E aí G1 E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] oi para mim E aí E aí E aí E aí E aí Oi [Música] Carol terça-feira e quinta-feira vinha vagão de louco da cama e eu não tenho nada diferente só no vagão de louco escrito Vagão para louco não tinha sido Manaus a banda de fora se inscrito quer dizer que aquilo ali não tinha Passageiro não podia ir lá eu
trabalhei numa situação chamador Eliane moram lá coitado exótico que chegava à sede da manhã e sai às sete da noite nessa estação bom então os coitados sofria temos que chorar ou te pegava marmita de comida o nosso tinha um restaurante que fornece a boia Para ele para qualquer um lá e às vezes comia era como os áudios com Bia tu modo muito esquisito coco igual pouco Lina fosse assim né Eu já vi vovó polícia Jundiá com louco essas coisas assim mas tinha policial sabem que era muito mal muito mal você policial o dinheiro dele não
dava para ele comprar por louco ele a bóia dele é Diogo louco lá assim coitado que vinha para cá para o hospício aí E dava gosto ser conversar com vir você tem que conversar bem direitinho já outro e cantava muita gente falando que tinha muito nem loucura e quer dizer bebi um escondida não faz uma besteira a política ou algum indício empurrar ele como louco autoridade a e daqui aqui é pro hospício e é o que eu pensava era o seguinte eles ia sofrer mas ser um recurso Eu acho que é uma missão muito difícil
é quem cuida lá o Jumbo e já 5.000 pacientes Quando entrei aqui na época toda quarta-feira chegava um ônibus entupido de paciência imitando tendo diarreia urinado do Hospital Raul Soares porque a polícia militar polícia de rola de Belo Horizonte eu não sei qual o tipo de polícia pegava todas as pessoas que Estão perambulando na rodoviária por lá e fiel dentro falou Soares Raul Soares tocava para gente dele sem nome sem nada e aqui tem muito paciente que os hospitais mandavam porque era fácil o diretor a médico todos tinham hospital que a fonte de renda excelente
né excelente mesmo que doido não tinha coisa melhor para dar dinheiro e colocar uma data que dava tá dando trabalho para cá aquela depósito sempre foi depósito sempre E a minha mãe quando entrou aqui ela fez através de político a política de Barbacena chegar lá perto do política eu quero trabalhar no colônia ele tava uma caixa e entregar para o diretor o diretor fazer uma análise e no outro dia tava trabalhando não tinha que ter profissão não saber ler nem escrever basta saber distribuir a alimentação lavá-los os Corredor da mãe nos paciente entendeu distribuir a
medicação e as medicação era um comprimido rosa e Uma azul e era redol e fez negão parece o Diazepam os nomes simplesmente explicaram para ela se faz a ronda se tiver gritando batendo você dá os dois juntos se ele tiver cantando te importo nome da o rosa não sabe em tornar conhecida a medicação na época o pessoal da colônia pelo pela honra E aí E aí e o final do século 19 em Barbacena Marcado um mito que se criou na cidade do Brasil com todo de que aqui havia um clima muito especial e uma Serrano
ele era o oposto daquele momento que o Rio de Janeiro eu tive com uma cidade em salubre das grandes febres as grandes epidemias então de certa forma a elite do Rio de Janeiro que é a capital do Brasil então começa a descobrir em Barbacena um lugar para se tratar e não é só das doenças respiratórias Das doenças clínicas a as chamadas doenças nervosas começam a ter espaço no antigo Sanatório que é uma central do hospital colônia o antigo Sanatório que funcionava nos prédios que hoje compreendem a assistência aos alienados ele é um lugar de muito
Requinte com os talheres de prata com o menu muito charmoso todo o francês ele tem uma linha de trem exclusiva para atender essa clientela que chega a mesma linha que depois vai ser comparada com as Linhas que os nazistas usavam para o complexo de Auschwitz então é uma história paradoxal ela começa com o Requinte de um par de luxo para pessoas ricas que depois foi adquirido pelo governo do estado de Minas Gerais e ao longo do século 20 se transformou para o Terrível Hospital colônia de Barbacena em e quando eu tiver acesso às fotos feitas
dentro desse hospital em 1961 pelo Luiz Alfredo eu fiquei tão impactada que eu não vi nenhuma daquelas fotos no hospital Todas aquelas imagens que remetiam a um campo de concentração e o fato de a minha geração não sabe nada sobre essa história me deixou muito indignada como é que uma história como essa como é que é uma das maiores tragédias do Brasil acontece em diante dos nossos olhos e a gente não sabe nada sobre isso G1 E eu descobri que o Brasil desconheci uma dessas piores tragédias em E aí E aí e a gente tinha
que botar o paciente na minha sol eu volto lá o nome procedence às vezes eu passava três quatro lá em cima às vezes quando eu pegava para mim também eu achava e levava Se achava o que acharmos defunto lá foi morrendo assim outras a outra Mateus a última ter Outra tinha plantão de passar cinco paciente morto trazer a vela na bolsa trabalhar 24 horas aí eu trazia vela para botar na mão das pacientes morrer de noite não tinha um nós fizemos enfermaria lá embaixo no fundo do Crispim de um quarto sobrando lá aí você vai
ser Maria ali para ver se são lavar alguma coisa né a gente trazia leite de casa fazia leite em pó tentava colocar na boca mas já tava no estado é muito ruim mesmo de repente mas houve Uma canja Branca rala ser de servir com a caneca nos pratos de alumínio aí foi acabando foi acabando acabando até chegar no ponto que Aquela quantidade paciente morreu por falta de alimentação da enfermagem aqui não tinha nada né tinha nada tinha aquela bacia ali ó o chamava de bacia fervedeira que você vivia a seringa de seria para todo mundo
aqui é uma injeção chamada benerva que um complexo B enfiava uma que cabia na seringa 10 São Por DB Neve tudo uma agulha desse tamanho e aplicando paciente paciente gosto de descartável antigamente não era né era isso que tinha lá embaixo departamento de Ti em um funcionário que ele era guarda emprestado da Polícia Civil eu e ele ficava com a arma que ele achava que era a polícia que deram um bom então muitas vezes ele puxar lá para mim ele puxar o paciente ele os remédios se punha tudo dentro de uma caixa de papelão ele
olhava para casa do paciente Esse aqui que eu vou dar você fica eu vou dar ver se aqui que eu vou dar paciente não quisesse ele ameaçava com a arma Esse é um médico para três pavilhões ele chegava na portaria da do Pavilhão para novos funcionários e aplicar vá e a medicação crescer aplicar tinha Pavilhão igual o Crispim quero horror dos Horrores 400 pacientes homens de uma grade fechando tudo violentos aí medicação está centrais pulava em cima De todo mundo nessa época eu não via comprimido no dia não ajudava o xarope aí que o do
