[Música] [Aplausos] [Música] O nosso tema é "Cultivar e Guardar". Vamos ler ali o texto: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e o guardar. " Esse texto fala da responsabilidade que Deus colocou sobre o homem no Jardim do Éden.
Certamente, a responsabilidade que Deus colocou sobre o homem não apenas está relacionada às responsabilidades circunstanciais do cuidado do Jardim, mas da sua vida por completo, da sua família, de tudo aquilo que, diante daquela situação, onde sempre Gênesis vai nos trazer: "Viu Deus que era tudo muito bom", ou seja, tudo era perfeito. E se tem uma coisa que eu sempre, às vezes, falo às pessoas que fazem uso, por exemplo, de uma declaração teológica sem conhecer teologicamente o que significa, é quando as pessoas dizem assim: "Eu tenho o direito de ser feliz, por isso eu tenho livre arbítrio para escolher. " E eu sempre digo: "Você não tem livre arbítrio.
" Só houve um homem que teve o livre arbítrio, foi Adão, que podia escolher entre o bem e o mal, e ele resolveu escolher o mal. A partir daí, todos os homens naturais, descendentes de Abraão, perderam o livre arbítrio. Por que o livre arbítrio?
É um árbitro que tem a possibilidade de julgar sem nenhuma influência os fatos, as realidades. Com a queda, nós perdemos a possibilidade de sermos juízes perfeitos da nossa própria causa, porque caímos; somos pecadores, somos seres corrompidos. O nosso desejo é sempre um desejo forjado por essa natureza caída.
Por isso, nós somos chamados, mais uma vez, ao resgate, ao restabelecimento da imagem daquele que nos criou em Cristo Jesus. Então, se você alguma vez fez uso desta palavra, você talvez agora compreenda que você não tem o livre arbítrio; você tem a livre escolha. A sua escolha é a sua escolha desse ser natural caído.
Então, faça. E nós somos chamados à vida cristã, nesse resgate, para que as nossas escolhas sejam aperfeiçoadas por aquilo que o Espírito Santo de Deus vai fazendo em nós, onde nós somos chamados à santificação, onde nós somos chamados para sermos santos. E com essa capacidade que vem de Deus, que é obra de Deus em nós, nós poderemos então fazer aquilo pelo qual também Adão foi chamado: para cultivar, para cuidar, para ter realmente uma vida que seja, sobretudo, para a glória de Deus.
Nós somos criados para isso. Ontem, quando o nosso irmão Fabrício falou e deu seu testemunho, eu resolvi também falar um pouquinho do meu testemunho, já que ele falou que ele é um filho adotivo. Eu também sou filho adotivo.
Meus pais não tiveram filhos; eu tenho um irmão também que foi adotado. Mas a minha história, na minha história, eu entendo como Deus faz as coisas tão bem. Deus trata da nossa história.
A sua história está nas mãos de Deus e, quando você tem essa consciência, tudo se torna mais fácil; isso torna a sua vida mais com sentido e razão. Eu fui adotado já antes mesmo de ter nascido. Os meus pais sanguíneos já tinham seis filhos e os meus pais adotivos não tinham nenhum.
Chegaram para os meus pais e falaram assim: "Vocês já têm seis filhos; nós não podemos ter nenhum. Nós gostaríamos de ter muitos filhos. E você, eu, já está grávida do sétimo.
Vocês não poderiam nos entregar o próximo filho para ser nosso filho? " É estranho, né, dentro do nosso contexto de hoje, mas essas coisas aconteceram. Então, eu sou o filho prometido, né.
Eu sou o filho prometido na barriga da minha mãe; eu já fui prometido, certo? E assim se sucedeu. Depois de 4 meses, já desmamado, eu fui entregue aos meus pais adotivos.
Só que o meu pai de sangue era irmão do meu pai [Música] adotivo. O meu pai passou a ser tio e o tio passou a ser pai, e os seis irmãos passaram a ser [Aplausos] primos. Que bagunça, né?
Bom, mas eu cresci sabendo disso. Meu pai diz que, quando me contou pela primeira vez isso, eu tinha 4 anos; foi assim, a primeira vez que eu fui entender, e disse que a minha reação foi de riso, completo riso, né, achando engraçado aquela situação, né. Mas tenha a certeza, e eu também creio que, assim como Fabrício, o conhecimento da adoção sempre vem com algumas perguntas, né?
