"Do Senhor Jesus seja contigo. Que o favor e merecido do Senhor esteja como orvalho sobre a sua vida, trazendo refrigério, descanso, avanço e crescimento. Nestes dias, nós estamos compartilhando sobre a visão dos vencedores, e uma questão que frequentemente as pessoas fazem quando nós tratamos desse assunto é justamente a respeito da Graça de Deus. Mas você sabe: só pode ser vencedor quem compreende a graça. Se você não compreende o favor imerecido, vai tentar cumprir a vontade de Deus no seu próprio esforço, no seu próprio braço, e o resultado vai ser um tremendo cansaço, desgaste enorme
da sua alma. Todas as nossas obras fluem da Graça de Deus, ou seja, as nossas obras são o resultado do entendimento e do conhecimento de que somos amados por Deus, de que temos a justiça de Cristo, de que somos aceitos exclusivamente com base na obra consumada do Calvário. Quando nós compreendemos isso, as nossas obras acontecem. Quando tentamos fazer coisas para Deus sem essa compreensão, essas próprias obras se tornam um grande peso, entende? Tornam-se um grande fardo. Nós sabemos que o Senhor Jesus disse que o fardo dele é leve e suave. E por que é suave?
Porque é ele mesmo quem faz através de nós. Quando você compreende que você foi justificado pela fé, você não tenta se relacionar com Deus com base na troca ou na barganha. Aí, você faz obras genuínas diante de Deus. Presta atenção no que eu vou te dizer: quando você vive na lei, as suas obras são apenas barganha. Quem vive na lei está o tempo inteiro tentando negociar com Deus, fazer algo para ganhar algo da parte dele, fazer algo para merecer diante dele. Então, as nossas obras, quando são feitas baseadas na lei, não passam de barganha. Mas
na Nova Aliança, na graça, as nossas obras ganham outra dimensão. Já não se trata mais de barganha, mas de um coração apaixonado que responde ao Senhor. As pessoas falam que na graça não há mais sacrifício, mas é na graça que há sacrifício. Porque na lei, o sacrifício é uma barganha; na graça, o sacrifício é por amor. Eu me sacrifico porque amo, me sacrifico pelo Senhor e por amor ao Evangelho, porque eu amo. Entende? Então, somente aqueles que compreendem a graça estão realmente aptos a servir a Deus. Caso contrário, o serviço será troca, tentativa de merecer
ou conquistar o amor de Deus. Essa compreensão é extremamente importante. Nós já temos, acho que já são três aulas, né? Esta é a quarta aula que nós estamos falando a respeito da visão dos vencedores. E quando falamos da visão dos vencedores, estamos na verdade falando do reino. Por quê? Porque o reino será o tempo em que os crentes serão recompensados, galardoados. Então, existe algo chamado galardão, recompensa, no Novo Testamento. Obviamente, essa recompensa é para as obras. Você vai ser recompensado pelas obras que faz diante de Deus. Nós não somos salvos pelas obras, jamais! A Bíblia
nos ensina isso claramente: é pela graça que somos salvos. Mas somos salvos para as boas obras; ou seja, depois que somos salvos, o Senhor espera que tenhamos obras, frutos, e essas obras vão ser julgadas diante de Deus. E por causa delas, alguns vão receber recompensa. Mas essas obras não são feitas da nossa própria força, não são um tipo de troca ou barganha com Deus. Está me ouvindo? Essas obras são expressão da revelação da Graça de Deus na nossa vida, do amor de Deus na nossa vida. Mas é preciso haver obras, por quê? Frutos. Por quê?
Para demonstrar que de fato compreendemos, que de fato entendemos a verdade do Evangelho. Amém? Então, por causa disso, nós temos compartilhado com você as diferenças entre a recompensa do reino e a salvação eterna. São duas coisas distintas. A recompensa do reino é para o milênio. Você sabe que o milênio é a próxima dispensação. O Senhor Jesus está voltando; quando ele voltar, ele vai estabelecer o reino na terra. Ele vai reinar por mil anos, e o seu trono estará em Jerusalém. E os crentes vencedores vão reinar com ele. Essa é a próxima dispensação que nós chamamos
de Milênio. Ok? Então, há muitos crentes que não creem nisso. Ok, se é o seu caso, não tem problema. Nós cremos em uma fé simples naquilo que está escrito na palavra de Deus, lá em Apocalipse. Alguns crentes são chamados de amilenistas, ou seja, não creem no milênio, pensam que interpretam tudo como sendo algo simbólico. Nós não. Nós cremos que vai acontecer mesmo e é literal. E esse tempo do reino vai ser o tempo em que os crentes vão ser recompensados ou não. Por quê? Porque todos nós seremos julgados. Quando, pastor? Quando Cristo voltar. Quando ele
voltar, nós, os crentes, seremos julgados, mas não para condenação. Ok? Porque um crente jamais poderá ser condenado. Romanos 8 diz que sobre nós já não há nenhuma condenação, porque estamos em Cristo. Aqueles que estão em Cristo não podem ser condenados. Todavia, as nossas obras ainda terão que ser julgadas, avaliadas, e alguns vão receber recompensa, outros não e possivelmente alguns outros vão receber até repreensão, disciplina. Compreender que existem essas duas coisas é uma chave para você entender a palavra de Deus. Por que muitos criam tanta confusão? Porque pegam textos que falam a respeito do reino e
aplicam como se estivessem falando a respeito da vida eterna, da salvação. Ok? Nós mostramos para você aqui uma série de diferenças: a vida eterna é pela graça, mediante a fé, mas a recompensa depende de obras. Nós já falamos aqui uma série de diferenças. E, hoje, eu quero continuar ainda." Falando de algumas outras diferenças e ler com você alguns textos a respeito disso na Palavra de Deus, então eu quero começar dizendo para você o seguinte: a vida eterna é igual para todos. Todos os salvos têm a mesma vida, todos os salvos vão receber a mesma vida
