[Música] primeiro dia de ecnp Congresso europeu de neuropsicofarmacologia tô aqui direto de Milão ali atrás rolando o congresso e é o nosso resumo que vocês sabem né onde eu tô assistindo a aula eu trago o resumo para vocês para ficarem antenados em tudo o que tá acontecendo dentro da psiquiatria o congresso ele começa com as palestras principalmente da na Indústria Farmacêutica então a indústria patrocina algumas palestras e a gente sabe que quando a indústria tá um patrocino vai ter aquele viés né de Direcionar para tal medicamento relacionado àquele quadro específico mas teve uma aula muito
muito interessante sobre embotamento afetivo e a diferença do embotamento afetivo e anedonia que o embotamento afetivo Ela é Aquela ausência do sentir eles chamam em inglês de blunting que é como se fosse um apagamento palestrante trouxe alguns exemplos de uma professora de um homem casado enfim de pessoas comuns que a gente considera comuns que T essa dificuldade e estão num quadro depressivo a depressão pode causar um embotamento afetivo mas o tratamento com os medicamentos também pode e a gente tem algumas teorias que podem justificar isso a ação da serotonina então o aumento de serotonina através
por exemplo dos inibidores seletivos poderia causar isso uma alteração da dopamina E aí as pessoas também sentem uma falta de motivação muitas vezes aquele apagamento que traz essa dificuldade e além de de tudas essas alteração alteração do córtex préfrontal que também seria a gente acabou de ser interrompido pela polícia italiana para dizer que não podia podia usar o tripé no chão porque é uma área privativa já passamos por isso antes não é a primeira vez Então aí a questão do embotamento afetivo das teorias né que justificariam essa alteração do córtex préfrontal alteração de dopamina e
ação da serotonina e o que que a gente pode fazer para melhorar isso uma das alternativas é o uso de medicamentos que não tenam como efeito colateral né o embotamento afetivo e sim e também melhorar o tratamento da depressão e como Alternativa de medicamentos a gente tem a bupropiona que é um dos medicamentos que agem dopamina sem a agirem serotonina E também temos a vortioxetina que é um multimodal que não tem essa inibição da recaptação de serotonina e por isso não tem esse Impacto Negativo foi falado sobre essas questões e também do impacto negativo do
embotamento tanto que quase 50% dos pacientes acabam largando do tratamento pra depressão quando tem esse efeito colateral e pacientes que TM embotamento afetivo também tem maior eh dificuldade de voltar a ser funcional e por isso que a a gente precisa olhar e ter outras alternativas que melhorem esse efeito colateral depois essa palestra assisti uma palestra sobre um medicamento novo a cariprazina que seria uma molécula que ela teria uma ação trans diagnóstica e o transdiagnóstico significa assim às vezes eu vou ter um paciente que ele vai ter um sintoma de pânico daqui um pouco ele vai
ter um sintoma de desatenção daqui a pouco ele tem um sintoma de humor e essa dúvida muitas vezes que a gente fica será que esse paciente tem várias coisas ou será que é tudo dentro de um contínuo né que a gente fala de um fenótipo ampliado que é como as coisas se parecem não como muitas vezes elas são e esse tratamento transdiagnóstico a gente tem moléculas que a gente poderia usar tanto para ação de dopamina quanto ação de serotonina e trouxe a cariprazina que é uma molécula nova que a gente ainda não tem no Brasil
e que teria esse aspectro da gente usar tanto ela para esquizofrenia quanto para transtorno bipolar quanto como potencialização da depressão né a gente não tem ela disponível ela já não tá aprovada no Brasil mas essa essas novas alternativas medicamentosas voltando à tarde teve uma palestra muito interessante com uma pesquisadora americana que ela trouxe a questão da dependência química foi a palestra que abriu vamos dizer assim o congresso a questão da adição né os caminhos da onde vem e para onde vai e ela falou muito sobre a questão da gestação a gente olha muito pra questão
do uso da adicção então o uso de drogas a partir da adolescência mas que a gente precisa olhar desde gestação e falou sobre o uso de cannabis muitas gestantes inclusive nos Estados Unidos tem um aumento do consumo tanto das Gestantes quanto das lactantes né do uso da cannabis e desse é um fator de risco para esses fetos terem maior problemas lá na frente com adicção e ao mesmo tempo eles estão pesquisando usar o cbd como algo que pode ajudar a diminuir essa questão da adicção especialmente em pacientes com a dependência de opioide que lá nos
Estados Unidos também é muito mais comum no Brasil a gente não tem essa epidemia né de consumo de opioides como tem nos Estados Unidos então eles estão estudando trouxe muito o estudo dentro nos ratinhos ainda então eles ainda estão nesse nível de estudar no Ratinho mas parece que cbd pode ser sim uma alternativa ainda lá na frente para tratamento de algumas dependências e algumas alterações que os pacientes que têm consumo de drogas acabam impactando principalmente a questão dos opioides E aí a última palestra Na verdade eu chamei um convidado para conversar e aí eu vou
a gente vai falar um pouquinho das palestras do que ele assistiu e a última palestra A gente assistiu junto então fica aqui que vai mudar um pouquinho o vídeo mas tem continuação E aí Bruno me conta o que que tu achou do congresso hoje primeiro dia que aulas que tu gostou mais o que que tu aprendeu que tu pode compartilhar pro pessoal saber assim quem tem interesse em Psiquiatria quem gosta do conteúdo não o que eu vi são muitas coisas que a gente não tem ainda no Brasil tratamentos de longo prazo paraa esquizofrenia foi discutido