farmacêutico fazia daí o eletrochoque O que é muito usado e aquelas não muito agressiva muito violência que não tinha resposta que não tinha as medicações item hoje em dia dava eletrochoque que eu com sinal fiz muito eletrochoque bastante não tinha outra coisa últimas ainda imprimido recuperava mais achei que não dava com anestesia na época mas Eu fiz bastante a e eu Doutor secar fazer uma duas essa semana mas os pacientes segurava direitinho acalmava paciente dava carinho para eles e eu comi no mínimo para dar o EletroShopping muito e a gente conhecer na cama mais de
40 pacientes sabe eu ficar com tristeza porque eles viam ouvir o outro terno e as coisas né mas a gente mandar vir fazer uma oração conversava com eles e tudo eu que sou a vapor de cinco em cinco o médico vinha Passava as voltagem aí era um aparelho quadrado assim com 22 negocinho que por aqui na terra aqui na fonte né Aí você ligava o aparelho lá na parede ou não Eletricidade aí ele já passava a vontade já do tanto que o médico mandou aí você tinha que ter uma vaselina com um pouquinho de água
de sal você passar por eletrochoque pegar então ele dava que aquele aquela crise forte sim sabe a gente põe um pano na boca Assim já tinha As Bruxinhas já tirava pronta ali pera já tava tudo pronto você botava a buchinha na boca para não morder a língua e segurava duas três pessoas segurando porque ela debate muito e eu tinha favor Ah mas você é aplicável Eletrosom eu não aplicável ajudava né segurava né bom era o finalidade é terapêutica né Mas de repente aparecia às vezes é um imprevisto né paciente às vezes né fazia umas Histórias
sujas e às vezes era tomava eletrochoque E aí a TV aguento siquiatra foi quando eu vi a cena escrever a minha vergonha de CG força psiquiatras 11 e ver o que é possível fazer com outro e as impressões eram as piores possíveis porque o cheiro E a pobreza eu sou que existia Fala aí que existia todos eram andarilhos por muitos Andarilho a coisa interessante né pessoa ficar andando de volta em si mesmo nas horas e horas e tudo isso era natural Tudo isso fazia parte do E aí uma das coisas mais impressionantes Dessa história é
situação dos meninos de Oliveira Exatamente porque eles tinham ao contrário dos pacientes do Hospital colônia eles tinham algum tipo de deficiência física ou mental e os pais sentiam vergonha desses filhos e encaminhava esses filhos para um depósito de criança chamada hospital de Oliveira E aí quando esse hospital Fast esses meninos eles acabam mudando de depósito e acabam sendo encaminhados então pro hospital colônia no início da Década de 70 veio mais de 100 criança acho 140 crianças para cá vem um achei hein nós temos três funcionários pega que o filho é seu paciente se queixa de
não pega conseguir pegar passar duas três pessoas todos com alguma deficiência física nem falava é para isso que tinha que ir o tempo pavilhão de criança a FM na escada eu ficava lá a gente tomar injeção de impugnar o corpo de Alencar Todo torto assim tá tudo aí fazia força para descer o braço assim não conseguia doer muito para chocar vai ficar no pátio para pelado tá na Serra Pelada também jogava a água na tela e ficar dentro d'água na serra capanha lá e ele firmeza bater a gente já Você é da onde passam dirigindo
vai do tio Ah tá eu tô em casa não tem Paulinha meu pai do tio O que eu ainda pequena assim eu fui lá em Brasília não vi ele mais mãe a morreu quando era neném morreu fiquei com 12 Você tá com quantos anos eu não sei mais não E aí é que fica minha mãe até na idade de cinco anos ela tem problema de tuberculose na época não tinha cura doença erradicada ela morreu e depois Que ela morreu Você ficou com quem que a minha madrinha ela tá fazendo bagunça ela não carteiro ela me
mandou para cá em Portugal não mas eu ajudar vai segurar que esse pessoal quer tomar choque mas acho que uma vez se passar para gente tá em Ok botava na cabeça de ligado aí naquele estalo aí a pessoa assustada confu a intensidade foco passava para a gente Essa é a fase meio triste contato de sabe Eu tô bem onde que é é né ai ai a venda de 500 a Mega vai quê que tem eu fui treinar lá na fhemig mas eu tomei atacando entortar E o bebê morrer é Ué tô M trabalha na frente
batia na frente lá me trabalhar na frente lá para o Zé na tela também já tinha até a Burger Puzzle desenho da serra pelada sem roupa sem nada Ó e vá de decadente à toa eu não faria nem assinar nem nada e eu fazia faxina todo dia era brigada fazer para assinar um vídeo aí ele me indicou na vendê-la xingava dentro e a meu pai ventoinha orar o meu pai entendeu e orar e ninguém vive me visitar né que Mira a ninguém e eu tô com saudade do meu pai teu hoje E aí [Música] E
aí Oi lindo [Música] E aí E aí E aí E aí E aí é crescente a E aí e eu tô sentindo aqui é todo arrepiado Talvez seja alguma coisa que não depende do opção consciente né mas devia ser alguma portaria eu não tenho memória mas é 35 anos né Essas coisas elas têm uma memória muito elas Estão guardadas no espaço muito escondido na mente da gente entende elas elas têm uma relação muito com dor com sensibilidade eu fiquei aqui por volta de quatro horas com um grupo de médicos e aqui né aqui não das
crianças e a Talvez fosse a coisa das Crianças mas não tinha esse essa cerca Eu Acredito nisso viu ele falando que as crianças estavam elas estavam pode criar aqueles normalmente é mais Elas ficavam quietinha né não movimentavam tem até uma foto de uma que tá bem na posição fetal que eu fiz não foi que eu fiz por cima é uma situação de defesa que eu achava que Era a única maneira de se defender da situação que tava ela apertou o povo as mãos tinha um menininho também que esse foi muito forte também eu não lembro
onde que foi que eu fiz a foto que ele eu lembro que hora que eu cheguei perto e levantou o bracinho eu sou o moço você quer ser meu pai Esse foi fácil pois a mãozinha assim chorou e a foto é uma das fotos que você se Lisa muitas pessoas quando vê o choro dele E é procurando um pai naquele lugar ali né E aí eu era criança a minha família internou eu criança assim Oliveira pelo dei alguma trilha assim não tinha remédio para levar no médico aí me internou gestão tinha cara de ação grossa
desse tamanho assim daquela de ação grossa na gente de peregrinar choque Cadê o só Tomar e paciente morrendo Pintadinha sim e nós já passou fome também isso já para Liberdade quem para ele é verdade nessa castigo nós ia lá no mato para pegar capim de lixo cheio de formiga para votar no colchão ela se um colchão era um colchão assim de plano Amanda fazer remédio da assim assim e botar na cama para a gente dormir mas o visto tudo mor dentro a gente mordendo a gente para unir o maior dela gente e ninguém apareceu mas
