Olá pessoal vamos dar continuidade à nossa aula então esse é o segundo vídeo a segunda aula preparatória para o enari a respeito das políticas públicas de saúde de atenção integral à saúde das populações que vivem em situações de vulnerabilidade então para quem não viu a primeira aula a Vivi tá até aqui para conversar com vocês e dizer que na primeira aula nós temos um vídeo sobre atenção integral à saúde dos povos indígenas dos povos ciganos e também atenção integral à saúde das pessoas que vivem privadas de liberdade dentro do sistema prisional então para quem não
assistiu o primeiro vídeo recomendo que voltem assistam e deem continuidade aqui com essa segunda parte e agora pessoal na segunda parte vamos começar falando sobre o atendimento à população em situação de rua tá detalhe no Brasil nós temos desde 2009 uma política nacional para a população em situação de rua não é uma política nacional de saúde é uma política que foi publicada pelo Governo Federal pela casa civil sobre eh direitos civis políticos econômicos sociais culturais e ambientais dessa população em situação de rua mas o Conselho Nacional de saúde em parceria com o movimento pop Rua
solicitou em julho deste ano de 2023 a criação e a implantação de uma política nacional de saúde paraa população em situação de rua então estamos num movimento de criação de uma política nacional voltada pra saúde tá que seja ali instituída pelo Ministério da própria saúde mas olhando para essa política generalista que nós temos até então os objetivos são justamente assegurar que essas pessoas tenham um amplo acesso aos serviços e aos programas principalmente sociais oferecidos pelo Governo Federal pelos e pelos municípios e essa política ela tá muito relacionada aos princípios de respeito à dignidade da pessoa
humana eh direito à convivência familiar Comunitária valorização e respeito à vida então ela tem um que ali realmente de uma política pública social e econômica mas eh antes da gente começar a entender como que é o atendimento dessa população pelas equipes de saúde Vamos tentar entender o que que é uma população em situação de rua Então pessoal o ideal não é utilizar o termo morador de rua essa expressão Ela traz um tom eh discriminatório pejorativo então o ideal é a gente utilizar a expressão pessoa ou população realmente em situação de rua tá estamos falando de
um grupo populacional muito heterogêneo temos diferentes pessoas ã de diferentes idades mas que tem em comum pobreza extrema vínculos familiares e sociais interrompidos ou fragilizados e temos também claro a inexistência de uma moradia convencional regular Então essa pessoas vão utilizar as ruas as Praças Imóveis abandonados os logradouros públicos ou áreas degradadas como um espaço de moradia e sustento de forma temporária ou permanente essas pessoas também podem utilizar unidades de acolhimento para per noite ou como moradia provisória geralmente percebe-se que a população de rua tende a procurar mais esse acolhimento eh principalmente nas épocas mais frias
aqui em Franca por exemplo nós temos um centro pop um centro de referência especializado para população situação de rua então é uma casa que vai permitir Inclusive essa per noite de forma temporária tem toda uma questão de oferta de alimentação de atendimento eh de assistentes sociais de psicólogos e também tem toda a questão das equipes de saúde que eu já vou comentar com vocês que também trabalham junto com o centro pop mas o relato é que muitas vezes essas pessoas tendem a passar realmente a noite na rua na e procuram mais esse acolhimento na época
de muito frio pessoal apesar da gente não ter uma política Nacional de saúde ainda concretizada para os meus alunos do curso completo lá no módulo dois de atenção primária atenção básica Saúde da Família eu comentei com vocês que um dos tipos de equipe de atenção primária é a equipe de consultório na rua então dentro da atenção primária eu tenho a equipe de saúde da família né de estratégia saúde da família eu tenho a equipe de nasf que agora a gente chama de emul eu tenho a equipe de saúde bucal e eu tenho também por exemplo
