Olá, meus amigos do Adventismo Vivo. Sejam muito bem-vindos a mais um estudo da Bíblia, por meio da lição da Escola Sabatina. Eu estou com meu guia de estudos aqui em mãos. Neste trimestre estamos tratando de apologética e no estudo de hoje chegamos à lição de número seis, cujo título é Jesus e o budismo. Mais um tema interessantíssimo está diante de nós e nós vamos estudá-lo com afinco. Então, para ter os tópicos Todos organizados, eu convido você a me acompanhar no mapa mental. Qual é a visão geral sobre o estudo desta semana? Nós vamos fazer uma
comparação entre a compreensão do sofrimento no cristianismo e no budismo. E para enriquecer o nosso estudo, nós vamos nos aprofundar um pouco mais no budismo, conhecendo o básico da sua história, o básico dos seus conceitos, de quais problemas ele se ocupa, quais as soluções que ele propõe e vamos fazer Também um comparativo com o cristianismo. E nós vamos responder mais uma vez a mesma questão da semana passada. Por que estudar sobre isso? Pode ser que você nunca tenha se deparado com um budista, mas veja aqui a primeira resposta. Todos somos chamados a atividade missionária mundial.
E estudar o assunto faz parte dessa preparação. Você se lembra da rainha Ester de Radaça lá no palácio? Quando se apresenta uma crise para os judeus que Serão exterminados? O tio dela, Mardoqueu, diz assim: "Pode ser que para uma hora como esta você foi chamada". Então, não sabemos em qual circunstância a vida vai nos colocar e precisamos estar preparados para uma hora como essa. E essa preparação inclui conhecermos mais de outras culturas, outras religiões, para estarmos aptos a fazer uma boa ponte, um bom diálogo. Também vamos estudar esse tema porque precisamos entender melhor o evangelho.
E quando nós comparamos o que os outros creem, nós entendemos melhor o que nós mesmos cremos, porque aquilo em que eu creio é delimitado também pelo que eu não creio. E especificamente hoje, esse ponto vai ficar muito em destaque, porque nós vamos descer ali a minúcias da comparação. Agora, trazendo uma resposta mais concreta, algo que toca mais a nossa experiência e a nossa realidade aqui no Ocidente, especificamente no Brasil, nós Percebemos que é uma tendência atual que a indústria da saúde, a indústria do bem-estar direcione os consumidores para práticas que têm origens budistas, como, por
exemplo, meditações, mindfulness, workshops de como aliviar a tensão, de como aliviar o estress imões emit para ficar mais tranquilo. Então, essas pessoas que estão interessadas em saúde, em bem-estar, elas elas são captadas para essas práticas de relaxamento e a partir delas tem uma uma porta de Entrada para a espiritualidade oriental, a espiritualidade budista. E isso é algo que nós vemos claramente aqui no Ocidente e também no nosso país, no Brasil. E especificamente nesse ponto, nós precisamos entender a diferença entre a meditação bíblica e a meditação oriental, não apenas para a nossa própria segurança espiritual, mas
também porque eu tenho certeza que muito provavelmente você já lidou ou convive com alguém que tem tendências a esse Tipo de espiritualidade oriental. Então, é útil que você entenda isso para orientar essa pessoa no seu círculo de convivência. Tudo bem? Visto essas razões, nós vamos recapitular também a classificação das religiões. As religiões são classificadas em religiões de integração, de servidão, de libertação e de salvação. E qual é o critério para fazer essa classificação? O objetivo de cada uma. Então, por exemplo, as religiões de integração, Elas têm o objetivo de realizar a integração entre o ser
humano e as forças da natureza. E para fazer isso existe o shamã, o chamanismo, que é aquele intermediário entre o ser humano e as forças sobrenaturais, as forças da natureza. Essas são aquelas religiões mais primitivas dos saberianos, amerídios, indígenas e africanos. Depois nós temos as religiões de servidão, cujo propósito é servir os deuses para receber deles bênçãos e eh prêmios, Vantagens materiais. Essas são as religiões do mundo bíblico, religiões do Egito antigo, religiões de Canaã, religiões da antiga Roma, a antiga Grécia. São alguns exemplos. Temos aqui também dos celtas, da antiga Mesopotâmia, da terra de
Abraão. São religiões de servidão. E agora o que nos interessa mesmo na semana passada, nessa semana são as religiões de libertação. E eu vou ler novamente aqui o conceito para já nos preparar para falar do Budismo. A religião de libertação é aquela cujo objetivo central é escapar ou libertar-se do mundo material. O ser humano é concebido como preso em um ciclo de existência mundana e busca atingir estados de transcendência espiritual através de disciplinas, meditação e acese. O divino não se revela, mas pode ser experimentado através do esforço pessoal. E o exemplo das religiões de libertação
são o hinduísmo. Nós estudamos na semana Passada, budismo, vamos estudar agora, taoísmo e confuncionismo. E por fim, nós temos as religiões de salvação, que é aquelas que pressupõe que o homem está perdido pelo problema do pecado e precisa da divindade para exercer misericórdia e salvá-lo. E aí nós estamos falando de religiões muito mais familiares, judaísmo, cristianismo, islamismo, zoroastrismo. Na semana que vem nós vamos estudar o islamismo. Muito bem. Com as informações organizadas em Mente, agora sim nós vamos para o centro do nosso estudo, que é exatamente a sistematização do budismo e a comparação com o
cristianismo. Bem, nós vamos começar falando da história. Como que funciona essa história do budismo? Quando ele surgiu, como ele surgiu? Bem, a história do budismo está muito associada a este personagem, a este sujeito chamado Sidarta Gautama, que é o primeiro Buda histórico. Talvez você esteja pensando assim: "Olha, que Linguagem estranha, Gautama, o primeiro Buda histórico." Como assim Buda não é o nome dele, por que é chamado de Buda histórico? Bem, você precisa primeiro entender, para não misturar os conceitos, que Buda não é um nome próprio, não é o nome de uma pessoa, mas Buda significa
o iluminado, é um título, é uma designação de uma condição, de um estado espiritual. Da mesma forma, nós vamos agora para o conhecido. Cristo, o Messias no cristianismo, não é um nome Próprio, mas é um título. Então, Buda também é um título. Um título dado a quem? a quem é iluminado, ou seja, a quem atingeu uma esfera espiritual superior na compreensão do budismo. Agora, por que e esse personagem Sidarta Gautama é chamado de o primeiro Buda histórico? Porque aquele que foi registrado na história, aquele que está gravado em livros, em registros, pode ser, na compreensão
do budismo, que antes dele tem havido outros budas. Com Certeza houve outros budas na compreensão do budismo, ou seja, outras pessoas que atingiram esse estado espiritual de iluminado, mas eles não foram eh registrados em livros, em diários. A historiografia deles se perdeu. É assim que a a situação é apresentada no budismo. Bem, Gautama, ele viveu em que local e em que época, em qual data? Essa é uma informação que tem certa polêmica história histórica, mas geralmente se diz que ele nasceu em 563 antes de Crist no Nepal e morreu em 483 aes de. Crist na
Índia. Então essa é a região também das suas atividades, Nepal, Índia. E apenas para você se situar, o que que tava acontecendo na linha do tempo da história bíblica nessa época de Buda? Bem, a história que se passa na Bíblia nessa época é de dos profetas Daniel e Ezequiel na Babilônia. Quanto a história lá dos profetas de Deus na Babilônia está ocorrendo, nós Temos o surgimento do budismo na Índia. Tudo bem? E como é o histórico do surgimento do budismo? Bem, Sidarta Gautama, ele foi criado como um garoto muito rico, provido de bens e protegido,
como nós dizemos e popularmente, numa redoma de vidro. Por quê? Ele ficou isolado num luxuoso palácio e recebeu uma educação aristocrática durante a infância e juventude. E nessa condição, ele não interagia muito com o mundo exterior, porque eh sendo o palácio Quase que como uma pequena cidade murada, com condições perfeitas, ele ficava ali e chegou até a sua vida adulta morando ali no palácio. Porém, em certos episódios, ele saiu do palácio e se deparou com o mundo real, com um mundo que não era o mundo do palácio luxuoso em que ele vivia. Então, ele teve
quatro encontros que transformaram a sua visão. Ele encontrou um ancião e se deparou com a dura realidade do envelhecimento. Encontrou um doente e Passou a a ver a dura realidade da doença, um cadáver, ele meditou sobre a morte e uma. Ou seja, uma pessoa que estava ah fazendo uma busca espiritual por meio de exercícios, por meio de abstenção dos prazeres da vida. E quando ele tem essa série de encontros com uma realidade com a qual ele não estava habituado, ele passa a experimentar uma crise existencial, uma crise de consciência. Ele fala: "Olha, tudo que eu
vivi até agora é mentira. Eu vivi Numa bolha. Eu vivi isolado. Nada do que eu conheci é a realidade. Então ele abandona o seu título, a sua família e as suas riquezas e vai pro extremo oposto. Passa a viver como um mendigo, praticando jejuns muito severos, privações corporais, tentando alcançar a libertação através do martírio do corpo. É a lógica do hinduísmo que nós vimos na semana passada. Você lembra? Eu tenho que me libertar da prisão física, me dissolver no Brama, então eu vou negar a Minha materialidade. É isso aqui que ele tenta fazer. Porém, sua
vida muda aos 35 anos de idade, porque ele alcançou a iluminação suprema, a compreensão profunda das causas do sofrimento, da impermanência e da libertação. E nesse instante ele transformou-se em Buda, ou seja, alcançou o status espiritual de ser iluminado. E a partir de então ele passa a pregar e ele vive ali até aos 80 anos de idade. Essa então é a história do início do budismo. histórico. Nesse Ponto, nós vamos fazer o primeiro contraste com o cristianismo. Por quê? A a lição na parte de domingo e na parte da segunda-feira, ela ela usa essa expressão,
essa metáfora da luz. Buda era o iluminado. Por quê? Porque encontrou a luz. E ela e a lição percebe que essa mesma linguagem, a linguagem da luz, é usada para Jesus. A metáfora é semelhante, mas é diferente. E essa diferença na metáfora faz com que as prerrogativas de Jesus sejam muito Superiores e muito mais chamativas. Como assim? Se nós formos ao Evangelho de João, por exemplo, Jesus fala de si mesmo. De novo lhes falava Jesus dizendo: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida".
