Dar início a à última mesa do dia. Agradecer aí a todo mundo que pôde ficar até o final, quem chegou na parte da tarde, sou a Thaí, eu sou do Observatório da Fundação Itaú, para quem ainda não, a gente não conseguiu se falar. Bom, acho que estamos todos aqui. Então, eh, essa última mesa, né, como a gente já tinha adiantado, vocês viram pela Programação, tem o objetivo de discutir um pouquinho, né, com gestores públicos sobre como as políticas públicas brasileiras de trabalho, industrialização e financiamento à transição ecológica podem coordenar a criação de mais e melhores
postes de trabalhos verdes para uma economia de baixo carbono. Então, para dar início a essa mesa, eu vou convidar o Danilo Queiro de Souza, Ele é coordenador da gerência executiva de relações governamentais da Fundação Itaú. Em sequência, eu vou convidar o Senhor Artur Cruz Bertolute. Ele é coordenador geral de articulação e normas do Departamento de Políticas de Trabalho para Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego. Bem-vindo. Vou convidar agora o Gabriel Damasco do Vale, coordenador geral do Departamento de Bioindústria e Insumos Estratégicos Da Saúde do EMDIC. A gente teria a presença também da Alice de
Morais Amor em Vogas, diretora do diretora de programas da presidência da COP 30, mas ali, infelizmente teve um imprevisto, de última hora não estará, mas a gente conta com a Carolina Grotera, ela é subsecretária de transformação ecológica da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda. Acho que a gente tem um corpo aqui excelente. O debate não vai ficar Prejudicado de forma alguma. Então eu passo a palavra pro Daniel. Gente, boa tarde. Queria eh vamos retomar aqui então, né, nosso seminário. Queria antes de mais nada agradecer muito a todos os parceiros na organização desse evento, né, GZ
Brasil, OIT Brasil, Instituto Itaúza, eh toda a equipe do Observatório da Fundação Itaú, especialmente a Thaí, que acho que sem essa, sem ela e sem esse essas parceiros não seria possível esse Evento, né? Queria agradecer também a presença do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Educação, de SENAI, da Simens Energy, Fundação Bo e Sunrise. Tá? E em nome da organização do seminário, queria dar as boas-vindas para todos os participantes da mesa, agradecer a presença de vocês, dizer que é uma honra tá nessa mesa com autoridades e representantes tão importantes do nosso governo para
essa Agenda, né? E acho que trazendo um pouco do tema aqui da nossa mesa, a proposta é discutir como as políticas públicas brasileiras de trabalho, educação e financiamento à transição ecológica estão coordenando a criação de postos de trabalho verdes na transição para uma economia de baixo carbono. E aí apresentando os integrantes da nossa mesa aqui, A gente conta com a presença do Artur Cosbertolut. Eu vou tá abrindo aqui a O Artur é coordenador geral de articulação e normas do Departamento de Políticas de Trabalho paraa juventude do Ministério do Trabalho e Emprego, com sólida a trajetória
no setor público, acumula experiência em cargos estratégicos e de liderança no governo do Maranhão, onde foi secretário adjunto de programas de captação de recursos e a LMTE com foco em capacitação, captação de recursos, inovação, trabalho, programas estratégicos e planejamento orçamentário. Possui experiência na docência universitária, tenho sido professor de relações internacionais em Uberlândia, de onde é natural e onde realizou seu ba realizou o seu bacharelado em relações internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia. É mestre, opa, mestre em relações internacionais Pelo programa Santiago Dantas da UNESP, Unicamp PUC, possu em data Science. e Analyticsal USP. Eh, representando
aqui o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a gente conta com o Gabriel Damasco do Vale. O Gabriel é engenheiro florestal, formado na Universidade de Brasília, mestre em ciências da de florestas tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, doutor em Biologia integrativa pela University of Califórnia, Berkley, professor do magistrado superior na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e atualmente requisitado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, MDIC, onde atua como coordenador geral da Secretaria de Economia Verde, descarbalização e boindústria. atua formação e coordenação de políticas voltadas à BNB, esconização, Desenvolvimento industrial sustentável
para inovação, articulação institucional e fortalecimento de cadeias estratégicas para transição ecológica e competitividade do Brasil. E por fim, a gente tem a honra de contar aqui com a Carolina Grota, que é a subsecretária de transformação ecológica da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, onde ela coordena as ações do plano de transformação ecológica do governo federal e a membro do conselho De administração da FINEP. anteriormente trabalhou na Secretaria de Articulação da Casa Civil da presidência da República. Essa cedida do IPA em planejamento energético com ênfase em planejamento ambiental pelo programa de planejamento energético da COP FRJ
mestrado na mesma instituição baiado em ciências econômicas pela PUC RIL. Então, feita a introdução, queria passar a palavra aqui pro Artur. A gente tá num Contexto de COP 30, de uma série de políticas públicas voltadas paraa transição ecológica, né, voltadas para desenvolvimento sustentável. E a ideia seria um pouco ouvir como que o Ministério do Trabalho e Emprego tá pensando essas políticas, tá elaborando seus projetos e como que tem sido essas experiências, tá? Obrigado. >> Bom, eh, boa tarde a todas as pessoas. É uma honra estar aqui, agradecer o Convite em nome do ministério, eh saudar
todas as pessoas aqui da mesa. Eh, eu sou o Artur, eh, uma autodescrição rápida, tenho cabelos castanhos, tô de óculos, um terno azul, uma camisa branca xadrez, estrada também de azul, eh, e tem o barba também. Bom, eh, eu acho que é uma responsabilidade grande começar, eh, a mesa e abrir essa fala e já também pegar um pouco do gancho da do encerramento da mesa anterior, que a Gente tava já falando um pouquinho sobre trabalho, sobre CBO Verde e sobre as transformações e os impactos nissos nas comunidades tradicionais e sobretudo nos trabalhadores. Então, acho que
a primeira coisa que a gente precisa debater sobre a importância das políticas públicas e sobretudo no nosso caso do ministério sobre as políticas de trabalho, eh, como o expositor tava colocando, a questão do trabalho decente, ela é inegociável em Qualquer transformação, qualquer geração de empregos verdes, eh, ou dos empregos contemporâneos que, porventura deixem de existir. a gente eh tem como luta inegociável o respeito aos trabalhadores, a dignidade da pessoa e a necessidade do cumprimento e do respeito às legislações e normas trabalhistas. Eh, essa transição justa, ela precisa tanto acolher aqueles que deixarão eh que perderão
seus empregos vigentes, ou seja, preparar eles para as novas Atividades, mas também preparar os nossos jovens eh para esse futuro. E uma missão do nosso governo hoje, da nossa direção, é talvez evitar um pouco eh das desilusões que esse processos de transição e transformações do mundo do trabalho podem acontecer. Eh, eu tava até conversando eh com o pessoal da GIZ agora a pouco no Café, lembrando algumas falas que a gente teve em discussões passadas no Ministério da Educação, eh, sobre a nossa responsabilidade em Prometer, né, as nossas promessas de política pública, mas também a efetividade
dessas políticas alcançar quem ela precisa e não de forma só de vontade, mas a necessidade de a gente atrelar as nossas expectativas com as dinâmicas locais, com as vocações regionais. e com as necessidades, como alguém tava colocando mais cedo também, dos saberes e conhecimentos tradicionais regionalizados. Eh, e Eu sei que a discussão ela vai mais para da transição justa, mas eu acho que o momento também pede uma discussão sobre de forma mais ampliada sobre as transformações no mercado de trabalho e sobretudo sobre alguns debates que hoje estão eh tomando corpo e destaque. Começo pela questão
da pejotização, que pode não parecer tão lógico e tão simples, mas vai afetar inclusive a nossa capacidade de transição econômica ecológica, uma vez que a pejudização Ameaça o fatil, o fundo de ampar ao trabalhador por causa da forma como ele é recolhido na contratação formal seletista do PISPAZEP. E o FAT é um dos principais fontes de recurso do BNDS, que hoje é um dos principais instrumentos de financiamento das políticas de transição, da neoindustrialização e e assim por diante. Então, quando a gente tá falando da necessidade de defender os vínculos empregatícios e a CLT também passa
por defender a possibilidade do Brasil promover uma transição justa que não abandone ninguém. Eh, além disso, tô até com o livrinho verde. A pejotização também afeta do fundo curador do FGTS, também afeta próprio recolhimento da FGTS, que vai afetar, por sua vez, a o mercado imobiliário, as políticas de habitação e a possibilidade de gente pensar uma cidade mais próxima entre o trabalho e a Moradia, uma cidade com menores deslocamentos e emissões de combustíveis fósseis, uma uma sociedade, uma cidade mais eficiente e responsável. Então, o trabalho eh às vezes escanteado é é uma das principais zonas
de debate, de importância dessa transição justa, da transição ecológica e da transição climática. Eh, nisso, eh, a gente tem hoje no Ministério do Trabalho algumas políticas, sobretudo na Secretaria de Qualificação, Emprego e Juventude, eh algumas atuações diferentes. É, o destaque hoje por recurso e por financiamento, que também são financiados com recurso do FAT, é a política de qualificação, programa Manuel Quirino, que tem hoje atua e lançada em 2023, atua em seis economias, entre elas economia verde e azul, economia do turismo e economia criativa, enfim, promove qualificação social e profissional em diferentes áreas, seja Atuando via
eh financiamento por emendas parlamentares dentro do marco regulatório do estado civil, seja seja por recursos próprios do FAT, eh por editais lançados e publicizados. Essa qualificação, inclusive pode abarcar as discussões sobre qualificações eh locais, culturais e tradicionais, como a gente tava discutindo anteriormente, eh turismo quilombola e outras atividades que promovam, inclusive que os jovens, sobretudo fiquem nos territórios e que Os trabalhadores que estão sendo excluídos de determinada função e ocupação possam ter uma ferramenta de requalificação para uma nova atividade e uma nova ocupação. Eh, além disso, e aí destacando a atuação do nosso departamento de
