Boa noite. Estão me ouvindo bem? >> Sim, sim. >> Maravilha. Obrigada. Vamos aguardar uns minutinhos e aí a gente já começa. Olá, Isabel, tá conseguindo me ouvir? >> Oi, Mateus. Sim, tudo certinho. >> Tudo beleza? >> Tudo bem por aí? >> Tudo certo também. Obrigada. Bem-vindo. >> Obrigado a vocês pelo convite. >> Vamos só aguardar uns minutinhos aí a gente já já inicializa. >> Com certeza. pessoal, agora sim, oficialmente. Então, boa noite, sejam todos bem-vindos à nossa aula. Eh, é um prazer revê-los novamente aqui, né? Ficamos um tempinho aí eh sem nos encontrarmos, mas estamos
aí de volta. Eh, pessoal vai chegando, né? tá chegando aí ainda mais uns dois Minutinhos e a gente já nós já vamos começar, né? Vamos eh cumprir o horário, né? horário certo. Bom, pessoal, eh olha só, eu inicializo hoje a minha fala eh trazendo um ponto de reflexão a vocês, mas ao mesmo também ao mesmo tempo também provocar algumas coisas em vocês. Vocês são acadêmicos que estão se formando, certo? agora meio do ano, estão finalizando o curso de graduação. E aí no decorrer desse curso de Graduação, vocês tiveram várias disciplinas que trabalharam programação, certo? Programação
para eh dispositivos móveis, desktop, linguagens de programação para, né, paraa web. Vocês tiveram aí várias linguagens de programação, estão tendo ainda, na verdade, né? Então, a minha questionamento, o meu questionamento é, todos que vão se formar agora vão sabem programar, certo? Sabem escrever código, OK? Muitos já estão na área, já estão Atuando como desenvolvedores, mas outros estão indo pro mercado de trabalho agora. E aí a minha provocação é o que que diferencia você do seu colega? O que que vai fazer com que a empresa contrate você e não contrate o seu colega que está saindo,
independente do local aonde essa pessoa está se formando, qual é o seu diferencial? O que que você tem que você vai atrair um bom emprego, um bom trabalho que vai Te trazer benefícios ou vai fazer com que você ganhe um posto a mais no trabalho onde você está, né? Então, olha só, para falar sobre eh pensar além do código, né, para ter uma visão diferenciada, para atender a isso que o mercado hoje tá buscando, nós temos conosco, então, um profissional que já atua no mercado aí há mais de 20 anos, eh que trabalha como engenheiro
de sistemas, trabalhou em diversas empresas Aqui no Brasil, né? Depois ele vai contar um pouquinho para nós dessas empresas, os projetos que ele desenvolveu e hoje ele atua com sistemas eh críticos eh nos Estados Unidos e atende a Amazon. Olha só que coisa, não? com vocês. Então, Mateus Prado, a palestra, a fala é toda sua, Mateus, seja muito bem-vindo e muito obrigado. >> Poxa, muito obrigado. Eu que agradeço pelo convite, pela oportunidade. É sempre um prazer. Eh, eu saí do Brasil, mas o Brasil não saiu de mim, né? E eu saí do interior do estado
de São Paulo, mas o interior do estado de São Paulo não saiu de mim. Eh, obrigado mais uma vez, gente. O áudio tá funcionando bem? Tá todo mundo conseguindo me ouvir bem aí? Tá bom. Eh, vê, eu não vou eu não vou perguntar se vocês estão conseguindo me ver bem, porque sou eu, infelizmente, mas é o máximo que eu consego entregar hoje essa Minha imagem aqui. Eh, ah, pois é. E quem e quem sou eu nessa história, né? Quando a gente fala de sistema, antes de eu me apresentar, quem é aqui já programa já ou
tá pensando em virar programador? coloca no chat aí, levanta a mão, só faz um sinal aí para eu saber a quantidade de gente aqui que quantas pessoas aqui que já tá ou trabalhando na Área ou tá pensando em começar a trabalhar como programador. Pô, eu vi que esse negócio de programação aí é o que eu quero pro pra minha carreira. Quem quem que quem é que tá tá nessa tá nessa pegada pra gente começar? Para quem tá nessa, eh, eu vou dizer, eu sei que tem uma coisa que tá pegando muito forte nos últimos meses,
talvez no último ano, que é que a IA vai substituir a gente como programador. Eu vim ser o mensageiro para dizer que não vai, tá? Antes da gente começar a falar do resto de em relação a a desenvolvimento software, eu queria trazer essa mensagem importante. A gente pode falar mais sobre o porqu, mas o que que vai acontecer com a área de desenvolvimento do sistema. Eh, e já tá acontecendo, mas para que rumo que a gente tá tomando, né? Bom, eh, meu nome é Mateus Prado, eu trabalho com TI. Meu primeiro contato com TI foi
com, assim, trabalhando mesmo, eu tinha 12 anos e na época eu fazia um curso de computação, operador de computador, aprendeu Windows, Word, Excel e todas essas coisas aí. Eh, e quando eu terminei esse curso, eu resolvi fazer um outro que era na época de web designer. E aí eu tive contato com HTML, JavaScript, eh algumas coisas relacionadas a desenvolvimento paraa internet. Eh, isso faz tempo. E um dia eu tava nessa escola que eu fazia o curso e e eu tinha eu tinha aula nos próximos, sei lá, 30 minutos assim, tava esperando o professor chegar, né?
E aí eu eu trabalhava como office boy nessa época numa empresa de material elétrico na cidade onde eu morava. Eu sou de uma Cidade do interior do estado de São Paulo, que tem menos de 80.000 1000 habitantes, chama Bebedouro, eh, fica próximo de Ribeirão Preto, aquele Barretos, aquele canto ali. E eu morei lá até os 18 anos. Eh, mas que que aconteceu com 12, 13 anos? Aí eu era office boy, resolvi fazer curso de computação para aprender esse negócio. Minha mãe sempre falava que eu tinha que estudar, que tal, não sei o quê. Então, pegava
todo o salário que eu Ganhava lá com boy, que não era muito, era R$ 220. E eu pagava lá um cursinho para para fazer lá, né, nessa escola local. Eh, e eu o foi a meu primeiro contato fora da escola tradicional. Na época eu tinha 12 anos, né, tava estudando e foi meu primeiro contato fora da escola com um professor ensinando outra coisa que não era o que eu aprendia na escola, português, matemática, geografia, história, essas Coisas. E eu fiquei com aquele negócio, eu ficava vendo o professor dando aula e eu ficava assim às vezes
viajando na maionese, olhando e falava: "Caramba, que legal esse negócio o jeito que esse professor ensina. Olha, eu nem sabia que o significado da palavra didática. Você acha que eu sabia?" Não sabia. Mas é, a didática era impressionante. Era um negócio que eu gostava para caramba assim. E às vezes eu me pegava gostando mais de Est ali só para ouvir que ele tava falando, do jeito dele falar, do que a tecnologia em si que ele tá tentando me ensinar. E um dia eu comecei literalmente encher as paciências do dono dessa escola e falar assim: "Eu
quero trabalhar aqui um dia, hein? E eu quero ser professor". Eh, e assim, eu não vou contar, eu não consigo lembrar quantas vezes eu repeti essa frase pro dono da escola, que eu Queria trabalhar lá e que eu queria ser professor. Queria trabalhar lá, queria ser professor, porque realmente eu eu perdi as contas, ele também perdeu as contas e a paciência comigo. E um dia eu tava lá esperando para ter minha aula e o dono da escola falou assim: "É o seguinte, seu professor não vem, teve um imprevisto e eu tenho um desafio para você.
Depois da tua aula, esse professor ia começar uma turma nova Aqui de uma matéria, de um assunto que você já viu. Então, possivelmente você sabe, você quer dar essa aula aí. E era HTML, né, que era a primeira aula do curso de web design. E eu já tava, sei lá, um pouco avançado lá falando sobre vendo sobre flash, enfim, eh, animação de coisas de web e tal, desenho e tal. E aí falei: "Opa, é para já, só se for agora". Então, tá bom. Então, você vai dar essa aula e se der certo você fica como
professor aqui. E aí eu fui lá, né? Eh, achei que ia ser tranquilo até a parte que o dono da escola resolveu sentar na última carteira da sala com papel e uma caneta e ele ia anotando as coisas que eu ia falando. Tinha tudo para dar certo, né? Se ele não tivesse feito isso, na verdade deu certo. O resumo da história, Eu consegui dar aula. a turma, o o a escola falou, o dono da escola falou: "A partir de hoje você pode começar a dar aula aqui". E obviamente eu copiei descarado a forma que o
meu professor dava aula, né? Porque eu admirava e todo mundo que a gente admira a gente a gente copia. Aí não tem nada de errado nisso, eu acho. E ele realmente era um bom professor. Então, acho que eu consegui ser um bom Professor ali. Eu consegui mentir bem naquele naquela uma hora de aula ali. E eu comecei dar aula nessa escola. essa turma virou minha, eu virei professor dessa turma, não era mais daquele professor e a coisa foi passando e e aí essa foi meu primeiro contato assim dentro da área de tecnologia mesmo, de verdade,
porque eu tive que aprender diversas coisas para poder dar aula e eu comecei a trabalhar na cidade também em algumas empresas, saí do meu trabalho e E comecei a trabalhar um um trabalho de tecnologia, né? era offy. Então, saí e aí fui, virei web designer, comecei a ter primeiro contato com algumas linguagens de programação. A primeira linguagem assim oficial em termos de fazer alguma coisa profissional foi PHP na época. Eh, e comecei a fazer coisas no trabalho onde eu onde eu tinha na cidade, onde eu trabalhava e eu morava e e estudava, né, na cidade.