E a lição dá um destaque para esse texto. Na parte de sexta-feira, nós temos um comentário do livro Desejado de todas as nações sobre esse texto. E eu quero exatamente destacar uma parte da lição De sexta-feira para nós entendermos na prática o que Jesus está querendo dizer com esse texto na comparação com outro personagem Buda, que também se diz iluminado, ou seja, tocado pela luz. O símbolo, a metáfora é a mesma. Então veja esse texto aqui, ele é muito bonito, é um dos textos que eu mais gosto do livro O Desejado de todas as nações.
E diz o seguinte: "O mundo tem tido seus grandes ensinadores, homens de cérebro gigantesco e dotados de Admirável capacidade de investigação, homens cujas declarações têm estimulado o pensamento e aberto à visão vastos campos de conhecimento. Esses homens têm sido honrados como guias e benfeitores de sua raça. Agora note as partes em Alguém existe, porém, que o supera a todos. De quem o texto está falando? É óbvio, está falando de Jesus Cristo. Podemos seguir os passos dos grandes homens do mundo até onde se estende o registro da história humana. A Luz, porém, existia antes deles. Quando
o texto coloca aqui luz com letra maiúscula, está falando de Jesus. Ele é a própria luz. Ele não é iluminado. Ele é a própria luz que ilumina tudo ao redor. Como a lua e as estrelas de nosso sistema solar brilham pelo reflexo da luz do sol, assim, no que há de verdadeiro em seus ensinos, refletem os grandes pensadores do mundo, os raios do sol da justiça. Toda joia de pensamento, todo lampejo de intelecto provém da luz Do mundo, provém de Jesus Cristo. Por quê? Porque como diz o apóstolo Paulo, nele estão ocultas todas as riquezas
do mistério, da sabedoria. Tudo está em Jesus. Ele é a fonte de tudo que há de bom. Então, quando nós pegamos aqui a metáfora de luz que Jesus usa falando: "Eu sou a luz do mundo, Jesus chama para si uma prerrogativa muito superior à de Buda." Por quê? Em primeiro lugar, ele supera a todos os outros que se dizem iluminados. Em segundo lugar, ele já Existia antes dele. Ele tem uma precedência histórica temporal. Em terceiro lugar, esse aqui talvez seja o ponto mais interessante. Buda está entre os grandes homens da história humana. Mas mesmo naquilo
que ele fala que seja verdadeiro, que seja correto, que seja bom, ele está como que pegando apenas uma centelha da grande luz que é Jesus Cristo. Então, se de Buda sai alguma verdade, algo útil e algo bom, é porque ele refletiu uma parte do que é Jesus Cristo, do que é a luz de Deus. Não é bonito? Não é grandiosa essa perspectiva? É isso que significa Jesus dizer: "Eu sou a luz do mundo". Agora, prosseguindo aqui no nosso estudo, há um outro ponto interessante para nós destacarmos. É o seguinte: o budismo é um movimento dissente
do hinduísmo, uma espécie de heresia hindu, porque rejeita três valores relevantes pro hinduísmo. Como assim? O budismo rejeita a autoridade dos Vedas, que são textos Sagrados. Então, o que que o o budismo vai falar? Olha, eu eu não preciso de textos sagrados, porque a sabedoria vem da experiência direta, a sabedoria vem da meditação pessoal, a sabedoria vem da própria investigação racional e não de livros sagrados. O budismo também vai rejeitar as castas sociais, porque o budismo é um movimento humanitarista. Ele exerce compaixão pelo ser humano apenas por ser humano, independentemente de classes que gerariam um
mérito ou Demérito pela posição social em que a pessoa nasceu. E o budismo também vai rejeitar o valor dos ritos e da mediação sacerdotal. Então, o budismo procede a uma individualização da religião. É algo de mim para comigo mesmo. Essa é a ideia do budismo. Então, foi por isso que nós eh estudamos primeiro o hinduísmo para depois estudar o budismo, porque existe uma sequência lógica. Da mesma forma, se Darta Gautama era de uma família hinduísta e ele rompe então para gerar o Budismo. Tudo bem? Entendeu isso aí? Vamos para o próximo tópico, que é o
nosso tópico central. Qual é a questão mais importante para o budismo? O budismo vai dizer assim: "A questão central da existência humana é como explicar e resolver o sofrimento." Como explicar e resolver o sofrimento? E para responder essa questão, Buda, o Buda histórico, Sidarta Gautama, ele formula então as quatro nobres verdades. O que que são essas quatro nobres verdades? é A verdade sobre o sofrimento, a verdade sobre a origem do sofrimento, sobre a censação do sofrimento e o caminho para a cessação do sofrimento. Então, veja como isso aqui está estruturado. Ele flagra que existe sofrimento
no mundo. Ele fala qual é a origem do sofrimento, como fazer para cessar o sofrimento e qual é o passo a passo. Então, para eu colocar em prática essa censação do sofrimento. Então, essa aqui é a espinha dorsal do budismo. É assim que o budismo Se expressa. O budismo gira em torno, então, dessas quatro nobres verdades. Como que essas essas verdades do budismo elas estão expressas, elas estão enunciadas? Nós vamos passar aqui cada uma rapidamente e depois nós vamos analisar detalhadamente. A primeira nobre verdade do budismo é a verdade do sofrimento. É esta formulada da
seguinte maneira: o nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, Tristeza, lamentação, dor, aflição e desespero são sofrimento. Associação com o desagradável é sofrimento. Dissociação do agradável é sofrimento. A não obtenção do desejado é sofrimento. Essa é a primeira formulação do budismo. Agora, segunda nobre verdade do budismo é a seguinte. A nobre verdade da origem do sofrimento é esta. é o desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali. Isto é, o Desejo pelos prazeres sensoriais, o desejo por ser ou existir
e o desejo por não ser ou não existir. Então, note que primeiro, ele constata que existe sofrimento e aqui ele diz: "Qual é a origem do sofrimento?" Nós sofremos porque desejamos. Nós queremos prazer e o desejo, o querer o prazer é a causa do sofrimento. E depois, terceira nobre verdade é esta. É a completa censação desse mesmo desejo através do seu abandono, da sua rejeição, da sua Superação, do desapego em relação a ele, sem deixar nenhum resíduo sem nenhum apego. Ora, então note a sequência lógica. Aqui ele constata o sofrimento na primeira verdade. Na segunda
verdade ele diz que a origem do sofrimento é o desejo. Na terceira verdade ele dá solução. Se o problema é o desejo, então a solução para cessar o sofrimento é parar de ser desejante, é parar de ser apegado às coisas. E por fim, a quarta nobre Verdade é o caminho que conduz à censação do sofrimento. E é expresso desta maneira. É simplesmente o ó octuplo nobre caminho. Correto? entendimento, correto, pensamento, correto, modo de falar, correta ação, correto, modo de vida, correto esforço, correta atenção ou consciência plena e correta concentração. Então ele está falando o seguinte:
a maneira como você vai se desvincular dos seus desejos e do seu apego pelas coisas é seguindo esses Oito passos aqui que são chamados de óctuplo nobre caminho. Muito bem. Então agora você viu os quatro pilares, as quatro verdades do budismo. Nós vamos começar examinando cada uma delas e fazendo uma comparação com o cristianismo. Vamos voltar aqui para a primeira em que ele constata o sofrimento. Sofrimento vem do nascimento, do envelhecimento, da doença, da morte, da tristeza, lamentação, dor, aflição, associação com O desagradável, dissociação do agradável e não obtenção do desejado. Tudo isso é sofrimento.
