E você tá ouvindo Podcast arrasando o anti-racismo desconstruindo narrativas sociais sobre racismo no Rio de Janeiro uma profissão de um ano Olá eu sou a eleny da Rocinha Eu sou Amanda Botelho cria da formiga e hoje trazemos para você o episódio racismo na favela como os moradores de comunidades e periferias entendem o preconceito racial um episódio a seguir as citações são lidas por mim Amanda Botelho usando as palavras enviadas pelos entrevistados a exceção é o caso do Jonas de Andrade que ler as para apresentações a introdução e em 2020 houve momentos em que o racismo
foi uma pausa altamente de batidas violências como a morte do norte-americano George Pérez Júnior acender uma luz de alerta no mundo sobre os primos e diariamente são varridos para baixo do tapete da branquitude o jogador de futebol americano foi assassinado em mineápolis no dia vinte e cinco de Mayo de 2020 acho fixe até a morte por um policial Branco deram tchau e se ajoelhou e seu pescoço por longos oito minutos e 46 segundos com Jorge repetidamente falando aos quatro policiais assassinos presentes na cena do crime I am bread em português não consigo respirar o assassinato
causou indignação a população negra EA muitos americanos foram às ruas protestar por fora e por todos os negros que perderam sua vida pelo simples fato de serem presos os protestos anti-racista nos Estados se mobilizaram ativistas dos quatro cantos do mundo pessoas de vários países foram às ruas protestar sobre as pazes vidas negras importam eu não consigo respirar Parem de nos matar e sem justiça sem pai sem polícia racista no Brasil não foi diferente militantes de diversas cidades e manifestaram contra o genocídio do Povo preto no país em que a cada 23 minutos um jovem negro
morre o racismo existe está enraizado na sociedade ancorado em falas comportamentos atitudes e sistemas expõe e matam pessoas negras mas e na favela uma estrutura de preconceito racial se apresenta nos becos e vielas das Comunidades cariocas segundo o ativista social professores de Literatura e língua portuguesa Jonas de Andrade de 27 anos a favela é um dos territórios mais sofre com racismo principalmente advindo do estado e de seu a parar eu sigo a polícia militar por meio das diversas violações e violências físicas e simbólicas tendo em vista o grande número de pessoas negras nesses lugares percebe-se
como racismo opera e ceifa vidas o que não acontece normalmente em bairros nobres onde há pessoas brancas a parte 1 na visão do morador Oi Joyce Barbosa de 29 anos é moradora da Rocinha zona sul do Rio e definir o racismo de forma direto são ações atos e falas que pessoas privilegiadas usam para discriminar outras que não são da mesma raça assistente financeiro II graduando em ciências contábeis acredita que o preconceito racial está em todo lugar o mesmo a maioria da população sendo preta o racismo estrutural está enraizado até nas mínimas ações e falas tem
racismo até na favela é mas ela acredita que na favela existe a menos assim creio que seja pelo fato de haver mais pretos como moradores Entretanto a favela é menos racista porém sofre mais racismo porque além de preto estamos pobres Então os preconceitos se tomam de raça e o social também acabam se misturando para Isaías para Jana de 33 anos também morador da Rocinha e se identifica como um homem branco o racismo está em toda parte e na história mas ninguém se identifica como racista as pessoas não se assumem racistas vão driblando de várias formas
para tentar fugir de abordagens atuais e fazer valer atitudes e costumes tradicionalista e racistas é uma coisa que vem da minha geração ainda quando era mais novo replicável piadas racistas e a receitas mas tenho aprendido e evoluído nesse ponto acompanha o conteúdos nas redes sociais e influências que abordam o tema e o técnico de eletrônica despejado do amigos negros também moradores de favela sofrerem racismo por ter Branco sempre sofrer menos preconceito por morar na favela existia discriminação depois que dizia onde morava mas até chegar nesse ponto conseguia chegar em lugares que meus amigos negros não
chegavam várias vezes fui parado pela polícia com amigos negros e não fui revistado por ser branco e já Elaine Pacheco de 42 anos mulher negra e moradora do Complexo do Alemão zona norte o racismo é um preconceito com a cor da pele classe social e religião a Elaine o Brasil é um dos países mais racistas do mundo especificamente nas favelas o racismo acontece por parte da polícia acho que racismo tem muito a ver com ignorância e caráter Eu já sofri racismo E qual é o negro que nunca foi seguido no supermercado ou chamado de macaco