eu tinha saudade Da família que a sua aí como é a família só ele já sonhei com minha o meu minha mãe acende tu ia na rua assim que Mãe me dá um copo d'água aí ele falou assim não que entra dentro de casa se não mas quero só um copo d'água aí ela me dar um copo d'água beleza que eu fico triste no meu quarto saudade não é com fazer não posso fazer nada não tem nada que minha família e que nada nem que eu não posso nem falar mais nada Disso não gosto não
se não se você tinha família e é como se a memória deles afetiva tivesse parado no momento do abandono eles estão é costume sido congelado ali no momento do abandono quando os pais deixam eles ali nunca mais voltam quando Sobreviventes puderam falar é impressionante o impacto que isso teve é dentro do Brasil quantas pessoas se sentiram envergonhados pelo tratamento que durante décadas e Décadas foi oferecido para pessoas consideradas indesejáveis sociais a forma indigna que o estado brasileiro e que a sociedade brasileira trata e tratou essas pessoas é uma herança que nos envergonha E aí É
nesse espaço aqui era um trajeto o nosso de menino né que nossa atravessava imprimir as locomotiva e Zé comicon Menino não tem nada na cabeça marrom Vamos lá ferme qui vamos assistência chamava assistência na época vamos para assistência a vamos passar para nós doentes vamo aí subiu no muro tava olhando mas não é não né hoje assim dá até dó na alma mas era muita gente mesmo e era com se vocês vão tá se muitos frangos né muitos frangos muito paciente tinha uns normal se a música é normal e esse ficavam dentro do recipiente lá
nesse quadrado esses eram batia bem mesmo não tinha sentido de nada mas Tinha uns é o normal rapaz tem uns que é normal conversar com a gente assim só que às vezes vinha de longe né às vezes vinha de longe e a família lá Cunha aqui largava por aqui morria E aí ia é tudo aberto né entrava e ia para o campo jogar bola então era uma nosso o nosso dia a dia né na rua memória hoje tinha um rapaz que ele era internado e tinha Abismo Rio alguns doentes que que ele fazia para unha
tudo uma carrocinha de uma calcinha de Ferro e que os doentes ali às vezes ele passava na rua da minha casa então eu abrir para nós ver que os Fundos aí Abrir macios de fundo fechado né ele subia com a queda de Frutal e te a dia que nós corri atrás também da carrocinha e nós ia até no cemitério para ver ele jogar o defunto mas um buraco grande no gravar cinco seis sete pronto acabou sem acham sem nada islote caixão não entendeu então para nossa comum né é igual hoje você vê carro na rua
e fica Admirada E hoje é onde é um do cemitério que sofre está desativar [Música] E aí [Música] e se você cavar que você vai encontrar ossos e ossos aí né [Música] o cemitério era uma cultura de que as Pessoas não poderiam ser sepultados juntos dos chamados normais né os Suicidas assim como os negros e também os loucos tinha que ter um local para sepultamento em um pouco depois da criação do hospital os 1903 é já se fazia sepultamento no cemitério de Cascalho depois Cemitério da Paz foi dado nove esse velho é criado praticamente junto
com a criação do hospital e os copos vinham num caixão Provisado e que julgava e levava o caso de volta era enterrado tanto sua se nós somos aqui sobre ossos entendeu seja pelo volume de pessoas que foram sepultados aqui então somos a qualquer momento você vai encontrar ossos humanos aqui no hospital onde se tem relato que na época de frio chegava morrer 60 pacientes porque eles amontoavam Protegendo o outro há uns protegendo-os de baixo que que morreu asfixiado chegou um ponto que O hospital tinha que teve que criar duas enfermarias de intercorrência Clínica humano departamento
a e outro não tem apartamento B e ele deixa isso aqui antecâmara da morte é E aí E aí eu ainda diretor chego a os moradores vizinhos começava a queixar do do cheiro seja então percebemos que a terra já não tava absorvendo a quantidade de mortos então nós resolvemos encerrar o contrato E ele não mais permitiria o sepultamento de pessoas aqui nessa instituição é muito estranho você imaginar o hospital que já tinha acoplado a ele no cemitério porque a expectativa do hospital não era curar ela levar essa vida até onde fosse possível para finalmente sepultado
no primeiro momento do hospital as coisas funcionaram de uma forma diferente ele cumpriu o papel baseado na medicina francesa pelo menos até a década de 30 é onde eu sempre afirmo que a partir do Estado novo o regime forte né as coisas começam a complicar dentro a família quando internada ela não queria saber né Tem história né de famílias que internavam e mudavam de endereço ou de cidade para não receber ou não ter comunicado sua senha então morria você não tinha como Assis comunicar com a família e quando que obrigava a família não tinha condições
de vir buscar o corpo muitas vezes eram sede das faculdades e E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] o Max descobrir o que eu nasci criei como A Day to the hospital que eu entendo de Justin hospício do hospital Colour mais do que o hospital mesmo [Música] qualquer a função do relações públicas relações públicas atendimento Aos familiares que ia lá visitar os detentos né e eu tinha um relacionamento de coisas da secretária e era aqui na ala feminina e aqui embaixo era o hospital da área de masculina então é a família me procurava
eu ficava chamava outras enfermeiras que tem que saber que ficou o Pavilhão que a Pessoa da família também internada né é a senhora minha função existe assim pessoas que interessavam vi visitar sua amiga mas em muitos casos por exemplo que as pessoas não é nada aí de coisa tanto é que faleceu como ele cava falecimento eles não não sei como é fez a como é a procura para para para para E aí e a o cardápio para essa sua acuidade era Enorme né bom então eu só tende a faculdade precisava era eu morri cardíaca para
cima pegava cobertor quatro eu e mais três pacientes quando o cobertor que nem uma marca a gente não tinha não Aí fui lá em cima com Majin aos corpos lá toda assim não chamo assim como procedência contudo pode se vocês tavam morto lá já esperando ele vir buscar aí chegava às vezes não tinha condição própria para vir buscar levava aquele jeito mesmo a gente ouvia Caíram dentro daquela casa sou igual pedra era jogando lá pois tampa com uma lona e moro né ninguém eu tinha um relacionamento se comunicar com os familiares né quando eles não
não se manifestavam interesse de liquidificar o cadáver Que coisa né e quando tinha cadáver disponível GC dia para se cuidar e esses cadáveres eles eram cedidos ou eram vendidos na hora era sentidos na vedismo a gente se viu o Documentos inclusive livros de registro que tem um preço de cada peça anatômica o preço é só sabe alguma coisa sobre isso não sei eu não sei não como é que saída do siate Social e eu só recebi a hora do diretor diretor eu passava por clarido que o preparador eu me a secretária fazia nada disso nada