E E com isso eu fui fazendo isso. Até quando eu cheguei próximo dos eh de 17 para 18 anos, eu a fui para uma uma empresa eh em São Paulo, me mudei para São Paulo e lá eu morei aproximadamente eh 13, 14 anos antes de mudar eh do Brasil para os Estados Unidos. Eu trabalhei boa parte da minha carreira como engenheiro de software, como programador, engenheiro de sistema e uma parte da minha carreira eu fiz transição para outras áreas. Então, eu Trabalhei dentro da área de infraestrutura, próximo a coisas relacionadas a data center. Depois, com
a a vinda de cloud computer pro Brasil em 2005, eu tava inserido dentro de uma empresa que era um provedor brasileiro. Eh, eh, ali em dois, isso foi mais ou menos em 2000, ã, 11, 2012, que era a uma empresa local brasileira, pioneira em cloud comput. Eu tava naquele momento dentro dessa empresa, então eu tive que fazer o O desenvolvimento de software naquele momento, ele começou a virar não um sistema para um usuário, mas eu desenvolvia sistema interno para fazer com que a infraestrutura funcionasse. Então, basicamente, você tinha uma, imagina que você tem hoje no
cloud computer, você aperta um botão e liga uma máquina virtual. eh a como que faz para que isso alcance uma máquina física que tá lá no data center e essa máquina ligue. Então, basicamente eu trabalhei No meio desse caminho entre o front end e as máquinas físicas, desenvolvendo essa camada do meio aí. Eh, e eu faço isso até hoje. Ah, não sou necessariamente mais um programador hoje em dia. Eh, eu trabalho como tan na Amazon Web Service, na WS. E eu, o meu papel é eh ajudar a identificar problema, bug, eh tratar incidente crítico em
ambiente Que precisa processar a nível de bilhão, bilhões de requisição por segundo. Então, sistema de pagamento que não pode falhar em em situação nenhuma. Eh, imagina numa Black Friday que alguém tá tentando comprar alguma coisa. Eh, esse alguém multiplica por um mais de eh bilhões, na casa de bilhões de pessoas tentando fazer isso a todo segundo e tem milhares de sistemas por trás para fazer com que isso aconteça ou não aconteça quando dá pau, né, para Que o usuário consiga fazer a compra dele, né? Então só, eu, eu como usuário, eu só quero entrar lá,
fazer minha comprinha na Black Friday e, e, e é isso, né? Então, eu trabalho nesse, nesse meio. Hoje em dia, eu eu sou técnico, eh, líder técnico de uma equipe, eh, que cuida dessas coisas hoje em dia, de sistemas que a gente chama de sistema crítico, sistema de larga escala, eh, que envolve na casa de eh centenas de milhares de servidores, tá? Ah, mas uma coisa que eu adoro fazer é programar. Então eu continuo fazendo isso, seja para coisa pessoal, ainda no trabalho, não, mesmo não sendo um programador de fato, mas eu contribuo com coisas
internas, escrevendo, escrevendo código e mentoria, né? Adoro fazer mentoria. tem um programa de mentoria, depois eu vou deixar o link aí para quem quiser participar, que a gente faz encontro semanal, fala sobre desenvolvimento sistema, fala diversas Coisas, mas ã o que que um programador sempre fez? Eh, qual que qual que é a ideia quando a gente fala de desenvolvimento software, programador, programadora, o que que esse conjunto, esse nicho de profissional na GTI sempre fez? Ahã. Por muito tempo a resposta para essa pergunta, ela era muito simples. Qual que era a resposta para essa Pergunta? Que
que um programador faz? Uma programadora, uma desenvolvedora faz? Ela escreve código. Esse era a forma que a gente respondia. Que que você faz? Que que você faz? escreve o código. Era era era muito simples responder isso. Só que essa área, assim como outras áreas dentro de TI, ela passou por diversas evoluções no período, se a gente olhar aí, eh, nos últimos 20, 30 anos, muitas eh evoluções, igual a gente Tá passando agora com IA, eh inteligência artificial, enfim, a gente nós tivemos diversas outras eh evoluções ao longo desse tempo. O primeiro movimento e o que
que eu que eu queria trazer assim que aconteceu na carreira de desenvolvimento de software foi quando a gente falou que ao invés do desenvolvedor, o desenvolvedora, a programadora ali só implementar código, pega uma tarefa, tá lá uma tarefa no em algum lugar que diz: "Você precisa fazer isso, você precisa criar um botão em tal lugar, você precisa fazer uma funcionalidade de emissão de nota fiscal, você precisa fazer um um sistema de eh controle de estoque. Então, no momento da nossa evolução na área de TI, a gente começou a fazer o quê? A gente começou olhar
para isso e falar assim: "A gente precisa que desenvolvedor, desenvolvedora comece a olhar o sistema com uma cara Mais de produto. O que que é esse lance do produto? Não é mais um código. Agora tem alguém que usa isso daí, é alguém que compra, alguém que paga". Não é só o motor do carro, é um produto, eu ando, eu uso para me transportar de um lugar pro outro, ele dá pau e e tem uma série de coisas que a gente precisa tratar quando a gente fala de produto. Então, houve essa evolução aí. E aí surgiu
surgiram diversas metodologias no mercado aí, né? Scramp, camb, eh eh rituais, reuniões diárias, reuniões semanais para fazer com que a gente da área de desenvolvimento de programação, a gente conseguisse eh lidar com esse monte de coisas que agora não era só mais escrever código, tem umas outras coisinhas aqui que parece que eu preciso fazer agora também, né? Então o desenvolvedor começou, o desenvolvedor, né? a desenvolvedora começou a sentar junto na empresa mesmo assim sentava lá Do lado do alguém de produto, a área de produto, a área de quem de quem pensava em como aquele sistema
deveria funcionar. eh e começou a discutir com com a área de produto que a gente chamava para evoluir o sistema e começou a trazer grandes benefícios pro pro pra forma como a gente escrevia o nosso código. Em vez de eu escrever o código assim, eu vou escrever o código de outro jeito que vai ficar melhor, porque vai ficar mais Performático, vai rodar mais rápido, a chance de dar bug é menor. Vou começar a introduzir aqui algumas práticas de fazer teste. Enfim, fui fazendo um monte de dessas coisinhas aí. né? Um outro marco que aconteceu muito
forte na nossa área foi o movimento da a que aconteceu com a popularização da cultura DevOps, eh, que a ideia de fazer com que o desenvolvedor fosse responsável não só por escrever o software, mas também por colocar esse sistema em Produção, porque antes disso que que a gente fazia ou a gente ainda faz isso em algumas empresas. Qual é o papel do desenvolvedor? Escreve o código, coloca em algum lugar, alguém tira o código desse lugar e faz isso virar um sistema rodando num servidor, certo? Isso ainda funciona desse jeito em diversos lugares, mas também alguns
lugares evoluíram para essa prática do tipo você fez, você cuida. Tem uma frase em em inglês que Ficou muito famoso para isso, que é you build it, you run it. Ou seja, você construiu isso, você cuida disso, tá? É a ideia de trazer os times de desenvolvimento, os times de programadores, programadoras para ser dono daquele negócio. Pô, nada mais justo. Você que escreveu, você conhece todas as peculiaridades desse sistema. Aí, então você cuida. O que que é cuidar? É ser acionado de madrugada quando o Sistema cai, é ser acionado no final de semana quando o
sistema cai. Eh, ser acionado quando o servidor para de funcionar, porque deixou de ser o código é meu e a máquina é sua. Pessoal de infra, isso aqui é um problema seu. Com esse movimento, com a ideia dessa de cultura DevOps, com cloud surgindo ali no Brasil, principalmente em 2012. 2011, algumas empresas começou a adotar esse Modelo que já tava acontecendo fora do Brasil. Era muito comum desenvolvedor que cuidava do servidor onde o sistema rodava. uma mudança de paradigma da forma como a gente trabalhava, eh, monitorar o sistema para saber se ele tá no ar,
se ele não tá no ar, receber uma mensagem no celular quando o sistema cai, essa essas coisas todas que eram eram era papel clássico de quem trabalhava com infraestrutura, começou Ali nessa época, 2012, ser responsabilidade do time de desenvolvimento também. Aí você fala: "Mas, mas Mateus, pera aí. Eh, eu tinha que nessa época escrever o código, eu tinha que escrever SQL também para falar com o banco, eu tinha que aprender sistema operacional para colocar o meu sistema no ar e ainda tem que cuidar da máquina." É, E é assim, isso não parou, isso continua. Em
alguns lugares isso nem existe, por quê? ainda tá tentando fazer isso acontecer, porque tem diversos benefícios nesse nesse negócio. Tem o ônus também dessa parada do tipo, é mais uma coisa que eu vou ter que entender, mas a área de tecnologia começou a entender que, tipo, você como desenvolvedor é assim, desculpa, se você só quer escrever Código, a a sua vida tá contada, a sua carreira tá assim contada e isso tá acontecendo no mercado hoje, a gente vai chegar lá daqui a pouco aqui. E nesse momento tem uma mudança de paradigma muito forte, gigantesca. Como
