[Música] de fato o meu interesse pela Alemanha é precoce eu queria queria notar o seguinte eu nasci em 1918 quando eu nasci ainda havia a Primeira Guerra Mundial e a minha família e todo o meu ambiente era violentamente contra a Alemanha porque a paixão aliad fila era toda era muito grande aqui o meu pai se interessava muito pela guerra de 14 e ele descrevia as batalhas sempre com uma grande coisa contra a Alemanha Mas o meu pai era um médico muito interessado pela medicina alemã primeiro lugar segundo meu pai era muito interessado em nietzche de
modo que o meu pai ele pessoalmente eu eu me não me meu pai morreu muito moço nunca n conversei a fundo com ele mas pensando bem meu meu pai também distinguia para ele Meu pai não chegou a tomar muito conhecimento do nazismo mas a guerra de 14 ele distinguia muito a Alemanha da Alemanha de Guilherme I da Alemanha imperialista havia uma Alemanha que é Alemanha dos médicos Alemanha dos artistas que ele gostava muito ele era muito dinit aí deve ter um minha mãe era de uma germanofobia tremenda minha mãe não gostava devo dizer honestamente que
minha mãe não gostava de alemão em geral ela discordava de meu pai meu pai não tinha nada contra os minha mãe tinha ela não gostava de alemão Porque o Alemão para ela era o militarista era o guerreiro era o Guilherme I com os bigodes em pé e aquela borracha do crânio que havia na guerra de 14 era passava pra gente nós estamos na França passamos muito tempo na França F fos paraa Alemanha e eu curiosamente eu comecei me interessar imediatamente mente a fundo eu era um menino de 10 anos 10 anos e meio eu era
um leitor precoce eu eu comecei a ler desbragadamente Aos 9 anos de idade eu lia coisa muito acima da minha possibilidade e Lia também as coisas da infância do menino não só a gostei muito da Alemanha como eu comecei a me apaixonar pelas lendas alemãs até até trouxe aqui para mostrar esse livro que é um livro que eu li em vis Baden eu comprei V Badan eu tinha 11 anos né as lendas do Reno traduzido pelo francês Dr velm ruland Esse livro me fascinou a loreli os R brita eu comprei comprei coleções de cartãos da
de loreli tá aqui a loreli as as coleções comprei coleções de cartão e eu comecei a me interessar muito pela Alemanha e ler muito as lendas alemãs os Lib lungen não é eh a questão dos an dos anões os anões são muito importantes na mitologia alemã eu li muito isso comecei a me interessar e desenvolvi em Berlim não sei porque bem ind em museu eu me desenvolvi uma paixão pel Frederico i o rei da Prússia foi foi um dos meus heróis esse cartão eu comprei em Berlim quando eu tinha 11 anos depois eu mandei fazer
um moldura isso esteve sempre em cima da minha mesa de trabalho enquanto a casa dos meus pais existiam em Minas estava lá Frederico I Friedrich derich Frederico único frederich der grossa al Fritz e as histórias do Frederico segundo me fascinavam eu eu fui eu fui eu fiz meu pai me levou para ver o moinho de San susci o o famoso m né o moinho de San susci e eu tinha Fascinação eu queria muito que meu pai comprasse um Bus de Frederico I que eu via nas vitrines no busto de bronze meu pai dizia não isso
é muito caro cartão postal eu compro mas busto não eu tinha eu tinha vários cartões postados do Frederico i esse eu mandei eu desenvolvi o culto do Frederico I eu comecei a admirar esse homem ler coisas sobre ele isso acho que a entrada foi foi por aí e agora a coisa principal por quando eu tinha 13 anos de idade a paixão extraordinária pelo Fausto do GTE meu pai tinha o Fausto do G na tradução do Castilho eu descobri o Fausto com 13 anos de idade e me apaixonei pelo Fausto em português que é um F