eterna. Mas lá no Reino, no Milênio, vai ter diferença de graduação entre um crente e outro crente. O Senhor disse assim: "Como tem diferença de brilho entre uma estrela e outra estrela". Por quê? Porque cada um vai ganhar a recompensa de acordo com as suas obras. Quem não tem obras não terá recompensa; quem tiver obras más poderá ter o quê? Displ reprimenda. Então, no Reino, vai ter diversos níveis de graduação. A Bíblia fala lá em Lucas 19, né? Jesus disse que alguns receberão 10 cidades como recompensa, outros receberão cinco. Alguns vão receber uma pequena recompensa,
outros terão grande galardão. Pedro diz lá em 2 Pedro 1:11 que alguns vão ganhar uma rica entrada no Reino, outros vão entrar no Reino, mas não vai ser uma entrada tão, tão rica. Então, existe graduação no Reino. Vamos ler esses dois textos que eu mencionei para você. O primeiro deles, lá em Lucas 19, verso 17, diz assim: "A Palavra de Deus — Aleluia! — já que eu tô aqui na minha leitura bíblica, diz assim: respondeu-lhe o Senhor: 'Muito bem, servo bom. Porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre 10 cidades'". Veio o segundo, dizendo: "Senhor,
a tua mina rendeu cinco". Este a este disse: "Terás autoridade sobre cinco cidades". Então, o Senhor tá dando aqui a recompensa para os servos; só os servos que foram encontrados fiéis receberam recompensa. A recompensa deles, basicamente, é uma posição de autoridade. Lembra que eu falei para você que é o Reino? E no Reino o que conta são trono e coroa. Trono e coroa não são objetos, são símbolos de autoridade. Então, o Senhor disse: "Olha, você vai ter autoridade sobre 10 cidades, né? Você vai reinar sobre essas 10 cidades; o outro, sobre cinco cidades", porque vai
ter diferença de posição de graduação. Nós mencionamos aqui 2 Pedro 1, verso 11, e a Palavra de Deus diz o quê? "Aleluia! Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo". Preste atenção: Pedro aqui não está falando de salvação, ele está falando de entrada no Reino. O Reino é a próxima dispensação, ok? O Reino, portanto, nos fala de recompensa. Então, com relação à vida eterna, não tem graduação. A vida eterna é igual para todos; ninguém vai receber 10 anos a mais e o outro
10 anos a menos. Não, não, não existe isso, ok? Mas no Reino tem diferença. Por isso eu digo para você: quando a Bíblia fala de Reino e de vida eterna, ela está falando de duas coisas diferentes. A condição para salvação, para a vida eterna, é fé; não tem outra condição além de fé. Por quê? Porque todos os requisitos já foram cumpridos pelo Filho de Deus na cruz. Tá me ouvindo? A obra consumada, a morte do Senhor Jesus na cruz, satisfez todas as exigências de Deus. Por isso, nós somos salvos pela graça; é uma obra que
já foi feita por ele, por Cristo. Mas entrar no Reino é outra questão: requer obras, ok? Requer obras. Então, hoje um homem é salvo pela justiça de Cristo, mas para entrar no Reino, nós temos que manifestar essa justiça na nossa vida prática. E Jesus disse que tem que exceder a dos escribas e fariseus. Salvação é uma questão de conhecermos a Deus, mas o Reino é uma questão de sermos conhecidos por Ele. São duas coisas diferentes: conhecer a Deus te garante salvação; ser conhecido por Ele te garante a recompensa. Entendeu? A vida eterna, a salvação, é
baseada completamente na obra de Cristo, mas o Reino depende das nossas obras também. Ou seja, é necessário que a graça que recebemos não se torne vana, mas se manifeste na forma de frutos, obras, entendeu? Mas aí alguém vai dizer: "Pastor, isso não me parece muito justo. E aquela pessoa que se converteu já velha? Entendeu, como é que ele vai ter recompensa agora? Porque tem aquele outro ali que se converteu jovem. Então ele vai ter muito mais tempo de acumular tesouro no céu. Esse outro converteu já velho, na hora da morte ele não vai ter muita
oportunidade de servir a Deus". Ok, é verdade isso, mas nunca pense que a maneira de Deus julgar as nossas obras é a mesma que a nossa. O critério de Deus é diferente do nosso, tá me ouvindo? E o Senhor Jesus ilustra isso lá em Mateus, capítulo 20. Vamos ler? É um texto um pouco longo, eu preciso que você pegue aí a sua Bíblia e vamos ler essa parábola que Jesus contou. Ele diz assim: "É chamada de parábola dos trabalhadores na vinha, porque o Reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de
madrugada para assalariar trabalhadores para sua vinha". Então Jesus disse: "Eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o agricultor", né? Então a vinha aqui aponta para a igreja, para nós. Por quê? Porque nós somos os ramos, tá me ouvindo? E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os, então, para a vinha. Saindo pela terceira hora, viu na praça outros que estavam desocupados e disse-lhes: "Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo". E eles foram. Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma
forma. E, saindo por volta da hora 11ª, presta atenção: ele foi contratando na primeira hora do dia, depois na terceira hora, depois na hora sexta, na hora nona, até na hora 11ª. Ou seja, esses que foram contratados na hora 11ª trabalharam quanto tempo? Só uma hora, porque o dia naquela época era do nascer... Do sol ao pôr do sol, então eles trabalhavam 12 horas por dia. Quem começou a trabalhar na hora 11ª só trabalhou uma hora e saiu por volta da hora 11ª. No verso 6, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: "Por que estivestes
