Gravando. Boa noite, todo mundo. Última aula, senhoras e senhores, ladies and gentlemen, we are in the end. The end is near. Essa é a última aula. Agora P2, depois P3 e acabou. A gata apareceu uma gata aqui. Quem vai sentir saudade de mim? Quem me ama muito? Último semestre temos Tópicos especiais, é minha disciplina também. E estágio dois, o estágio de de nutrição social é meu também. Então temos várias coisas que temos três disciplinas para mim é várias coisas. Comigo acabou estágio clínico com a Andressa. Ela pegou a clínica, eu peguei a a a social.
E a Cátia tem a produção. Trocar o quê? Não entendi não. Não quero está clínico não. Você tá maluco. Muito hospital. Vou ficar na social. So social legal. Social médico. Eu nutricional. Gosto. Educação nutricional. Já falei para vocês, o ca nutricional 90% do nosso trabalho. Vocês vão ter estágio etcc, tá? Os dois é estágio ecc. Aí o TCC também pode ser comigo. É só me escolher, é só me Querer. Quem me quer pega os Gente, olha só, tem muita gente fazendo dois estágios mais TCC. Eu já vou dar ideia para você. Eu já vou bater
o bizu do seguinte. Tenham calma e paciência, mas não faz tudo ao mesmo tempo. Vocês vão enlouquecer. Faz um estágio e outro estágio e aí o TCC. Não faz estágio, estágio, matéria, TCC. Vocês vão ficar maluco. E para por um semestre, faz mais um, faz os trem com calma. Não sai enlouquecendo, fazendo tudo ao mesmo tempo não, que vocês vão ficar, vocês vão pirar e desnecessariamente. Dá calma, fica calma, vai ficar tudo bem. Agora a nossa última aula eu deixei, eu deixei para o finalzito. Compulsão alimentar. Para o finalzito, para o finalzito. Vai. Aí a
gente começa com a definição de compulsão alimentar, né? pelo SID, um episódio de compulsão Alimentar é um episódio de um é um período curto de tempo no qual o indivíduo experimenta uma perda de controle subjetivo sobre comer, comendo notadamente mais ou diferentemente do que o habitual, associado ao sentimento de não conseguir parar de comer ou limitar o tipo ou a quantidade de alimento ingerido. Então, bora lá. A pessoa tem perda de controle, ela come mais ou diferentemente. Então, por exemplo, é uma pessoa que sempre janta Comida, aí ela bate um pratão de hambúrguer, hambúrguer enorme
daquele gigante, uma porção de batata grande e uma Coca de 1 L. Essa pode ser uma coita, uma um negocinho de Coca. Para muita gente não é uma quantidade exarcebada de comida, um um hamburgão, uma porção de batata e uma lata de coca, mas é diferente. E se vier associado com o sentimento de de que ela não conseguia Parar de comer ou limitar a quantidade de comida e vem aquela culpa. Aí deu ruim. Aí o de compulsão. O DSM5 define a compulsão como a ingestão em um período determinado de uma quantidade de alimento definitivamente maior
do que a maioria das pessoas consumiria em o mesmo período de tempo sob circunstâncias semelhantes. Então aí já entraria pedir aquela promoção do MEC que vem quatro hambúrguer e comeu os Quatro. Há sofrimento significativo e sensação de perda de controle. Vejam bem que a sensação de perda de controle, ela bate nas duas. Se a pessoa entrou no rodízio, comeu até abrir a calça, comeu até ter que abrir a Meu Deus, comeu até ter que abrir as carças, mas não sentiu que prendeu o controle, nem tá sofrendo, nem ela não tem um episódio de compulsão alimentar,
ela tem Um rodízio na mão, tá? Então, além da quantidade de alimento, o sofrimento psíquico e a urgência envolvida são essenciais para caracterizar a compulsão. Os episódios são frequentemente seguidos por sentimentos de culpa, desgosto e vergonha, compondo um círculo de desconforto emocional e desregulação alimentar. Então, tem que ter culpa, tem que ter desgosto e tem que ter vergonha. Se a pessoa come e não se sente nada disso depois é compulsão. Pergunta para o público, para os universitários. Vou pedir ajuda pros universitários. Se a pessoa comeu para burro, mas não sente nem culpa, nem desgosto, nem
vergonha, ela teve episódio de compulsão? Não. Obrigada. É isso aí. Eu vou martelar isso em vocês até o fim dos tempos. Então, o transtorno da compulsão Alimentar é uma doença psiquiátrica com critérios diagnósticos bem claros que eu copiei e colei do DSM. O episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos: ingestão, período determinado, por exemplo, dentro de cada período de 2 horas, em uma quantidade de alimento de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período sob circunstâncias semelhantes. Sensação De falta de controle sobre a ingestão durante
o episódio, por exemplo, sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e quanto está ingerindo. E os episódios de combustão alimentar estão associados a três ou mais os seguintes aspectos: comer mais rapidamente do que normal, comer até se sentir desconfortavelmente cheio, comer grandes quantidades de alimentos na de alimento na ausência da sensação física de fome. Comer sem comer para burro sem Fome, comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo, sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida. Então vamos lá. A pessoa pegou uma caixa de bis e matou
na dispensa escondida no escuro 2 da manhã para ninguém porque ela não queria que ninguém visse ela comendo. É um episódio de compulsão. Que que vocês acham? É um abis de compulsão, porque ela comeu mais rapidamente do que normal. Ela não tava com fome. Ela comeu sozinha por vergonha e ela comeu e ela se sentiu mal depois. Porque se ela tá comendo no escuro escondida, obviamente ela vai se sentir mal depois. Então, veja bem, uma caixa de bis desconfortavelmente cheio. Mas se tiver os outros, tá? Outra coisa, quem define se É muita comida é o
paciente. Então, se ela disser para mim, eu comi um hambúrguer, um Big Mac, uma batata pequena e uma Coca-Cola pequena. E eu me esbaldei, eu enfiei o pé na jaca, eu comi pra burra. Não devia comer tudo isso, eu sou uma porca nojenta. É compulsão. Mas profe, eu como dois, tá? Mas você não se sente o pior que o coc do cachorro do bandido quando você come dois. Ela se sente comendo um. É compulsão. Entenderam? A quantidade? Quem define é o professor. Minha vizinha com a McDonald's escondida no estacionamento do prédio. Manda lá para mim.
Aquelas. Dá uma conversada com ela um dia. Fala: "Oi, você talvez precise de ajuda?" Eu acho que ela precisa de ajuda. Outros pontos também o sofrimento Marcante em virtude da compulsão alimentar. Os episódios da compulsão ocorrem em média ao menos uma vez por semana durante 3 meses. A compulsão alimentar não tá associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado, como na bulimia nervosa, e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia nervosa ou anorexia nervosa. Um ponto importante só para comer escondido. Se é mãe e tá comendo Escondido porque não quer dividir com a criança,
tá tudo bem. Apesar disso também gera culpa. Mas eu entendo, eu entendo. A mãe de a criança de um ano e meio se esconder no banheiro para comer um bombom porque não quer ficar olhando os, não quer comer na frente da criança para não ter que dar, porque tem que esperar os dois anos, etc. Assim, mãe, vocês têm que investigar o Por que a pessoa tá se escondendo para comer. Se é mãe, às vezes a gente não tem muita escolha. A gente tem que ver o que que a gente faz com aquilo ali, entendeu? A
culpa ela vem de imediato, logo após o final e ela pode se prolongar. Ela pode se prolongar por um dia inteiro tranquilamente. Ela pode ser ininterrupta em certos sentidos. Eh, eu tenho uma paciente que ela relata a culpa por qualquer Refeição. Qualquer refeição, qualquer um. Não importa, não importa o conteúdo da refeição, não importa a caloria, qualquer refeição, ela relata a culpa, mas ela pode ser prolongada sim e ela vem de imediato. Comeu, ficou mal. Eh, trabalhar com transtorno alimentar, gente, como eu falei, não é para todo mundo. Vai terapia, é terapia nossa, tô falando
da nutrire, vai terapia, vai peso. Tem paciente que é tão denso e tão Complexo, tão pesado que eu sempre falo, gente, marca no final. tava falando pras amigas esses dias. Eu falei: "Marca, fulana, esses pacientes sua aí, bota no último da noite. Você vai atender ela 8 hora, que aí você atende, come e dorme, derrete o cérebro, uma horinha lá e dorme." Se você bota essa paciente 2as da tarde, você perde o dia inteiro, você perde o resto do seu dia. São pacientes que te sugam em certa Medida. São pacientes muito pesados, você precisa levar
coisas para terapia. vai chegar coisa que vai mexer com você, que vai mexer com alguma experiência que você já teve. Toda mulher já passou por várias experiências que poderiam ser desencadeantes de transtorno alimentar e não foram por diversos motivos. questões eh protetivas de família. A família não é um problema muito grande, não convive muito com a pessoa que tá poderia estar Causando isso. A a sua a situação passou rápido, não tem predisposições genéticas por várias questões. Então sempre vai ter um caso que vai ressoar com você ou vários. Sempre vai ter. Então, nesse sentido, por
isso que eu falo que não é todo mundo que pode pegar tea, gente. Mas eu quis dar uma aula só de compulsão para vocês. Eu quis focar em compulsão especificamente, porque é uma coisa que tem muito e chega muito no consultório e Vai chegar para vocês e nem sempre dá para passar. Então, vocês têm que ter uma noção de como lidar. Por isso que eu peguei convulsão mais quis quis avançar um pouco mais nela. Então, pegando mais a fundo a diferença entre compulsão, exagero alimentar e fome emocional, né, e o transtorno especificamente, o exagero alimentar
se refere a episódios pontuais em que a Pessoa come mais do que o necessário, mas sem perda de controle ou sofrimento subsequente. Pode ser festa, jantar, longo período sem comer. Tem uma foto de um casamento. Casamento é ótimo, né? Tem uns queijos diferente, tem umas comida legal, a gente sempre passa do ponto do casamento. O último que eu fui, eu saí rolando, rolando e com a porrada de doce que a noiva saiu Socando. Leva, pelo amor de Deus, eu não tenho o que fazer com isso. Eu saí com uma lepa de doce de lá. Foi
bom porque eu tava tão cheia de salgado que não consegui comer o doce na festa. Aí ela só foi me jogando doce. Então assim, é normal, acontece, são pontuais, casamento, rodízio. Eu já falei para vocês o meu rolê do rodízio, meu rolê contra o rodízio. Eu tenho uma uma uma militância Contra o rodízio, mas veja bem, a minha militância contra o rodío não uma questão de de de pensamento de dieta. Veja bem, a minha militância contra o rodío é a seguinte. A função de sair de casa é socializar e comer bem. Rodíziel tá acontecendo ali.