eu falei, eu só tinha que escrever o meu código de o meu horário, eu vazo. Agora eu tenho que escrever o código, eu tenho que subir o servidor, tenho que configurar o servidor. E aí para isso que surgiu um monte de ferramenta de Automação. E a gente foi adotando essas fermentas de automação. Hoje em dia, dependendo da empresa que você chega, você não sabe distinguir quem é desenvolvedor de sistema e quem é administrador de sistema, famoso cisadim. Dependendo da empresa você chega, você não sabe por inclusive nem no cargo distingue-se mais isso. Não tem mais
essa diferença. Em algumas empresas Todo mundo é programador. A técnica trabalha com infra. Todo mundo é engenheiro de sistema. E o que que isso significa? Eu cuido de software, outro cuida de infra, mas no fim todo mundo lida com software. E essa mudança de paradigma fez muita gente, meados de 2015 até hoje, ainda 10 anos é pouco tempo, né? repensar se eu quero continuar sendo programador ou não. E Se você pretende continuar desenvolvendo o sistema ou entrar na área de desenvolvimento do sistema para ser um programador, uma programadora que escreve código, pega esse código, entrega
para alguém e esse alguém se vira em fazer isso funcionar, aí eu queria dizer que os seus dias estão contados. Porque o mercado de tecnologia Ele tem exigido uma outra coisa, é um outro perfil de profissional comparado ao que eu falei lá atrás do que você faz. Ah, eu escrevo código. Como eu falei, essa resposta era simples. Hoje já não é mais. O mercado de TI hoje ele tá passando a exigir uma outra coisa. E aí a gente tem um problema que a gente precisa separar, que é vaga mal escrita. Então você entra lá numa
página de vaga, seja, vamos pegar o LinkedIn, você olha A vaga que tá lá, você fala assim: "Hã, eu preciso saber programar, eu preciso saber coisas aqui que eu nunca vi na vida". E e é quase tipo assim, você precisa saber programação e medicina. ao mesmo tempo tem umas vagas bizarras nesse sentido. Tem sim, mas vamos separar isso aí. Vamos fazer de conta que isso não existe. Existe um mundo maravilhoso. As vagas que estão lá são todas verdadeiras e tudo que tá escrito lá é realmente que Você deveria saber. Então sim, o choque de realidade
é muito grande quando você vai no mercado hoje numa página de vaga e procura uma vaga e olha lá, caramba, eu sou júnior. Eu preciso aprender tudo isso. Não é possível. tem alguma coisa, tem alguma coisa errada. Eu jamais vou conseguir, tirando esse lado de vagas exageradas que pedem além do que realmente devia pedir para um júnior, para quem tá começando, Pensa no fato de que o mercado agora tá exigindo que desenvolvedor faça mais do que escrever código. E o que que isso significa na prática? Na prática significa que se você só sabe escrever código,
ou seja, você é um ótimo programador, uma ótima programadora, manja de Java, que é é é dá inveja em todo mundo, sabe todas as palavras reservadas da linguagem, todas as metodologias daquela linguagem, pega Python e assim, nossa, arrebenta escrever um um código em Python é bom para caramba. C#P, C++, JavaScript, Node JS, cara, você assim é é quase uma referência e você acha assim eh muito nerd no sentido de tanto código que você escreve. É tipo dentro da Matrix, aquele gif verde rodando no ar e tal. Eh, você já devem ter percebido que aquele mundo
não existe, né, aqui fora, no mundo real, aquilo ali não existe. Não existe glamur. Esse glamur ele não existe. Então, quer dizer, eh, o glamor ele existe, depende do ponto de vista que você vê, né? Mas o que que o mercado tá exigindo na prática hoje é o quê? É um desenvolvedor de sistema que saiba programar. E não importa a linguagem, a linguagem de programação tem cada vez mais cada tá cada vez mais virando commodity. Ah, eu programo em Java versus eu sou programador. O mercado tá cada vez mais procurando a o eu sou programador
e cada vez menos procurando eu programo em Java. as vagas no mercado cada vez mais aparecendo, procurando engenheiros de sistema, procurando programadores, procuramos programadoras. Eh, legal se você programa em Java, Python te dá alguns exemplos de algumas Linguagens que seria bacana, mas assim, tipo, virou linguagem de programação virou tipo idioma. O inglês é um diferencial. Em alguns lugares não é mais diferencial, é requisito. Tipo, se você tiver, ó, essa essa vaga aqui, se você falar em inglês, seria bom, viu? Nossa, você estaria na frente de muito candidato se você falar falasse inglês, mas se não
falar não tem problema não. O que a gente tá vivendo é muita vaga no sentido de a gente nem pergunta mais. E eu não tô falando isso na minha realidade da bolha que eu vivo fora do Brasil, porque eu vivo na bolha dentro do Brasil também, tá? Eh, as vagas tende a a linguagem de programação tende a ir para esse lado. Mas, Mateus, isso virou tão natural assim, tem cada vez mais eh tá eh cada vez mais a gente vê a programação e no sentido que a gente via há 10, 15 anos atrás de uma
forma totalmente diferente hoje. Então, o programar em Java, programar em Python, a linguagem é assim, não é mais um diferencial e não vai ser mais um diferencial daqui pra frente. O diferencial que as empresas eh já tão já estão procurando nesse sentido é o quê? é o programador, programadora que entende como que o meu código, como que o meu programa se comporta fora da minha máquina. Como que esse código que eu escrevi aqui, como que ele funciona às 2as da manhã, quando não tem muita gente usando e quando e como que ele se comporta às
3 Da tarde no pico? que tem 50 usuários, como ele se comporta 5 da tarde quando tem 100 usuários. Como que eu consigo encontrar problema no meu código antes do usuário me avisar que tem um problema? Como que eu reduzo a chance de defeito no meu código? cada vez mais. Ah, Mateus, o software agora tem que ser perfeito. Não, não é Isso. Vamos falar de um exemplo, ã, saindo um pouco dessa área, acidente aéreo. Se você já foi envolvido ou teve alguém da família envolvida no acidente aéreo, eu sinto muito. Eh, o acidente aéreo ele
acontece e a gente tenta usar isso como uma uma a uma forma de tentar identificar algo para que não aconteça nunca mais um acidente desse desse tipo. Ninguém mais pode morrer de Acidente aéreo por conta disso aqui. Isso não pode mais derrubar avião. Isso aqui, esse bug que tinha no avião antes, seja numa peça, seja numa num humano, seja qualquer, isso não pode mais acontecer. Então, a ideia na nossa área de tecnologia, como engenheiro de software, como programador, programadora, desenvolvedor, desenvolvedora, seja lá qual o nome que você quiser usar, isso é o que a gente
precisa começar a adotar e É o que as empresas estão procurando. Você como um programador, qual o seu diferencial, o que que você usa? O que que você sabe fazer para que o seu software vá paraa produção, os usuários comecem a acessar o seu sistema e descubra menos problema? Ou você consegue descobrir problema antes dos usuários, antes de colocar o software em produção. Talvez você possa pensar assim: "Pô, Mateus, mas isso aí já tá resolvido faz tempo". A gente usa teste unitário, a gente usa teste de aceitação, teste de integração, teste de integrado, teste testes,
tá bom? Que mais? Como que a gente faz para monitorar o sistema? Eu agora tenho que cuidar. As empresas esperam que eu como desenvolvedor em 2026 eu cuide do sistema que eu que fiz. Eu não faço como Jogar a eh o o entenda como a gente como profissional de TI, eu vivi muito essa era, ã, dependendo do time que você trabalhava, você ficava trancado dentro de um quartinho e alguém jogava a marmita para você debaixo da da porta e você ficava lá vivendo no seu mundinho. Você não via nada acontecendo. área de tecnologia hoje, profissional
que quer ficar trancado dentro do quarto e recebendo a marmita de baixo da porta, Galera, procura outra coisa fazer. Sério, vai se frustrar, vai entrar num ambiente que vai te colocar numa zona totalmente desconfortável. Por quê? Porque vai exigir que você saia dessa sala, abra essa porta ou pelo menos fique na sala com a porta aberta e interaja com as pessoas. e faça com que o seu software seja melhor falando com outras pessoas, interagindo, Seja remoto, seja presencial, não importa. Nós estamos em 2026, não necessariamente a gente precisa se falar, a gente nem precisa da
palestra mais presencial, parece só parece. Sei, né? Então, as empresas vão procurar isso, Mateus, mas é muita coisa. Eu tenho que aprender um monte de coisa. Tem uma eh é mais coisa para aprender e ainda tem essa história de que eu tenho que aprender infraestrutura. Você não Tem que aprender infraestrutura do ponto de vista de conhecer tudo que tem dentro da infraestrutura, saber o que tem dentro de um data center, como que um servidor físico se comporta. Mas se tem uma coisa que é um diferencial, não vai ser, tá? É um diferencial já há alguns