Principalmente quando você não conhece, não pôde conhecer os seus pais. Não é o meu caso; é o caso do meu outro irmão. Mas o nosso relacionamento familiar continua sendo o mesmo, nos encontrando, né?
E as minhas tias e meus dois pais, né? Falavam assim: "Você já foi na casa do seu pai José? " Já.
"Ah, sua mãe é. . .
eita, tá bem, a sua mãe é Euci, né? " Então, eu digo assim que eu tive um pai, né, e um segundo pai, vamos dizer assim, de reserva, né. Mas o mais importante disso tudo não é nem isso.
Aqui, deixa eu contar um pouquinho dessa história familiar: ah, meu pai de sangue teve mais outros filhos, ao todo, 11 filhos, né? Dessas 11 crianças, não só eu fui criado fora da família, mas também um outro irmão; o terceiro irmão foi criado por uma tia porque ele tinha um problema, e logo cedo isso foi identificado. Isso trazia muito transtorno, né, para a família, que já tinha seis filhos, depois sete, oito, né?
Então, esse meu irmão também foi criado por uma tia que nunca se casou. Ele foi adotado, ou ele foi adotado sem nada formal; ele continuou tendo no documento o nome dos pais dele, e a tia solteira, nunca se casou, criou ele. Ela se casou, mas continua morando com ele e sempre foi a mãe dele.
Mas dos 11 filhos que meu pai de sangue teve, só dois foram criados fora do convívio da família. Aí está a coisa mais interessante: somente esses dois se entregaram a [Música] Jesus. A história de Deus.
Os meus outros irmãos, que eu conheço, que eu livrei já de todos os 11, quatro já faleceram, né? Somente nós dois: eu e Ezequias. Criado pela minha tia, Ezequias foi diácono, foi presbítero, né?
Faleceu aos 62 anos já. E essa é a realidade da história que Deus escreveu em alguém que foi filho e é filho prometido, prometido na essência, prometido em Cristo Jesus, né? Deus faz diferença na nossa vida, faz diferença na nossa família, né?
Eu gostaria, nessa manhã, de falar sobre uma pessoa, né? E é claro que essa pessoa é uma pessoa da Bíblia, né? Eu queria falar sobre Isaac.
Você conhece a história de Isaque, né? Se você foi à escola dominical, você conhece. Eu acho, né?
Isaque, aquele filho de Abraão, prometido também. Deus tinha prometido um filho a ele, já aos 90 anos. Foi mais.
Essa promessa estava difícil, né? Isaque ou Abraão resolveu então achar que tinha um outro meio para fazer com que essa promessa de Deus fosse cumprida, um filho que seria o filho da sua posteridade, de numerosa nação. Ele resolveu dar uma ajudinha para Deus e resolveu achar que um relacionamento com uma das suas servas poderia resolver.
Quando então, de Ágar, nasceu Ismael. Bom, Deus cumpriu a promessa, nasceu Isaque. E a promessa desde então já dizia que haveria uma grande divisão desses dois filhos.
É a história que nós vimos até os nossos dias. Bem, Isaac cresce e, como todo homem que cresce, um dia quer se casar, quer constituir uma família. E como que é diferente, as coisas são diferentes naquele tempo.
Naquele tempo, os pais escolhiam também as mulheres dos seus filhos. Você, abrindo em Gênesis, a partir do capítulo 24, vamos ler alguns trechos aqui. Diz que Isaque, ou melhor dizendo, no capítulo 21, né?
Abraão manda o seu servo mais velho à procura de uma esposa entre no meio da sua parentela. E esse servo vai à busca dessa mulher. Quando chega a um poço, ele teve como estratégia orar a Deus, dizendo: "Ó Senhor, que me guias".
Então, aquela que o Senhor me indicar, seja essa a mulher que eu levo para meu senhor. E feito isso, acontece que a primeira mulher que vem faz todo um ritual daquilo que ele tinha em mente: "Se ela me servir da água, se ela servir os meus camelos", né? E eu fico aqui pensando, né?
