tem até aquela célebre história de uma menina trácia né que viu que o filósofo tarde os violentos e concêntricos o filósofo estava passeando olhando pro céu totalmente espantado tentando compreender não é o fenômeno celeste e caiu no buraco ela disse que adianta buscar tanta sabedoria tanta verdade senão não sabe nem por onde está andando né então essa é uma certa atitude que o senso comum têm em relação à possibilidade desse conhecimento que parte do espanto [Música] uma das razões pelas quais nós espantamos de ajuda as coisas é o caráter incompreensível que elas têm a princípio
então a nós dizemos que o espanto está no início da filosofia porque ele motiva uma tentativa de compreensão [Música] será ao todo nosso texto ele coloca último ponto com a origem da episteme o que quer dizer é esse time é o termo pelo qual os gregos designavam todo e qualquer tipo de saber né hoje em dia nós fazemos diferença entre a ciência propriamente dita é como física matemática biologia e um outro tipo de conhecimento como por exemplo a filosofia ea teologia que não são ciências do mesmo tipo então no caso dos gregos eles tinham um
nome geral para designar todo e qualquer tipo de saber e portanto seria a ciência não é a tradução melhor dia e se teme a episteme portanto é um ciência no sentido amplo não só ciência exata ou ciência natural mas sim um sentido amplo quer dizer conhecimento então a episteme é pode ser traduzida de maneira geral por conhecimento de que jeito o espanto leva ao conhecimento então a os antigos eles procuravam é tentar encontrar a atitude que estaria por trás da busca do conhecimento e eles encontraram na uma atitude que seria comum a todos aqueles que
buscavam conhecimento de qualquer tipo que é uma certa perplexidade inserida no carro então o espanto na com o que acontece é diante de nós ou seja é o espanto é um misto de admiração e perplexidade quer dizer nós não sabemos o que está acontecendo mas é algo que se passa como se fosse admirável os fenômenos naturais os ciclos da natureza e mesmo aquilo que acontece mais directamente relacionado com o homem mesmo é com as pessoas então a admiração que isso provoca ea tentativa de saber é como isso se faz como isso acontece por que isso
acontece ela leva então a busca do saber o primeiro a primeira atitude portanto que está por trás disso é o espanto à medida que o conhecimento vai se consolidando é esse espanto então vai dando lugar a episteme ele ao saber e aí então é você já não precisa mais ficar perplexo diante da natureza ou simplesmente admirado de certo não é que você adquire uma certa segurança acerca do fenômeno que ocorre há então já estamos no estágio do conhecimento propriamente dito o professor qualquer situação espantosa qualquer maravilhamento leva ao conhecimento de qualquer tipo de situação que
nós não compreendemos muito bem né causa essa atitude peculiar que é o espanto então a gente tem que diferenciar aquelas situações que já estão de alguma forma familiares e que portanto nós não nos admiramos diante delas e aquelas que ocorrem de forma sempre renovar o nosso espanto por exemplo no caso do de um objetivo uma utilização mais primitiva nós podemos entender que os fenômenos da natureza principalmente aqueles que apresenta uma certa grandiosidade como as tempestades raios e coisas desse tipo é apesar de se repetirem com relativa freqüência eles é causava espanto até porque causava o
caminho certo terroso que é uma coisa que pode estar incluída é do espanto se você não estiver diante de uma coisa fez simplesmente bonita né com o pôr do sol etc estiver diante de um espetáculo terrível né então nesse caso o espanto também se mescla ao terror ao medo etc o que é mais um reforço para tentar conhecer e dominar né esse fenômeno quer dizer na verdade o que acontece é que a familiaridade muitas vezes faz com que o espanto diminua o terror também diminua porque nós vamos compreendendo como é que as coisas se passam
mas a fenômenos que pela sua própria natureza por mais que eles se repitam né sempre vão despertar a nossa admiração não é o nosso espanto diante da beleza por exemplo ou no nosso espanto diante de um perigo de um terror não é embora se repitam eles têm essa propriedade é de repetir de fazer com que nós nos manifestemos sempre diante deles dentro dessa situação a diferença e espanto pt cidade e maravilhamento admiração se pode definir é tudo uma categoria só não não não é propriamente não são propriamente sinônimos não é tudo igual mas é o
dificuldade defendeu de definir justamente o que nós chamamos de espanto é que todas essas palavras que você citou serviriam para definir nenhuma delas seria propriamente para definir como sinônimo então por exemplo a questão do maravilhamento o maravilhamento costuma se colocar também como estando na origem da poesia então isso é são atitudes e comportamentos ou condutas não é que as pessoas assumem diante dos fenômenos é é que as rodeiam né ea partir daí então surge essa esse tipo de atitude não é que é uma palavra muito boa de escrever na verdade o que se passa aí
agora é tens é uma espécie de mescla de tudo isso é esse maravilhamento com o sublime no terrível com que a natureza tem vaidade espantoso de perigoso e também de belo não é isso tudo está envolvido numa mesma atitude que é portanto muito complexa é por isso que ela está no início ela é o início é da filosofia porque para chegar então ao ponto de podermos destrinchar não é tudo isso que acontece e que foi causa dessa atitude de espanto então aí nós vamos ter que desenvolver também atividades muito complicadas e muito complexas de conhecimento