Então, ao olhar para essa formulação, o budismo vai falar o seguinte: "O sofrimento é inerente à condição humana neste mundo e, por isso não adianta surgir-se contra ele, nem buscar refúgio em alguma divindade." Olha aqui que interessante. O o budismo não vai propor lutar contra o sofrimento. O budismo não vai propor procurar alguém para resolver o problema Do sofrimento. O budismo vai falar: "Eu tenho que atacar a causa do sofrimento, que é o desejo." Bem, a partir dessa formulação aqui, você pode notar que o budismo funciona como uma lógica de causas e consequências, de leis
naturais, de leis universais, em que os deuses ou a divindade não interferem. Porque se os deuses interferissem na lógica do budismo, nós deveríamos buscar os deuses para resolver o problema do sofrimento. Mas a ideia é outra. Tudo Aqui é causa e consequência. Os deuses, se é que existem, eles não interferem em nada do que acontece aqui. É por isso que o budismo é classificado como um movimento agnóstico, secularizado e pragmático. Por que agnóstico? Porque ele não liga se Deus existe, se Deus não existe. Ele não está preocupado em debater isso. Por que que ele é
secularizado? Porque a solução que ele propõe não tem uma natureza espiritual divina. tem uma natureza humana. E por Que ele é pragmático? Exatamente. Porque ele não quer discutir se Deus existe, como Deus age, ele quer dar uma solução prática. Você vai resolver o sofrimento dessa maneira. E, portanto, por isso, muitos dizem que o budismo não é uma religião, mas uma cultura, um modo de viver, ou, como se diz popularmente, uma filosofia de vida. Essa expressão é péssima, mas é assim que muita gente se refere. Agora vamos pegar esses elementos que nós acabamos de ver aqui
e Fazer um contraste com o cristianismo. Como o cristianismo vai ser diferente do budismo nesses pontos? Bem, em primeiro lugar, o cristianismo vai ensinar o seguinte: o sofrimento não é inerente à vida material. O budismo não disse isso. O budismo fala: "Olha, tudo nessa vida é sofrimento. Então o sofrimento é inerente a esse mundo material em que nós estamos". O cristianismo vai dizer: "Não, o mundo material não é necessariamente mau." E por que o Cristianismo vai dizer isso? Porque olha, olha o relato da criação. Viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom.
Esse aqui é um mundo sem sofrimento, o mundo quando acabou de ser criado por Deus. E daí quando nós vamos lá ao final da Bíblia, nós vamos ver que esse mundo restaurado, o mundo que volta a ser perfeito de novo, ele também se expressa de maneira física, de maneira material. Olha como é a descrição do apocalipse. Vi novo céu e nova terra, Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe. E é nesse novo céu, é nessa nova terra, ou seja, são circunstâncias materiais, concretas, palpáveis. É nessas circunstâncias que
Deus enxugará dos olhos toda a lágrima e a morte já não existirá e não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Ou seja, o mundo é perfeito no seu início e o mundo é perfeito quando ele é restaurado. E ambas as situações São realidades materiais, físicas concretas. Ou seja, o mundo material não é necessariamente ah um mundo de sofrimento, de maldade inerente, porque Deus criou o bom e Deus vai restaurá-lo como bom. Agora, o cristianismo também tem uma perspectiva muito diferente, porque o básico do cristianismo é que Deus se compadece do
sofredor. O budismo vai dizer: "Olha, como o sofrimento é inerente a essa realidade em que nós estamos inseridos, não faz sentido e Esperar a interferência da divindade. O cristianismo vai falar: "Não, é o contrário. A nossa realidade é de um Deus que se compadece do sofredor." Tanto é que Jesus ele é classificado exatamente como aquele que se compadece. Veja a linguagem aqui de Hebreus, capítulo 4, verso 15. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas. Antes foi ele, Jesus, em tudo, tentado em todas as coisas, a nossa semelhança, mas Sem pecado.
