atendimento e o tempero que já virou marca registrada na região. Visite-nos na rua Manuel José Machado 187 ou faça seu pedido pelo telefone 56313990. Restaurante Pizzaria Democrata, a sabor que faz história. Buenas, eu sou Alexandre Cuba e agora divido com vocês o Arteculando, seu programa semanal sobre o mundo cultural pela Rádio Alvarenga e afiliados. Além, é claro, dos episódios disponíveis nas plataformas digitais, principalmente no nosso perfil do TikTok, @arteculando, no Instagram, @oficial, no canal do YouTube da Alvarenga TV e o WhatsApp 11 98 44 98479949. Todas as segundas-feiras, das 19 às 20 horas, com reapresentação
nas quintas-feiras. às 15 horas, sem contar os nossos famosos cortes diariamente para vocês ficarem por dentro de todo o nosso conteúdo. >> Bora começar. Hoje receberemos em nosso estúdio Gislene Correa. Ela que é nascida em São Paulo, ex-moradora do Jardim das Imbuias, formada em turismologia. Que chique, hein? Pós-graduada, pós-graduada em gestão de políticas públicas pela UNIFESP e gestão cultural pelo Senac. Atua na área cultural há 12 anos. começou como coordenadora de projetos culturais no céu Três Lagos, região ali do do Jardim Noronha, lá no fundão do Grajaú, depois no céu Vila Rubi e há 4
anos na coordenação do Centro Cultural de Santo Amaro. Seja muito bem-vinda, Gislene. >> Obrigada, Cuba. Boa noite. Boa noite, Silvio. Boa noite aí a todos os ouvintes do programa Articulando. É um prazer estar por aqui, viu? pra gente falar um pouquinho de cultura e outros assuntos mais aí, né? >> É isso aí. Hoje temos teremos muitas informações sobre quem entende da gestão pública e da cultura fazendo alianças. É o nosso caminho. E para brilhantar o nosso programa temos também o fundador da companhia Agatha de Artes, que existe há 24 anos. Tem ideia do que que
é isso? com inúmeras peças bem-sucedidas, como o Curtiço, Mário Descobre o Brasil, o retrato de Oscar Wild, Maria A bonita e mais recentemente Terreiro dos Aflitos, com uma jornada, podemos dizer bem-sucedida, de crítica na mídia alternativa. Ele que é autor, ator, dramaturgo e produtor cultural, Silvio Tadeu. Seja muito bem-vindo, meu caro. >> Boa noite, Alexandre Cuba. Boa noite a todos os ouvintes. Obrigado pelo convite à Rádio TV Alvarenga. Muito obrigado a você e parabéns pelo programa. Cada espaço que se abre para discutir a arte e cultura é uma trincheira que se ergue, né? E como
dizia a nossa querida Rita ali, mau gosto assola a humanidade. Então vamos erguer trincheiras para discutir arte e cultura. Muito obrigado pelo convite. Estamos juntos. É isso. E é uma honra, né, ter essa galera aqui de peso. E o programa, ele falou que ia fazer isso, né? A gente já tinha falado na na estreia que a gente faria um programa de peso com pessoas importantes e a gente começou já, né, 2026 pesado. E é o seguinte, né, agora eu queria começar aqui com a Gislene, eh, com esses dois entrevistados que são incríveis e eu quero
saber de você uma coisa, Gi. Vamos começar já dando uma injeção de ânimo aí paraos nossos ouvintes, espectadores, seguidores e interessados. Sem polêmica. Mas vamos lá. Eu quero saber uma coisa muito particular, mas que a gente consegue trazer pro universo de quem tá ouvindo a gente, que gosta de cultura. Gi, o que te motiva a trabalhar no setor cultural em São Paulo? Bom, eu sou uma apaixonada pela arte de acho que eu já nasci com esse amor, né, desde do do ventre da minha mãe. E eu lembro que quando eu era criança eu gostava de
assistir programas como Bambalão, aqueles outros programas de massinha e os meus irmãos riam de mim e tiravam do canal, não deixavam assistir. Mas eu sempre fui motivada por isso e tudo que eu assistia eu queria fazer também, né? Então eu imitava também vários artistas, vários programas, eu fazia, né? A minha brincadeira era essa em casa também. E é o amor mesmo pela cultura, viu? Eu sou eh uma apaixonada pelas artes, fiz curso de pintura, eh fazia teatro na escola, inventava com as amigas, a gente fazia, apresentava para pra turminha das séries eh menores, né, primeiro,
segundo ano. Então, assim, eh foi a minha vida inteira, infância, adolescência, tudo voltada, muito voltada pra arte, né? Então, é isso que me motiva. E aí, quanto mais eu aprendia, mais eu queria passar um pouquinho desse conhecimento até chegar, cheguei na na coordenação de cultura muito por acaso assim, sabe? Eu trabalhava na empresa privada, eu trabalhava com seguros no banco, trabalhei na Honda, na Tókio Marine, né, empresa seguradora e saí porque eu não aguentava mais, gente, porque cuidar do bem dos outros é difícil. Eu cheguei num pico de estresse muito elevado, tanto que eu sou
careca, né? tem uma parte da daqui que não nem nasce mais cabelo de tanto estresse. E aí eu fui conhecendo um pouco da área cultural. Aí fui convidada a a trabalhar na coordenação de cultura do céu três Lagos, que foi o primeiro contato que eu tive com a cultura, assim trabalhando mesmo. E eu me identifiquei que eu me formei em turismo, né? E no na faculdade eu já tinha muita muitas aulas voltadas à cultura, né? a parte teórica, tudo. E aí eu gostava muito daquilo. E quando eu entrei no céu, gente, foi assim, realmente foi
o céu para mim. Eu tive um aprendizado muito bom, né, nessa área. Então, eu tive contato com muitos grupos periféricos, muitos coletivos de teatro, de música. Eh, tive acesso também a à Secretaria de Cultura, os fomentos. Eu fui aprendendo, né, um pouquinho de cada coisa. Fui aprendendo, fui aprendendo, fui gostando, fui eh formando eh parcerias com a comunidade local, com empresas local. Então assim, eu foi dessa forma que eu fui conhecendo e fui me encantando cada vez mais. Hoje eu tô aí há 12 anos na cultura, né, e cada dia buscando aprender mais e mais,
né? Incentivar pessoas também que querem, né, buscar o seu espaço também conhecer como que são os espaços culturais, né, fazerem parte da programação também da da desses equipamentos culturais, né, dos equipamentos públicos. Então, é isso que a gente faz. >> É a sua área, o que você aprendeu, o turismo, ele tem uma relação muito próxima com a arte, né? Turismo tá ali, né? Todo toda a região que tem uma área de turismo ali, a arte se se conecta, né, com com a relação, então a gastronomia, então tá tudo muito junto ali, né? >> Exatamente. É