Se fosse nos dias de hoje, né? Se fosse. .
. será que ela ia, quem sabe, me servir, muito menos os meus camelos, né? Isso aconteceu e foi sendo confirmado de maneira clara, de tal maneira que Rebeca, essa mulher, passa a ser então a mulher de Isaque.
Aí no capítulo 24, então a partir do verso 63, diz assim: "Isaque saíra a orar no campo à tarde e levantou os seus olhos e olhou, e eis que os camelos vinham". Aqueles camelos que tinham sido alimentados ou decididos. Foi Rebeca.
Rebeca também levantou os seus olhos e viu a Isaque descer do camelo e disse ao servo: "Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? " E o servo disse: "Este é meu Senhor". Então tomou ela o véu e cobriu-se.
Esse foi o primeiro encontro de Rebeca com Isaque; não se conheciam. Mais à frente, no capítulo 25, versos 20 e 21: "Era Isaque de 40 anos quando tomou por esposa a Rebeca, filha de Betuel, o arameu de Padan-Arã, irmã de Labão, o arameu". Isaque orou ao Senhor por sua mulher porque ela era estéril.
E o Senhor lhe ouviu as orações e Rebeca, sua mulher, concebeu. Vejam nessa trajetória como Deus vai agindo na história desse homem. Aquilo que parecia tão difícil vai se concretizando passo a passo.
Mas a grande essência é a disposição desse homem sempre em colocar os seus anseios diante de Deus. Isaque era um menino de oração. Estou dizendo menino porque ele se casou aos 40 anos.
40 anos, para nós hoje, é uma idade bem avançada para um casamento, é claro. Mas, naqueles dias, não. Para quem vivia 120, 80 anos, como ele viveu, 40 era adolescente ainda, né?
Mas Deus vai agindo nessa história. Mais à frente, vamos pular mais um pouquinho. À frente, no capítulo 26, versos 7 a 11: "Perguntando-lhe os homens daquele lugar a respeito de sua mulher, disse: É minha irmã, pois temia dizer: É minha mulher, para que dizia ele consigo: Os homens do lugar não me matem por amor de Rebeca, porque era formosa de aparência".
Ora, tendo Isaque permanecido ali por muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhando da janela, viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher. Então Abimeleque chamou a Isaque e lhe disse: "É evidente que ela é tua esposa; como, pois, disseste: É minha irmã? " Respondeu-lhe Isaque: "Porque eu dizia: para que eu não morra por causa dela".
Disse Abimeleque: "Que isso que nos fizestes? Facilmente algum do povo teria abusado de tua mulher e tu atraído sobre nós grave delito". Apesar de ser um homem crente, de oração, de ter na sua história a experiência da provisão de Deus, Isaque era um homem cheio de medos.
E o pior: esse medo suscitou nele um grande problema, o problema da mentira. E essa não era uma atitude solitária, porque na mesma família Abraão também tinha passado por uma mesma experiência similar a essa de falar que Sara não era sua esposa, e era sua irmã. Veja como certos exemplos da vida de um pai podem influenciar a vida do seu filho, com certas atitudes nossas, tão sutis que a gente acha que nossos filhos não estão olhando para nós e reconhecendo em nós uma prática altamente nociva, mas que agora passa a ser assimilada quando nós.
. . Lemos esse texto de Gênesis que fala de cultivar e guardar.
Nós temos uma grande seara. Você pode ser um líder, pode ser um pastor, pode ser um presbítero, pode ser um diácono, pode ser o que você quiser no reino de serviço espiritual. Mas o primeiro campo que você tem espiritual é a sua família, aqueles com quem você dorme todos os dias, com quem você senta à mesa e come todos os dias.
Não seja negligente, não seja imprudente em achar que seus filhos não estão percebendo nada da sua frieza espiritual, do seu distanciamento de Deus, da sua falta de compromisso com Deus. Eles vão reproduzir aquilo que estão vendo em você. Isa passou por essa experiência e você conhece a história de Isaque, porque a história de Isaque é marcada, depois a seguir, justamente por aquilo que vai acontecer em famílias que têm mais de um filho.