Ou seja, exatamente porque ele passou a mesma experiência de sofrimento que nós passamos, ele se compadece de nós e pode nos auxiliar e pode nos atender. E complementando aqui, o cristianismo vai dizer: Deus não é indiferente ao nosso sofrimento e a nossa realidade. Pelo contrário, ele vem ao nosso encontro nos oferecer auxílio. Não é isso que Jesus faz? Ó, Mateus 11: 28 a 30. Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos Aliviarei. Tomai sobre vós meu julgo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para
vossa alma, porque o meu julgo é suave e o meu fardo é leve. A lição trabalha essa ideia aqui na parte, deixe me ver aqui, na parte de, na parte de quinta-feira, cujo título é Caminho para paz. E ele são diz: "Jesus não nos deixa lutando sozinho. Em vez disso, ele nos oferece uma paz que não é apenas o destino da vida espiritual, mas também o Ponto de partida." Então nós vemos aqui que logo na essência, logo na primeira proposição, existe um contraste grande entre cristianismo e budismo. Agora vamos ver a segunda grande verdade do
budismo, a nobre verdade da origem do sofrimento. E o budismo vai dizer: "Todo sofrimento provém dos nossos desejos. E os nossos desejos fazem com que nós fiquemos apegados às coisas desejadas. E aqui nós vamos ver que a ideia de samsara que nós vimos na semana passada, Ela se inclui exatamente aqui neste ponto. Por que haveria essa reencarnação? Por que esses ciclos de vida? Porque a alma ainda é desejante. O ciclo das reencarnações, samsara dura enquanto durar o desejo. Ou seja, para que minha vida seja plena e não seja mais um ciclo, eu tenho que cessar
o desejo. Então o desejo é todo o problema da minha vida. O desejo é todo o problema da existência. Aqui um parêntese. A Ideia de reencarnação de sansara no budismo, ela é bem diferente do hinduísmo que nós vimos na semana passada. No hinduísmo é literalmente uma reencarnação. Você morreu e vai reencarnar em outro corpo, em outras circunstâncias, a depender do seu karma. Aqui no budismo é uma ideia muito mais abstrata, não é uma transmigração de alma, mas na verdade é um impulso cósmico, assim como uma onda não se confunde com outra onda, mas uma onda
Impulsiona outra onda. É, é uma abstração, difícil de entender, mas você precisa só saber aqui que o conceito de reencarnação de sansara budista é diferente do hinduísmo. O que que mais nós vemos aqui na segunda grande verdade do hinduísmo? O sofrimento não é aleatório ou causado externamente por Deus o destino, mas é consequência das próprias ações mentais. Então, o problema do sofrimento é causado pelo desejo, pelo apego, pela ilusão. Em Resumo, o ser humano sofre porque deseja. Vamos dar alguns exemplos para que fique mais claro a ideia do budismo na nossa mente. Então, imagine ali
as redes sociais. Todo mundo nas redes sociais quer receber likes, quer ter comentários nas suas publicações, quer receber mais seguidores. E quando vê algum influenciador que é mais famoso, deseja a vida daquele influenciador, deseja o sucesso daquele influenciador. Mas qual que é a grande realidade? Quando você vai nas redes sociais, você posta um vídeo que deu 20 horas de trabalho e recebe ali 67 visualizações. E então você sofre pelas expectativas não atingidas. E por que você sofreu? Porque você desejou os likes, você desejou os comentários, você desejou os seguidores e porque desejou e o seu
desejo não foi satisfeito, você se frustrou. Então, o seu sofrimento existiu porque você desejou. Compreende? Essa é a ideia budista, mas é um Pouquinho mais profunda sobre isso, porque nesse exemplo, o sofrimento vem de um desejo não satisfeito. Mas e quando o desejo é satisfeito? Veja esses dois outros exemplos aqui. Um relacionamento amoroso. Você ama o cônjuge e, por isso deseja a convivência. você conseguiu, você se casou, você está namorando com aquela pessoa, você se casou, você atingiu o seu objeto de desejo, você deseja a convivência com a pessoa amada, mas por Desejar a convivência
com a pessoa amada, você sente ciúmes. Se o cônjuge, se o cônjuge sai com amigos ou trabalha com pessoas do sexo oposto, porque você se sente como que afrontado, você se sente como e na potência de perder o seu objeto amado. Você tem medo de perder a pessoa amada, medo que ela o rejeite. E por isso, mesmo tendo conseguido o objeto desejado, ainda assim você sofre. Sofre porque o deseja, sofre porque tem apego à pessoa amada. Essa é a lógica do Budismo. Então, o sofrimento, ele está associado ao desejo, está associado ao apego. Um terceiro
exemplo aqui, o exemplo dos bens materiais. Imagine que você tenha uma uma casa luxuosa, um carro importado, tenha dinheiro suficiente para fazer viagens internacionais. Mas quando você atinge esse padrão de vida, você tem muito patrimônio, muitos passivos e percebe que precisa trabalhar ainda mais para manter, porque o carro Importado é muito interessante, mas o IPVA dele é altíssimo. Então você tem que trabalhar mais para manter aquele padrão de vida que você atingiu. Você vive preocupado com ladrões, então é hora de blindar o carro importado. Você vive preocupado com acidentes, você vive preocupado com a desvalorização
dos seus bens. E se o vizinho compra algo que seja melhor, você sente inveja. Ou seja, na lógica do budismo, mesmo eh obtendo os objetos do seu desejo, mesmo assim há Sofrimento. Os objetos que são desejo trazem em si, na sua realidade, a causa do seu sofrimento. Isso ilustra o conceito de duca, uma insatisfação gerada pelo apego. O objeto desejado contém as sementes do sofrimento. É isso que ensina o budismo. Então, todas as coisas no mundo, prazeres, relacionamentos e até a própria existência, não podem fornecer uma satisfação duradoura. Pode ser a até mesmo uma satisfação
pontual, mas algo Que seja durador, permanente. Isso não. Não existe satisfação, alegria permanente nas coisas. Por quê? Porque o desejo traz em si próprio as sementes do sofrimento. Esse é o budismo. Ora, na nossa comparação aqui com o cristianismo, nós poderíamos concordar em parte com essa ideia, com a ideia de que todas as coisas do mundo não podem fornecer satisfação duradoura. Por quê? Porque a necessidade do coração humano não é de coisas apenas de Relacionamentos. é um desejo, é uma necessidade transcendente que só pode ser satisfeita com o relacionamento com Deus. Essa é a lógica,
por exemplo, a desse texto do profeta Jeremias e que eu gosto muito, é muito bonito, muito poético, em que Deus diz assim: "Dois males cometeu meu povo. A mim me deixaram o manancial de águas vivas e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém as águas". a simbologia que é muito bonita, a sede é Um desejo que nunca é saciado. Por quê? Porque você trocou aquela fonte de água e foi armazenar e foi pegar água de uma cisterna, só que essa cisterna não consegue armazenar água para saciar a sua sede. Essa é uma metáfora para dizer
que as coisas da nossa realidade não podem saciar os desejos do coração humano. Por quê? Porque aquilo que sacia os desejos do coração humano está fora da ordem de coisas em que nós habitamos. Então, sim, em parte aqui o cristianismo Pode concordar com o budismo, mas é claro que a resposta vai ser muito diferente. Os cristãos vão falar o seguinte: "Ora, essa satisfação só será encontrada no relacionamento com Deus". A resposta dos budistas vai ser outra. Qual vai ser a resposta a dos budistas? Vamos ver aqui no passo três. Aqui nós vamos fazer mais um
contraste com essa ideia que nós acabamos de ver. Por o cristianismo ele vai fazer a uma proposta diferente. O cristianismo vai Dizer essa coisa de desejo como causa do sofrimento, hum, isso tem algum sentido, mas existe uma explicação maior, existe uma explicação mais abrangente. E qual é essa explicação? É o que nós vimos lá na lição de número quatro, que falava da origem do mal. Então, o que que o cristianismo vai dizer? O sofrimento, ele tem uma origem bem definida. E aqui nós vamos para a parábola do trigo e do joio novamente. Olha o que
Jesus contou. Então, vindo os servos do dono da casa, Lhe disseram: "Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde vem, pois, o joio?" E aqui, claro, isso aqui é uma parábola. É como as pessoas estão falando: "Olha, se Deus é bom e criou tudo bom, de onde vem o mal e consequentemente o sofrimento?" E o que Jesus responde? Um inimigo fez isso. Ou seja, esse mundo perfeito que Deus criou, ele foi arruinado pela ação de um inimigo. Essa é a origem do mal. Antes de chegar nos desejos, a origem do mal Está em
uma pessoa, em Satanás, que trouxe o pecado à nossa ordem de coisas. Mas nesse ponto, alguém poderia falar: "Olha, mas quando eu vou lá para Tiago capítulo 1, lá ele está associando o mal, o sofrimento, ao desejo, não é mesmo?" Vamos ver esse texto aqui com calma. O texto diz o seguinte: antes aqui a de chegar nessa parte, o texto estava dizendo: "Deus não tenta a ninguém. Deus não envia tentações." Ora, se não é Deus que envia tentações, de Onde então vem as tentações que levam ao pecado? E a resposta é a seguinte: cada um
é tentado pela sua própria cobiça. E a palavra cobiça aqui poderia ser alterada por desejo, para nós mantermos a linguagem aqui dos budistas. Cada um é tentado pelo seu próprio desejo ou sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá luz o pecado. E o pecado, uma vez consumado, gera a morte ou gera o sofrimento. Então, você pode olhar Aqui, ó, o texto não está falando que todo problema está na cobiça ou no desejo? Não, na verdade não. O texto está falando ao contrário disso. O desejo não