bastante. >> Ô Gi, fala um pouquinho do onde você tá hoje, que é o Centro Cultural de Santo Amaro, né? fala um pouquinho do Eu conheço um pouco da história do Centro Cultural de quando das reformas que aconteceram nos últimos anos e tal, desse complexo, né, que é o Centro Cultural Santo Amaro, né, tão importante ali na região. >> E qual que é a importância que você vê dele na região ali e pra sociedade local ali, né? Como é que você pode falar sobre isso? >> É, o Centro Cultural, na verdade, ele era só o
prédio da biblioteca prefeito, como que é? Presidente Kennedy, né? Antigamente foi inaugurado na década de 60, né? Inclusive eu tava até comentando esses dias com uma atriz que fez o espetáculo da Merlin por trás do espelho. Ela menciona a família Kennedy tudo. E aí eu contei essa curiosidade para ela que o Bob Kennedy esteve no prédio, né, na meses depois da da inauguração, porque o irmão dele já havia falecido e a biblioteca levava o nome do irmão dele, né, do John. E fez até, inclusive completou 60 anos agora em abril do ano passado, tá? Ele
era só uma biblioteca no prédio, né, que foi construído para ser uma biblioteca, inclusive já foi a segunda maior biblioteca, né, do país, tá? E mas só que o pessoal viu um potencial muito grande para que se transformasse em Centro Cultural. E aí em 2017, janeiro de 2017, né, inaugurou o Centro Cultural, deixou de ser apenas biblioteca e passou a ser o centro cultural, né, com espaço do teatro, espaço para ensaios, né, salas de dança, sala multiuso, tá? Então foi a última grande reforma dele que passou a ser Centro Cultural foi 2016 para 2017. O
ano passado, é 10 anos, né? O ano passado a gente conseguiu uma uma reforma um pouquinho mais simples, né? A pintura, algumas coisas que estavam precisando, porque já tava bem bem degradado, né? Pela utilização. Então a gente conseguiu mais uma reforma um pouco mais simples, mas que tornou ele tornou não, deixou ele ainda mais bonito, porque ele já bonito, ele já era, né? Deixou ele um pouquinho, deixou ele melhor, né? mais bonito e e acabou acrescentando coisas que ele ainda que ele não tinha também, né? Coisas que estavam faltando, né? Por exemplo, o piso tátil,
né? Que a gente não tinha. A gente não tinha acessibilidade, agora a gente já tem, né? Asibilidade, >> são um prédio de quantos anos? >> Sete. São sete andares e o subsolo >> voltado pra cultura. >> Totalmente pra cultura. completamente >> interessante. >> É um lugar que é assim, ao ao longo da ao redor da cidade inteira tem muitos espaços culturais aí que que entrega >> muito serviço artístico, né? Eu só não sei se ele é subutilizado pela sociedade em si. >> Então, eh, logo que eu que eu fui para lá também era de pandemia,
né? Então, eu lembro que tinha muito espetáculo, mas as pessoas não iam. alguns por medo ainda da pandemia, tal, e outras pessoas também porque não conheciam ainda o espaço como centro cultural, apenas como a biblioteca Kennedy, né? Até o nome da da biblioteca, as pessoas, muitas das pessoas ali da região não sabiam que tinha mudado para prefeito Presmaia, mesmo tendo o letreiro lá na frente ainda, né? Ficou o nome Kennedy. Aí 2022 a gente batalhou bastante, a gente fazia divulgação, tudo, mas mesmo assim ainda a frequência ainda era pequenininha, né? Muita gente não sabia. Então
a gente foi passinho de formiguinha, tal. Investimos aí na divulgação, no Instagram, nas redes sociais, tudo. Então, foi aos pouquinhos que a gente foi conseguir no público. E aí, o que é interessante também, Cuba, é que assim, eh, a população ali do entorno do Centro Cultural Santo Tamaro é uma população de do nível social é classe média alta, é uma população que não valoriza o espaço público, >> que acha que o espaço público não tem nada de assim, como que eu posso dizer, como é que eu posso dizer, >> para entregar uma >> Exatamente. Nada
para entregar de qualidade, né? A a princípio estão enganados, estão muito enganados. >> Daí o que que eu comecei a fazer quando eu trouxe o curso de desenho mangá pras crianças? Então foi um achado isso. Foi uma foi assim foi formidável. Por quê? Essas crianças a maioria eram de escola particular e um falando pro outro amiguinho. E aí conclusão, os pais levavam os filhos porque o curso de desenho era das 6:30 da tarde às 8:30 da noite. Então no primeiro, só no primeiro ano, assim, como foram poucos meses de aula, eu tive mais ou menos
uma média de 15 alunos que a gente teve. E aí quando foi no outro ano, esses 15 alunos já trouxeram mais 15. Daqui a pouco a gente teve que formar outra turma. Então assim, foi mais ou menos duas turmas de 60 e poucos alunos e cada aluno levava o seu pai e a sua mãe e no final do ano a gente fazia a exposição dos trabalhos desses alunos. Então além do pai, da mãe e o tio, avó, a madrinha, o padrinho, muita gente ia. Foi assim que o centro cultural começou a se tornar conhecido. Daí
eu tive uma outra sacada. Bom, essas mães estão aqui esperando os filhos. O que que eu vou arrumar para essas mães? Oficina de pilates e oficina de yoga, que são caras. >> E aí essas mães viram que a oficina era de qualidade, que os professores eram bons, então elas começaram a frequentar e além delas elas passaram essas informações para as amigas. Então assim, essa população que antes, né, torcia, né, o narizinho pro centro cultural, hoje >> hoje elas brigam, por que que não tem aula de yoga? a gente não consegue pagar, é muito caro, não
sei o quê, e vocês tinham aqui, agora tiraram. Por que que tiraram isso de nós? Então hoje elas reclamam que não tem. E aí a partir disso elas começaram a ver que os espetáculos culturais lá são, os espetáculos de teatro lá são muito bons, que os shows também são bacanas. Então >> a estrutura em si, >> a estrutura em si é muito boa, né? Então viram, o espaço é limpo, >> não é um lugar sucateado, né? >> Não é um lugar sucateado, é o lugar é limpo, né? Então tem tem estrutura. Então foi assim que