aqui desocupados o dia todo?" Responderam-lhe: "Porque ninguém nos contratou". Então lhes disse: "Ide também vós para a vinha". Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: "Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até os primeiros." Isso já é uma coisa que vai contra a lógica normal. Começou pelos últimos, vindo os da hora 1. Receberam cada um deles um denário. Presta atenção: quanto foi que o senhor combinou? No verso 2, olha o que diz: "E tendo ajustado com os trabalhadores um denário por dia." Então, o combinado foi um
denário por dia, mas esses da hora 1 trabalhavam só uma hora. Mas, ainda assim, o senhor pagou para eles quanto? Um denário! Ou seja, trabalharam uma hora, mas receberam o salário de um dia. Essa é a lógica divina, essa é a graça de Deus. Portanto, não fique pensando que as nossas obras são avaliadas diante de Deus do mesmo jeito. Não é! Tudo é de acordo com o olhar de Deus, gracioso, amoroso, porém justo. Aí diz mais: ao chegarem, mas tendo... onde é que eu parei mesmo? Isso! Verso 10: "Ao chegarem, os primeiros pensaram que receberiam
mais." Sim, porque eles começaram a ser seis, sete da manhã. Porém, também estes receberam um denário. Mas quanto foi que o senhor combinou com eles? Um denário! Mas, tendo recebido, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: "Estes últimos trabalhadores trabalharam apenas uma hora, e tu os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia." Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles: "Amigo, não te faço injustiça. Não combinaste comigo um denário? Não foi o combinado? Não foi o trato? Um denário por dia? Você não trabalhou um dia?" Sim. Então, qual o pagamento
que eu te devo? Um denário. Está aqui um denário, não há injustiça! O verso 14 diz: "Toma o que é teu e vai-te, pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?" Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Essa parábola é das mais fascinantes, né, que o Senhor contou. Todas são fascinantes, mas eu acho essa particularmente fascinante. Por quê? Porque o Senhor coloca
a coisa de maneira muito clara: eu sou o dono da vinha, eu faço como eu quero. O dinheiro é meu e eu vou pagar do jeito que eu quiser. Com você, eu combinei, presta atenção: na parábola, o senhor não combinou o preço com os que foram trabalhar na 11ª hora. Não houve a combinação, foi só com os que chegaram cedo. Ele falou: "Vou te pagar um denário pelo trabalho do dia inteiro." Esse aqui começou na hora 11ª, mas eu quero pagar para ele também um denário. Mas, Senhor, eu trabalhei o dia inteiro! Sim, mas você
não foi um combinado! Não foi isso! Se eu quero pagar para ele, o dinheiro é meu! O que você tem a ver comigo? Ou seja, você quer definir como é que eu gasto o meu dinheiro? Você quer definir como é que eu devo fazer com o meu dinheiro? Não é fascinante isso? Então, o que o texto nos mostra? Que tem gente... O que é esse trabalhador aqui da primeira hora? Pode ser aplicado de muitas maneiras. Eu vou aplicar dessa questão de tempo de conversão. É aquele que se converteu cedo. Ele é o trabalhador da primeira
hora. Sou eu. Por exemplo, me converti com 12 anos. Eu acho que me converti até antes de 12 anos, mas me batizei aos 12 anos de idade. Veja, muito cedo! Muito cedo! Estou fazendo 57 agora no mês que vem. Então, veja, são 45 anos, né? Eu me batizei ontem, dia 14 de maio, faz 44 ou 45 anos que eu me batizei. Que coisa impressionante, não é? É sensacional isso! Então, presta atenção: é muito tempo trabalhando, mas o fato de eu ter trabalhado muito não define o meu galardão. Tá me ouvindo? É claro que eu creio
que vou receber o galardão, mas esse outro aqui se converteu já mais velho. Ele se converteu com seus 57 anos de idade, quer dizer, quando ele se converteu, eu já tinha 45 anos aqui, servindo na igreja, no que eu entendo como sendo obra de Deus, fazendo a vontade de Deus de acordo com o meu entendimento. Mas agora ele chegou depois de 45 anos que eu estou aqui e ele vai trabalhar para o Senhor, né? Eu imagino que mais uns 20, 25 anos, mas a Bíblia fala que ele pode ter a mesma recompensa que eu. Por
quê? Porque não é baseado no nosso critério, é no critério divino. Tá me ouvindo? Eu quero gastar mais tempo depois com você nessa parábola, analisando ela com detalhes. O que eu, hoje, quero te dizer é que Deus olha também o coração, a intenção e o porquê não teve oportunidade. Lembro de uma história que eu li há um tempo atrás. Quem conta essa história é Charles Wesley. Charles Wesley foi um grande compositor de hinos, né, no século XV, e ele conta que certa vez um jovem se converteu. Ele se converteu, mas era muito doente, e queria
muito servir a Deus, queria muito ser um pregador, sair proclamando o Evangelho, queria muito fazer isso, mas ele era doente e não tinha condição. E Charles então o conheceu e falou para ele: "Olha, você..." Não, não tem condição de ir, mas eu vou fazer o seguinte: onde eu for, eu vou contar a sua história e vou fazer um hino contando a sua história. E onde eu for pregar, quando eu contar essa história, aqueles que se converterem, vou pedir para o Senhor que seja colocado na sua conta, no seu galardão. E aquele jovem morreu logo em
