e aí e aí o olá pessoal tudo bem com vocês aqui a professora maria clara as professoras da disciplina de teoria geral da administração pública aí no campus da unesp e hoje eu vou falar para vocês um pouquinho vamos conversar sobre as teorias inerentes à administração pública sobre a natureza humana né como que o homem como que os seres humanos a pessoa e no final das contas os cidadãos eles foram entendidos e trabalhados por diferente estudos e diferentes momentos da história da administração pública então é isso nosso assunto hoje vamos falar um pouquinho sobre conceito
né esse conceito de vamos dizer assim quem é o homem a quem aqueles que procuraram definir né os seres humanos que estão aí nas organizações e quem nos ajudou muito a entender isso no campo da administração mas especialmente em administração e foi sociólogo alberto guerreiro ramos guerreiro ramos aí que se dedicou a estudar assim em profundidade a realidade e as teorias que podem ajudar a gente a entender a realidade brasileira nesse contexto da administração pública ele ele assim fez uma análise muito importante sobre as teorias disponíveis né até o seu tempo sobre administração e conseguiu
identificar nessas teorias que era algo que ele procurava entender muito quente identificar como que o homem era descrito né quais eram os pressupostos vamos dizer assim relacionados aos seres humanos então vamos ele desse artigo que a gente tá está lindo para disciplina ramos ele descreve a partir do que ele constata dois tipos ou modelos de homem que ele vai chamar no modelo de homem operacional e o modelo de homem reativo esses dois modelos é um hum mas ouro é estão presentes a nas teorias da administração durante um certo momento histórico das nossas teorias ea partir
desse modelo assim refletindo muito sobre os seres humanos e o seu papel dentro das organizações vamos então propõe propõe um terceiro modelo que é o modelo que ele vai chamar de homem parentético então tira essa breve explanação o comentar o pouquinho para vocês sobre esses três modelos e quais são as implicações e impactos que esses modelos permitem dizer sobre a prática na administração hoje tudo bem então vamos lá primeiro modelo de homem que ramos identificou foi o que ele chamou de homem operacional esse modelo de homem ele foi está presente principalmente nas teorias de do
início né da administração n a 20 aí e diferentes a aos pressupostos de uma administração é bem vamos dizer em chão de fábrica mecanicista onde o homem é visto mais como uma engrenagem dentro de um grande mecanismo e como um recurso que se poderia utilizar nas organizações né então é não somente isso né porque seria uma visão muito superficial a gente analisar só dessa maneira mas nesse início do século 20 nós é construirmos organizações na área pública e privada realmente é um dia as pessoas estão ali para operacionalizar né para fazer para executar para produzir
a imagem ministração pública e isso não é diferente então nós vamos ter assim durante um bom tempo uma visão que a maioria dos funcionários dos colaboradores está ali para executar e não para decidir exatamente de liberar ou participado de processos decisórios muito menos políticos estão nessa nesse primeiro momento nós temos um campo de estudos que se construiu dessa maneira e porque assim da onde que vem qual é uma das raízes que explica um pouco isso bom a gente não é além da própria atividade industrial sempre crescendo né nós é o campo da administração ele também
assumiu um pouco o pressuposto do homus e homo economicus que é também uma noção é da racionalidade humana voltada muito para o alto interesse e para maximização de resultados então isso o campo de adn e ele trouxe no seu do seu campo aqui próximo aqui a economia e esse pressuposto ele foi considerado como aqui a a visão comum né do homem dessa época então nós sabemos que a gente vai mais a fundo e vamos até a área de economia nós sabemos que na verdade esse esse pressuposto ele foi uma forma possível né de você tentar
entender o comportamento das pessoas no mercado e mas uma espanha uma forma talvez não completa da noção de ser humano talvez é algo que o guerreiro ramos tenta tenta discutir aqui nós estamos vendo o ser humanos somente como sendo esse ser motivado pelo auto-interesse pelo e pela pelo grande resultados para si e que não teria princípio em nem o coração além dessa do ganho de capital né enfim a gente vai começar a pensar a gente vai elencar rapidinho aí você mesmo nas suas expectativas suas motivações com certeza se vai ter aí uma lista de outras
coisas que são do seu interesse não necessariamente tem nada a ver com a maximização dos resultados muito menos e comum então é mais ou menos é essa esse conceito mais reduzido que o ramos está discutindo fazemos a criticar nas teorias da administração que considerar um homem somente como esse modelo de homem modelo operacional está ali pra executar e não para decidir deliberar e que uma pessoa capaz de fazer a crítica do seu próprio contexto do ambiente aí passado algum tempo né esse momento que eu comentei com vocês é esse período que a gente tá falando