do meu aldeão do Castilho Então meus irmãos e eu representamos cena do Fausto minha mãe por sua vez que cantava muito cantava muita ópera italiana minha mãe nos cantava muito cenas do mefistófeles do boito e do Fausto do então através de minha mãe eu fiquei fascinado pela figura do mefistófeles e aquele velho Dr Fausto nãoé filosof teolog que ele começa ali na isso a vida inteira eu li o falo eu não posso dizer a você quantas vezes eu li o Fausto eu não quero mentir então eu diria como um velho tio da Gila com mentira
e tudo eu devo ter lido Fausto mais de 200 vezes eu li o Fausto em português depois a tradução do Agostinho de Ornelas depois eu Oli a Lindíssima tradução francesa que meu pai tinha do Camille Benois em prosa que é linda uma prosa linda eu li a tradução inglesa do Bayer Taylor em dois volumes e depois eu peguei o alemão E eu então edições bilíngues eu li a tradução Italian Franco fortini E eu então comparava com o alemão O Fausto é uma das minhas obsessões e a O Fausto de G foi um dos grandes ingredientes
para formar a minha visão do mundo então você verá que a visão de um ignorante porque eu de o que eu conheço é o Fausto o V ma eu comecei ler achei muito chato larguei eu li o Herman Doroteia achei li achei tão chato o vér eu achei churumelas mas o o que eu li do que eu tenho até hoje eu tenho uma prateleira ali de Fausto foi o Fausto é uma das minhas fascina e para mim O Fausto foi uma lição de vida O Fausto foi uma lição de filosofia O Fausto foi uma reflexão
sobre o mundo foi um dos meus formadores foi o Fausto então eu posso dizer a você que eu não sou um germanista que eu leio mal alemão que eu conheço mal a cultura alemã mas eu tenho algumas obsessões formadoras eu através do Frederico I eu quis saber como se formou o estado priano aí eu fui ao Gross CF quando nós moravamos no CF dam eu queria saber quem era aquele CF do dam compreende então eu o grosso cf o primeiro rei o rei soldado Frederico Guilherme i o Frederico i aí eu entrei pela história da
Prússia então eu li muito desde menino eu li muito desde o Gross CF até o nazismo e a obra do Bismark tornou-se uma das minhas obsessões eu li livro um livro muito Modesto sobre o Bismark que é a biografia do Bismark pelo em ludvig eu li quando eu era menino mas depois eu continuei a ler e eu mais velho meu pai comprou para mim a vida do Frederico I Carl em 10 volumes eu não li tudo confesso mas foli bastante os planos de batalha e o eu li a autobiografia do as memórias do Bismark eu
li as memórias do Bismark aqui está oen eh são três volumes dois grandes e um pequeno ainda naquele naquela escrita gótica que eu decifro bem porque eu aprendi o pouco alemão que eu aprendi eu aprendi ainda com a caligrafia gótica eu tenho boa caligrafia gótica aqui está o danken errungen eu fiquei fascinado pelo Bismark meu pai costumava dizer assim Bismark era um homem extraordinário um grande homem ele levantava às vezes de manhã e dizia odiei a noite inteira e eu acho que a a a a obra de criação do império alemão é uma das obras
de escultura política mais extraordinária que eu conheço então eu li muito sobre bismar AL a vida do Bismark al as memórias do Bismark eu li um livro muito importante do a a biografia do Bismark depois é um tipo que me fascinou compreende e meu pai tinha na biblioteca dele muita coisa sobre Alemanha muito ele se interessava muito pela Alemanha eu li um livro por exemplo daquele lichtenberger que lichtenberg francês sobre Alemanha e eu li o livro do bov O Príncipe de bov a política alemã aí eu me interessei pelo príncipe de aquele meu artigo eu
já tava muito eu Elia a tradução francesa das memórias do Príncipe de bov que é um homem que me fascinou é um político matreiro uma raposa mas é admirável escritor é um alemão fácil é um alemão para Latino ler compreende fácil agradável é um grande escritor ele depois eu consegui depois da guerra eu consegui as m Moras dele em quatro volumes a edição original tá aqui com o brasão dele brasão dos bov que eu cansei de ver aqui na venida Paulista porque aqui na venida Paulista morava um um bov que era diretor da Antárctica com