bastante a importância de quanto mais longo né a ação das medicações antipsicóticas na esquizofrenia você consegue desfechos melhores e eles apresentaram dados de medicamentos que o paciente toma a cada 6 meses bastante benefício em termos de qualidade de vida de conseguir retomar as atividades e tirando o estigma de est tomando remédio todo dia depressão resistente também como que a gente trata esses pacientes praticamente um em cada três pacientes que a gente atende no consultório vai ser um caso de depressão resistente não vai melhorar com aquele tratamento básico que a gente faz tratamento básico e aí
foi discutido bastante essas novas intervenções como estimulação magnética transcraniana nesses casos cetamina intranasal e para alguns casos eletroconvulsoterapia também mas é legal quando a gente vem no congresso e reforça aquilo que a gente tá fazendo na prática né porque quando a gente vê Esses medicamentos novos que ainda não chegaram no Brasil a gente fica com aquela Esperança né de que tem coisa nova sendo estudada mas ao mesmo tempo longe da nossa realidade mas a gente também fica feliz de ver muita coisa que a gente já tá fazendo né examente colocando muita coisa que eles estão
fazendo aqui na Europa a gente também já consegue fazer mas a questão do tratamento de longo prazo ele ainda é mais inacessível né a gente sabe que é um perfil de paciente que muitas vezes a gente não vai ter tanto acesso pela questão social né pela questão que é um paciente às vezes do SUS mas já tá se conseguindo introduzir isso também na rede pública às vezes via processo judicial isso tem essa possibilidade né briga que a gente tem que ter e até porque a esquizofrenia tem uma uma questão muito importante que é a dificuldade
de reconhecer né Bruno Então muitos pacientes não aceitam tomar um remédio né E aí o esse tratamento que tu faz um injetável que ele vai ficar aí se meses sem precisar tomar a medicação melhora a adesão ao tratamento e principalmente longo prazo né porque os pacientes deterioram muito quando não trata né isso E falando em esquizofrenia aí já pro futuro um dos temas que foi bastante discutido aqui são as necessidades não atendidas né dos pacientes que os tratamentos atuais não conseguem dar conta de alguns problemas que esses pacientes têm e foi falado principalmente sobre os
problemas cognitivos né dos pacientes perdendo capacidade cognitiva de cognição social e também sobre os sintomas negativas embotamento e novas perspectivas de tratamentos com novos mecanismos de ação para abordar essas questões que causam bastante deterioro social e dão bastante prejuízo pros pacientes foi bem interessante embotamento afetivo na esquizofrenia não tem um sofrimento a pessoa não ela não se incomoda com esse embotamento ela não tem iniciativa ela não levanta ela não pensa o que que ela quer fazer e no e na depressão inclusive também teve uma aula sobre embotamento afetivo na depressão existe um desconforto a pessoa
fala olha eu não sinto nada eu não me incomodo com que eu deveria me incomodar Eu também não me sinto feliz ao mesmo tempo que às vezes não não é não é a questão da tristeza né não é a questão da nedon na aula que eu assisti que foi a do embotamento afetivo na na depressão foi muito interessante especialmente essa diferenciação né entre a anedonia que é a falta de prazer não ter prazer nas coisas e o embotamento afetivo que é eu não sentir que é eu não conseguir eh ter reações quando eu preciso né
E aí a diferença e que a gente sabe que infelizmente apesar dos tratamentos que a gente serem efetivos como os inibidores seletivos né Inclusive tem vídeo no canal explicando todos eles muitas vezes causam esse embotamento afetivo nos pacientes então o paciente às vezes ele até melhora na função mas ele continua com essa sensação E aí a alternativa que a gente tem na prática usa como a vortioxetina né que é uma medicação que tem esse perfil a gente tem outros medicamentos até falaram sobre a bpor piona que não gera esse efeito colateral que os inibidores podem
e causar e o que que a gente teria de alternativas novas alternativas a própria cetamina né temse falado como uma droga para melhorar a embotamento afetivo e e a ação nos opioides k k né esse novo mecanismo com estudo de nov medicamentos e que além da escetamina que a gente já tem disponível e usa no tratamento a gente teria aí Esses medicamentos que agiriam através dos dos opioides capa e isso também melhoraria essa ativação e até agora pouco antes de gente vir gravar a gente assisti uma alula que foi muito interessante né caminhar por incrível
que pareça cam aliás por incrível que pareça não né Bruno a gente já tem muito estudo falando especialmente sobre atividade física mas foi muito legal a aula falando sobre a importância do caminhar pra criatividade e pra questão de memória a longo prazo né até falou do hton né que era um estudioso matemático Que ele dava longas caminhadas às vezes ele resolvia esses problemas matemáticos nessas caminhadas então foi muito interessante eu achei legal que ele falou que nós somos que ele chamou social Walkers né caminhadores sociais que os homens conquistaram o planeta caminhando em tribos né
grandes grupos conversando então que o nosso cérebro precisa disso né andar e conversar andar junto ele fala né quantas vezes vocês saíram para caminhar E como foi bom né como isso pro nosso cérebro quando encontra uma amiga encontra alguém que tu gosta tu sai caminhando e vai conversando como isso é ótimo pro cérebro e até foi interessante que ele falou que uma hora de caminhada semanal por semana já faz que é uma coisa que do ponto de vista de saúde que a gente sabe da UMS né indicação 150 minutos semanais Mas uma hora de de
caminhada semanal isso já teria um benefício em relação a questão de memória e criatividade Esse foi um resuminho né de como foi esse primeiro dia eu quero agradecer imensamente Brun ter aceitado se ele aceitar nos outros dias a gente continua gravando se inscreva no canal ativa as notificações e amanhã T de volta com o segundo terceiro quarto dia de congresso [Música]