mais as teorias é taylorista-fordista no campo da administração passado algum tempo nós começam a há autores que percebem um comportamento humano diferenciado nas organizações percebem que não só através de motivos e motivações financeiras e de recursos o homem se mobiliza para o trabalho né então a gente teve aí autores como a mary parker follet e chester barnard que conseguiram ver dimensões além dessa desse pressuposto do modelo de homem operacional e logo a seguir desses dois pensadores também se desenvolve uma outra escola na administração que se chama a escola do modelo de relações humanas da escola
de relações humanas e essa escola de relações humanas envolvem os primeiros estudos que percebem que seja humanos são motivados por mais que apenas existe estímulos financeiros ou estímulos físicos né e que outros aspectos como a aceitação pelo grupo afeto motivo realmente as pessoas também e são inerentes da racionalidade humana então vamos nesse momento essa grande escola que entende o homem que ele já é é estimulado por outras coisas que além do interesse financeiro é individual ele define como um modelo do homem reativo ou seja o homem que reagir a certos estímulos que realmente este era
o pressuposto que é pro bem ou pro mal ele tem a criticar sobre ele também né da análise do que ele representa mas entendi e eu perceb cultivado processo os estímulos então se você colocasse uma uma coisa muito atrativa aí na frente das pessoas e de motivar elas para trabalhar como se fosse aquela velha historinha de você mostrar a cenourinha para tartaruga e daí ela ela vai andar atrás dessa semana infinitamente né então é é uma escola aqui descobre esses mecanismos esses incentivos que podem motivar o ser humano ou seja ela contribui muito para o
campo porque foi a primeira que tá falando que as pessoas se interessam por esse motivo por mais do que são interesse econômico mas ainda utilizam desse conhecimento para estimular o trabalho aumentar a produtividade ou seja o homem ainda não consegue se desvencilhar um pouco dessa nesse contexto é de instrumentalização né do seu próprio trabalho bom então diante dessas dois cenários e e do contexto de atuação e fazendo uma reflexão mesmo sobre como nós concebemos os seres humanos nas organizações os conceitos que a gente utiliza vamos então propósito esse modelo de homem parentético né porque o
modelo de homem parentético essa expressão do pai do parentético que é o homem se colocar entre parêntesis vamos vai buscar lá na fenomenologia de edmund russo né e dizendo assim brevemente grosso modo ele está querendo ser se referir a um homem que tem capacidade de crítica consegue refletir sobre a sua realidade e é esse modelo de homem e seria aí uma proposta de ramos que é o que nós devemos nutrir nas organizações né esse modelo de homem o que nós devemos pressupor das pessoas que trabalham conosco e nos nossos colaboradores ah e também entendemos que
não sofre o dinheiro que as pessoas que a gente dá uma condição de trabalho também melhor né e isso é bem que essas pessoas realmente tem um potencial uma capacidade muito grande de se auto-realizar investir alto desenvolverem então esse modelo parentético esse colocar gente parentes seria uma capacidade reflexiva humano e nos permite entender os condicionamentos externos a gente que nos influenciam e os condicionamentos internos subjetivos anos mesmos que influenciam também a nossa ação e se colocar entre parêntesis significa a gente ser capaz de estar se afastar dessa realidade que nos condiciona tanto interna quanto externa
e ser capaz de entender isso e agir no mundo como se fosse a nossa segunda natureza né então é isso a capacidade da gente entendeu nossa realidade e ainda assim sendo vamos contribuiu bastante para do campo da administração porque esse esse trabalho que ele fez de analisar os modelos de homem conforme as teorias que nós temos ele conversa muito com perspectivas de administração que busca uma administração mais humanista né que buscam entender organização também como o espaço onde nós estamos ali para trabalhar e para se desenvolver gumi pessoas então é a contribuição dele para antropologia
digamos assim um ponto de vista antropológico foi muito significativa e ainda por isso que estão dos textos mais relevantes da nossa disciplina de administração pública bom então sobre a teoria geral né nós vamos ainda trabalhar em outro momento mas algumas ideias de guerreiro ramos mas a frente então a gente vai discutir também os conceitos deles de racionalidade instrumental e substantiva e a visão que ramos tinha do modelo de resistência e permitirem as pessoas se realizarem né se auto-realizar em de forma mais plena mais completa que a nós vamos trabalhar mais a seguir e se chama
a teoria da delimitação dos sistemas sociais tá bom então é isso a gente por hoje espero que vocês tenham gostado e até a próxima e aí