a gente começou a trazer, porque o intuito, o pessoal fala: "Ah, mas você tem que trazer o traz a população de outros bairros, tal". Mas o meu intuito é garantir o público local também. Eu tenho que conquistar esse público, porque é o público do entorno, não desmerecendo os outros espaços, os outros bairros, mas cada bairro tem hoje o seu, ou é casa de cultura ou tem um centro cultural, tudo. Então assim, eu acho que a gente tem que eh priorizar também a comunidade do entorno também, né? É o que eu penso. Então, hoje a gente
já conseguiu conquistar essa essa galerinha que antes torcia o nariz para nós. >> É, a questão é que também é uma coisa muito da gestão, né? Depende muito da gestão no Eu eu acredito que deveria ter um meio que um um uma cartilha, né? um modelo de negócio aí que viesse da Secretaria de Cultura, por exemplo, >> para essas atitudes que você falou fosse comum aos outros gestores, >> porque você teve que ter uma sacada, teve que tatear isso e foi uma coisa que partiu de você, não foi uma coisa que você aprendeu num num
treinamento da secretaria de cultura assim, não é não é uma crítica, mas é até uma provocação no sentido de olha, a gente cria uma cartilha, claro que cada região vai ter, >> tem sua especificidade, né? Exatamente. Mas a sua ali, você sacou isso, você falou: "Pô, você teve que calibrar e tal". Mas alguém tem que ter esse olhar. >> Sim. É, a gente tem que a gente tem que experimentar todos de tudo. Então, a gente percebeu também que o o forte ali era o espetáculo infanto juvenil, né? Porque quando você traz coisa pra criança, a
família inteira vai. Então, foi isso que a gente fez. Vamos testar aí tudo que dá certo, porque quando eu entrei, ele era mais focado pra cultura popular mesmo, a questão do cordel, do repente e não menosprezando isso, mas o pessoal falava: "Não, mas a gente tá em Santo Amaro e aqui é o reduto do nordestino, tal, tem bastante". Só que foi o que eu falei pr pro pessoal, gente, Santo Amaro tem muito nordestino, mas que não consome nada daqui. Ele vem aqui, ele trabalha e ele vai embora. Se ele tiver que consumir cultura, ele vai
consumir no bairro dele, >> né? Então é lá que ele vai ficar. Ele não vai sair de lá. Sim, ele não vai sair de lá no dia da folga dele para vir aqui em Santo Amaro, local onde ele trabalha, para poder assistir um espetáculo de teatro. Ele não vai fazer isso. Então não adianta a gente ter esse tipo só de de evento, né, focado no nordestino, sendo que a gente tem toda uma população aqui que muit das vezes não, a gente não pode apresentar só isso para eles, a gente tem que ter uma diversidade, né?
>> Então foi aí que eu fui inserindo, né, diversas linguagens, diversos formatos que foi aí que >> esse é um processo administrativo, né? Não tem jeito. É, é, é um pass de formiguinha, porque às vezes a gente acha que vai dar certo e acaba não dando. Falar: "Ah, esse aqui acho que vai dar certo". Aí aquele não dava certo, é aquele que eu nem imaginava que fosse certo. Dava. Então assim, tudo tudo foi um teste. Tudo foi um teste. >> Agora, Silvio, puxando o gancho aqui do do que a Gislene tá falando sobre a importância
do Centro Cultural, você como morador da região do Brooklyn, né, que é bem perto ali, né, >> já realizou algum evento lá no Centro Cultural? E e qual que é a sua relação com o espaço? Cantamo. Não, nunca eu me apresentei. Me apresentei inclusive através da sua produtora na trinca na casa Júlio Júlio Guerra, né? >> Júlio Guerra >> na >> na Manuel também. Midonça. Isso. Isso >> que a Manuel é é em frente cultural. >> É, eu eu tenho um sonho ainda distante de me apresentar no Teatro Paulairó. >> Paulairó é também na região.
>> Pauliró é lá na região também, pertinho. >> É Pauloiró. Agora eu conheci o Centro Cultural através de você, né? Realmente não ouvia falado. >> Faz pouco tempo, né, que você teve lá. Faz pouco tempo, né? >> Pouco tempo. É. E fiquei assim boca e aberto com a estrutura. Realmente fiquei impressionado. >> A estrutura, limpeza, manutenção, sabe? Eu achei assim uma coisa assim surpreendente. Uma é uma estrutura que eu não vi, por exemplo, um centro cultural vergueiro. Não falando mal, pelo amor de Deus, me entendam mal. Centro cultural vergueiro também é um exemplo, >> né?
Mas por ser Santo Amaro, né? Ah, deveria ser muito mais frequentado e muito mais conhecido. >> É, e é uma estrutura incrível lá, né, do Centro Cultural Santo Amaro. É, é, é assim, não falando mal também, mas é é nem parece público, né? Agora deixa eu falar uma coisinha para vocês. >> É, quando eu cheguei lá em outubro de 2021, só tinha eu de funcionário. Era só eu. Acho que não. O Paulinho também que era eh, ele era técnico, né, de de cenário. Um vigilante, era assim, eram quatro vigilantes, era um por turno e duas
pessoas pra limpeza, duas por dia. Então, quatro no total. Éramos só nós. Eu não tinha equipamento de luz, eu não tinha equipamento de som. Foi uma luta muito grande. O bebedouro não funcionava nenhum porque não tinha mais nem contrato, né, para manutenção, nada, gente. Então, as crianças que iam lá fazer aula de balé, porque a Edasp, que a escola de dança da cidade de São Paulo, ministra aulas de balela. A Edidas ia até lá, então só tinha malem, Linóleo, tal. Gente, foi um, é o que eu falo para vocês, foi um desafio muito grande. Hoje
eu estou com, hoje nós somos em 40 funcionários. Hoje eu tenho uma baita estrutura, tem tenho até funcionário que faz manutenção. Então aconteceu qualquer coisa, >> já tenho dois lá que eu aciono eles, ó, pode subir, vai no telhado, faz isso, faz. Então assim, hoje eu tenho, mas quando eu entrei eu não tinha, gente, nada, nada, nada. Era economia criativa funcionando, né? Porque você tá fal quando você fala de 40 funcionários, >> quantas famílias a gente tá falando? Quantas pessoas dentro dessas famílias que tá tá envolvida com isso, né? envolvidas ali. É, foi difícil, foi