Rodíel por padrão. A comida é pior, a pizza é pior, o sushi é pior, o churrasco nem tanto. Churrasco não tende a ter uma comida pior perce. Mas aí entra outro fator do rodízio, que é a socialização. Se eu tô saindo com os amigos, eu quero fofocar. Se eu tô saindo com o meu homem, eu quero falar mal dos outros. Eu quero fofoca. A fofoca edifica relações. Como é que você tá tentando ter uma conversa, ouvir uma pessoa contar um causo e toda hora calabresa, picanha, eh, enfim, toda hora ficou te oferecendo Coisa. Eu só
quero conversar. Sai daqui, inferno. Então assim, a minha a minha militância contra o rod é a seguinte: você nem come bem e nem socializa direito. Então abol, vamos abolir o rodízio para que todo mundo coma a quantidade aceitava de comida enquanto escuta a nova fofoca que tá colando. Beleza? Essa e de comida boa. Essa é a minha militância contra o rodízio. Sempre levo isso para paciente. Eu já tirei vários pacientes de rodízio. Então não é melhor de noral. Onde é melhor você pegar no no alacart comer uma pizza de qualidade? Olha só o rodío de
sushi é 170 conos. Rodío sushi decente. Eu gasto menos. Se eu for pedir dividir com homem, eu gasto menos. 170 conto. Eu vou no rodaponês em Taipava. Eu como trufa com quase 200 conto conta sem bebida. Eu como Vieira. Camarão desse tamanho. Ah, para. Sinceramente, tá vendo? É um tal de chegar várias coisas ao mesmo tempo. Eu sou contra rodíziel e não é porque é pouco saudável. Caramba, eu sou contra rodí que atrapalha fofoca e a comida não é boa. Tanto de pizza bosta que eu já comi. Ah não, eu me recuso. Eu considero que
eu transcendi o nível do Rodío e recomendo a todos. Então o que que leva a comer exagerado? Não prestar atenção quando for comer, comer na frente da TV, ficar muitas horas em jejum, porque tava gostoso. Eu gosto de chamar o efeito feijoada ou strogonof, que tu mete o pé porque não consegue parar porque tá muito bom. por hábito. O hábito de comer demais, o hábito de comer de Pé leva ao comer exagerado, ansiedade e festa de novo. E a principal diferença entre exagero e compulsão é ausência de sensação de perda de controle, de sofrimento psicológico
intenso na compulsão. Então, gente, de novo, voltando, exagero é uma coisa, a convulsão é outra. Se eh questão de sociedade, a gente come muito exageradamente em vários momentos no Brasil. É normal, é esperado, é é incentivado que se coma muito em várias ocasiões. Então, a gente precisa aprender a lidar com o comer exagerado pros pacientes, mas a gente tem que parar de confundir e deixar os outros confundirem o que que é compulsão e o que que é comer exagerado e o que Que é fome emocional que é o próximo. Pelo amor de Deus, a gente
precisa parar de chamar tudo de compulsão. Tá virando um problema seríssimo. As pessoas estão achando que estão com doenças graves, porque compulsão alimentar periódica, TCA, TCAP, TCAP, né? Sei lá, como é que fala, como é que eu falaria? Ela é um transtorno psiquiátrico que precisa de psiquiólogo, precisa de psiquiatra, Precisa de remédio, precisa de acompanhamento por anos de todo mundo. Pelo amor de Deus, parem com esta bobagem de chamar tudo de compulsão, senão vou dar peteleco no ouvido de todo mundo. Eu vou na tua casa da petelec. A gente vê a fome emocional, que é
quando o ato de comer é impulsionado por uma necessidade de avaliar emoções desconfortáveis, como tristeza, tédio, ansiedade ou raiva. Ela não é orientada por sinais fisiológicos de fome, tende a Ser urgente e não gera saciedade real. Por isso que a gente come demais. Ela não é específica, mas envolve necessidade urgente de comer algo gostoso. Não satisfaz com pequena quantidade, frequentemente acaba se comendo de forma impulsiva, sem pensar no gosto. A procura por algo gostoso continua mesmo depois de comer. É muito comum comer emocional, a pessoa tá empurrando a comida para dentro com água, principalmente com
doce. Porque se Você vai continuar sentindo o paladar doce com atenção, você começa a ficar enjoada ele da náusea. Então a pessoa vai lavando a língua com água e engolindo o mais cima possível para botar para dentro. Então uma das coisas que é bom ficar atento quando o paciente fala que come água é como é que você come bebendo? Como é que é esse bebendo? Você usa água para botar para dentro ou você usa ou você bebe porque dá uma sede, porque você gosta bastante De farofa? Você tem uma questão sensorial que faz questão de
comida seca e aí você precisa de um pouco de água. Se a água existe para terminar de engolir a comida, você não pode estar comendo essa comida. Você tem que parar. É porque você já devia ter parado. O que quer que seja, tá? Investiguem porque a pessoa tá bebendo água, como ela tá bebendo essa água enquanto come. Eu não sou contra o beber água e Comer ao mesmo tempo. Não, não vejo esse problema todo. Coisa que eu achei que faz é eh atrasar um pouco a digestão porque eh diminui o tempo de trânsito de esvaziamento
gástrico. Mas [ __ ] também porque sinceramente aí vai aí vai vai a absorção mais lenta, etc. Então não é o fim do mundo. Não sendo o fim do mundo, mas tem que entender como é que ela tá bebendo essa água, para que que ela tá bebendo essa Água. Aí aquelas velhas imagens a diferenças entre a fome física, a fome emocional, tem bilhões de materiais desses na internet hoje em dia. Adorei esse aqui. O saudável ou não saudável. Come de qualquer jeito com calma e sem julgamento. Com atenção, com calma e sem julgamento. Não importa
se é saudável ou não. Você vai comer do mesmo jeito. Com atenção, com calma e sem julgamento. Aí tem a distração, o conforto para lidar com a fome Emocional. É questões epidemiológicas. A gente tem dados que de compulsão alimentar e prevalência na população geral de 2.6 a 1.9. Mas esses dados eles são um pouco engraçados, porque a gente tem um dado na população que sobrepesa obesidade de 32 a 36%. A última vez que eu olhei, a obesidade no Brasil já tinha passado 50. Então não é possível que e essa taxa seja de 1.9 a 2
alguma coisa. Ela tem que tá, ela tem que tá numa média entre Esses dois aqui, porque são 32 a 36% das pessoas com obesidade e sobrepeso tem transtorno de de compulção alimentar. Então isso daqui é uma parte são 32% da da são 35%, vamos chutar aqui da população da da de metade da população brasileira, né? é bem maior do que 1.9. Então, é sempre interessante ler esses dados com com um pouquinho de de cautela. Ele tá associado a uma gama de consequências funcionais, incluindo problemas do desempenho de papéis sociais, prejuízo na qualidade de vida, insatisfação
com a saúde. E é muito interessante notar que no caso de homens as estimativas ficam muito mais prejudicadas ainda os dados que a gente tem, porque toda a concepção de transtorno alimentar que a gente tem foi construída a partir da perspectiva feminina. Então, existe uma marginalização dos homens com compulção alimentar, especialmente homens obesos, contribuindo pro agravamento do quadro e redução da eficácia das políticas públicas de atenção a esses transtornos. Mas o que lá é que um pomem não procura tratamento. Dois, eles são ruim de falar. Na minha experiência clínica, homem é ruim de abrir a
boca e falar esse Sentimento. É muito, muito difícil. Então eu recomendo aos homens presentes que façam terapia e que simulem os homens à sua volta e e seus pacientes a falarem de sentimentos, a se expressarem e a entenderem como isso afeta sua alimentação. Na consulta é muito difícil. Eles não falam, meu Deus, não falam. Isso quando não é a mulher do lado, toda hora falando para eles, eu falo: "Mulher, pelo amor de Deus, sai daqui, deixa só abrir a boca sozinha". Eles não falam. É muito difícil trabalhar com ela. É muito difícil. Eu tenho, eu,
eu foco minha clínica basicamente todas em mulheres. Quem já viu meu Insta é Nutrifem, né? Minha clínica é focada em mulheres, mas eu atendo homens. Eu tenho alguns pacientes, muito pouco, é muito difícil, eles não ficam direito, eles querem uma coisa muito, ai, mandou eu fazer isso, manda eu fazer aquilo, é uma coisa meio infantilizada. Olha, é difícil, é difícil. E aí acaba virando virando uma população marginal quanto a tratamento de transtornos alimentares. É isso. Eles não vão no médico, não procuram tratamento. E não quer dizer que não tem homem com compulsão. Tem muito homem
com compulsão. Porque de novo, compulsão é um método de lidar com seus sentimentos e homens têm sentimentos, então eles também desenvolvem esse método. Então, as questões Neurobiológicas, eu não vou me aprofundar muito porque eu já dei uma aula inteira sobre isso, né? Mas é importante dizer que a gente tem alguns estudos, vários estudos com exame de neuroimagem que demonstram uma relação entre a severidade dos sintomas, atividade neuronal aberrante e déficites processos autorregulatórios correspondentes à diminuição nas atividades circuitos frutoestreatais. Ou seja, são pacientes Que têm dificuldade de lidar com estímulos de comida. São pacientes que quando