a equipe de consultório na rua então a primária vai ser o principal Elo o principal tipo de equipe que vai prestar essa assistência Então essa modalidade consultório na rua é uma equipe de atenção primária que tá ali Para justamente oferecer esse atendimento essa atenção integral à saúde para esse grupo populacional que vive em Extrema vulnerabilidade as equipes de consultório na rua foram instituídas criadas pela pab pela política nacional de atenção básica de 2011 os consultórios na rua eles são implantados em cidades que tenham no mínimo no mínimo 80 pessoas em situação de rua então Há
ali um número mínimo de pessoas vivendo nessa situação de forma temporária ou permanente para que o município consiga inclusive o cadastro ali no sistema e que ele recebe então posteriormente o repasse do incentivo eh por parte do governo federal então o incentivo financeiro para manter essas equipes vem do município mas boa parte desse incentivo financeiro vem também do governo federal aqui em Franca por exemplo temos equipe de consultório na Rua Inclusive eu tenho uma amiga que é psicóloga que faz parte da equipe eu tô já H algum tempo tentando trazê-la pra gente fazer uma live
aqui ou no YouTube ou no Instagram do aprova vetus então em breve espero que a gente consiga organizar essa Live para que ela para que ela conte para vocês um pouco mais como que é a atuação dessa equipe porque dentro do consultório na rua eu não tenho a contratação Direta do médico veterinário então às vezes fica difícil a gente saber realmente como na prática essas equipes trabalham mas são equipes multiprofissionais de atenção primária mas que estão sempre trabalhando em conjunto com os caps centros de atenção psicosocial tá e com serviços de urgência e emergência então
não esqueçam eu tenho aqui atenção primária trabalhando com a atenção secundária e claro quando necessário encaminhando também esses pacientes paraa atenção terciária o consultório na rua não é uma equipe que fica dentro da UBS esperando essa população chegar na UBS porque isso não vai acontecer ou vai acontecer muito raramente então nós temos uma equipe que tá literalmente na rua então então é uma equipe que trabalha de forma Itinerante tá a equipe de consultório na rua ela tá vinculada a alguma UBS tá ela tá inserida dentro de algum território para cadastro realmente no sistema do Ministério
da Saúde Tá mas essa equipe ela vai atuar em todo o município em diferentes territórios sempre fazendo parceria com as equipes de saúde da família do território aonde essa pessoa esteja ali temporariamente ou de forma permanente inserida tá essa é uma equipe que trabalha 30 horas e lembra muito a contratação do próprio nas bar Mult e essa equipe pode trabalhar no período diurno e ou noturno Mas vai ter uma carga horária semanal de 30 horas e elas vão agir em loco então nas ruas aonde estão essas pessoas e claro também podem fazer ações dentro da
UBS e se necessário encaminham também essas pessoas para Caps creias Cras para Upa para hospitais que tenham ali um atendimento especializado em Saúde Mental enfim e um detalhe muito importante aqui pessoal é que nós estamos trabalhando com redução de danos o objetivo dessa equipe à Não é fazer um milagre nós estamos falando de uma situação tão complexa envolve questões familiares sociais sanitárias é muito complexo então o intuito é ir reduzindo danos impactos negativos doenças agravos é tentar promover aos poucos a saúde levar um pouco de prevenção e de recuperação da saúde nós temos diferentes modalidades
tá temos uma modalidade com pelo menos quatro profissionais temos uma segunda modalidade com no mínimo seis profissionais temos uma terceira modalidade com seis profissionais mais um médico necessariamente mas essas modalidades são compostas por enfermeiros psicólogos assistentes sociais ou terapeutas ocupacionais ou então também por agentes sociais técnico ou auxiliar de enfermagem técnico em saúde bucal dentista educador físico e educador em arte Então me lembra muito a composição da equipe de saúde da família o que que me chama muito a atenção esse profissional dentro da estratégia saúde da família eu tenho o agente comunitário de saúde e