luta, gente, mas deu tudo certo, graças a Deus. >> É, é, hoje em dia acho que as coisas mudaram bastante, né? Melhoraram. Obviamente a vida da gente é é assim, passa por isso, por melhorias, né? Por >> por mudanças. Mas eh me fala uma coisa, Silvio, com tantos anos de experiência no setor cultural, né? Pô, é uma história incrível. Tive a o privilégio de trabalhar com ele e trabalho em várias em várias atividades que a gente faz junto. O que que você percebe como dificuldade para apresentar o seu trabalho ou o trabalho de dos artistas
que você dirige nos espaços públicos culturais da cidade em geral? Não apenas, né, enfim, da nossa região, mas de em geral? O que que você vê de dificuldade para poder apresentar o seu trabalho? Olha, essa pergunta é bem interessante. Eh, inclusive assim, eu diria para você, Alexandre Cupa, que a dificuldade não é só nos espaços culturais públicos. >> Sim, no geral. >> É, eu me lembro muito bem quando eu estava começando com a companhia de teatro em 2001, >> eh, existe ainda o teatro Eleni Guariba, que naquela época se chamava Teatro Estúdio 184, da nossa
querida Dulce Muniz, que é uma das colunas do teatro aqui em São Paulo, né? >> Ela tá viva aí, atuante, né? E o teatro lá Filme Forte. Mas eu lembro que eu fui procurá-la, inclusive um dos gestores que era o Roberto Asca, levei o projeto de do nosso segundo espetáculo para ele, né? Eu vi exatamente isso. Eh, a gente não vai poder aceitar porque a gente não conhece ainda o seu trabalho. >> Hum. >> Nossa. >> Só que 5 anos depois eu fui trabalhar com eles. Nossa. >> Não só levei espetáculo para ele, como fiz
parte do corpo de administração do teatro. >> Que legal, >> né? >> Aham. E eu entendo também, Alexandre, que assim, eh, a gente fala das dificuldades em colocar um espetáculo em cartaz, num teatro público, num teatro privado. Existe sim essa dificuldade, mas também existe a maturidade dos produtores culturais, que é algo que a gente tem que discutir também. >> Você como gestora, você deve conhecer de perto esse problema. >> Sim, bastante. >> Deve conhecer bastante, >> né? Eh, por exemplo, você se tornou uma, podemos dizer uma produtora cultural, né? >> Sim. >> Uma produtora cultural
por vocação. >> Sim. Eu também me tornei produtor cultural, diretor, diretor de teatro e talvez ator, né? Talvez também por vocação. Você se tornou músico também por vocação. >> Sim, sim. >> Só que a maioria dos artistas eles ainda sonham. >> Uhum. >> Eu não sei como é que tá a formação de hoje, né, dos atuais que estão surgindo. Uhum. >> Tá atualmente desconectado daqueles que estão emergentes. Mas a a minha geração era geração dos românticos. >> Sim. >> Né? Eles acreditavam que bastava sair de uma escola de teatro. É, já conseguiu atingiu o ápice,
né, da do sucesso e da fama, né, >> que a vaga da >> conseguia ali fácil, né, >> fácil que a vaga da rede Rede Globo já estava >> só esperando pelo DRT deles e todo mundo viu que não era assim, >> né? Quando eu senti essa dificuldade, o que aconteceu? Fui fazer um curso de marketing e produção cultural. >> Uhum. >> Sim. >> Diante das dificuldades que eu estava enfrentando, eu fui fazer um curso e fui entender como é que essa máquina funcionava. Aí eu entendi que também era um produto. >> É >> sim,
>> como você fala, vocês falaram, é um olhar administrativo. Muitas vezes os produtores não tem esse olhar administrativo. Esse olhar de público que você teve, >> né? Vamos focar no público daqui. O que que eles querem consumir? Isso é fundamental. >> É fundamental saber o que que as pessoas querem consumir de arte e cultura. que as pessoas querem arte cultura. Sim, >> mas muitas vezes >> esse esse produtor romântico, ele quer impor a cultura e a arte dele. >> Dele. Exatamente. >> E não pode ser assim. Não pode ser assim. Tem que entender que tá
certo, todo mundo tem a a aquele sonho artístico, né? A gente como artista, a gente tem sim aquele sonho artístico, aquele produto que a gente quer criar, coisa e tal, mas a gente tem que se perguntar, será que é isso que as pessoas querem? Ah, mas eu tenho que fazer o que as pessoas querem. Tem sim. Você tem que ter tem o público consumidor. >> Exatamente. É verdade, >> né? Senão não adianta. >> É verdade. >> É o a empresa, a indústria de um modo geral, ela quando ela para para desenvolver um produto, ela tá
pensando nisso. Ela tá pensando para quem que ela vai entregar. Sim. >> E aí é quase que personalizado aquilo, né? É. >> Então assim, tem se não faz sentido você ter o seu produto ou ter um serviço, né? Porque você faz isso para alguém. >> É. E aí, se a sua arte fica dentro da sua gaveta ali, dentro do seu mundo, desse desse lance mais lúdico, romântico que você tá falando, você não vai atingir, você não vai entregar, né? Você não vai dividir isso, né? E a arte ela tem que ser dividida, ela tem que
ser compartilhada, >> mas de acordo com o ambiente, com a com as circunstâncias, você tem que achar esse lugar, né, para poder entregar, falar, ó, aqui as pessoas querem consumir isso, então eu tenho isso para oferecer. Você vai lá e oferece. Do contrário, você pode não não dar certo ali naquele lugar, mas você vai para outro, falou: "Pô, lá em tal lugar vai funcionar bem". Então você tem que também ter esse tipo de coisa, >> tem que ter esse sabe, eu até pegando o que o Silvio falou da maturidade do produtor, eh, eu já recebi
muito produtor que chega lá e acha que a obrigação do público é minha, sabe? Porque eu tenho que sair correndo atrás do público para assistir o espetáculo dele. Gente, eu não tenho essa obrigação. Eu já cansei de falar isso para ele, gente. Eu não tenho essa obrigação. Você vai em qualquer outro teatro, vê se o gestor de lá, quem quer que seja, fica caçando aí o pessoal na rua para poder assistir o seu espetáculo. A gente faz a divulgação, a gente faz de tudo, mas é a pessoa que escolhe. Não sou eu. Eu não tenho
como impor. Às vezes o pessoal liga para mim: "E aí, a gente vai est?" Vai ter público, >> gente? Eu não sei se vai ter público. Sim, eu não sei se vai ter público. A divulgação é fácil, mas eu não tenho, eu não tenho responsabilidade de correr, sair correndo atrás do público para pegar. Não. Eh, o público é espontâneo. Ele vai, ele vai ler a sinopse. Se ele gostar e achar interessante, ele vai assistir. Se ele não achar interessante, ele não vai. Então, a obrigação não é nossa. Eu acho que eles precisam criar essa maturidade,
