E aí, pessoal! Tudo bem com vocês? Estou aqui hoje para apresentar a primeira aula do nosso curso sobre a Inglaterra no período saxão.
Nesta primeira aula, o que eu quero discutir com vocês é sobre os saxões da Inglaterra, sua ocupação e como ela ocorreu. Nós vamos começar diretamente falando sobre os antecedentes dessa ocupação, o que aconteceu na Bretanha antes que os saxões chegassem e pudessem ocupar a região. Esses antecedentes remontam ao período romano, como vocês já devem saber.
O Império Romano dominou a Bretanha. Hoje, eu gostaria de discutir com vocês como era a Bretanha antes que os saxões se estabelecessem ali, mais especificamente durante o período da dominação romana. Então, hoje nós vamos falar da Bretanha romana.
A Bretanha, quando foi ocupada por Roma, foi muito mudada. Os romanos trouxeram a sua civilização para a ilha. Então, quando essa dominação começou?
Antes que os romanos chegassem, a Bretanha era ocupada pelos celtas, um povo chamado bretões. Os romanos chegaram em 43 d. C.
, com a conquista pelo imperador Cláudio. Na época do imperador Cláudio, os romanos invadiram a Bretanha, conquistaram a região e se estabeleceram ali, expandindo as fronteiras do seu império até a Bretanha. E quanto tempo durou essa dominação?
Nós podemos ter a impressão, especialmente algumas pessoas que não conhecem bem a história, que foi um período curto, mas na verdade foi um período muito longo. O domínio romano na Bretanha se iniciou no ano de 43 d. C.
e terminou apenas em 410 d. C. Ou seja, a duração da dominação romana na Bretanha foi de 367 anos, ou seja, mais de três séculos e meio, quase quatro séculos.
Se fizermos uma comparação com três séculos e meio atrás, nós estaríamos em 1600 e pouco. Imagine do ano de 1600 até os nossos dias, atualmente em 2017, o ano em que estou gravando essa aula. Colocando a comparação no nosso país, o Brasil, como se estivesse sendo dominado pelos romanos, é uma perspectiva interessante.
O período de dominação de Roma nas ilhas britânicas durou de 43 d. C. até 410 d.
C. O que sabemos sobre essa dominação? Existem muitos registros arqueológicos, mas poucos registros escritos, infelizmente.
Quando pensamos nas ilhas britânicas, algumas pessoas podem ter a impressão de que Roma dominou toda a extensão, mas isso não é verdade. Sabemos atualmente que a Inglaterra, a Grã-Bretanha e as ilhas britânicas são formadas por 15 países, incluindo Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Na geografia de hoje, Roma dominou basicamente onde hoje estão a Inglaterra e o País de Gales, conforme mostrado no mapa que vocês estão vendo.
O que está em amarelo indica onde Roma dominou, enquanto o que está em verde representa onde Roma não ocupou. Nós podemos afirmar que Roma não entrou nas costas da Irlanda; ela ocupou basicamente o que hoje é a Inglaterra e o País de Gales, onde até construíram a Muralha de Adriano. Vamos falar dessa muralha também hoje.
É importante notar que, nesses 367 anos que vamos estudar, o foco será especificamente o século IV e o início do século V, que foi quando essa dominação estava em seu auge. O século IV, especificamente entre 301 e 400 d. C.
, foi o ápice da dominação romana na Bretanha. Eu tinha uma visão antes de começar a estudar sobre o assunto, e talvez muitas pessoas ainda tenham essa visão de que a Bretanha era um lugar. .
. (Nota: o texto original parece estar truncado no final. Continuar pode ser necessário para manter a integridade do pensamento.
) É bárbaro no sentido romano do tempo, já que os romanos viviam nos bairros. Não é um lugar, mas é meio não tão civilizado. Porém, isso não é verdade.
Isso não é verdade. No século IV, foi o auge da dominação romana. E olha só, a população estimada da Bretanha — estimada, pois não podemos ter certeza de qual era essa população.
Podemos inferir que era inferior através de achados arqueológicos e tal. Certo? Mas a população estimada na Bretanha romana, nessa época, no século IV, era provavelmente entre 1 milhão e 1 milhão e 500 mil habitantes.
Aí você pensa: "não é tão grande assim a população". Os padrões de hoje realmente não são grandes. A população, certo?