juventude, a gente tem a aprendizagem profissional como a principal política pública eh de juventude, de inserção no mercado de trabalho hora vigente no Brasil. Uma política que lançada na CLT Ganha força em 2000, com a lei 10.097 e que ano passado completou 25 anos. Uma lei que já possibilitou a entrada no mercado de trabalho de mais de 6 milhões de jovens. eh trabalhos formais, dignos, decentes, com todos os direitos garantidos e que hoje a gente bateu recordes históricos com mais de 715.000 contratos ativos hora vigente também. Eh, só que aí lembrando também essa conversa com
a GIZ, entra numa discussão sobre o que que a gente quer fazer com a Aprendizagem para o futuro e qual é o papel da aprendizagem no futuro. Eh, há poucas semanas foi aprovado o novo Estatuto da Juventude dentro da Câmara Federal. Agora o texto vai pro Senado Federal com algumas discordâncias nossas, eh, sobretudo porque o texto não inova necessariamente, ele apenas, eh, acrescentou informações que que eram por portaria, por atro infralegal, para um texto legal, tornando ainda mais difícil qualquer modificação. Eh, mas não fez os debates do futuro, um debate sobre idade, sobretudo que a
gente entende que pela experiência eh alemã, por exemplo, da aprendizagem, que não há limite de idade, eh a aprendizagem poderia ser um instrumento eh fundamental dessa discussão de requalificação para que trabalhadores pudessem ocupar enquanto aprendizes e passar por um processo de formação continuada, dual, teórica e prática de uma nova atividade, de uma forma que as Empresas não teriam tanta carga, vamos dizer, de spéndio de folha, uma vez que o a aprendizagem permite uma remuneração de metade do salário mínimo, hora, uma vez que o contrato também é menor. Eh, e isso poderia significar uma vantagem estratégica
pro Brasil pensar o que fazer com esses trabalhadores que estão sendo muitas vezes abandonados quando a gente vê experiências estrangeiras. Então, eh, sobretudo de ex-trabalhadores de Minas, de carvoaria, seja na Europa Ou outros países, que muitas vezes ficaram legados à própria sorte, uma vez, uma hora que aquele trabalho findou. Então, eh, e também puxando um pouquinho da discussão da mesa anterior sobre a CBO Verde, eu acho que é uma discussão importante de se fazer, inclusive, e que precisa ser feita de duas maneiras, do que a gente entende como verde hoje ou do que a gente
quer que seja o verde do futuro. Então, muitas vezes a gente eh coloca como Marcação que uma atividade, uma ocupação ela é verde, mas não necessariamente. Então, um exemplo, muitas vezes a gente vai colocar que um trabalhador eh dependendo da atividade agrária, extrativista, é uma ocupação verde, mas hoje entre as principais causas de emissão do Brasil a gente tem agricultura, floresta e outros usos da terra. Então, a gente precisa identificar de fato o que é verde só porque mexe com algo da natureza ou o Que que é realmente ver sustentável, o que é que a
gente deseja para o futuro. Eh, então acho que como a fala de abertura para até pra gente promover o debate e não ocupar muito tempo, acho que esses são alguns pontos que eu gostaria de trazer. as políticas hoje do ministério, eh, os desafios, ah, não poderia deixar de citar também, né, quando a gente fala da cidade, das discussões sobre tabela decente, eh, hoje o ministério encampou a, talvez, a Principal luta desse ano, a redução da escala da 6x1, a redução da jornada e a sua importância, inclusive, quando a gente debate a própria dinâmica de cidade,
de sociedade, eh menores deslocamentos, dias que os trabalhadores não precisarão se deslocar, poderão fazer suas refeições, se alimentar melhor, ter mais tempo de qualidade de vida e com a família. Então, essa transição justa que absorve, que ampara o trabalhador, também passa pela redução Da jornada, pelo respeito da pessoa humana, a dignidade e por um trabalho decente que de fato rompa com os modelos hora vigentes e que aponte para um futuro de maior justiça social e climática. Obrigado, Artur. Acho que você trouxe uma série de de políticas, de iniciativas, de posições do do Ministério do Trabalho
que apontam para um para um certo uma certa visão em comum, que é a Necessidade de criação de empregos bons, de empregos de qualidade e empregos dignos, né, ou trabalhos dignos, se a gente puder expandir um pouco. E acho que isso de fato ecoua muito das discussões que a gente viu nas mesas anteriores e de certa maneira aponta pra necessidade de pensar o desenvolvimento econômico de forma a que esses postos de trabalho sejam criados, né? Então, eh, queria passar a palavra aqui pro Gabriel, que é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que é um
ministério eh super importante nessa estratégia mais ampla de políticas que a gente vê o governo desenhar e lançar nesses últimos anos, que vão justamente nessa lógica de pensar o desenvolvimento do país, integrando a questão da sustentabilidade, né? Então tem Nova Indústria Brasil, Plano Clima, Plano Nacional de Economia Circular, uma série de iniciativas que a gente eh inclusive Foram citadas ao longo do dia e que possuem uma participação eh do IMDIC. Então, a a queria convidar você para falar um pouco das iniciativas, projetos com os quais você tem contato e trazer um pouco essa questão do
trabalho e criação de trabalhos verdes, tá >> bom? Muito obrigado, Danilo, eh, pela palavra. Eh, gostaria de agradecer também a Fundação Itaú pelo convite. É um prazer estar aqui nessa mesa de alto escalão aqui com o Artur, coordenador Geral lá do Ministério do Trabalho, eh com a Caroline, subsecretária lá no Ministério da Fazenda. Eh, muito bom revê-la e trazer à tona, né, essa discussão tão estratégica e importante para o desenvolvimento do Brasil como um todo, né? desenvolvimento na interface econômica, na interface social e sustentável. Na verdade, estamos tratando de um assunto multidisciplinar, né, que abrange
diversas esferas governamentais. Então, como estimular políticas públicas, como desenhar políticas públicas eh brasileiras de trabalho, de indústria, de financiamento, para coordenar a criação de melhores pontos de trabalhos? trabalhos verdes e atender essa economia de baixo carbono, né? Como foi falado aqui em outras mesas, não existe bala de prata, né? É uma é uma tarefa muito difícil e ao mesmo tempo desafiadora, Né? Então, eu gostaria de trazer aqui um um raciocínio de de como isso pode acontecer em termos de política pública e listar aqui alguns exemplos, né, principalmente iniciativas da gestão governamental atual que conversam com
essa com essa pergunta, com essa demanda latente. Eh, a o primeiro exemplo de política que eu destaco atualmente seria a política nacional de educação profissional Tecnológica, tá? Essa política, ela foi regulamentada pelo dec um decreto em 2025. É uma política que a governança está centralizada muito no Ministério da Educação, mas conversa com plenamente com outras iniciativas do governo e iniciativas de outros ministérios. Eh, junto a essa política, né, o importante eh, a a inovação dessa política foi ter justamente a previsibilidade e a conexão das diretrizes dessa Política com as demandas dos setores da economia verde
e da economia de baixo carbono. Então, uma das diretrizes dessa política é justamente atender eh a educação, iniciativas de educação profissional tecnológica para os setores da economia verde, da economia circular e da indústria de baixo carbono, né? Então essa é um primeiro passo, essa previsibilidade e essa conexão da diretriz com a política, com o que a gente quer dessa política, né? Uma outra Iniciativa importante que eu considero eh da atual gestão é um programa chamado Propag. é o programa de pleno pagamento das dívidas dos estados, tá? Por que que é importante? Existem já iniciativas no
Ministério da Educação como eh o próprio Pronatec. Nós temos ali na logo na entrada vimos ali a iniciativa, uma outra iniciativa também muito importante que é os profissionais do futuro, competências para paraa economia verde que destina parte desse investimento Para a capacitação, né, e para a criação de vagas matrículas que atendem a que atendam as demandas desse setor, né? Existe também um novo programa Energiz e também que mapeia as demandas do setor energético, principalmente do setor eh de energia, na energia eólica ou energia solar, que mapeiam essas demandas e atendam as demandas de capacitação para
esse setor específico, mas a gente precisa de políticas mais abrangentes e esse propago de propag essa política de Pagamento das dívidas dos dos estados é uma oportunidade única de alavancagem e indução para um diagnóstico profundo de demandas de capacitação profissional e demandes setores. Que que é esse propag? é um é um programa que fala que, OK, os estados estão devendo governo federal, vamos renegociar essas dívidas e parte dessa regonciação, ela precisa ser investida na na educação profissional Tecnológica, tá? Existe uma rúbrica já direcionada para essa demanda, para essas atividades. Só que obviamente esses investimentos eles
não podem ser realizados, né? é é é preferencial que eles sejam realizados a partir de um diagnóstico muito preciso das atuais demandas, né? Não podemos atender simplesmente melhorias de de da qualidade desses custos, mas precisamos atender as demandas desses novos postos de Trabalhos que estão surgindo. Muitos deles vão surgir numa linha temporal de anos, né? daqui a 2 anos, daqui a 4 anos, mas muitos empregos e muitas demandas do setor de trabalhos estão latentes, são demandas imediatas, né? E atualmente existe um gargalo muito forte que é uma um mapeamento real dessa demanda latente por profissionais
capacitados. Muitos se conhece. E aí eu trago aqui as iniciativas também do SENAI, do mapa do Trabalho, né? uma iniciativa organizada pela CNI, Observatório Nacional da Indústria, o SENAI, e também outras iniciativas e diagnósticos publicados pelo pelo Fórum eh Econômico Mundial, que mapeiam já essas demandas numa perspectiva de longo prazo, ou seja, é uma é uma é um é um diagnóstico prospectivo de possíveis novos empregos e novas vagas de trabalho que poderão vir surgir. E o MDIC ele traz uma perspectiva de um ameamento de Uma demanda mais real, mais imediata e latente desse setores, tá?