é poder justamente substituir é o este maravilhamento esse espanto essa perplexidade é pelo conhecimento propriamente dita então essas atividades nos como muito conversas é tentar aprender aquilo que a princípio aparece apenas como espantoso e incompreensível uma das razões pelas quais nós espantamos de ajuda as coisas é o caráter incompreensível que elas tenham a princípio então é nós dizemos que o espanto está no início da filosofia porque ele motiva uma tentativa de compreensão primeiro vem o espanto depois na tentativa de superar o espanto e entender como é que aquilo que é objeto de espanto na verdade
se organiza nós temos então essa atividade de pensar a cidade racional propriamente dita que procura aprender aquilo que a princípio parecia é simplesmente terrível e desconhecido então essa é a passagem do espanto para a atividade de conhecimento essa atividade é complexa porque o que ocorre no mundo é muito complexo e nós temos então toda uma 11 na atitude temporal né e muitas dificuldades para chegar até a compreensão disso né é o que a gente chama de história do conhecimento o progresso do conhecimento que a princípio é muito modesto e depois aos poucos vai ganhando segurança
e dominando os fenômenos então durante muito tempo conhecimento espanto convivem porque apesar de nós conhecemos alguma coisa da natureza do que está em torno de nós sempre ainda vão aparecer coisas que para nós ainda são misteriosas e portanto não causar espanto né então a tentativa é essa e na verdade se pergunta se alguma vez o espanto vai poder desaparecer totalmente mas o fato é que o conhecimento tende a substituir o espanto no seu na sua história no seu progresso no seu aprimoramento que não incomoda da mesma maneira todos o qq do espanto que gera se
como dessa vontade de conhecer só os homens numa trás então é esse é propriamente aquele que os antigos chamavam de filósofo não é que aquele que sente uma certa atração pelo saber né é essa amizade pelo saber essa atração para saber que está na na própria palavra é filosofia de tornar-se amigo né do saber é não é necessariamente atitude partilhada por todos é tem até aquela célebre história de uma menina trácia que viu que o filósofo tarde violentos é contada pelo filósofo estava passeando olhando pro céu totalmente espantado tentando compreender é o fenômeno celeste e
caiu em um buraco ela disse que adianta buscar tanta sabedoria tanta verdade senão não sabe nem por onde está andando né então essa é uma certa atitude que o senso comum têm em relação à possibilidade desse conhecimento que parte do espanto né então é verdade que nem todos são tomados por esse espanto a não ser em situações em que a vida da pessoa está envolvida num fenômeno perigoso e alguma coisa desse tipo mas a então a questão de sobrevivência vi-a o espanto motivador do conhecimento ele se dá apenas é daqueles que têm o desejo de
saber isso não é o desejo de passar do espanto ao saber que é então o que ele testou na sabina o filósofo propriamente dito que ele não e gera incômodo em todo mundo não não gera não gera porque é muitas vezes as opiniões consolidadas é aquilo que é revelado por exemplo outro tipo de saber como a religião à tradição é tranquilizar as pessoas e faz com que elas encontrem as respostas que portanto não precisam procurar por si mesmas e através de um outro exercício não é de pensamento o conhecimento é então é você tem uma
série de estratégias de respostas que podem é fazer com que a pessoa não seja necessariamente tomada de espanto dele acontece porque ela tem explicação que aquilo é uma inspiração religiosa ela tem uma explicação revelada ela tem uma explicação de gato é mágico que é algum tipo de solução para aquele problema que se apresenta agora o espanto a relação entre o espanto ao saber depende então de uma atitude peculiar né é aquele que vai procurar passar do espanto a um saber mas não saber que lhe seja dado revelado e diante do qual ele seja passivo mas
não sabia que ele possa construir a partir daí então você tem realmente é esse caráter do pensamento propriamente humano a partir das características nacionais nem humanas do pensamento é a tentativa de organizar o mundo a mais com esses instrumentos né deixando de lado portanto outros tipos de resposta como por exemplo a religiosa a mítica a mágica e até mesmo as tradicionais então precisa ter uma certa discrepância e suscitassem a questão porque assim lá do outro jeito não é assado essa é uma pergunta que tem implícita ou explicitamente está sempre é na raiz é das questões
que se coloca é justamente porque né é aquela pergunta que aparece quando você não se contenta mais com as respostas já dadas e dem com a o simplesmente a atitude do espanto mas justamente você vai em busca de uma certa explicação então essa é a pergunta por que que é básica e o porque envolve justamente essa peculiaridade do fenômeno porque é assim e não de outra maneira até o segundo o dizem é na origem de toda a filosofia é uma pergunta que seria a mais básica de todas que diz respeito à existência do universo é