é reprovável por si próprio. O pecado é então a a o que o texto está condenando é o pecado e não o desejo. Por quê? Porque os desejos não são maus em si mesmos, mas como eles se tornaram desordenados, como eles se tornaram incontos depois do pecado, depois da queda de Adão e Eva. Os desejos eles muitas vezes apontam em direções que causam mal, que causam sofrimento, que causam pecado, mas os desejos em si são neutros, não são maus necessariamente. Como assim? Veja esse texto aqui do apóstolo Paulo, Colossenses 3:5, em que ele diz o
seguinte: "Fazei, pois morrer a vossa natureza terrena, a prostituição, impureza, paixão laciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria." Isso aqui que o apóstolo Paulo está Chamando de natureza terrena e que na linguagem de igreja nós chamamos de natureza pecaminosa, nada mais é do que os desejos neutros em estado desordenado. E por que que eu estou frisando aqui o estado desordenado dos desejos? Porque veja aqui alguns exemplos. Imagine aqui o desejo do apetite. Ter apetite é uma coisa ruim? Não. Ter apetite é uma coisa necessária. Porque se você não tivesse apetite, você nunca Comeria,
não se alimentaria. E não se alimentando, você morreria de inanição. Então é necessário ter o apetite, é necessário ter o desejo pelo alimento. Porém, esse desejo, ele pode se expressar de uma forma ordenada ou de uma forma desordenada. Se o apetite se expressa de forma ordenada, então nós temos a virtude da temperança. Se o apetite se expressa de forma desordenada, então nós temos o pecado da gula. A mesma coisa nós podemos falar da Sexualidade. Ora, a sexualidade é neutra em si e ela é um desejo, é um impulso que é necessário, porque se não houvesse
o impulso da sexualidade, não haveria reprodução. Se não houvesse reprodução, a raça humana acabaria em uma ou duas gerações. Agora, esse impulso da sexualidade, o desejo da sexualidade, ele pode se manifestar de uma forma saudável e de uma forma desordenada. Na forma ordenada, a sexualidade se manifesta como matrimônio com leite sem Mácula para usar a linguagem de Hebreus 13 verso 4. Agora, quando a sexualidade se manifesta como desejo ou impulso desordenado, então nós temos a prostituição, a impureza, a paixão laciva, que é exatamente o que Paulo está chamando de natureza terrena aqui em Colossenses. Da
mesma forma, um terceiro exemplo aqui, a ideia de progresso material. Olha, eu eu quero melhorar, eu quero ter uma casa melhor, eu quero comprar um carro se eu não Tenho carro ou eu quero um carro com um pouquinho de mais conforto, o progresso material é algo cabível. Agora, ele pode se manifestar de uma forma ordenada ou desordenada. Se o desejo pelo progresso material se expressa de uma forma ordenada, então nós vamos ter ali o fenômeno da multiplicação dos talentos de que Jesus fala. Agora, se se esse desejo se expressa de forma desordenada, nós vamos ter
a avareza, que é a idolatria, que é exatamente o que está Sendo condenado aqui no verso, que é integrante da natureza terrena. Então, esses exemplos demonstram que os desejos não são maus em si mesmos, mas se eles se tornaram ah, mas quando eles são executados de maneira desordenada e essa desordem é natural da nossa parte a partir da queda, a partir do pecado. Então, se esses desejos se expressam de maneira desordenada, aí nós temos o pecado. Mas o desejo em si, ele não é pecado. O desejo em si não é mal. Então, Nesse ponto, o
cristianismo vai também divergir muito do budismo. Por quê? O budismo vai dizer: "A origem de todo o sofrimento é o desejo e o apego pela coisa desejada". Veja aqui que a Bíblia apresenta uma perspectiva diferente. Agora, ainda no campo do sofrimento, o cristianismo vai dizer: "O sofrimento tem uma explicação". Em que sentido o sofrimento tem uma explicação? A explicação não é para a origem do mal no coração de Lúcifer, não. Para isso não Há explicação. Porque se nós explicássemos como um anjo de luz se tornou o inimigo de Deus, nós automaticamente justificaríamos esse fenômeno em
Lúcifer. Explicar significaria justificar nesse caso. Então, não existe uma explicação para o surgimento do mal no coração de Lúcifer. Quando nós falamos aqui que o sofrimento tem uma explicação, nós queremos dizer o seguinte: existe um bom motivo para Deus tolerar a permanência do mal a esse Ponto da história. E isso nós tratamos bastante lá na lição de número quatro sobre a origem do mal. Falamos inclusive do caso de Jó. O caso de Jó deixa muito claro a seguinte ideia: Deus permite o mal e o sofrimento para provar o erro de Satanás. Então, a ideia é
o seguinte: o sofrimento ocorre porque existe um grande conflito ao nosso redor. Nós não sabemos todas as regras desse grande conflito. Nós não sabemos todos os detalhes de como ele se desenvolve. Mas É é por meio de permitir que a proposta de Satanás frutifique em maldade e sofrimento, que Deus mostra que a sua proposta é muito superior. Essa é a ideia da história de Jó. Satanás diz assim para Deus: "Jó Debalde teme a Deus". Ou seja, Jó não é espontaneamente fiel. Jó só obedece porque as circunstâncias são favoráveis. Então, Deus entrega todas as coisas que
estavam sob o poder de Jó a Satanás e depois o próprio corpo de Jó é entregue. Então o Conceito é Deus permite o mal e o sofrimento para provar o erro de Satanás. Então, essa existência do mal no mundo de hoje não é o mero ah a resultado de causa e efeito, mas ele é explicado por um grande conflito. Isso ficou mais detalhado na lição de número quatro. Aqui nós passamos rapidamente agora, uma um outro contraste do cristianismo com o budismo é que o cristianismo vai dizer o seguinte: "O sofrimento tem um propósito no sentido
Não de que o sofrimento foi causado para que esse propósito fosse alcançado, mas no sentido de que Deus pega aquela situação de mal, de sofrimento e transforma e direciona para um bem, para uma bênção, escrevendo certo por linhas tortas, como diz a linguagem. popular. E essa aqui é a ideia da parte de segunda-feira. Para complementar essa ideia, nós podemos citar aqui Romanos 8:28, que diz assim: "Sabemos que todas as coisas Cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Ou seja, o sofrimento não é um castigo
automático, como é a ideia de karma, do hinduísmo e do budismo, mas ele é um instrumento da graça divina. Não é algo impessoal, mas é algo que em que Deus intervém para pegar uma desgraça e transformar em bênção. Aliás, essa é a ideia central do nosso texto chave. O texto chave da lição desta semana é João capítulo 9. O Que que nós temos em João capítulo 9? A cura da cegueira daquele jovem. E o texto diz assim, os versos iniciais: "Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença, e os seus discípulos perguntaram: "Mestre, quem pecou?
Este ou seus pais? Para que nascesse cego?" Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. Se esse texto ou essa história fosse contada por um budista, ela não teria muita graça, Porque eles olhariam para o cego e falariam assim: "Ora, isso é mera causa". E é feito. Essa cegueira é resultado de um karma, que é uma ideia parecida que um que os discípulos falaram. Olha, se ele está assim, é porque tem um pecado nessa história. Ele está pagando pelos seus atos anteriores. Mas Jesus, ele
inverte a lógica. Jesus fala diferente. Jesus pega um mal, pega uma situação de sofrimento E mostra como nesse plano da redenção, como nesse contexto de grande conflito, aquilo que aparentemente é só sofrimento e mal pode ser transformado numa bênção. E por isso que ele fala: "Nem ele pecou, nem seus pais", mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. Então, a visão do cristianismo sobre o sofrimento é muito mais complexa. Bem, falamos de tudo isso, ó, não perca o fio da meada, porque nós estamos vendo os grandes pilares do budismo. O primeiro Deles
é a constatação do sofrimento. O segundo deles é a origem do sofrimento. E o budismo vai dizer: "Todo sofrimento advém do desejo e do apego à coisa desejada". Acabamos de ver isso, vimos que o cristianismo ensina diferente. E agora nós vamos para a terceira nobre verdade do hinduísmo, que é a verdade da cessação do sofrimento. E aqui já ficou fácil de você completar o raciocínio. Se todo sofrimento é proveniente do desejo, então qual é a solução? A solução Budista é acabar com o desejo. Veja aqui, é a completa cessação desse mesmo desejo através do seu
abandono, da sua rejeição, da sua superação, do desapego em relação a ele, sem deixar nenhum outro resíduo sem nenhum apego. Então, se o sofrimento é causado pelo desejo, se eu não tiver desejo, também não haverá sofrimento. Essa é a ideia aqui. Essa é a proposta. A solução é deixar de desejar. Ora, como assim deixar de desejar? O que que seria isso na Prática? Alguns exemplos do que seria uma vida sem desejo. Número um, eliminação completa do desejo sexual. E claro, aqui nós estamos falando de alguém que atingiu os estados mais elevados dessa forma de libertação,
dessa forma de espiritualidade, eliminação completa do desejo sexual. E como que é a alimentação de alguém que deixou de desejar? Ele come com plena atenção. Mindfulness. Tem alguém aí da área de psicologia que está assistindo o Vídeo. Fale aí como é que o conceito de mindfulness aparece na psicologia, na terapia cognitivo comportamental. Nós vamos ver que esse conceito budista ele é aplicado em muitas terapias na atualidade. Ou seja, em vez de eu fazer as coisas de maneira desordenada, eu vou prestar atenção a cada detalhe. Eu vou fazer as coisas de uma forma muito mais compassada.