Antigamente eu não tinha visão disso mas tem apelido que é racista e as pessoas acham que é só uma forma de falar e a moradora do Alemão destaca que existe um pré-julgamento de todo negro mora em comunidade eu acho que todo negro é morador de periferia as pessoas olham para o negro com olhar de favelado baixa renda Glória Altos de 60 anos também moro no Complexo do Alemão e afirma que como mulher branca já pronunciou diversos erros já assisti foi sem saber que estava sendo racista e algumas palavras eu tenho tu não pronunciar coisas como
você está na minha lista negra que a gente escuta a vida inteira e hoje já consegue enxergar que é errado mas ainda tem muita gente viciada que fala sem pensar e ofende hoje eu já paro e penso é só querer que a gente aprende a tirar essas palavras do nosso vocabulário a glória certifica que mesmo morando em favela não sofre os mesmos conceitos e os negros que habitam em comunidade nunca fui parada por policiais em lugar nenhum único problema é dar meu endereço para algum trabalho todos os dias ficou sabendo de pessoas que sofrem algum
tipo de preconceito racismo mesmo na TV e nas redes sociais barbeiro e morador da Cidade de Deus na zona oeste Jorge Padilha de 43 anos entende que racismo é discriminar o outro pela corda aperta como homem negro para ele existe racismo na favela e nos demais lugares do mundo mas o papo de morar em comunidade agrava o preconceito as pessoas discriminam por achar que porque Moramos na favela estamos pretos somos ladrões sendo que na favela moram pessoas dignas como em qualquer outro lugar esse tipo de gente poderia se tornar um ser humano melhor e se
não deixassem a cor de pele interferir na nossa vida porque o maior criador nos fez sem nenhuma distinção de raça ou cor e quem somos nós para fazer isso a parte 2 Mas afinal o que é racismo o Jonas de Andrade explica que o preconceito racial é mais do que uma atitude é uma estrutura o racismo pela própria palavra diz respeito à Divisão das pessoas por meio do critério de raça cor da pele levando em consideração o nosso passado colonial escravocrata no qual pessoas arrancadas da África foram forçadas a vir para cá no intuito de
servir não só de mão-de-obra Mas também de produto herdamos um conjunto de práticas sociais políticas e jurídicas institucionais de caráter discriminatório as pessoas racializados não brancas negras e indígenas são vítimas desse sistema de poder que é estrutural e estruturante individual e institucional o que muitas pessoas ainda tem dúvida é sobre o olho de racismo e são práticas de caráter político-social institucional individual que tem por objetivo e contra todos a forma de poder que dívida diz humanize marginalize stereotype e subalternidade pessoas as realizadas como negros indígenas do livro pequeno manual de assistir autora de Jamila Ribeiro
a borda que para ser anti-racista é preciso informar-se sobre o racismo enxergar Negritude e conhecer os privilégios da branquitude perceber o racismo internalizado em simples apoiar políticas educacionais afirmativas transformaram o ambiente de trabalho com inclusão de funcionários negros ler autores negros questionar a cultura que se consome conhecer desejos e afetos e por fim combater a violência racial parte 3 favela e racismo o negro que não mora em favela também sofre racismo no entanto o negro favelado está na interseção entre o preconceito racial EA desigualdade social e Vale ressaltar que boa parte das pessoas que moram
em comunidade não tem consciência das operações que vivem e a educação possui um papel importante Neste contexto a escola que poderia ser um lugar de tomada de consciência e de libertação tem sido um espaço não só de produção do racismo e de outras violências concretas Mais também de reprodução das opressões no âmbito do símbolo ou seja não se valoriza na história da África e afro-brasileira bem como a cultura e as artes destas populações afrodescendentes em diáspora por fim zonas deixam a mensagem e o favelado o negro favelado precisa se conscientizado as diversas violações e violências
com as quais seus corpos lidam diariamente precisa lutar não só por eles próprios mas também por todos os outros que vão ser acometidos pelo racismo a educação tem um papel fundamental nisso Se tivermos investimento em educação colocando a África no centro não mais Europa em uma abordagem afros entrada vamos conseguir caminhar para uma sociedade de fato ante Assista esse episódio foi roteirizado e narrado por Gracilene primeiro e a banda você com ajuda de Jonas de Andrade a ilustração de capa de Episódio foi feita a fantasia médico música tema e com sonora por matemática aí de
tão que a produção final realizada a letra e eu estou compartilhe e para mais coberturas ligadas ao programa em razão do anti-racismo mais favelas Acesse o site Rio ou morte. Org.br você vai encontrar textos desenhos vídeos e áudios que juntos dão uma visão detalhada multidimensional e interseccional sobre como racismo estrutural e funciona no Rio de Janeiro siga também as nossas redes sociais os links estão na descrição do episódio Valeu por ouvir e até a próxima a