Porém, nos padrões da época, onde o mundo não tinha nem um bilhão de pessoas no mundo inteiro — bem longe disso, bem longe de ter um bilhão de pessoas —, e atingiu 1 bilhão somente no século passado, era muita gente. Era muita gente, certo? Uma grande concentração populacional.
Essa população que a Roma tinha só ia ser atingida novamente séculos mais tarde ou seja, foi um período de pujança naquela região. Foi um período em que Roma realmente conseguiu levar a sua civilização, seu modo de vida, para aquela região, como nós já vamos ver. Então, a população estimada, sim, entre 1 milhão e 1 milhão e 500 mil habitantes, que basicamente ocupava aquela região ocupada pelos romanos.
Lembremos que não estamos considerando a Escócia e a Irlanda; estamos falando basicamente da Inglaterra e do País de Gales, que foram as regiões ocupadas pelos romanos, ok? Nós temos evidência. Nós temos evidência também de muita circulação de moedas, certo?
Na Bretanha, há achados de circulação de moeda romana na região, certo? O que isso mostrava? Onde circula a moeda, circula dinheiro; significa que está tendo alguma atividade para que haja essa circulação de moedas.
Então, o que nós podemos inferir disso? Um comércio forte na região da Bretanha. Tinha um comércio forte, sim, onde os romanos ocupavam.
E uma das principais produções da região que os bretões romanos produziam lá era o setor de cerâmica. A cerâmica era uma força comercial na região, pois circulava a mercadoria lá bastante, certo? Nós temos evidência de um comércio forte, representada por uma grande circulação de moeda, durante o período de dominação romana na Bretanha, ok?
Nós também, até para reforçar um pouco isso, temos evidências de pessoas que vieram de muito longe. Evidências arqueológicas mostram coisas trazidas de todas as partes do mundo, sim, do mundo dominado pelos romanos, para dentro da Bretanha. Então, isso reforça ainda mais a ideia.
Essas evidências de pessoas que vinham de longe indicam que aquela região era, sim, uma região que tinha um comércio forte, que tinha uma grande circulação de pessoas e uma região importante para Roma. Porque onde tem bastante comércio, bastante circulação de pessoas, bastante circulação de dinheiro, costuma ser um lugar que traz riqueza, ok? Então, aqui, temos comércio forte e pessoas vindas de todos os lugares.
A Bretanha era uma força dentro do Império Romano, como nós podemos acreditar, certo? Através de outras evidências que eu vou comentar com vocês, ok? Sobre o governo, a maioria dos cargos do governo na Bretanha não era ocupada por pessoas nativas de lá, certo?
Não eram ocupados por pessoas nativas. Os romanos traziam governadores de fora, de outras províncias, para governar a Bretanha. Ou seja, os bretões, muitos deles, romperam-se com a romanização.
Com certeza, prosperaram, ficaram ricos, certo? Existe uma elite local ali, certo? Se tornaram pessoas inclusive importantes dentro do governo, porém não governaram.
Certo? Os governadores, como disse, vinham de fora. Nós temos também evidências importantes de presença cristã na região, evidências fortes.
Inclusive, temos dois personagens famosos na época do cristianismo romano que eram bretões: Pelágio, que inclusive teve acusações de heresia contra as ideias que ele defendia, e São Patrício. São Patrício foi o homem responsável pela cristianização da Irlanda, certo? Então, eles são os dois mais famosos.
São Patrício, quem ele era? Ele nasceu no final do período da dominação romana, um pouquinho depois. Mas ele com certeza se tornou uma figura importante para a cristianização da Irlanda, depois que a dominação romana havia acabado, certo?
Porém, ele era bebê e também nasceu num contexto de uma Bretanha que ainda tinha os resquícios da dominação romana, certo? Ele e Pelágio podemos dizer que são os cristãos mais famosos da Bretanha. E a Bretanha foi se cristianizando mais e mais com o tempo, conforme o cristianismo se expandia no Império Romano, ok?
Então, são essas evidências que nós temos aí, só para a gente ter uma ideia, fazer uma imagem de como era a Bretanha romana naquele momento, ok? Em resumo, como já disse, a Bretanha era uma província importante para Roma, e Roma via a Bretanha como uma província importante por causa de tudo que já citamos. Vimos que havia muita circulação de moedas, era um local populoso, indicando que havia muito comércio.
Pessoas que vinham de todos os lugares, justamente por causa do comércio. Isso traz um certo atrito em uma província importante. E Roma fez esforços, como já havia comentado, para manter a Bretanha segura.
