No dia 6 e 9 de agosto de 1945, o segundo sol brilhou no céu do Japão. [Música] Não era um astro de luz, não era uma fonte de vida, era uma fonte de morte. Em cima da cidade japonesa de Hiroshim e Nagasak, foram lançadas duas bombas atômicas para encerrar de vez com a Segunda Guerra Mundial.
[Música] >> O número exato de mortes nunca vai ser conhecido. Milhares de pessoas foram simplesmente pulverizadas sem deixar rastros. Os cálculos apontam algo em torno de 150.
000 a 250. 000 1 m em questão de instantes. O que a gente vai mostrar agora para vocês é como isso aconteceu.
Vamos acompanhar quem que tava no avião que lançou a bomba e mais importante, quem que tava no chão quando a detonação aconteceu. Foi o maior e único ataque nuclear da história. Hoje o horror é o protagonista da nossa história.
Olá pessoal, Peter aqui. Se você acompanha o filme Openheimer, você pode ter estranhado um detalhe, né? Em nenhum momento a gente vê a consequência real do que os cientistas produzia.
O próprio Oppenheimer, ele tem visões sombrias, mas o filme não mostra o resultado concreto da criação da arma nuclear. O filme não mostra os bombardeios deim na casaza. Foi direção criativa do diretor Christopher Nolan ou foi vergonha?
Agora, 80 anos depois desse ataque, a gente continua com medo. É o medo de que tudo aquilo se repita. E é muito importante, galera, que cada um de nós, cidadãos desse mundo inteiro, que a gente compreenda como foi o inferno que foi.
É muito importante que a gente entenda para que aquilo nunca mais aconteça. Outra vez tá tudo documentado com detalhes. A gente vai imaginar alguns detalhes aqui ali, mas todo o resto foi real.
Duas cidades foram arrasadas por artefatos nucleares que tinham só uma fração do poder de destruição das armas atuais. É muito importante que isso nunca seja esquecido. Então, antes da gente entrar nesse assunto, eu queria convidar vocês para se inscreverem nesse canal.
Quem ainda tá nascendo, é um bebê embrionário acontecendo agora. Todos vocês estão chegando aqui agora, estão vendo um canal novo nascer. Esse esse vídeo deve ser o sétimo vídeo, ainda tô conseguindo contar.
E é muito importante vocês aqui com a gente acompanhando todos esses web documentários. A gente vai trazer histórias reais de pessoas, fatos reais que aconteceram na história, que marcaram uma geração e às vezes histórias que ninguém conhece, mas que é legal para caramba vocês conhecerem. Então conto com a presença de vocês escrito com o sininho e também o comentário de vocês aqui embaixo com dicas pro nosso próximo vídeo aqui nesse canal caso reais.
Vocês podem sugerir qualquer história aqui embaixo que a gente vai fazer um vídeo para vocês. Obrigado, galera. Bom, vamos primeiro contextualizar um pouquinho os eventos.
O que que tava rolando em 1945? A gente tinha ali o finalzinho da Segunda Guerra Mundial, né? Itália e Alemanha já tinham sido derrotados.
O Japão era o único país que estava lutando e não aceitava uma rendição. Fazia parte da cultura japonesa, era parte deles da cultura. Tava enraizado no japonês.
Ao mesmo tempo, a gente tinha o fato do Japão em si tá intacto. Nenhum soldado inimigo tinha pisado em território japonês ainda. O Japão tinha perdido terreno em lugares que ele já tinha invadido, mas a pátria mãe, por assim dizer, tava livre de inimigos.
Os Estados Unidos estava com superioridade militar no fronte do Pacífico. Essa vantagem iria aumentar agora que as forças de ocupação na Europa estavam sendo desmobilizadas. A Europa já tinha sido libertada do nazismo e do fascismo.
Então dava para chamar a maioria dos soldados de volta. Era praticamente garantido que os Estados Unidos iria conseguir vencer o Japão. A grande pergunta na época era: a que custo?
Bom, foi nesse momento que os Estados Unidos planejou a chamada operação downfall, que previu um desembarque em massa nas ilhas japonesas para invadir, só que seria insano demais. A história já tinha demonstrado que todos os invasores que tentaram entrar em solo japonês quebraram a cara primeiro pelas próprias características geográficas do Japão, né, com muitas montanhas, muitos vales fáceis defender. Segundo porque o povo japonês era conhecido por ser um povo guerreiro, que lutaria até o último homem para defender as suas tradições, seus costumes, sua família.
