[Música] sejam bem-vindos a aula 4 eu sou Rafael Linhares Ofício do Idoso E hoje nós vamos falar sobre fisioterapia para idosos com Parkinson os principais tópicos que nós vamos abordar são a caracterização da doença ou diagnóstico e os sintomas e o prognóstico a fisiopatologia com a definição a etiologia e a epidemiologia da doença de Parkinson e a fisioterapia avaliação Prevenção e Reabilitação do melhor quadro funcional através do movimento para fazermos a introdução O importante falar um pouco sobre a etiologia a caracterização e a epidemiologia da doença de Parkinson importante compartilhar porque a primeira vez que
ela foi definida foi em 1817 pelo Doutor James Parkinson que chamou consequências de parque em som de paralisia agitante fazendo uma menção clara ao tremor que era um dos principais sinais observados na época depois em 1868 Dr Jean Martin charcou de fato colocou como doença de Parkinson em referência ao doutor Parkinson cerca de 10 milhões de casos pelo mundo quase 1% da população mundial aí se a gente pensar em Mundo Quase 1% da população mundial portador de doenças de Parkinson é um número muito grande a gente tem uma projeção que chega a 13 milhões de
casos em 2040 e a epidemiologia é para entender um pouco mais a doença de Parkinson é importante a gente lembrar que é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo ficando atrás apenas da doença de alzheimer o principal fator de risco é a idade avançada cerca de 3% da população entre 65% e 5% dos idosos aos 85 anos a prevalência varia de acordo com a faixa etária sendo 41 casos para cada 100 mil pessoas entre 40 a 49 anos e 1903 casos para pessoas 80 mais a prevalência por gênero parece estar relacionada com o número
maior de homens afetados do que mulheres a prevalência duas vezes maior em homens comparando com o número em mulheres porém com maior registro de mortalidade e progressão rápida em mulheres a cada 134 homens então 41 mulheres em cada um desses 100 mil casos de doença de Parkinson no mundo a caracterização da doença é basicamente uma doença neurodegenerativa progressiva né então ela não tem cura e uma progressão lenta uma ideologia prática quer dizer que não tem uma causa definida é uma interação aparentemente uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais Associados a convivência com alguns tipos
de rotinas mas não tem nada que a gente possa de fato classificar como prédisposição para ter a doença de Parkinson o que a gente sabe E é um fato é que há uma perda gradual de funcionalidade com o decorrer da evolução da doença e que isso varia de cada caso a evolução acontece de forma gradual para a dependência funcional Lembrando que no começo as pessoas têm Independência e com o passar do tempo de convivência com a doença de Parkinson essa dependência vai se tornando moderada avançada até um quadro de dependência total de acordo com a
ordem dos agravos dos sintomas e nessa aula a gente vai ver qual é a ordem típica Quais são os principais tipos de sinais e sintomas os sinais cardinais os sinais motores e os sinais não motores e os sinais pré-motores a fisiopatologia da doença de Parkinson por ser uma doença neurodegenerativa afeta o sistema nervoso central com a degeneração dos neurônios dopaminérgicos na parte compacta da substância Negra mas o que isso quer dizer essa perda desse tipo de neurônios especificamente na neuro desse tipo de neurônio desses neurotransmissores que é a dopamina atrapalha a secuitaria neural ou seja
por falta de disponibilidade de dopamina a gente não as pessoas portadoras da doença de Parkinson não conseguem realizar movimentos simples não só movimentos com o passar do tempo a doença curta também com perda cognitiva mas essa trajetória varia de acordo com a experiência de vida com a trajetória de ainda com os estímulos e com o início do tratamento o que a gente pode classificar ainda que hajam exceções é que algumas alterações motoras sempre aparecem na doença de Parkinson em algum estágio principalmente o tremor de repouso rigidez e hipocinesia que é a diminuição do movimento instabilidade
Postural e acometimento assimétrico com evolução bilateral em fases avançadas esses cinco fatores nessa cinco alterações motoras quase sempre estão presentes mas é possível em alguns casos por exemplo os pacientes Não apresentarem tremor de repouso em alguns casos eles evoluem com rigidez em fases mais tardias mas o acometimento assimétrico é uma característica que parece sempre estar presente inclusive no lado mais acometido ou seja o lado corpo aonde a doença de par começa a se manifestar anteriormente fica sempre um pouco mais comprometido comparando com o m corpo contra lateral que começa depois então esse é o marcador