E nós vamos ver isso seguindo, certo? Então, o que ameaçava a Bretanha? Basicamente, a minha sala, Bretanha.
Porque se Roma fez esforços para manter a Bretanha segura, significa que havia alguém que estava ameaçando a segurança. Quais eram as ameaças? Eu vou mostrar um mapa para vocês agora.
As principais ameaças à Bretanha romana eram quem? Eram os pictos, os escoceses e os. .
. Saxões, já vou explicar um por um e por que eu coloquei exatamente esse nome. Os pictos eram habitantes da Escócia atual, certo?
Então, onde hoje é a Escócia, era onde os pictos moravam. Provavelmente, eles eram mesmo povo ou parentes do povo que os romanos chamavam anteriormente de caledônios, da Caledônia, certo? Ou mesmo povo ou, então, bem próximos a eles, os pictos.
E como os pictos ameaçavam a habilitação romana, eles atacavam pelo norte, certo? Porque, como você pode ver no mapa anteriormente, e eu vou mostrar um outro mapa daqui a pouco, os romanos dominavam até certo ponto, onde havia a Muralha de Adriano, que não vou comentar sobre ela. E, ao norte, estavam os pictos, que eles ameaçavam por meio dos recursos às incursões deles de norte a sul, certo?
E eles também atacaram pelo mar, pela costa do mar. Ali a muralha não conseguia proteger o mar, tá? Então, eles acabavam atacando tanto pelo norte quanto pelo mar, que é daí que eles tinham as incursões ameaçadoras, certo?
Os romanos se preocupavam com essas ameaças e tinham esses cortes. Vou abrir o máximo aqui porque estou chamando esse povo de "scott", e você pode estar pensando que eu não quero que você se confunda; é exatamente por isso que estou chamando-os de "scott", porque eu não quero que você se confunda com os escoceses, tá? Porque os pictos evitavam a Escócia, só que os "scots" habitavam a Irlanda.
Não vou chamar os "scots" de escoceses, tá? Vou usar um nome que os próprios ingleses usam para se referir àquele povo, certo? Já que a Inglaterra no ataque é por conta da história inglesa, eu vou manter esse nome original para falar que esse povo eram os habitantes da Irlanda, certo?
Eles habitavam onde hoje é a Irlanda, e eles começaram a atacar a administração romana antes do fim do século III a. C. Eles já ameaçavam, e podem ter tido assentamentos em Gales, mesmo antes do fim do período romano; ou seja, antes dos romanos saírem definitivamente da Bretanha, os "scots" podem sim ter conseguido se fixar em alguns lugares ali.
Ou seja, eles eram, sim, uma ameaça que os romanos tinham que prestar atenção. E, por fim, uma das principais ameaças à autonomia romana eram os saxões. Nossas opções são esse povo que vai invadir.
Vamos estudar sobre exatamente quem eram os saxões. Eles eram habitantes das planícies germânicas ao norte da parte sul da península dinamarquesa. Ou seja, os saxões vieram de onde?
Vieram da Dinamarca, da parte sul da península dinamarquesa, e, de lá, começaram a atacar as costas do Império, provavelmente no início do século III. Certo? Ou seja, a partir do século III, nós temos todas essas ameaças: os pictos, que já eram nativos da região da Grande Ilha, na parte norte, os "scots", que antes do fim do século III já começaram a invadir, e os saxões, que começaram a atacar provavelmente no início do século III.
Lembrando que os séculos III e II vão de 201 até 300, certo? Então, nesse período, surgiram as três principais ameaças: uma já existia; as outras, os "scots", antes do fim do século III, começaram a invadir, e os saxões, provavelmente no início do século III, começaram a ameaçar. Como você pode ver no mapa que eu estou mostrando aí para vocês, certo?
Dois mapas, inclusive. Nós temos aí, no primeiro mapa, para você ter uma ideia visual do que eu acabei de falar: os bretões, que eram os nativos da região, quando os romanos chegaram, e que ficaram sob o domínio romano, muitos deles se reorganizando com Roma, levando sua própria civilização até a Bretanha; os bretões aí ocupando essa parte onde hoje é a Inglaterra; os pictos ao norte ocupando onde hoje é a Escócia; e os "scots" a oeste ocupando onde hoje é a Irlanda. Do outro lado, se você conhece geografia como eu presumo que você conheça, para assistir às aulas, nós temos apenas a Dinamarca.
