[Música] que geralmente a partir da dos retratos que aparecem nos livros escrito no ocidente não é é uma visão que que é pejorativa tem uma visão pejorativa né porque esse negro tanto africano como seu descendente ele é construído pelo outro então ele recebe uma identidade atribuída não é mas quando se falava com os africanos sobre a sua própria história nem eles mais sabiam porque quatro cinco séculos eh de tráfico de escravatura de escravidão trabalhos forçados eh Enfim tudo isso mudou muito as culturas africanas e elas foram perdendo as suas [Música] referênci ID onde fic dos
grandes portos de embarque de escravos os negros percorriam caminho de 5 km da cidade até o porto nesse percurso todo escravo que ia ser embarcado era obrigado a dar voltas em torno de uma árvore A árvore do esquecimento cerca de 4 milhões de negros foram trazidos para o Brasil durante um período que durou aproximadamente 350 anos mas como ficou a história do povo africano como eles se viam e como eram vistos no decorrer da história sobre estas questões conversei com o pesquisador basil Malo Malo se nós pegarmos por exemplo os primeiros contatos que vão se
dar entre eh africanos com europeus a partir do século do século XV passando o século eh 16 1 século XIX eh as imagens que vem são imagens negativas não é onde esse africano ele é visto como eh selvagem ele é visto como primitivo é visto como povo sem história hã É claro se trata de uma identidade atribuída da parte de europeu para com os africanos ali eh o mesmo africano no processo da empresa da escravidão aquele que são levado para cá eh a escravidão eh eh europeia os transforma em objetos são visto como objetos então
basicamente a gente recebe esses imagens tá também no Brasil o negro em si a partir de um olhar europeu ele recebe essa carga negativa não é do objeto de de selvagem de animal aí vai bacil nasceu no Congo e está no Brasil há 12 anos ele é doutor em sociologia pela Unesp e estuda entre outras coisas a história da África a palavra escolhida por Ele para tratar do trá ép a diáspora é assim ó de uma perspectiva etimológica ele tem a ver com dispersão é como se fosse como a gente chama lá uma uma fruta
que que Brota assim e sai se expande né tem a ver com dispersão diáspora tem a ver com que vai andando só que esse navio que vai Daca para o Brasil ele traz informações ele traz gente ele traz cultura el traz música el traz religião traz beleza a cultura e a religião são traços de uma história que atravessou o Atlântico e colaborou para formação da identidade brasileira conhecer a história da África é entender melhor a história do Brasil a história da África s assim ó acrescentar uma parte da nossa nossa humanidade acrescentar uma parte da
nossa eh identidade nacional a história da África só veu fazer o bem digamos para o Brasil n Apesar que existe opiniões que são contrária é mas nós temos essa convicção da mesma forma que a história geral da África ele des papel tambm na Africa né no cur de de construção de de suas Nações suas estados seus estados só que a gente vai perceber ao longo do tempo na escola é nos livros que se publica geralmente o que era reconhecido e reconhecido é a cultura europeia então há muito tempo por mecanismo de preconceito de racismo é
uma visão eurocêntrica presente e no meio de quem fabrica cultura no país esses dois duas contribuições indígena e africana foram colocado de lado uma vez que nós Assumimos eh a lei 10639 ele começa a nos proporcionar uma oportunidade de discutir outra parte da nossa cultura que foi esquecida a lei 10.639 citada pelo professor bacil é de 2003 e torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas do Ensino Fundamental e Médio se a gente começa a discutir por exemplo eh eh a África no Brasil levando em conta a questão da África
como berço da humanidade esse tema nos remete primeiro a um encontro é da nossa origem comum né ele nos coloca eh a fazer uma discussão com os alunos com a sociedade para dizer olha conta a questão da da formação do nosso gênero humano nós temos o mesmo patrim o historiador francês n que é professor da escola de Altos estudos em Ciências Sociais de Paris falou sobre a importância do ensino da história Daca d'autres pays comme La France Quel chose d'important c'est quelque chose d'important par que au brésil comme en France pare population migration africaine l'esclavage