seguida. Então, aquele pregador saiu pregando, contando o testemunho daquele jovem que quis muito servir a Deus e não teve oportunidade. Ele compôs um hino, e o que acontecia é que em muitos lugares onde ele ia, que ele contava o testemunho, muitas pessoas se convertiam. Eu creio que Deus ouviu a oração daquele garoto; ele é como Maria: ele fez pouco, ele apenas derramou o perfume aos pés do Senhor. Mas Jesus disse: "Onde for pregado o evangelho, vai ser contado o que ela fez." Onde for pregado o evangelho, tem noção do alcance disso? Quer dizer, o que
ela fez, aparentemente, foi pequeno, mas, diante de Deus, foi grande. Então, a avaliação de tamanho não é nossa, é de Deus. Ok? Apenas seja encontrado fiel diante dele. Responda ao Senhor: é preciso servir a Deus! Você foi salvo. Recebi uma graça tão grande, não deixe que essa graça seja vã na sua vida. Disponha-se a servir o Senhor. Amém! Bom, uma outra questão que eu preciso colocar para você a respeito desse assunto, pastor: se a vida eterna já está garantida, mas a recompensa, eu posso dizer que já está garantida? Então, essa é uma coisa muito interessante:
você pode dizer que está salvo. Você pode dizer: "Eu tenho certeza da minha salvação", porque a sua salvação já está definida. Por quê? Porque não depende de você; você não foi salvo pela sua obra, então você não perde por causa da sua obra. Entendeu? Você foi salvo pelo Senhor, e é Ele mesmo que vai te levar até o fim; Ele te sustenta e Ele te mantém salvo. Então, não tem nada a ver com você. Por isso, você pode dizer: "Eu estou salvo, eternamente salvo." Mas ser um vencedor é uma questão que está em aberto. Você
pode ser um vencedor hoje e amanhã deixar de ser, ou vice-versa. Pode ser que hoje, me ouvindo, você fale: "Puxa, não estou vivendo como vencedor." Mas hoje você se posiciona e amanhã você é um vencedor. Está me ouvindo? É como se fosse uma corrida. Paulo diz isso lá em 1 Coríntios 9, que nós estamos numa corrida como um atleta; devemos correr para alcançar o prêmio. Por isso, quando se trata de recompensa do reino, como você termina é mais importante do que como você começa. Salomão, por exemplo, começou bem. Lembra de Salomão? Pediu a Deus sabedoria.
Puxa, não tem maneira melhor para se começar! Tornou-se um rei sábio, mais sábio que já houve, riquíssimo, um reino esplendoroso. Mas diz a Bíblia que terminou mal, né? Com suas 700 mulheres e 300 concubinas, se envolvendo com a adoração dos deuses delas. Que coisa! Começou bem, terminou mal. Mas tem um outro exemplo bíblico: Jacó. Jacó, por outro lado, começou mal; enganou seu pai, enganou seu irmão, não é? Depois passou por tanto tratamento, mas Jacó foi transformado em Israel e, no final da sua vida, ele é um profeta, declarando aquilo que virá no futuro, que Deus
faria no futuro. Então, ele começou mal, mas terminou bem. É melhor terminar bem. Por isso, esquece o seu passado; você começou mal, o começo não foi bom, ou você está começando agora. Então, não se preocupe com o começo. Olhe para frente. Olhe para a recompensa. Como você termina é que faz toda a diferença. Então, a recompensa é algo que fica em aberto, entendeu? Jesus disse que a coroa que você tem hoje pode ser que você não a tenha amanhã. Apocalipse 3, verso 11, diz assim: "Venho sem demora; conserva o que tens." Ora, por que o
Senhor está nos mandando preservar, conservar o que nós temos? Porque pode ser perdido. Mas, depois, Ele dá uma advertência extremamente séria: Ele diz: "Conserva o que você tem para que ninguém tome a tua coroa." Ora, tomar a coroa aqui não significa que tem gente ao nosso lado querendo nos roubar algo. Não! Tomar a coroa significa o seguinte: você não aproveitou a oportunidade; outro veio depois e vai receber a bênção que era para ser sua, ou que você teve oportunidade de receber, mas não recebeu. Por quê? Porque não soube perceber o tempo da oportunidade. Te foi
dada a oportunidade e você não quis. Ah, pastor, mas eu creio na graça de Deus, eu creio que depois Deus pode fazer novamente. É verdade, a graça de Deus é muito grande; não dá para a gente medi-la. Todavia, Deus coloca diante de você escolhas em momentos-chaves da sua vida. Você precisa ir em oração para que você possa escolher bem, pelo Espírito Santo, porque, se você escolhe mal, perde uma posição que era para você. Tem uma posição aqui hoje, oportunidade para você, seja no ministério, vamos falar do ministério, mas pode ser qualquer coisa que Deus te
chamou, tá bom? Nem todos são chamados para o ministério; tem gente chamada para ser médico, advogado, chamada para ser engenheiro. Há muitos chamados. Cada um tem que saber de si mesmo. Vou falar do ministério, porque é o meu chamado. Então, veja: Deus te coloca a oportunidade aqui, né, de servir no ministério. Mas você fala: "Não, não, não posso fazer isso agora, porque eu preciso me dedicar a outra coisa" ou "eu, na verdade, agora preciso pensar na minha vida financeira" ou em alguma coisa assim. E aí o que acontece? Outro vem e pega a oportunidade que
era para você, e esse outro, depois, vem a se tornar um grande pastor. Um grande pregador, e você olha e fala: “Puxa vida, poderia ter sido eu! Não é lamentável isso?” Isso é o que a Bíblia chama de choro e ranger de dentes. Entendeu? É quando você olha o que poderia ter sido seu e não é. Poderia ter sido você, e não foi. Por quê? Porque escolheu mal, escolheu segundo o próprio interesse, não teve disposição de orar, perguntando a vontade de Deus. Ok, então, alguém vai dizer: “Pastor, mas Deus é injusto! Quer dizer, eu servi