E como que o MDIC pretende fazer isso? Atualmente estamos desenvolvendo uma plataforma de mapeamento das demandas dos setores da economia verde que tentam abordar justamente esse gargalo, tá? As empresas, as indústrias dos setores de economia verde, sejam elas do setor eólico, do setor energético, do setor de bioeconomia, de biotecnologia, elas terão acesso a essa plataforma, Poderão fazer seu cadastro e ali indicar suas demandas por não só por capacitação de qualificação profissional, mas também demandas de contratação imediata eh dos seus postos de trabalho. Tá? Então é uma plataforma que vai conectar essa demanda imediata às políticas
e conectar justamente com as escolas, com os institutos capacitadores, certo? Como o SENAI funciona muito bem no no território Nacional, tá? Por que que a gente quer fazer isso? A gente tem percebido que muitos desses cursos de capacitação ou qualificação, eles eles são efetivos no território nacional, no estado. Porém, muitos desses custos, dessas captações, elas não se traduzem em contratações, em empregos, em geração de emprego, principalmente para atender as demandas dos setores da economia verde e do da indústria sustentável. Então, a ideia é com que essa plataforma ela conecte a demanda, não uma demanda prospectiva
de longo prazo, mas uma demanda de curto prazo, imediata e latente com as escolas capacitadoras e atendendo essa demanda industrial. muitas vezes eh um a indústria, uma empresa, ela ela tá realizando sua entrevista, né, sua angareando ali os seus recursos humanos e e é identificado que esses que essas pessoas elas precisam ter Cursos e qualidades específicas. Então, durante esse processo de entrevista, eh, a empresa não só vai poder entrar nessa plataforma e cadastrar essa demanda, como ela vai poder indicar também quais serão esses alunos, né, através dos dados pessoais, o CPF, eh, nível de escolaridade,
o local de atuação dessa pessoa, onde está sendo, onde essa demanda está latente, qual é o estado dessa demanda e fazer essa conexão com a estrutura já Existente de capacitação. são principalmente envolvendo eh o SENAI, que é da Confederação Nacional da Indústria e direcionando essas demandas para o território nacional. Então essa é umas das iniciativas que o Medique tem tem investido tempo e muito trabalho, tá? Estamos em conversa constante com o Ministério da Educação. O Ministério do Trabalho é um parceiro também muito importante nessa nessa jornada e principalmente conversando com A SENI, com o SENAI
e também com os estados, não deixando de mencionar a Casa Civil, que é onde esse programa está instalado e está sendo coordenado, tá? Então, para responder essa pergunta de modo de modo geral e e também trazendo a importância da participação do MDIC, eh, para fomentar e ter melhores postos de trabalhos e fomentar uma indústria de baixo carbono, primeiro, o mais importante é uma Cooperação governamental multidisciplinar, né, por ser uma um assunto, uma política que perspassa diversos ministérios. Então, é preciso ter uma um orquestramento, uma coordenação multidisciplinar e intergovernamental. É preciso que a sustentabilidade e o
e os setores da economia verde, eles precisam estar condicionados nessas políticas, precisa ter previsibilidade De atuação nessas políticas, certo? Posteriormente, um diagnóstico tanto de perspectiva futura quanto de perspectiva imediata. né, para atendimento dessas demandas reais e mais latentes, tá? Obviamente a Cláudia aqui da do último painel falou uma coisa que me toca muito, acho que eu concordo muito com isso. O Brasil é um país enorme, com dificuldades logísticas tremendas. Cada território, cada estado, cada Região, cada bioma tem suas particularidades. Então, é preciso levar em consideração essa diversidade territorial na formulação dessas políticas. E obviamente eh,
para atender esse gargalo mais latente, onde o MIC tenta atuar com essa plataforma, é necessário um sistema de informação que mape esses gargalos, que qualifique esses gargalos, né? falamos aqui da CBO, houve um painel Também de manhã que discutiu isso eu acredito. E e para ter essa qualidade de informação, a gente obter essa essa informação de qualidade, é preciso sim uma organização na estruturação desses bancos de dados e, posteriormente um sistema de avaliação que use esse sistema de formação, né, esse esse banco de dados para avaliar os resultados dessa política. Esses cursos de educação profissional
tecnológica, eles estão se traduzindo em Empregos, contratações, senão, o que que é que está faltando pra gente conseguir isso, né? Se está tendo uma alta taxa de educação, de atendimento, de ingressos desses cursos e esses cursos não estão gerando empregos, alguma coisa está errada. e o MDCK visa atuar justamente nesse gargalo. E por último e mais importante dentro dessa minha perspectiva, acho que é a permanência dessas políticas, né? Se ock Cria uma plataforma hoje em dia e essa plataforma ela fica sediada dentro do sítio do doc ministério, o site do ministério, site eletrônico, eh a
gente precisa garantir que essa plataforma ela vai existir e vai continuar funcionando daqui a 4 anos, daqui a 8 anos, daqui a 20 anos, né? E com as transições governamentais, muitas vezes não é o que a gente observa. Muitos ministérios eles são extintos, depois de outras gestões eles são Reinaugurados e muitas políticas e ferramentas que foram criadas nessas políticas, elas se perdem no caminho. Então é é preciso garantir também a permanência desses instrumentos, dessas políticas que estão sendo formalizadas, principalmente no âmbito da bioeconomia, da indústria de baixo carbono, da economia circular. e de todo o
setor da economia verde. Tá? Eu terminei minha fala por aqui, agradeço a atenção e passo aqui agora Para para Danilo. >> Obrigado, Gabriel. Acho que você trouxe várias ações que a gente tem discutido bastante no âmbito da do terceiro setor, né? da Fundação Itaú, por exemplo, Propag. A gente tem conversado com o pessoal da GZ sobre isso com frequência. O próprio secretário Marcelo Briganholi trouxe esse tema hoje de manhã junto com o tema da política nacional de EPT também. E de fato a gente enxerga como uma Oportunidade histórica, né, de é um programa de 30
anos, é um programa que tem previsão legal para ter essa perenidade eh enquanto os estados estiverem pagando, amortizando suas dívidas com a União, né? O que traz também uma, de certa forma, uma solução pro problema que você trouxe da sustentabilidade das ações governamentais. E de certa maneira, o que a gente acha que é um passo que ainda precisa ser Dado é essa articulação intergovernamental, intersetorial mesmo, né? que a notícia que você tá trazendo pra gente dessa plataforma, a gente vê como um golaço, um grande avanço nesse sentido para trazer uma dimensão eh dos empregos verdes
e da demanda do setor produtivo por isso, eh, para dentro dessas políticas de educação profissional, né? Então, é eh é uma notícia muito muito fascinante, muito interessante E acho que essa dimensão eh da intersetorialidade, da articulação dentro do governo, é algo que que a gente enxerga como sendo muito muito estratégica, muito importante. E nesse sentido, a subsecretaria de tensão Ecológica tem um papel que me parece muito importante, né, de ser, de certa forma uma torre de comando ali, uma uma um órgão dentro do governo que centraliza muito dessas ações, que Coordena muito do que o