posso ter também o agente de combate a endemias Então eu tenho o ACS e o ace aqui eu tenho um agente social então ele vai ter um trabalho muito parecido com o da do ACS Tá mas esse agente aqui ele tem essa ação voltada de forma específica para essa população em de rua então esse agente social ele lembra bastante a atribuição a forma de contratação de trabalho do ACS dentro do território dentro da esf bom pessoal toda a cidade tem consultório na rua não então quando eu fui sanitarista no nasf na prefeitura de Araçatuba em
2020 e na naquela época a gente não tinha equipe consultório na Rua Pode ser que depois de 20 tuuba tenha contratado aqui em Franca já tem a equipe Mas vamos pensar que Araçatuba ainda não tenha consultório na Rua Ah então ninguém vai atender a população em situação de rua não é isso então a responsabilidade pela atenção à saúde da população em situação de rua como de qualquer outro cidadão é de todo e qualquer profissional do SUS mesmo que ele não seja integrante da equipe de consultório na Rua desta forma um município ou uma área do
M equipe consultório na Rua a atenção a saúde deverá ser prestada pelas outras modalidades de atenção básica principalmente pela equipe de estratégia saúde da família equipe de saúde bucal e P nasf barrault então se eu não tenho consultório na rua isso não significa que essa população ficará desassistida tá então dentro da política nacional de atenção básica dentro lá do nosso módulo dois do curso completo do aprova vetus a gente fala muito inclusive dessas outras modalidades até porque pessoal se eu não tenho o na rua como a estratégia saúde da família é quem assume a responsabilidade
sanitária por um território ela também vai assumir a responsabilidade por essa população e aí no material complementar de vocês eu estou disponibilizando eh um relatório do Ministério da Saúde um diagnóstico com base nos dados e informações disponíveis em registros do governo federal Quanto a essa população em situação de rua só que eu fiz questão de trazer alguns detalhes que eu encontrei nesse relatório nós olhamos pro cenário social e epidemiológico paraa epidemiologia dessa população nós vemos que no Brasil atualmente nós temos mais de 280.000 pessoas vivendo em situação de de rua e isso piorou principalmente por
causa da própria pandemia da covid-19 regões destacam-se em relação a essa quantidade Sudeste e Nordeste e essa é uma população que vive uma invisibilidade social uma insegurança familiar e como eu já havia falado para vocês é tudo muito complexo Por que que uma pessoa está vivendo em situação de rua por que que ela está ali dormindo na praça da cidade que que ela tá ali dormindo na rua no chão as motivações são muitas vezes multifatoriais então uma soma de questões como desemprego problemas familiares alcoolismo uso de drogas e quando eu olho pro perfil essas pessoas
em situação de Rua São em sua grande maioria do sexo masculino quase 90% são homens adultos entre 300 entre desculpa entre 30 e 49 anos eu ia falar 300 anos meu Deus entre 30 e 49 anos e em sua maioria são pessoas negras Olha a vulnerabilidade social a questão raça cor também influenciando aqui outro chama atenção 15% dessas pessoas em situação de rua tem algum tipo de deficiência sendo a física mais frequente mais uma vez mostrando vulnerabilidade complexidade desses casos outro detalhe essas pessoas elas sofrem com a baixa cobertura vacinal então não são pessoas que
vão procurar a UBS periodicamente PR atualizarem a sua carteirinha de vacinação vezes essas pessoas não procuram assistência médica Então eu tenho um subdiagnóstico uma subnotificação mas de acordo com aquilo que a gente tem de dados pelo cúnico peloa é umaa fortemente pela tuberculose então infelizmente pensou em população em situação de rua pensou-se no risco para tb outro problema infecções sexualmente transmissíveis muitos vivendo com HIV aides hepatites virais violências físicas violências psicológicas também vou deixar no material complementar esse guia orientador do Ministério da Saúde para atendimento e pras pessoas acometidas pra tuberculose tá quando a gente