Bom, o cálculo dos militares era de que o exército japonês contava com mais de 2 milhões de homens. Eles ainda poderiam armar e treinar 28 milhões de civis para existir. Então, tomar o Japão seria uma tarefa muito difícil, que poderia levar anos, poderia provocar baixas maciças dos dois lados.
Um estudo conduzido pelo Estado maior das Forças Armadas Americanas calculou que os Estados Unidos perderiam algo em torno de 4 milhões de homens, enquanto os japonêses sofreririam baixas próximas de 10 milhões de pessoas. São números astronômicos, impensáveis, né, brutais. Infelizmente a única solução para evitar isso também era uma solução brutal, lançar armas atômicas em solo japonês.
Bom, a partir desse ponto, a gente vai acompanhar os destinos de duas pessoas. Uma delas é o coronel Pz Bets, da Força Aérea dos Estados Unidos. Ele foi o comandante da operação que lançou uma algiva nuclear em Hiroshima e ele foi o piloto do avião que levou a bomba.
A segunda pessoa se chama Sada Hiran. Ele tinha só 12 anos quando Hiroshima foi arrasada e ele é um dos ribaux, um dos sobreviventes dos ataques nucleares. Bom, Sadalo, nasceu em 1932 num período de paz.
Ele era o segundo filho da família dele e eles viviam no subúbios de Hiroshima. Hiroshima era até então, né, uma cidade industrializada, com forte tradição militar. A Universidade Literaturiciense de Hiroshima tinha sido inaugurada só 3 anos antes.
Sadal lembra que a infância dele foi o melhor dos tempos, né? Ele morava perto da praia, ia para lá para pegar conchas, caranguejos e peixes. Eram as pequenas aventuras dele.
Bom, enquanto o pequeno Sadal tava pegando tatu na areia, Pb Bet estava terminando a faculdade de medicina na Flórida e fazendo uma especialização para se tornar cirurgião de abdômen na Universidade de Cincinat. Foi então que o PL percebeu que não queria nada daquilo. Ele queria seguir o sonho dele e o sonho dele era voar.
Em 1938, o caminho mais rápido e barato para um jovem conseguir voar era se alistando na força aérea, né, pelo período mínimo de 3 anos. Vai acompanhando. Quando o período terminou, era 1941.
O Japão tinha bombardeado a base naval americana de P Harle. Os Estados Unidos entrou oficialmente na Segunda Guerra Mundial. [Música] B já tinha se tornado capitão e foi convidado a permanecer na força aérea por tempo indeterminado.
Bom, enquanto o Paul estava lá fazendo os primeiros voos dele de combate no norte da África e na França ocupada pelos nazistas, Sadal Hirano viu a infância dele terminando. A brincadeira de pegar peixes e caranguejos na praia se transformou numa forma de colocar comida na mesa da família. Todos estavam ajudando.
Todos. O Japão estava afundando até o pescoço numa guerra que se espalhava por quase todo oceano pacífico. Os anos se passaram, Tibets foi chamado de volta pros Estados Unidos para se especializar na pilotagem dos bombardeiros B29.
Sadal via o dia a dia se tornar cada vez mais difícil para ele e pra família dele, mas tinha esperança. O Japão era forte, o Japão iria vencer aquela guerra, o império se tornaria glorioso. No final de 1943, Pbets recebeu o chamado do destino.
Ele lembra de ter sido convocado por um general de alto escalão pro escritório dele, né? Assim que ele entrou, o general certificou de que a porta tava trancada. O general sentou na mesa dele, olhou pros lados, né?
Meio que para ter certeza, né, de que só tava eles dois ali na sala, né? Foi então que o general falou com toda a calma do mundo que o P Bats poderia ser considerado um dos guardiões da bomba atômica. Agora naquele momento, naquele lugar, o PBS não fazia a menor ideia do que que eu fiz ao superior dele tava falando, né?
Tipo, como assim? Ele não entendeu o momento histórico, o que que estava acontecendo ali. Ele lembra até hoje que ele sabia o que era um átomo, mas ele não tinha qualquer noção do que seria uma bomba atômica.
Naquele instante ele só conseguiu pensar numa coisa, encerrar a reunião e irá o rango na cantina. Ele queria acabar com aquele loco, tava achando chato. E é importante lembrar que naquele dia, naquela reunião, a bomba atômica ainda não existia.