país hoje tá pensando pro futuro em termos de sustentabilidade, né? saindo eh ainda temos até o final do ano a presidência da COP 30, mas eh de certa forma temos muitos compromissos, muitas ações previstas e e tem um papel muito importante dessa subsecretaria. Então, queria passar a palavra para Carolina Grotella, a subsecretária e, enfim, com a palavra. Obrigada, Danilo. E bom, primeiro cumprimentar todos e Todas que estão aqui hoje nos prestigiando, agradecer pelo interesse e agradecer eh a Fundação Itaú pelo convite. É um prazer tá aqui representando o Ministério da Fazenda. Artur Gabriel também um
prazer tá aqui eh dividindo essa mesa com vocês. E bom, vantagem de ser a última pessoa a falar, né, é que acho que vocês já abordaram alguns aspectos que eu traria, né? Eh, o Artur foi muito feliz quando você fala da questão da qualidade Do emprego, dos anseios, dos desejos da população, né? Eu acho que isso eu eu até tinha planejado iniciar a minha fala eh com essa visão um pouco mais ampla que eh escapa alçada da transformação ecológica de clima ao meio ambiente, que é, né, o o campo em que eu atuo, que é
uma impressão geral minha, né, e pessoal, que é um desafio das transformações no mundo do emprego e que nós, enquanto governo, enquanto formuladores de políticas Públicas, temos tido alguma dificuldade em acompanhar, né? Então, acho que é uma agenda desse governo eh melhorar a vida do trabalhador, é claro, eh mas também assegurar, né, o o os bons empregos, os empregos decentes e os empregos formais. E por um lado, a gente tem tendências no mercado de trabalho que vão absolutamente contra essa eh enfim essa esse objetivo, né? Mas pelo próprio lado da daquilo que a gente vê
que que as pessoas querem, né, paraas Suas vidas, assim, a gente vê que o emprego formal, a carteira de trabalho, ela não tem sido valorizada tanto quanto ela foi. E isso traz problemas no curto prazo, porque a gente, né, quando a gente tem uma maior pejotização, uma maior informalidade, escapa um pouco do alcance da política pública a gente eh assegurar esses direitos, assegurar a qualidade desse trabalho, né, para isso sem mencionar os desafios que a gente vai ter no médio Prazo e no longo prazo. no médio prazo, o funding do BNDS pelo FAT, o funding
do da Caixa pelo FGTS, entre muitos outros. E no longo prazo a gente também vai inevitavelmente ter um problema com a previdência, né? Eh, então eh é algo que requer uma uma unicidade, né? Então, não é só o o mercado, o o governo federal, o executivo, né, que precisam estar olhando para isso, mas é uma questão social, né? Então, a gente tem aqui eh o setor privado, a gente tem o a Sociedade civil e acho que todo mundo tem que se unir um pouco em prol dessa causa, tá? Então, isso é uma fala mais geral
minha e até de cunhum pouco mais pessoal, tá? Eh, e aí entrando, né, na aqui no tema que eu fui convidada para falar hoje, né, sobre como a transformação ecológica eh pode ser esse indutor de empregos e qualificações, né? Eu acho que eu falaria, começaria dizendo que nós, enquanto eh agentes do estado, a gente tem esse papel, que é um Desafio, de acompanhar e moldar tendências. Então, eu já falei aqui, por exemplo, da questão das transformações no mundo do trabalho, mas a gente também pode falar de setores produtivos, né? E o tempo da política pública,
ele às vezes tem uma certa dificuldade em acompanhar os ritmos das transformações sociais que são implacáveis, inexoráveis. Então, a gente tem que sempre tá, né, acompanhando essas tendências e sendo muito proativo Na hora de moldar essas tendências, tá? Então aí eu tô falando da lá no Ministério da Fazenda, né, a gente tá sempre olhando pros velhos e novos marcos regulatórios, porque o papel do Estado não é simplesmente eh regular uma atividade, né? a gente também tem que criar mercados, a gente tem que fomentar setores produtivos, né, para colocar a economia na direção do que daquilo
que a gente almeja para, né, o nosso curto, médio e longo prazo. Eh, Então a gente tá aqui chegando no último ano, né, de desse mandato presidencial e o plano de transformação ecológica completa aí eh mais de 3 anos de vida. E eu fico muito satisfeita, né, e digo isso em nome do Ministério da Fazenda, nós temos estado muito satisfeitos com que a gente conseguiu eh construir até agora, que foi realmente trazer para o coração da decisão da política econômica aspectos ambientais e climáticos, né? porque eh acho que foi o Gabriel que Falou, né, sobre
como a gente eh consegue, como posso dizer, eh induzir, né, outros setores, outros ministérios finalísticos com suas políticas e programas pelas pelo pacote de de eh instrumentos creditícios, fiscais, tributários, regulatórios que cabem ao Ministério da Fazenda. Isso é muito o papel que a gente enxerga pro plano de transformação ecológica. E é um plano que não tem objetivos estritamente ambientais, né? Não é só a gente virar e Falar: "Ah, o plano ele vai ajudar o Brasil a cumprir a NDC em 2030, 2035." Claro que não, né? O, né? Transformação ecológica, a primeira vista assim, né? pode
suar como algo que seja estritamente voltado para meio ambiente e clima. E não é, a gente tem muitos outros objetivos, dentre os quais o emprego e a produtividade, né? E aí isso vem também eh carregado por um foco em inovação que a gente dá também no plano de Transformação ecológica e eu vou falar um pouquinho sobre isso daqui a pouco. E também a redução e mitigação das nossas desigualdades estruturais. Então desigualdades de renda, desigualdades regionais, de gênero étnico-raciais, desigualdades de oportunidades, né? enfim, desigualdades estruturais que o nosso país enfrenta. Eh, e aí eu falei que
a gente tá sempre atento, né, a a enfim, transformações, tendências globais, sejam elas Geopolíticas, sejam elas essas que vêm eh acompanhadas eh acompanhadas não, mas enfim, induzidas pela questão da emergência climática, né? e a gente olha para vários setores que eh a gente gostaria de fomentar, que a gente tem o objetivo de fomentar e a gente tem, como eu falei, um pacote de instrumentos, né? Então, eh alguns desses setores que eu anotei aqui, assim, eh, claro que é uma lista não exaustiva, né? SF, que é um combustível sustentável de Aviação, né? minerais críticos, baterias, veículos
elétricos, toda a parte de infraestrutura verde e adaptação com soluções baseadas na natureza, data centers, né? Então, a gente tá, a gente tem várias políticas específicas para cada um desses setores. Eh, e aí eu trouxe aqui, né, uma lista de algumas iniciativas que o Ministério da Fazenda ou lidera ou colabora, eh, em que uma vez que a gente tá Criando e moldando esses mercados, né, a gente tá eh tendo ali um efeito direto sobre a criação e a geração de empregos. Então, primeiramente, eu gostaria de eh destacar a taxonomia sustentável brasileira, né? Ela foi lançada
no passado via decreto, mas ela conta também com um comitê interinstitucional da taxonomia, que tem a representação de, enfim, associações produtivas, né, todo o setor eh do setor privado, da sociedade civil e tal. Inclusive, a GZ é Uma das nossas parceiras absolutamente fundamentais de implementação da taxonomia. E a taxonomia, em sua primeira fase, eh, olhou para várias quinais, né? Então, várias categorias de, eh, de atividades econômicas, eh, e criou cadernos para diferentes quinais com dois objetivos, mitigação da mudança do clima e adaptação à mudança do clima, mas também com objetivos sociais, então um recorte de
gênero e um Recorte de de raça, né? Então, a gente tem ali, beleza? Então, agora eh, que que a gente vai, que que a gente tá fazendo com a taxonomia, né? A gente tá integrando a taxonomia nos nossos instrumentos. Então, eh, a Brazilian Investment Platform, por exemplo, do que é secretariada pelo BNDS, que abriga, né, vários projetos que são considerados estratégicos e com potencial de geração de empregos. esses projetos tem que seguir os critérios da taxonomia Sustentável brasileira, né? Então, na hora toda a parte de crédito público, a ideia é que todo crédito subsidiado, né,