Dois, três filhos sempre são um campo muitas vezes de batalha. Ninguém, porque os nossos filhos, como nós, também nascem com interesses, com certas discrepâncias, com certas preferências. E tantas vezes, os nossos filhos entram numa batalha dentro de casa.
Tantas vezes, a nossa luta pela vida, por busca de realizações e conquistas, começa dentro da nossa própria casa, dentro do nosso relacionamento familiar. Os nossos filhos começam a ter as suas primeiras brigas. Muitas vezes, a gente tem que agir, intervir, porque senão pode sair pancada, gritos.
E é interessante observar que isso também não foge à realidade de homens bíblicos, como nós vemos aqui na família de Isaque. E é claro que, mais uma vez, isso parece ser tão presente naqueles dias que Rebeca também era estéril. Isaque, então, ora para que Rebeca tenha filhos.
Depois de 20 anos, nasceram, então, Esaú e Jacó. Vinte anos. Todas as vezes que eu penso em tempos assim na Bíblia, eu estou pensando: 20 anos.
Se você tem 30 anos de idade, 20 anos é dois terços da sua vida. Se você tem 40, é metade da sua vida. Ele casou com 40; certamente, aos 60, foi que Rebeca foi se engravidar.
Vinte anos orando por um filho e, quando nascem esses filhos, gente boa demais! Gente boa demais! Um já de cara pegando o pé do outro, já de cara querendo aquilo.
Estranho pensar que um recém-nascido já tenha essa possibilidade, né? De estar pegando no pé do outro. Dois caras muito diferentes, porém as diferenças se evidenciaram no decorrer dos anos.
E se evidenciaram de que maneira? Por um outro problema, que muitas vezes a gente, como gente pecadora, faz. Seus pais começaram a ter preferência por filho.
Aquela velha e antiga frase do Professor Raimundo, que usava para aquele que respondia todas as perguntas: o que ele falava? Queria ter um filho assim, né? Aquela preferência.
Eu queria ter um filho assim. Isaque, acho que ele falou assim: queria ter um filho assim como Esaú, né? E teve!
A mãe também falou assim: "Ah, eu queria ter um filho assim como Jacó. " Esse é um grande problema quando nós temos os nossos embates dentro da nossa casa e começamos a agir com essa coisa de preferência diante dos nossos filhos. E eu queria continuar lendo um outro texto que está aqui no capítulo 27.
É um texto longo, mas eu não vou ler todo. Não são 46 versículos, mas diz assim: "Tendo-se envelhecido Isaque, já não podendo ver porque os olhos lhe enfraqueciam, chamou Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: Meu filho! Respondeu ele: Aqui estou.
Disse-lhe o pai: Estou velho e não sei o dia da minha morte. Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, sai ao campo e acampa; apanha, eu dizendo, apanha para mim alguma caça e faz-me uma comida saborosa como eu aprecio e traz para que eu coma e te abençoe antes que eu morra. " Rebeca esteve escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho, e foi-se ao campo para apanhar a caça e trazê-la.
Então, disse Rebeca a Jacó, seu filho. É interessante observar essa expressão, né? "Seu filho".
Eu penso que a realidade desse texto não estava falando apenas da referência de um filho, porque o outro texto, quando se refere a Esaú, também fala "Esaú, seu filho", se referindo a Isaque. Agora, pois filho meu, atende às minhas palavras como te ordeno. Isso Rebeca falando para Jacó.
"Vai ao rebanho, traz-me dois bons cabritos; deles farei uma saborosa comida para teu pai, como ele aprecia. Leva-as a teu pai para que coma e te abençoe antes que morra. " Disse Jacó a Rebeca, sua mãe: "Esaú, meu irmão, é homem cabeludo e eu, homem liso.
Dar-se ao caso de meu pai me palpar, e passarei a seus olhos por zombador; assim trarei sobre mim maldição e não bênção. " Respondeu-lhe a mãe: "Caia sobre mim essa maldição, meu filho; atende somente ao que eu te digo: vai e traz-os. " Aqui nós vemos até onde essa família chegou.