importante para a gente ter até de comparação na hora de estimular os nossos pacientes os sintomas da doença de Parkinson pré motores motores e não motores os sintomas pré-motores infelizmente normalmente são negligenciados porque surgem muitos anos antes de fato ter algum sinal que leve a família buscar o diagnóstico é uma consulta para investigação são facilmente facilmente confundidos com outros tipos de sinais e sintomas que muitas vezes a família erroneamente até associa o processo de envelhecimento os sinais motores são de fato sinais bem marcantes que geralmente pontuam a perda de funcionalidade Então é por conta muitas
vezes inclusive dos sinais motores que a família busca ajuda inclusive o diagnóstico e a fisioterapia os sinais não motores geralmente são distúrbios autonômicos distúrbios de sono sintomas psiquiátricos que geram outras demandas para família Além da questão da dependência funcional os sinais não motores trazem para a família demandas de acolhimento demandas de reorganização da própria estrutura familiar para poder cuidar um pouco melhor dos idosos os principais sintomas pré-motores são constipação déficit auditivo alterações de sono e depressão a depressão geralmente pode vir depois também de ansiedade mas não necessariamente estes sinais pré-motores muitas vezes não alteram tanto
a dinâmica da família e por isso normalmente são negligenciados como eu disse muitas vezes por uma associação errada ao próprio processo de envelhecimento os sinais motores além dos sinais clássicos que normalmente a gente vê que eu falei anteriormente tem alguns outros que é importante a gente conhecer para ficarmos atentos hipominia né uma Face apática a hipommia é ausência de expressões faciais então isso fica muito claro quando a gente está de fato diferente com uma pessoa com doença de Parkinson que apresenta a dificuldade de fala e deglutição também associado com os distúrbios motores dos músculos inclusive
músculos pequenos né de fala e deglutição isso atrapalha a qualidade da comunicação E a segurança na deglutição Ou seja a qualidade da mastigação dos alimentos e a precisão na hora de coordenar e fazer a deglutição de engolir né Isso é um problema também principalmente em fases mais severas da doença a micrografia que a perda da função automática da escrita e tem esse nome porque aos poucos é como se a caligrafia do idoso com Parkinson fosse diminuindo de tamanho isso fica bem claro quando a gente vai comparando a caligrafia dele ao passar dos anos alterações respiratórias
acontecem também principalmente por conta do quadro típico de rigidez do gradeado costal né então por conta da falta de expansibilidade respiratória a movimentação no gradeado postal de amplitude de movimento e isso Altera a respiração pode alterar a respiração inclusive tornando o idoso mais vulnerável uma pessoa com Parque São né neste estágio mais vulnerável para ter problemas como pneumonias como alteração do padrão respiratório que prejudica a qualidade do sono e outras alterações cardio pulmonares dificuldade para dupla tarefa né justamente por conta em fase tardias da sua evolução com transtorno neurocognitivo mas também alteração relacionada à mobilidade
a marcha caminhada a dupla tarefa torna-se particularmente desafiadora porque muitas vezes a mobilidade brusca a mudança de direção tudo isso que a gente faz automaticamente está comprometido pela rigidez pela festinação pelo padrão postural anteriorizado por todas essas alterações o próprio tremor também que faz com que o idoso que a pessoa compara que são congele na hora de fazer o deslocamento e somente inclusive consideravelmente o risco de cair e aí por conta de todas essas alterações existe a esperado uma perda progressiva de independência ou seja é uma pessoa que vai tornar se dependente aos poucos conforme
a doença evolui as alterações posturais dificultam em fases severas principalmente bons posicionamentos então isso precisa ser trabalhado inclusive na fisioterapia antecipadamente para que sempre haja bons posicionamentos possíveis ainda com toda alteração Postural e as alterações de Março normalmente com passos curtos freezem e a festinação que é específica não é bem característica da doença de Parkinson os sinais não motores normalmente são de olhos secos sudorese disfunções urinárias disfunção sexual e Hipertensão estática o sono não é reparador existe uma sonolência diurna Então por conta disso um distúrbio comportamental do sono REM que a incapacidade de atingir todas