olha pro sinan a Vivi derrubou meu caderno gente ela até assustou aqui quando a gente olha pro sinan ã eu já comentei também com vocês no curso completo que violência em interpessoal ou seja entre pessoas violência doméstica extrafamiliar então aqui homicídios acidentes de trânsito violências autoprovocadas como ideação suicida tentativa de suicídio suicídio também são agravos de notificação compulsória e quando a gente olha paraa notificação compulsória de violência se relação muito grande com essa população é em situação de rua tá então muitos relatam violência física psicológica sexual tortura negligência tá outros tipos de violência também então
eles estão muito Ó gente deixa eu fazer uma pausa aqui e colocar a viv no banquinho dela aqui do meu lado antes que ela destrua aqui a mesa pronto me desculpem então assim a infelizmente uma susceptibilidade dessa população que tá exposta a serem violentados na rua outro detalhe mais uma vez que eu percebi fortemente na 17ª conferência nacional de saúde lá em Brasília Esse ano foi a força que tem o movimento pop Rua então o movimento pela população de rua aqui no Brasil Então muitos psicólogos sociais agentes sociais então pessoas que fazem parte das equipes
de consultório na rua mas também pessoas que viveram ou vivem em situação de rua e que são atendidas pelo SUS lutando ali na conferência Por garantia de melhoria de políticas públicas de criação de uma política nacional de saúde então um movimento felizmente bem fortalecido Como eu havia comentado aqui em Franca a gente tem o consultório na rua né Então até tô deixando aqui para vocês o Instagram para vocês até acompanharem verem Quais são as principais ações da equipe ã aqui da Prefeitura de Franca é muito legal e quando possível eu trago a minha amiga que
é psicóloga para dar uma palestra para vocês e só para mostrar na última prova de residência do enari teve uma questão justamente sobre política nacional pra população em situação de rua por meio dessa política na verdade meio da pab da política nacional de atenção básica o SUS criou o consultório na rua por meio do atendimento desse tipo de atenção básica foi possível identificar que são problemas clínicos muito comuns de serem encontrados nessa população exceto drogas gravidez de alto risco escabiose micoses ou Brucelose O que que vocês acham que não é muito comum nessa população acham
que problemas com álcool e drogas são importantes são comuns nessa população sim gravidez de alto risco sim também porque essas pessoas essas mulheres gestantes muitas vezes não tem acesso a um pré-natal ou não tem acesso inclusive ao pré-natal as vitaminas necessárias a alimentação de qualidade em quantidade necessária para uma gestação tá escabiose micoses ou seja doenças parasitárias doenças fúngicas são também muito comuns até porque muitas vezes eles vão usar a mesma roupa por muito tempo vão compartilhar cobertores muitas vezes são cobertores que estavam jogados na rua que ficam em qualquer espaço então a contaminação de
roupa coberta é muito grande facilitando escabiose e micose o que que não é muito comum nessa população pessoal Brucelose a Brucelose ela tem muito a ver com uma questão ocupacional então é uma doença ocupacional que vai atingir profissionais que trabalham com animais ou profissionais que trabalham na indústria de alimentos e também vai acometer uma população que vai consumir um alimento de origem animal que não passou pelos devidos tratamentos térmicos por exemplo então aqui eh é uma população que não vai ter acesso a um leite cru direto ali da vaca é uma população que vai ter
acesso a um queijo então assim eh a Brucelose não tem muito a ver com a população em situação de rua tá agora vamos para mais uma política de atenção integral e vamos falar de população negra então nós temos uma política nacional de saúde integral da população negra ela foi instituída pelo Ministério da Saúde no dia 13 de Maio de 2009 por que que eu fiz questão de frisar que ela foi instituída no dia 13 de Maio porque eu não sei se vocês se lembram mas no dia 13 de Maio de 1888 nós tivemos a publicação
Lei Áurea aqui no Brasil Então esse é considerado o dia da abolição da escravatura então em homenagem à Lei Áurea ao dia 13 de Maio de 1888 é que a política nacional de saúde integral da população negra foi publicada só que em 2009 pelo Ministério da Saúde galera Quais são as finalidades quais são as diretrizes dessa política pública dade igualdade racial no acesso na qualidade dos serviços de saúde é garantir um acesso de forma oportuna humanizada é reduzir morbidade mortalidade na população negra é reduzir as iniquidade que nós temos no sentido raça cor tá Também