porque as coisas são porque as coisas existem é porque poderia não existir talvez então essa pergunta que é a base de todo pensar né ela se desdobra em outros porque se que são aqueles atinentes à a as questões que nós queremos responder por que tal fenômeno cidade dessa maneira está outro assim o que difere porque há causas diferentes nec que dá origem a diferentes efeitos e assim por diante mas o golo a atitude humana quando ela ganha essa independência de espírito que nós chamamos né ela o faz através dessa pergunta porque é que é uma
pergunta que causa muito incômodo mas também está na base de todo o progresso do conhecimento qual é a origem do conhecimento a origem do conhecimento é a tentativa de responder a isso porque uma primeira etapa e se porque me vêem revelado por entidades que estão acima de mim nas quais eu tenho que confiar é o que nós chamamos de um caráter revelado de um certo saber que é muito próprio da religião e dos mitos é nós supomos que as primeiras respostas foram dadas nessa maneira que surgiram histórias mitos é em religiões mais organizadas né ou
seja um conjunto de atividades humanas é de pensamentos que os antropólogos que vão chamar de fabulação a população quer dizer você organizar histórias que são imaginárias mas que podem explicar aquilo que ocorre é que dão sentido nas coisas né porque na verdade o que está na origem de tudo isso é a busca pelo sentido o mundo tem uma organização as coisas ocorrem gratuitamente sabe por quê em que sentido tem a primeira resposta mitos e religiões que vão se consolidando na tradição vão passando de uma maneira é é muito pelas gerações né ea partir daí é
essas respostas vão se consolidando até que chega este momento que não sabe explicar muito bem é como ele surgiu e por que também surgiu é quando essas respostas se tornam insatisfatórias e você passa então de um pensamento de aceitação de respostas para o pensamento ativo de busca de respostas a isso que nós chamamos pagamento de exercício do pensamento que é o que está na base da filosofia e de todos saberem geral é que vinham sendo apenas recebe o que tinha dado você exercita seu pensamento para descobrir como e por que as coisas se dão por
exemplo quando a gente se impressiona com uma obra de arte se espanta né isso também leva ao conhecimento leva o conhecimento porque o espanto que a obra de arte causa você é deriva do fato de que o que está ali colocado figurado na obra de arte e que há um artista colocou na obra é algo que ele percebeu na sua condição singular de artista e que nós não percebemos nós comuns mortais não percebemos é que passamos a perceber na medida em que ele nos deu isso a perceber a sua obra no seu quadro no seu
poema no seu livro então nós descobrimos que existe alguma coisa que antes não era acessível para nós e agora ela passou está diante de nós pela mediação do poeta do pintor do artista é então isso nos causa espanto e esse espanto vem juntamente com acréscimo de saber você fica conhecendo algo mais acerca do mundo que antes você não conhecer minha e isso espanta porque essa dóis novo conhecimento que você adquire acerca das coisas né ele tv por via da obra de arte por via de alguém que percebeu algo que os outros antes dele não percebeu
mas e aí isso agora se torna perceptível né nós fizemos essa paisagem ela é realmente assim é esse sentimento de escrito um poema no romance é isso mesmo isso é verdade é verdadeiro mas nós só pensamos assim depois de ver a coisa é feita pelo artista então a esse conhecimento de messi um espanto pelo pela maneira como nós chegamos até esse acréscimo de conhecimento então realmente é a partir da obra de arte daquilo que ilustrasse né você tem essa primeira é a atitude que é a mesma de assad espanto até 11 certo que a hesitação
am diante daquilo que tinha dado a perceber ea pensar porque é novo é algo que você antes que você não dispunha antes então essa é a função da arte a função do artista em alguma coisa de atitude filosófica nisso e se provou uma galeria e ficou olhando as pessoas se espantarem com a beleza se maravilhar em um determinado quadro já tá aí uma busca de conhecimento no sentido filosófico como a filosofia de trabalho sim porque é no caso da da filosofia na medida em que ela foi digamos assim se consolidando na normais desde seus inícios
ela passou a ser assim governada por três grandes idéias é a verdade no caso do conhecimento propriamente dita né é o bem no caso da moral da ética da conduta humana ea beleza beleza no caso então não só da natureza pode também ser bela em si mesmo mas também da beleza produzida pelo homem da questão é obra de arte isso desde o início não é então a a filosofia está impregnada dessas três ideias e oh oh oh platão não chegava a dizer que é como se fossem a mesma coisa se algo é belo é verdadeira
é bom e assim você pode aplicar é é a todas essas três ideias né é essa esse conjunto de propriedades beleza verdade bem que são aquilo que o ser humano almeja é desfrutar então é a a filosofia traz essas três coisas e traz através do espanto quando a é muito comum nós entendemos por exemplo que as pessoas diante de uma obra de arte principalmente quando é uma coisa muito tradicional muito próximo do senso comum é elas sentem às vezes um espanto a tal grau que chega próximo até da utilidade da repugnância é causa um certo