pelo governo com recursos públicos tenha, né, eh, preste atenção e siga as diretrizes da taxonomia sustentável brasileira. E aí eu mencionei a primeira fase, né, com o objetivo de investigação, adaptação e inclusive com a observância de salvaguardas. Então isso também, né, mexe ali no emprego, porque a salvaguarda mexe na questão do Território, né, da localização, onde essas atividades estão localizadas. E agora na segunda fase a taxonomia, a gente tá trabalhando com mais outros outras três categorias ou naturezas. Então, a bioeconomia, eh, quando eu cheguei aqui, né, no outro painel, eh, a, a Diana, né, ou
a Cláudia, a Diana tava falando muito, né, sobre a cadeia da bioeconomia, da sobieeconomia, Eh, então a gente tem um olhar bastante atento a isso também. Eh, então, critérios para cadernos para bieconomia, para economia circular e para eh desigualdades regionais também, né? Então, para a redução das desigualdades regionais. Então, a gente tá bastante satisfeito também com os rumos que a taxonomia tá tomando, porque é isso, agora a gente vai ter uma classificação muito clara, criteriosa, baseada em ciência e comparticipação Social, pra gente determinar que atividades podem ser consideradas sustentáveis e aquelas que não podem. A
segunda política que eu queria destacar é o programa Ecoinveste, que é um programa do Tesouro Nacional. em que eh o tesouro coloca, funciona a base no modelo de leilões, né? E o tesouro ele coloca um recurso à disposição, digamos, vou pegar o exemplo do primeiro leilão, a gente colocou 1 milhão de Dólares, que dava mais ou menos eh no câmbio da época dava quase R 6 milhõesais, né? As instituições financeiras, então bancos, Itaú foi um grande parceiro, né? aderiu ao programa, eh, não apenas aderiu, mas também, eh, as conversas preparatórias para os leilões também teve
bastante participação, né? Eh, a instituição financeira pleiteia uma parte desse recurso que o dinheiro que o que o tesouro coloca à disposição. E a Instituição financeira precisa alavancar x vezes esse recurso que ela pleiteou, né? No primeiro leilão, a alavancagem mínima era de seis vezes. Então, se uma instituição estava eh pleteando 200 milhões deais, então ela precisava trazer seis vezes isso em alavancagem, né? Então, só no primeiro leilão, a gente conseguiu mobilizar R$ 47 bilhões deais sempre para projetos que estejam alinhados à transformação ecológica. E o e uma parte desse recurso que a que a
Instituição financeira precisa mobilizar precisa ser eh recurso estrangeiro. Então, não apenas recursos domésticos, mas também um percentual precisa ser recurso estrangeiro. E para isso existe também um mecanismo de red cambial para mitigar ali o risco da volatilidade cambial, né? Eh, e o Ecoinvest acabou virando assim praticamente uma vitrine do plano de transformação ecológica, porque, né, a gente já tá mobilizando muitos, muitos bilhões de reais, né? Já Tem 41 projetos. Existe um monitor do Ecoinvest público, se vocês colocarem monitor Ecoinvest na no Google, eh, existe ali todos os projetos que já estão saindo do papel a
partir desses recursos que foram mobilizados, né? E aí, beleza, como é que isso também induz empregos, né? Claro, cada projeto vai gerar empregos verdes ali por todo o território. E os leilões eles são, cada leilão tem, digamos assim, um recorte. O primeiro leilão, esse que eu Dei o exemplo, ele não teve um recorte específico porque foi o primeiro leilão, foi um leilão que a gente tava testando o instrumento, testando o apetite do mercado e tal. Mas o segundo leilão, por exemplo, foi um leilão que a gente fez com o mapa, com em parceria com o
mapa, que foi para exclusivamente para eh recuperação de áreas degradadas. E isso é super interessante. Por quê? Primeiro porque a gente eh gera emprego muitas vezes onde Só há emprego relacionado no limite a uma maior expansão da fronteira do desmatamento, né? E agora a gente tá fazendo a reversão disso. Então a gente tinha, né, como como tem o BNDS, né, tem o arco do desmatamento e o BNDS criou o arco da restauração, né? Então, vamos pegar as áreas degradadas, a gente torna elas eh converte elas novamente em áreas produtivas pra gente conseguir, né, manter a
nossa produção agrícola, a Nossa produção agropecuária e tal, sem precisar desmatar 1 ha mais de floresta e conseguir cumprir a nossa NBC, conseguir cumprir nosso eh objetivo de desmatamento ilegal, eh de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e por aí vai, né? Eh, e gera toda uma cadeia, né? Por a gente tá falando de uma cadeia de eh de técnicos em agronomia, de uma cadeia de mudas, de viveiro de mudas e tal. Então, a gente tá fomentando toda uma cadeia, né? Não é só simplesmente Chegar ali, enfim, plantar uma árvore, né? É toda uma expertise
que a gente precisa ter, seja paraa floresta nativa, seja paraa floresta comercial e tal. né? São abordagens diferentes. Então, esse foi o segundo leilão. O primeiro e o segundo leilão já tem resultados concretos saindo do papel. Lá no monitor da Coinvest também vai ter eh projeto do segundo leilão também já publicizado. Aí o terceiro leilão, eh, eu acho ele muito interessante porque Ele foi focado em equity e inovação. Então, o que que é equity? é participação em empresas, empresas de inovação, empresas que tão ali eh inovando na ponta, que precisam de um aporte eh financeiro,
né? Precisam de um financiador ali para fazer aquela empresa, aquele projeto deslanchar. Eh, e também foi um leilão super bem sucedido que superou as nossas expectativas. Então, a gente viu que tinha muito apetite, né, para essa parte De inovação. E eu acho isso muito importante porque quando a gente fala de inovação, a gente tá trazendo as as ICTs, né, as instituições de ciência e tecnologia. A gente tá aproximando eh a o setor privado com a universidade, a gente tá fomentando startup. Eu acho que isso conversa um pouco com esse desafio que eu tava falando no
início da minha fala, assim, de fazer as pessoas sonharem, fazerem os jovens sonharem, sabe? Eu Acho que e eh cria, né? Tipo, eu acho que a gente consegue fomentar ali algo que não existe assim ainda no governo e no e no mercado mais consolidado. O quarto leilão a gente lançou na COP 30, então ele foi um leilão focado em bieconomia e com foco no bioma amazônico e e também eu acho super importante para gerar esses empregos, né, que tão ali no território, onde a gente sabe que o território amazônico é super desafiador, Né? São 28
milhões de pessoas que moram ali, nem sempre as oportunidades são evidentes ali. Então, a gente tá falando de cadeias de sócio sobre bioeconomia, mas também de biotecnologia, biofármacos, eh onde hoje em dia se concentram, né, essas cadeias se concentram muito, enfim, no Sudeste, no Centro-Oeste e tal, sendo que a gente sabe que a bioeconomia tem um potencial enorme na Amazônia ser explorado, né? E então, eh, Também essa tendência da gente destravar ali projetos, eh, de bioeconomia e de biotecnologia e sócio bioeconomia na Amazônia, mas também turismo sustentável e também infraestrutura habilitante. Que que é essa
infraestrutura habilitante? É aquela que é necessária para que essas atividades prosperem, né? Então, a gente não tá falando simplesmente de eh ah construir uma rodovia na Amazônia ou saneamento, tudo isso é muito importante, mas às vezes o Que esses projetos precisam é de eh conectividade, né, ou eh uma interligação à rede ou uma rede isolada para refrigerar aquele produto ou melhorar a logística de distribuição. Eh, e aí a gente também consegue mitigar um pouco a questão que a Só sobreconomia enfrenta muito, que é, né, a margem que os que os atravessadores acabam ficando, que a