temos aqui a tentativa de reduzir as iniquidades voltadas inclusive para uma questão religiosa porque nós sabemos que no Brasil há um preconceito muito grande em relação a as religiões que são chamadas de matrizes africanas como por exemplo a umbanda eh eu não costumo Dar minha opinião sobre questões religiosas políticas vocês sabem que eu tento me abster bastante mas eu costumo frequentar centros de umbanda eu tenho muito respeito pela religião eh e ten um carinho um apreço muito grande e eu percebo que quando eu comento com algumas pessoas que eu frequento o centro de Umbanda que
muitas pessoas ficam me fazendo tipo várias assim esquisitas estranhas e até preconceituosas e olha que eu sou uma mulher se gênero hétero Branca Agora imagina como é para uma pessoa realmente Negra ou preta né como for a melhor nomenclatura lidando com essa questão de preconceito e até porque eu tenho ali realmente essa Associação da religião com as próprias matrizes africanas tá e um outro intuito objetivo dessa política nacional é trazer fortalecer a a participação da população negra nas instâncias de controle social então é trazer essa população para dentro das conferências de saúde para dentro dos
conselhos de saúde então o objetivo geral da política de atenção integral à população negra é de justamente promover uma saúde integral priorizar Justamente a redução de desigualdades éticas Eh desculpa étnicas raciais temos aqui como objetivo o combate ao racismo o combate a discriminação inclusive que essas pessoas podem ou já realmente passaram dentro dos serviços de saúde a nível privado e a nível SUS e aqui pessoal a política pública ela faz uma atenção especial para as populações que são na verdade Originalmente quilombolas então não esqueçam que populações quilombolas pelas comunidades remanescentes dos quilombos que foram criar
que foram ali estabelecidos entre os séculos 16 e 19 então nós estávamos falando de populações negras que fugiam desses regimes de escravização e buscavam um espaço de liberdade de resistência então para as populações negras quilombolas se tem uma atenção ainda mais especial tá E aí eu queria trazer para vocês um detalhe ã eu não sei se realmente o enari entraria em um contexto tão específico mas existe algo dentro do SUS chamado quesito raça cor vocês já ouviram falar disso eu até Tenho usado essa terminologia nesses dois vídeos que que seria isso então o IBGE Ele
criou um sistema de classificação com cinco categorias de cores que são declaradas pela população então quando IBGE tá fazendo Censo esse profissional esse agente do IBGE pergunta como você se declara se você se declara branco preto Pardo Amarelo ou indígena e aí o próprio Ministério da Saúde a partir de 201 S adota esse critério de autodeclaração paraa raça cor então quando principalmente o ACS vai fazer o cadastro da pessoa dentro do eus dentro das equipes de saúde da família ou quando você vai passar por um atendimento na UPA na UBS vai fazer seu cartão nacional
do SUS o profissional que tiver te recebendo te atendendo ele vai te pergar contar como que você realmente se declara por quê essa autodeclaração ela é muito importante porque ela tem a ver com a percepção de cada um em relação à sua raça cor então aqui eu não tô considerando somente um traço físico mas também uma origem étnica racial aspectos socioculturais uma construção familiar E por que que é tão importante a gente declarar a nossa raça a cor e isso ficar registrado no sistema de informação do SUS para que o ministério da saúde consiga Gente
desculpa eu tô me coçando toda porque a Vivi tá aqui soltando os pelinhos dela eu sou gateira mãe de gato há muitos anos mas alérgica a gatos me desculpem então assim é muito importante pro Ministério da Saúde filtrar e entender quantas pessoas brancas pretas pardas amarelas e indígenas estão sendo atendidas e até para filtrar Quais são os problemas de saúde relacionados a cada uma dessas cores vamos assim dizer tá quando a gente olha pro cenário social e epidemiológico nós temos Barreiras estruturais cotidianas racistas históricas que impactaram e Impact ainda negativamente os indicadores de saúde dessa