recebem estímulos visuais, sensoriais em geral de comida, eles têm muita dificuldade de lidar com esses estímulos e de resistir a esses estímulos. Então também são pacientes que pode ser interessante que evitem rodízios, aquele rodíziio churrasco que tem aquela mesa enorme com muita comida, que tem que ter uma Estratégia clara para lidar com restaurante de quilo, com restaurante a peso. São pacientes que t que que tem uma dificuldade de de regulação muito complexa e que precisam de várias estratégias. Então, a gente tem uma predisposição biológica bem grande. Estima-se que 50% dos pacientes têm herdado a a
condição por vias familiares, né? E os estudos e alguns estudos mostram que familiares de indivíduos com compulsão apresentam Maior prevalência de transtornos mentais, o que aponta para uma vulnerabilidade compartilhada. aquilo que eu falei na aula retrasada de transtornos alimentares, eh, nunca vi sozinho, gente, nada vi sozinho, eles sempre vem acompanhados. E a maioria dos transtornos mentrais é mais prevalente nos familiares de indivíduos com com compulsão do que em controles. Então, a gente tem evidência De envolvimento de dopamina, de serotonina, de leptina, grelina, né? E e alguns estudos indicam desequilíbrios desses sistemas, aumentando a vulnerabilidade ao
comer compulsivo, especialmente quando associados a restrição alimentar, estresse ou humor deprimido. Então, sempre lembrando, existem questões psicológicas, existem questões psicológicas, mas existem questões biológicas importantes que a Gente tem que ficar atento e muitas vezes normalmente é preciso medicar esses pacientes. Então, pegou a compulsão, pegou uma compulsão muito cara de compulsão, psiquiatra, até porque quem faz o diagnóstico é eles, psiquiatra e vai tomar um remedinho para ajudar a lidar com a compulsão. Porque voltando para remédio, deixa eu voltar no ponto do remédio que eu já falei, mas é bom falar de novo. Quando o paciente tem
um transtorno Psiquiátrico, a cabeça ela fica muito cheia, ela fica muito muito cheia de berro, grito alto, é tudo muito ao mesmo tempo. e a pessoa não consegue funcionar. O remédio, ele traz a cabeça da pessoa para um nível onde ela consegue raciocinar e funcionar minimamente. A gente só consegue tratar a pessoa se ela consegue raciocinar, gente. Então, não sejam contra remédio psiquiátrico. Não, não, não deem essa bobeira Idiota, porque o paciente não pensa de maneira racional, não funciona. Ele precisa de um remédio para funcionar, tá? Muito importante. É, a compulsão tá intimamente ligada a
dificuldade de lidar com emoções negativas, muitas vezes sem que o paciente consiga nomear o que ele sente, principalmente quando é homem. Uma mulher também faz isso. A urgência por alívio transforma-se em Comportamento alimentar desregulado, configurando um padrão automático de reação de ação, perdão. Quando não reconhecemos as emoções, pode-se agir no piloto automático e com isso serem tomadas atitudes impulsivas e precipitadas e comer vai ser uma delas. Vai ser uma delas. Então, muitas vezes a fome ela é confundida com estados emocionais como tristeza, raiva, Frustração. E essas emoções geram reações físicas como nó na garganta, dor
no estômago, aperto no peito, que podem ser mal interpretadas como fome. A ansiedade ela pode ser mal interpretada como fome. Isso é muito importante de ser dito. A falha de reconhecer a emoção leva a comer impulsivo, criando um ciclo que o mal-estar emocional iniciado é apenas substituído por outro gelado pela culpa de comer sem controle, né? Então a Pessoa vamos vou tô com um ciclo aqui em algum lugar. E aí a gente vem com o estigma do peso, contribuindo significativamente pro sofrimento psíquico de indivíduos com transtorno da compulção alimentar. Então, a pessoa é gorda, ela
sofre de compulsão, que é gorda e sofre de compulsão, perdão. Frequentemente relata vergonha intensa, tentativas frustradas de dieta e sentimentos de fracasso Pessoal. E aí, esses pacientes acreditam que a dificuldade em perder peso e a composição alimentar são oriundas à falta de vontade, de preguiça, de mau caratismo delas, falta de disciplina ou qualquer outra desqualificação pessoal. Voltando. Só aqui na preguiça, só que na [ __ ] só que não é falta de vergonha na cara, só que não é falta de foco, só que não é falta de fé. Tá novamente vamos parar com a palhaçada.
Parou com papinho bosta. Beleza, pelo amor de Deus. Vamos parar com papo bosta na internet. Todo mundo aqui, eu sei que tem Instagram de nutricionista, não abriu de ninguém. Eu não tô falando de ninguém pessoalmente, tá? Eu literalmente não abri o Instagram de ninguém, só estou dizendo. E na média o povo gosta de falar esse tipo de porcaria, então vamos parar de falar esse tipo de coisa, porque não é tão simples. Eu queria que Fosse. Vocês acham que eu não queria que fosse simples? Eu queria que fosse fácil. Todo mundo queria que fosse fácil, gente.
Todo mundo quer que a vida seja fácil, mas a vida não é fácil. e doenças psiquiátricas não são simples. Esse tipo de julgamento enfraquece a autoestima e perpetua o ciclo da compulsão, levando os pacientes a evitarem ajuda, se engajarem em condutas restritivas cada vez mais agressivas. O que você faz com esse Discurso é perder paciente. É só isso que você faz com esse discurso. Aí a vergonha na falta de vergonha na cara, é falta de força, foco e fé, preguiça. Ahã. Você tá perdendo o paciente. Não é isso que vocês estão fazendo, perdendo paciente. Eu
gosto de pagar minhas contas, não sei vocês. Eu acho o conceito de energia elétrica com interessante. Para isso eu preciso de Dinheiro. Considerando o fato que eu vivo de aluguel, eu também gordo do conceito de teto. Tá chovendo, por exemplo, é legal ter um teto. E aí, sempre fazendo aquele leve adentro da mentalidade da dieta, eu achei essa imagem tão legal. Mentalidade da dieta é caracterizada por uma forma rígida, moralizante e disfuncional de se relacionar com a alimentação. Pessoas com essa mentalidade costumam viver alternando Entre momentos de autocontrole extremo episódios de perda de controle, o
que favorece o surgimento da compulsão alimentar. sempre importante bater na mentalidade de dieta de vez em quando. Esse padrão de pensamento muitas vezes se expressa na forma do pensamento dicotômico de tudo ou nada. Ou eu tô na dieta ou tô me descontrolando. Então, ou eu tô comendo uma dieta de 1200 calorias que eu vim em algum lugar que eu preciso comer uma Castanha, uma maçã e três castanhas ou tô me descontrolando. Mas fulana, você tá comendo uma fruta com iogurte, uma granola? Tá ótimo. Lanche da tarde excelente. Não, isso aqui é descontrole. Não é uma
maçã três castanha descontrole. Pô, tive que comer pão de queijo hoje porque a única coisa que tinha, porque acabou o mês, eu não fui no mercado e não virou o Vale. Tem pão de queijo e eu lanchei pão de queijo à tarde. Estou me descontrolando. Não, gente, não. Só acabou tudo. Eu preciso comprar ovo. Não tem nem mais ovo. Não tem ovo, não tem minhas bebidinhas proteica, não tem nada. Eu tô triste. Ah, eu comi antes da aula paçoca e um desses negócio de banana com goiabada que ainda tem para segurar as pont nem o
meu todinhozinho de adulto eu comi porque não tem. Eu vou sentir que eu tô me Descontrolando, que eu tô Não, não tem, não tem. Mas a pessoa com compulsão, ela vai achar que tá. E essa rigidez cognitiva intensifica a culpa alimentar e interfere na tomada de decisões mais equilibradas. Poderia ter saído eu descido ali na padoca e comprado. Poderia. Tinha tempo porque eu tava montando aula e fazendo prova. Não. Então foi pão de queijo. Aceita, aceita que tá tudo bem. Essa visão estreita e perfeccionista sobre alimentação dificulta que o paciente reconheça que deslizes fazem parte
de um processo normal de aprendizado, contribuindo para recaídas frequentes. Ninguém tem uma alimentação perfeita. A gente vive no caos. Nenhum paciente seu vai ter uma alimentação perfeita, você não vai ter uma alimentação perfeita. Isso nunca vai acontecer. Não vai. E nós vivemos no caos. Acaba as coisas, não dá tempo de Ir no mercado. Você tá na rua, você tá no, você foi pegar um avião e deu e e um atrás, você passou 12 horas no aeroporto ou numa rodoviário, não tem nada. Você não tem dinheiro para comprar o que seria saudável, porque uma maçã é
R$ 12. A vida existe no caos. Nós temos que aprender a funcionar no caos. E aprender a funcionar no caos também é aprender a entender que tem dias e horas que você vai comer o que tem e Acabou. O que tem precisa ser uma escolha não saudável o tempo todo. Não, a gente tem que se organizar para ter boas escolhas. Mas às vezes acaba, gente, porque a vida é o caos. Aprendam a lidar com causa e aprendam a ensinar o paciente a lidar com causa. Esse acho que essa é uma das lições mais importantes dessa
disciplina. Aprendam a lidar com causa e aprendam a ensinar o paciente a lidar com Causa, porque a vida é causo. Não adianta, não tem choro, não tem vela, não tem. E todo mundo tem que saber lidar com causa. A dieta vai falhar, o plano vai pro saco, tudo vai pro saco. Aprendo a lidar com caos. E a gente vê no velho, no boio, velho ciclozinho, né? os gatilhos emocionais que levam, por exemplo, a uma raiva, uma mentalidade de dieta restritiva que leva a quantidade que que Aumenta a que mexe com a quantidade, a qualidade do