as fases do sono que a gente precisa atingir para se revigorar e sonhos vividos esses sonhos vividos é geralmente né as pessoas em fase iniciais que apresentam essa característica essa é uma questão específica que bagunça um pouco a rotina da família porque pode causar um transtorno relacionado com agitação da noite né então por mudar um pouco ali a rotina da organização da família do Idoso ficar agitado a noite às vezes acaba sendo um sinal que leva as pessoas para o consultório para investigar embora não seja um sinal motor é um sinal não motor apatia anedonia
que a ausência do Prazer disfunções executivas relacionado a flexibilidade cog levar relacionado a iniciativa relacionado a execução mesmo né de sequenciamento dos movimentos de sequenciamento das tarefas e disfunção visual que também é uma característica dificuldade na navegação na percepção do corpo no próprio espaço também é uma característica né são sinais não motores os sinais que geralmente estão presentes em quase todos os casos a gente pode chamar de sinais cardinais esses sinais cardinais são bradicinesia que a lentificação do movimento a hipertonia plástica que é uma alteração do tônus que não cede a mobilização então é uma
movimentação muito lenta né E que a gente que torna-se que faz com que o idoso se torne cada vez mais rígido a instabilidade postural o tremor de repouso Como eu disse nem sempre todos esses sinais cardinais presentes mas normalmente Em algum momento eles acabam surgindo tem uma pergunta que sempre aparece nessas aulas sobre parque São que é a diferença entre Parkinson e parkinsonismo E aí é importante a gente entender Qual é essa diferença porque na hora que a gente recebe o paciente a família pergunta porque muitas vezes em discussão de caso interdisciplinar ou no próprio
serviço onde a gente atua surge esse questionamento então é importante a gente saber que a doença de Parkinson É idiopática ela tem causa desconhecida como eu falei no começo o parque intencionismo é uma síndrome e que cursa com sinais e sintomas semelhantes mas que tem um motivo muito claro por exemplo lesão e núcleos da base um tipo de lesão encefálica o AVC e núcleos da base pode causar sintomas de parkinsonismo que são muito semelhantes aos sinais da doença de Parkinson mas ao contrário da doença de Parkinson que tem causa idiopática o parkinsonismo neste caso tem
uma causa Clara que é uma lesão um AVC em núcleos da base atrofia de múltiplosistemas por exemplo é uma outra condição que pode ter sinais de parkinsonismo mas que não é doença de Parkinson outros transtornos neurocognitivos maiores que são as demências também podem ter sinais de partonismo mesmo sem ser doença de Parkinson Então essa é a principal diferença a gente tem parque nocionismo como causa definida e a doença de Parkinson com causa idiopática o diagnóstico da doença de Parkinson é de acordo com a avaliação da história Clínica a gente tem exames de imagem hoje principalmente
tomografia ressonância ou Pet Scan que é o exame de imagem padrão ouro para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson e spect que é um tipo de exame que também a gente não tem muito disponível em países em desenvolvimento mas que já serve para fazer o diagnóstico diferencial da doença de Parkinson que avalia principalmente a situação da disponibilidade da dopamina que é o neurotransmissor que está em falta no caso da doença de Parkinson o prognóstico da doença é uma evolução lenta para incapacidade Severa normalmente de 15 a 20 anos mas isso pode variar como eu
falei de acordo com cada pessoa um dado super importante para a gente tem mente principalmente nós que trabalhamos com idosos é que idosos com Parkinson são hospitalizados uma vez e meia mais que idosos que não tem essa doença porque doenças neurodegenerativas normalmente já trazem algum estágio a chance de maior maior chance de desenvolver desfechos negativos decorrente do próprio processo de evolução da doença de base mas também intercorrências né pessoas que já tenham diagnóstico de base que são ameaçadores da continuidade da vida como doenças neurodegenerativas por exemplo Ao serem hospitalizadas perdem qualidade de vida e de
cuidado e ao retornar em quase sempre voltam muito mais debilitadas do que foram esse dado então é importante para lembrar que nós fisioterapeutas principalmente por sermos profissionais do movimento temos que trabalhar com a prevenção dessas hospitalizações que deixa os pacientes de parque não são tão debilitados especialmente os pacientes idosos a fisioterapia tem como principal objetivo a avaliação a reabilitação e o monitoramento da funcionalidade a doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa e progressiva e vai tornar com o passar da sua evolução o idoso dependente das pessoas que estão no seu entorno mas é possível através