população então olhando pro sistema de informação de mortalidade pro Sim a gente percebe uma precocidade dos óbitos dessa população uma alta taxa de mortalidade materna infantil uma elevada prevalência de doenças infecciosas e doenças crônicas e lembrando muito a questão da população em situação de Rua A índices também de violência algo que a gente também vê com a população cigana que a gente também vê com os povos indígenas e que infelizmente a gente vai ver também daqui a pouco com a população lgbtq a mais Então o Ministério da Saúde ele diz que de acordo com os
dados do SIM do sistema de informação sobre mortalidade no total de 1583 mortes maternas no Brasil em 2012 60% eram de mulheres negras 34% de brancas Olha que diferença assustadora tá E esse cenário ele ficou ainda mais escancarado com a pandemia Existe sim uma questão de uma um maior risco de anemia falsiforme na população negra Por uma questão genética hereditária existem também associações com diabetes hipertensão um maior risco também de doenças infecciosas e também dos registros das violências das causas externas que a gente tem ali no sinan então a gravos relacionados à violência e muitos
relatos de discriminação no serviço de saúde o sistema de informação de mortalidade Assim como próprio IBGE expõe que a taxa de homicídios de negros no Brasil é de 36 mortes a cada 100.000 negros enquanto a mesma medida para não negros é de 15 mortes para cada 100.000 Então é quase o dobro de mortes por população negra tá e Geralmente os homicídios são nessa população negra de de homens e jovens de 19 desculpa de 15 até mais ou menos uns 29 anos e para finalizar tanta política pública tanto assunto diferente Vamos fechar com população lgbtqi a
mais Então política nacional de saúde integral de lésbicas gays bissexuais travestis e transsexuais no SUS no Ministério da Saúde desde 2011 essa política nacional ela nasceu na verdade eh empurrada ali estimulada pelo programa nacional Brasil sem homofobia e pelo programa nacional de Direitos Humanos política pública essa portaria 2836 publicada em 2011 ela é um Marco histórico para reconhecimento das demandas de uma população que vive em condição de condições de vulnerabilidade muitas vulnerabilidades sociais tá então o Ministério da Saúde El ele já vinha desde a década de 80 trabalhando muito com estratégias para enfrentar controlar reduzir
o HIV aides na população lgbtq a mais Então muitas parcerias do Ministério da Saúde com os movimentos sociais mas com a política pública publicada agora no século XX fica ainda mais fácil combater essa discriminação nos serviços públicos de saúde então a discriminação Por orientação sexual por identidade de gênero ela incide de forma brusca assustadora nos determinantes sociais de saúde então o processo de adoecimento de Sofrimento dessa população é resultado de preconceito e de estigma social então nós temos inclusive as questões voltadas à saúde mental ou de pessoas que evitam procurar um atendimento médico muitas vezes
preventivo por vergonha por medo por receio de ser discriminado então muitas vezes são pessoas que deixam de procurar um infectologista ã para falar sobre muitas alternativas que nós temos para prevenção para tratamento do HIV aides pensando em prevenção mesmo nós temos o os preservativos Mas recentemente Nós também temos os preps as profilaxias de pré-exposição também temos Os Protocolos de pós exposição mas para isso essa pessoa vai precisar procurar o atendimento médico do médico da saúde da família do médico infectologista ou no médico gineco enfim mas para isso eu vou precisar que essas pessoas sejam acolhidas
de forma correta dentro do sistema senão vai continuar havendo barreira e o objetivo geral da política nacional é justamente promover saúde integral para essa população eliminar a discriminação e preconceito e contribuir pra redução das desigualdades para consolidar Justamente esse SUS que a gente quer um SUS Universal integral e equitativo Lembrando que essa política assim como todas as que nós estamos falando recentemente são de competência de todas as esferas administrativas do SUS só a política de povos indígenas que tem uma correlação mais forte com o governo federal tá todas as outras políticas públicas que nós estamos