que você vai que a pessoa vai comer. A pessoa não suporta qualquer sofrimento físico ou emocional que ela tá passando. Isso leva raiva ou outros gatilhos emocionais que leva a compulsão, que leva arrependimento, que leva a um reforço de sensação de incapacidade. Aí a pessoa come sem fome para se confortar, para ter prazer. Aí ela vai se vai engordar e ela vai ter problema com o próprio Corpo. Esse ciclozinho aqui ou mais clássico, né? Eu me acho gorda, como para me confortar, sinto-me mal, me acho gorda. Aí vai ter uma purgação. Esse aqui é o
da boliminha, né? Mas também serve paraa compulsão. A sensação de culpa, de perda de controle, uma compulsão. Aí ela se revolta quando as regras autoimpostas, uma sensação de raiva, um pensamento de tudo ou nada. O pensamento de tudo ou nada, ele é extremamente importante pra compulsão Alimentar. Falhei, pé na jaca. Falhei como tudo. Falhei. Agora vai tudo. Entenderam a questão do pensamento de tudo ou nada? O que que vocês entenderam no pensamento de tudo ou nada? Me conta. Esse barulhinho foi o Discord a tá na hora. Tururu. Alguém, alguém quer me dizer o que que
entendeu? Ninguém. Então Continuar. Jesus bateu medo agora. Achei que eu não tava gravando. Ai ai. Não come ou come tudo não. O tudo ou nada é a pessoa ou ela tá fazendo a dieta perfeita, o plano alimentar perfeito, ou ela come tudo. Então, por exemplo, se eu estou com almoço, eh, carne, carne desfiadinha com legumes, arroz com quina, vou pegar o meu almoço, arroz com quina, salada de repolho roxo, cenoura e Pepino. Esse foi o almoço. Foi o almoço. Almoço ali dentro de um de um padrão alimentar saudável, acompanhado uma aguinha só. Tá sobremesa. Acho
que foi um pedacinho, um pedacinho de um desse aqui. Nem lembro que se eu comi doce. Não, eu peguei um pedacinho de chocolate meio amargo com com castanha. Saudável. Seguimos pro lanche da tarde. O lanche da tarde foi pão de queijo que Eu quinha. Eu poderia chegar na janta num pensamento de tudo ou nada. Comi pão de queijo de lanche da tarde. Agora já era, né? Porque o padrão de dieta alimentar saudável que eu estava seguindo foi pro saco. Que que eu vou jantar? Então, McDonald's, eu vou jantar rodízio, eu vou jantar um macarrão enorme
com muito queijo, com muito molho branco e não sei o quê. Eu vou jantar fritura, eu vou Meter um louco, chutar o balde, porque eu comi pão de queijo de lanche da tarde. Eu não vou pegar o resto do arroz, o resto da carninha, inventar outra salada de alguma coisa. Tem repolho, tem repolho, repolho, tomate, um outro pepino velho. Eu não vou inventar outra salada e comer o restinho da comida. Comida que tem aqui. Eu vou chutar o balde. Esse é o pensamento de tudo ou Nada. Entenderam? Entendeu? Dinorá, você, você que me pareceu que
tava com dúvidas, você entendeu? Gostaria de deixar sinceros agrade para Ai, que linda você tá indo embora. Isso por isso que você já tá me agradecendo. Ainda falta um cadinho. Deixa eu ver quanto que falta. Eu nem sei quanto é que falta. Deixa eu olhar. Estamos na metade. Estamos na metade. E minha Defesa, ela começou um pouco mais tarde hoje. Ah, tá. Então vamos seguir. Beleza. Vocês entenderam o rolê? É, esse é o pensamento de todo nada. Ele é muito importante na compulsão. Eu quero todo mundo entendendo. E aí a gente vem a continuando na
questão de mentalidade de dieta. sobre o comer regular, ou seja, comer com a prática de comer em horários relativamente previsíveis e com uma Frequência mínima de três refeições por dia. Isso é uma estratégia importantíssima para romper o ciclo da compulsão alimentar. Os pacientes de compulsão passam longos períodos em jejum, pulam refeições ou mantém uma rotina alimentar caótica que resulta em um quadro de forma intensa seguidos por episódio de descontrole. E eu não bato em jejum de graça, gente. Eu não bato em jejum de graça. Existe motivo. O motivo tá Aqui. Leva a compulsão. Sempre leva
a compulsão. E aí a questão de diagnóstico, né? Primeiro o diagnóstico, diagnóstico quem faz é psiquiatra, mas a gente olha e vê que tem um rolê acontecendo. Então, a avaliação nutricional, ela tem que ir muito além de aspectos antropométricos e do consumo alimentar. Então, o foco principal tem que ser compreender história alimentar, os gatilhos emocionais, os padrões de comportamento alimentar e os aspectos Subjetivos da relação com a comida. Então, qual que é a história que esse paciente tem com o alimentar? com a alimentação dele desde a infância, preferencialmente desde a introdução alimentária e se for
aumentado. Quais são os gatilhos emocionais que levam a a esse tipo de comento? Então, é cansaço, é solidão, é tristeza, melancolia, ansiedade, o que que é, quais são os gatilhos pra gente tentar Ajudar esse paciente ou mandar mandar levar para terapia? Quais são os padrões de comportamento alimentar? Então, o que que a gente pode tentar evitar dentro do nosso planejamento? É um paciente que precisa chegar em casa e comer, porque se chega com muita fome e se não tem coisa, ele vai partir para pro churrasquinho que tem na esquina. Então, a gente tem que orientar
esse paciente a, por exemplo, deixar várias Coisas prontas, a cozinhar de bastante, a deixar marmitinha pronta na geladeira, a fazer comida no fim de semana. E quais são os aspectos subjetivos da relação com a comida? Qual que é a relação desse paciente com a própria comida? Então, que relação esse paciente tem com leite, por exemplo, é com queijo. Ah, eu preciso comer muito queijo todo dia, porque queijo é um negócio que eu comia de infância, não sei o quê, e me Acalenta, me faz bem, eu preciso de queijo, tá? Então, como é que a gente
vai introduzir esse queijo? Como é que a gente vai lidar com esse queijo? Entenderam? Diário alimentar tá aí, precisa usar, fazer. Não, não, não tenho não, não vejo pro diário alimentar. Esse aqui é do povo do do NC, do Instituto mesmo de Nutrição Comportamental. Então, a gente tem a Refeição, o que comeu e quanto, onde, com quem comeu, com quem é interessante, porque pode piorar ou melhorar o episódio. Como é que tava a fome? Como é que tava a saciedade? Qual a satisfação? Vou falar satisfação já. E quais os pensamentos e sentimentos que tava sentindo
naquela hora? E aí, né, para fazer uma avaliação e tal, a gente tem, falei na na aula na na aula de transtornos alimentares sobre os Questionários. A gente tem os questionários para fazer a avaliação de risco de de transtornos alimentares. Você tem o byte e o QWP. Aqui é o QW traduzido que eu peguei. Eu peguei um pedaço dele, né, obviamente. Então a gente tem várias coisas aqui. Eh, nessas ocasiões você tinha algumas experiências abaixo. Come muito rápido, mais rápido que o normal, comer até se sentir mal, tão mal de tão cheio, comer Grandes quantidades
de comida sem fome, comer sozinho. se tem mais alguma coisa aqui que eu acho interessante puxar. A hora que que o episódio começou, geralmente acontece à noite, tá? Já aviso. Geralmente ele vem à noite. É bem raro. Acontece, aconteceu esses dias inclusive de de chegar uma paciente, mas assim, normalmente é à noite, costuma ser muito à noite. Quanto tempo durou o Episódio? A lista do que que era para saber. Aqui, ó. Quando esse episódio começou, quanto tempo fazia desde o final da sua última refeição ou lanche? Você ficar muito tempo sem comer, fazer jejum, é
critério diagnóstico para transtorno alimentar, especificamente com pulsão. A gente vai ter feito um risquinho vermelho aqui nele, mas enfim. aqui, tá? Ficar em jejum é critério Diagnóstico para compulsão alimentar, ficar muito tempo sem comer. Jejum. Critério de diagnóstico. Simples assim. Tá aqui, tá escrito, revisado, validado, traduzido bonitinho, usado a rodo. O bite também tenho, se eu me lembro, eu tenho bite em algum lugar aqui, mas aí eu eu fiquei peguei de botar dois porque a aula já tá longa, né? Então, como é que a gente faz? Você tem Que fazer entrevista clínica com foto no
foco no comportamento alimentar, né? Não dá para não perguntar. Agora que eu reparei que tem uns microfones, isso daí é um é um podcast, mas enfim. Ah, eu não reparei no na imagem quando eu tava usando. Fazer entrevista clínica bonitinha, conversar com o paciente, perguntas abertas sobre histórico de dieta, episódio de compulsão, relação com o corpo, contexto familiar, motivação para mudança e Percepção de controle. Então, agora eu vou bater no jejum de vez. O jejum por horas prolongadas ou a restrição da ingestão de alimentos podem ter efeitos fisiológicos e psicológicos que podem levar à compulsão
alimentar ou alimentação excessiva quando o alimento é reintroduzido em indivíduos previamente privados. O que é uma característica dos transtornos alimentos? Achei esse relozinho tão Bonitinho. O jejum aumenta o risco de compulsão alimentar potencialmente devido ao aumento do desejo por comida. A restrição calórica aguda pode aumentar o valor reforçador dos alimentos, levando ao aumento de episódio de compulsão alimentar a medida que os indivíduos buscam restaurar os nutrientes esgotados como triptofano. Então aqui a gente tem duas coisas acontecendo. Primeiramente, você ficar muito tempo sem Comer, qualquer coisa que você vai conseguir fazer é ficar pensando em comida.