Esse segundo mapa eu estou mostrando para vocês, e essa perícia na época eram três povos que habitavam ali. Inclusive, guarde esse mapa na sua cabeça, porque em aulas futuras nós vamos discutir, e nós vamos falar justamente desses três povos que estavam na península dinamarquesa. Juntos, ocupavam essa parte mais ao norte, no meio os ângulos e, no fim, os saxões, certo?
E foram os saxões que ocupavam essa parte sul da península dinamarquesa que ameaçavam a oeste a Bretanha romana. A leste, desculpa, do leste para o oeste, a Bretanha romana, eles vinham e atacavam ali. Sobre os saxões, gente, tem um relato, um escrito, certo?
Do poeta e bispo romano Sêneca, Apolinário, sobre os saxões. O que ele disse ao falar das invasões dos saxões da Aquitânia? Lembrando que Aquitânia é uma parte de onde hoje fica a França.
Ele não estava se referindo à Bretanha; porém, nós podemos fazer um paralelo entre o que acontecia na Bretanha, nos ataques saxões, e o que aconteceu na Aquitânia, já que era o mesmo público que estava invadindo, ok? Olha só o que o dono Apolinário falou sobre os saxões. Ele disse isso: palavras dele: "Eles superam todos em brutalidade, ingovernáveis e sentindo-se completamente em casa no mar, eles atacam inesperadamente.
Quando estão prontos para navegar para casa, afogam ou crucificam uma entre dez de suas vítimas como sacrifício. " Uau! Era isso que os saxões faziam, certo?
Os saxões tinham uma certa fama por sua crueldade, certo? Quando eles faziam os seus ataques, então era uma ameaça séria, era uma ameaça que tinha que ser levada em consideração quando os romanos defendiam a Bretanha, certo? E os romanos, sim, como já mencionei mais de duas vezes, fizeram esforços para defender a Bretanha, o que sugere que era uma.
. . Das suas províncias mais importantes, porque senão, se não fosse tão importante assim, por que eles fariam esforços para defender a Bretanha?
Provavelmente, eles poderiam simplesmente deixá-la pra lá. E durante os 365 ou 367 anos de dominação, eles fizeram aí esforços significativos para defender a Bretanha. E é isso que a gente vai ver agora: a força bélica romana na Bretanha.
Olha só: existiam fortes construídos na Bretanha, certo? Vários fortes que paravam pela Bretanha. Por exemplo, na costa saxã, podemos dizer que a costa dos saxões atacava, e eles tinham alguns fortes, como a Torre de Orc.
Certo que hoje ainda existe, nós podemos vê-la em Iorque. A Torre de Orc, York, foi uma cidade fundada pelos romanos e já começou como uma fortaleza romana, foi construída por volta do ano 300. Um exemplo de um forte que eles fizeram em Hockenheim é apenas um entre os vários fortes que existiam na Bretanha que eles construíram.
Então, fortes, bom, fortes são construções militares para que a guarnição de tropas consiga ser uma base para parar, atacar e ficar. Os romanos construíram vários fortes na Bretanha com o intuito de defender os locais mais importantes. As cidades mais importantes da Bretanha eram muradas, ok?
Eram locais formados, eram locais fortificados. Por que eles eram locais identificados? Justamente porque existia a ameaça de ataques que poderiam ocorrer a qualquer momento, e as muralhas, como nós sabemos, ofereciam proteção a esse tipo de ataque.
Os romanos se preocuparam em murar os locais mais importantes da Bretanha para protegê-los. Se não fossem locais importantes, se a Bretanha não fosse tão importante assim, provavelmente eles nem se dariam ao esforço de construir fortes e de murar os locais mais importantes que existiam na Bretanha, ok? E uma outra coisa bem famosa que existiu na Bretanha foi a Muralha de Adriano.
O imperador Adriano começou a construção da muralha no ano de 122. O que ele queria fazer? Ele queria conter os ataques dos pictos, certo?
Porque a muralha foi construída de uma parte à outra da costa rochosa da Bretanha, na fronteira de onde os pictos atacavam, assim como vocês viram no mapa que existe a Muralha de Adriano, certo? Então, ele construiu essa muralha de uma parte à outra da Bretanha para parar os ataques dos pictos que vinham do norte. Agora, eu gostaria de fazer um parêntese e falar sobre como a cultura popular, e como talvez você conheça alguma coisa da cultura popular atual do mundo hoje no século 21, faz uma referência a essa muralha.