mal estar mas não estar vem é do caráter verdadeiro daquilo que está sendo posto diante de você que é tão novo é tão é inspirado no hit causa incômodo então a obra de arte de certa forma diante dela nós repetimos a atitude que algum dia um homem teve diante da natureza que é esse misto de admiração de hostilidade de temor porque a obra de arte e ela tá se novo mundo a nossa presença e faz com que nós vejamos de novo e quando acontece isso aquela atitude originária também aparece o espanto ea tentativa de aprender
aquilo se tornou familiar que hoje em dia não é depois de tantos séculos que já tem tantas verdades estabelecidas pela ciência está o espanto tende a ser cada vez menor o bastante diferente então obra de arte que cumpriria essa de recolocar o espanto sim porque por mais que a ciência progride da iwa tornando conhecido e familiar portanto tirando esse caráter de mistério é que a princípio o mundo time e que causava espanto é você sempre terá há uma certa um certo modo de perceber as coisas decente las que será sempre novo é e será sempre
uma invenção e que não depende do progresso do esgotamento das possibilidades é justamente porque não é simplesmente a realização de possibilidades é invenção de algo que antes não aparecia então nesse caso na obra de arte sempre haverá esse caráter de inovação e de espanto e de originalidade e nós sempre vamos nos deparar com isso é na medida em que o mundo vai se tornando cada vez mais objecto de descobertas técnicas orientação técnica né a gente já pode mais ou menos prevê as coisas então nos espantamos com mais nada né será que um dia ele chega
a desaparecer totalmente bem a a tendência é que esse espanto é dele lado do do desconhecido uma ele vai é cada vez mais diminuir uma vez que o conhecimento se expandindo agora as possibilidades de conhecimento elas também são capazes de trazer objetos e possibilidades né que antes não vinham sendo pensadas por exemplo a exploração do espaço a exploração do espaço ela pode ser uma ocasião de descobertas tão nova e tão inesperadas o problema de contatos estão novos estão inspirados com coisas ou talvez seis em perfil que o espanto pode renovar essa idéia dessa maneira que
na verdade é a medida em que o universo se expande pela sociedade de conhecimento é é a medida em que o conhecimento também se expande você o espanto também que se você tem uma uma margem maior do universo a ser explorado é conhecida você tem possibilidade de tornar isso conhecido mas também tem a possibilidade de encontrar objetos que vem vou te trazer de novo a sensação de mistério e espanto porque são coisas que não eram previstas hum então é possível que isso aconteça é com a expansão do conhecimento dessa direção é claro que os antigos
tinham uma perspectiva muito abstrata disso é que o mundo deles era bastante restrito mas no nosso caso você pode recolocar essa questão do espanto através dessa quebra de fronteiras né do conhecimento que maitê tanto na direção do do pequeno é dada a microfísica né enquanto na direção das distâncias espaciais e etc então isso é pode ser realmente causa de espanto novamente sim aristóteles coloca na sua metafísica que o homem sente ea percepção leva admiração e dentre os sentidos mais importante o mais usado é a visão que o papel da contemplação professor você tem aí no
nesse caso o sentido que é privilegiadamente contemplativo o contato que a visita tem com as coisas é eminentemente um contato de contemplação é claro que pode haver nenhuma utilidade à posteriori você pode ver alguma coisa depois manuseá la mas a vista em si mesma ela tem digamos assim um caráter utilitário bem menor do que as mãos por exemplo e outros sentidos né e então ela sempre foi considerada uma espécie de sentido que mais se aproxima do conhecimento puro do conhecimento do teórico né por conta dessa sua independência dessa de seu caráter é mais distante né
de um da prática do objeto no manuseio do objeto em e tanto é que a palavra teoria né grego ela quer dizer o olhar e desse caso então a uma analogia entre o olhar no caso olhar físico né que é já uma tentativa de conhecer também e aquele seria o olhar da alma que é um conhecimento uma intuição contato que o o sábio é estabelece com as coisas através de algum tipo de método não é se aproximar delas e é sempre essa analogia foi feita não só pelos antigos mas também pelos modernos né é nós
contemplamos né com os olhos do corpo aquilo que é material e contemplamos com os olhos da alma aquilo que é ideal ou abstrato das duas maneiras nós tentamos chegar à verdade então os olhos são as muito ligados na verdade a grande metáfora do conhecimento sempre foi olhar o conhecimento é um tipo de olhar tanto material quanto espiritual então isso é muito próprio do do privilégio que se dava na antiguidade principalmente à contemplação eu conheço a verdade é atingida por contemplação se você tem um contato prático com o objeto você tem desde uma visão estrita o
que ele chamava de uma opinião não é que você tenha realmente um conhecimento verdadeiro você precisa superar esse contato restrito com essa proximidade né quase que de toque com o objeto para justamente contemplá lo e essa distância contemplativa é que é essencial para chegar à verdade quando o conhecimento da no início da era moderna foi ganhando um significado mais prático é mais experimental nós costumamos chamar ciência que se faz hoje em dia né então esse essa contemplação ela já perdeu um pouco do prestígio que ela tinha na antiguidade e daí nós passamos de um do