a Deus a vida inteira, e no final, tudo bem, eu tropecei, eu errei, né? Tudo bem, mas o tudo que eu fiz vai se perder?” Não, Deus não é injusto. Deus não fica devendo nada para ninguém. Você vai ter a recompensa pelo que você fez de alguma forma, ok? Ninguém vai cobrar nada de Deus. Se Ele combinou com você um denário, você vai ter um denário. Não se preocupe, está me entendendo? Mas a posição, ou seja, receber a coroa depende do fim; a recompensa, mas a coroa depende da finalização. Aí entra essa questão da finalização,
que é o que nós chamamos de julgamento. Julgamento lá em 2ª Timóteo, capítulo 4, verso 7. Vamos ler: 2ª Timóteo, capítulo 4, verso 7. Paulo diz assim: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia (com letra maiúscula). Que dia é esse? E não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” Olha o que diz o verso 7. Por que ele vai receber a coroa? Lembra que eu falei para você? Coroa não
é só um objeto que você coloca na cabeça. Coroa representa uma posição de glória, de autoridade no reino. Para quem está reservada a coroa? É para quem combateu o bom combate e fez o que mais? Completou a carreira. O atleta só ganha coroa, e aqui é uma referência clara não aos louros que os atletas gregos recebiam naquela época, essa coroa que era feita de louros. Preste atenção: é só para quem completou. Você parou no meio da corrida? Não tem coroa. É preciso completar, completar, completar o seu chamado, completar a sua carreira, aquilo para o que
você foi designado. Agora, é óbvio que nós, crentes, vamos ter que ser julgados, mas veja, os crentes vão ser julgados no tribunal de Cristo. Os ímpios serão julgados no tribunal do Grande Trono Branco. São dois julgamentos distintos. O julgamento dos crentes vai acontecer no tribunal de Cristo antes do milênio; vai ser por ocasião da volta do Senhor antes do milênio. Mas o julgamento do Trono Branco vai ser depois do milênio, quando os ímpios vão ressuscitar. Os crentes vão ressuscitar antes do milênio, todos os crentes na volta do Senhor; os ímpios vão ressuscitar no final do
milênio para o julgamento do Grande Trono Branco. O julgamento dos crentes não é para condenação, não é para perdição. O julgamento dos crentes é para recompensa, mas o julgamento dos ímpios vai resultar em condenação. Esse é um assunto extremamente importante; nós vamos gastar depois mais tempo nele. Mas deixa eu ler alguns versículos com você. 2ª Coríntios 5, verso 10, diz assim a palavra de Deus: “Porque importa que todos nós…” Presta atenção, Paulo aqui tá falando com os coríntios. Ele tá escrevendo para crentes. Ele usa o pronome aqui, nós, ou seja, ele também está se incluindo.
Ele tá dizendo: “Eu, vocês, todos nós vamos comparecer perante o tribunal de Cristo.” Para quê? Para que cada um receba segundo bem ou mal que tiver feito, ou seja, de acordo com as suas obras. São obras boas ou são obras más? Se são obras boas, você vai receber recompensa; se as obras são más, você vai receber disciplina ou até repreensão: “Servo mal, negligente.” Romanos 14, verso 10. Olha o que Paulo diz novamente: “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu?” Olha o que Paulo diz: “Pois todos compareceremos perante o
tribunal de Deus. Assim, pois, cada um, cada um, cada um dará contas de si mesmo a Deus.” Aqui não tá falando de ímpio, é cada um de nós, crentes. Paulo tá se incluindo: vai dar contas de si mesmo a Deus. Então, presta atenção, isso aqui não tá falando de salvação. A salvação não depende de obra sua, depende da obra de Cristo. Salvação é por fé. Então, é óbvio que depois de salvos ainda temos que prestar contas daquilo que fazemos, de bem ou de mal. Lá em 1ª Coríntios 4, verso 4, vamos ler nov… Vamos ler
esse texto. Paulo diz assim: “Porque de nada me argui a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha…” E Ele vem, está vindo às portas. “O qual não somente trará a plena luz às coisas ocultas das trevas…” Sim, tem gente que a gente não conhece a vida dele; a vida dele é oculta nas trevas. A gente pensa que tá fazendo certo, mas às vezes não tá. “…mas também manifestará os desígnios, motivações dos corações; e então cada um
receberá o louvor da parte de Deus ou a repreensão, baseada em que? Todas as suas obras estão na… a sua vida está na luz e o seu coração, os motivos que estão lá, são puros diante de Deus.” Isso é muito sério. Lá no capítulo 3, verso 13, 1ª Coríntios 3:13, Paulo diz assim: “Manifesta-se tornar a obra de cada um, cada um, porque o dia…” Tá vendo? Dia com letra maiúscula de novo: o dia a demonstrará. Porque está sendo revelada pelo fogo e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer
a obra de alguém que sobre o... Fundamento edificou porque o fogo vai checar as obras. Esse vai receber galardão. Mas se a obra dele se queimar, vai sofrer prejuízo, porque ele fez muito, mas a obra se perdeu. O fogo testou a obra, mas ele mesmo será salvo, pois a salvação não tem nada a ver com as suas obras. Paulo diz que as suas obras podem ser ouro, prata ou pedras preciosas, ou podem ser madeira, palha e feno. No dia do tribunal de Cristo, um fogo vai checar suas obras. Essa é a ilustração bíblica: quando o