Ela chegou, especialmente na atitude dessa mãe, a ignorar os princípios da bênção de Deus. Quando nós ignoramos os princípios da bênção de Deus, nós só vamos colher o resultado dessa desobediência, deste ultraje. E ela tinha noção completa disso, porque quando ela diz assim: "Filho, fique tranquilo; se tiver maldição, que caia sobre mim," ela sabia dos resultados disso.
Ela sabia das consequências. Tantas e tantas vezes a gente às vezes age, sabendo que o resultado daquilo só pode dar ruim, mas a gente continua afirmando, dizendo: "Não, é por aqui que eu quero ir, porque aqui eu vou ter vantagens. " Como disse para vocês, a mentira sempre esteve presente nessa família.
A mentira, como se diz. . .
Ouve dizer: "tem pernas cultas". Meu pai dizia assim: "meu filho, encare a verdade de frente, porque a mentira pelas costas. O resultado é muito pior.
" A história de Isaac, por estar na Bíblia, às vezes nos parece sempre que os homens, os heróis da Bíblia, foram homens santos. Não é mesmo que a gente fala até desses "santos homens"? A palavra "santo" aqui não significa aquele que é perfeito, mas aquele que é separado.
Mas sobre a nossa percepção desses homens, tantas vezes nós achamos que eles eram perfeitos. Se a gente voltar desde Adão, a Bíblia só mostra homens pecadores. Quando Tiago escreve falando sobre Elias, ele tem uma expressão que me chama muita atenção: ele diz assim que Elias era homem semelhante a nós.
Não era um super-herói, não era alguém imbatível. Pelo contrário, quando a gente olha lá naquela grande batalha com os 400 sacerdotes de Baal, Jezabel querendo matar aquele homem, ele se apresenta. Nossa, que glória, né?
Coisa majestosa, que homem maravilhoso, que homem poderoso. Sair dali, o que ele foi fazer? Foi se esconder.
Foi se esconder porque uma mulher estava dizendo alguma coisa que não cabia bem na sua mente, no seu coração. Nós facilmente queremos fazer da nossa vida o retrato de alguns dos nossos heróis, dos nossos ídolos. E às vezes até você olha para alguém, alguém que você diz: "Nossa, esse aqui é digno realmente de confiança.
" Não se esqueça: todos nós somos homens pecadores. Não olhe para seu pastor, não olhe para os seus pastores, não olhe para os seus líderes, não olhe nem mesmo para seu pai, considerando que ele e nós todos somos pecadores. A história de Isaac é a história de um homem que tinha tudo para dar certo porque, primeiro, ele era um homem, filho de quem?
Do grande crente que a Bíblia chama de Abraão. Tinha uma boa referência, ele era herdeiro de uma grande fortuna. Abraão era um homem rico, ele era herdeiro de um futuro espiritual glorioso, porque, afinal de contas, quem recebeu a promessa de uma terra prometida foi seu pai.
A herança que ele tinha era muito boa e, como eu disse para vocês, ele era um homem crente, espiritual, dedicado à oração, temia a Deus. Aprendeu isso do seu pai. Seu pai já orava por uma mulher para ele e Deus foi fazendo esse caminho ser, aos seus olhos, perfeito.
Na verdade, às vezes, a gente tem consciência de que realmente as coisas acontecem na nossa vida na provisão de Deus e que enchem realmente a nossa história de itens que são positivos. A grande questão é que, nessa caminhada de Isaac, sua imprudência quanto às coisas espirituais da sua família arrisca todo esse projeto que parecia ser perfeito. A mentira, a indiferença, a preferência por um filho ou pelo outro, né?
Certamente o egoísmo esteve presente. Porque quando ele disse: "Ela é minha irmã", ele estava querendo assegurar o que era dele, sem considerar que aquilo que ele tinha recebido não era algo que ele tinha conquistado pelas suas capacidades, mas que Deus estava dando para ele. Alguém disse que quem planta egoísmo colhe só solidão.
Alguém que só olha para si tem como resultado andar sozinho. Outra coisa presente que parece ser natural é o medo. Medo de perder a mulher estava ali presente.
Claro que, quando nós lemos lá em Coríntios, Paulo diz que o verdadeiro amor lança fora o medo. O amor tudo sofre, tudo espera, tudo crê, tudo suporta, né? O medo de Isaac foi desamor à esposa.