de uma avaliação bem feita e de um de uma trajetória de intervenção pautada no rastreio e estadiamento da classificação de qual momento que o paciente dos está da doença de Parkinson a gente consegue desacelerar este processo né Assim como as outras doenças degenerativas quando a gente sabe qual vai ser a próxima fase a gente entende o que está por vir a gente consegue primeiro preparar este idoso para as perdas que ele vai vivenciar com prioridades de Minimizar os danos inclusive prepará-lo mesmo né porque está por vir mas principalmente prevenir as as disfunções então a gente
sabe tem algum momento a marcha vai ficar mais desafiadora do que o prejuízo vai ser maior que o benefício aí a gente precisa falar disso antes né aonde por exemplo muitas vezes tenho muitos pacientes dessa forma caminhar com a família torna-se tão difícil e tão mais perigoso que é importante a gente se posicionar e falar com essa família antecipadamente que esse momento provavelmente vai chegar e que quando ele chegar seria muito mais seguro se ele caminhasse conosco na fisioterapia e que nos melhores dias juntos nós pudéssemos vivenciar é com segurança também essa caminhada essa demulação
em outro contexto mas que a prioridade é a segurança né porque para evitar quedas então assim é o manejo né e a mudança da elegibilidade da nossa prioridade ao longo da trajetória dos idosos com doenças de Parkinson é desafiador porque muitas vezes a gente se vê na posição de comunicar inclusive para o idoso mas notícias né Mas a gente sempre tem que ter uma postura e uma posição otimista de mostrar que há muito a ser feito mesmo quando a mobilidade estiver cada vez menor as possibilidades de interação e até o próprio declínio comunitivo for mais
presente Sempre existirá um caminho possível de atenuar na evolução da doença isso traz qualidade de vida para todos e também um pouco de acolhimento para família e para o idoso principalmente Mas voltando a fisioterapia né a gente parte de uma avaliação completa e complexa para traçar o nosso projeto de reabilitação e de monitoramento da funcionalidade a indicação de fisioterapia para idosos com doença de Parkinson é porque é uma intervenção não Farma lógica que deve fazer parte de um planejamento intertransdisciplinar de assistência os sinais cardinais da doença de Parkinson são são motores como eu falei e
o prognóstico é de perda progressiva mas se os sinais geralmente que mais incomodam e que são mais marcantes da doença são motores a fisioterapia é um fator essencial né uma pequena parte de algo muito maior mas muito importante para que essas pessoas consigam se manter ativas pelo maior tempo possível e avaliação do caso o tratamento de cada pessoa mesmo que o diagnóstico seja o mesmo varia de acordo com a realidade de cada indivíduo e aí a gente tem a recomendação da quantidade de exercícios a gente tem instrumentos de avaliação que trazem para a gente um
mapa né de qual é o momento que aquela pessoa tá na evolução da doença mas a gente tem que trabalhar de acordo com a realidade né a gente sabe pessoas idosos dependentes de uma forma geral trazem muitos gastos para família que não vai ser nunca só fisioterapia né os sinais não motores os sinais pré-motores da própria doença de Parkinson já trazem demandas né que vão além do que a gente pode suprir com a fisioterapia em si por isso que a família tem muitas vezes uma uma trajetória de gastos muito grande né E aí muitas vezes
até o a impossibilidade de investir mais do que investir mais em fisioterapia né pensando a linha a longo prazo mas a gente tem que ter essa consciência e também falar sobre isso com a família Existem algumas avaliações diferenciais que a gente utiliza para avaliar e pontuar não só a doença de Parkinson mas também outras questões relacionadas com o prognóstico E aí são instrumentos muito do dia a dia da gerontologia então eu vou falar um pouco de cada um deles para que vocês saibam Onde buscar a escala clínica da fragilidade que é uma classificação visual do
retrato que o idoso se encontra a gente sabe que a síndrome da fragilidade é uma síndrome metabólica que aumenta muito a chance dos idosos vivenciarem desfechos adversos por conta de um declínio gradual de funcionalidade medida em velocidade de caminhada nível de atividade física força Global peso fadiga tudo isso traz para nós uma um rastreio mesmo né de quem é frágil quem não é e a gente pode aplicar essa escala da fragilidade em pessoas com Parque não são para ver quais desses sinais e sintomas que são típicos da fragilidade esse idoso já tem para que a