igual você falou, essa maturidade de saber que a responsabilidade também é deles, né, de de fazer aí acontecer também e não jogar só a responsabilidade e ainda de reclamar. O cara chegou para mim uma vez me xingando um sábado à tarde, 3 horas, era um infantil, uma chuva que caiu em São Paulo, mas uma chuva, uma chuva, uma chuva. E aí assim eu eu fui para assistir o espetáculo, porque eu tava no meu dia de folga, eu fui para assistir o espetáculo. Aí tinha alguns funcionários meus, tinha até filha de de funcionário lá também e
tinha alguns alunos da aula de de dança, tal. Aí a gente chegou tudo dele, é, se não tiver público, eu não vou apresentar. Eu falei: "Vai sim, vai porque é dinheiro público, você vai apresentar". É, mas não tem público. Eu falei, eu falei, tem sim, ó. Eu saí da minha casa nessa chuva, eu vim para assistir. >> Eu sou público. Exatamente. >> Independente de ser gestor, eu sou público, né? Aí eu, aí ele, mas só você não. Meus funcionários tá tudo aí porque já todo mundo já, já tinha feito a limpeza. Tá todo mundo aí,
o pessoal também quer assistir. A filha da funcionária tá aí. É, mas não sei o que, só você que tá me fazendo. Eu falei: "Meu filho, você tá aqui, não tá? O que que custa apresentar?" "Ai, eu vou. Tá bom". Foi lá, começou a apresentar. Eu tava sentada assistindo e aí eu tive que sair porque chegou alguém, um oficineiro que queria falar comigo. Aí sai nisso que eu saí, ele veio com quatro pedras na mão em cima de mim. Só você que me faz fazer isso, porque eu poderia muito bem só tirar foto e não
sei o quê para comprovar e não sei o quê. Ele eu vou fazer reclamação a seu respeito na secretaria. Eu falei: "Meu filho, fica à vontade, mas se você está aqui para apresentar, você precisa apresentar. Independente de ter só uma pessoa ou duas pessoas, é público." Nossa, ele saiu me xingando. Cuba, ainda bem que eu fui firme aquele dia e não deixei ele embora. Porque chegou um pai com uma criança, a menina tava ensopada, mas a menina saiu da casa dela para assistir o espetáculo. Essa menina sentou na primeira fileira e ela interagiu com todos
os atores. No final, esse cara foi me pedir desculpa. >> Ele foi me pedir desculpas, né? Não me perdoa e tal. Eu tava muito exaltado, não sei o quê, muito nervoso, tudo achando que não ia ter público, isso e aquilo, porque em muitos lugares que eu já fui, a gente não faz isso, a gente só tira foto do do do cenário lá montado e a gente não apresenta. Eu falei: "Então, outros lugares são assim, mas comigo é diferente. Se você chegar, se você chegar aqui no, no, no meu espaço e tiver, se tiver só eu,
você vai me apresentar, porque eu sou público. Você já pensou? Eu saí da minha casa debaixo de chuva para vir assistir e chegar aqui, você fala para mim que você não vai apresentar, >> sabe? Então assim, tem que ter a maturidade, o respeito, né, com quem quer que seja, porque a pessoa se deslocou de um lugar para ter lá para ver o o espetáculo. >> Olha, eh, quando eu comecei com a minha companhia, e eu repito esse essa frase ainda hoje pro meu elenco, 20 anos depois, tá? >> Vamos fazer um projeto novo, >> nós
não vamos ter público. Eu já penso assim: "O que que nós vamos fazer?" >> Sim, é verdade. >> O que nós vamos fazer? >> Uhum. >> Porque público se corre antes, >> entendeu? Bom, ao mesmo tempo que você tá preocupado com com texto, com a adaptação, com a direção de espetáculo, com figurino, com cenário, paralelo a isso, você já tem que estar preocupado da onde vai sair o público >> e quem é o público vai consumir isso. Tem que caminhar paralelo. >> Sim. >> Se vocês for for produzir uma peça maravilhosa, linda e maravilhosa, e
não se preocupar com esse quesito, >> entendeu? Eu também trabalhei na gestão de teatros. É um absurdo, Alexandre Cuba que a gente ouve também, >> sabe? Eu já ouvi muito isso. Inclusive você testemunhou, você lembra? >> Sim, sim. >> O teatro vai batalhar público pra gente? Eu respondi: Não. >> É, pois é. >> Não, não vai, porque o teatro não está contratando artistas. O teatro está dando espaço, inclusive, para vocês apresentarem. >> É, >> né? Mas poxa, eu que tive que fazer tudo. Sim, é você, porque você é o produto, você é é a produtora
desse desse evento. Você quer o espaço maravilhoso. Estamos aqui, >> né? E a gente vai dar todas estrutura para que você possa, porque não era o teatro público, teatro privado, né? O teatro vai dar toda estrutura que você precisa, usar todo o apoio que você precisa. >> Sim. >> Tá. Mas olha a nossa agenda. Todo o que você quer de público, toda essa agenda também quer público. >> É, >> né? Então, antes de de se preocupar com produto cultural, aconselha aos produtores, pense quem vai consumir e quem é o público. >> Examente. Exatamente. >> Tá?
Porque depois chorar na calçada que não teve público é muito fácil. E também dizer que o público não gosta de cultura, não gosta. É mentira. >> Mentira. Realmente é mentira. >> Eles querem sim. Eles querem sim. O desafio do artista, o desafio do produtor é fazer com que a sua arte chegue a teu público. >> Exatamente. Exatamente. >> É, muita muitas destas dificuldades aí, desafio que vocês estão falando, né? Eh, já foram muito maiores em décadas passadas, né? 1980, a década de 1980, 1990, até pegando o gancho disso que você falou do daquele daquela leva
de artistas e produtores culturais que tinha que correr atrás, tinha que panfletar, né, essas panfletar, fazer os lamblamba, é verdade. É, >> e isso quem fazia era o artista. mesmo. Você pega lá as Drubal, lira Paulistana, o formato deles é sair na rua e catando gente. Olha, eu vou à noite vai ter o espetáculo tal e não sei o quê. A gente essa galera não tem mais essa garra hoje, né? E não, e assim e e a questão mais caótica disso é a as possibilidades que a gente tem hoje é são muito melhores, tecnologicamente falando.