O famoso teste do Openheimer não tinha sido realizado. Os cientistas estavam pesquisando, mas ainda faltavam quase dois anos pra arma tá pronta. E quase dois anos antes, as forças armadas já tinham escolhido aquele que iria assumir esse compromisso.
Pats não tinha mais volta. Daquele ponto em diante, a vida do PBATS nunca mais foi a mesma. Ele foi obrigado a mentir para todos os amigos dele, para todos os familiares a respeito do que ele sabia.
Ele lembra que a pergunta que ele mais ouvia daqueles dias lá era uma pergunta completamente normal. E aí, que que você anda fazendo? Era um cumprimento natural, né?
Tipo, quase como as pessoas falassem isso naturalmente para ele. E ele tinha que inventar alguma história e depois ele tinha que lembrar da história que ele tinha inventado, porque ninguém podia suspeitar que ele tinha sido selecionado por uma operação extremamente secreta. Então, o que ele falava para uma pessoa e tinha que ficar repetindo pras outras, né?
Porque vai que alguém bate essa história. Bom, pro Paul foi quase um ano inteiro de expectativa, sem saber do que se tratava direito, sem saber o impacto do que ele ainda iria fazer. Foi em dezembro de 1944 que ele e outros aviadores foram finalmente mobilizados pro chamado esquadrão 509.
A missão deles planejar métodos para lançar armas nucleares sobre a Alemanha e o Japão. Em 1945, o jovem Sadal Hirano estava matriculado na escola, estudou muito pouco. O governo japonês estava numa espiral de derrota, tinha escassez de mão de obra, né?
Os estudantes de todas as escolas estavam sendo recrutados para trabalhar. Sadal fez de tudo um pouco junto com os colegas de turma dele. Ele ajudou nas plantações, ele ajudou na demolição de casos para proteger a cidade, né?
Enfim, a estratégia japonesa era demolir filas de casa e prédios para reduzir a propagação de incêndio em casa de bombardeio. E o Sadal tava lá com os amigos dele, com marretas, com picaretas, com machados, colocando, né, abaixo casas que um dia já tinham sido dos vizinhos dele. Tudo para quê?
para ajudar a enfrentar o bombardeio do inimigo. Sado acreditava que aquilo evitaria o pior em Hiroshima. Todo mundo achava que aquilo evitaria o pior em Hiroshima.
A verdade é essa, né? Os bombardeios americanos eram realmente frequentes, estavam acontecendo direto. Então eles estavam se preparando para mais um bombardeio, digamos, comum, né?
Todos imaginavam que o inimigo estava preparando terreno para uma invasão por terra. Hiroshima tava protegido por canhões antiaéreos, OK? Mas os novos bombardeiros americanos estavam preparados para operar em altitudes muito altas.
Ironicamente, Hiroshima também estava recebendo menos ataques do que outras cidades japonesas. É claro que aquilo levantou dúvidas. Amigos e vizinhos do Sadal conversavam sobre isso, né?
O Sul tava nas ruas, tipo, que que tá acontecendo? Por que que ninguém tá bombardeando essa cidade? Alguns estavam dizendo lá que Hiroshima estava sofrendo menos bombardeios porque os americanos estavam planejando usar as bases militares da cidade quando houvesse invasão.
Outros diziam que seus parentes no Havaí, na Califórnia, tinham pedido pro governo americano poupar a cidade. Ou seja, era rumor. Ainda assim, a vida do Sadal era de medo constante.
E de todo mundo. Vai ficar com medo o tempo todo, né? Quem tava ali naquele lugar tem que sentir medo o tempo todo.
Imagina, você tá tendo que derrubar casas para poder se preparar pra bombardeia que você não sabe quando vai vir. Mas teria uma única bomba atômica para destruir a vida dele ou a vida da família inteira dele. Em 26 de julho de 1945, tudo já estava alinhado.
A bomba atômica já tinha sido testada em segredo 10 dias antes. [Música] O presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, ofereceu um acordo de paz aos japonêses em troca de remenição incondicional imediata. Se os japonês se recusassem, eles sofreriam, nas palavras do presidente.
O mundo não tinha menor ideia do que ele queria dizer com essa frase. Uma promessa vazia, talvez, né? Tipo cão que ladra no morte.
Será que isso? Uma bravata. O imperador do Japão não se rendeu.