gente possa contemplar enriquecer mais a nossa abordagem na fisioterapia a escala de estadiamento da doença de Parkinson eu vou falar sobre ela separadamente porque ela é a escala que a gente mais utiliza mesmo para classificar a doença nos estágios E aí a intervenção vai sendo realizada de acordo com a identificação do estágio de idoso estado a própria doença e o momento Então as transições de um estágio para o outro são momentos chave onde a gente tem que falar com a família onde a gente tem que pontuar O que é prioridade a partir dali e às
vezes até recalcular rota paxilac p é uma escala de avaliação utilizada para mensurador em pessoas idosas também ou não com capacidade limitada de comunicação Então como que a gente avalia em dor em quem não te responde né se está sentindo dor ou não escalas como essas são fundamentais para que na hora de fazer por exemplo manejo de sintomas de desconforto para amenizar sofrimento a nível de dor traz para nós os marcadores importantes para de fato afirmar que vale é uma intervenção que vale conversar com o médico para ver se prescreve ou desprescreve algum remédio e
também nós através do movimento né através das intervenções da fisioterapia focar no alívio de sintomas desagradáveis como dor de apneia que a falta de ar fadiga né referida e outros e aí para isso a gente tem também falando em porque são conceitos de cuidados paliativos né a gente tem aí o alívio do desconforto e em seguida a escala que avalia a performance paliativa que é o PTS para avaliar a funcionalidade em qual momento da funcionalidade o paciente está em sua própria trajetória da doença de base isso é fundamental para a gente entender Quais são as
intervenções possíveis e na hora de alinhar expectativas com a família também o PPS é uma escala que traz em porcentagem qual até o momento e qual é a performance paliativa pensando em funcionalidade que essa pessoa está vivenciando hoje E aí para a gente conversar com famílias que tem muitas vezes a dificuldade de aceitar o prognóstico ou que e faz parte do próprio processo mesmo de negação e de luto a gente consegue mostrar qual é o caminho né porque aí por se tratar de uma doença neurodegenerativa que vai evoluindo ao ver mais escala que mostra tudo
que já passou é natural que a família Não crie expectativas que não estão alinhadas com a realidade então ao ver os estágios que nós já percorremos ela consegue visualizar Qual é o momento né da trajetória e da doença que nós estamos enfrentando para que possamos focar naquilo que é de fato modificável naquilo que importa isso é fundamental para a gente conseguir trabalhar em equipe agora eu vou falar um pouco dos estágios por numeração tá então vou usar A nomenclatura da escala ion que eu falei que aquela que tava em vermelho no slide anterior pontuando por
fases a gente tem então neste primeiro slide a mensuração do estadiamento da doença de Parkinson em idosos nos estágios um a dois e meio então no estágio 1 a gente tem um envolvimento né um comprometimento do emic corpo né Ou seja é unilateral e axial existe um comprometimento de um dos lados do corpo na parte distal né na parte axial a gente tem aqui Um comprometimento por exemplo de membro superior né de mão de braço de um lado do corpo no estágio 2 da escala a gente tem a doença bilateralmente ou seja a gente já
tem sinais motores da doença de Parkinson nos dois hemicos Lembrando que o homem corpo que começou a ficar sempre mais acometido do que o outro que é menos sentido no estágio dois e meio a gente tem a doença bilateralmente ou seja dos dois lados assim como no estágio 2 de forma leve e alguns sinais de instabilidade postural aí aqui importante falar que a gente tem desde o diagnóstico a recomendação de fisioterapia como uma intervenção na farmacológica associada né o melhor tratamento disponível e que ela precisa ser realizada precocemente Lógico né desde o diagnóstico o quanto
antes para que a gente possa né Minimizar ali os problemas das fases mais severas então para pessoas nestes estágios né de um a dois e meio nessas condições motoras que eu falei a gente pode começar trabalhando com prevenção de inatividade então manter treino de marcha principalmente com mudança de direção manter participação então para este paciente neste momento vale por exemplo fazer dentro ou fora da fisioterapia propostas de atividades em grupo estimular a capacidade física através da mobilidade através do controle postural com grandes amplitudes pensando que o padrão postural do paciente de doença de Parkinson é