anos para desenvolvedor e desenvolvedora durante um processo de entrevista. É se você conhece além do teu código uma coisa específica Que é sistema operacional. Eu ouvi isso e a primeira vez que eu ouvi essa frase do tipo, você quer virar programadorzinho nerd? Eu ouvi essa frase e ela ficou gravada na minha cabeça. Você vai ter que aprender sistema operacional Linux, Windows, Numa perspectiva de servidor, não Windows que você usa na tua casa aí, não o bu instalado na tua máquina. Mas na perspectiva de servidor, com a cabeça daquele sistema operacional, rodando a tua aplicação em
produção. Eu ouvia isso. Eu sempre gostei de Linux. Eh, mas eu olhei isso, eu falei: "Não, não faz menor sentido. Eu sou programador, você cuida de infra, eu programo. Você cuida da infra. Eu te dou o código, você Põe o código em produção e assim, ó, eu eu guspi para cima e caiu bem na testa, tá? E eu sou eu sou bom para essas coisas normalmente. N imagina que eu vou fazer isso aqui. Nunca na minha vida, cara. É assim, é é dito e feito que isso vai acontecer. Então eu sou o íã para esse
tipo de coisa, tá? Eu evito até ficar falando que isso jamais que isso vai acontecer, porque é certeza que vai acontecer. Eu Tento falar o contrário. Isso não vai acontecer ou vai acontecer que aí sempre acontece o contrário. E aconteceu. Aconteceu. Não só aconteceu, como tem empresa hoje em dia, que se você não souber Linux, você não entra numa vaga de programação. Aí você fala: "Mas, cara, não tem menor sentido". Pois é, mas é, foionde a gente chegou. Eh, e tem um monte de benefício nisso. Tem esse lado, talvez. Eh, contra de você ter que
aprender mais coisa, mas aí eu não sei julgar se aprender mais coisa é ruim ou se aprender mais coisa é bom, que talvez o meu lado mais curioso e tal não me deixa responder essa pergunta de uma forma honesta. Ele vai ser, eu vou ser muito pessoal aqui em dizer que eu adoro aprender coisas. Então, eh, e aí é mais custa, eu tenho que comprar livro, eu tenho que fazer isso, tenho que dedicar meu tempo da minha Família, pessoal. não sei o quê. Ba bá bá. Nossa, que complexo isso. Que chato. É trabalhar é chato
trabalhar é isso. Eh, e trabalhar na tecnologia é isso. Essa é a realidade. Eh, e a evolução ela tem todas áreas. E se fosse legal não tinha salário, né? Eu acho que se trabalhar fosse bom, não precisava nem pagar, né? Tipo aqui a gente tá aqui, tá fazendo Isso daqui, não precisa nem pagar para fazer isso aqui, porque eu adoro fazer isso aqui que eu tô fazendo. Isso aqui não é um trabalho para mim, entende? Então, eh, é aqui que a gente tá, é aqui que a área de tecnologia, principalmente na área de desenvolvimento do
sistema, esse é o chão que a gente tá pisando agora. Se você eh tá entrando no mercado Agora, eu diria que você tá na melhor posição para isso acontecer. Por quê? Porque você não tem vício de quem aprendeu uma linguagem há 15 anos atrás e ficou presa nessa linguagem acreditando. Porque toda linguagem que sai, linguagem tipo aposta, toda linguagem que sai, o que que acontece? Vamos lançar o Java, a linguagem que veio para ficar. Não vai ter outra linguagem de programação. Essa aqui vai dominar o Mercado. E ela dominou o mercado até que surgiu a
próxima. E aí a gente ouviu a mesma história pro Python. A gente ouviu a mesma história para que mais? C#ARP. A gente ouviu a mesma história para todas as tecnologias e todas as linguagens que saíram. Ela sempre ela eh sempre foi dito que ela seria a última até chegar a próxima, né? Então esse é um momento bom para caramba, eu diria, só que tem algumas diferenças. Então é Aqui que eu quero juntar aquilo que eu falei sobre a questão de será que a IA vai substituir o meu trabalho como desenvolvedor? Se você trabalha na área
ou mesmo se você não trabalha, não que ela vai substituir, eu não acredito nisso, mas vai ser diferente. Já é diferente em alguns lugares. Eu não quero generalizar porque eu diria que nem 10, mais longe, nem de 10, talvez nem 5% das empresas Hoje em dia, eh, ou dos programadores tem acesso à ferramenta de, eh, para ajudar a escrever código, como fosse alguém super experiente, sentado do seu lado ali, ajudando a você escrever esse código aqui. Me ajuda a escrever esse código aqui, tipo, aí ah, tipo isso, né, pro desenvolvedor, para desenvolvedora. Tem muitas empresas
que não têm esse contato. Então, cuidado muito com esse lance quando vocês ouvirem falar, principalmente nas redes sociais, sobre IA está acabando com a área de desenvolvimento, A está substituindo os programadores. Muito cuidado com isso, porque eh qual realidade é essa, né? Eu eu vir aqui e falar assim para você, pessoal, aqui onde eu trabalho aqui, ninguém escreve mais código. Primeiro que mentira, né? Eu estaria mentindo. Eh, mas eu ouvi, e eu eu passasse a mensagem só porque eu ouvi uma empresa que assim, eh, os programadores todos eles usam Inteligência artificial para escrever o código.
Eu não posso usar isso como a barra de todas as empresas. Nós estamos falando de uma evolução que vem acontecendo ao longo do tempo. Tem empresa que não saiu da primeira ainda. Como é que a gente vai fazer virar essa chave de um dia pro outro em todas as empresas? Tem empresa que ainda o desenvolvedor ele escreve código e é isso. E e não deu o próximo passo da evolução que o resto Do mercado deu. Então tem uma série de etapas que algumas empresas ainda nem passou e algumas são obrigatórias passar na minha opinião. Então
muito cuidado com isso. Mas Mateus é complicado porque a gente vai na rede social, é só isso que você vê. Minha dica, sai das redes sociais que você vê isso. Tem uma coisa muito comum na nossa área que é síndrome do impostor. Ah, Vou dar um exemplo prático. Eu recebo um elogio ou recebo um prêmio e internamente eu estou. Eu não mereço esse prêmio. Isso aqui não era para mim. E eu faço isso se repetir com eh isso é se repete com constância. Eu sempre me julgando, né, a ideia da síndrome do impostor, eh, sempre
me julgando em eu não mereço aquilo, eu não sou bom para isso, eu não deveria estar aqui, eu eu sou eu sou errado de tá aqui. O o mundo errou. Só de eu existir, O mundo já errou. O mundo falhou em querer que eu existisse. Então, a a as redes sociais, principalmente LinkedIn, que é onde a gente vê vaga de trabalho, né, mercado profissional, vamos dizer assim, tá cheio disso. Quantos posts você viu hoje dizendo assim, inteligente artificial escrevendo código ou alguém que eh escreveu não sei quantas milhas de código em tantos minutos. alguém que
empresa que mandou Profissional embora porque agora não precisa mais desenvolvedor porque a IA escreve todo o código da empresa. É, se isso de certa forma te atrapalha, e eu acho que atrapalha muita gente, conheço muita gente que é afetada por esse tipo de mensagem e principalmente quem tá entrando no mercado, eu olho, eu fico às vezes pensando assim, a pessoa que tá lendo isso aqui, que ela vai entrar no mercado, ela tá pensando em entrar, como é que ela vai entrar no Mercado se na mensagem tá dizendo que o mercado vai acabar? Eu tô vendo,
eu eu costumo ver as coisas, como dizia a minha vovozinha, no com um copo cheio, né? Então eu eu olho como uma ferramenta e as empresas sérias estão usando como uma ferramenta. Antes o desenvolvedor escrevia o código de um jeito, depois ele começou a escrever de um outro, outro jeito, foi Melhorando novas ferramentas. a gente tem mais uma ferramenta. Eh, então eu acho que esse é um momento, na minha opinião, que é ele é é vantagem, só vejo vantagem, ah, porque é a melhor posição para quem tá entrando, não tem um vício naquela, ah, eu
programo naquela linguagem, não sou programador. Tudo bem que as astaxe muda de uma linguagem para outra, tal, mas eh o Mercado tem cada vez menos se preocupado com que linguagem que você programa. Mas pensando em como você entende, computação em si, como é que funciona redes de computador, como que a requisição sai da sua máquina e vai pro banco de dados, como que a requisição do usuário que tá usando o seu sistema quando ele clica num botão, aquela requisição sai de lá e vem chegar na sua API, no seu sistema, no seu FR. Front end.
Como que isso aqui funciona? Ah, Mateus, tem o DNS, aí tem o quê. Então, a gente precisa entender que que é esses não sei o que que tem aqui no meio. Quanto mais você entender computação de forma geral, mais chances você tem no mercado. A linguagem precisa começar a ser algo eh óbvio, precisa ser, precisa começar a ser algo mais óbvio. E as empresas hoje elas estão procurando Gente que saiba explicar. Por exemplo, vou te dar um exercício, se você quiser fazer em casa simples. Quando você pega um site que você adora acessar, pensa nele.