O Japão tava preparado para pagar o preço e lutar até o fim. Sabe como é que é japonês quando bota na cabeça que vai defender o próprio terreno, né? Bom, em Hiroshima, Sadá ouvia as sirenas de bombade e se abrigava.
Os americanos jogavam algumas bombas, mas também jogavam panfletos. Sadal sabia o que tinha nos panfletos. Eram panfletos inscritos em japonês, sugerindo que o povo abandonasse a cidade para não sofrer o pior.
Mas o Sadal também sabia que era ilegal pegar roler esses panfletos. Era um crime contra a pátria, né? Contra a honra do Japão.
A ordem do governo é para prender qualquer pessoa vista com um desses panfletos do inimigo. Então o Sadalvin os panfletos pairando no ar, né? uma chuva de papel, mas ele não pegava nenhum deles.
Eram mentiras, eram palavras do inimigo. O imperador Hiroito tinha falado na rádio, o Japão não iria se render. >> Enquanto Sadal tentava continuar a rotina dele, o Pat estava angustiado.
Ele recebeu ordens para não decolar, para permanecer na base. Ele viu os bombardeiros decolando quase todos os dias nas últimas semanas. Ele não podia estar em nenhum deles.
Esses voos eram testes, foram mais 50 testes no céus japonêses carregando bombas falsas ou bombas convencionais. Era necessário que as defesas japonesas se acostumassem com esses sobrevoos, né? Era necessário também que o caminho pros alvos fosse mapeado com precisão.
Era necessário fotografar os alvos, mas bess não podia embarcar. Se por acaso o bombadeiro fosse derrubado, putbess não poderia cair nas mãos do inimigo e não poderia ser interrogado. Então ele ficava, ele não podia ir, ele ficava no solo vendo outros fazendo o que ele tanto queria fazer, voar, combater.
Em 30 de julho de 1945 chegou a encomenda. Era uma bomba de 4 toneladas com design que não era muito diferente de de tantas outras bombas lançadas em solo inimigo antes. Era um artefato tão modesto, né, que tinha um apelido de little boy, garotinho em português.
Ponbats pode ter esnobado a bomba, né? Para que tanto alarde para soltar uma única bomba? Porque voar um B29 com um único artefato, ele não sabia, mas dentro daquela cápsula tinha 64 kg de urânio 235.
Não importava para ele, pro time dele, era só mais uma missão, né, como tantas outras. Finalmente ele teria autorização para pilotar. Bom, junto com a bomba Little Boy que eles trouxeram, vieram também o comandante físico Francis Birch e o físico Harold Egni, né?
E surgiu um impasse. O Egni classificou a bomba como extremamente insegura para decolar um acidente qualquer na decolagem, a bomba detonaria ali mesmo. Segundo o o Egni, não tinha condições da bomba decolar armada, ela precisava ser neutralizada de alguma forma.
Por outro lado, a equipe aborto teria condições de armar a bomba durante o voo? Foi o próprio Bri que resolveu o dilema. Ele removeu uma peça da bomba, uma peça que deveria ser recolocada antes do lançamento.
A arma mais perigosa, já inventada até aquele momento, estava pronta para ser transportada. Na madrugada do dia 6 de agosto, chegou a hora. A previsão do tempo era céu limpo, ventos leves, um céu, né, de brigadeiro.
O coronel Pats estava perfeitamente desperto e pronto pro serviço. Ele se encaminhou pro bombardeiro dele, um B29, que era batizado de Enola Gay. Era o mesmo nome da mãe do Poz Bets, a senhora Nola Gates Bets.
Então era um pedaço do amor de mãe numa terra distante. Talvez P tenha dado até um sorriso se aproximar do avião. Talvez ele tenha se lembrado da torta da maçã que a mãe dele fazia, né?
do abraço carinhoso da infância, do susto que a mãe levou quando o filho largou a medicina para se alistar na força aérea. Bom, agora a senhora Enola Gay tava ali com ele em espírito. Faltando 15 minutos para as 3 da manhã, o Enola Gay decolou da base naval de Tinia nas Ilhas Marianas, no meio do oceano.
Lado a lado com ele, decolaram mais dois bombardeiros B29 para observação e suporte. A esquadrilha também contava com mais quatro aeronaves para reconhecimento e análise dos efeitos da explosão. Só o anal tinha carga explosiva e essa carga explosiva era composta por uma única bomba.