gente sabe que muitas vezes, né, o que chega ali de Renda mesmo para aquelas comunidades que estão produzindo eh no no território é muito pouco. Então, a gente consegue contornar vários desses projetos, desses desafios, uma vez que a gente fomenta cadeias da eh na Amazônia, como é a o objetivo do quarto leilão do Ecoinveste. E aí, né, eu falei do quinto leilão, do do terceiro leilão, que que foi um leilão focado em inovação, startups, etc. E esse modelo deu tão deu tão certo que a gente tá lançando um Quinto leilão. Vai ter um lançamento público
dia 25 agora, segunda-feira em São Paulo, né? E também vai ser um leilão focado em inovação. E dessa vez a gente vai ter eh uma provisão de aproximação dos projetos com ICTs e financiamento a startups, né? Então acho que a gente tá aí, né, gerando novas, realmente fomentando novas qualificações. Eu acho que isso é muito importante pro pro que a gente precisa assim de eh dar Uma resposta para o que eh os trabalhadores querem, o que a juventude quer, quem tá quem tá pensando em entrar na faculdade, quem tá pensando em entrar num curso técnico,
né, quem tá saindo da faculdade, contornando um pouco a questão que a gente tem de fuga de cérebros e tal, porque a gente sabe que as nossas universidades produzem muito conhecimento, né, mas nem sempre isso se traduz em em enfim, no no setor produtivo, né? E Eu acho que os nossos leilões de inovação tão contribuindo eh a sua própria maneira para isso. E a terceira política que eu tinha eh listado aqui para falar um pouquinho sobre vocês é justamente o Propag. Eh, então eu não vou entrar tanto em eh detalhes de como o Propag funciona,
né? Porque isso já foi explicado aqui, mas a gente fez eh a gente fez uma contribuição oficial junto ao MEC para eh A partir de um mapeamento super interessante que a gente fez do mapeamento de determinadas cadeias produtivas selecionadas para a transformação ecológica. Então, essas cadeias que eu mencionei aqui no início, combustível sustentável de aviação, minerais críticos, baterias, solução basar na natureza, data center e tal, a gente fez um enorme mapeamento, né, de que que quinais são essas, que CBOs são essas E cruzou isso, né, com os currículos e qualificações do MEC no território. Então,
a gente viu assim, ah, que que são polos atuais dessas cadeias? que que são polos futuros dessas cadeias e onde tão os superáits ou déficites de qualificações, de currículos, de qualificações. Esse ampliamento a gente fez numa parceria que a gente tinha viact com a Systemic e ficou super interessante. Então, pegando aqui alguns exemplos, eh, saf, combustível centav de Aviação, um polo, um polo, eh, atual que a gente tem, né, São Paulo, Mato Grosso e tal, pela tradição na cana de açúcar, eh, que é uma das rotas paraa produção de saf, mas não é a única,
né? Então, a gente tem, por exemplo, na Bahia a Macaúba, como já tem um projeto da Seleném para isso, né? No Pará também existe potencial. Então, esses estados, inclusive na região norte, né, em que tão ali nas nossas prioridades de Redução de desigualdades regionais e, enfim, de fomento de cadeias, né, são polos potenciais futuros para isso. Mas os cursos estão ali, os IF estão ali, né, a educação técnica tá ali, não tá? Então agora o MEC sabe que existe, né, que no médio prazo, digamos assim, né, vai existir essa demanda e vai existir mesmo, porque
se a gente cruzar isso com outras políticas públicas que o Ministério da Fazenda ajudou a desenhar, por exemplo, combustível do futuro, né, Que é uma lei, eh, o combustível do futuro está literalmente criando uma demanda para o combustível de aviação a partir de 2027. a partir de 2027, a setor de aviação civil precisa reduzir em 1% a intensidade das suas emissões de gases de efeito estufa. E e aí essa meta vai aumentando, né, eh, até 2037, em que fica 10% da meta de redução de intensidade. Então, a gente tá, por um lado, criando a demanda
para combustível sustentável de aviação e, por outro Lado, né, fomentando a oferta, seja via para pague, seja via a o um projeto específico que eu tô falando aqui hoje, né, da Selen que tá na BIP, eh, e por aí vai. Eh, outra outra outro exemplo, a questão de infraestrutura. Demanda por infraestrutura existe no território inteiro, é claro, né? Mas que que não existe? Uma integração de critérios ambientais verdes e tal no setor de construção civil, né? no setor de construção civil urbana, sobretudo, Eh, com soluções baseadas na natureza para aumentar ali, né, a resiliência das
cidades e tal, reduzir o risco hidrológico, aumentar a resiliência. Então, a gente também contribuiu com esse mapeamento. Eh, toda a questão de minerais críticos, baterias, minerais críticos, né, a gente não escolhe onde essa cadeia vai se formar. Isso vai ser dado a partir de onde estão as reservas de minerais críticos brasileiras, né? Então, a gente também Fez esse mapeamento e falou: "Olha, eh, hoje em dia onde tá a mineração tradicional, não necessariamente é onde vão est as cadeias futuras de minerais críticos que estão super na ordem do dia, né? o Brasil tá se reposicionando geopoliticamente
em função disso. Eh, então a gente também contribuiu um pouco com esse com esse mapeamento. São só alguns exemplos assim que eu trouxe mais para ilustrar como que a gente eh contribuiu com PRPAG e esperamos eh Colher frutos eh bastante interessantes aí em breve. Eh, então era mais ou menos isso que eu queria falar. Eh, tô aberta a perguntas, foram só algumas. né, políticas, programas que a gente tem feito lá no Ministério da Fazenda. Nesse sentido, obrigada. >> Muito obrigado, Carolina. A gente tá, acho que eu, eu pelo menos tô impressionado com a quantidade de
ações, de iniciativas de impacto que vocês vêm coordenando no governo, né? Eh, e acho que agora a gente queria trazer algumas perguntas da plateia, né? Vieram algumas direcionadas para participantes específicos, outras mais gerais. Eu vou fazer um primeiro bloco aqui pro Artur vieram duas que eu vou passar agora, tá? Eh, como a oferta de aprendizagem profissional em ocupações verdes pode ampliar a empreabilidade nos jovens aprendizes, tá? Então, como conectar a Aprendizagem profissional com ocupações verdes. A segunda é a pessoa perguntou se tem exemplos de estados que implementem políticas públicas locais que unam o EPT e
arranjos produtivos locais que vocês tenham aí. Acho que também quem quiser comentar essa essa pergunta fica aberto. Eh, pro pro Gabriel ver uma pergunta que é se a plataforma de informações sobre demandas e ocupações que você comentou Que tá em desenvolvimento funcionaria como uma espécie de plataforma de vagas? se ela teria de certa maneira esse papel quase que de intermediação ou se não seria mais de coleta de informações que iriam orientar, digamos assim, a oferta de educação profissional, mas não necessariamente intermediando vagas, né? Eh, para Carolina ver a pergunta que é Se existe algum projeto
ou mecanismo de finanças verdes de de incentivo fiscal ou de financiamento eh para empresas que participem com oferta de vagas de trabalho, porque eu tô entendendo aqui, outras formas de de empregabilidade na educação profissional. Então, acho que conversa um pouco com a aprendizagem profissional, se existe algum mecanismo para financiar a oferta de vagas articulada com a educação profissional e Tecnológica, seja de aprendizagem profissional, seja de estágio ou eh políticas de primeiro emprego, algo do tipo, obviamente dentro do do rol de políticas que tá do no seu guarda-chuva, tá? Então, acho que já é bastante coisa.