Pensa num site que você é o site que você mais acessa durante o dia, na semana. Quando você vai no browser, digita o site, aperta enter, o que que acontece por debaixo dos panos ali, debaixo do capô, Pro site aparecer na tela. faz esse exercício. E é tanta camada, é camada de rede, é camada de DNS que que tem a ver com rede, eh é camada computacional, então como funciona a parte da aplicação, onde isso tá rodando, o sistema operacional, como o sistema operacional trata as requisições, o web server, o que que é HTTP, o
que que é um método get, o que que é um post, o que que é um delete, Qual que é a diferença de 200 para 404, qual que é a diferença de 400 para 500. Quando eu devo retornar um código, devolver, eu devo retornar o outro, que que é GRPC? Que que é REST? Porque Jason e não XML, qual o ganho disso? Qual que é a perda daquilo? Então essa pergunta ela define muita gente, tem muita empresa que no processo de entrevista usa isso Para começar a entender se vale a pena continuar a entrevista com
você. E aí levar a as empresas levam em consideração se você tá aplicando para uma vaga de júnior, uma vaga de pleno, uma vaga de snior e por aí vai. E para saber até onde eu posso te perguntar. Então, se eu te perguntar como é que que funciona por debaixo dos panos, quando eu aperto o enter no browser numa URL, se a vaga de júnior, não espero que você vá tão profundo Assim, porque se você for muito profundo e me dá muita informação e e conseguir responder as coisas, eu vou começar a entender que você
não é júnior. E é assim que mais ou menos as empresas funcionam, tá? eh, faz esse exercício. E eu diria que, tirando a linguagem de programação aqui, por detrás desse exercício que que eu comentei, tudo aqui importa, Mais do que a linguagem de programação. Eh, você tá ouvindo esse e isso em 2026 e nunca ouviu isso antes, beleza, ainda dá tempo. Mas já é como as empresas têm funcionado nos últimos 5, se anos, eu diria, tá? E cada vez mais as empresas estão procurando os profissionais que consigam responder com mais detalhe e não só responder,
né, não decorar, mas entende como que o software se comporta em produção, como que ele como que o Código que eu escrevi roda, como que ele roda e por que ele roda e numa situação mais importante ainda é quando que ele quebra, qual que é o limite do meu sistema. Não, mas pera aí. Como assim? Como assim? Limite do meu sistema. Oxe, eu fiz o sistema. Ô, tem um monte de gente usando. Ó, minha tia tá usando. O pessoal lá não sei onde tá usando. Ô, meus irmãos, acessa. Como? Como? Como? Ô, Mateus, tá, Tá,
você tá tá tirando? Como assim? É, software gargalo. Pode estar funcionando bem com 10, mas não necessariamente vai funcionar bem com 12. com 15, quizçá com 20. E é esses limites de conseguir entender isso que as empresas tão tão tão querendo entender. Elas esperam que os desenvolvedores saiba isso, saibam explicar isso hoje em dia. E por último, mas não menos importante, Qual é o impacto pra empresa quando o meu software para de funcionar? Você já parou para pensar no software que você fez ou que você faz ou que você tá pensando em desenvolver? Quando ele
para, o que que acontece? Ah, os usuários não acessam. Tá bom, perfeito. Até aí chegamos bem. Próximo passo, que mais? Quanto de dinheiro a empresa deixa de faturar quando esse sistema tá fora? Mas Mateus, nossa, Mateus, para de viajar. É só um minutinho ou outro que Fica fora. Quanto custa um minuto pra empresa que você trabalha do sistema fora? Ah, ixe, não custa quase nada. Essa resposta não é para você responder. Quem tem que responder isso é a empresa. E se ela não sabe responder, é aí onde tá a oportunidade da gente de tecnologia começar
a ajudar o a área de negócio, a área de produto, sei lá como a gente chama isso em em diversas empresas. As empresas estão procurando sim. É, é, é isso. Talvez você deve estar pensando, pô, a empresa tá procurando mais do que alguém que só trabalha com tecnologia. É, é, é, é isso. E quanto mais o nível que você sobe dentro da área de tecnologia, menos coisa técnica você faz no dia a dia. empresas como Google, Amazon, Facebook, Apple, quanto mais alto o nível do cargo De quem você admira para caramba tecnicamente, você já leu
um livro, já viu um vídeo no YouTube, acompanha no LinkedIn, vê os posts no ex e por aí vai, eu garanto para você, e eu sou a mensagem em forma de eh prática disso, quanto mais alto o nível dentro dessas empresas, eu tô criando um nicho de empresa, eu sei, mas tem outro grupo também que faz de empresas que também faz isso. As Médias, pequenas empresas também, diversas delas fazem essa mesma coisa. Quanto mais alto o nível que você tiver na carreira, menos código você vai ver na vida. Você vai ver qual que é o
impacto que isso aqui traz no negócio, qual foi o impacto que causou essa aplicação que ficou fora ontem, 7 minutos. Qual foi o impacto que essa aplicação causou ontem, que ela ficou 30 segundos Fora? 30 segundos. Então, quanto mais alto o nível, junior, pleno, sior, principal, tech, sei lá, mais longe do código você vai ficando. Mais longe você vai ficando. Por isso que subir não é para todo mundo. Por quê? Porque tem gente que quer continuar escrevendo código. E algumas empresas não quer que você escreva código quando Você tá lá em cima. quer que você
olha outras coisas. Eu não tô falando de virar gerente, não. Ainda cargo técnico, decisão técnica, ajudar o time a qual o melhor caminho em seguir. Nós vamos pensamos em escrever o código dessa forma, baseado na minha experiência, no meu conhecimento. Por isso que eu tô lá em cima, eu diria pra gente ir por outro lado. Por quê? Porque isso, isso, isso, isso. Então, percebe, quanto mais alto, menos acesso você vai Ter, menos oportunidade você vai ter de tocar nessas coisas no dia a dia e pensar mais em como que o código se comporta, tá, Mateus?
Então, tudo isso que você falou antes dos profissionais de pensar como o código se comporta, qual o impacto que traz, é só para quem tá lá em cima. Aí que tá, não é? É esperado que você consiga entregar isso já de cara, eu diria que algumas empresas, desde quando você já é pleno. Sior, com certeza, com certeza. pleno em algumas empresas, você já deveria entender qual que é o impacto e Júnior já tem que tá começando a a pensar nisso na hora de desenvolver sistema, levar essas coisas em consideração. Cada vez mais vai ficando natural
e aí cada vez mais aí é o problema que a gente vê nas vagas que parece ser um problema para muita gente é o quê? exige muito de júnior. Nossa, o mercado de TI eh exige muito de Júnior. É, faz parte da forma como a área de TI tá tocando e acredita que cada profissional tem que saber cada coisa. Estamos tirando aqui aqueles exageros que eu comentei de vagas que é inglês fluente, alemão fluente, japonês fluente, PHP fluente, Python fluente, Java fluente, Linux fluente, Windows fluente, é tudo fluente. E aí você chega lá é para
abrir e fechar a chamada na empresa. Essa vaga aí, essa daí eu estou deixando ela de lado, tá bom? Eh, comecem a construir, principalmente quem tá entrando na área agora, o hábito de conectar os problemas técnicos com o problema do usuário. Isso é o último, assim recado que eu daria nesse sentido. É, meu sistema ele ficar fora, o usuário não consegue fazer o quê? Ah, não consegue fazer transação, não consegue Fazer Pix. E pra empresa isso, que tipo de prejuízo isso traz? Como é que eu posso pensar numa forma de fazer com que os usuários
não deixem de fazer pics? Ó, não tô nem não, já nem falei mais no meu código, eu já tô pensando no com a cabeça de usuário, porque existe uma grande diferença na monitoração do nosso sistema que a gente vê, tudo verdinho lá, tudo bonitinho, Tal, não sei o quê, pra perspectiva que o usuário tem do nosso sistema. Internamente a gente tem um painel de monitoração do sistema que diz que tá tudo verde, ó, tá tudo funcionando, só que você vai no reclame aqui, tá tudo vermelho. Então, o nosso sistema só funciona interno. Usuário, que eh
para quem a gente faz sistema, né, a gente trabalha pro usuário, né, o pro usuário não tá Funcionando. E essa essa essa essa essa habilidade de conseguir separar o que é qual que é o conceito de meu software funciona na perspectiva do usuário, é o que vai ah é o que está nesse momento separando programador que escreve código pros programadores, programadoras que vão conseguir se manter no mercado. pros próximos anos, igual a gente vem se Mantendo desde quando esse negócio começou. Tá bom? Ahã. Pessoal, era isso que eu queria trazer e queria abrir para perguntas,