Foram 6 horas de viagem sem nenhum incidente. Sadalirano dormia quando enóloguei decolou. Quando o rapaz finalmente acordou para ir pra escola, para começar os trabalhos do dia, a bomba foi engatilhada em pleno voo.
Ele vestiu o uniforme, tomou o café da manhã dele, se despediu dos pais e saiu. Nesse momento, o avião Straight Flush sobrevoou Hiroshima e reportou: "Tudo tranquilo, o dia tava lindo. " Pros japoneses e americanos, o dia tava lindo.
Quando Sadirano estava chegando na escola, o tenente Morris Jaapson removeu a última trava da Loby. 8 e 9 da manhã, o coronel Pets atingiu quase 10. 000 m de altitude sobre Hiroshima.
tava indetectado completamente. Ninguém conseguia detectar que o avião estava ali em cima. Ele iniciou a arrancada final em direção ao ponto de lançamento.
Foram só 6 minutos. 8:15 da manhã. Little Boy foi lançada para fora do avião e levou 44 segundos para atingir o ponto de detonação.
Foram os últimos 44 segundos de vida para dezenas de milhares de pessoas. [Música] Imediatamente o Anola Gay fez a curva para voltar e se afastar o máximo da explosão. 8:15 da manhã, todos os alunos da escola do Sadal Rirano estavam reunidos no pátio para receberem as instruções do dia.
Normal, todas as crianças. Às 9 horas da manhã, eles deveriam estar no centro da cidade para começar mais um trabalho de demolição. [Música] Foi quando todos viram flecha alaranjada muito mais forte do que a luz do sol.
Não tinha sombra no pátio e todos foram atingidos em cheio pelo clarão. Só três pessoas a bordo analoguei sabiam o que estava acontecendo. Pro resto da tripulação era um bombardeio normal.
Não fez diferença. Tanto quem sabia quanto quem não sabia ficou em choque. Eles receberam instruções para usar óculos de proteção.
Mesmo assim, o clarão que veio pelas janelas era arrebatador. Pbet se lembra de alguém lá dentro dizendo: "Oh my God! Ô meu Deus!
Ele mesmo se lembra como algo aterrorizante, impossível de se acreditar. Todas as câmeras das outras aeronaves que deveriam registrar o momento simplesmente queimaram. Só uma filmagem se salvou naquele dia.
Uma filmagem feita de dentro de um dos aviões com uma câmera que tinha sido contrabandeada por um tripulante. Só 1,4% do material radioativo da Loboy realmente detonou. Menos de 2% que ele poderia fazer.
Olha isso. Esses 1,4% causaram uma explosão equivalente a 15. 000 toneladas de dinamite.
Era quatro vezes o poder explosivo do maior bombardeio já restrado na Segunda Guerra Mundial. Era o poder nuclear. Era a primeira bomba atômica detonada num ato de guerra da história.
Ela gerou temperaturas de 4. 000ºC num raio de quase 5 km. A explosão foi sentida por mais de 60 km de distância.
O calor emitido queimou instantaneamente todas as crianças no pátio da escola do Sadal. Mas a queimadura não foi a primeira coisa que ele sentiu. A primeira coisa que ele sentiu foi um impacto.
A onda de choque espalhou todo mundo em todas as direções. Sadal desmaiou. Quando ele se levantou, a sede veio, uma sede profunda.
O ar tava seco, era muito difícil respirar. O ar tava cheio de partículas cinzas. Então ele ouviu os gritos, crianças chorando, crianças chamando pela mãe, crianças gritando de dor.
Quando Sada conseguiu olhar em volta direito, ele viu que todos estavam queimados. As roupas tinham sido rasgadas pela onda de choque. A pele estava exposta.
Em muitos deles a pele estava caindo como tira de roupa. A dor apareceu de forma intensa. Bom, a bordo do avião Enola Gay começou o longo voo de volta pra Tínia.
A tripulação abriu e dividiu o sanduíche de presunto que tinham trazido pra viagem. Sada Rano não fazia ideia do que estava por vir. Ele e mais dois amigos resolveram fugir para uma colina próxima.
O que eles viram no caminho foi um pesadelo interminável. 2/3 de todos os edifícios da cidade de Hiroshima foram reduzidos a ruínas. Era muito difícil reconhecer ruas e avenidas sem os prédios.