Também permitam-me fazer aqui um parêntese: você já assistiu à famosa série da HBO, "Game of Thrones"? Você já assistiu? Ela faz a comparação, sei que muita gente que assiste a série já sabe disso, mas caso você não saiba, faz a comparação da muralha que a Patrulha da Noite guarda, certo, para defender os Sete Reinos dos ataques dos Selvagens do Norte.
Eu não vou afirmar, porque eu não sou a pessoa que escreveu os livros, nem sou a pessoa que fez a série, mas eu tenho quase absoluta certeza, 99,9% de certeza, que eles se inspiraram na Muralha de Adriano para fazer aquilo. Porque é muita coincidência pra ser uma invenção. Com certeza foi baseado na Muralha de Adriano.
Como você pode ver, a diferença nesse caso seria: os Sete Reinos seriam a Bretanha romana, a muralha seria a Muralha de Adriano e os Selvagens do Norte, que vinham atacando, e a muralha foi construída pra defender os Sete Reinos dos ataques deles, que eram os pictos, ok? Porque o contexto, digamos assim, é extremamente parecido, é extremamente parecido. Então, pensando assim, você tem uma ideia do que foi a Muralha de Adriano: uma construção construída para parar os ataques dos pictos, os bárbaros do norte, para que eles não ameaçassem o mundo romano.
A Muralha de Adriano é uma construção muito importante. Até hoje existem ruínas dela lá na Bretanha, na Inglaterra, dessa muralha que foi uma construção bem grande, com o intuito de parar o ataque dos pictos. Ok?
Os romanos pensavam na segurança da Bretanha, e isso também é mostrado na força bélica que os romanos tinham dentro da Bretanha. Olha só, estima-se que no final do século II, estima-se que havia uma força de 50 mil soldados romanos. Para Roma manter 50 mil, não era tanta coisa assim, ok?
O Império Romano era muito grande, as forças humanas eram grandes. Porém, para efeito de comparação, no século II, entre o ano de 101 e o ano de 200, havia uma força de 50 mil soldados romanos lá. E essa força de 50 mil é uma força muito maior do que qualquer rei inglês conseguiu manter na Idade Média.
Ou seja, os reis na Idade Média não conseguiram ter tanto de soldados romanos quanto os romanos tiveram na Bretanha no século II. Ou seja, houve muito esforço—os romanos realmente se preocupavam com a Bretanha. E constantes expedições militares eram enviadas para assegurar a província contra ameaças.
Ou seja, nós vemos várias vezes que quando sofria ataques, eles pregavam expedições para expulsar os agressores da Bretanha. Então, além de ter uma grande força lá dentro, eles também se preocupavam em mandar expedições para ajudar e desfazer os ataques, o que sugere mais ainda que a Bretanha era uma província que precisava ser assegurada pelos romanos a todo custo. E foi assim por muito tempo, foi assim por bastante tempo, até que o império, como um todo, e a Bretanha começaram.
. . A cair, como começou a se retirar de lá aos poucos e como isso aconteceu, porque isso aconteceu.
Enfim, a queda da Bretanha Romana é isso que nós vamos ver agora. No ano de 383, o que aconteceu? Magnos Máximos.
Quem foi Magnos Máximos? Ele foi um revoltoso contra o governo do imperador Graciano e foi reconhecido imperador na Bretanha e na Gália. Ele é o imperador usurpador.
Se você não conhece bem a história do Império Romano, talvez você possa pensar assim: "Mas me sinto culpado! O que é isso? O que esse cara fez?
" Existia um imperador só? Em teoria, sim, existia um imperador só. Porém, se você for estudar, por exemplo, a crise do terceiro século e essas coisas em Roma, você vai ver que, de vez em quando, ou de vez em quando, depende da sua interpretação, saía uma pessoa e falava: "Não, imperador, agora sou eu.
" Não vou entrar em detalhes, tá? Mas isso acontecia. Pessoas, por exemplo, generais, pessoas importantes militarmente, chegaram a se declarar imperadores.
Olha, eu sou o imperador agora, tá? E tal região, tal exército, tal legião me reconhecia como imperador. Pronto, foi isso que aconteceu.