reclamações. Eh, eu eu aceito de tudo. >> E aí, pessoal, vocês ficaram quietinhos até agora? Alguma pergunta que vocês queiram fazer? alguma curiosidade, aproveitar O conhecimento do Mateus, né, Mateus? Eh, fala aí para nós como que foi assim, você contou um pouco, né, do teu trabalho aqui no Brasil e tudo, mas como que você chegou a ir pros Estados Unidos, a trabalhar na Amazon, como que surgiu essa oportunidade, né, de você ir para fora e trabalhar nesse outro mercado aí. >> Legal. Eh, isso aconteceu há 6 anos atrás. Eh, na época eu trabalhava no C6
Bank e eu fazia parte do time de engenharia do C6 Bank. Eh, e eu sempre tive assim, eu já tinha tido contato com outras empresas eh fora do do Brasil, já tinha trabalhado eh remoto, mas já viajava muito, participava de muita conferência, eh Fazia algumas palestras também em nessas conferências fora do Brasil e era um negócio que sempre passava pela minha cabeça. algum momento da minha vida, eu achava que aquilo ia ia ia acontecer. Eh, eu resolvi eh sair do C6 Bank na época e por uma oportunidade que apareceu na Amazon no Brasil, eh fiquei
um ano e meio trabalhando na Amazon do Brasil. Isso foi em 2020, 2019 para 2019 até 2020. E aí surgiu um convite de vir para cá, eh, para um time que tava tava precisando e eu vim. Eh, teve uma teve também uma questão de a gente tava no meio da pandemia, né? E eu não queria não quero trazer nenhuma história triste, mas a pandemia me afetou fortemente. A minha família foi uma boa, uma parte da minha família foi afetada pelo COVID. Eh, E foi uma foi um negócio que aconteceu assim, eu tinha meu primeiro filho
tinha acabado de nascer, eh, e aquele ambiente onde a gente vivia, sem aquelas pessoas que sempre fazia parte, não tava mais ali, começou a ficar mais difícil ainda de lidar com a situação, né? Eh, e parece que esse convite surgiu assim no momento que mais tava mais estava precisando para dar essa respirada. Eh, e a gente acabou aceitando a a oportunidade também por conta por conta disso e por uma por uma questão de olhar pro futuro, no sentido de eu acho que pode ser uma uma experiência legal, ela não precisa ser para sempre, eh, mas
é algo que eu gostaria de viver. E hoje vai fazer 5 anos que eu tô aqui eh trabalhando nessa nessa nessa vaga. Eh, e tem sido muito interessante a experiência de ver como é diferente a cultura, né? A forma de de de trabalho é É diferente. Eh, as tecnologias eh também, né? a grande maioria das coisas que a gente usa e usava no Brasil acaba ah surgindo daqui, aparecendo aqui primeiro. Eh, então foi foi a a foi mais ou menos assim que que aconteceu a a transição, Isabel, >> eh eu ia perguntar exatamente isso, se
existe uma diferença entre trabalhar aqui no Brasil e trabalhar fora, né? Se você sentiu isso, né, dessa essa Diferença mesmo além da diferença de cultura e tudo mais, de estar em um outro país, né? Eh, essa diferença na tecnologia mesmo, no trabalho, >> muita para, ó, mesmo eu trabalhando na mesma empresa, eu ter sido >> isso, mesma empresa, >> é, eu ter sido transferido, né? Eu senti que eu entrei em outra empresa, ah, tirando a parte eh da vida pessoal, do dia a dia, que isso muda completamente e Principalmente nos primeiros anos assim, né? Ah,
que que acaba sendo bem difícil, tá? Se a acertando ainda, tentando entender como as coisas funcionam e tal. Eh, o idioma, ah, para mim especificamente, ele ainda foi um desafio, mesmo já falando inglês, eh, desde 2000, sei lá, 2007, 2008, eh, mas morar num lugar e ter viver e eh é diferente de você entrar numa reunião com alguém para falar de algo técnico do Que ir numa consulta médica para falar de um problema no pé. >> Sim. >> Como é como é que eu explico, né, o problema no pé? Eu não tenho vocabulário, não sei
o nome das coisas. Então, eh, ter que levar o filho no pediatra e ter que explicar o que que o a nem meu filho conseguia, porque ele tinha ele era muito novo, nem ele conseguia me dizer o que ele sentia, muito menos eu conseguia dizer pro Médico que eu não sabia as palavras. Eh, então no trabalho, a parte de tecnologia eh muda, mudou um pouco. Eu diria que em termos de tecnologia, por ter sido transferido pela mesma empresa, talvez essa parte não mudou, mas a forma de usar, a a forma de forma de trabalho, o
trabalho aqui ele é visto de uma maneira um pouco diferente do que a gente acaba vendo no Brasil, né? No sentido de o trabalho ele é visto aqui como Só um trabalho, né? Eu eu não sou o Mateus que trabalha na empresa tal, não. Eu sou o Mateus e por consequência ou por, né, só eu trabalho em tal lugar. Mas então tem essa questão de de como o trabalho é visto aqui, né? Eh, é é bem diferente, bem diferente. E aqui funciona muito uma coisa que a gente acha muito chata no Brasil. principalmente na tecnologia,
né, falando que é processo. >> Uhum. >> Então, pro código aparecer em produção, ele precisa seguir esses essas etapas, tem esse processo, eu como desenvolvedor preciso seguir. E só de ouvir falar em processo, na maioria dos lugares que eu trabalhei, as pessoas que eu convivi no Brasil, é, dava repio, né? Só de ouvir falar, chegava a arrepiar. processo era sempre foi visto como um negócio muito chato ainda. É, né? E aqui é só mais uma etapa Do trabalho que precisa que precisa ser cumprida e precisa fazer e e é isso. >> Legal. Legal. e fala
assim: "Eh, em que momento que você percebeu que só saber codificar, escrever código já não era mais como o que que foi que fez, que virou essa chave em você, né? Você falou sobre isso, né, na tua fala aí, eh, que muitas empresas ainda continuam, né, e muitas pessoas ainda continuam nessa mesma vibe, né? Quem escreve código só faz Isso, só trabalha nessa parte, não tem esse outro envolvimento. Mas quando que foi que para você essa chave virou? >> Essa chave virou em 2013. Eu trabalhava num provedor de hospedagem de site cloud no Brasil, que
era Local Web. Eh, oS foi uma empresa muito eh hã pioneira em tecnologia no Brasil, né? E foi o lugar, um dos lugares que eu trabalhei com no Brasil com mais gente Inteligente, eh, que eu já trabalhei na minha carreira. Eh, a Locob foi uma virada de chave para mim nesse sentido, porque quando eu entrei na Local Web, eu primeiro que desenvolvedor na Loca Web já tinha isso em 2000 8, não, desculpa, 2011 já tinha essa ideia de, ó, você escreve o código, mas você precisa sentar junto com a pessoa de Negócio, você precisa entender
como que o usuário vai usar. Você precisa sentar do lado do administrador de sistema que depois vai cuidar do seu sistema. Você precisa documentar, você precisa não só escrever o código, já tinha uma exigência disso lá. Então lá foi a virada de chave. E lá dentro eu quando começou a surgir, ficar forte o assunto de cloud compute no Brasil, ã, a Locab, uma das pioneiras em em Criar um serviço brasileiro de cloud comput, eh, eu tava inserido lá dentro nesse momento e eu tive contato e a oportunidade de trabalhar no time que tava desenvolvendo isso.
E aí eu trabalhava numa área que desenvolvia sistema para a o console da local web de usuário. Então o usuário precisava eh emitir uma fatura, ele precisava criar um novo site, uma nova hospedagem, um novo e-mail, não sei o quê. Eu trabalhava num time que desenvolvia esse Sistema. E aí quando surgiu a ideia da Local Web começar a vender cloud computing, surgiu essa essa esse esse time. E eu sempre gostei do lance de entender assim da curiosidade do como que o meu sistema assim ele lá no Linux, como que ele roda, por que que o
Cisadedita aquele comando, por que que ele faz daquele jeito. Então, Linux foi um negócio que fez parte da minha vida eh Em paralelo, assim, mesmo quando eu tava só programando ou mexendo com design, o web, alguma coisa do tipo. O Linux sempre teve junto comigo ali. Uhum. >> E eu fui trabalhar nesse time de engenharia de cloud computing na época na web. Então eu eu fui transferido para essa área e lá eu ouvi uma frase de uma pessoa que eh o destino, né? Isso foi em 2012. Essa pessoa se tornou um dos meus melhores amigos.