anteriorização a gente já tem que começar enquanto ele tem a mobilidade preservada Ou pelo menos não tem tanta rigidez trabalhar com amplitude censoras né para evitar que é o padrão flexor se Estabeleça antes do tempo e aí Isso inclui inclusive de forma dinâmica né e funcional alongamentos de peitorais Lembra que eu falei que em algum momento gradeado costal diminui expansibilidade porque ele vai aderindo né esse padrão patológico de postura flexina anterior se a gente conseguir expandir né E aí trabalhar com a maior amplitude possível em fases iniciais um a dois e meio a gente tende
a manter mais amplitude de movimento quando a gente for precisar nas fases mais severas então a gente tem a recomendação de estimular né a capacidade física a mobilidade controle postural em grandes amplitudes neste sentido trabalhar desses anual na fisioterapia e também terapia ocupacional a gente tem aí nossos Aliados para ajudar no trabalho da destreza e das atividades ocupacionais de Fato né entender através do terapeuta ocupacional aquilo que faz sentido e manter isso ativo pelo maior tempo possível E também trabalhar com a força né de musculatura intrínseca de mãos e evitar padrões que reduzam a potência
da força muscular e amplitude de movimento Desde da fase das fases iniciais e sempre em todas as estágios a gente tem uma recomendação de dupla tarefa associando motor motor mais cognitivo quando a gente realiza principalmente durante tarefa motoras de característica aeróbica a gente melhora a perfusão cerebral quando melhora a perfusão cerebral a gente tem um desempenho melhor na própria atividade motor em si também na capacidade cognitiva pensando que lá na frente vai evoluir com perda cognitiva a gente trata já está trabalhando antecipadamente para prevenir as perdas cognitivas Lembrando que prevenir aqui a gente está falando
de perder devagar Então a gente tem a recomendação de associar coordenação e Ritmo com movimentos rápidos dentro dessa proposta né inclusive da dupla tarefa a motora motora motora cognitiva procurando sempre proporcionar mobilidade e agilidade como mudança de direção Pessoal a questão da mudança de direção e principalmente a mudança rápida de direção é uma recomendação muito importante porque com a evolução da doença eles apresentam frise em que é o congelamento e a festinação que são aqueles Passos curtinhos essa trava né que a mobilidade faça a enfrentar a partir de uma certa fase melhora com o treino
de circuito dentro desse contexto de mudar de direção rapidamente movimentos abruptos de grande amplitude isso minimiza a característica de congelamento e de paralisação né assim como foi definida lá no começo como eu compartilhei com vocês na história essa paralisia agitante para estágios de dois a quatro a gente tem já outras alterações no estágio 2 A gente tem a doença bilateral mas sem déficit de Equilíbrio no perfil dois e meio a gente tem a doença bilateral leve ou seja dos dois lados leve com sinais de instabilidade postural no sinal No momento três a gente tem a
doença bilateral de leve a moderada já é um pouco mais grave com instabilidade postural mas mantém-se a pessoa ainda se mantém independente no perfil de número 4 a gente tem uma incapacidade grave mas ele ainda é capaz de andar e ficar de pé sem ajuda e aí a gente está pensando aqui numa evolução né então por isso que eu conforme vai aumentando o número na escala Aumenta também os problemas né os sinais motores da doença o nível de dependência e essa escala pode servir para que nós mantemos no nosso planejamento de fisioterapia para as pessoas
com Parque não são uma linha do tempo aonde a gente sabe o que vai acontecer mesmo que a trajetória mude de caso para casa a gente tem uma um caminho típico e quando a gente sabe o que esperar a gente se prepara a gente sabe que ele vai evoluir com tudo isso a gente vai vendo a evolução acontecer e acompanhando através da escala você conversa você consegue conversar com a família e falar olha agora a gente tá indo para uma fase um pouco diferente Aonde esse acometimento não é mais é unilateral né tem os dois
hemicorpos então isso aumenta Inclusive a chance do travamento na marcha porque aí são dois hemicorpos acometidos com os mesmos problemas ainda que o lado seja mais intenso que o outro você vai achando o caminho né maneiras de conversar com essa família porque a gente precisa preparar essa família também para o que está por vir e o que está por vir é um trabalho que vai se mudando constantemente né a gente vai começar a trabalhar desde sempre na verdade né mas a gente vai dar mais ênfase em prevenção de quedas treinamento de Equilíbrio mas associado né