caráter contemplativo do conhecimento a um caráter de atividade prática que os o os grandes filósofos e cientistas do início da modernidade chamavam de dominação dominação da natureza o que vai resultar da nossa tecnologia que você conhece as coisas vão para contemplar vai ficar nisso diante delas mas para dar a elas um sentido prático e fazer alguma coisa com elas portanto conhecer é uma espécie de preparação para agir e não simplesmente vai contemplar é isso é muito próprio de um mundo em que a ciência já é já ter uma continuidade tecnológica muito forte ao passo que
não se consegue muito bem o conhecimento que não tenha de levar o tecnológico né então nesse caso nessa nesses tempos modernos a contemplação por exemplo foi perdendo um pouco daquele valor naquela tinha é em prol dessa dessa nova ideia de que conhecer é agir sobre as coisas interferir do mundo transformavam certa que é uma ideia moderna a verdade está muito ligada à contemplação e é nesse sentido que é o óbito também aparece como um repositório de verdade né uma vez que o mito traz essa espécie de organização do maravilhoso que não é uma organização racional
mas de alguma forma explica o que é o maravilhoso explica uma maneira que você tem que aceitar não que você tem que propriamente que compreender racionalmente se aceita como uma revelação mas não deixa de ser uma resposta então é nesse sentido que o maravilhoso do mito também é é um espécie de antecessor no conhecimento porque ele nos fornece meios nos situarmos dentre essas coisas que causam espanto e justamente um conhecimento ele prolonga um grito e através de outros instrumentos daqui a precisamente a razão humana porque ele continua tendo esse caráter é contemplativo ele continua procurando
respostas que satisfaçam o desejo de verdade e não é o desejo de atividade dever de agir é por isso que hoje está a atriz disse que o conhecimento é um desejo natural de todos é todo o homem deseja naturalmente saber né e esse desejo natural disse não satisfaria através da contemplação isso é muito próprio das civilizações antigas que em que a técnica vista material não ocupe um espaço importante da na ordem do dia né e da medida em que isso vai acontecendo ano decorrer dos tempos vamos chegando então há a modalidade e isso influi na
concepção de conhecimento e portanto na concepção de contemplação contemplação deixa de sê a essência do conhecimento e o contrário dela que a ação ele passa a desempenhar um papel mais importante tem alguma coisa a ver com experiência sim sim porque a ua a diferença entre a experiência que se fazia antigamente do mundo das coisas ea experiência que os modernos fazem é o tipo de autonomia que você tem que organizar a experiência é você tem uma no ponto de vista do dos sábios antigos do conhecimento antigo é claro que você tem uma experiência das coisas uma
proximidade com elas um contato com as coisas empíricas da medida em que elas se apresentam pra você e você é obrigado a lidar com elas o que difere é o que a modernidade introduziu foi o oposto net você organizar a experiência tecnicamente você não depende mais do aquilo que aparece ocasionalmente aleatoriamente no seu campo de ação você pode você tem instrumentos para organizar essa experiência tanto a experiência usual cotidiana quanto à experiência científica na área científica na modernidade não é simplesmente observar o que ocorre é você produzir é um fenômeno né tal que ele possa
revelar as propriedades que ele tenha certa é a partir da intenção que você já tem o reconhecimento é que você organiza a experiência conforme o que ficou bem mais isso é uma coisa é característica da modernidade então sempre ou experiência não é sempre uma experiência mas com essa diferença no na modernidade o homem em uma tal autonomia né é o homem o sujeito do conhecimento né ganhou uma autonomia que até a própria experiência ele pode organizar e adaptá la aos seus desejos né é um dever de conhecer essa é essa concepção disse e se afastar
da prática não é é justamente então aquela característica da de um primeiro estágio do conhecimento que coincide com a antiguidade a idade média do ponto de vista histórico essa concepção já não é a nossa não é aquela aqui no século 17 para cá que os moradores consideram época moderna não é ela é a aac vitória na verdade agora o que vigora é um certo desejo de interferir praticamente na realidade e portanto isso é um fator decisivo a última mudança decisiva não é o que se costuma dizer também é que essa autonomia que foi dada ao
ser humano no sentido de poder interferir na na prática da indeferir praticamente da realidade é que causa é uma certa subordinação da natureza ao conhecimento ou seja objetivo e não tinha capacidade de interferir de forma a transformar o meio ambiente ou aquilo que ele pudesse conhecer que estava sujeito né aquelas coisas e no nosso tempo a capacidade de interferir de transformar e portanto de antecipar é da natureza aquilo que nós vamos fazer dela produtos técnicos por exemplo você é o objetivo do olha para o rio ele não vê uma hidroeléctrica né nós controlemos no rio
vemos a possibilidade de uma hidrelétrica quando olhamos para a floresta é uma possibilidade de madeira e carvão então é essa a diferença né tem um poder de interferência e justamente o que é isso aqui faz com que a o conhecimento né ea ciência hoje em dia é tentem sair dessa condição de espanto não quer passar apenas a condição de conhecimento contemplativo vai passar à condição de conhecimento que seja também poder poder sobre as coisas então é válido dizer que você ainda tem situações em que a ignorância vem junto com espanto mas a motivação para sair