de dia E aí [Música] a faculdade de medicina de Valença Fialho tá o seu nome que essa letra é sua essa letra do Senhor E aí [Música] E aí e essa questão da venda dos corpos que que é o fato já do final dos anos 70 ele é o essa alteração de uma sequência de os caminhos que esqueci lugar vai ter ela ao longo da Sua história quanto menos Hospital ele fica e mais pressão e mais reclusão e mais depósito de gente mais margem para essas coisas que hoje a gente percebe como Absurdos se dá
para acontecer um E aí e eu paguei muito bonito sem os programas mais antigos da da do hospital é o problema Eu não tô em casa né é um colonial de de respeito que nunca ficam que faz para virar um desse aqui muito perfeito esse aqui é hoje é aonde tá Está funcionando a cozinha e foi tirado o telhado e reformado para cozinha e da Montana Ferragens para fazer preencher o concreto é um é o João Preto paciente ta vendo tô sem paciência tá esse aqui da possível com força com paciente Esse é o paciente
que tomava conta dos porcos lá na possível é um paciente que inclusive ele morava em um quartinho dele de um chuveiro dele Cidade esse carro aí ele falar tranquilo e eu vivi muito dentro do hospital por de contato com a minha família lá dentro eu ia muito né andava lá dentro tinha regalia dentro do hospital Então tava lá no conversava com os pacientes ta diz paciente ele para mim era normal é porque os pacientes eles não agride e ninguém os pacientes educado conversa ele precisava de afeto nessa conversarem da os pacientes do Hospital colônia na
Época eles eram eles viam da Olaria fazer tijolo eu frequentava curva ali porque a minha pai era um chefe tá porque ela para ele tem uns que até dormia à noite né para ter tem que vai fazer o fogo no forno né que as forno para queimar o tijolo então eles eles aqui é olhar vez paciente do tempo que eu vivia lá dentro lá tinha 280 300 paciente cada dois funcionários que trabalhava à noite inteiro olhando eles quiser não era lá coisa eu todo Mundo paciente pegar um um cobertor e arrancar capim para fazer os
colchão preciso dormir eles mesmos fazer o colchão desse costurar e dava os pontos entendeu eu consciente como diz o doutor e o paciente paciente psiquiátrico ele precisa fundio cigarro e comida E aí o incomodava verdes assim com Adapt eu entrava no pratos para tirar paciente Para trabalhar é mas de 69 para cá tá eu entrava lá para eu já era chefe de obra na vida então eu tirava em troca de um pão maço de cigarro e eu sair para trabalhar até garrafa na minha mão para Sai tá e os pacientes da colônia o som era
bom saia para prestar serviços ao município só calça Rua que afinal Rua Prefeito antes e muitos diretor do hospital levava paciente também para ajudar nas construções da casa deles que estava Fazendo e levava esse paciente para ser pedreiro servente pedreiro mas eu não tinha pagamento Tá eu tinha condições de mordomia de sair do pátio e ganha um maxiga que eu passava aqui no seu casario e pegar o pacote É isso aí é o mesmo quando eu voltar a mexer na reforma da sua casa ou trouxesse para trabalhar aqui Deus trabalha aqui comigo e eu tenho
chão ali com os cacos de azulejo foi paciente que que sentou Olá tudo isso aí agilidade dele é um Parceiro psiquiatra da isso aí é o carinho que você tem com eles faz faz coisas que você nem acredita o teu paciente meu filho é igualzinho Deus o criador e fala aí é um cachorro mãos muito bom Ele atende igualzinho em capaz para mim sem não tem como ela time tão real aí você pode chegar lá na coluna não sei se eu chegar lá e passei não real agora hoje é mais um não porque eu acho
que não tá tendo é dois que está pedindo tanto Real em E as pessoas internadas aqui que trabalhavam para prefeitura gratuitamente e aquele saiu para o Mato para ajudar a funcionar acaba outras pessoas por causa não ficava andando no parque o dia inteiro por vez de a contratar as pessoas usava os coitados para fazer esse trabalho não eram remunerados também é crime e eu não sei até que. e você vai poder falar que tá explorando A minha parte heresia para tirar o Edu passo para fazer terapia é bom tá eles ia eles fizeram para virar
um deles tá lá até e eles vibrava viu que sair passear né Eu acho que o próprio funcionava que tirar ele não pode pagar pra gente tá tratar no trabalho dentro então agora se alguém pegar o funcionário paciente para levar para trabalhar na casa dele sem pagar cena Então eu tá aí eu não conheço eu nunca nunca vi usar esse nunca não ia deixar ninguém fazer isso como os meus pacientes que tá como tá a cada Pavilhão tem uma irmã que cuidava quero assim elas conhece paciente para fora quatro horas da manhã a limpar a
casa negócio era manter a casa limpa aí as paciente para o parte lá que essa friagem toda sabe né a irmã de caridade aqui na época uma outra estudava a gente era um bolso Todo o outro atrapalhavam gente sabe mas a limpeza no pavilhão que elas tavam ela limpíssimo deixa que os pacientes acaba todo entulhado dentro dos Patos já arrumou quantas coxas do branca de pequi ninguém podia entrar e eles rezavam a tia as coisas paciente a massinha essa função de lá rezar orientar entendeu a gente precisasse processo de alguma coisa elas e que tinha
que vir fazer licitação para vir buscar não gosta de Fado e Estava ali um certo tempo de manhã está seja não via mais ela elas exploravam muitas paciente para fazer crochê trabalho manual Então essas pacientes trabalhava para ela separado trabalha só para as irmãs não fazia nada para ninguém e o dormitório escolhido né era o primeiro dormitório desse eu quero mais limpa ali só ficava elas e elas recebiam para isso paciência não o serviço é muito raramente sabe mas assim Um bolo que fazia lá na casa dela se ele levava lá pedacinho para ela vamos
tomar a mente essa irmã Helena coelho que era mais velha ela era economia né que trabalhava no moxarifado então todo lugar você sabe o que é ter essas corrupção mesmo né que a gente tá vendo hoje né então vim a carne e segunda e o dono da Carne recebia como primeiro mas não deixava de dividir com elas Claro e os principais trabalhos do repórter Quando ele vai contar uma história Principalmente uma história tão trágica como essa é identificar as responsabilidades e a primeira coisa que eu quis fazer quando eu entrei dentro do hospital e quando
eu comecei a ouvir os sobreviventes que pela primeira vez foram procuradas e pela primeira vez ganharam voz eu queria que alguém me dissesse de quem era a culpa e eu fiz essa pergunta centenas de vez para centenas de pessoas que eu ouvi e eu não Consegui chegar a uma conclusão e me incomodava muito até que um dia Uma das entrevistadas uma das personagens do livro me disse assim a culpa a culpa coletiva ela é de todos nós é de toda a sociedade porque todo mundo participou disso que essa resposta ela é uma resposta que que