as posturas em tarefas dinâmicas então a gente treina equilíbrio de pé quando for seguro mas quando não for seguro nem possível nos dias que não for possível a gente pode adaptar e fazer um treino de Equilíbrio numa postura a gente gravitacional Que desafio idoso diferentes eixos mais sentado tarefas dinâmicas né quando não for possível equilíbrio como deslocamento fazer equ da posição parada Mas sempre associar os componentes né pensando na fisiopatologia de base como ele vai ficar movimentos como eu falei bruscos rápidos que exijam grandes amplitudes em tarefas dinâmicas interagindo com o ambiente com pistas visuais
o feedback durante a tarefa sonoro sonoro ou visual com pistas mesmo no ambiente aumenta a chance do idoso com parto eles são responder melhor ao exercício então a gente pode trabalhar inclusive com esse tipo de estímulo associado as duplas tarefas que Eu mencionei anteriormente focar em dissociar cinturas cinturas né escapular e pélvica pensando que o idoso fica rígido que a mobilidade de tronco fica difícil que o giro acaba acontecendo em bloco E aí gira aumenta o Gira em bloco aumenta a chance né do Idoso cair a gente precisa falar disso antecipadamente também para família se
preparar porque aí na hora que tiver andando com idoso que não seja na física a família sabe que o giro é mais desafiador então já fica mais atenta para evitar a queda vigilância respiratória super importante porque a gente tem que criar o hábito de fazer ausculta pulmonar em todos os nossos pacientes idosos na verdade primeiro porque a respiração é um parâmetro Vital né então a gente precisa associar os sinais clínicos com a propodêutica né então aquilo que o paciente apresenta os sinais clínicos e aquilo que a gente afere os sinais vitais né então o que
que ele relata mais versos o que a gente consegue mensurar frequência cardíaca frequência respiratória o ritmo respiratório e aí neste caso específico a vigilância através da ausculta nos ajuda a perceber em tempo problemas complicações associadas que fazem parte inclusive do próprio prognóstico né com o passar do tempo mas na prevenção de pneumonias na prevenção já que ele vai cursar com uma falha de deglutição que vai aumentar a chance dele Branco aspirar o alimento ou até a própria saliva fazendo ausculta pulmonar né com frequência a gente vai ter sempre como comparar o idoso com ele mesmo
quando algo mudar na escuta a gente já consegue ficar mais de olho isso é vigilância respiratória a gente conheceu o paciente também a ponto de escutar um dia no outro falar Opa isso não tinha ontem vale a pena investigar ou encaminhar para uma avaliação ou simplesmente compartilhar né com quem acompanha E aí também continuar trabalhando desses manual sempre em conjunto com to em posturas seguras mudança de direção então resumindo essa fase pro freezer mobilidade de tronco para rigidez e prevenção de intercorrências nessa fase A gente também foca muito no controle da ansiedade porque quando esses
sinais motores né que apresentam esse essa paralisia agitante que eu falei essa esse congelamento passos que ele parece que tá preso que não consegue seguir muitas vezes aumenta ansiedade desses pacientes então a gente precisa falar disso antes inclusive com eles idosos em estágio 5 já apresentam dependência funcional para as atividades da vida diária tem característica de restrição ao leito ou cadeiras de rodas importante reforçar já falei em outra aula cadeira de rodas não é para permanecer cadeiras de rodas é para locomover então pessoas que se tornem cadeirantes neste estágio da doença de Parkinson precisam se
for seguro serem transferidos das cadeiras de rodas para outros nascentes para que possam vivenciar outras posturas experiências sensoriais diferentes a cadeira de rodas é um convite aí na atividade quem fica na cadeira de rodas parece que ela abraça né o idoso e aí ele fica ali naquela posição até que ele seja movimentado novamente existe a necessidade de fazer com as pessoas vivem sim em outras posturas pensando em qualidade mesmo né em manutenção da melhor funcionalidade é possível mas principalmente prevenção de agravos cutâneos que são as lesões né tanto de pressão quanto laceração mas também o
padrão respiratório que que ajuda a prevenir as pneumonias que eu falei que são causas inclusive de óbito em pessoas com doenças degenerativas tudo isso faz parte de uma abordagem que só quem conhece a trajetória típica da doença de Parkinson vai conseguir trabalhar de forma preventiva e aí a gente tem a fisioterapia para o idoso com Parkinson estágios avançados E aí de novo a vigilância respiratória comparando sempre idoso com ele mesmo para a gente conhecer os parâmetros normais comparar sempre os dados que a gente tem com a versão anterior do Idoso para saber o quanto a