da ignorância do espanto já não é tanto a verdade contemplativa é mais uma verdade prática que permita ter poder sobre as coisas conhecidas você deixa de se espantar com alguma coisa numa pena quando você conhece quando você a dormida né e eventualmente até coloca seu serviço como fenômeno natural e certo e você pode transformá lo tecnicamente né então é essa diferença importante porque mostra qual a mostra duas trajetórias diferentes né uma trajetória do espanto com a contemplação de uma trajetória do espanto para o poder o poder de controlar as coisas controlar a realidade da filosofia
aparece quando o o é se esse esforço é de obter respostas para as coisas ele passa a ser é visto como algo que deve ser desenvolvido pelo intelecto humano coisa que não acontecia na região e do mito é claro que na região de bonito 2010 exercício de pensamento mas a partir de alguma coisa que não tinha dada é no caso da a filosofia surge quando esse tipo de atitude é deixada de lado e você valoriza é um exercício autónomo de pensamento em que o instrumento privilegiado né o próprio intelecto a própria razão humana e é
portanto a filosofia surge quando você tem esse grau de autonomia do pensar não subordina mais a religião não subordina à tradição mística nem oráculos realidade daquilo que antigamente inventava levou o as respostas que o homem podia obter sobre as coisas agora não agora você tem um instrumento privilegiado que é o próprio intelecto humano você usa metodicamente autonomamente e produz conhecimento e aí o conhecimento então passa a ser um significado muito especial passa a ser algo produzido a partir das possibilidades intelectuais e sensíveis né uma das então que surge toda a a a tentativa de explicar
esse conhecimento com aqueles organiza como é que ele atinge as coisas o que é preciso para que ele chegue a aal êxito e assim por diante a filosofia da assicom essa autonomia na autonomia da razão do nome do pensamento nacional por isso que se diz que ao surgimento da filosofia é a passagem do mito a razão dessa passagem a razão tenta dominar é um máximo possível aquela região que antes mma do espanto e admiração uau que diga até que o houve nesse caso então dizem também todo mundo quer ver um mundo encantado o mundo mágico
o mundo em que eu não sei bem como é que as coisas ocorrem então estou sempre admirado diante dos fenômenos eu não sei o que acontece ali para que ele se dentro daquela forma à medida que o conhecimento vai assim é a senhoria dessas coisas não é esse encantamento essa magia né ela vai perdendo então a razão com a subjetividade né ela quebra esse espanto a quebra é segundo karbasi cordel encantado e portanto se supõe que há uma relação inversa entre o progresso do conhecimento eo desencanta mento do mundo vive hoje por exemplo nós não
temos mais o senhor ocasiões muito especiais e excepcionais né contato com coisa que possamos chamar de mágicas encantadas né estou nos pelas histórias é mas houve um tempo em que o mundo aparecia como encantado neper aqueles que habitavam é com o mágico ea passagem para o conhecimento é que transformou tudo isso ea bahia o encantamento e convivem sempre com essa admiração e com esse espanto então há a passagem também essa é a magia eo encantamento para o conhecimento objetivo no texto do professor trajano ele coloca que existem mesmo bloqueios para admiração para o encantamento neto
o espanto que seriam hábitos costumes preconceitos estereótipos o apego às ideias recebidas e o receio de questionar coisas aceitas segundo ele o sap zone impedem o espanto ea perplexidade e bloqueio o caminho para episteme o espanto ele tem alguma coisa a ver com a um sentimento de perda e desorientação perante as coisas isso é um incômodo muito grande e portanto a sempre procurou fazer é suprir essa essa ignorância com opiniões com tradições é com alguma coisa que se consolide e faça com que eu não precise mais me espantaria se sentiu surpreendido diante das coisas que
isso incomoda e como é traz essa sensação de desorientação ou de perda então realmente um bloqueio ou seja aquele que vai atingir o conhecimento autêntico né ele tem q f despojar dessas opiniões consolidadas não é disso que ele adquiriu como verdadeiro não porque seja verdadeiro mas por que o exibe de tentar procurar mais a fundo nas coisas então isso é um grande empecilho é o a situação típica do início da da filosofia no caso das do dos indivíduos né ela aparece justamente quando sócrates tenta fazer com que as pessoas se libertem as suas opiniões outra
coisa muito difícil você pergunta a uma pessoa que ela acha alguma coisa sempre tem opinião formada ela não informou que ela recebeu mas que é suficiente para que ela tenha uma resposta acerca daquilo aí você questiona a opinião não é a pessoa então se espanta daquilo não ser verdadeiro e se coloca de novo numa situação em que ela tem que vir a saber tem que vir a conhecer isso é a passagem da opinião a filosofia da opinião que os prejuízos preconceitos né a filosofia as duas coisas são contrárias né mas é além da de todos