importante porque não dá para em nome da Justiça A gente cometer a injustiça de falar de um seu nome foram 8 10 a ação de direitos oito décadas de maus-tratos de tortura de Fome de frio oito décadas em que passaram por lá milhares de pessoas à cidade de Barbacena convivia com essa tragédia os funcionários conviveram com isso as famílias deixaram os seus parentes lá então assim os médicos participaram deste alguma forma são muitas pessoas envolvidas para que uma tragédia dessa ela ela existe ela aconteça durante oitenta anos é preciso que haja uma missão coletiva é
longe porque a gente nunca vai poder tirar a Responsabilidade do estado brasileiro por que o estado brasileiro era o responsável por cuidar daquelas pessoas e o estado falhou todos falharam com essas pessoas todos falharam com a 60 mil vítimas do Colônia BA eu me lembrar também infância foi nascer bem aí de lá eu fui Patronato da zona rural Barbacena lá eram freiras e lá no Patronato que eu passei para a minha infância latinha o tinha um amigo Chiquinho O pai dele todo domingo no ônibus 11:30 chegava lá para visitar o Chiquinho acelera lavador então se
eu vejo pai dele chegando todo domingo e meu pai e minha mãe não chegar o que que eu sou diferente dele nem cheia muito comigo G1 [Música] E aí [Música] E aí [Música] a minha mãe me disse que foi aqui que eu fui separado dela E aí [Música] é assim que eu ganhei o João Bosco João Bosco e conversar eu vim também conversar cuidar das crianças cuidado que são plástico cheguei lá no domingo tá na hora do almoço da hora do almoço da irmã ai Daí A pouco ela chegou os meninos maior daqui por tudo
lá para o dinheiro Grosso fui eu vi a sua mãe um bolso também foi a foi eu vi eu já pude te mandar do menino para lá sim no WhatsApp Atualização aí eu até falei com ela você não tem direito de falar assim comigo eu não pude uma do menino para ela sem mim sem sua autorização que quem manda no menino sou eu esta muito tá muito alterada comigo pode dar um choque nela aí pegou pegou porquinho mas veio duas Guarda vai me arrastar já está com aqui se passaram Quixote a melhor foto em na
vida as matérias aí ele falou comigo assim aqui você não gosta que nós não que se você voltar aqui outra vez você voltar aqui o tipo um Pátio aí nunca mais contato com ele é o seu saída também não tinha para onde ir não tinha como me manter contigo tinha que manter Eu morei no quartel pelo menos até e o ano de 99 seja 12 anos morei no Quartel eu não tinha Natal novo isso não tive que eu não tive a família para eu poder passar com esse com a neném a mãe morreu em está
eu tô mamãe aí foi que eu saí para começar a trabalhar né eu tinha 10 para 9:50 para 11 anos né foi gente que me levou para o grupo para trabalhar lá em vez de Nilópolis na casa do Senhor ele era advogado o que você vê ele com meu patrão Eu na casa dele empregada uma criança é uma criança que ser ele foi na maior Oportunidade comigo né Eu nunca eu pensei pensaria na minha vida que ele tivesse coragem de fazer isso comigo pelo advogado e uma cinco empregadinha doméstica eu tinha 53 anos fala um
homem o que dá para ser meu pai e esse macho mas era fortão mas foi aquele Mega Hold On E aí a menstruação sumiu né o começo crescer o Cara de três meses lá três meses depois que aconteceu o quê que ele fez Aonde eu lhe arranja onde ele por onde eu me levou o negócio já tava tramado né vim para aqui para carregar aqui dentro de um doce do do hospital de doente mental uma coisa que nem nem nunca tinha visto na minha vida eu pensei que o dia que eu entrei lá eu pensei
que eu ia sair de lá que eu não ia ficar lá e E aí E aí E aí E aí [Música] E aí o que mais crítica quando eu descobri a minha história eu vi procurei a fhemig né traz explicações a forma que eu fui recebida muito disseram O que você está fazendo aqui não vale a pena mexer nessa história procurar isso não podia ficar comigo ela não teve escolha Muitos se colocar no lugar dos meus pais adotivos Mas ninguém foi capaz de se colocar no lugar da minha mãe com ele vem 1955 dia dois
de julho numa sexta-feira em São Paulo e ela saiu né era muito paciente ninguém dava conta de olhar né aí tinha paciente que engravidava quando chegava outros de fora grávida né ela saiu encontrar mas vai namorado aí agora que a paciente a Nossa tava com outro paciente que tem um paciente que casaram com outras pacientes não tinha paciente que relacionava com o outro tinha um filho elas não queriam elas dava mesmo não queria nem saber que eu mosquei não que ele não queria mudar mas não podia ficar aqui porque tinha uma irmã de caridade Belo
Horizonte que levava os filhos nascidos aqui para Febem de Belo Horizonte eu achava cima agressão chegar você ia lavar agora funcionários muitas Pegar tem muita funcionar que pegou criança aqui criou e deixava as pessoas dele a sua ele era o terror de todo mundo né Muito difícil agredir todo mundo ela passou por vários lugares último lugar que e nos modos residenciais que nas paciente tranquilo e tudo e ela adaptou melhor lá mas teve uma filha né que foi Pedro que uma funcionária aqui e nessa inteirinho teve muito né muitos problemas entre a mãe a mãe
que adotou e da Sueli entre essa Menina que nasceu eu lembro assim que foi a mais problemática a sofreu que aquele a filha dela né e a moça que pegou ela não trazia ele não levava a Sueli que não tinha condição não fazia muito aqui não diferente de mim de outras pessoas né e eu descobri por acaso uma contradição da minha mãe né começou por aí que eu questionando sobre a gravidez como que eu tinha nascido ela disse que foi parto normal e eu lembrei que anos atrás se Ela vinha falado que era uma cesárea
que mãe que se engana sobre isso e descobri que eu não era filha dela que eu tinha sido adotada e que minha mãe é chamava Sueli e estava no hospital e depois eu conversei com a funcionária funcionária também assustada E ela confirmou que ela tinha falecido mesmo e que isso tinha ocorrido há um ano nós estamos com saudades Iago não lavando o pátio de pé no chão da Vinha aboiado que igual arroz cru impossível Não tem sal e mais atrás e o macarrão parece que cola de colar balão e mais atrás em a cor Luiza
banana podre em cima da mesa e mais atrás igual a funcionária então a culta mais originária e eu nunca imaginava que um dia entrar nesse local aqui e traz recordações tristes e eu que escrevi minha mãe Quem foi seu pai que mandou ela para cá e não não sei se foi Não não posso garantir que eu era pequenininha que nós temos condições de saber não posso falar coisa que eu não sei ontem tava lendo livro né você vir para cá Aí eu errado meu filho de 8 anos é boa né rapaz é uma cerveja chega