vendo são de competência do governo federal das secretarias Estaduais de saúde e das secretarias municipais Então são outras diretrizes outros objetivos da política nacional ampliar o acesso dessa população ao serviço e que o atendimento seja respeitoso seja de Equidade é combater estigma e discriminação é inclusive considerar que Além da questão da orientação sexual eu também tenho alguns Record etnic raciais Então dependendo da etnia falando de uma pessoa que é negra e homossexual de uma população que é indígena e homossexual cigana e homossexual e assim sucessivamente nós temos ainda complexidades ainda maiores a política pública ela
quer inclusive detalhe reduzir o risco que pode rente do uso prolongado de hormônios eu já vou falar um pouquinho sobre isso tá E claro também um dos objetivos é a prevenção das ists reduzir também problemas relacionados à saúde mental drogadição alcoolismo e suicídio porque nós sabemos que a taxa de suicídio é mais elevado nessa população então o SUS ele tem promovido recentemente melhores Tecnologias para serem usadas no processo transexualizador então nós temos uma portaria que foi publicada em 2013 que foi atualizada recentemente que cria uma linha dado para esse processo de transexual acho que esse
seria o termo correto né dentro do SUS Então existe sim tratamentos acompanhamentos clínicos e cirúrgicos e também a questão da hormônio terapia para essa eh questão de uma mudança ali de sexo feminino masculino e vice-versa só que esse é um assunto que eu não vou entrar porque eu não sou da área e eu acho que para se falar de processo transexualizador você tem que ser extremamente competente para lidar muito bem com essa questão mas assim também não tá dentro da do edital do enari mas eu quero que vocês saibam que existe uma portaria que busca
garantir um atendimento seguro pensando nesses processos cirúrgicos e também hormonais Tá então não é qualquer equipe não é qualquer hospital que consegue se cadastrar dentro do SUS para fazer esse esse tipo de procedimento Clínico ambulatorial ou realmente cirúrgico E aí pessoal quando a gente olha pro cenário social e pra epidemiologia dessa população mais uma vez estigma preconceito invisibilidade no atendimento ginecológico principalmente pensando no travesti e no transexual e muitas vezes negação do nome social porque às vezes essa pessoa ela já se considera com o nome social não houve a troca no cartório e mesmo sem
a troca no cartório a gente já sabe que o profissional da saúde tem que registrar essa pessoa também com o nome social e chamá-la pelo nome social mas muitas vezes o profissional da saúde que tá ali na recepção não sabe disso e quer ficar insistindo em usar o nome registrado no CPF temos aqui a questão da epidemia do HIV aides um risco maior de câncer de mama útero e próstata justamente devido à ausência dos exames preventivos devido a dificuldade de se ter esse atendimento ali com o profissional e assim para piorar para os travestis além
de tudo isso nós temos as questões de prostituição de drogadição do risco dos silicones industriais que são colocados muitas vezes e com certeza pessoal aqui assim Alerta Total paraa violência interpessoal E autoprovocada então entre 2003 e 2005 Olha tá distante da gente já foram 300 homicídios de gays lésbicas e Travis no Brasil principalmente no nordeste imagina agora eu não tenho esse dado mas imagino que seja também muito assustador Então o que eu tenho aqui é a fio Cruz trazendo um levantamento entre 2015 e 2017 dizendo que nós temos no Brasil 22 notificações de agressão a
uma desculpa nossa deu uma travada 22 notificações de agressão a pessoa LGBT que ia mais tá 22 notificações em média por dia então temos quase que uma notificação por hora e o que mais assusta 61% das agressões ocorreram dentro de casa tá pessoal era isso eu tentei juro resumir trazer da forma mais simples e didática tantas políticas públicas diferentes para vocês espero que vocês tenham gostado bons estudos boa aula e qualquer dúvida me mandem mensagem e até a nossa próxima vídeoaula até mais gente