aquela aquelas situações que fazem com que nem todos seguem a filosofia não existe essa que é muito comum e sempre existiu até hoje ela é válida se pode ver a situação em que a pessoa se vários preconceitos e daquilo que constitui o saber adquirido da e consolidado pra deixar de perguntar e deixando de perguntar não tem porque se espanta então isso realmente é alguma coisa que está aí dentro desse problema do início da filosofia professor o que quer o olhar o espírito investigador que leva à reflexão olhar como se fosse a primeira vez se libertando
do habitual não é tentando lembrar que eles bloqueiem os as crianças se espantam e os adultos que não são filósofos eles também conseguem veja bem a nossa a natureza dos fez de modo aqui o mundo seja o mais familiar possível porque caso contrário nós não sobreviveríamos né então é a própria percepção ela já é um modo de mostrar as coisas como elas já fossem conhecidas quer dizer toda a nossa relação com o mundo é da sua relação de teórico mas também razão prática consiste em fazer com que o desconhecido seja remetido ao conhecido ou seja
vocês já conhecem alguma coisa quando você olha o mundo se olha a partir disso que os reconhece muitas vezes são os preconceitos prejuízos que você faz você tem alguma coisa nova diante você vai dar um trabalho é dominar esse novo é e passado essa atitude de espanto então você faz você reduz aquilo que você ainda não conhece aquilo que você já conhece e através disso você economiza uma esse espanto e esse ter que olhar as coisas pela primeira vez né imagine como é que seria a nossa percepção das coisas se tudo fosse rigorosamente disso pela
primeira vez haver uma grande desorientação no novo ponto de vista psicológico da nossa vida corriqueira né então assim como não existe isso no nosso trato cotidiano com as coisas né nós sempre já estamos no mundo quer de alguma maneira familiar a gente quer transportar isso também por diversos conhecimento daquilo que me é familiar tende a segui lo porque nós temos a instrumentos pra vi essa estranheza ao familiar é por isso que quem vai conhecer e se vai armado de alguma coisa uma certa lógica um certo corpo de conceitos né certas idéias que já estão feitas
de modo a poder receber outros conteúdos então essa armação que o conhecimento tem ela é imprescindível para que nós possamos nos a brisa rapidamente com aquilo que seria um novo é isso é uma escritora natural é nós somos assim naturalmente que caso contrário seria muito difícil há muito mais difícil a relação com as coisas é então a o espanto tende a se tornar excepcional quanto mais nós respeitamos esse nosso nossos instrumentos né de redução do desconhecido conhecido o espanto vai ficando com o espaço cada vez menor ea situação em que ele se dá tende a
ser cada vez mais excepcional porque nós temos mais espanto por exemplo o domínio da arte é porque do domínio da ciência e do conhecimento que no caso da arte essa possibilidade de reduzir o novo aquilo que já existe ela eu posso até contar com ela mas não é aquilo que realiza grande obra a grande obra é justamente aquela adotada de originalidade então o universo da arte ficou mais propício a essa assimilação do novo através do espanto porque há os outros aspectos da nossa vida o professor qualquer diferença entre filosofia conhecimento o a filosofia é um
conhecimento é o que a diferencia a diferença é que se pode fazer é que a filosofia desde o começo ela procurou um conhecimento que conseguisse atingir as estruturas básicas do universo ou seja essa pergunta por que quando é feita pela filosofia tem um caráter mais abrangente do que quando ela é feita por um conhecimento especializado então quando eu pergunto por exemplo porque as coisas existem é diferente de perguntar porque a água ferve então é esse essa diferença não é propriamente uma diferença de natureza é mais uma diferença de grau que o conhecimento filosófico ele tem
demais para os fundamentos ele tem demais para as grandes estruturas é do que propriamente para 11 saber especializado que eu posso dividir se um dos setores da realidade que eu tenho pra conhecer é tão essa diferença que costuma fazer por isso que a filosofia que no início do dia tudo ela foi perdendo terreno para ciências porque assim eles conseguiram formar campos de especialização em que essa pergunta por que ela é reduzida e é feita através de um método bem específico segundo um número de coisas bem delimitado né ea filosofia então foi ficando com aquilo que
existe de mais fundamental e que a ciência especializadas não pode atingir até porque estaria é aquém daqueles fenômenos aquelas porque que eu saber especializado pode tocar essa é uma das diferenças mais uma diferença foi se fazendo historicamente por exemplo até bem bem tardiamente século 16 é 17 você falasse em ciência e filosofia é a mesma coisa o esforço era justamente o jornal com isso é produzir um conhecimento único que dessem conta de todos os aspectos da realidade sem que ele fosse é dividido em especializações só a partir desse momento aqui a complexidade dos objetos é
produzir os seus conhecimentos atualizados dos quais a filosofia procura escapar o grande problema da filosofia exatamente esse ela guarda uma relação original com o mundo o que faz com que ela não possa ser um saber metodicamente especializado tem que ser alguma coisa de diferente o conhecimento que se dirige ao mundo com uma atitude diferente do que o do saber especializado das ciências ea gente pode falar que a filosofia também tem um objeto e método sim sim é é a filosofia tem até vários objetos e vários métodos porque é como a filosofia não tem uma história