aqui aí tá aqui é só bisavó a foto né ele vai começar a participar disso não filho ela não participou disso ela esteve lá e vi uma foto numa cela né É Porque ela tava lá para dizia que era que ela era louca né nós fala mais mas eles prendinhas loucos por quê que eles prendiam filho porque ele não sabe diferente vi um mundo diferente né você entendeu não nem eu nem eu eu E aí E aí E aí E aí E aí E aí É a que hora o que conta da Vitória E aí
eu quero sozinho de gente aqui ó mas quem não era né talvez se eu tinha nove 57 58 viu havia a gente consegue localizar a e para que serve para quem serviço sistema é a matrícula de louca eminente a preta preta branca para natureza e e nos apaixonam com mais calmo a Anitta virgem ainda E aí o pai o quê E aí Olá turminha mãe é e naturais joelho 56 casada casada o meu pai dela e dizer isso é mesmo é a reputação nome a despedida verbal do Esposa paciente Jorge Severino vó E aí a
fazer comigo aqui pra vocês aqui que tu achava dar vem então abacaxi de Castro e e foi cruel não foi a se escondeu de mim E aí E aí E aí e Eu não sabia que a mãe Valeu escondeu de mim eu dormi na rua sabia que te amo aí 19 anos e A praça é E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí em 1961 e são quantos anos 55 reconhecer as pessoas tivéssemos Aparecido nascido mato tô falando 6:00 eu queria ter ficado seis dias mas eu acho que eu
não conseguiria produzir muito mais do que isso já viu se abrir coisas piores eu não sei e é como se fosse um pesadelo que eu Tivesse vindo até 6 horas a emoção a ficha caiu no dia seguinte Ali era só profissionalismo E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí nós estamos no local E os vestígios o arquitetura com as mesmas condições técnicas da época E aí [Música] E aí e aqui ó aqui ó logo essa parte aqui é aquela ali ó da porta aqui ó aquela parte ali e a janela EA
porta é daqui para lá e E aí [Música] é realmente fizemos a fotos ainda no local quase pintar só esse envelhecimento faz parte da e faz parte das histórias é Oi já chegamos no local é dos últimos a e quando terminar isso aqui não restaurar mais resistência física nenhuma da época e nós tivemos aqui ó E aí E aí E tudo que eu vim aqui 22 profissão nada se compara a isso e já chamadas coisas que eu fiz que marcado mais em o sexo o lado tá falando é E aí E aí E aí eu
acho que é uma vida boa E aí e aqui ó esse aqui ó O significado muito diferente tá vendo eu entrei que era uma grade é a condição dele é dizem que era de violência no entanto aqui também essa situação entendeu então as mulheres elas aberta elas virão para porta é a mesma os curso básico para a maioria delas e não tinham é distúrbios vão ser neurológico alguma podia ter alguma coisa que a fisionomia morre mas essa senhora essa aqui assim que e olha o tanto que tava lá E aqui já é degradação Total nessa
essa essa aqui é a foto que eu falo que esse momento aqui para mim foi é crucial as pessoas numa panton no total né é essa aqui foi muito presta atenção naquilo que eu falei das mãos e dos pés atendida da mobilidade do contato com o chão com o outro que a mão perde a mobilidade o pé ver um negócio aqui olha olha para ele as mãos tem que ser recolhido Por que não tem que fazer o Contato né aqui a do do afeto da troca de carinho as mãozinhas delas aqui E aí E aí
e esse aqui é a vergonha o que eu senti aqueles explicava completamente envergonhada se passou que ele tava E aí é uma coisa que interessante a maioria era negro o objetivo a cor negra já era uma discriminação E aí E aqui ó a pessoa que eu falo que o que perdeu tudo você quer sol abandon apodreceu é como se ela tivesse me cobrou faz alguma coisa mas quem que se podia fazer aqui olha isso aqui também e ao rosto de pavor do menino aqui olhando para lugar nenhum você pode imaginar você no lugar disso como
filho como como criança sem uma Resposta e a boneca tá aqui mas a boneca é o gemada E aí o Napoleão como é que a fotografar pessoas que perderam sua condição humana e não é uma fotógrafa pessoas que perderam a condição humana né e é isso é um negócio E como que é fotografar hoje e sempre tem umas perguntas são feitas para mim é o nos encham de corra Um perguntas para esse exatamente quebrar a sua lógica cartesiana para entender a resposta dessa pergunta é a não pergunta você tem que chegar mesmo tem como que
é isso a resposta ela não pode ser lógica Então como é que eu fotografar o ser humano sem condição humana é tem que conviver com isso para ter essa experiência entendeu e muitas vezes a resposta um negócio desse é quase que um silêncio silêncio e Respeito essas pessoas que não tiveram Um retorno para vida né a desumanização que foi institucionalizada naquela época né e esse número de 60 mil pessoas tiveram uma morte é antecipada numa instituição e por uma ciência que se propõe a fazer as querem vivas né pouco elas melhoras isso é uma coisa
muito séria né Eu não sei a âmbito e da condição do ser humano que isso pode significar isso é um a palavra que Você falou é uma tragédia alguma coisa que era para fazê-las está numa situação melhor e destruiu essas pessoas é e ela todo mundo emocionado né que foi só um pé é forte mas registro fortes capazes de serem três orações né É verdade sua Nossa e Alison Frei Betto Eu é que agradeço Dona Conceição aqui ó pois é que agradei agora você só aqui com a turma toda toda se juntaram aquela Porta se
fosse grupo fechado assim e ela de porta a banda é preciso de um médico Ah tá aqui para fazer exames e não tem e como é que foi assim quando você chegar na primeira vez assim que que vocês viram confio Impacto se eu tiver eu te aviso umas fotos só que eu não conhecia o o Cruzeiro as fotos do seu filho eu não conhecia se ela pegar o outro não é porque não Tinha visto as fotos dele na escola psicologia eu vi eu vi umas fotos com o cara tinha feito clandestinamente também gostei fotos roubadas
se elas roubadas assim eu vendo as fotos do Luiz Alfredo em que se você ver que as pessoas que colocam para câmera tem que os grupos de homens que se colocam assim na posição ele é acho o que aquelas não eram pouso não é uma colocar só aqui surge aquele foi um bailado foi uma coisa eles me olhava e Não me viram é isso que eu senti a todos os olhares dirigiu um certo. Mas eram vazios e e você veio para cá nem com a cara e com a coragem né Sem recurso como é que
pessoa que você começou quando a gente veio aqui naquela visita que venha os outros né você é eu Simone aquela tua quando eu voltei para lá que percebi que tinha abertura para fazer para fazer o filme né 25 dias eu montei aqui para não pode Perder essa porta fecha a gente percebeu que tinha que fazer algo naquele momento tinha possibilidade não podia perder né e era ela aquela hora e pronto e viemos um coletivo eles as pessoas Vocês tavam junto a primeira vez Vamos outros um grupo grande que veio Passamos um dia aqui de usar
