Ainda que haja visão interna, é ela que define o nosso pensamento, aí é que a coisa fica pior ainda. Aí é que fica feia. Eu coloquei esse exemplo aí da mídia e da visão sobre o homem.
O que que eu tô dizendo, querendo dizer com isso? Você para, reflete, pensa, bota o ovo de coco para fora do seu ninho, fecunda o seu próprio ovo, choca, tem uma ideia, que beleza, uma ideia minha. Aí você vai olhar a mídia, as redes sociais, todo mundo tá falando o contrário.
Não, eu não posso estar certo sozinho. Eles devem saber mais do que eu. Ou seja, tudo que você fez pumba no lixo, porque você não se garante.
Ou não é assim? Não é possível que eu esteja certo sozinho. Todo mundo tá dizendo o contrário.
É, meu caro. Na época de Galileu Galilei, todo mundo tava dizendo o contrário e só quem tava certo era ele. Na época do Jordano Bruno também, que coincidência.
na época do Sócrates também. Que coincidência. Ou seja, parece que os homens que tiveram uma visão um pouco mais iluminada da vida, era só eles e mais uns dois ou três que estavam vendo.
E a partir deles, com o tempo, a passagem dos séculos, outras pessoas foram vendo. Ou vocês acham que um belo dia a multidão acorda dizendo: "Existem vários outros planetas orbitando em torno do sol? " Não, só foi só o Galileu que acordou com esse negócio na cabeça, né?
Não pensem que as coisas se definem por quantidade e sim por qualidade. Pode acontecer de só você tá vendo as coisas corretamente no meio de todos que estão lendo os jornais da moda. Pode pode, né?
pode perfeitamente ser só você que tá vendo corretamente. Ou seja, todo esse processo de reflexão para depois chegar a uma conclusão e você achar que você não pode ter uma visão mais correta do que a da mídia, amor de Deus, confie em si próprio. Eu sempre conto essa história aí da mídia e da visão sobre o homem, que é aquela que eu falei para vocês.
O cidadão me publicou um artigo dizendo: "A humanidade é um projeto falido". Eu fiquei meio encafifada, gente. Tá todo mundo falando a mesma coisa.
que isso é assim mesmo. Aí fui pensar, eu tenho 61 anos, nessa época tava com uns 59. Parei para pensar, todo mundo que eu conhecia na minha vida, como é que essas pessoas eram?
Uns 95% das pessoas que eu conheci eram pessoas de bem, não eram excepcionais, mas queriam criar os seus filhos, ter a sua vidinha, não queriam mal a ninguém. 95% das pessoas que eu conhecia na minha vida era assim, bandido mesmo, deve ter sido menos de 5%. Se a estatística da minha experiência e da minha vida é essa, como é que eu deixo a mídia me convencer que 100% da humanidade não presta?
Não é isso que eu tô vendo. Não é isso que eu tô vivendo. Por que que eu não acredito em mim mesmo?
É a mesma coisa que eu tá olhando para ela e dizendo: "A blusa dela é branca". Aí vem o jornal e diz: "Não, a blusa dela é lilás". Pois é, eu devo estar com algum problema de vista, né?
Porque eu tô vendo tão branca. Não é branca. A minha experiência me mostra que é branca.
Confia em si próprio. Provavelmente a sua experiência de vida te dá embasamento muito maior do que do cidadão que escreveu esse artigo no jornal, que às vezes eu só queria ir na onda e chamar atenção sem embasamento nenhum. Se você reflete, você tem embasamento.
Acredite em si próprio. Em relação às coisas, nós nunca estivemos tão avançados em relação a nós mesmos. Nós estamos muito atrasados, não conhecemos nada de como realizar um mínimo grau de identidade, de felicidade, um sentido de vida humanista verdadeiro.
Nunca fomos tão egoístas, não sabemos quase nada sobre o ser humano, sabemos demais sobre as coisas que a gente constrói. Ou seja, todo o nosso processo de educação é um aparelhamento técnico para que você produza coisas e não um aparelhamento humano para que você produza si próprio. Não conhecemos quase nada da vida, gente, da vida.
Não sabemos de nós mesmos. Perdemos isso. Perdemos mesmo.
Porque já houve em algum momento que a gente sabia alguma coisa. Me recordo muitos, muitos, muitos anos atrás. Eu tô perdendo um pouco a noção de de tempo, mas deve ir aí uns 20 anos, pelo menos.
Eu lia um livro que esse livro falava como era uma cidade antiga que era Roma. Gente, eu fiquei com aquilo de queixo caído. Eu fiquei de queixo caído.
Como é que era a tecnologia de vida? Isso já era Roma, não era nenhum Egito não, porque Roma já é muito decadente em relação ao Egito. Eu construiu uma casa, eles fazziam uma cerimônia para pedir autorização da natureza para alterar aquele espaço, explicando o que que eles pretendiam fazer ali para se harmonizar com ela.
Iam fazer, por exemplo, uma mudança, iam se mudar para um lugar onde já tinha sido habitado por outros seres humanos. Eles não preocupavam em limpar só o plano físico. Eles iam com uma tocha limpando pelos cantos para tirar as formas emocionais que ficavam grudadas ali, porque um ser humano deixa o ambiente impregnado.
Eles não entravam assim de qualquer maneira para não serem influenciados pelo que já tinha acontecido aí. A gente sabe alguma coisa disso? Quando um grupo familiar acontecia algum desastre e uma pessoa morria por um acidente, eles pegavam todo mundo e botavam de quarentena para fazer uma purificação mental.
Porque as pessoas pensando demais naquilo evocavam aquelas energias para provocar mais peravam todo mundo de quarentena para fazer uma purificação. Um nível. Falei: "Gente, esse pessoal sabia isso tudo sabiam.
E o que que restou disso? " Coisíssima nenhuma. Coisíssima nenhuma.
É capaz a gente morar num lugar que foi um presídio de boas. Que espaço bom, como aluguel tá barato e não tem nenhuma preocupação que algo esteja impregnado, tem alguma coisa, nada. aquilo que eu não vejo não existe.
É mais ou menos como a gente pensa hoje. Então, voltando para aquela novidade digna de Holofotes, nós sabemos muito pouco sobre a vida, sobre nós mesmos, muito pouco. Portanto, reflita e acredite no fruto das tuas reflexões.
Não acha que tem muita gente aí sabendo muita coisa, porque de fato não tem. O que gera sabedoria é bondade. E bondade tá bem raro, né?
Sabedoria nasce da bondade e quando tem pouca bondade tem pouca sabedoria. Tem conhecimento técnico que não acaba mais, mas sabedoria tem pouca. Se você gosta dos nossos conteúdos, saiba que na Acrópole Play, a plataforma de streaming da nova Acrópole, você encontra mais de uma centena de palestras e séries inéditas que gravei especialmente para lá.
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