Desceu de Deus para saber que aquela circunstância que ele achava que era perigosa continuava sendo ainda o lugar e a oportunidade de mais uma vez experimentar a provisão e o cuidado de Deus. A criação dos filhos de Isaac foi um desastre e o que nós então vemos acontecer na história não é apenas dessa família, mas dessa nação posteriormente, porque já que a promessa de Deus para a vida dos filhos de Isaac é que seria numerosa a posteridade, elas estavam divididas. Estavam divididas pela predileção, estavam divididas pelos maus exemplos, pela falta de sabedoria na criação dos seus filhos.
Onde, nessa criação, o que se semeou e o que se cultivou ali foi ciúme, competição, o ódio no coração dos filhos. Ou seja, eles lançaram no coração dos filhos o ciúme, a inveja, a disputa, a competição. Em vez de amigos e filhos que pudessem crescer juntos, eles eram concorrentes, rivais.
Você certamente já ouviu essa frase: "Nenhum sucesso na vida vale o fracasso de uma família. " Esaú, ao ver o seu lar vivendo de aparências, desprezou a Deus. Esaú passou a desprezar as coisas de Deus quando ele resolveu negociar, na sua fome, vindo depois cansado do campo, o direito de primogenitura.
Ele menosprezou os dons de Deus, ele vendeu o seu direito de primogenitura. Esaú percebeu que os seus pais viviam apenas uma coreografia de espiritualidade. Ele casou-se com mulheres pagãs.
Já viu aquele tipo de filho que faz birrinha pros pais? Ele faz tudo aquilo que é o contrário. Jacó também concretizou-se na figura do seu nascimento; concretizou-se no seu próprio nome: um enganador.
Dentro de casa, Jacó, movido pela vontade inflexível da sua mãe, enganou seu próprio pai, seu velho pai. Mentiu forjando sua identidade, passou-se por Esaú, blasfemou contra Deus e deu um beijo de mentira em seu pai. Ele aprendeu com quem, ou pelo menos teve esse impulso fortalecido por quem?
Pela sua mãe. E daí pra frente viveu como um suplantador, como um enganador. O que Isaac colheu foram tristes resultados da sua imprudência.
Resultados que parecem, às vezes, não ter nenhuma importância. Dizem-se que as sequóias na Califórnia são grandes árvores, são as maiores árvores do mundo. Elas são derrubadas por pequenos besouros que se acumulam nela.
O nome Isac significa riso, mas nunca mais Isaque teve motivo para rir. Em certo sentido, ele perdeu os seus dois filhos em um único dia. Um saiu de casa fugido; o outro saiu para vingar-se dos seus pais, punindo a si mesmo.
Esaú, esse filho primogênito, perdeu o respeito pela mãe, ficou revoltado, amargo e desgostou-se com seu lar. Passou a alimentar um ódio assassino pelo seu irmão. Rebeca armou uma guerra dentro da sua própria casa, vendo os seus filhos como inimigos.
Jacó precisou fugir de casa, saiu como mentiroso, como traidor, como embusteiro. Saiu com a consciência culpada, deixando um pai enganado, um irmão traído e uma mãe protetora fracassada. Ela, ainda nesse trágico plano de passar para o seu filho predileto a bênção, disse: "Você pode fugir.
Pode ir. Passe um tempo lá na casa do meu irmão Labão e depois você volta. " Ela não viu seu filho voltar para casa; morreu antes que ele voltasse, porque ele passou um pouquinho mais de 20 anos para poder voltar.
Você se lembra, né? Trabalhou 7 anos, enganado também pelo cunhado. Depois, teve que trabalhar mais sete por quem ele amava, teve que trabalhar mais sete para poder se restabelecer e voltar para a terra.
Eu queria concluir aqui pensando em algumas coisas. Como homem, o que você tem cultivado e guardado para o seu futuro e o de sua família? Nós vivemos num mundo muito competitivo.
A vida é uma eterna competição e, nos nossos dias, isso parece muito mais evidente. A gente estava até na mesa de hoje falando assim: "A gente vive numa cidade onde podemos fazer coisas que quem vive em São Paulo não faz. " A gente sai de casa para ir a um lugar em Anápolis; dependendo da distância, em 5, 10 ou 20 minutos você está ali, onde a realidade, o custo de vida, é bem menor do que morar em Brasília ou em São Paulo.