Eh, mora praticamente é Vizinho meu aqui hoje, mora 15 minutos da minha casa. Eh, e e ele me deu várias frases de impacto no sentido de tá, você vai fazer esse código aí em na época tava programando bastante em Rubion Rails, ele falava assim: "Tá bom, faz na linguagem que você quiser. Eu quero saber o seguinte, como que vai ser tal coisa a hora que clicar? Como que vai se comportar? Onde que vai est o log? Onde que vai tá?" Aí eu comecei a Olhar com a perspectiva de que esse trabalho artesão de fazer o
código aqui parece que não é só isso que precisa, precisa de mais umas outras coisas. E eu fui, eu fui incorporando isso porque eu era exigido para entregar daquele jeito. E a partir do momento dali para frente, outras empresas que eu trabalhei, se não trabalhava nessa cultura, eu tentava trazer essa esse essa forma de pensar essa cultura para esses times que eu tava trabalhando Nesse momento. Então, foi ali que aconteceu essa virada. Eh, eu, principalmente nesse momento que eu comecei a fazer sistema, que o usuário não via mais esse sistema, agora esse esse sistema ele
vivia por trás, aonde o usuário apertava um botão e aí acontecia uma chamada para esse sistema aí, uma integração com esse com esse backend, né? E foi ali a virada, com certeza foi lá. Você trabalha então onde a mágica acontece, né? Eh, essa época era a gente, eu eu não sabia nada de data center, continuo não sabendo. Eh, mas eu tinha contato com quem estava dentro do data center, porque o meu software ele tinha que falar com a máquina que tava dentro do data center, porque um usuário tava apertando um botão numa tela para falar
assim: "Eu quero um servidor Linux com 2 GB de RAM E dois e CPU com tanto de de disco. Eu tinha que receber isso e fazer isso aqui chegar lá no data center e fazer a máquina faz fazer alguma coisa. Então, era um mundo que eu precisava entender, né? Então, eu não acordei um dia, falei assim: "Agora vou virar a chave, eu acho que eu vou ter que eh no futuro esse negócio vai acontecer tal". Não, ali aquele ambiente com certeza foi o fator que fez eu me obrigou a pensar daquele jeito. >> Sim. Eh,
temos uma pergunta aqui no chat. >> Uhum. Quais habilidades comportamentais você considera cruciais para um sior além do conhecimento técnico? O primeiro deles é comunicação e escrita. Hã, como assim comunicar? Pode parecer, eu também achei, tá? Quando eu ouvia falar essa frase, eu pensava assim: "Ah, é só mais alguém tentando convencer eu de algo que, né, não serve para nada, Sabe? Eh, o lance da comunicação e escrita, por que que é uma habilidade, na minha opinião e que as empresas têm exigido cada vez mais? Como é que eu explico para alguém que não é da
área de tecnologia? Por que a gente precisa parar tudo que a gente tá fazendo para corrigir esse bug no sistema agora ou pelo menos na próxima semana? Como é que eu convenço a empresa que que Paga a conta, que emite o cheque, que tinha um planejamento de lançamento de funcionalidades no sistema de pagamento pra próxima semana? fez comunicado público pros usuários que a partir de agora vamos lançar o Pix. Como é que eu convenço a empresa de que eu como sior detectei um bug no sistema, deixou o sistema fora ontem por 15 minutos? Mas como
que eu convenço eles A que a gente precisa investir tempo nesse bug? Como é que eu como é como é que eu faço isso? não é chegando lá para para pro eh para para quem paga a conta e dizendo assim: "Ora, nós temos um sistema de pagamento eh e ontem os usuários foram tentar fazer transferência bancária e por conta de um probleminha lá no código, na linha tal do código, que que acontece lá no código?" a gente tem um arrei e aí nesse arrei a gente faz uma iteração nesse Arrei e aí tem um eu
fiz uma matemática lá errada e aí quebra no if, não else, no if. Aí quebrou no if. Aí toda vez que eu vou pra próxima interação, esse if ele quebra e aí gera um log que também tá quebrado e aí toda vez a gente lança o new pointerception. Essa é a cara da área de negócio. Separou uma pessoa que talvez seja de uma um diretor, um o que a gente chama de eh se level, né? Eh, um City, alguém importante lá, não que seja você não Seja, mas que tem um essas pessoas que têm esse
tempo que é e super crítico para falar disso. Você podia ter falado com outro senior do lado da tua equipe e ele ia falando: "Olha que legal, e se a gente fizer um ELS aqui, se a gente arrumar esse negócio para a gente tratar essa exceção, tal, área de negócio precisa entender qual foi o impacto pro negócio. Se a gente continuar fazendo isso, qual é o risco pro negócio? A comunicação, a escrita, é uma habilidade fundamental, principalmente para cima. Por quê? Como é que eu explico o impacto? Como é que eu convenço alguém? Não, não
consigo convencer ninguém que quebrou o código no IF porque lançou Manu Poception. Eu só vou conseguir convencer quem paga a conta dizendo a língua que essa pessoa entende. Qual é a Língua que o executivo entende? Vou te explicar qual que é a língua que ele entende. Ontem, por volta das 8 horas da noite, os usuários tentaram fazer transferência no nosso sistema. Cerca de 7.000 usuários durante 15 minutos não conseguiram fazer transferência bancária. Nós ficamos indisponível por 15 minutos. Nós recebemos uma notificação do Banco Central. Uma auditoria vai vir aqui para tentar entender o que aconteceu.
Nossa área de tecnologia identificou um bug. Esse bug ele acontece quando a pessoa digita um valor X no campo do valor da conta e não tem uma validação no valor que ela coloca e estoura. E a gente causa um bug impossibilitando os usuários a prosseguir o uso do nosso sistema. No período de 30 minutos, 7.000 transferências bancárias falharam, Totalizando R7 milhões deais. Os usuários não tentaram novamente e se a gente continuar com esse bug nas próximas horas, existe uma chance da gente não processar tantos milhões de reais por dia. O executivo vai olhar isso, vai
falar assim: "Para tudo que vocês estão fazendo, pega aquela funcionalidade que a gente planejou para lançar a segunda, pega os Desenvolvedores que estão olhando para ela. 50% desses desenvolvedores vão começar a olhar esse bug aí e a gente, eu quero esse bug corrigido nas próximas horas, nos próximos dias. Pode parecer muito simples, mas Mateus é só usar uma I aí para gerar um texto bonito, não é? Não é. Tem uma habilidade aqui de conseguir converter o problema que eu tô vendo e como isso afetou. Por isso que é importante o mindset ou a forma de
pensar. De olhar pro sistema no na perspectiva do usuário. Quantos usuários deixaram de fazer o uso do meu sistema por conta desse bug aqui, ó? Tantos. O que que eles estavam tentando fazer? Transferência de dinheiro. Quantos dinheiros eles estavam tentando transferir? Tanto. Opa, eu tenho uma métrica aqui super importante, cara, de negócio pira, que é o quê? o tanto de dinheiro que eu deixei de ganhar. Outra coisa que eu a gente nessa Mensagem pro executivo que dá para adicionar aqui nessa habilidade de comunicação escrita, que isso pode ser verbal, aí eu acho que pior as
coisas, que aí é a habilidade de falar, né? Eh, mas se você escrever um e-mail bem escrito com todos esses detalhes, isso ganha o o o quem tá lá em cima pagando a conta na priorização. Eh, e uma coisa que dá para adicionar aqui Ainda como um um tempero nessa história, eh, o tanto que a gente teve de prejuízo, o tanto que a gente pode deixar de faturar nas próximas horas. E uma coisa que a empresa odeia, onde que a empresa odeia que mexe dois lugares, o bolso e na reputação. Nessa comunicação que você tá
fazendo com o executivo, se você conseguir explicar para ele o seu if que quebrou, que lançou uma new pointer exception, Sair daí e ir por uma esfera de tantos milhões de impacto por tanto tempo, tantos usuários, números, fatos e ainda colocar potencial dano de reputação no reclame aqui. Ou já vimos que a taxa de reclamação no Reclame aqui aumentou 27%. Executivo gosta de número. Então aqui que tá o poder da comunicação. Mateus, não quero isso para mim. Deixa eu, deixa eu só lembrar aqui. O José que o José Augusto que fez essa pergunta. O José
Augusto quer isso para ele. Ele entendeu. Ele vai eh absorver o que faz sentido e vai tentar desenvolver essa habilidade se ele já não tem. Mas você que ouviu isso e falou assim: "Mateus, eu não quero isso para mim". Continua sendo júnior pleno e não faz, não trabalha muito não, tá? Porque se o seu chefe, sua chefe chegar para você e falar que quer te promover para snior, Vão esperar que você saiba fazer isso. Tá respondido, José? Faz sentido? Para mim fez muito sentido essa essa sua fala. >> Legal. >> Exatamente isso, né? Ah, quem
toma os tomadores de decisões, né, eles trabalham exatamente com isso, né? Valores, gráficos, números, né? É em cima disso que as decisões são tomadas, né? >> É. E parece um algo muito simples, Talvez possa parecer simples para alguém, possa eh mostrar que é algo que, pô, eu posso comprar um curso para fazer isso, para escrever melhor, tal. Ahã. Eu diria que algumas habilidades você pode treinar elas, você pode praticar elas, você pode até ler um livro, fazer um curso sobre isso e tal, mas tem algumas habilidades e e até o o nível de de quão
bom você é naquela quão efetivo, não em bom é, mas quão efetivo você é naquela habilidade de se comunicar que para mim É tipo curso de namoro. Não existe. tem cur de namoro, né? Você você aprende namorar namorando e fazer isso aqui é é é eh eh é no fim é é a mesma coisa. Então eh é algo que precisa começar a fazer, é só a prática que vai fazer isso a a a cada vez ficar melhor, né? você vai lapidando esse essa essa habilidade. >> Aproveitando esse gancho, então, Mateus, o que que você deixa
de conselho para essa galerinha que tá saindo agora no meio do ano se Forma? Que conselhos você deixa para eles? Ah, use inteligência artificial para ajudar a adquirir conhecimento e não para fazer as tarefas que você precisa fazer no dia a dia. Eh, a gente tem a possibilidade de usar essas ferramentas. Eu uso, eu nunca escrevi tanto código na minha vida como nos últimos 12 meses. Eu posso afirmar que em 12 meses eu Escrevi mais código do que eu escrevi em 20 anos de carreira como engenheiro de software, tá? Eh, por conta do uso dessas