>> Então assim, por mais difícil que seja, por mais concorrente, etc e tal, mas assim, gente, já foi mais difícil que isso, >> já mesmo. >> E as pessoas arrancava público na unha ali, ia lá no numa praça e falava: "Ó, o seguinte, vai acontecer isso ali hoje à noite?" que então hoje a gente fica esperando muito as coisas acontecerem com uma certa facilidade e não é por aí, né? Você tem que se você tem que fazer isso que o Silvio falou, acho que faz deve fazer parte de um checklist, a obra, os atores, o
figurino, o público, tem que tá tudo ali no checklist, né? >> É, é verdade. >> E eu acho que é é meio por aí, né? Vamos, deixa eu ver se se rola uma musiquinha agora do cubras ilhas, caixas de bombom aqui, fazer uma musiquinha, né? Fazer um merchazinho pra gente voltar logo mais com essa conversa aí. Tenho medo do que sinto, mas escondo meu desejo que é maior do que eu tinha para dizer. Para dizer quando grita é um silêncio, você nunca mais esquece. Quando a noite é muito fria, você nem aparece. >> Nem me
liga para dizer >> que não vai chegar. >> Não vai chegar. >> Não vá. Sentimentos sempre são como caixas de bombsidos >> te achar na na escuridão. >> Distrai dor >> sentimentos sempre são com caixas de bombons surtidos e te achar na multidão, no meio da escuridão. Destraido. parра Sentimentos sempre são como caixas de bombons sentidos e te achar na multidão no meio da escobão. Extraído. >> Sentimentos com caixas de bombom. Estou sortido, vou te achar na multidão, no meio da escuridão. Caros patrocinadores, entrem em contato conosco e faça parte dessa Liga Cultural, onde a
arte dá trabalho. >> Rádio Alvarenga TV tem o seu ritmo. Agora a sua música através do número 11992862823. Rádio Alvarenga TV, juntos em movimento. >> Atenção, você do Jardim Apurá, Jardim São Jorge, Pedreira, Américanópolis, São Bernardo, Eudorado e região. Aqui na nave internet você encontra os planos perfeitos para você e sua família. 300 m por apenas R9,90. 600 M por R$ 99,90. É muito mais velocidade para você navegar tranquilo e o melhor, instalação gratuita. Isso mesmo, a nave internet leva conexão de qualidade para sua casa, condomínio ou empresa, pagando pouco. Acesse agora naveinternet.com.br br ou
ligue 1156762643 e consulte as condições. Nave internet, entre e decole com a gente. articulando um programa cheio de dicas, agenda cultural, alguns quadros temáticos e quadros fixos do programa, como Intervenção Viva, onde o artista convidado mostra um trecho de sua arte, o quadro Fala a comunidade, onde a gente lê as mensagens, perguntas ou depoimentos enviados por ouvintes e todos os nossos seguidores, trazendo a voz do público para dentro do programa. Restaurante Pizzaria Democrata, Sabor que Conquista. Se você busca uma experiência gastronômica completa, o seu destino é o restaurante Pizzaria Democrata. Aqui, Tradição e Sabor andam
juntos. Oferecemos um cardápio variado com deliciosas massas, carnes, porções e, claro, pizzas irresistíveis preparadas com ingredientes selecionados e aquele toque especial que só o democrata tem. Ambiente acolhedor, ótimo atendimento e o tempero que já virou marca registrada na região. Visite-nos na rua Manuel José Machado 187 ou faça seu pedido pelo telefone 56313990. Restaurante Pizzaria Democrata, a sabor que faz história. Hoje faremos o sorteio de 10 ingressos, como prometido, para o espetáculo Terreiro dos Aflitos no dia 25 de janeiro, às 19 horas, no espaço Lélia Abramo, na rua Carlos Sampaio, número 30, região da Bela Vista.
Mandem a sua mensagem no nosso WhatsApp. Escreva lá teatro, acho que é isso, teatro, né? 11 984479949. E aí você concorre a um ingresso para assistir esse espetáculo incrível. E por falar em comunidade, vamos ler aqui um as mensagens da galera aqui mandando umas mensagens pra gente aqui. O Rubinho Neves mandou aqui, fala Rubinho. Arteculando já começou levando pessoas importantes para o programa. Oxe, que demais. A Vanessa Alves colocou vários coraçõezinhos e finalizou com sucesso. Ah, que beleza, que maravilha. Adoro emojis. Márcio Campani quer saber se vai ter evento no Centro Cultural Santo Amaro no
dia do aniversário de São Paulo. Gi, fala pra gente aí se vai ter evento lá. Sim, a gente vai ter no dia 25 e dia 31 também, né, o espetáculo Traição do Núcleo de Teatro de Imersão. Eh, ele é um espetáculo assim onde o público participa também, sabe? É bem bacana. Tanto que chegue cedo para pegar seu ingresso, tá? Haverá duas sessões, umas 15 e outras 19 horas, porque o público é limitado, é só 17 pessoas por sessão, tá bom? Então, chega com no mínimo 1 hora de antecedência. >> É isso aí. Recado dado. Recado
dado. Gislene Correia. É incrível tá com essa gestora fantástica aqui, ó. Já mandar, ô, agora vou ter que interromper. Já mandaram aqui teatro, escreveram aqui um teatro. Vamos ver. Já, já ganhou, né? Fazer o quê? tá de oi, tem que ganhar. Edmar Castro, ó, já é o primeiro ingresso aqui, já tá na mão. Eh, só deixar o nome na na portaria do do do teatro. Edmar Castro pode chegar lá, dá o seu nome que a gente vai anotar aqui e você vai ser contemplado com essa peça de de teatro genial, terreiro dos aflitos. Você vai
adorar. Tenho certeza disso. Tenho certeza disso. Eh, aí, Gi, vamos lá. Voltando aqui, ó. Tive que dar um ingresso, né? Aí deu aquela, >> quando eu te convidei para vir até vir até o programa, você aceitou de bate pronto. E, aliás, pô, fico muito honrado por isso, pelo aceite de vocês dois, do Silvio também. E queria, eu queria ouvir de você o que representa essa conexão de um gestor cultural, no seu caso público, né, do setor público, com um artista independente, que é aqui, o Silvio, me fala um pouquinho disso, o que que você acha,
qual que é a sua percepção dessa conexão que a gente tá promovendo agora nesse momento? >> Olha, eu acho muito bacana no Centro Cultural a gente recebe diariamente. Bom, acho que você já até presenciou o tanto de pessoas que chegam lá para conversar comigo, né? Porque às vezes eu tô conversando com uma pessoa, tem outra no na porta, tem outro no WhatsApp, ligação, enfim. E é uma coisa que eu gosto muito de receber o artista independente. E a minha a aliás, a minha a minha maior disponibilidade é para eles, mais do que quando chega o