Mas, mesmo assim, nós vivemos numa eterna busca competitiva por mercado de trabalho, por funções, por melhores salários. O grande risco disso tudo é que, tantas vezes, passamos a ser engolidos por esse desejo, no afã de ter a famosa "quilo que nós chamamos", o que vamos deixar para os nossos filhos? O que vamos deixar para a nossa família?
Esse tem sido um grande risco para a família moderna nos nossos dias: gente crente, gente que ora, gente que entende que, espiritualmente, foi resgatada por Jesus. Mas nós entramos nessa roda, nessa engrenagem. Toda a família de Isaque sofreu as consequências da imprudência, tanto de Isaque quanto da sua esposa.
Um casal que começou bem, mas não soube resolver os assuntos familiares com sabedoria. Isaac ficou só envergonhado, sem sorriso, um grande descuidado como pai espiritual dos seus filhos. Rebeca perdeu o seu filho predileto, perdeu respeito pelo outro, traiu seu marido e não levou Deus a sério.
Certamente, essas posições que eu já lhes disse são uma trajetória que, tantas vezes, a gente só enxerga quando a casa já desabou. Às vezes, a gente vê os trincos das paredes da nossa casa nesse sentido, mas a gente quer apenas dar uma tapadinha, dar um jeitinho. E, às vezes, esse jeitinho parece ser aquelas coisas: "Ah, não vamos pra igreja, né?
Vamos participar desse encontro? " Vamos, mas as coisas continuam dizendo que os fundamentos estão rompidos, que os fundamentos estão comprometidos. A gente tem sempre um costume que perguntamos quando encontramos alguém: "Como você tá?
" "Ô, tô bem. " A pergunta que a gente faz é uma pergunta retórica. Ela não é uma pergunta de fato que desce e vai às profundezas do nosso coração ou da nossa percepção.
É o nosso cumprimento, que é o mais falso que a gente tem, porque, na verdade, eu não quero saber como você está. Eu não quero nem mesmo pensar que você vai dizer alguma coisa verdadeira e séria sobre a sua situação, porque, se você disser, eu vou ficar constrangido em dizer assim: "E agora, o que eu faço? " Se você diz: "P, você vai bem?
" Tudo bem; ele falou: "Vou bem. " Não, mas tô com um problemão lá em casa. .
. [Música] Eu acho que você, assim, deveria ter passado por outro lugar, deveria ter passado por outro lugar. Porque, se você for verdadeiro, você vai ter que ter atitude; você não vai poder ficar mudo, né?
"Tá bom, tchau. " Porque, se há transparência, se há amor comprometido, se há fidelidade, certamente vai haver uma desordem no seu coração sobre essa realidade. E eu penso que todas as vezes que o nosso coração entra numa desordem, é um bom sinal.
Não é um mau sinal; é um bom sinal, porque pode ser a porta e a oportunidade que Deus está te falando ao seu coração para você, pelo menos, ser verdadeiro. Você faz essa pergunta retórica para os seus filhos. A gente falou de adoção, né?
Somos filhos adotivos, mas eu pensei que nós precisamos trocar um pouco. Nós precisamos ser pais adotivos, pais espirituais adotivos. Não é que seu filho não é filho do seu sangue, mas é a sua compreensão sobre a realidade espiritual que você tem, porque Deus te chamou para isso.
Deus tem te conduzido a isso. Deus tem te feito crescer espiritualmente para que você seja um pai adotivo, que você adote filhos espirituais, para que a sua pergunta "Vai tudo bem? " tenha sentido, onde você possa penetrar e ir mais longe do que apenas essa pergunta e uma resposta furtiva dessa realidade.
Talvez a gente tenha que começar exercitando isso dentro de casa, porque, às vezes, quando falamos sobre essa realidade de pais espirituais, a gente pensa muito voltado para fora: "Ah, lá na igreja, vou fazer um discípulo. " A igreja ou o lar, a sua família, é o primeiro. Campo que você tem espiritual para você operar, para você viver, para você dar o seu testemunho, para você fazer com que aquilo que Deus realmente colocou no seu coração seja verdadeiro.