fogo passa pelo ouro, não faz nada com o ouro; faz o ouro ficar mais puro. A mesma coisa acontece com a prata e o diamante. Esses elementos não são tocados pelo fogo. Mas madeira, palha e feno, meu amigo, não sobram nada. Então, tem gente que vai chegar com muita obra, carregando uma obra enorme, mas é só palha. Quando o fogo tocar, outros vão chegar com a obra pequena, mas é ouro, é valiosa. Então, Deus não olha tanto o tamanho, Deus olha a natureza: é ouro ou é palha? Entendeu? Mas a Bíblia diz que a obra
dele vai se queimar, ou seja, tudo que ele fez aqui — anos e anos de trabalho — pode se perder. Mas ele mesmo será salvo, porque a salvação não depende do trabalho que eu faço, da obra que eu faço diante de Deus. Mateus 16, verso 27, diz assim: a palavra de Deus, porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai. Já está vindo, está às portas. O Senhor está voltando com seus anjos, e esse vai ser o tempo. Então, quando ele vier nas nuvens, ele vai retribuir a cada um conforme as
suas obras. Esse "cada um" aqui não é ímpio, porque os ímpios só serão julgados no final do milênio. Esse "cada um" aqui está apontando para nós, filhos, crentes, servos. Ok? Lá em Apocalipse 22, verso 12, diz: eis que venho sem demora. É como eu disse, ele está às portas e comigo está o galardão, a recompensa que eu tenho para retribuir a cada um segundo o quê? As suas obras. Salvação é por fé, recompensa é por obras. Mas até as nossas obras são fruto da nossa experiência de graça, de favor. Tá me ouvindo? Então, esses textos
todos aqui nos mostram que, muito embora tenhamos sido salvos para sempre, eternamente perdoados por Deus, os crentes ainda estão sujeitos a julgamentos. Não para condenação. Eu tô repetindo isso; me perdoe por ser repetitivo, porque eu preciso muito que você guarde esse conceito: o julgamento dos crentes não é para condenação, mas pode ser para disciplina ou recompensa, repreensão ou elogio. Tá bom? Porque os seus pecados são lavados, entendeu? Você está debaixo do sangue, você é perdoado. Mas quando um crente deliberadamente insiste em viver no pecado, suas obras se tornam más. Entendeu? Ele perde a recompensa e
pode ser repreendido ou até disciplinado. Aleluia! Pastor, eu não consigo entender isso. É porque é uma questão de coerência, não é verdade? Se você faz boas obras, obviamente você vai ganhar uma recompensa. Se você não faz nada, vai receber o quê? Nada. Mas se você faz obras erradas, obras ruins, o que você vai receber? Disciplina! Disciplina! Jesus disse isso; não sou eu que estou dizendo. Lá em Lucas 12, verso 47, vamos ler. Diz assim: aqueles servos, porém, que conheceram a vontade do seu Senhor e não se aprontaram, nem fizeram segundo a sua vontade, serão punidos
com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu Senhor e fez coisas dignas de reprovação, levará poucos açoites. Mas aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e aquele a quem muito se confiou, muito mais lhe pedirão. Então, esse texto, essa parábola que o Senhor está contando aqui, presta atenção: é só uma parábola, não é literal. Mas ela está falando de princípios claros. Aqui, ela está falando da possibilidade de você não apenas perder a recompensa, mas até mesmo de ser disciplinado. Ok? Ser corrigido por Deus. É que a gente pensa
que a disciplina é só aqui, mas o Senhor disse que alguns vão ouvir: "Elogio, muito bom servo, bom e fiel". Mas outros vão ouvir: "Servo mal e negligente, você sabia a vontade do Senhor e não fez". Ok? Então, você vê isso em muitas parábolas que o Senhor contou. Então, um crente é perdoado, mas se ele insiste em fazer coisas contrárias à vontade de Deus, ele pode ser disciplinado hoje. Feliz é esse que é disciplinado hoje, ou pode ser disciplinado naquele dia. Então, ouvindo, porque é o que está escrito aqui, isso não é para condenação, tá
me ouvindo? O julgamento dos ímpios vai ser no final do milênio, o julgamento do grande trono branco. Vamos ler isso na Bíblia, que às vezes eu tô falando e você nunca leu. Apocalipse 20, verso 11, diz assim: vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram livros, e ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados
segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam; a morte e o além entregaram os mortos que neles havia e foram julgados um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Você vê que o próprio inferno vai ser lançado no lago de fogo. O lago de fogo não foi inaugurado ainda, não tem ninguém no lago de fogo. Só vai ser lançado lá depois do julgamento do grande trono branco. Hoje, aqueles que morrem sem
Cristo estão no inferno, mas o inferno não... É a residência final. A residência final é que o próprio inferno será lançado no Lago de Fogo; esta é a segunda morte. O Lago de Fogo, e se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do Lago de Fogo. Portanto, esse julgamento aqui é para aqueles que não estão no livro da vida. Nós estamos no livro da vida. Amém! Mas deixa eu falar um pouquinho mais para encerrar o nosso tempo hoje, dessa parábola que o Senhor conta lá em Lucas 12. O
Senhor faz uma advertência. Vamos ler Lucas 12? Vamos começar pelo verso 35. Olha o que diz: "Cingido esteja o vosso corpo e acesas as vossas candeias." Maravilhoso isso, né? Cingido esteja o vosso corpo e acesas as vossas candeias. Aí pula para o verso 47. Aí o Senhor diz: "Aquele servo que conheceu a vontade, ele aprendeu, fez mentoria aqui com o pastor Elísio; ele conheceu a vontade do seu Senhor e não se aprontou nem fez segundo a sua vontade, será punido, disciplinado." Aí aqui não é literal, tá me ouvindo? É só uma maneira de você entender.