produtor do artista de notoriedade, né? Eu gosto mais porque assim, a gente tá ali sempre no tete a tete, ele tá me mostrando o material dele, a gente tá conversando e o que é legal é que muitos aceitam as minhas ideias, né? Né, Cuba? >> É, é. a gente vai conversando, conversando, aí eu eu olho os projetos, eu começo a dar meus pitacos. Eu, ah, será que se a gente fizesse assim, se você trocasse isso aqui por aquilo? E aí eu sei que acaba saindo, sabe? A pessoa chega lá com uma ideia, daqui a pouco
sai de lá com outro, porque a gente vai conversando, vai, vai trocando muitas ideias e e aí vai vão surgindo coisas novas, coisas que até o artista às vezes nem imaginava, sabe? Então assim, eu gosto muito dessa troca de ideias, né, com os coletivos novos. Eu recebo muitos também para fazer ensaio lá. né? A gente, claro que a gente não tem agenda para disponibilizar para todos que aparecem, porque aparece muita gente para fazer ensaio lá. E aí, como vocês viram, o espaço ele é vazado, embora ele é seja grande, ao mesmo tempo ele é pequeno,
porque o quinto e o sexto andar, por exemplo, tem aquela abertura, né, entre um e outro. Então não dá para duas companhias ensaiarem lá no o mesmo horário por conta do barulho e um vai acabar atrapalhando o outro. Então, por isso que a gente tem essa limitação também. Mas sem na medida do possível a gente procura receber todos, né? Agendar todos e receber da melhor forma possível, né? >> Sim, com certeza. E ô Silvio, vamos aproveitar que já andaram pedindo aqui o o ingresso, né? Já ganhar o Edmar já ganhou um aqui e parece que
já chegou um outro também. me fala um fala um pouquinho da obra do do Terreiro dos Aflitos, faz um resumo pra gente, uma sinopse aí pra gente, pra nossa audiência do que se trata a peça e já faz o convite também para quem tem interesse em assistir com todo o serviço do espetáculo lá pro pro dia, o horário e tal, pr pra galera que tá ouvindo a gente. >> Terreiro dos Aflitos é um olhar ancestral, é um olhar sobre a ancestralidade brasileira, né? Nós falamos sobre a luta de Maha Naia em manter o seu espaço
religioso, os interesses capitalistas, né? E não estamos falando diretamente só de religião, repito, estamos falando de ancestralidade. >> Uhum. >> Né? >> Eh, é fundamental que as pessoas conheçam, que as pessoas conheçam, tenham contato com a a semente do nosso povo. >> É, >> né? É fundamental, né? para poder entender até a nossa sociedade, né? Se a gente tem hoje, por exemplo, as comunidades periféricas, as comunidades periféricas são fruto do quê? De uma colonização, me desculpe o termo, mas foi criminosa. Idem de uma abolição de escravatura. >> Uhum. >> Também criminosa, onde as pessoas foram
libertadas e sem >> direcionamento nenhum da vida. Correram para os morros, fundaram as comunidades periféricas. O mesmo assassinato foram feitos com nossos indígenas, >> né? Até hoje isso é feito, né? E nós batemos palma paraa cultura internacional, nós louvamos a cultura europeia, >> são fundamentais também, contribuíram com a nossa nossa com a nossa cultura, contribuem até hoje com a nossa evolução, com a nossa tecnologia, mas o nosso olhar pra nossa sociedade, como é que fica? Então, terreiro dos aflitos é um convite, à reflexão, é um convite a todos para olhar a nossa ancestralidade, né? Para
que entendam o drama dos indígenas, para que entendam o o drama dos escravizados e saibam que isso faz parte da nossa cultura, isso faz parte da formação da nossa sociedade, né? Se hoje nós comemos feijoada, se hoje nós comemos mandioca, >> é porque o índio nos ensinou a comer mandioca, >> né? Né? O escravizado nos trouxe a cultura do feijão preto, a cultura da feijoada. >> É, >> não tem como fugir disso, né? A história como ela é, né? >> É, é evidente que eu não ouço os funks que tocam hoje na comunidade periférica com
aquele tipo de letra. Evidente. E nem recomendo, né? Mas >> vale lembrar que o samba foi tão discriminado quanto >> por vir do morro. >> É verdade. >> Por vir do morro >> até conseguir o seu espaço e tal, né? É um pouco, é um processo de amadurecimento também, né? Processo de amadurecimento. Porque assim, a de repente a gente tá criticando uma coisa aqui que ela não tá pronta também, ela tá em processo, né? >> Então é e eu lembro muitos anos atrás, quando eu comecei a ouvir, sei lá, Claudinho Buchecha tinha aquele olhar torto,
né? Aquele ouvido, não, não é bem isso. Aí hoje você vê que a gente tem algumas pessoas que faz releitura do trabalho deles e aí tomam um outro status. Vai fal, mas pera aí, como assim, né? Então assim, as coisas, a arte também se transforma, né? A arte, dependendo do prisma que você tá olhando, ela pode se transformar numa outra coisa que você não tava enxergando. >> Exatamente. >> Todo mundo olhando pro mesmo lugar, você vai ver a mesma coisa, mas basta você virar um pouquinho, você começa a ter um outro olhar sobre aquilo, né?
Então, acho que essa essa crítica eh eu entendo hoje é toda o movimento da da internet, mas ela tem que ser moderada porque você não sabe qual que é o próximo passo, né, de tudo que a gente tá vivendo, né? >> Exatamente. Exatamente. >> A gente tem que calibrar isso. >> Daí a importância dos gestores culturais, >> né, de atender os os artistas independentes, grupos independentes, tratar com maior luva de pelo de de >> como luva de cuidado. Sim, >> né? Porque de repente você pode não ter até até uma dica eu quero te dar,
né? Você pode não ter a sala principal >> para aquele grupo que está começando, mas quem sabe o Centro Control São Paulo não vai ter uma sala alternativa. >> Exatamente.É, >> né? É tão importante isso. É tão importante. Sim. E >> eu acho legal também essa troca porque às vezes o pessoal vai lá buscando alguma coisa, achando que só ali que vai ter. Daí a gente começa a conversar, eu falo: "Gente, não, não é só aqui. O seu perfil, ó, você tá, você tá buscando isso, isso, isso, né? Então, tal lugar, você vai encontrar isso,
isso e isso. Então, a gente acaba dando dicas também, direcionando para outras coisas que talvez vai atender ele melhor do que eu, né? Vai suprir as necessidades, né? As coisas que eles querem, tá? >> É, sem dúvida nenhuma. Sem dúvida. Basta lembrar, por exemplo, eu já me apresentei na sala menor de sala Moní do Teatro Rud Escobar, >> né? É uma sala de 80 lugares, um teatro de arena que eu amo apresentar naquela naquele espaço. Naquele espaço funcionava um bar onde os secos e Molhados estreou em São Paulo. >> Nossa, gente, olha. >> Pois é.