Tudo era igual na devastação. Pessoas gritavam presa entre os escombros ou por causa das queimaduras de corpo inteiro. Ao mesmo tempo, a cidade ardia.
Todos os pequenos focos de incêndio se juntaram para formar uma única tempestade de fogo que se alastrava. Então, aqueles meses e meses, né, de trabalho para criar linhas de contenção não serviram para nada. Diante tanto calor, pessoas que estavam soterradas foram engolidas pelas chamas.
Multidões pularam os rios para tentar escapar das temperaturas altíssimas. Muitas se afogaram. Os incêndios levaram três dias para se apagarem.
Sada e os amigos chegaram na brigbas que já estava lutado de pessoas. Entre 50. 000 e 100.
000 pessoas morreram no dia da explosão nas primeiras horas. Dezenas de milhares morreriam, né, nos dias, semanas ou até meses seguintes, vítimas dos ferimentos ou vítimas do envenenamento radioativo. O coronel Pbets posou com o Enólogate de volta na base dele e ficou espantado.
Centenas de pessoas estavam esperando na pista comemorando. Tinha generais que ele nunca tinha visto antes, oficiais de altíssima patente, todos celebrando. No momento em que Pbets colocou os pés na escada de descida do avião, ele já recebeu uma medalha de honra no peito.
Missão cumprida, um marco histórico. Sadá e os amigos dele ficaram um tempo do lado de fora do abrigo. Ele lembra até hoje de ver um homem com mastro de madeira fincado na barriga.
Soldados tentaram remover o macho de madeira e não conseguiram. Depois de um tempo, né, Sadal e seus amigos começaram, né, o longo caminho de volta para suas casas, se é que essas casas ainda existiam. Eles não tinham forças.
A pele dos braços estava pendurada. A única forma possível de andar era de cabeça baixa, com os braços esticados pra frente. Ele mesmo descreve a cena.
Eles eram como fantasmas, vagando pelo inferno. No caminho, eles conseguiram encontrar três baldes de água. Foi isso que deu forças para eles continuarem.
Sada Rano chegou em casa às 6 da tarde, quase 12 horas depois de ter saído naquela manhã. Os pais dele estavam bem. Sad morava no subúrbio.
Foi a mãe dele que reparou que ele tinha os dedos das mãos fechados, né? Como se tivesse segurando alguma coisa. Ele abriu os dedos um por um com esforço.
O que ele tava segurando era um amontoado de pele, a pele dele. Um amontoado de pele que ainda tava conectado com o braço dele. A mãe teve que usar uma tesoura para cortar o que faltava.
A mãe limpou as feridas com álcool de saquê, deu uma dose pro Sadal e ele apagou. Sadal Rano ficou na cama por 20 dias seguidos em dor. Enquanto Sadal Hirano dormia, o Enola Gay decolou mais uma vez.
Dessa vez Pbets não era o piloto e o Enol Gay não estava carregando uma bomba nuclear. O analoguei fez parte da esquadrilha de outro avião para outra cidade, levando outra bomba. A cidade era Nagasak.
Em 9 de agosto, três dias depois de Hiroshima, os Estados Unidos lançou a segunda e última bomba nuclear contra um alvo militar. Mais 70. 000 pessoas foram mortas em Nagasak.
Quando Sadal Irano finalmente conseguiu se levantar da cama, o Japão já tinha se rendido. A Segunda Guerra Mundial tinha acabado. As cicatrizes da bomba continuaram no corpo do Sadal Irano por toda a vida dele.
As cicatrizes da bomba atômica continuaram na mente das pessoas por décadas. Hiroshima e Nagasak foram uma amostra do potencial de um novo tipo de guerra. Um novo tipo de guerra que felizmente nunca se repetiu.
Toda vez que o noticiário fala sobre o risco de guerra nuclear, OK? É desse tipo de horror que a gente tá falando. Só que muito pior, mil vezes pior, as armas evoluíram, né?
O potencial destrutivo aumentou exponencialmente. Um novo ataque nuclear, onde quer que seja, dificilmente vai deixar sobrevivente, né? Não tem como.
Cada história é uma história diferente e essa foi uma história que jamais deve se repetir pro bem de todos nós. Se você gostou dessa história, a gente conta muito com a sua inscrição e com o seu comentário aqui embaixo. Comenta aqui, dá uma sugestão pra gente do que que você acha que a gente tem que trazer no nosso próximo vídeo aqui dentro desse canal.
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Fui.