Ai, eu preciso comer, eu preciso comer, eu preciso comer, eu preciso comer tal hora, saber o que que eu vou comer, vou precisar comer, vou precisar comer, vou comida, comida, comida. aumenta o que os gringos chamam de craving, que é o desejo por comida. Além disso, gente, o nosso corpo tem uma necessidade tanto de nutriente. Ele quer essa Necessidade. Se você não entregar de manhã, por bem, vai ser por mal. Ele vai fazer você comer e ele vai. Quanto mais você enrola, mais você demora, mais calórico vai ficando, porque mais desesperado ele vai ficando. Muitas
vezes a pessoa sai comendo desordenadamente de noite e vai tendo de compulsão à noite porque não comeu nada durante o dia inteiro, porque não fez alimenta e uma Alimentação completa, porque às vezes comeu bastante durante o dia inteiro, mas comeu só carboidrato branco, faltou nutriente, chega à noite o corpo com continua pedindo comida porque ele quer nutriente. Você só entregou uma coisa. Então, alimentações complexas, completas, tá? Nada de ajun, pelo amor de Deus. E a gente tem esse estudo brasileiro que eu achei maravilhoso, que eles fizeram uma comparação entre estudantes universitários com 89 pessoas Que
faziam jejum e 369 que não faziam jejum. E o estudo compara os níveis de restrição cognitiva, compulsão alimentar, desejo por comida e o consumo de alimentos proibidos. e jejuar nos três meses anteriores foi associado ao aumento de desejo por comida e na compulsão alimentar nos três meses anteriores. Então assim, se a pessoa tinha parado de fazer jejum a dois meses, o aumento, o desejo aumentado ainda tava lá. O desejo ainda tava lá e ainda tem eles tiveram uma possível associação entre o jejum níveis mais elevados de compulsão alimentar e desejos por comida, levando ao número
aumento do número de indivíduos que revelam práticas de jejum supervisionado e suas implicações em ambientes clínicos. E esse dado eu achei muito interessante. Apesar da grande de grande parte da Amostra não apresentar transtornos alimentares, o jejum ainda assim estava associado a comportamentos alimentares desordenados. O jejum leva comportamentos alimentares desordenados, mesmo em quem não tem histórico de transtorno alimentar. Ele cria transtornos alimentares e a gente tem evidência disso na população brasileira. Evidência boa tá rolando. Esse monte de estudo falando Muito bem de jejum, eles nunca avaliam quantas dessas pessoas tem compulsão. Eles nunca avaliam quantas dessas
pessoas têm transtornos alimentares. Uma anorexia n específica, por exemplo, que não leva a a um IMC extremamente baixo e avalia isso quando vai se dar jejum. Acho interessantíssimo. Você vai ler lá pá pá pá pá pá. Aí, meu filho, você não vai avaliar essa [ __ ] Não, não vai. Não avalia. Para quê? Para estragar os dados Dele? Não vai. Mas tá aí. Todo cuidado com a ciência é pouco, gente. Existe uma limitação eh literal de espaço do tanto que a gente pode escrever e do e do tanto que se pode aprofundar em qualquer assunto,
qualquer artigo científico. Que isso? G tá batendo o negócio. Existe um limite de espaço literal num artigo por quanto que a pessoa pode aprofundar de Qualquer coisa. Existe um viés de seleção do tipo de assunto que você vai falar no seu artigo, do que que você vai, como é que você vai discutir aquele dado, com que é que você vai comparar, como é que você vai discutir, o que que você vai usar, o que que você não vai usar. Você pode falar, por exemplo, de obesidade no Brasil, eh, de dietas para lidar com a obesidade
no Brasil, só Falar de dieta deste, dieta mediterrânea e não citar o guia alimentar. Você pode fazer isso no artigo científico e vai ser publicado. Mas a gente quando lê, a gente tem que olhar e falar: "Pô, mas eles não falaram do guia alimentar brasileiro. Temos um bom guia, temos boas recomendações saudáveis que não apelam para dietas caras e estrangeiras. Pô, mas fulano veu aqui que o jejum leva isso, isso e aquilo metabólico Interessante, não sei o quê. Legal. Mas como é que a gente faz para aplicar isso? Como é que a gente faz com
o dado que ele leva comportamentos alimentares desordenados e pode levar transtornos alimentares? Como é que você vai fazer isso na clínica? Você vai fazer uma triagem para quem que você vai aplicar jejum? Ah, não. Fulano nunca teve. Não, não tem nenhum sintoma. Vou botar jejum. Você vai continuar essa triagem Refazendo ela com frequência para ver se está sendo desenvolvida alguma coisa. E se e se tiver, como é que fica a sua ética? Se tiver, você vai parar o tratamento que você tava propondo? Você vai propor outra coisa? Você vai mandar para outra pessoa? você vai
bloquear a pessoa, sumir a vida e fingir que nada aconteceu. Todas essas dietas que são Restritivas, que são que levam que mimetizam comportamentos similares a transtornos alimentares, elas devem ser vistas com muito cuidado. não quer dizer que não funcione para algumas coisas. Eu conheço gente que fez jejum e e teve praticamente remissão de diabetes. Conheço, conheço diabetes tipo dois ali bem no comecinho, quando é só a Resistência insulina mais alta, não é insulina independente. Não existe remissão de diabetes insulina independente. Sempre bom dizer. Conheço, conheço, conheço. Desencard tro alimentar. Até onde eu sei, não, não
sou psicólogo, não sou terapeuta, essa pessoa não sei. É, é conhecido, mas é sempre importante ficar atento, tá? Muito importante ficar atento. Então, a abordagem nutricional tradicional centrada exclusivamente em Dietas preceptivas e em dietas rígidas de peso, ela é ineficaz e potencialmente danosa no tratamento de transtorno de compulção alimentar. Tem muito nutricionista maluco por aí dizendo que cura compulsão com jejum, que cura compulsão com dieta X, dieta Y. Caramba, não cura, tá piorando o transtorno. Não cura, está piorando o transtorno. Repito, está piorando o transtorno. Quem diz isso é a literatura. Quem diz isso são
todos os Nutricionistas que trabalham com transtornos alimentares há décadas. Dieta não funciona para compulsão e nunca vai funcionar. Ah, mas F emagreceu. Vamos dar uns 5 anos e a gente vê que que tá, como é que tá esse paciente. Gente, a gente trata a pessoa é para largar ela no mundo e ela se virar pro resto da vida. No máximo, ai, engravidei, ai, desenvolvi alguma coisa, vou voltar e a gente reajusta. Você não Trata a pessoa para resolver a vida dela por três, qu meses, acabou. Tá, isso daí não é saúde, isso não é nutrição,
não é assim que funciona. Não é assim que deveria funcionar. Isso posto, a gente tem que tomar muito cuidado com a gente tá fazendo com o paciente, tá? Até para não perder rinha de graça, porque a pessoa vai se consulta com você, tu faz um trem desse, a pessoa tem uma piora, ela some da tua vida, pega todas as as provas de de de Tudo que você indicou para ela, bate no CRN com um atestado num psiquiatra dizendo: "Me dê um transtorno alimentar". Tu leva uma coça do CRN de graça, tá? Ninguém quer perder registro
aqui de graça. Trabalho do caramba fazer faculdade. Não desenvolvam doenças nos seus pacientes. Qualquer doença hepática, renal, psiquiátrica, tá? Faculdade foi caro, gente, e dá muito trabalho. Não percam o diploma de Vocês de graça. Aí a gente vai pro tratamento. Entrevista motivacional, como sempre, né? Eu já falei muito entrevista motivacional, é muito importante. A gente atua como parceiro, explorando a empatia, os obstáculos, os desejos de mudança, respeitar o tempo, o processo do paciente, sempre importante. Então, esses pacientes, eles têm frequências, com frequência, eles Têm tentativas repetidas e frustradas de seguir dieta para perda de peso,
geralmente motivados por pressão estética ou médica. E essas tentativas alimentam o ciclo de tudo nada. Em qualquer deslize é visto como fracasso total, gerando a desmotivação e impulsos compensatórios. Qualquer dieta que esse povo faz, vai levando, que esse paciente faz, vai alimentar o ciclo, aquele que eu falei lá no Começo. E aí a gente tem as escalas de forma e saciedade que ajudam a diferenciar os níveis sutis de saciedade, permitem observar se o paciente tá comendo em níveis de forma extremos ou se tende a ignorar os sinais precoces de satisfação. E essa prática, ela favorece
a autorregulação alimentária, reduz os gatilhos de compulsão e faz paciente ter autonomia. Isso aqui é vida. Eu gosto de fazer o seguinte, eu Gosto, essa daqui é uma geral que eu peguei nas internets, eu gosto de fazer uma de zer a 10 pra fome e uma de 0 a 10 pra saciedade. E eu quero que o paciente me dê esses sintomas. O que que é a sua fome 10? Por exemplo, a minha fome 10 é: "Eu vomito, eu eu passo mal até vomitar. A nove é o enjoo. A oito é a dor de cabeça. Eh,
eu fico com dor de cabeça, eu fico muito Tonta. A sete me dá uma zia. A zia e a oito envolve também o ódio, o ódio pelo universo. Eu comecei a ficar raivosa. Eu sou muito raivosa. Eu sou eu sou uma esfameada muito raivosa, muito raivosa. Eu eu eu sou eu sou a pessoa que mataria os outros tranquilamente. Tranquila. Nossa, eu com fome cometeria vários assassinatos. Vários assassinatos. Não me deixa com muita fome não. Oito para nove aqui no Por aqui tá tá a a vontade de matar os outros. É no s no não, pera
aí. Sei que tem, né? 3 4 5 6. Essa aqui não tem 10. Aí se táia aí o seis dá o estômago roncando. O cinco sou eu pensando em comida, pensando em comida, procurando comida, não sei o que. Entra o cinco e seis tem que tá comendo. Tá pensando muito comida. Estômago tá arrancando, tá hora de Comer. Qual que é a sua saciedade 10? A minha saciedade 10 de novo. Muito provavelmente a minha saciedade 10 é vomitar porque eu comi demais. Nunca aconteceu, mas eu boto por ali, tá? Comer a ponto de ficar com a
com a respiração prejudicada assim. Hum, hum. Ter que ficar de lado assim. Meu Deus, eu preciso digerir socorro. Comi demais. Eu comi demais. Quem tem que montar isso é o paciente. Ele monta uma, monta duas, Monta três, monta quatro, até ele achar que ele chegou na final. Ele vai desenvolvendo o paciente, vai desenvolvendo a própria escala de forma e saciedade, porque é um exercício dele, não exercício nosso. Quem tem que saber a sua é você, quem tem que saber a dele é ele. Você vai ajudando ele a construir. Amo mexer com isso aqui. E aí