aprecia genuinamente o sabor. Quando acaba a refeição, o desejo não persiste. Não tem aquela coisa assim de, ah, eu vou vou repetir, vou pegar um segundo prato, agora vou pegar a sobremesa. Por quê? Porque na proposta budista isso é agir por desejo. E toda ação por desejo traz em si o sofrimento. Então, não vai haver nenhum apego, nenhuma expectativa. Ah, hoje tem apenas arroz e feijão. Tudo bem. Ah, hoje tem um banquete, tudo bem, não faz diferença. Essa é a ideia budista. A comida é nutrição e não entretenimento obsessivo. Na ideia Budista, viver sem desejo
é uma vida livre de ganância, ódio, ignorância. Os eventos mundanos parecem insignificantes. Não importa se quem ganhou as eleições foi um presidente de direita, se foi de esquerda, se está acontecendo uma guerra no lugar tal, não importa. Os eventos mundanos são insignificantes. Por quê? Porque o mundo funciona pela causa e efeito. Então não tem como resolver. A solução é individual. Não tem como eu me importar Com uma coisa na qual eu não posso intervir. Uma vida sem desejo. Não existe nenhuma ambição pessoal. Eu não quero ser rico, não quero ser famoso, eu não quero ser
desejado, eu não quero ser amado. Nada disso faz sentido na lógica do budismo. Ausência total de medo, de preocupação, de remorço. Os relacionamentos são abandonados. Claro. Qual seria o propósito de um relacionamento, né? Os relacionamentos são baseados no desejo, No desejo de amizade, no desejo de intimidade, no desejo de compartilhar visões de mundo. Então, se eu vivo uma vida sem desejo, automaticamente os relacionamentos não têm sentido. Esses são exemplos de como seria uma vida sem desejos proposta pelo budismo. Agora, perceba que essa proposta budista, ela vai levar a um mesmo fenômeno que nós vimos na
semana passada. que é o fenômeno da despersonalização. Por quê? Porque se eu não tenho desejos, Eu perco também a minha identidade. Ah, o fulano de tal era alguém que gostava de ler, ele gostava de fazer caminhadas, ele gostava disso ou não gostava daquilo. Ah, ele era muito apegado à avó dele, ia visitar a avó. Ora, uma vida sem apegos é também uma vida sem identidade, uma vida em que estão ausentes as características individuais distintivas. Então, da mesma forma que o hinduísmo, o budismo também leva a essa despersonalização, essa perda de Identidade. A vida, que é
uma vida sem desejo e sem apego ao objeto desejado, é uma vida que atinge o nirvana. O que que é o nirvana? É o estado de paz perfeita que surge quando o desejo é eliminado. Não desejo mais nada. E porque não desejo mais nada, não sofro. E porque não estou desejando e esperando nada, eu estou em paz. Então, o Nirvana é descrito como calma, paz e pureza de pensamento. É acessado pela mente. Nirvana não é um Lugar, não é um paraíso, como é a nossa concepção cristã, de que existe um paraíso no céu e que
depois esse paraíso vai ser eh eh colocado aqui na terra, no planeta restaurado. Não. Nirvana é uma realidade que é acessada pela mente. É um estado que é acessado pela mente. É uma abstração difícil de compreender, mas geralmente é formulado dessa maneira. Agora, note, antes da gente comparar esse ponto com a Bíblia e com o cristianismo, eu quero destacar o Seguinte: se a minha redenção, pela lógica do budismo, vai se dar com eu fazer morrer os meus desejos, eu parar de ser desejante, então é uma solução que depende de mim apenas. E é impossível que
outra pessoa resolva meu problema, porque ninguém pode deixar de ser desejante no meu lugar. A ênfase está na performance individual. Ninguém pode deixar de desejar por mim. E aqui nós podemos fazer muitas comparações e contrastes Com o cristianismo. Em primeiro lugar, a redenção no cristianismo, ela é física, mental e espiritual. Lembra que eu falei um minuto atrás que o estado de nirvana alcançado por aquele que não deseja mais é uma realidade abstrata que é acessada pela mente? No cristianismo é diferente. No cristianismo, a redenção implica que, por exemplo, esse meu corpo que é corruptível vai
ser transformado num corpo incorruptível. O corpo que é mortal vai ser revestido da Imortalidade. Primeiro Coríntios 15:53. Então, o cristianismo prega que a redenção, que o estado superior vai ser alcançado por uma transformação da materialidade. Não é algo abstrato, não é algo que tá dentro da minha mente, é uma mudança física no mundo, é uma mudança física no meu corpo. O budismo vai dizer que essa mudança é apenas uma mudança na sua mente, na sua percepção da realidade. O cristianismo vai dizer que a redenção tem ali um Aspecto mental, um aspecto de cognição. Sim, mas
não apenas isso. Veja aqui em Primeiro Coríntios 13:1, porque agora vemos como em espelho obscuramente. Então, ou seja, na redenção, veremos face a face. Agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido. Ou seja, o conhecimento que eu tenho agora, a minha percepção, a minha capacidade de cognição, ela é limitada. Mas quando eu for redimido, quando eu estiver no estado de Perfeição, depois da volta de Jesus, na glorificação, então a minha capacidade de cognição ela ela será plena. Eu conhecerei como sou conhecido. O budismo vai focar essa a redenção apenas nesse aspecto mental. O
nirvana é um estado acessado pela mente. O cristianismo vai dizer: "Não, a redenção é uma mudança física, é um é uma restauração do planeta, é uma restauração do meu corpo. E isso inclui também uma restauração da minha capacidade cognitiva." Então, a Ideia de redenção cristã, ela é mais ampla do que a ideia de nirvana budista. E aqui complementando, ó, a existência mais elevada é um paraíso físico. E nós podemos citar vários textos de Apocalipse de que o paraíso restaurado, ele tem o rio da água da vida, tem o trono de Deus, tem uma praça, tem
uma árvore e eu preciso comer das folhas dessa árvore para ir progredindo na minha redenção. Então, existe uma dimensão física muito palpável, muito Concreta. Isso não existe no budismo. E terceiro ponto aqui, o sofrimento não pode ser resolvido pelo sofredor. Lembra que esse é um dos pontos centrais que nós acabamos de ver? Se o problema no budismo que causa o sofrimento é o desejo, eu preciso parar de ser desejante. Ninguém pode fazer isso por mim. Então, quando eu paro de ser desejante, o mérito é meu, a performance foi minha. A lógica do cristianismo é diferente.