Você não vai ganhar chicotada no céu, é só para você entender que haverá disciplina. Aquele que não soube, ele não soube; ninguém contou para ele a vontade do seu Senhor e fez coisas dignas de reprovação, levará poucos açoites. Mas aquele a quem muito é dado, muito lhe será exigido; e a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. Agora volta para o verso 35. Qual é a exortação do Senhor? "Cingido esteja o vosso corpo e acesas as vossas candeias." Duas condições: primeiro, "cingido esteja o vosso corpo." A primeira coisa que a gente vê aqui é
a importância de estar cingido, ou seja, vestido. Existem dois tipos de vestes. Vê, essa coisa de roupa na Bíblia é muito importante. Você vê que no primeiro pecado a roupa foi um aspecto muito importante. Quando o homem caiu, percebeu que estava nu e Deus teve que fazer roupas para ele. Aquela primeira roupa que Deus fez para Adão foi pela morte de um animal que depois ficamos sabendo que é o Cordeiro, né? Deus mata o Cordeiro lá no Éden para vestir o homem. Hoje nós sabemos que Cristo, o Cordeiro, já foi morto. Para quê? Para nos
vestir. Lá em Gálatas 3:27 diz que todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Ou seja, nós estamos vestidos de Cristo. Essas são vestes para salvação. Estamos vestidos da justiça de Cristo. Mas lá em Apocalipse 19, verso 7, fala que tem uma outra veste, que é a veste nupcial. Vamos ler Apocalipse 19:7: "Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma se ataviou; pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo." Então preste atenção: a noiva precisa estar vestida com linho finíssimo, resplandecente e puro. E
o que é o linho finíssimo aqui? São os atos de justiça dos santos. Aqui não é a justiça de Cristo, tá me ouvindo? São os nossos atos de justiça. Então tem uma roupa que é roupa de salvação, tem outra roupa que é a roupa da noiva, é a veste nupcial, entendeu? É a veste para as bodas, para encontrar-se com o noivo. Essa primeira roupa, que é a veste de salvação, te garante a salvação, mas a segunda roupa, que é o linho finíssimo, te garante a recompensa. A primeira roupa você recebeu de graça, a segunda roupa
você está tecendo ela com seus atos de justiça. Ok? Lá em Mateus 22, Jesus conta uma outra história falando dessa roupa. Vamos ler? Talvez hoje eu não vou ter tempo de responder perguntas, né? E é justamente um dia que talvez tenha muitas, mas eu vou ler com você, porque pode ser que muitos nunca leram na palavra de Deus. Então, eu quero ler com você Mateus 22. Vamos ler? Diz assim: "De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo: o reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas do seu filho." Então, aqui
está falando de Deus e do Senhor Jesus, que é o filho. "Então enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir." Enviou ainda outros servos com esta ordem: "Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para as bodas." Eles, porém, não se importaram e se foram: um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou
aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. De que está falando aqui essa parábola? Está falando dos judeus. Eles foram os primeiros convidados para a festa. Quem eram os servos que foram levar o convite? Os profetas. Eles foram e convidaram os judeus. Depois, os apóstolos foram e convidaram os judeus, porque o evangelho é primeiro para os judeus. Mas os judeus não quiseram ir, não aceitaram o convite para a festa. Pior do que isso: pegaram os servos e mataram, mataram os profetas, mataram os apóstolos. O rei ficou muito indignado e queimou a cidade deles. Quando foi isso?
No ano 70, Jerusalém foi destruída. Você vê que é uma parábola profética. Ah, vamos continuar. Então disse aos seus servos: "Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos." E depois: "Para as encruzilhadas dos caminhos, convida e convida para as bodas a quantos encontrardes." E saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Esse é o segundo momento. Somos nós, a igreja. Nós éramos esses gentios que estávamos aí nos becos, nas estradas da vida, e Deus veio e enviou o convite. Para
nós, e nós aceitamos, estamos aqui agora, e o Senhor disse que a festa vai ficar cheia. Não é maravilhoso isso? A festa vai ficar! A sala do banquete ficou cheia. Entrando, porém, o rei, para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não tinha roupa nupcial. Uau! Isso é uma coisa muito séria! Você vê que a parábola conta um tempo enorme, não é? Então, aqui, a festa começou, o rei entrou e viu um que não tinha a roupa nupcial. Vamos continuar! Olha o que diz: e perguntou-lhe: “Amigo, como é que você entrou
aqui sem veste nupcial?” E ele ficou calado. Então, ordenou o rei aos serventes: “Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” Uau! Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. Então, veja bem, essa parábola, aqui, eu só quero me frisar na parte final, quando o rei encontra um homem que estava sem a roupa. Como é que ele entrou ali? Essa é a pergunta. Bom, ele entrou ali porque estava vestido; se ele estivesse nu, não teria entrado. Ele entrou porque tinha veste de salvação; ele era crente.
Ele entrou pela porta, só que não tinha roupa nupcial. Era salvo, mas não era vencedor. Aí a Bíblia fala que ele foi lançado nas trevas. Ser lançado nas trevas não é ser lançado no inferno, entendeu? Não é ser lançado no lago de fogo. Ser lançado nas trevas é sair da presença da glória. Ele vai perder a glória do milênio. Ranger de dentes é aquela atitude, entendeu? Aquela posição: “Poderia ser minha, mas eu não peguei. Perdi a coroa.” Entendeu? Isso é ranger de dentes. Poderia ter feito, mas não fiz; tive oportunidade, não aproveitei. É isso que
significa ranger de dentes. Entendeu? Como é importante ter vestes! Aleluia! Volta pro verso 35. Jesus disse duas condições. Lá em Lucas 12:35, ele falou: “Cingidos ou cingido esteja o vosso corpo.” Qual que é a segunda condição? “Acesa a vossa candeia.” Candeia é lâmpada. Então, a segunda condição é ter a lâmpada acesa. Lembra da parábola das virgens? Não é? Na parábola das virgens, cinco virgens tinham azeite sobrando, outras cinco não tinham. Ok? E ter o azeite sobrando é ser cheio do Espírito. Ser salvo é ter o Espírito, mas ser um vencedor é ser cheio do Espírito.