a gente entra também numa diferenciação muito importante que é a De saciedade e satisfação. Ah, antes disso, deixa eu voltar aqui. Alguma dúvida? Questões nopes. Saiu não, até Itálico. Ví. Então vamos lá. Saciedade diz respeito à plenitude gástrica, sensação física de cheio após a ingestão de alimentos. E ela pode ocorrer mesmo que o alimento consumido não tenha atendido as preferências ou desejos do indivíduo. Então você pode se saciar com coisas que Você não gosta. Você pode se saciar com eh um arroz sem graça, um feijão mal temperado, eh uma carne salgada e uma batata frita
murcha. Não foi num num num num PF e tava uma bosta. Você está saciada. Você tá saciada. A comida foi uma bosta horrível. Não tinha nada nada prestou naquele prato. Aqu o o o boi morreu em vergonha Por ter me entregado a esse tipo de coisa. Vergonha para como é que é? Vergonha para ti, vergonha para tua família, vergonha para tua vaca. Um negócio assim. Vergonha. A satisfação envolve o prazer, a escolha e adequação ao desejo alimentar. Então, nesta refeição hipotética, você está saciado, mas você não está satisfeito. Isso tende a, por exemplo, levar, pô,
agora eu vou ali naquela padaria que é Maravilhosa e eu vou pegar uma bomba de chocolate que eu amo e eu mereço e eu preciso. Eu vou eh pedir um brownie com sorvete, porque ninguém erra um brownie com sorvete. O brownie já veio comprado. Pronto, sorvete. Olha que bom. Esse vai vir bom. Só que aí o que acontece, né? A gente tem que aprender a lidar, ensinar o paciente a lidar com a frustração de não ter a satisfação sempre atendida, porque a busca pela satisfação eh plena, ela Leva à busca incessante por alimentos hiperpalatáveis. A
gente tem que entender que de vez em quando a comida vai ser ruim, mas também é importante trabalhar. Uma coisa que eu sempre digo pra paciente é que a única obrigação que a sua comida tem é ser gostosa. O resto vem depois. Sem satisfação, a gente só vai alimentando o ciclo. Então a sua comida, ela tem obrigação de ser gostosa. O saudável ele entra no gostoso. Quando você acrescenta legumes Numa preparação, você acrescenta sabor. Quando você acrescenta temperos naturais, uma preparação, você tá acrescentando camadas de sabor que são muito interessantes. Então você consegue ter uma
alimentação saudável e gostosa. E é por isso que eu digo que a sua comida tem obrigação de ser gostosa e o resto a gente vê depois. Isso eu sempre falo. A ausência de satisfação, mesmo Diante da saciedade aumenta o risco de episódios de compulsão alimentar posterior. Isso que é o que eu tava falando. O paciente também pode negar suas preferências por medo de comer errado ou exagerar. E aí ele se vê repetindo padrões de descontrole mais tarde em busca do prazer negado anteriormente. Se essa pessoa, por exemplo, ah, eu quero almoçar macarrão, beleza, bora fazer
o molho com bastante legume e botar uma Saladinha de folha junto, tu vai comer teu macarrão. Teu macarrão tá na paz, tá garantido, amor. Ele é teu lindo, belo, gostoso, teu. Quer botar queijo? Já vão ter. Vamos ter também não. Vamos com calma. Bote seu queijo. Mas eu quero uma salada do lado. Rola folha, por favor. Preferencialmente misturado com uma folha verde escura, que ninguém come folha verde escura o suficiente. Ola, resolvemos o brown com sorvete que Ia acontecer depois que a pessoa ia viver de salada e frango. Tã. Mas ela comeu macarrão, professora. É,
comeu macarrão. Veja bem você. Ela comeu macarrão e o céu não tá vermelho, abrindo demônios do inferno por cima da minha cabeça. Impressionante, não é mesmo? Sabe por quê? Porque a pessoa pode comer macarrão. Ah, mas esse paciente não deveria comer macarrão porque esse Paciente é diabético. Esse paciente aceita macarrão integral, se a paciente aceita eh de fibra logo em seguida para diminuir ainda mais. Esse esse paciente aceita que a gente bote eh mais carne junto na nessa refeição para que seja um macarrão com com mais proteína e um pouquinho mais de gordura para baixar
o antigliccê, a gente tem como resolver muita coisa. Não vão ficar com frescura, não. É cada papo sinceramente que eu Tenho que ouvir. Vira e mexe alguém me chega. Ah, mas não sei o quê. O íntiglico, gente, íntigliccêêmico não é difícil de baixar para é proteína e fibra. Que dificuldade toda é essa de botar proteína e fibra pro paciente? Tá com psí doulado, pega um suplemento de fibra, tá com um pedaço de carne a mais um pedaço de frango, pronto. Macarrão branco vai baixar. Bota uma salada para diminuir a Quantidade de carboidrato. A salada ela
compete com carboidrato no prato. A o volume diminui. Tem fibra, nutriente para burro. Pelo amor de Deus, parem de cair em qualquer papinho que aparece paraa frente, por favor. Cada coisa que eu fico vendo, o povo fala que nem o negócio da proteína, não tem que fazer isso e fazer aquilo para alcançar a proteína diária. Que dificuldade toda é essa para fazer 0.8 1 G de proteína por quilo? Eu não entendo essa dificuldade toda que o povo tem me aparecido como se fosse difícil fazer 0.8 1 g de proteína por quilo. Não é difícil. Não
tem essa dificuldade toda. Nem no vegano tem essa dificuldade toda. Eu não sei da onde vocês estão querendo dar do 2 g e me 3 g prote láí vocês vão vocês vão destruir o rim mesmo. Aí é Difícil. Mas é o quê? É rim? É canto. Que que é isso? Da onde é que saiu esse esse trano de proteína que o povo quer dar povo? Até cerveja condicional de proteína tem agora. Pelo amor de Deus. Voltando, a estrutura alimentar promove previsibilidade, estabilidade e autorregulação. Comer intervalos regulares ajuda no funcionamento do sistema fisiológico. O resgate da
confiança corporal reduz a urgência e comer e favorece escolhas mais Conscientes. Eu tinha falado isso aqui. Esse slide tá perdido. O plano alimentar deve ajudar o paciente a fazer o seu planejamento alimentar diário, colocando em prática o dia a dia das suas orientações, entendendo cada momento envolve auto de comer, pensamento e ação, pois essas modificações são de extrema importância no controle da compulsão. O objetivo não é controlar o paciente, mas envolvê-lo no processo Decisório, favorecendo seu protagonismo e a sua autonomia alimentar. A gente não controla os outros. Parem de achar que a gente controla os
outros. Pare de achar que você controla os outros. Pelo amor de Deus, pare com isso. Você não controla ninguém. Aí eu botei aqui um cardápio qualitativo, porque gente, a vida funciona muito melhor no qualitativo. Vocês estão na faculdade, tem que fazer Dieta. Eu sempre falo isso. Tá na faculdade, faz dieta. Monte todas as dietas. Faz uma de 1200, faz uma de 1300, 100, faz uma de 100, 100. vai fazendo, pega uma taaco e vai montando. Mas passou isso, aprendeu como é que funciona, que que precisa. Qualitativo, não precisa de grandes quantidades absurdas. Arroz branco, feijão.
Aí você Coloca com mais grão, com menos caldo. A sobrecoxa, vamos tirar a pele se precisar, se não precisar. Arroz cozido, brócolis, abóbora, alface, tomate. Coisa mais linda. Car de panela, polenta. Um cardápio qualitativo. Você precisa montar o cardápio de segunda a sábado. Não, eu eu sou contra. Eu sou contra cardápio. Eu sou contra cardápio. Aí aí é uma discussão. Veja bem, é uma discussão, tá? Essa é uma discussão. É Uma discussão longa que várias nutrias dizem que precisa, tem várias que não, tem gente que cobra mais. Eu acho que for fazer cobra mais. Tu
vai meter 30 dias de cardápio na mão dos outros. Cobra, pelo amor de Deus, cobra. Não faz uma consulta de 200, não. Entrega um mês de cardápio. Não faça isso. Tá trabalhando de graça. Quer cardápio do mês inteiro? Cobra, pelo amor de Deus. Suposto. Eu acho que isso ninguém vai seguir isso Aqui. Eu a na minha prática clínica, montar isso aqui foi só perda de tempo para todos os lados. Deu fazendo dos outros lemas. Eu monto um com opções, mas eu sempre monto qualitativo e falo: "Ó, vai ser mais ou menos assim, pode ser mais
ou menos assim, monto junto com o paciente." Olha que coisa bonitinha, entendeu? Qualitativo. Uma fruta, um chá, abacaxi tostadinha. Então, com abacaxi tem que fazer Isso. Refeição livre com a família, né? Para quem bota aí tem que acab quem faz tudo bonitinho, tem que liberar. Eu eu acho que isso aqui não dá autonomia pro paciente. Eu acho que você dizer tudo que ele tem que comer todos os dias tira autonomia do paciente. Então, ai cozinha água, que coisa triste. Ah, refogue no azeite. Faltou botar um alho agora que eu terminei de ler. Tá vendo? A
gente vai julgando, a gente nem sabe. Olha que absurdo. Julguei o cardápio alheio. Julguei o cardápio alio sem nem terminar de ler. Coisa feia. Sejam melhores do que eu. Sejam melhores do que eu. Suposto. Valorizem o cardápio qualitativo. Quá qualitativo é vida, tá? Qualidade qualitativo é vida. Então, a flexibilidade alimentar é uma ferramenta central na recuperação dos pacientes com compulsão, porque ela rompe o ciclo de controle rígido, culpa e recaída. Lembra que eu falei que eu comi pão de queijo, agora vou comer a Comida de novo. Aí vou comer comida de novo. Se você flexibilidade,
não tem nenhum problema. Não preciso enfiar o pé na jaca, chutar o balde, porque eu comi o pão de queijo. Ter uma relação mais livre, intuitiva com os alimentos, não significa ausência de cuidado, mas sim a construção de um repertório alimentar baseado em escolhas conscientes, prazerosas e possíveis. Tem que ser Possível. Esse mês inteiro bonitinho aqui, a semana inteira bonitinha possível. E sempre é possível. Eu não acho que isso aqui funciona, mas tem quem paga e tem quem gosta. O povo gosta de se enganar e a gente precisa de dinheiro. Então a gente faz. E
daí eu não faço, mas eu sei que muita gente vai sair daqui fazendo e não estou julgando vocês porque todo mundo precisa de dinheiro. Na cobra, não seja trouxa. Não Sejem trouxas, tá? Já fiz sem cobrar. sejem melhores do que eu quando eu reci. Quando a gente recém informado, a gente faz uns negócios que dá uns anos, dá uns 10 anos, você fica, gente, por que que eu faço isso de graça? Porque a gente é trouxa. Não sejem trouxa. Seja melhor do que eu, tá? Sejem melhores do que eu. Eu tô querendo que vocês forem
melhor do que eu. Eh, a gente tem que ajudar o Paciente a sentir uma postura flexível para auxiliá-los na vivência do dia a dia, evitando recaídas e aumento e aumentando as habilidades sociais. E é favorecendo autorregulação alimentar é o comer com atenção plena e o comer intuitivo que vão resolver esse rolê pra gente. Então a gente traz a consciência pro momento presente, além de ser prazeroso, proporcionar uma sensação maior de controle nos impulsos de comer. É esperado uma reação positiva com essa Experiência do algo do tipo, se eu comer dessa forma, eu posso comer menos.