ferramentas. E só que eu sei o que eu tô fazendo. Eh, eu sei o que eu tô pedindo. Eu consigo ler o código que foi escrito. Não foi escrito por mim, mas eu consigo achar um problema no código. Eu consigo entender o que que tá escrito lá. Eu sei aonde vai dar pau, eu sei aonde vai Falhar e eu sei da manutenção nesse código. Eh, a gente tem essa possibilidade para quem tá entrando no mercado, tem a possibilidade de usar essas ferramentas para aprender, usar como um guia. Não faz para mim um sistema de emissão
de nota fiscal, faz para mim um sistema X, faz para mim um sistema Y. A gente tem a possibilidade de usar isso no sentido de Quais são as linguagens interessantes no mercado. Eh, monta para mim um guia de aprendizado de Python. Em vez de você comprar o livro que você não consegue comprar ou você quer ainda entender um pouco mais a linguagem ou a própria área de programação, pede isso que você tá precisando, mas não pede o código pronto. Eh, a tendência é a gente se acostumar Com essa prática, virar um vício e aí a
gente não sabe o que a gente tá fazendo, não sabe o que a gente tá escrevendo. Ah, Mateus, ó, você vai me desculpar, mas assim, eu conheço um monte de gente, tá ficando rica, fazendo SAS, software as a service, colocando na internet a venda para fazer qualquer coisa e é isso que eu quero, OK? Não tô dizendo que você tá certo ou que você tá errado. Existem dois mundos. O que você precisa entender é que quando Você entrar no mercado, mesmo que você fez um SAS que fatura R$ 10.000 R$ 1.000 por dia, por mês,
sem você ter escrito uma linha de código. Mas se você ainda pretende ir no mercado bater na porta de alguma empresa para pedir vaga, dar cara tapa num processo seletivo, o seu SAS ali não tá em jogo. O que tá em jogo ali é você com o seu conhecimento de programação, ou melhor, seu conhecimento de tecnologia. Ali não vai dar para responder as perguntas que você fez no prompt da IA que você usa. Ali você vai ter que responder conceitos de programação, conceitos de eh tecnologia, conceitos de arquitetura de sistema, conceitos de sistema operacional. E
não vai, não vai dar para responder. Todas as perguntas que te fizerem e você não souber responder, não vai dar para responder. Nesse caso, eu não sei, né? Eu tô mostrando aqui que tudo tá tudo bem, não saber. Eh, e nesse caso aí eu perguntaria pro paraa IA que eu uso. Hum, legal. Ó, ali eu eu usaria uma ferramenta de busca, alguma coisa do tipo. Legal. Próxima pergunta. E tal coisa assim, como que funciona? como você faria? Ã, eu perguntaria paraa ferramenta também. Isso não vai dar. Se você ainda pretende bater na porta de uma
empresa, Querer uma vaga, uma oportunidade no mercado de trabalho, eh, precisa ter esse conhecimento. E ele vai precisar, você vai precisar ter esse conhecimento por muito tempo. Não tô dizendo que isso vai morrer daqui 5 dias, 5 anos. Talvez a gente não vai ver isso acabar. Eu acredito que não vai, ele só vai mudar. Então, usa isso ao seu favor para ganhar, adquirir conhecimento E não para fazer por você. Eh, e é super difícil isso, mas cuidado com o que você vê nas redes sociais, principalmente no LinkedIn, com a questão de o futuro da nossa
área. Se isso tá te prejudicando, se tá te fazendo, o sinal que eu te dou nesse sentido é assim, ó. Se você tá olhando isso e tá entendendo Que os 4 anos, cinco, não sei quanto tempo vocês ficaram aqui estudando, seis, não importa, três, enfim, todo o tempo que você investiu até aqui, se aquilo que você tá vendo tá te prejudicando e fazendo pensar assim, que que eu fiz minha vida? Olha isso aqui. A realidade é essa, não a que eu vivi lá na faculdade, na universidade. Se isso tá te prejudicando ou pior, ou melhor,
ou só um simples sinal de tá fazendo você pensar nisso, a minha dica É para de usar, porque isso não é a realidade. A pessoa que tá indo lá no LinkedIn dizendo assim que a empresa mandou embora por conta da adoção da inteligência artificial, eu queria te trazer uma mensagem que isso é uma mentira. Eh, as empresas estão usando isso como uma desculpa pela quantidade de gente que foi contratada durante a pandemia. As empresas contrataram gente de Caminhão, tanta gente que eles contrataram, muita gente de baciada, como dizia lá na minha cidade. E agora tão
tendo algumas empresas não tão sérias, eu diria, tá tendo que a conta tá chegou agora depois de 5 se anos e tá precisando colocar a culpa em alguém. A culpa da coitada da Iar aí não tem nada a ver com a história. Muitas empresas que estão anunciando isso nem Usam isso no dia a dia. Muitas no Brasil conheço diversas que anunciaram recentemente nos últimos dois anos, um ano e meio. Estamos mandando embora por quando é inteligente artificial que estamos adotando. Mentira, eles não estão nem usando. Gente, eu conheço gente para caramba no mercado de tecnologia.
Eh, então se aquilo ali tá fazendo você desistir, Eu diria para parar de acessar, porque tem coisa na vida que a gente precisa ter essas mudanças. Eh, eh, é 8 ou 80, né? Não dá para ir devagar. Ah, tipo, faz um filtro no LinkedIn, bloqueia, não sei. Se o oito não tá dando certo, faz o 80. Eu tô acessando e só vejo assim coisas que me destrói, que não faz eu ir paraa frente esse negócio. Eh, tá me deixando cada vez mais com vontade de não aprender a programar ou pensar que eu investi na faculdade
Errada. Adota o 80 dessa história, que é o inverso e não acessa, não. Olha, mas pô, como que eu me mantenho atualizado? Tem diversas formas. Inteligência artificial usa para isso. Não deixa as pessoas que estão lá dizer o que você tem que consumir. Pergunta o que você quer consumir. Ô, inteligência social, me diz aí as novidades de linguagem e programação. Ô, inteligência social, me diz aí quais são os últimos frameworks De JavaScript. Enquanto a gente tá falando aí, deve ter saído uns 50 já, entende? Eh, a gente tá nesse momento agora de ter que fazer
essa essa separação, eu acredito, principalmente para quem tá entrando na área. Eh, é fácil eu falar assim: "Ignora!" Porque eu ignoro totalmente, eh, mas eu sei que para quem para tá entrando a vontade de estar lá ouvindo, porque outras pessoas no grupo tá Falando, conheço gente, grupo de amigo, não sei o quê. Eu quero est dentro da rodinha. Eu diria que em alguns momentos da vida talvez seja necessário você caminhar pro lado ao contrário do que todo mundo tá caminhando, tá? É isso. Isso que esse é o recado. >> Legal. Na verdade, assim, eh, a
IA ela veio como uma ferramenta. Eu vejo ela desta forma. Ela é uma ferramenta para você usar, né, e tirar proveito dela para Facilitar o teu dia a dia, para agilizar um processo, mas ela é uma ferramenta, ela não veio para substituir, né? Não tem, não temos essa, essa pretensão. Pessoal, mais algum mais alguma algum questionamento? É isso então, Mateus, muito, muito obrigado pela sua disponibilidade, pelo seu comprometimento, pelas suas palavras, pela sua experiência, né? Tantas coisas que você comentou, que você falou, colocou. Eu acredito assim que vai ser muito útil pro pessoal que tá
tá saindo e também para quem já está na área, né, já tá atuando, tá no mercado, quem pretende, né, ir para fora, trabalhar em uma empresa, né, fora do país, enfim, alcançar, né, voos aí. Muito, muito obrigada. Foi maravilhoso a sua fala, foi excepcional. Valeu, muito >> obrigado a vocês pela oportunidade. Eh, eu vou deixar aqui alguns dos meus Contatos. Eh, vou fazer um convite já. Eh, deixa eu deixar aqui, ó. Deixei aqui, ã, tem meu e-mail, meu blog, onde eu escrevo alguns artigos. Eh, nem sempre, mas eu eu eh eh tento escrever algumas coisas
todo mês. E também tem a comunidade eh que é o Koda, que é uma comunidade aonde eu faço mentoria gratuita. Eh, então, toda semana a gente tem um encontro. Eh, hoje tem um grupo de quase 700 Pessoas que participam lá e é uma forma de eu contribuir paraa comunidade, é a minha forma de contribuição eh por tudo que já aconteceu na minha carreira. E então os conteúdos ficam eh todas as lives elas ficam gravadas em formato de treinamento. Vocês conseguem acessar lá todos os treinamentos que estão acontecendo. Eu faço essa mentoria desde 2023 e esse
ano especificamente eu resolvi criar um negócio mais oficial, eh, e dar A possibilidade de mais gente participar. Então, fica o convite para participar, é de graça, tá? A gente faz lives pelo menos de 2 horas toda semana. Eh, a gente fala de várias coisas, a gente fala de infraestrutura, eu trago assunto relacionado à carreira, como lidar com o síndrome do impostor, eh como trabalhar em questão de promoção, eh esse muito desses assuntos aqui que a gente falou hoje tá tá tá lá também. Hoje já existe aproximadamente aí eh quase 40 horas de de conteúdo gravado
e é um negócio que não se vai continuar lá, vocês podem >> a gente sempre se encontrando lá, tá bom? Legal. Ótimo. Valeu. Vou deixar eh depois eu coloco também na nossa os seus contatos e as eh pro pessoal eu já disponibilizo também no nosso material da disciplina da aula no CL. >> Legal. >> Legal. >> Obrigado mais uma vez, gente. >> Eu que agradeço, Mateus. Muito, muito obrigada aí. Valeu. >> Até mais. Até mais, pessoal. Então, eh, finalizamos, né, o nosso, o nosso encontro. Muito obrigado aí pela participação, por vocês estarem conosco nessa noite.
Eh, foi uma fala Muito proveitosa. O Mateus trouxe uma experiência, né, de quem tá atuando em uma grande empresa e quem tem uma visão eh mais abrangente, né? tem um olhar eh diferenciado, vamos dizer assim, pro mercado de trabalho, para aquilo que as empresas estão buscando, profissional que as empresas estão procurando agora, né? Então, eu acho que foi eh foi bem bem proveitosa essa nossa esse nosso encontro. Beleza? Muito obrigado pela Companhia e eh você já tem um material aí disponível eh no CL na nossa sala. Eu disponibilizei a playlist com os vídeos que eu
consegui inseri, alguns, como eu comentei lá, né? Eu não consegui colocar na playlist porque a forma como as configurações, né, de como ele foi colocado no YouTube, não permitiu que eu eh disponibilizasse ele a vocês, mas eu dei um feedback a todos, né, que encaminharam a atividades. Eh, tivemos ótimos trabalhos, eh, Trabalhos que podem render bastante frutos a vocês. Valeu, pessoal. Bom final de semana. Fiquem bem e a gente se vê daqui alguns dias. Até mais.