E a lição de quinta-feira vai Abordar isso. A ideia é a seguinte: eu por mim mesmo, estou completamente desamparado. Não posso mudar a minha situação. Tanto é que a a ideia que Paulo desenvolve é a seguinte: desventurado homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte? E a resposta é: graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Então, note ponto aqui. Enquanto no budismo a responsabilidade pela minha redenção é operada por mim mesmo, a proposta do Cristianismo é diferente. A proposta do cristianismo é você não consegue resolver o seu problema de jeito nenhum. É
Jesus Cristo que tem que ir até você e te puxar do fundo do poço. Caso contrário, é impossível que você faça qualquer bem abandonado à própria sorte. Então são perspectivas de fato muito diferentes. E agora nós vamos aqui para a última grande nobre verdade do budismo. E veja aqui, pessoal, quando eu falo verdade do budismo, não quer dizer Que eu estou concordando com essa filosofia, com esse pensamento, mas eu estou usando a o mesmo tipo de expressão que eles usam. Porque a nomenclatura do budismo é a nobre verdade do caminho que conduz à censação do
sofrimento. Então, qual que é a ideia aqui? Se a causa do sofrimento é o desejo, eu tenho que parar de desejar. Mas para eu parar de desejar, eu tenho que cumprir esses oito passos aqui. Nós não vamos falar desses oito passos, mas eu quero destacar Apenas um deles, que é a meditação. Nós vamos aqui dedicar bastante os próximos minutos à meditação, que é um dos passos para eu parar de desejar. Antes, porém, note, quais são os oito passos para eu parar de desejar? correto entendimento, correto pensamento, correto modo de falar, correta ação, correto modo de
vida, correto esforço, correta atenção, correta concentração. A meditação está aqui, ó, correta atenção e correta concentração. O ponto aqui que talvez Seja a maior crítica ao budismo é a seguinte: você está dizendo que para eu resolver meu problema de sofrimento, de desejo e de apego, eu preciso fazer coisas corretas. Não é isso que diz o octupo, nobre caminho? É isso. Agora, a questão é a seguinte: como definir algo como correto? Se você está me dizendo que eu devo fazer o correto, então você sabe o que é incorreto. Então, como eu faço separação entre o que
é correto e o que é incorreto? Qual é o fundamento da Moral para eu dizer que um caminho é correto e outro não? E quando você lança essa questão para o budismo, o budismo vai falar o seguinte: "Ora, eu vejo que algo é correto ou incorreto pela consequência, porque eu tenho o princípio da compaixão, porque eu preciso apelar paraa sabedoria". Mas todas essas essas respostas e elas não respondem à questão de onde vem a moral, qual é o fundamento para dizer que algo é correto ou incorreto. Então, essa é uma falha no sistema de pensamento
do budismo e nós chamamos isso de lacuna metaética. Por que meta? Porque o budismo ele fornece uma uma ética. Faça o que é correto e deixe de praticar o que é incorreto. Agora, qual que é a metaética? Ou seja, o que está por cima? Qual é o fundamento? O que que legitima algo como certo e errado? O budismo não fornece essa resposta. Então, por isso, ele tem uma lacuna metaética. Ou seja, ele oferece o como Eu devo agir, mas ele não responde porque eu devo agir dessa maneira. E claro que ele não vai responder. O
único fundamento da moral que existe é Deus. Deus é o fundamento da moral. E por isso, esse é um argumento tão interessante para a existência de Deus. Se Deus não existisse, não haveriam valores absolutos que fundam a nossa moral. É um tópico muito interessante, mas não é para o nosso estudo de hoje. Muito bem, visto isso aqui, nós vamos Para o final, que é o tema da meditação. A meditação é uma forma de eu me tornar menos desejante, de eu submeter os meus desejos à erradicação. Sem a meditação, eu não consigo atingir o Nirvana, ou
seja, eu não consigo atingir a plenitude dessa existência. E a lição de terça e quarta-feira, elas vão focar exatamente numa comparação entre a meditação cristã e a meditação oriental. Quais são os tópicos aqui, os critérios que nós podemos usar aqui na nossa investigação? O primeiro critério é o objeto, ou seja, qual é o objeto da meditação cristã? O livro de Salmos, no capítulo 1, verso 2, vai responder: "Antes o seu prazer está na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite." Então, qual que é o objeto da meditação? O objeto
é a lei de Deus. E aqui nós precisamos entender de uma forma mais ampla não apenas a lei no sentido de 10 mandamentos, mas a palavra de Deus, na qual ele revelou toda a sua vontade. Esse é o objeto da meditação Cristã. E agora no budismo, o budismo não tem um objeto de meditação. Exatamente porque a meditação do budismo é contemplar o vazio, é ausência de conceitos, é esvaziar os pensamentos, é uma observação pura, sem narrativa, é uma contemplação vazia. Segundo critério, propósito. Qual é o propósito da meditação cristã? Vamos ler aqui Josué, capítulo 1,
verso 8, texto que aparece na parte de quarta-feira. Não cesses de Falar deste livro da lei antes. Medita nele de dia e de noite. Com que objetivo? Para que tenhas cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito. Então, farás prosperar o caminho e serás bem-sucedido. Ou seja, eu medito na lei de Deus para aprender como segui-lo melhor, como implementar melhor isso em minha vida. Então, o que que é a meditação cristã? Eu leio lá na lei de Deus, por exemplo, honra teu pai e tua mãe. Eu fico pensando na minha situação. Olha, será que como
é que eu estou agindo em relação a isso? O que que será na prática honrar pai e mãe? E ontem eu falei de uma maneira áspera com a minha mãe, então eu creio que eu descumpri isso aqui. Ou seja, você vai contemplar a lei de Deus para moldar o seu comportamento, para ver como aquilo se aplica à sua realidade prática. Esse é o o objetivo, o propósito da meditação cristã. E no budismo, qual é o propósito? A libertação. Eu quero me Esvaziar de pensamentos. Eu não quero me apegar a nada. Eu não quero ter desejo
de nada. Eu não vou pensar em nada. Essa é a meditação budista. Agora, como é que fica a identidade em cada uma desses tipos de meditação? No cristianismo, a identidade de quem medita é transformada. Isso é dito, por exemplo, por Paulo na segunda carta aos Coríntios, capítulo 3:18. Ele diz assim: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a glória Do Senhor, somos transformados de glória em glória na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." Então, veja, a partir do momento que eu fico contemplando a Bíblia, lendo a vida de Jesus,
lendo o ensinamento dos apóstolos, eu que era rude, agora eu tenho um novo traço de caráter. Eu sou brando, eu sou compassivo, eu sou amável, eu sou agradável. Eu que falava palavrões, agora eu tenho um vocabulário puro. Então, a minha identidade é Moldada, ela é transformada com base na meditação que eu faço. E no budismo, como é que funciona? O que que acontece com a identidade? Acontece a dissolução. Como eu não desejo nada, eu não me apego mais a nada, então eu não tenho mais características individualizadas. a minha personalidade, a minha identidade se dissolveu. Muito
parecido nesse ponto com o hinduísmo que nós vimos na semana passada. Agora, como é que é a relação da meditação com o Desejo? No cristianismo, a meditação ela ordena os nossos desejos. Aqueles desejos que estavam desordenados em razão do pecado, eles são contidos, eles são ordenados enquanto eu medito. Veja, por exemplo, o texto de Romanos 12, verso 2. Não vos conformeis com este século. Como é este século? Ou seja, como é este mundo? Como é a nossa sociedade? É uma sociedade que prega que a felicidade consiste em dar vazão a todos os desejos. Então, eu
sou feliz se Eu comer muito, se eu beber muito, se eu me envolver sexualmente com várias pessoas, porque isso é dar vazão aos desejos. Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Então, o objetivo da da meditação cristã é impactar de forma positiva os desejos. Seus desejos não vão ser mais é desordenados, agora Eles vão ser submetidos à vontade de Deus. E no budismo, qual é a relação da meditação budista com os desejos? Aqui ficou fácil. Os budistas