Você comer com atenção plena, geralmente quem tem descontrole por distração vai comer menos. Aí a gente tem um grande clássico, né? Eu eu chamo isso aqui de gincania do do M Funas, que tudo isso aqui é muito importante você pensar na hora de comer, como é que você vai montar seu prato, né? Que como é que você pode Fazer? A gincania vem aqui comer mais devagar, mastigar várias vezes, comer com a mão não dominante, sujar toda a mesa, mas funciona. Prestar atenção aos sabores, aromas, cores, texturas, né? Dá uma respirada de comer, às vezes fazer
respirar respirações entre a comida, viu que chegou na metade, para e respira três vezes. Só isso. Não precisa fazer uma meditação completa, só Para, faz três. E aí tenta olhar para si, ver como é que tá aqui o estômago, tá saciado, se não tá saciado. Repara o que você tá fazendo. Tá botando a comida para dentro com água. Glu gr. Hum. Talvez você não esteja mais com fome. Para, para de comer. E aí, como é que a gente lida com eventos com muita comida? Como é que esse paciente vai lidar com eventos com muita comida?
Se Planejar, olhar tudo que tem disponível antes de se servir. O grande, a grande estratégia do quilo. Anda no quilo, olha tudo, volta, monta o prato com intenção. Eu chamo de de levar, fazer literalmente uma estratégia. Pensa de maneira estratégica, sentar longe da mesa de alimentos, fazer pausas durante a a refeição. Eh, por exemplo, você tá no churrasco, eu sempre falo, a gente tá no churrasco, Monta um prato, monta um prato, pega o vinagrete, pega, senta, monta um prato, come aquele prato, almoça. Aí durante a tarde você pega um queijo, você pega outro negócio, faz
uns anchinho, é uma hora de comer mais mesmo, tá tudo bem, mas monta um prato, não senta, pega um torresmo, pega isso, pega aquilo, o coração e não sei o quê, e não sei o que e não sei o qu e vai, vai, vai, vai, vai, vai, monta o Prato, tá? Sempre oriente o paciente a montar o prato bonitinho. Aí depois que vi depois veio. Mas você vai comer e vai estar saciado e de preferência satisfeito, se Deus quiser. Ninguém merece comer num lugar ruim. Então, a gente tem que incentivar o paciente a pensar que
tipo de comida que vai ter, que que você mais quer. Porque, por exemplo, Natal, que Que tem no Natal? Tem o bacalhau da tia tal, que ela só faz Natal. Tu vai comer esse bacalhau. Tem arroz com passas que eu amo, mas nunca faço. Você vai comer arroz com passas, não vai pegar arroz branco. Tem eh certos doces que só tem no Natal. Você vai pegar eles. Você não vai pegar panetone. Panetone você tem em casa. Para, para de ser besta. Pudim. A não ser que seja um Pudim muito especial. Você não vai pegar o
pudim, pô. Você vai pegar o pavê, você vai pegar a torta de sorvete e vai pegar uma pequena quantidade, vai sentar num canto, se escluir um cadinho da fofoca lá, comer com calma e com atenção teu doce. Aí depois você volta. Também sempre importante fazer a malmita. Ah, mas tod a minha avó não para de insistir. Leve um pote de sorvete, faça sua marmita e tenha comida Por uma semana, tá? É assim que você não ofende a vó. Vó, eu tô cheio, mas ó, eu tô pote enche para mim. Ela vai ficar feliz, tá? E
você não vai precisar comer mais. É sobre isso, gente. É sobre isso. Comer antes de sair de casa é bom se a comida, você sabe que a comida é ruim. Por exemplo, quando eu saio com a minha madrinha ou vou na casa dela, minha madrinha geralmente, sei lá, ela marcou um almoço, eu vou almoçada. Sabe por que Eu vou almoçada quando eu vou na minha madrinha? Porque minha madrinha, eu amo ela de paixão, mas gente, ela me aparece, ela só vai arrumar comida 3:30, 4:30 da tarde. Eu já aprendi. Aí eu vou almoçada porque aí
eu lanço, janto cedo, eu não almoço. Você come antes de sair de casa para ir um evento com muita comida, quando você sabe que a comida vai demorar. E é claro, coisas assim, ah, eh, Aniversário de fulano vai ser rodío do japonês chiquérmo na Barra. Rodío chiquérmo, coisa de de artista da Globo. Ela vai até pagar. Eu vou encher o bucho. Beleza, mas você vai almoçar por isso? Você vai almoçar sim. Toma atento. Você vai almoçar, você vai fazer lanche da tarde, aí tu vai pro teu rodízio. Aí você vai no rodízio, você não vai
comer cana e cama. Toma atento. Vergonha da sua cara. Você vai no rodí de rico, você vai comer camarão, você Vai comer barriga de salmão, você vai comer touro, que é barriga de de atum, você vai comer coisa cara, você vai comer vieira, tá? É isso que você vai fazer. Estratégia. Estrategia do grego. Já dizia o filme. Estratégia, gente, pelo amor de Deus. Não é para ir no negócio para ficar enchendo o bucho de de canama e manga. Is você faz até em casa. Não, o negócio aqui é, Ó, é pegar o bão, é pegar
o filé, pegar o creme de la creme. É importante lembrar que o paciente tem permissão para comer, não tem problema em comer o que ele gosta. Eu sempre começo a primeira consulta aí, qu da tarde, gente, pelo amor de Deus, o povo tá muito errado. Eu não entendo como é que as pessoas come da tarde. Então assim, eu sempre começo da primeira consulta, eu já libero a pessoa para comer. Primeira, uma das Primeiras, primeiras tarefinhas que eu sempre dou é: você é livre para comer de tudo. Tudo. Você não pode comer, você não pode chupar
é venen de rato e beber desinfetante e água sanitária. De resto, aprovado pela Anvisa para consumo humano, coma. Foi aprovado pela Anvisa, você pode comer. Pode meu, pode, pode salsicha, pode. Pode, pode. Próxima consulta, a gente vai Vendo o que que você tá comendo, por que você tá comendo, como é que você tá comendo, de que jeito você tá comendo, o que que a gente vai fazer para adaptar isso aí. Geralmente quando a gente libera a pessoa existe uma chance dela ter um ganhozinho de peso, porque sai, solta, soltou o bicho, ele fica doido. Depois
a pessoa ela vai se ajeitando, ela vai aprendendo a comer de acordo com a fome, com a Sociedade, ela vai entendendo que o pão de queijo não é um problema, porque não tinha outra coisa. Ela vai aprendendo e vai entendendo. O problema não tá na comida, tá na mentalidade restritiva e punitiva que frequentemente acompanha a comida. Problema não é salsicha. O problema é você comer a salsicha e sair e comer um cachorro quente na rua e no outro dia fazer 4 horas de academia e lesionar o Joelho, que aí é seis meses, né? Sem sem
academia. Era melhor ter comido salsicha, ficar de boa. Deu. Então é muito comum que as pessoas venham com esses problemas, esses alimentos que eles vivam com proibido, perigoso, gatilho, e eles saem evitando esses alimentos e só de olhar já dá um negócio. Então, é interessante trabalhar com o enfrentamento gradual desses alimentos, permitindo que o paciente se Reaproxime deles com segurança, atrensção plena e autonomia. Tem um exemplo aqui de uma paciente, uma vez que ela chegou para mim e falou: "Eu sonho com Sandar tal". Era de São Paulo. Eu sonho com Sandy do lugar tal, não
lembro qual que era. Uma sorveteria anticuíssima de lá. Eu sonho, sonho no como desde que eu tinha, sei lá, 13 anos. E eu sonho, eu falei: "Então beleza, pra próxima consulta eu quero que você tenha comida E você me apresente o relato dele. Eu vou comer o Sander." Vai, ele é muito gigante. Não lembro se era Sanders, se era banana split. Não era banana split. Ele é muito grande. Eu falei: "Ele é enorme, então tu vai levar a família, vai sentar todo mundo e vai comer a banana split. Vai dividir, mas vai comer. Bora comer.
