognitivo seria todo esse processamento aí esses comportamentos que a análise do comportamento chama de comportamentos privados então a utilização conjunta dos
dois método seria a estratégia de intervenção mais apropriada mais esperada E adequada conforme pesquisas com resultados mais efetivos é tanto você lidar com o comportamento aberto diretamente quanto com esses componentes aí cognitivos ou privados como dependendo da abordagem que você tá adotando os pressupostos no caso da da abordagem cognitiva comportamental são diferentes dos pressupostos da análise do comportamento aqui a ideia é que grande parte dos comportamentos sociais pouco habilidosos é resultante com frequência de pensamentos irracionais e incorretos de autover verbalizações negativas produzidas antes durante Ou depois das situações sociais problemáticas de estereótipos desadaptativos ou percepções
inadequadas de discriminações apropriadas de falta de motivação de desconhecimento das regras situacionais ou de solução incorreta de problemas eh todos esses pontos tratados então numa perspectiva primeiro de que eles seriam a causa do comportamento aberto e segundo de que eles seriam não seriam comportamentos mais eventos cognitivos essa ideia numa abordagem cognitivista diferente portanto da abordagem analítica comportamental que também aborda esses fenômenos como nós já comentamos segundo nossas reações emocionais às situações interpessoais seriam produto das nossas suposições e avaliações conscientes e inconscientes por exemplo nós ficamos ansiosos e deprimidos porque supomos que isso é algo terrível
e catastrófico ou tem ou pelo nosso temor de fracassar ou o temor da tudo isso geraria reações emocionais intensas e as avaliações cognitivas elas mediaram Então a nossa atuação a diferentes situações interpessoais então entre a demanda ou a situação tarefa e o desempenho que eu apresento estariam Então essas avaliações cognitivas e aí a ideia da abordagem cognitiva é que é importante promover processos mais saudáveis de mediação cognitiva via reestruturação cognitiva que é a nossa próxima aula a gente vai falar um pouquinho disso também então os componentes cognitivos Já tô no quarto item aqui de vocês
devem estar acompanhando os componentes cognitivos do treino de habilidades sociais são entendidos como básicos para modificar os padrões inadequados do comportamento social da pessoas ainda que se reconheça aí vem a pontinha eh ser somente uma parte uma vez que a etapa final do ths é basicamente comportamental não são palavras minhas são palavras de um é de uma pessoa cognitiva comportamental que eu Vicente tá então esse trechinho aqui é quase que literal do que ele disse então aí entra ensaio comportamental a generalização pra vida real o que vai ser sempre acompanhado Ah mas aí vem a
questão entendendo que isso também vai gerar Impacto e alterar os elementos cognitivos uma a mudança nas autover baliza nas ideias pouco Racionais etc Sim é claro os eventos comportamentais abertos e encobertos eles estão muito relacionados a diferença com a análise comportamento que a relação aqui não é aqui é vista como uma coisa levando a outra e na análise comportamento é vista como correlatos que acontecem junto em função de um conjunto de outras contingências bem então vamos adiante aqui a centralidade da reestruturação cognitiva tanto nas terapias cognitivo-comportamentais como na abordagem cognitiva da competência social e habilidades
sociais é é realmente um ponto importante a ser destacado então a reestruturação cognitiva e as as ideias os procedimentos cognitivos Associados a treque terapia racional emotivo comportamental seriam a base de muitos dos procedimentos para lidar com esses componentes eh cognitivos por isso nós vamos tratar deles na nossa próxima aula então esses processos todos seriam abordados a partir da ideia de determinação interna ou de uma determinação de uma mediação interna entre eventos eh do ambiente e o comportamento mais ou menos na linha do que o bandura eh defendia também só que a TCC considera também o
treino de comportamentos abertos e desempenhos observ e nesse momento Claro com técnicas e procedimentos eh comportamentais Então é isso nessa aula eh é só um uma panorâmica para vocês já terem uma ideia da da ênfase das diferentes ênfases dos diferentes componentes que são considerados em programas de competência social e habilidades sociais e nós vamos dedicar a próxima aula à reestruturação cognitiva lhe interessa Eu espero que sim e também é claro ess todos esses conceitos vão acabar sendo eh comentados e abordados também em todas as outras técnicas que vão vir agora adiante e que a gente
não vai ficar muito preocupada em dizer olha isso é comportamental isso é cognitivo nós vamos apresentar as técnicas e procedimentos que foram gradualmente consagrados como efetivos no campo da competência social e habilidades sociais combinada