um giro no hospital no dia aqui é o Irã voltou para escrever as matérias eu voltei com a cabeça do filme esse de arrumar o filme Só porque você quer atenção na época liberou né Eu não Sabia que ia acontecendo e liberou e a gente com conta depois a gente publicou uma matéria dizendo né estava aberto nas os portões aqui do hospital para empresa E aí e nada se aproximava do que a gente viu aqui ao vivo os parques a quantidade de pessoas Parque cheios sabe para vir ao das mulheres dos homens as crônicas Se
tem uma coisa aqui para mim ficou guardado para sempre crescer e não tá no Filme porque o filme não tem é cheiro a fazer um cheiro permanente aqui que eu acho que é dor e sofrimento sofrimento tem um cheiro aí então esse cheiro seu quando eu vejo o filme assim como lembra o cheiro acho que é uma dimensão que que você só tem quando você tá dentro delas é a maior parte das lembranças e no pátio das mulheres que uma dela chegou para mim falou assim é eu sempre que vocês estão fotografando a gente já
para Quando a gente morreu você saber em quem morreu e a vontade delas de aparecer então era muito grande então você percebi assim que era uma forma de dizer olha eu estou aqui tô viva eu tô aqui eu Existe tua cara eu como repórter na minha letra muito feia coisa que a dificuldade entendeu porque eu escrevi né Eu queria aproveitar e tu tava falando com ela eu não sei você tiver nenhum eu tava um profissional o rabo eu tinha que anotar Tudo até o sentimento desce era cheiro só que eu tinha nota cheiro a tristeza
ela tava o nome é porque eu não precisa ser bem nenhum eu estava em operação trabalha até que não havia eu me senti mesmo dando quando eu vi o filme Em Nome da razão né nós né que foi foi tudo junto quando eu viu ao vivo ele aquilo aí aí queremos aquela acumulado Nossa fiquei entrei em Pânico 1 e agora o motor se sentir assim aí te Relembrando Agora sim é o sentimento meu Sentimento era de que a gente estava cometendo aqui dentro uma transgressão a gente estava transgredindo a gente tava quebrando normas que a
norma daqui era o isolamento é o silêncio e essa e essa omissão EA sua missão principalmente pelo silêncio eu acho que a o que tá na base desse contrato social de ações como essa é que a sociedade o Ceará conivente com aquilo ali e eu sempre especialmente que no momento que nós fizemos quer dizer 79 80 a gente debaixo da ditadura Militar ele era uma metáfora esse direto do que acontecia no Brasil no silenciamento né a gente estava entrando aí eu acho que até comentar com ele é o título da matéria deles é os porões
da loucura é perfeito assim é perfeito porque naquela época a gente falava no Brasil nos porões a tortura da ditadura dos porões da ditadura os a costura que era o que era voz corrente Eu sinto que naquele momento a gente tava participando de uma revolução Os avós estavam sendo agentes de uma revolução que estava acontecendo aos olhos nossos ali na nossa vista ali e que de fato eu ia modificar isso aqui para CEF primeira coisa mais importante que aconteceu que eu achei que foi importante para a reação do próprio meio psiquiatra né as pessoas quando
elas não tá tanto dos doentes mentais elas vão no máximo elas acha que aquilo elas não tinha consciência disso né Então essas pessoas se você pessoas em criticar o Trabalho dela é senão revoltado então o pessoal que trabalha nos pés de quieto eles não foram acusados de praticar a Bárbara não Ele circunda eles praticavam um átomo trabalho [Música] a identificar Então o que aconteceu no primeiro momento esse caso revoltados percebi muita crítica metendo o pau no meu trabalho metendo o pau no seu caso aqui e depois eles viram tamanho da tua cidade que ele estava
envolvido isso que Fez o que aconteceu a revolta sindicato que partiu deles mesmos meses cara voltados eu acho que a gente ajudou a proporcionar esse cenário é e eu tomo sejam enviados não ver ninguém quer né Essa ausência deles aqui é essa é a mudança né E aí E aí [Música] E aí E em 73 Afe a Fundação Educacional de assistência psiquiátrica resolveram dar uma reforma que dentro e por funcionários que não tinha só guardas Então eu fui Belo Horizonte fiscotec com um monte de gente eu fui a única que passei como enfermeira eu tinha
uma visão técnica e comecei arrumar a casa né hotelaria da casa vão dar condições para ter gente formado a gente capacitado e se eu fiz muito aqui tem Umas folhas que as funcionárias guardas escrever alguma coisa para o nome mandar para o meu escrever outras opiniões não tinha nada e a gente começa a fazer a sua beleza tinha algum papel escrito por médico que as próprias guardas aqui pediu para fazer então nós conseguimos fazer tirar retrato com muita dificuldade porque elas não queriam tirar né ela não está acostumada com pessoas de fora mas a gente
conseguiu fazer as prateleiras e vamos fazendo no Hospital todo eu comecei ainda não o básico de enfermagens sem ter nada né não significado e nada e era um peso vinha todo mundo depois um monte de funcionários foram fazer a sua formação profissional sair auxiliar e o curso técnico nós abrimos assim primeiro aspecto a cidade de Barbacena vieram para cá nós somos contratados como acadêmicos para dar plantão de Constituição porque o hospital não tinha pro turista tinha 2.000 pacientes aqui Mas eu tinha um médico de plantão aí nós somos os primeiros plantonistas do hospital Aí surge
a presença de basaglia visita de vazar a [Música] E aí e o E aí E aí Oi [Música] e ele conhece as instituições ligadas Onde ele chama isso aqui de um campo de concentração ele vem faz a crítica e bazar passa a ser um símbolo passa a ser uma bandeira da nossa luta por mudanças do modelo assistencial E aí [Música] é a reforma psiquiátrica fundamentalmente é uma mudança de modelo e a um modelo que é Centralizado no grande Hospital Psiquiátrico é o modelo hospitalar leva O paciente até o serviço no caso da rede ao contrário
serviço que vai até o paciente é algo como uma malha de serviços que se espalha pelo Estado todo e começa a pessoa fazer essa ressocialização desses pacientes nos mostra residenciais foi 120 pacientes ali a gente ensinou usar desodorante fazer unha sabe colocar batom Quem viu se viu pela primeira vez chorava gritava batia Palma sabe ficou toda feliz de ver no espelho a gente levava é você você Que tá aqui é a outra não é outra não é você mesmo sabe a gente vai mostrando depois aprender comer Como colher com garfo e foi naquele modo lá
que sai depois para as calcinhas e eu chego aqui 92 Hospital como que ele estava ele estava passando por uma modificação que eu acho de pensamento então assim ele ainda tinha muita característica de hospício a grande dificuldade que aí eu posso falar um pouco do que que eu venho nesses anos Todos trabalhando é a questão nesses espaços a gente conseguir trabalhar com o sujeito é porque a questão coletiva é muito forte a instituição ela é muito rígida dentro de rotinas eu tenho experiências lindas experiências lindas Aqui as pessoas não sabiam não sabiam se não sabiam