Pois é. Era o, >> me esqueci o nome do bar, no filme até em Mato Grosso ele é retratado, né? Mas foi ali. Olha a importância de um espaço alternativo que tem um espaço para um grupo que estava emergente e depois se transformou no que é hoje o seos e molhados. Molhado. É verdade. Verdade. >> É o que você falou, Jula, a arte se transforma. >> É, sim. né? Então é importante se olhar o que que aquele grupo de teatro está fazendo, o que que aquele músico está fazendo diferente, será que não pode mostrar de
alguma forma >> num outro mercado, num outro espaço, né? Então eu eu com muita honra eu comecei a me apresentar em espaços alternativos. >> O primeiro lugar que minha companhia de teatro apresentou um espetáculo de Agatha Cristi foi no espaço chamado Teatro Café Engenho, cujas cadeiras eram de bar. Nossa, >> o chão de cimento cru e o palco era um elevadinho assim de cimento, coisa mínima. A gente começou ali >> e dali pro ru de Escobar e dali pro Teatro Municipal de Pedreira. >> Então se aquele espaço tivesse me acolhido, talvez não tivesse existido. >>
Exatamente. A companhia Ágata de >> uma oportunidade, né? Palavra. >> Ô, Gi, como fonte de inspiração, a gente tá chegando no nosso final do programa. Ah, que pena. como, mas como fonte de inspiração para quem tiver ouvindo a gente aí ou de posteriormente nos assistindo, eu tenho um bordãozinho que eu que eu quero emplacar e é o seguinte, eu sei que é difícil essa pergunta, mas qual é o caminho? >> O caminho >> é o caminho. Qual que é o caminho? >> Eu acho que o caminho é é o amor pelo que se faz, é
o amor pela arte, o amor pela cultura. >> Muito boa a resposta. Porque se você não tiver o amor pelo que você faz, dinheiro no mundo vai te vai suprir o vazio que vai ficar na sua alma, né? Então eu acho que é o amor, é a paixão, né? Que você faz, é gostar, é fazer com prazer mesmo, sabe? >> Gosto te agradecer pela presença, pela participação. Fica à vontade para se despedir da nossa audiência e foi uma honra e quero tê-la novamente no programa. >> Não, a gente vem sim, é só chamar que eu
venho, tá? >> Quero agradecer ao público, aos ouvintes, né? e convidá-los para eh conhecer o Centro Cultural Santo Amaro, para participar das atividades que tem lá. Tudo é gratuito, gente, sabe? As pessoas às vezes tem medo, passa na Avenida João Dias, olha aquele prédio imponente, acha que tudo ali é caro ou que é um prédio do exército ou que é, sabe, as pessoas não têm assim nem a curiosidade de entrar lá, né? Ah, vamos ver o que que tá acontecendo, que que é aqui. E nós temos espetáculos de teatro maravilhosos, standup, eh, música, eh, oficinas,
né? Tem balé, tem pilates, tem canto, tem dança de salão, tem oficina de pintura, né? Pintura em tela, pintura em tecido, que mais? Nossa, a gente tem uma infinidade de de atividades agora depois de do carnaval, né? A gente pretende começar com outras oficinas também, né? Mas por enquanto são essas que já voltaram aí a a acontecer no Centro Cultural. E o espaço fica aberto das 10 da manhã às 10 da noite, tá? De domingo a domingo. E eu espero vocês lá, viu, pessoal? Chegando lá, pode me procurar, tá bom? >> Maravilha. E você, Silvio,
a mesma pergunta. Esse isso aí eu quero emplacar. Eu quero saber de você qual que é o caminho, Silvio. >> A paixão pelo que faz. >> Ah, não há outro. A cultura é assim, né? Ou você ama ou você ama, né? Eu acho que é assim. Tem outro. >> Silvio, agradeço pela sua participação e fique à vontade também para para se despedir da nossa audiência e falar rapidamente aí do serviço do novamente do do teatro. lá é do espaço, espaço cultural, né? O nome lá é >> espaço cultural dos bancários, teatro Lélia Brama, rua Carlos
Sampaio, 305, dia 25 de janeiro às 19 horas, teatro espetáculo terreiro dos Aflitos, tá? Ingressos à venda somente online através do SAMP ingressos, tá? Ou então mandando a palavra teatro aqui pro arteculando para ganhar uma cortesia. >> É no dia 25, né? Então, a gente vai receber ao longo da semana aí a perfeito. >> O o a a senha, né, digamos assim, a senha teatro. >> Ai, pena que vai ter no no centro cultural Santa Maro, não ia lá prestigiar o amigo. É o mesmo dia, né? Aí a gente tem que trabalhar também. >> É,
não tem jeito. O seu lá é que horas? Que >> às 15 e às 19. >> Às 19. É, o dele começa às 19, >> mas já fica corrido. Mas >> mas beleza. Eh, espero que vocês tenham gostado da participação e, enfim, eh, é uma honra de novo. Não não canso de me falar de falar isso porque eh só conectando com as pessoas que a gente consegue avançar, né? Sozinho a gente vai até a página dois. A partir daí, enfim, você não consegue avançar se você não tiver outros braços, outras mentes, outras pessoas. trabalhando com
você, né? >> É verdade. >> É isso. Vamos lá, gente. Esse esse foi o programa Articulando e você esteve comigo aqui na Rádio Alvarenga TV e afiliados falando sobre articulação cultural. Não se esqueçam de seguir nossas redes sociais @alvarenga.tv e no perfil do TikTok @arteculando e no Instagram @oficial. Comente, compartilhe e mande suas mensagens pelo WhatsApp. 11 984479949. De novo 11 9 8479949 ou mesmo nas redes sociais de sua preferência para lermos no próximo programa. E é sempre aquele finalzinho, né? Como tudo é muita coisa, é só isso. Até a próxima, pessoal. Eu queria você
aqui perto de mim. Quando a gente gosta, não dá para esconder. Quando a gente ama, corpo fala, coração quer explodir de amor. Sinto tua falta. Bebeu. >> Você é uma flor, >> eu não sei se tá para que você viu aqui a mensagem. Acho que sente que sinto que sente que sinto saudades vou ficar na espera na cela da tela toda a eternidade. Não quer te agarrar de verdade. >> Responde pra gente não se afastar mais. Tempado pro e aproso meu bem. Meu corpo chama, grita e implora por teu abraço. Você viu a minha mensagem?
Acho que sente que sinto que sente que sinto saudades. >> Mas eu vou ficar na espera na cela na tela toda a eternidade. Seu algoritmoinho quer te agarrar de verdade, de verdade. A veri