linear é como a ciência ela sempre se diversificou se repetiu você pode dizer que a matemática ea física são as mesmas e progrediram e aprimorar seus métodos ea maneira de estudar os seus objectos do caso da filosofia que aconteceu filosofia sempre no plural nunca tem uma filosofia então a partir daí você tem uma diversidade enorme de métodos e de objetos conforme a aquilo que se produz uma certa época né com o pensamento de lévi o filósofo a entender né é é a bandeira que deve se aproximar do seu objeto e que tipo de atitude e
deve subir isso varia muito a outra diferença importante é essa a filosofia tem uma história né desde os seus primórdios mas essa história não tem progresso e no caso da ciência também uma história mais uma história de progresso essa é a diferença por isso que há essa coisa como essa filosofia está sempre recomeçando a gente pode ser que ela sempre volta a estar casar volta com as interrogações fundamentais claro que não são feitas da mesma maneira porque as diferentes épocas permitem que você refaça essas perguntas modos diferentes na ciência e cultura vai até você faz
essas perguntas modos diferentes mas você volta elas sempre né então portanto perto recomeço o professor com que a importância do método para superar o espanto só poderia falar da maiêutica então o método é justamente a maneira pela qual o conhecimento deve ser atingido é com procedimentos muito bem delimitados de modo a que todos possam fazê lo não é uma das vantagens da invenção do método é que você pode transmitir a outro não temos um conhecimento mais um meio de chegar ao conhecimento então todos os métodos sempre tiveram esse objetivo o veto no mais antigo que
nós conhecemos na filosofia desenvolvido sistematicamente a maio tica da bahia busca dos softwares e consiste exatamente nisso que o indivíduo volta assim para a sua própria alma e tenta tirar dela certos conteúdos que lá estão é como se fossem candidatos e ele consegue fazer isso através de uma certa interrogação ele mesmo pode interrogar ou outro pode interrogar o qual é o efeito metódico dessa interrogação ela vai desfazendo as opiniões e os conhecimentos consolidados ou seja nas fazendas aparência de verdade ela vai mostrando que sempre que é o que este ano de maneira um pouco mais
profundo uma certa opinião eu acho um erro uma contradição então teve dar um passo a mais e esse passo então me leva a um patamar superior de conhecimento e tem sentido eu vou progressivamente chegando até a verdade do caso da ética é a possibilidade disso é a crença no que tinha o sócrates que também o platão de que todo o conhecimento já está na pessoa já está na alma da pessoa porque porque esse conhecimento já nasceu com ela quando a aumentar no ano já trouxe esse conhecimento esse conhecimento está apenas obscurecido mas não está perdido
então maiêutica que significa dar à luz não é retirar a criança né é da mãe é exatamente isso tem esse nome por causa disso eu sócrates se tirava o conhecimento das pessoas como se as pessoas dessem à luz né as idéias que elas têm dentro delas sem saber muitas vezes porque está um tanto quanto obscurecido esquecido é principalmente pelo obstáculo do corpo a alma é pratão e para um só que ela não se dá bem com o corpo tem uma relação difícil com o corpo e uma dessa dificuldade é exatamente o corpo é causar um
certo desconhecimento das idéias do pensamento é que é próprio da alma mas isso é superável pelo método por esse método por exemplo trabalhou sem que algo se abre a mostra que ela tem dentro desde que devidamente interrogada na então a importância de que o procedimento metódico bem estabelecido tem alguma coisa a respeito do espanto que a gente ainda deveria guardar que sou acho importante passar pelos alunos eu acho que se quando se fala do espanto sda muito muita ênfase ao fato de que os mesmos elementos que causaram espanto aos jovens foram os elementos naturais mas
é preciso também é eu acho enfatizar um outro lado um lado mais ético e até mesmo político do espanto que concomitante à essa espanto diante dos acontecimentos naturais é provavelmente houve também uma interrogação e um espanto a seca por exemplo dos modos de convivência humana das condutas humanas das diferenças entre as pessoas das organizações sociais as quais o direito está submetido isso também passa por uma interrogação e isso também é submetido a uma ao crivo dada razão ao crivo do conhecimento que não basta mas não se aceitar que a rua determinada organização social a determinados
preceitos morais é que por serem tradicionais você tem que aceitar los é preciso que você olhem isso de novo com novos olhos né e se interroga a respeito dessa parte mais propriamente uma banda da é da vida então isso também faz parte de você sair de si é dessa atitude mais passiva de recepção das coisas para uma atitude mais produtores mais crítica e nós percebemos que as duas coisas são mais ou menos concomitantes quando acontecendo historicamente néné da grécia o questionamento é da natureza a partir de um certo espanto uma certa ignorância né e o
questionamento também dono de uma organização social porque é assim e não de outra forma porque uns mandam outros obedecem a cidade organizada dessa maneira que não pode ser de outra e assim por diante esse questionamento também foi feito e ele pode ser visto como andar logo ao questionamento da natureza muito obrigada professor viu que a cabeça [Música] ae [Música]