Eu vou passar a palavra para vocês. Pode começar. >> Bom, eh, é uma excelente pergunta porque ela também me dá a brecha dos dois pontos que eu não falei da minha fala inicial, né? Eh, eh, em 2024 foi criado, Inclusive temos vários parceiros aqui presentes, o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes, uma iniciativa eh coordenada pelo Ministério do Trabalho, a UNICEF, o Pacto Global e e a OIT e com apoio e presença de vários setor dos várias pessoas do setor produtivo, sociedade civil, entidades formadoras, etc. E por que que eu falo disso? Porque a
pergunta da aprendizagem e empregos verdes, eh, apesar do Ministério do Trabalho fazer a gestão, Ela é uma política muito mais passiva do ponto de vista do setor público, porque quem decide qual o curso ou ocupação que vai ser ofertada aquela vaga é o setor produtivo. Então, nessas horas é que a gente precisa eh chamar ação às empresas o setor produtivo como um todo, porque hoje a maior parte das ofertas ou dos cursos de aprendizagem ou dos aprendizes com contratos ativos é em setores de Escritório e sobretudo auxiliar administrativo. Então, eh, o Ministério do Trabalho não
obriga a empresa ou o setor a a colocar ou alocar o jovem, o aprendiz ou aprendiz em determinada ocupação. Eh, apesar de nós dentro do pacto e nas reuniões que temos sempre fomentarmos e defendermos que o setor produtivo entenda a aprendizagem profissional como algo estratégico, porque ele contrata um aprendiz por obrigação, tem a cota a cumprir, mas Depois ele lança um programa de trainir. E aí em vez de preparar o aprendiz desde cedo para pensar essa trilha de 2 anos que pode ser maior se tiver dentro de um curso técnico, que ele pode ocupar em
outra ocupação também, ele escanteia e só entende ela como obrigação e um cumprimento legal. Então, nosso sonho e a gente tem uma parceria com a GZ, que inclusive desenhou dois programas de aprendizagem dentro dos setores sustentáveis de economia verde, que as Empresas entendam e vejam a a aprendizagem como algo de potencial estratégico e fundamental paraa transição. sobre a ligação entre arranjos produtivos locais e a educação profissional e tecnológica. Eu entendo que de cabeça, eu não vou lembrar de um, talvez o o Gabriel ou a Carolina saibam, mas com certeza eu posso dizer que se não
existe na esfera federal dentro dos IFS que possivelmente existem, eh também devem existir dentro das sedes Estaduais, né? Então, por exemplo, eh, quando eu tava no Maranhão, a rede do IEMA tinham vários cursos profissionais tecnológicos voltados para a os arranjos de produtivos locais. Inclusive, em parceria com a GIZ, teve um o desenho de um programa, de um projeto de desenvolvimento sustentável na região da Chapadinha, que é uma região bem eh ainda necessitada de investimentos e de políticas públicas, que desenhou inclusive ações vinculadas também às Potenciais locais, né? Então, eh, agora teve uma última, eu vou
pegar só um ganchinho para encerrar, que falou sobre o financiamento e aí entra discussão do próprio financiamento público, né, quando a gente pensa que hoje, esse ano, foram 50 B de emendas parlamentares e o orçamento público discricionário do poder executivo federal fica deficitário aquilo que a gente não cumpre com custeio que a gente teria para viabilizar todas essas políticas. foi Coptado em 2015 e depois em 2019 por duas emendas à Constituição que transformaram as emendas ruim positivas. Então eu acho que a transição justa também vai passar por um debate sobre a a própria discussão da
República no Brasil, a a separação de poderes e a nossa capacidade de investimento também estatal. Obrigado, Artur. Eh, sobre a pergunta que foi direcionada para mim, se essa plataforma do MDIC, eh, que está em Construção, ela também serviria como uma plataforma de vagas, né, no sentido figurado, ou seja, se haveria oportunidade para divulgação de vagas de cursos no território em diversos estados, eh em algumas determinadas áreas. Eh, essa foi a pergunta que eu entendi. Se foi essa o direcionamento. A resposta é sim. Eh, essa plataforma, a ideia é que ela seja um espaço, não só
para o mapeamento imediato dessas vagas, Né, mas como uma plataforma que conecte a demanda do setor. O principal usuário dessa plataforma é o setor é o setor empresarial, setor industrial, setor econômico, tá? são eles que vão ser vão se cadastrar nessa plataforma e indicar suas demandas específicas, certo? Mas imagine, por exemplo, trazendo o exemplo aqui do SAF, por exemplo, existe um um uma previsibilidade de investimento real na Bahia para produção de combustível sustentável de aviação, né, com a Empresa Asselin nos plantios de Macaúba. Isso demanda não só expertize em plantil, né, na área florestal, qual
é o espaçamento desse plantil, como que deve ser produzido essas mudas, eh como eu preparo o solo para esse plantil, como que eu faço a colheita, como é o meu melhoramento genético, ou seja, eu já já citei aqui diversas áreas eh possíveis de capacitação que serão necessárias nessa atividade econômica. tem a parte de biotecnologia também, Melhoramento desse desse refino, eh a transformação desse dessa matériapra para que atendas atenda a adequação dos motores dos aviões, né, as particularidades da das do maquinário, etc. Então existe uma gama enorme de possíveis capacitações envolvidas nessa atividade econômica, tá? AO
vai se cadastrar na plataforma, vai indicar, eu preciso de 10 cargos na área de plantil, eu preciso de 15 vagas de contratação para a parte da Usina do refino desse desse óleo, desse material. Eu preciso de 20 vagas na área de biotecnologia, engenheiros mecânicos e por aí vai. Então ela indica, a ela indica a quantidade de vagas, se ela já fez entrevista com alguns candidatos, se ela pode indicar o CPF dessas pessoas para esses cursos, o MDIC, essa plataforma vai coletar essas informações e conectar com as instituições de ensino do território. Pode ser SENAI, pode
ser Sebrai, pode ser os institutos federais, as universidades federais, inclusive as instituições privadas de ensino também poderão participar, tá? Mas não só isso, imagine que a Assan, ela queira divulgar sim essas vagas de contratações nessa plataforma, ela vai poder fazer isso, tá? Haverá um espaço de divulgação de como se funcionasse como uma plataforma de emprego, tá? onde as empresas do setor de economia vivas vão Divulgar ali suas necessidades e suas demandas reais, tá? Então, respondendo a pergunta, sim, é uma plataforma que tem o objetivo principal de mapear a demanda real imediata e latente desses setores,
mas também haverá espaço para extensões de divulgações de vagas, de, por exemplo, mapeamento de demandas secundárias, né? Quando você vai construir uma bindústria numa localidade, em um certo município, se esse município ele está um tanto Isolado, haverá necessidade de estrutura hoteleira, de da indústria alimentícia, né? Então, existe toda uma teia de capacitação e de demanda profissional atrelada a esse setor da economia verde que está latente e isso também será mapeado, incluindo nessa iniciativa. >> Obrigada. Eh, não me vem à cabeça eh exatamente alguma política que vai dar um incentivo Fiscal baseado na, enfim, na na
geração de empregos e tal, né? Tipo, geralmente a gente olha por setor, a gente olha outros critérios e pode ser que na política exista ali algum critério que priorize a geração de emprego, né? O que a gente tem é o monitoramento. Então, por exemplo, todos os projetos que vão ser financiados com crédito concessional do fundo clima no BNDS, né? tão ali no par, plano de Alocação dos recursos do fundo clima, eles precisam eh colocar, né, uma uma previsão de quantos empregos serão gerados, de que tipo de empregos serão gerados paraa gente conseguir fazer o monitoramento
desses resultados, né? Inclusive, esse monitoramento, ele não é feito eh exclusivamente necessariamente só pelo BNDS, mas também por, por exemplo, eh, Secretaria de Monitoramento e Avaliação do Ministério do Planejamento e tal, Paraa gente entender, né, se essa política pública está sendo efetiva, né, em todos os seus objetivos, que, como eu disse, né, não é só eh, enfim, reduzir emissões, mas também fomentar setores, gerar gerar emprego e tudo mais. Certamente a geração de emprego é um dos objetivos centrais de da grande maioria das políticas que a gente desenha. Eh, um outro um outro exemplo que eu
que me vem à cabeça agora é a LIR, a lei de incentivo À reciclagem. Então, em 2024, a gente criou, né, a LIR via lei, eh, e aí um incentivo a cadeia de reciclagem, assim como existe para cultura e para esporte, né? Então, eh, as, enfim, empresas, cooperativas e tal, elas cadastram esse projetos. O Ministério do Meio Ambiente analisa se esses projetos são elegíveis, né, se eles atendem esses critérios e a partir disso esse projeto fica apto a captar recursos via lei de incentivo à reciclagem. Sim, exatamente como Funciona paraa cultura e esporte, né? Eh,
e um dos critérios de monitoramento também é a geração de empregos, né? Então, assim, o que eu posso dizer é que certamente a gente tá e é um dos indicadores principais pra gente monitorar a efetividade das nossas políticas. Eh, mas não me vem à cabeça exatamente algum incentivo atrelado a isso. >> Perfeito. Obrigado pelas respostas. Agora acho que a gente vai fazer uma Última rodada de perguntas e depois passar pro encerramento, tá? Então, eh, uma pergunta que veio é que acho que veio para todo mundo, né, todos os participantes da mesa, é como fazer uma
integração interministerial dessas diversas políticas apresentadas. Se vocês vislumbram a a possibilidade de, de repente, criação de mecanismos de governança, conselhos, eh, vocês acham que seria algo que poderia ter um aprimoramento em termos De articulação? eh e eventualmente participação na sociedade civil também, setor produtivo. Eh, e acho que também uma última pergunta é, não sei o quanto todos puderam presenciar, enfim, assistir a mesa da manhã, mas eh tem uma discussão em curso pela OIT com participação nossa e da GZ sobre a criação de uma CBO verde, que seria algo que conversa muito, a gente conversaria muito