dans le cas Du brésil ET puis les migration coloniale ET postcoloniale dans le cas de La France donc c'est important Pour cela mais c'est aussi important Plus globalement Pour la société française ou la société brésilienne me semble-t-il parce que cela nous Aide à penser ou à repenser les liens entre nos pays ET le continent africain continente cheio de países países olha aqui o mapa da África Então esse exercício esse primeira essa primeira aula que a gente teve foi um exercício de conhecer um pouco sobre África a partir dos países não é eles vão se familiarizando
também com algumas pronúncias até de nomes de países que eles não conhecem que a gente ajuda um pouco eles nisso para que eles tenham um primeiro contato com essa geografia de África para que depois a gente possa falar um pouco mais sobre a a cultura especial específica de alguns países Marcelo é professor da escola de aplicação da Universidade de São Paulo aqui a história da África está presente no dia a dia da sala de aula na última aula eu conversei com vocês sobre alguns países que que ficam lá na África e alguns países inclusive que
falam português também eu quero saber orora Quem lembra era Bolívia Angola os países que falam português na África a nossa tentativa aqui é de apresentar para eles outras referências sobre África desconstruindo um pouco esse Imaginário preconceituoso para que eles possam eh compreender que a África é um continente com com diversos países e e de realidade bem eles pensam que África é floresta e cabanas não é exatamente isso que a gente quer passar nem é o queem não representa a complexidade da África hoje localizaram no mapa acharam já sabemos onde fica dois países que falam português
na e um outro país chamado de Angola Angola uma das maneiras de se colocar em prática o ensino da história da África é com a manutenção da cultura entre as crianças negras de Comunidades Quilombolas com a Constituição de 1988 o estado brasileiro admite a existência das Comunidades remanescentes de quilombos e com isso garante o direito à identidade e à cultura é uma das danças que foi trazida pelo nossos ancestrais que é a dança do Congo e a gente tem o conguinha que é com as [Música] crianças a gente Verifica que é comum sobretudo para eh
digamos assim alunos nossos que são brasileiros pessoas brasileira agora que a história geral da África tá chegando a história cultura afro brasileira tá chegando nas escolas e a gente percebe que eh houve tempo e ainda continua essa generalização eu já tive um caso do aluno meu dando aula no ensino médio que me chamava de angolano enquanto eu sou congolês a generalização é comum também quando se olha para o passado Mais especificamente para o momento em que os africanos eram trazidos como escravos para o Brasil de diferentes partes da África quem explica é Fernando Mourão um
dos maiores estudiosos em história da África no Brasil no continente africano do ponto de vista da da linguística aparentemente Nós temos dois grandes grupos os sudaneses que vão até que vão do Sara para baixo até a floresta tropical do Congo e a partir da floresta tropical do Congo os chamados chamados bantus o grupo sudanês foi minoritário no Brasil mas eu chegaria aqui eles impuseram um pouco essa sua ideia de Império essa sua ideia de uma religião com hierarquia que deu origem ao candomblé enfim todas essas religiões afro-brasileiras E aí passou-se a dar uma importância muito
grande aos sudaneses isso se dá principalmente da Bahia e da Bahia é que se irradiam pelo pelo Brasil as culturas e de origem africana até há muito pouco tempo atrás os bantos eram considerados digamos como escravos menores e os sudaneses como os escravos e mais caros com maior formação o interesse em estudar temas relacionados à história da África é algo recente a Unesco publicou em português a coleção história geral da África Fernando Mourão foi o único pesquisador brasileiro a integrar o comitê científico para a redação desta coleção de livros havia que fazer um esforço para
tentar apresentar África do ponto de vista dos africanos então a história geral da África ela é mais um roteiro para que hoje as pessoas comecem a estudar a história africana ou a história tradicional indo digamos Aos aos se é preciso você conhecer a ára aos Mosteiros lá da Bic e principalmente aos europeus enquanto a partida tu tens a história geral de África mas di mais HR para entusiasmar a juventude e os jovens pesquisadores no sentido se debruçarem sobre a história dac esse question les savoirs sur l'afrique ET en particulier d'abandonner les perspectives classiques qui sont
les perspectives européan centré finalement cette Perspective là Elle nous invite à considérer que l'europe n'est Plus le Centre Du monde n'est Plus le Centre de production de savoir sur le reste Du Monde Madagascar tá aqui sabia o tasmia tasmânia Tanzânia não era