Em 383, Magnos Máximos revoltou-se contra o imperador Graciano e foi reconhecido imperador na Bretanha e na Gália. Ou seja, ele chegou e falou: "O treinador sou eu" e eles falaram: "Bretanha e Gália, os romanos já falaram, o imperador, você tá? " Aceitaram.
E o que aconteceu quando ele foi reconhecido imperador na Gália e na Bretanha? Ele tirou parte das tropas da província e atirou nele. Eram tropas reconhecidas como imperador.
Aliás, se viu dona das tropas, tirou-as de lá, e boa parte delas nunca retornou. Então, podemos colocar que começou o declínio da força romana na Bretanha. Essa força romana, que era o que conseguia conter as invasões por muito tempo, foi assim.
No ano de 383, foi aí que começou o declínio. Por quê? Porque Magnos Máximos, o imperador usurpador, revoltou-se com Graciano e falou que tiraria as tropas de lá.
Ele tirou para manter o seu governo e elas nunca mais voltaram para a Bretanha. Temos também uma evidência de uma redução da circulação de moeda, gradativamente foi reduzindo, e o comércio que existia na Bretanha, o que não é nenhuma surpresa. Nós sabemos que, mais e mais, com o tempo, como foi sofrendo, aí, com as invasões bárbaras, com as constantes ações bárbaras, com os constantes ataques bárbaros, o tenente, e aí, com o tempo, foi reduzindo a circulação de moeda na Bretanha.
O que nós podemos inferir também é que pode ter havido um declínio no comércio. Enfim, a província, que era dependente do comércio, que era pujante, começou a se decair com o tempo como um todo. Ok?
Só que tem muito mais nessa história, muito mais nessa história. O primeiro cara a prejudicar a Bretanha foi Magnos Máximos, que se voltou contra o governo do imperador Graciano. Só que, mais tarde, algumas décadas depois, no ano de 406, ou seja, já no século V, surgiu outro imperador usurpador na Bretanha.
O nome dele era Marcos. E o que aconteceu? Ele foi morto por tropas um ano depois.
Essa atenção nessa sucessão de eventos: só em 406, o imperador usurpador na Bretanha, Marcos, é o nome dele, ele foi morto por tropas um ano depois, em 407. Foi morto, e o Marcos morreu. Beleza, acabou.
Ameaçando não acabou, veio outro jogador, Graciano, tá bem? O outro jogador tomou o lugar. Marcos, mataram o imperador.
O jogador surgiu, outro. Só que este também foi morto, mataram ele também. Só que, aí, não satisfeito, surgiu um terceiro: Constantino III.
Ele se autointitulou Constantino III, e esse teve um sucesso bem melhor que os outros. Só que o que aconteceu? No último dia de 406, no último dia do ano, a Gália foi invadida.
Foi invadida por quem? Pelos vândalos, pelos alanos e pelos suevos, que eram três tribos bárbaras. Certo?
Vândalos, alanos e suevos invadiram a Gália. Tá, no ano de 406, se não estou enganado. Me desculpem se eu estiver, mas creio que foi no último dia do ano de 406.
A Gália foi invadida. O que aconteceu em 407? Constantino III, o imperador usurpador, reconhecido imperador na Bretanha, certo?
Embora não fosse o imperador de Roma, o usurpador político, assim como Magnos Máximos, décadas mais cedo, ele com certeza se viu na obrigação de defender a Gália. Nós vamos ver numa próxima aula que eu vou entrar mais em detalhes nesse assunto. A Gália, elas tinham uma relação muito próxima, ok?
Isso no período romano e depois do período romano, certo? Depois que a dominação romana acabou, tanto na Gália quanto na Bretanha, mas continuaram com uma relação próxima. A Gália, para quem não sabe, é onde hoje é a França, ok?
Ou seja, bem ao sul da Inglaterra. Ali, elas tinham uma relação bem próxima com os vândalos, alanos e suevos que invadiram a Gália. Constantino III tirou o resto das tropas que tinha na Bretanha e foi combater a invasão deles, e ele conseguiu vencer, certo?
O negócio, Constantino III, conseguiu expandir sua influência até para o norte da Espanha. Ele, porém, foi executado. Ele conseguiu ser derrotado pelo imperador romano Honório, certo?
No ano de 411, Constantino III foi morto por Honório. Só que, olha só, vocês veem que tem um período de tempo entre o ano de 407 e 411, ok? Um período de 4 anos, entre 407 e 411.
E o que aconteceu nesse período? A Bretanha ficou conhecida por quê? Porque Constantino III chegou a trotar geral para combater os invasores na Gália, ok?