com a taxonomia. sustentável. E acho que a ideia seria entender um pouco como é que vocês enxergam essa iniciativa. Vocês acham que tem potencial de ser incorporado pelas políticas de trabalho, de desenvolvimento nesse comércio e de transformação ecológica? Bom, acho que da integração ministerial, eu acredito que praticamente todas essas devem existir, comitês, conselhos, espaços de articulação. Na semana passada a gente tá, eu estive lá no MEC, Não, semana retrasada, eu estive lá no MEC com a participação da Giz, Ministério da Educação, eh redes federal federais do de ensino de educação profissional tecnológica. Então, eh, muitos
desses comitês existem, sei lá, o comitê também de de juventude do plano nacional de juventude sucessão rural, que dialoga diretamente também com que a gente tá discutindo aqui. Então, eh, um dos marcos desse governo foi justamente a retomada do Diálogo social, do diálogo com a sociedade civil, dos conselhos, dos comitês e dos espaços eh abertos inclusive de debate de política pública junto à sociedade, vi o próprio orçamento participativo, o PPA participativo e esses outros espaços, né? E então sim, eh, acredito que ela é fundamental, ela é importante porque muitas vezes ela vai evitar de que
a gente tome esforço, esforços duplicados também, né, de que vários ministérios e Departamentos muitas vezes estejam gastando empenho, energia e orçamento em atividades que poderiam ser eh potencializadas com diálogo interministerial e junto à sociedade, né? E e aí fica o destaque e o convite para aquelas organizações que não conheçam ou não faça parte, que eh acessem o site do Pacto Nacional pela Inclusão PT das juventudes e se torne membro e participe dos nossos GTS, das nossas comissões e somem conosco nesse Debate. Então é importante. Eh, sobre a CBO Verde, acho que eh ela é fundamental,
ela é importante, mas ela, como eu disse na minha primeira fala, né, ela vai exigir um debate sobre o que são as ocupações verdes, seja do hoje, seja do futuro, e como a gente vai enxergar essas ocupações, né? E acho que a gente vai ter que amadurecer e a partir da texonomia do da do Ministério da Fazenda, claro, que ajuda eh pra gente compreender esses arranjos Produtivos e e as próprias ocupações e desenhar para que, porque inclusive aí só degressando um pouquinho, há uma discussão como a gente tava se discutindo sobre a o próprio futuro
do trabalho, quais são as ocupações que a gente tem, porque a transição também digital dentro da economia, os processos de automação e mecanização vão acabar ou estão acabando com grande parte dos trabalhos, sobretudo trabalhos eh que são hoje intensivos em mão de Obra. Então, a as discussões sobre desemprego estrutural, sazonal, etc., a gente vai ter que fazer ela também para pensar essa própria lógica da CBO Verde, né? Quais são as ocupações que vão nascer? Eh, o que que vai vir pro futuro. Inclusive, a Paula, que tava aqui mais cedo no pela manhã também tá fazendo
o próprio discussão sobre como vislumbrar quais são eh esses essas ocupações com maior risco de desaparecer, inclusive, de serem Superadas e serem eh substituídas e quais são aquelas com potencial de nascer que a gente já precisa formar as pessoas para o futuro, né? Então, a acho que essas duas discussões, tanto da transformação do mundo do trabalho quanto da CPO verde, tem que andar juntas, porque elas vão apontar para um caminho do que as políticas públicas vão precisar, sempre orientadas e baseados a dados. Eh, para complementar a resposta do Artur, eu acho que sim. A instância
de governança atual do governo, os instrumentos que ocorrem, eles perpassam pela pelos conselhos, pelos comitês, comitê técnico. Alguns conselhos eh participam integrantes mais do alto escalão do governo, secretários, ministros. Outros são comitês mais de caráter eh caráter técnico, onde participam ali os coordenadores, os especialistas. Então essa estrutura já ocorre, tá? E aí eu Trago uma perspectiva de quem começou a trabalhar no governo em 2023. Eu era, sou professor universitário na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a experiência que eu tive aqui no início, em 2023, eh, houve uma explosão de comitês, não sei
se vocês perceberam isso também, e frente a ao quadro de servidores, eh, em ministérios, alguns ministérios possuem quadros enormes de servidores, outros não. Então, acaba que as pessoas Ficam sobrecarregadas de fato, né? A minha equipe, el três pessoas na minha coordenação geral, né, comigo, eh, e uma pessoa remota, então são quatro pessoas total. Eh, e muitas vezes a gente passa, quantos comitês a gente participou ao longo desses 3, 4 anos? Mais de de 20 comitês, com certeza. Então, realmente, eu acho que eh o comitê de governança é muito importante. Muitas vezes os calendários precisam ser
mais eficientes e eficazes. E não é má gestão, não é má governança, é a demanda das pautas atual do governo. Só no só no âmbito da economia verde, quantos comitês técnicos a gente tem participado. Então, a demanda é altíssima mesmo, tá? Em relação a CDOS, eu acredito que faz parte da melhoria do sistema de informação até para qualificar as os dados, as análises estatísticas, avaliação das políticas públicas e melhorar as nossas as nossas práticas, As nossas políticas. muito importante. Algumas CBOS já existem e elas já atendem o setor da economia verde. Elas não precisam ser
recriadas, elas precisam ser qualificadas como essa CBO atua no âmbito da economia vir nesse setor específico. Outras vão precisar ser sim atualizadas, né? muitas vezes criar um novo nome para qualificar melhor aquela atuação, aquela ocupação. E por fim, algumas CBOs terão que ser totalmente Criadas, elas não existe ainda. Então essa é a perspectiva. Eu acho que existe uma discussão muito importante para qualificar essa informação e que isso sirva de instrumentos de avaliação para as políticas públicas. Eh, bom, com relação à governança, eh, concordo com o que foi dito, né? Eu acho que existem várias instâncias
de governança e de diferentes naturezas, várias mais a nível técnico, outras a nível mais político. Eh, e nesse sentido Eu queria destacar dois elementos. Eh, o primeiro é que no âmbito da transformação ecológica, eh, a gente conseguiu uma inovação que foi em 2024 a gente lançou o pacto dos três poderes pela transformação ecológica e isso foi muito interessante. Então, a gente tinha os mais altos chefes, né? Então, presidente da República, o presidente do Congresso Nacional e o presidente do STF, do judiciário, no caso que é do STF, né? firmando um pacto em que eh Porque
existem várias ações da transformação ecológica que não dependem só do executivo, né? Então, então toda uma pauta legislativa a ser percorrida, as quais várias várias eh projetos de lei e enfim e afins. Eh, a gente já eh conseguiu concluir com muito sucesso, né? outras ainda não. Eh, e também um âmbito do da atuação do judiciário também é super importante. Então, acho que a gente inovou, porque que eu tô falando que a gente inovou, né? Porque a Gente conseguiu até extrapolar para fora do poder executivo, né, a os objetivos e a cultura, digamos assim, mentalidade da
transformação ecológica. E a gente viu que até outras iniciativas foram feitas um pouco inspiradas à nossa, né? Então, por exemplo, o Pacto dos Três Poderes contra o feminicídio. Foi um pouco ali nesses moldes que a gente havia lançado em 2024. E aí, só para vocês entenderem, existe um comitê, né, dentro do âmbito do Pacto dos Três Poderes. Eu até sou Membro do comitê técnico, tem comitê político, comitê técnico, em que nós elencamos diversas prioridades que estão ali inclusive no escritas por escrito no Pacto, que é quais são essas prioridades que os três poderes vão trabalhar
em conjunto para eh para avançar, para concluir e tal. Eh, isso é um um elemento que eu gostaria de de destacar. E o segundo é a questão da participação social, né? Então, lá no Ministério da Fazenda, por exemplo, as principais Políticas e programas têm instâncias de governança, né? Por exemplo, o Comitê Interinstitucional da Taxonomia, eh o CTCP, que é o comitê técnico do é o do mercado de carbono, CTCP. Hum. Não, não é CTBC. é o CT CP, que eu esqueci o que quer dizer agora, gente, desculpa, mas é a instância de governança do do
sistema brasileiro de comércio de emissões, né? Então a gente busca sempre ter não apenas uma Articulação interministerial, até destaco que a subsecretaria de transformação Ecológica está na secretaria executiva, né, que é aquela que faz articulação tanto dentro do ministério, né, com as outras secretarias mais temáticas ou finalísticas, quanto serve como canal de comunicação do Ministério da Fazenda com outros ministérios, outras instituições parceiras, né? Então, eh, acho isso também dá um pouco, eh, eh, assim o tom Dessa dessa articulação institucional eh que a gente busca com o plano de transformação ecológica. Muito obrigada aos coordenadores e
a subsecretária pela participação. Sim, ele quer tirar uma foto de todo mundo junto, gente. Mas joia. Gostaria de agradecer demais a presença de vocês, pelos pontos que vocês trouxeram. Foi excelente. Acho que a gente pode desmontar a mesa. Acho que também pelo andar do do horário, muitas Pessoas vão embora direto, né? Já estamos ficando com a energia baixa. A gente, o fechamento vai ser comigo mesmo aqui, agradecendo a presença de vocês, reforçando que a gente vai ter um policy briefing que vai ser compartilhado com todos. Eh, e eu acho que agora a gente pode aproveitar
a meia hora final do evento para tomar um café, para conversar e para fazer uma um networking, né? e todo mundo poder se encaminhar também aí para quem vai Retornar, tá bom? E aí eu vou pedir então pra gente tirar uma foto todo mundo junto aqui na frente e obrigada mais uma vez. Ja.