esse brasão aqui possim e ali na vida Paulista esse homem era um homem esse livro é um livro fascinante eu li muito eu li a esse esse é o príncipe príncipe de bov bernhard bov eu muito esse príncipe de bov é é um ele é um malandro é um político malandro mas o livro dele é fascinante essas coisas todas para mostrar você o meu interesse pela política alemã eu li os historiadores franceses especialistas em Alemanha edmond verm compri Lan Berger o Charles andler sobre sobre o Nietzsche Eu li essa gente toda a Levi sobre o
Nietzsche a bibliografia francesa sobre o n eu li e e repito a história Alem a formação do Estado prussiano e depois a formação do Império alemão me fascinou até hoje até hoje eu leio de fato eu fui muito amigo do Sérgio de Holanda e escrevi inclusive um depois que ele morreu eu escrevi muito sobre o Sérgio escrevi umas 10 coisas sobre o Sérgio vque de Holanda mas eu escrevi um um artigo em que eu falava sobre a influência da cultur alemã na obra dele e tá publicado na revista do Sebrap não é e foi está
publicado num livro meu acho que vários vários escritos vários escritos foi fundamental para Sérgio Buarque de Holanda ele ele foi para a Alemanha como jornalista representando Os Diários Associados ele ficou lá quase 2 anos e ficou em Berlim ficou em Berlim o sgio Buarque de Holanda é um caso curioso é um caso bem brasileiro do homem que é formado em Direito que não tem informação específica em filosofia ou em história mas que tem a voracidade do conhecimento que é muito brasileiro o Sérgio Buarque de Holanda foi o homem mais culto que eu vi na minha
vida eu nunca vi um fenômeno igual e através do Sérgio a gente sentia muito o que era a vida alemã no fim da República de Weimar muita coisa eu estava em Berlim eu era menino de 10 11 anos não entendia nada e não sabia nada o Sérgio me fez entender eu contei para ele por exemplo contei para ele que nó no nosso apartamento era ao lado de um teatro e que meus irmãos e eu ficamos olhando as pessoas desenharem os cenários no chão e que às vezes um homem lá dava ordens tal iam secar as
roupas diz o César diz o Sérgio Buarque esse teatro ao lado do qual você morava era o teatro do piscator então é provável que esse homem que eu vi lá várias vezes era o grande ervin piscart e eh então o Sérgio o Sérgio me iniciou em coisas de Berlim que eu não podia saber com o menino mas que eu me lembrava eu me lembrei essa canção que a Val se refere foi um filme que ele traduziu em que era passava-se na Hungria e o havia um famoso Regimento Húngaro que era o Regimento dos dos Mosqueteiros
de honved e o o herói provavelmente eraa um rapaz que era Mosqueteiro de honved e o Sérgio teve que traduzir isso e ele traduziu admiravelmente bem em alemão em alemão é assim binin hauptman Bin kein kein groes Tier sonder ein ungarischer onw musketier trotzdem sagt ein mdel meiner w in der Libe Bin ich mehr als ein General es gibt do etwas dass ein groer offizier halb so Gut Wei wie se letzter musketier in der liebe geh so draf undan wn é que era uma canção muito divertida que o Sérgio traduziu em admiráveis versos em português
ter um livro meu em alemão É uma honra com a qual eu não contava e que eu devo a minha colega e ex-aluna alapini que hoje é professora da Alemanha e graças a ela eu nunca imaginei que eu que sou fui de Cultura sobretudo francesa minhas relações culturais foram sempre com a França eh ter agora no fim da vida um livro em alemão isso dá a impressão de um coroamento Porque como se dizia no meu tempo o Alemão é a língua da filosofia e da ciência