meditam porque querem erradicar os seus desejos, fazer com que eles desapareçam. E por fim, aqui como é a dinâmica teológica da meditação em cada religião? No cristianismo, o agente da meditação é Deus em cooperação com o ser humano. Por que Deus é o agente da meditação? Porque Deus já providenciou o texto sagrado Para que eu lesse e eu meditasse. E enquanto eu estou lendo, o Espírito Santo trabalha na minha mente me dando a a sensibilidade espiritual, colocando em mim o querer e o efetuar. É por isso que o agente aqui é Deus em cooperação com
o ser humano. E o mecanismo usado é um mecanismo relacional. O Espírito Santo desperta a sensibilidade. E o resultado da meditação, ele é uma transformação do caráter que é recebido como um dom. Eu Era mal, agora eu ordenei os meus afetos, os meus desejos. Isso é um dom de Deus para mim. Eu não consegui isso pelo meu mérito, mas foi Deus que me deu isso. Agora, no budismo, note como é diferente aqui. Quem é o agente da meditação? É o indivíduo. Ele faz isso sozinho. Ninguém pode fazer por ele. Ninguém pode fazer com ele. E
qual que é o mecanismo? É a técnica. Então, existe uma postura corporal. Eu tenho que me sentar na posição de flor de lótus. Eu Preciso de uma respiração, eu tenho que me esforçar para ficar nessa posição. Eu tenho que me esforçar para cumprir esse tipo de respiração. O resultado, então, é alcançado por seus próprios esforços e há um mérito pessoal nisso. Então, note que interessante como é contrastante as ideias dos dois sistemas religiosos. E agora eu gostaria de me aprofundar mais nesse ponto, mas pelo tempo nós nós estamos bastante avançados, não vai ser possível. Mas
eu Vou então fazer a indicação desse livro aqui, ó. O nome desse livro é Como sair da depressão. O autor é New Neley. E você vai falar: "Ora, o que que isso tem a ver com o tema do budismo que nós estamos estudando?" Quando eu vou aqui a esse livro, no capítulo 8, ele vai falar exatamente de meditação. Olha aqui na página 174, ele fala o seguinte: "Medite sobre temas elevados". E aqui na página na página 177, ele vai falar assim: "Nem todos os estilos de meditação são Eficazes". Na página 178, ele vai falar meditação
oriental e hipnotismo. Na página 179, ele vai falar controle da mente. Então, o que que nós temos aqui nesse livro? Ele vai fazer uma análise fisiológica. Isso que é muito interessante. Ele não vai fazer uma análise a ah sociológica ou teológica, como nós acabamos de ver aqui. Ele vai fazer uma uma análise fisiológica dos efeitos da meditação cristã e da Meditação oriental no corpo. E as constatações vão ser o seguinte: a meditação cristã é uma meditação ativa, porque ela faz com que o lobo central, ou seja, a parte que toma as decisões mais importantes, a
parte que cuida da nossa moralidade, ela fica ativada quando eu medito na Bíblia. e o meu cérebro tem um predomínio das ondas betas. Agora, na meditação oriental, eu adoto uma postura passiva e o que predomina no meu cérebro são ondas alfa. Isso tem toda uma repercussão nos hormônios, isso tem uma repercussão na imunidade. Então, ele associa perigos fisiológicos a esse tipo de meditação oriental. Olha, quer saber? Eu tenho esse livro aqui eh lido e comentado. Se vocês quiserem que eu pegue esse trecho que eu já li comentei e coloque aqui no no canal, escreva aí
nos comentários: "Olha, quero saber mais sobre a os efeitos fisiológicos da meditação oriental. Coloque a leitura do livro do New Nataley pra gente aqui. Se tiver interesse, se vocês quiserem, quem sabe eu possa disponibilizar esse trecho aqui no canal. Tudo bem? Agora, partindo para o nosso tópico final. Eu entendi a estrutura do budismo. Agora, como eu poderia evangelizar pessoas budistas? E aqui nós vamos passar rapidamente. Por quê? Porque, como você deve ter percebido, são dois sistemas muito diferentes, muito divergentes. Então, aqui não existe nenhuma nenhuma técnica Muito especial. O que nós temos que fazer é
usar as partes do texto bíblico que podem fazer uma ponte com a cultura budista. E do que que nós estamos falando exatamente? Veja o livro de Eclesiastes. O livro de Eclesiastes, ele parece uma literatura budista na maior parte do seu texto. Imagine uma situação hipotética em que você está lidando com um budista e você se dirige assim para ele e diz: "Olha, encontrei um livro do qual acho que você gostaria". É da Bíblia, mas ele fala sobre vaidade, fala sobre impermanência, o vazio de buscar a satisfação em coisas mundanas. Você quer ver um pouco dessa
literatura aqui? Isso é um cristão conversando com um budista. E o que que o cristão mostraria então para esse budista? Mostraria alguns trechos de Eclesiastes, como por exemplo, vaidade das vaidades, diz o pregador. Tudo é vaidade. E o budista, ao ouvir isso, ele falaria assim: "Ah, eu conheço bem essa ideia". É a ideia de Impermanência. Eu estou familiarizado com isso. Depois você mostraria Eclesiastes 2:17 pelo que aborrecia a vida de Salomão depois de ter feito as maiores conquistas materiais e sociais que alguém poderia ter feito. Ele dise pelo que aborreci a vida, pois me foi
penosa a obra que se faz debaixo do sol. Sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento. E o budista ia falar: "Olha, eh, isso aí é uma demonstração de algo que é bem básico, que a vida é essencialmente Insatisfatória e mesmo no sucesso, na riqueza e na inteligência, a insatisfação básica permanece." Então, ao mostrar esses detalhes do livro de Eclesiástices, você construiu uma ponte. Você chegou em elementos comuns da cultura. E agora, como é que seria a transição para a mensagem cristã? Sabe qual é a solução que o autor apresenta para essa insatisfação? E
quem sabe o budista responderia assim: "Ah, ele diz que nós devemos meditar para negar os Nossos desejos". É isso, é essa a solução? E daí você apresenta o o ponto de virada ali. Ellastes 12. De tudo que se tem ouvido, assuma é: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." E nesse momento a a mensagem bíblica será um escândalo para o budista, porque isso aqui quebra tudo em
que ele acredita. Mas não foi assim Que Paulo falou. Eh eh escândalo para o judeu e loucura e loucura para o grego também é para o budista. Não obstante é o que nós precisamos pregar. Agora, essa é uma abordagem, mas existe outra. Lembra que nós sempre falamos que o objetivo da nossa pregação é apresentar Jesus Cristo e ele crucificado? Pois é, aqui nós conseguimos fazer uma ponte muito interessante com o budismo, que é o seguinte: apresentar Jesus como praticante do desapego total. Não é isso Que é é uma ideia valiosa para o budismo? [música] Então
imagine que você falasse assim com o seu colega budista: "Olha, a nobre verdade da cessação do sofrimento consiste em praticar o desapego, não é mesmo?" Ele vai falar: "É, é isso mesmo". E daí você continua assim: "Eu gosto muito da exemplificação desse conceito na vida de Jesus Cristo". E daí ele vai te [música] olhar assim: "Como assim o desapego da cessação do sofrimento? O que que isso tem a ver com Jesus Cristo?" Daí você pode mostrar esse texto aqui de Paulo. Olha como ele faz uma ponte com o budismo e como é interessante. Tem de
vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Existe uma tradução que diz assim: "Não julgou ele o ser igual a Deus como algo a que deveria apegar-se". O budismo não fala de desejo e apego? Pois é, Jesus é aquele que não se apegou À sua forma de Deus. Antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens. E reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e
morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus, O Pai. E como é que você vai apresentar? Você vai falar assim: "Olha, foi porque Jesus deixou as mansões celestiais e manifestou um desapego total para vir a este mundo, nascer numa família pobre, ser humilhado, ser desprezado e por fim ser esbofeteado, espancado
e morto, que Deus o colocará agora como o [música] Senhor de todo o universo e ele será adorado assim". E daí você apresentou Jesus Cristo, ele crucificado. E o trabalho de convencimento agora é do Espírito Santo. O seu papel você fez. É dessa maneira que nós podemos lidar eventualmente com algum budista na nossa zona de contato, na nossa zona de influência. Que Deus possa nos dar sabedoria para aproveitarmos essa oportunidade e no que depender de nós, que o testemunho possa ser efetivo. Foi um prazer realizar esse estudo na sua companhia. Nos vemos então na semana
que vem e que Deus abençoe sua vida. Até lá. >> [música]