gente observou de pior e o que exatamente para conseguir falar se comunicar com as pessoas com as famílias e com a equipe prontuários declínios para as famílias antecipadamente como eu falei olha é provável que a partir de agora mediante o que a gente está vendo seja necessário adaptar a rotina de caminhada para um nível de assistência um pouco maior isso é totalmente diferente do que você chegar e falar assim ah a partir de agora seu pai não anda mais tem peso né é um outro luto né parar de andar parar de comer se você parar
para pensar isso tem um simbólico né muito forte a gente para de andar e já parece que para de fazer um monte de coisa né a gente para de andar para de participar de certos eventos aonde não dá para ir de cadeira por exemplo ou então se não tiver alguém para conduzir você já não se sente bem ali quem Para de comer muitas vezes para de participar de confraternizações a gente só se reúne para comer né aqui as confraternizações por exemplo importantes em família de final de ano sempre tem comida envolvida né o brasileiro tem
muito isso E aí como que você lida com você falar do antes isso é uma questão muito mais da fone da Nutri Mas a gente pode ajudar né porque a gente tá tratando sinais motores né diretamente ali todo dia então importante saber que isso também é precisa estar no nosso radar vivenciar sempre as transferências as melhores as melhores transferências as melhores posturas os melhores posicionamentos dos melhores decúbitos analgesia sempre de preferência com movimento né para aliviar sintomas desconfortáveis como dor rigidez e outros problemas e evitar as hospitalizações né Essas são algumas das principais prioridades através
da fisioterapia com pessoas com Parque São estágio avançado E aí eu trago para encerrar uma curiosidade sobre o símbolo da doença de Parkinson a gente tem aqui eu nunca tinha reparado nisso até reunir esse conteúdo para preparar a aula para vocês porque agora parece que sempre esteve ali eu que nunca reparei mas em 2005 a flor é tulipa né foi adotada como um símbolo oficial de conscientização sobre a doença de Parkinson durante uma conferência lá oficial em Luxemburgo em homenagem ao doutor James Parkinson ela foi idealizada pelo tipo do horticultor holandês por isso A Tulipa
jws Vander verald que vivia com a doença de Parkinson se vocês perceberem Pessoal esse é o símbolo da doença de Parkinson né tem a Tulipa né branca e vermelha e aqui a gente tem no caule da tulipa Parking são o p de Parkinson diz isso que seria doença de Parkinson em inglês né e a gente consegue tem uns bottons né que que são sobre que geralmente são distribuídos nessa época para falar da conscientização né no meio da conscientização da doença de Parkinson e aí tem sempre esse símbolo da tulipa e esse p e SD que
eu não tinha reparado né até saber que esse era o símbolo de fato da doença de Parkinson então eu quis compartilhar com vocês essa curiosidade então A Tulipa é sempre que vocês virem algum evento relacionado a doença de Parkinson é o símbolo oficial de conscientização da doença de Parkinson e para encerrar eu trago uma sensibilização sobre o impacto que a doença tem né na vida da família e do Idoso e dos profissionais também os sinais cardinais da doença de Parkinson que eu apresentei para vocês são para vocês são visíveis mas as alterações que eles causam
na família né os distúrbios os transtornos os conflitos muitas vezes não ficam tão claros para a gente então a gente às vezes não consegue enxergar o quanto as pessoas precisam de ajuda né as alterações não motoras interferem nessa dinâmica em vários níveis como eu falei e a Progressão de perda funcional é uma realidade as pessoas vivem nisso e precisa Alguém precisa falar que elas precisam fazer fisioterapia desde o começo e a fisioterapia recomendada em todos os E aí eu gosto muito dessa imagem que eu trago para encerrar essa aula quando eu tenho uma casa né
imagina uma família que mora ali uma rua onde o terremoto tá chegando e o tremor a bala totalmente a estrutura dessa casa dessa família esse Tremor é uma analogia para falar do tremor de repouso é claro que nem todo idoso com Parkinson como eu falei para vocês apresenta o tremor de repouso Mas é uma metáfora para dizer que o tremor da doença de Parkinson o temor e o tremor da doença que abala tanto a estrutura da família tem tratamento e a fisioterapia pode contribuir demais para o planejamento de cuidados paliativos inclusive mas principalmente para manutenção
da qualidade de vida ao longo da trajetória tanto do Idoso quanto da família as referências estão disponíveis espero que vocês tenham gostado desse conteúdo Muito obrigado e até a próxima aula