Você conhece o DUA, desenho universal para aprendizagem? O DUA, ele é uma proposta metodológica que verifica, que olha as diferentes formas de aprender, buscando diversificar as formas de ensinar, de engajar, de favorecer a expressão dos estudantes para que a gente consiga contemplar as a diversidade que hoje está na nossa sala de aula. Esse aqui é o vídeo dois de uma minisérie que a gente tá fazendo sobre o Dua.
E hoje nós vamos falar sobre o segundo eixo do DUA, que é o eixo paraa diversificação dos tipos de acesso à informação. Olá, bem-vindos, bem-vindas. Eu sou a professora Fabiana Leme e você tá aqui no canal da Inclutopia.
Se você é assim como eu, gosta de conteúdo qualificado, simplificado e que faz a ressoa no seu dia a dia, você tá no lugar certo. Eu recomendo que você se inscreva aqui no canal, ative as notificações para que você possa acompanhar todo o conteúdo que a gente produz por aqui. Nesse segundo vídeo dessa minisérie que a gente tá trazendo, é, nós vamos falar sobre o desenho universal para aprendizagem.
O dua, ele traz princípios que vão olhar paraas metodologias da sala de aula para que o seu planejamento ele já ele já se inicie, ele já comece uma forma mais acessível. Ele vai trazer a diversificação como uma diretriz muito importante e ele traz três eixos principais para que a gente olhe a diversificação através desses três eixos, passando como se fosse uma uma um olhar mais apurado pro nosso planejamento. E assim a gente já começa o nosso o nosso olhar pedagógico, o nosso fazer pedagógico de uma forma muito mais acessível.
Quanto mais eu diversifico as minhas formas de ensinar, mais eu atendo a diversidade na minha sala de aula. E é por isso que eu preciso diminuir muitas vezes a minha adaptação, a minha personalização, porque eu tô trazendo uma forma muito diversificada de aprender. O princípio que a gente vai trabalhar hoje é o princípio número dois.
Esse princípio ele tem eh ele tem uma relação muito direta com o acesso à informação. E eu preciso dizer que é isso, isso é algo que a gente faz de uma forma muito intensa na escola. Como é que eu oferto a informação pros estudantes?
Vamos imaginar uma aula. A professora entra, ela tem o livro didático, ela já fez o seu planejamento, ela tem as atividades que ela vai aplicar com aquela turma e ela abre o livro, pede pros estudantes abrirem o livro, é feita a leitura de um texto de base, ela vai pra lousa, ela faz uma explicação expositiva, ela traz ali referências visuais, né? A partir, conforme ela vai explicando, ela vai desenhando essa explicação, os estudantes comentam, trazem as suas perguntas e respondem um questionário.
Todo esse eh essa organização dessa aula, ela visa eh trazer acesso à informação, tanto a aula expositiva, quanto a questão a da professora ir lá no livro destacar pontos chaves, quanto responder o questionário. Quando os estudantes estão respondendo um questionário, eles estão trabalhando com a informação mesmo. Eu entendo que muitas vezes a gente pensa, se ele tá respondendo, ele já tá se expressando.
Esse é o terceiro princípio do dua que a gente vai trabalhar no próximo vídeo, né? Hoje eu vou falar de recursos para você diversificar o acesso à informação. Esse roteiro de aula, ele atende um número muito significativo significativo de estudantes, mas muitas vezes existem estudantes que aprendem mais ouvindo, vendo, ouvindo e vendo, tocando, criando, modelando, modelando e ouvindo, modelando, ouvindo e vendo, ouvindo, vendo e ensinando.
Então, a gente precisa entender que existem diferentes formas de aprender. E como é que eu diversifico o acesso à informação? É, o DUA, ele não prevê uma redução de eh formas de ensinar.
Não é pra gente parar de ensinar com aula expositiva e livro didático. Muito pelo contrário, essas estratégias se mantém muito válidas. Mas eu também adiciono aquele conteúdo no formato de vídeo, trago um documentário, trago uma animação, trago uma proposta, por exemplo, de pesquisa dos estudantes.
Então, quando eu faço uma sala de aula invertida, quando eu é trago para eles a perspectiva que eles pesquisem aquele conteúdo, posso trazer essa informação num formato de áudio, como por exemplo um podcast. Posso trazer um complemento em infográfico, em mapa mental, em imagens, figuras, com apoio visual. Esse conteúdo ele pode ser depois da pesquisa, por exemplo, o estudante ele pode expor, fazer a exposição desse conteúdo.
Eles podem organizar até, por exemplo, depois da pesquisa, a exposição. Isso pode vir através de de algo escrito, de um texto, de um artigo, de um livro. Esse conteúdo ele pode vir no formato de uma visita a campo, de uma pesquisa a campo, de conhecer um lugar diferente.
Então, conforme o professor ele vai diversificando as formas de apresentação, ele vai contemplando diferentes estilos de aprendizagem. E olha, uma coisa muito importante, a gente não precisa pegar um conteúdo lá curricular e utilizar todas as formas disponíveis. O que a gente precisa é ir sempre organizando e monitorando se você realmente está explorando todas as formas ou se você fica num único eh eixo.
Se você fica num único eixo, a minha sugestão é que na próxima semana você escolha um conteúdo e pense como é que eu posso diversificar, como é que eu posso ampliar, como é que eu posso trazer isso num contexto diferente. Eu vou contar história lá na educação infantil. Eu sempre trago o livro, eles olham as figuras.
E se eu trouxesse uma caixa com miniaturas? E se na próxima história eu trouxesse fantoches? E se na próxima história eu trabalhasse com eles uma encenação, traria lá a história em vídeo e depois a gente fizesse a encenação.
Lá no fundamental, quando eu tô trabalhando eh conteúdos mais curriculares, que tal propor uma maquete? Que tal fazer de repente ir lá para para pro computador e fazer uma pesquisa, olhar um mapa ampliado, eh, olhar uma figura, descrever uma figura, trazer outras opções a partir de uma única proposta. Esse é o desafio de diversificar a sua forma de ensinar, porque assim você atende diferentes estilos de aprender.
Como eu disse, o desenho universal para aprendizagem, ele sempre vai agregar. Se eu tenho um estudante, por exemplo, com cegueira ou com deficiência visual, esse meu estudante, como é que ele vai acessar o conteúdo escrito? Estará em Braile?
Ou ele precisa de letras ampliadas ou ele precisa de contraste? ou ele precisa de um modelo 3D para tocar. Como é que meu estudante surdo vai acessar a informação?
Eu vou ter um intérprete de Libras? Ele terá, por exemplo, a legenda nos vídeos? Ele terá figuras e imagens para apoiá-lo?
Então, conforme eu vou pensando e entendendo que diferentes pessoas precisam de diferentes recursos, eu agrego os recursos assim. eh, é que funciona, não é, o nosso planejamento quando eu penso sobre o ponto de vista de acessibilidade. Bom, eu espero que esse conteúdo tenha te auxiliado.
Os comentários estão aqui porque eu gosto muito de conhecer a sua prática. Fique bem à vontade para trazer os comentários e eu espero vocês no nosso vídeo dessa minisérie, nosso vídeo de número três, aonde a gente vai falar sobre o terceiro eixo aqui do dua, que é o eixo sobre os diferentes tipos de expressão, como é que o estudante expressa, não é, a sua aprendizagem. Te vejo no próximo vídeo.