Vai comer. E você vai ver que o Céu não vai abrir assim, não vão cair, não vai chover ácido e etc. Ninguém tá morrendo. Vai ficar tudo bem. Bora comer. E o medo de ganhar peso é uma das principais barreiras para adesão ao tratamento e da manutenção da recuperação, porque a pessoa ela acha que ela tá ganhando peso o tempo inteiro, ela se pesa muito. Aí ai, ganhou, bebeu um copo d'água, ganhou 400 g. Ai meu Deus, eu tô engordando, não Vou mais nessa nutre. Era só água, gente, era só água. Então, muitas vezes o
paciente compreende intelectualmente que é precisa cuidar da saúde, mas o medo de perder o controle sobre o corpo, de engordar sempre preciso. É o que eu falo muito sobre a comportamental. A pessoa tem que tá cansada, não tá todo mundo, não é todo mundo que tá aberto a mexer com essas coisas, que tem condições de Lidar com esse medo. Quanto a pessoa não tem, ela vai estar na dieta. E aí, se você tá com um paciente desse na mão, leva ele na maciota, vai fazendo uma coisinha ou outra, passa uma dieta mais qualitativa, eh, vai
vai explicando as questões de comportamento, como é importante não ser tão restritivo, que falha, que a vida é um caos, etc. Tananã. Vai explicando com o carro, come pela Beirada, dá tudo certo. Às vezes o povo vai, eu vou falando, o povo acha que eu já saio rasgando a vida do paciente assim. Ah, não, você tem que ser não, gente, calma. Todo mundo come pela beirada, inclusive a nutri comportamental. Todo mundo vai pela beiradinha. Então é fundamental explorar o paciente crenças sobre corpo, peso, o que que engordar significa? As pessoas acham que engordar É sinal
de fracasso, desleo, perda de valor pessoal, mas essa pessoa, ela tá mantendo um peso que não existe mais. Ela tá fixa num num corpo de garotinha, né? Teve aí uma cantora esses dias que soltou lá. Tô vestindo 36. Mas olha meu corpo de garotinha. Meu amor, tu tem quase 40. Quer dizer, eu eu vi alguém falando que ela tinha quase 40. Não sei, eu não acompanho. Mas tu tem 40, amor. Ter o corpo de 16, 17 aos 40 não é Saudável, não é normal. E a manutenção desse corpo está te adoecendo. Mulher tem coxa, mulher
tem bunda, mulher tem corpo de mulher. querer eh alimentar e e e fazer com que o paciente continue sempre em busca, deixar melhor que o paciente continue sempre em busca de um corpo adolescente, reflete coisas sobre a nossa sociedade que eu acho um pouco complexas e meio Pesadas. Negócio é esse que mulher adulta tem que ter cara de criança. Vocês estão bem da cabeça? É para chamar a Polícia Federal. Vamos pensar um pouco do porque que a gente quer que mulher adulta tenha tenha cara de criança. É esquisito, gente. É esquisito para burro. Eu acho
esquisitaço. Mulher tem que parecer mulher, criança tem que parecer criança. Não, não. As coisas não devem se Inverter. Assim como aquela a Melody não podia est fazendo o que ela fazia aos 11 anos de idade, uma mulher de 40 não não é para est buscando a cara de 16. Um corpo de 16. Tem um negócio errado acontecendo aqui e é na sociedade, porque tu abre, tá todo mundo elogiando. Ah, eu também quero corpo de garantia, de modele. Gente, olha lá, tem que conversar com o paciente Sobre aceitar o próprio corpo, sobre acertar a própria idade.
Tem negócio agora da, acho que é Carly Gêner, não sei, uma uma velia aí de de dessas americanas de negócio de acho que é de de Kardashian na vida. que ela fez uma uma cirurgia plástica que ela tá da da cara da filha que olhar assim, minha gente, até onde a gente vai para não aceitar a idade? Até onde a gente vai eh em Questão de adoecimento mental por não aceitar a idade, por não aceitar que o corpo muda? Graças a Deus, eu não tenho, eu não sou a mesma pessoa de 17 anos. Vocês t
ideia do quão trouxe eu era aos 17 anos? O nível de trouxa que esse ser humano aqui, as coisas que eu me prestei aos 17, você tá maluco. A última coisa que eu quero na minha vida aparecer. Como apareceu 17? Você tá doido? Não, não, não quero continuar desse jeito. Obrigada. É isso. Estamos encerrados. Estamos encerrados de semestre também. Deixa eu parar de compartilhar dúvidas, questões. Alguém quer compartilhar alguma coisa? Alguém quer abrir o microfone falar do que que achou da disciplina em geral? Eu peguei essa disciplina ano passado, mas eu tive que dar continuar
ela. A primeira vez que ela é minha minha Completa. Vocês são minha cobaias. De nada. também. Eu espero ter acrescentado várias caraminholas na cabeça de vocês. Ah, alguém deu algum causo que quer contar coisa para usar com o paciente não falta das que eu passei. Caraminholas. Que caraminholas? Você quer me contar? Alguma caraminhola que eu clareei? Não quiser, não precisa, gente, porque sei lá, às vezes um negócio muito Muito pessoal. Ai, Regina, realmente não te vi muito, mas obrigada por aparecer. Eu adoro quando o povo aparece, gente. Eu fico feliz. Adoro quando as pessoas aparecem.
É muito ruim dar aula para ninguém, gente. Eu odeio dar aula para ninguém. É boa par quando povo parece. Eu fico feliz. Eu fico feliz. Sit tante. Além marcou no negócio. Trabalho. Eu boto Fé. Eu boto fé. Mais alguma coisinha? Ah, obrigada, gente. Obrigada mesmo. Eu fico feliz de ter gente interessada na área, de interessada em em em nas complexidades, porque nem todo mundo, assim, nem todo mundo precisa trabalhar com o meu trabalho. Nem todo mundo precisa ser comportamental. O ponto não é todo mundo ser comportamental. O ponto é vocês entenderem que o atendimento ele
é mais Complexo, que a as situações elas são mais complicadas. Transtorno alimentar, eu nem recomendo todo mundo trabalhar com transtorno, não, porque não é todo mundo que dá conta. Eu tenho várias amigas comportamentais que me passam os pacientes de transtorno e eu passo paciente de transtorno para um monte de gente mexe também, principalmente assim, anorexia e bulimia. Eh, são, eu acho que nem Consegui falar isso na aula de de das dois, são pacientes que geralmente precisam de ambulatórios, que a pessoa est uma portinha, entrar na outra. Eles eles não se dão bem no atendimento ambulatorial
tradicional, casos mais sérios, sabe? É, é internação. Anorexia que necessita de internação. Gente, nunca peguei, eu passo. Agora anorexia mais comum que eu tenho que lá acompanhando o ganho de Peso. Vamos lá, a gente vai dando, vai, vai lhe dando. Mas são pacientes que geralmente também não ficam num consultório mais tradicional como o meu online. A maior parte do meu atendimento é online. Eu atendo aqui, ó. Eu não atendo adolescente, então eh a maioria dos meus pacientes com transtornos alimentares, eles têm entre 20 e pouquinhos normalmente quando chega para mim, principalmente as anorexias. Bulimia já
me chegou eh de 30 e poucos Por aí, mas bulimia geralmente não fica. Eu já aviso que eles não ficam. Olha, nunca ficou muito tempo. Não sei se sou eu, mas as amigas dizem que normal. Então, geralmente eu encaminho para ambulatório. É bem complexo, são pacientes complexos. O que mais vem para quem mexe com comportamento alimentar é compulsão. Como eu tava falando do dado, gente, compulsão tem muita, mas muita compulsão. Tem muita compulsão é normal Assim, não sei se não não é normal, é comum. Normal é um termo que denota normalidade, né, de alguma coisa
que tá tudo bem a acontecer. É comum. Ah, deles não gostarem, deles não ficarem. Cara, eu eu pessoalmente tenho algumas teorias, mas é porque assim, quando a gente tá lidando com casos mais graves, eh são pacientes que precisam de um controle um pouco mais firme, sabe? De de aquela coisa que eu falo da portinha. E a você vai no Gota, Por exemplo, a pessoa ela sai do psiquiatra, vai no psicólogo, vai na nutricionista, você vai numa buling, ela ainda passa por um por um por um educador físico e o eles têm eles têm a, pô,
não consigo falar o sobrenome daquela menina, mas ela é ela é físico e ela trabalha com questões relacionadas ao corpo. paciente acaba virando amigo. Às vezes acontece, você atende amigo também, mas às vezes acontece. Quando Você atende a pessoa por 4 anos, quando você tá com a pessoa 3, 4 anos, é bem é bem comum virar amigo. É bem comum virar amigo. Você tá com paciente há muitos anos? pacientes de de transtornos alimentares, eles ficam com a gente por muito tempo. Normalmente eles ficam com a gente por muito tempo. Então acaba virando um pouco amigo.
Porque assim, gente, existe, lembra lá do começo quando eu falei de transferência contra Transferência, você vai criando uma relação com a pessoa. Eu eu acho assim, a gente precisa ter para você ter uma relação eh funcional com com o paciente, existe algum nível de transferência. Então, alguma coisa da tua vida ele sabe. Esses exemplos que eu dou para você, que eu dei do pão de queijo, etc., eu dou para paciente. Eu dou para paciente. Então, a pessoa vai absorvendo informações da sua vida. você tem muitas Informações da vida dela e uma hora as coisas vão.
Não é todo paciente que vira seu amigo. É sempre importante ter alguma distância, obviamente, mas algum nível de reconhecimento e de e de e de transferência, etc., vai existindo, porque você tá com a pessoa há muito tempo. Pessoa tá com você há muito tempo. Mais alguma dúvida que ficou? De comportamento, de ser comportamental, de atender, de etcas. Nada. Mais alguém, gente? Alguém quer tirar alguma dúvida de alguma coisa? Adenice, Andreia, de Norá, Elisa, Lorena, Rosilene, Tatiana, Tamil. Gente, agora estamos só em mulheres hoje. Ah, gente, ó, vocês t meu e-mail, pode me mandar e-mail perguntando
coisa, formando e continuando com dúvidas. Eh, manda no meu Insta, po. Pode me perguntar coisas por lá. Eu abro caixinha vir. Pode me perguntar coisas por lá, inclusive. Deixa eu fazer uma fotinha aqui de Eu preciso fazer conteúdo. Eu odeio o Instagram, eu preciso fazer conteúdo. Deixa eu fazer conteúdo aqui. Usar vocês para fazer conteúdo, dizendo da última aula do semestre. Deixa eu parar a gravação aí. Boa noite, gente. Estudem paraa prova. Vai dar certo.