Entendeu o que eu tô dizendo? Vou repetir: ser salvo significa que você tem o Espírito residente em você, ou seja, você tem azeite, mas ser um vencedor é ser cheio do Espírito, ou seja, ter o seu Espírito transbordando, ser revestido do Espírito sobre você. Amém? Então, isso é uma coisa extremamente importante. O Senhor aqui conta essa parábola para os servos, para os crentes, entendeu? São os crentes que sabem a vontade de Deus. Agora, tem crente que não sabe, não teve oportunidade de aprender, mas se eles têm obras ruins, fazem coisas diferentes da vontade de Deus,
ainda assim vão receber disciplina, no caso do servo que enterrou o talento, no caso deste que não tinha roupa. Eles foram apenas lançados fora, lançados fora da presença. Isso é uma posição de desonra. Não é ir para o inferno, tá me ouvindo? Não significa o lago de fogo, tá me ouvindo? Mas isso significa que pode haver disciplina. Ô Deus, me perdoe! Hoje eu acho que eu extrapolei, falei muito, não é? Mas a minha ideia é te instruir; meu encargo, o encargo do meu coração é completar o meu trabalho, a minha carreira, e meu trabalho é
de ensinar a verdade do evangelho, e a verdade do evangelho inclui a recompensa, o galardão. Amém! Muito bem, parece que estou vendo pessoas escrevendo aí. Rodrigo, perguntas? Coloca aí alguma pergunta que está escrita. Vou valorizar quem escreveu hoje. A M. Perun perguntou: “O que acontece com o crente quando morre? Para onde ele vai? Se ele vai para o inferno?” Então, a Mônica, que está perguntando o seguinte: “Para onde o crente vai quando ele morre?” O ímpio vai para o inferno; para onde o crente vai, entendeu? É bom! Essa... Presta atenção no que eu vou te
dizer: existe, vamos dizer assim, o lugar dos mortos, pelo menos antes do Senhor morrer e ressuscitar. Esses dois lugares eram próximos uns dos outros. Jesus contou a história de Lázaro, o pobre mendigo que morreu, e um rico que morreu também no mesmo dia. O rico foi para o inferno; Lázaro foi para o seio de Abraão, ou paraíso, ou terceiro céu. Paulo chama o paraíso de terceiro céu, lá em 1 Coríntios, capítulo 12. Tem nomes diferentes, e a Bíblia fala que Lázaro estava no paraíso, e o rico estava no inferno, mas de longe o rico via
Lázaro. Entendeu? Isso significa que eles estavam relativamente próximos. No entanto, Abraão diz que tinha um abismo entre eles; um não podia passar para o lugar do outro. Era impossível, mas havia uma certa proximidade. Ok, onde é que os crentes que morrem estão hoje? No paraíso. Onde é que os ímpios que morrem estão hoje? No inferno. Tá me ouvindo, pastor? Onde é que está o paraíso? Muitos crentes acreditam que, quando Jesus ressuscitou, ele levou o paraíso pro céu. Então, o paraíso não está mais embaixo da terra, mas o inferno continua aqui embaixo da terra, tá me
ouvindo? Mas, independente da localização geográfica, o que importa realmente é a presença. Então, um crente que morre hoje, Mônica, ele está no paraíso com o Senhor. O ímpio que morre hoje está no inferno. Só quero te dizer o seguinte: o inferno ainda não é o fim; o fim é o lago de fogo e enxofre. O inferno não é o lago de fogo. Ainda no final, depois do milênio, quando houver o julgamento dos ímpios, então serão lançados no lago de fogo e enxofre. Inclusive, o inferno será lançado lá. Também, amém. Ficou claro? Tem alguma outra pergunta?
O Rodrigo perguntou quando Jesus reinará mil anos. Todos os crentes reinarão com Ele? Alguns crentes, ou quais crentes reinarão com Ele? Ok, o que é necessário para reinar com Ele? Muito bem, a pergunta aqui é: quem é Rodrigo Hú do Rodrigo Hmel? É essa, né? Eh, todos os crentes vão reinar com Cristo no Milênio? Não. Por quê? Não, porque eu te expliquei: os crentes serão julgados segundo as suas obras. O galardão depende de ter obra. Se a pessoa não tem obra, não tem galardão, não tem recompensa. Então, não vai reinar. Nem todos os crentes vão
reinar. Eu sei que isso é uma coisa que incomoda muito crente, porque ele ouviu a vida inteira que todo crente vai reinar. Mas eu digo para você: isso não tem respaldo no ensino do Evangelho. Nem todo crente vai reinar. Ser salvo é uma coisa; ter recompensa é outra coisa. Agora, quais são as condições para reinar? Eu vou falar para você. Na próxima aula, no próximo domingo, tem alguma outra pergunta? Essas duas perguntas vou ficar por aqui. Já deu o nosso tempo, não quero passar de uma hora. Amém? Que o Senhor te dê clareza nesses dias,
te dê revelação e um coração para buscar ser aprovado diante d'Ele para receber a recompensa. Fica na paz e até a nossa próxima aula.