E a gente é muito mais, eh, quando se confrontado a essa realidade dentro da nossa própria casa. Lá fora a gente dá uma maquiada, a gente tem pouco tempo, a gente não dorme junto, a gente não acorda junto, a gente não ronca junto, né? Certamente, esse é o grande desafio.
Na verdade, nós precisamos urgentemente de um avivamento espiritual onde a gente consagre hoje a nossa vida ao Senhor, fazendo com que essa nossa consagração seja o motivo de bênção profunda para as nossas famílias, para a nossa casa, o seu trabalho, com quem você conversa, com quem você fala. Talvez você precise olhar para os seus filhos, não sob a perspectiva que Deus os deu, para que você possa ver neles aquilo que você gostaria de ser. Tem muitos pais que olham para os seus filhos com essa perspectiva; se projetam neles: "Hum, eu queria ser um profissional assim, então vou falar com meu filho para estudar e por esse caminho aqui.
" Olhe para os seus filhos como alguém que Deus os consagrou, para que você fosse seus pais verdadeiramente espirituais, que você fosse seus guias. [Música] Nem tudo está perdido! Nem tudo está perdido!
A história de Jacó e Esaú, depois que eles rompem ali, como eu disse para vocês, se passaram um pouco mais de 20 anos. Eles se encontraram, se reencontraram, ainda que o mal já estivesse feito, a bagunça já estivesse pronta. Rebeca não viu mais seu filho, o pai já estava muito velho para se alegrar nessa restauração.
Sempre é tempo, sempre há oportunidade para que um dia você se sinta assim: "Quantos anos eu perdi? Quanto tempo joguei fora? Quantas vezes, quantas oportunidades eu perdi?
" Peça e ore a Deus para que você enxergue um caminho perfeito, não o caminho que você quer construir pelos seus ideais. Tantas vezes nessa engrenagem da competição, de vencer o mundo, tendo coisas, construindo palácios, mas tendo a sua casa, a sua família destruída. Cultivar e guardar, essa é a grande responsabilidade de Deus.
Adão, ao Adão que é você, todos somos. A Bíblia diz assim: "Assim como o primeiro Adão," né? Ele falou do segundo.
É só nesse segundo que a gente consegue fazer com que esse Adão caído, corrompido, realmente seja resgatado, restaurando a imagem e semelhança do seu Criador. Ore, peça a Deus para que você realmente possa enxergar e que realmente a sua vida seja agradável aos olhos de Deus. Isso será bênção para a sua vida, será bênção para sua posteridade.
A sua cabeça! Vamos orar! Ó Deus, muito obrigado por nos trazer aqui esses dias.
Têm sido dias tão prazerosos nesse lugar que é sempre tão, tão bem visto, onde o nosso coração, sobretudo, tem sido e tem tido a oportunidade de ser tocado pelo Senhor. E, mais uma vez, nós pedimos que o Senhor venha tocar os nossos corações. Ao percebermos a estrada, o caminho que temos andado, nós queremos pedir que, antes de tudo, o Teu Espírito nos envolva, abrindo os nossos olhos, escancarando os nossos ouvidos à Tua palavra e sendo guiados por esse Espírito que habita em nós, para que nós realmente possamos enxergar a vida sob o prisma, sob a óptica celestial, a óptica com a qual o Senhor nos enxerga, com os propósitos que o Senhor tem para nossa vida e não segundo os nossos próprios.
Pedimos a graça do Senhor de olhar e poder olhar ao nosso redor: para nossa família, para nossa esposa, para os nossos filhos, para os nossos familiares e até mesmo para aqueles com quem convivemos, como alguém que temos responsabilidade espiritual sobre a vida deles. O Senhor nos abençoe a voltarmos para as nossas casas, movidos nesses dias todos pela Palavra do Senhor. Nós possamos trilhar um novo caminho, uma nova direção, convertidos ao Senhor e compromissados com o Senhor.
Renova e dá que a bênção do Senhor nos acompanhe todos os dias das nossas vidas. Em nome de Jesus, amém! [Música] [Aplausos] [Música] Eh.