como que vinha a fruta o abacaxi sem ser picado eu não como que é o abacaxi tem história lindo das pessoas primeiras pessoas residência Terapêutica como começar a frequentar mercadinho sabe assim porque isso tem a laranja sim pela picada né assim a coisa que que é isso sim coisa para nós que é tão simples porque tão assim tutelado né que a gente faz tudo pela pessoa né Aí tem o caso de algumas algumas pacientes que são até muito conhecida e tem algumas que até na hoje em residência terapêutica né que eu acho assim que é
uma vitória tendo em vista o quadro que apresentava quando morava aqui dentro né Então você vê que tudo é possível né G1 E aí E aí E aí E aí e Eu já viajei um dia de avião parece que eu tava entrando dentro de casa aqui tá não teve medo não não aí eu falei assim eu quero ficar na janela aí eu fiquei na janela para ver o Movimento ele fazia isso aí é subir lá para o céu Parece que levar do céu lá aí ele falou aí depois ele me chamou o pé chama a
menina aqui para mim a eldinha fala tirar o retrato com ela aí eu fiquei junto com ele lá dirigindo avião que a obra retrata lá comigo aí depois sentei lá não só para ela de novo aí fiquei lá dentro dela havia uma sobrinha entrava na nuvem tudo depois que não tá amargo e depois ele Falou assim daqui a com muita eu já chegando aí depois [Música] tachando gagazinho aí baixava aip e todo gente de forte e atura aí a gente descia eu gostei mais do da o sistema do Pinhão e do piloto ai ai E
aí E aí [Música] e O seu representa hoje uma instituição que tem esse herança Eu só acho que nós podemos falar em culpa do estado ou em dívida histórica que o Estado tem com essas pessoas é com os remanescentes certamente na o estado na medida é que é o mesmo que e é bom que seja feito esse registro o estado ele agiu né É inconsonância em sintonia com a com os conceitos Constituição da psiquiatria com a medicina com o sanitarismo não agiu contra os preceitos sanitários Contra os o ordenamento da instituição médica nem do Judiciário
da época então ele foi um instrumento digamos passivo então é do estado mas é de nós todos eu acho que isso esse reparo tem que fazer tem que avançar até porque a política do estado é de existe funcionalização né já tem muitos anos que a gente está trabalhando nessa lógica né conseguimos fechar vários hospícios nesse país mas que não tem recuando recuando na política In the saúde mental na política nacional de saúde mental gente não tem vício recuasse ninguém fale abre-leito né a integração a escola inclusiva o tratamento ambulatorial o apoio familiar o foco Deve
ser esse né isso alcança todo alcança é a educação alcança Assistência Social e alcança a medicina mudou muito nesse sentido que Hoje realmente as pessoas têm a tem um tratamento com dignidade à Vida hoje é digno aqui eu costumo dizer que se aí Nós ainda tiver essa mesma realidade nós estaríamos hoje com milhares e milhares e milhares porque ainda permanece atenção na sociedade eu eu eu posso me ver livre dessa pessoa aquela comunidade pode expulsar aquela pessoa do seu convívio aquela família pode se desincumbir aquela pessoa ela ela de alguma Oi amada eu mando pra
Barbacena quiser isso eu acho que essa é a raiz né é a noção é a a ideia de que é possível uma instituição que se agrega as pessoas A sociedade ainda tem muito de higienista Oi e o discurso da periculosidade ele dá suporte a esse genista é um eles eles usam a agressividade para cometer violência nós enfrentamos hoje um problema grave que a da judicialização e das internações por ordens judiciais sobretudo e na sua imensa maioria é para pacientes usuários de drogas os dependentes químicos quer dizer essa por essa via você pode ressuscitar não Uma
situação como essa mas no fundo no fundo uma certa destituição da humanidade de alguns pacientes a gente tem que estar sempre lutando para que essas coisas não se reproduzam não nesta intensidade e não nessa intensidade porque isso aqui realmente eu acho que eu acho que nós avançamos acho que a sociedade não tolera lá jamais milhares de pessoas nessa condição a vigilância ela tem que ser permanente E a casa foi criada para eles né tanto que são quatro rapazes e 3 moças no começo foi difícil até para mim quando a gente vê que o chão tinha
só fezes né falava no Nossa meu Deus me dá coragem né os primeiros dias eram difíceis mesmo G1 E aí E aí G1 Olá Sejam agora ninguém uma boa noite dá para entender essa essa linguagem que eu que não é uma linguagem verbal mas que você vê no corpo né Eu acho que foi mais através de olhar para ele sem entender né Por exemplo às vezes Albino tava numa posição e eu falava não abre não tá se sentindo incomodado isso aqui vamos trocar vamos deixar né que não tem rigidez eu falo a gente exame desculpar
mas quem trabalho que não tem de Deus de nada não fossem porque ela dá anda que é Levantar levanta E aí e quando é conseguimos fazer a identidade de cada um CPF cada um virou cidadão se tornou gente perante a sociedade para nós ele já eram mas são registrados em E aí Oi e o Silvio é aquele menino loirinho que tinha uma opção de moscas né em cima dele e quando ele ele tava daquele jeito Passar alguém fala essa menina tem mais que morrer mas essa menina aqui é esse menino que é um galã de
cinema porque ele é loiro cabelo era mais bonito hoje ele eu envelheci mas eles também então cabelo era todo Lourinho eu falei Esse é um menino que é um galã de cinema a estava lindo mesmo sair todo mundo ficou impressionado [Aplausos] e [Música] A Vanda Lúcia né a banda você tá naquele filme de Helvécio Ratton quando ela era pequenininha junto com Silvinho você [Música] e eu acho que na medida que incomoda você você mostra que existe uma outra possibilidade que as pessoas conseguiram também sobreviver aquele terror né conseguiram e eu acho que tem que admitir
que houve tudo isso mesmo né pessoas poderiam não está pensando em maldade mas não sei às vezes elas eram Maldosas também né porque o doente ele não tinha voz né O que a gente entendeu mesmo nosso né o nosso também não fala mas a gente da voz para ele é e assim bonito né porque eu nunca imaginava que uma irmã de caridade ia ter 7 filhos e bem deficientes né E que a gente acreditava que poderia modificar para mim foi um na minha vida de irmã de caridade religiosa foi bonito demais para poder ficar com
a curatela deles né De vez em quando alguém bate aqui na porta até o diretor do Raul eu indo aí eu posso colocar o rapaz que tá lá não né infelizmente não não não não porque a gente não fez para para ficar aumentando as camas aquilo que eu falo o dia que um pouco céu essa cama vai ser tirada o espaço vai ficar vazio sim a atec forem todos né É E aí E aí Oi oi E aí E aí [Música] E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí [Música]
E aí [Música] E aí E aí E aí E aí e o E aí E aí [Música]