E os pictos, os saxões, escoceses, que não eram nem souberam disso, viram lá que a Bretanha não estava bem. Defendida, e aí eles falaram: "A nossa chance é montar nos barquinhos deles. " Invadiram ali, só que eles falharam.
Isso mesmo! Sem os romanos, sem os romanos, os bretões, os botões dos habitantes, betões da ilha repeliram a ameaça. Eles conseguiram expulsar os invasores sem ajuda dos romanos, por si sós.
Ou seja, se defenderam. Defenderam até onde moravam e triunfaram! E o que aconteceu com isso?
Roma já não vinha muito bem das pernas, nós sabemos disso. Aqui, no final do interesse do século XV, foi um truque. Roma.
. . o império não foi o tempo em que Roma caiu; foi a derrocada do Império Romano, em 476.
O imperador Rômulo Augusto foi deposto. Isso foi no século V. Nós já estamos no século XXI, nós já estamos no início do século V.
Roma não andava muito bem das pernas. O imperador Ólio, vendo que os bretões se defenderam com sucesso dos awacs, aproveitou a oportunidade. O que ele fez?
Ele escreveu às cidades da Bretanha, dizendo que, daquele momento em diante, elas eram responsáveis por sua própria defesa. Ou seja, ele disse: "Roma não mais vai fazer esforços para defender a Bretanha. Nós não podemos mais fazer isso.
Vocês já provaram que podem fazer isso por si mesmos. Se foram atacados, vocês repeliram os ataques, e nós não vamos mais ajudar. " Basicamente, foi isso que ele quis dizer com o ato dele de escrever às cidades, obtendo, dizendo que, naquele momento em diante, elas eram responsáveis por sua própria defesa.
Assim, esse evento marca o fim da dominação romana na Bretanha. Não que ele dissesse: "Vocês não são mais parte do império", mas ele afirmou: "Nós não vamos mais defender vocês. " Ou seja, acabou a dominação.
Enfim, o que aconteceu de 410 para frente, depois de 367 anos? E aí, o que aconteceu? Os bretões, aí dominados pelos romanos, e agora, pela primeira vez, se viram sozinhos.
"Nós não temos mais ninguém para defender a gente! " Infelizmente, nós não temos muitas informações sobre o que aconteceu na Bretanha nesse período. O que pode ter acontecido?
Isso é especulação. Não vou aqui cravar: "Olha, isso aconteceu. " Aí você vai falar: "O cara lá no curso disse que aconteceu isso!
" Não, é especulação. Pode ter acontecido, pode não ter acontecido. Pode ter havido um poder central dominando toda a província por um tempo.
Pode ter havido, por exemplo, um imperador bretão operando apenas ali. Eles já tentaram fazer isso antes, né? Pelo menos.
Mas, especulação. . .
não podemos ter certeza. Tem algumas coisas, alguns relatos que sugerem que isso possa ter acontecido, ok? Porém, nós não podemos ter certeza porque se trata de um homem que, me desculpa, eu não estou recordando de cabeça o nome dele agora, que há relatos que dizem que ele usou o púrpura, ele usou o roxo.
Enfim, a fonte que eu estava lendo em inglês, Edward Powell, bom, foi o que disseram, e isso é uma referência a usar o púrpura, que era uma referência ao imperador, ok? Então, pode ter acontecido de ter um governo central que uniu o que restou da província e governou ali como se fosse um imperador. Localmente, mas nós não podemos ter certeza disso, ok?
Pode ter acontecido que eles formaram um conselho das várias cidades bretãs que se reuniam de tempos em tempos para ver o que fazer com os rumos da ilha. Ok? Só que nós não podemos ter certeza disso também; nós não sabemos o que aconteceu.
Uma coisa é certa: com o tempo, a Bretanha se fragmentou em vários reinos, que vamos ver mais para frente. Essa fragmentação que houve, reinos diferentes que foram formados, de origem bretã e romana, podemos dizer assim, que os bretões nessa época já estavam tanto tempo sob domínio romano que a grande maioria deles já estava organizada, ok? O governo provavelmente então foi alterado durante a presença bretã, e provavelmente, humanizados e romanos que habitavam.
Então, eles tiveram que achar um jeito de conciliar o poder central ali para que continuassem se governando e se defendendo das ameaças que não cessaram. Roma saiu de lá como a grande responsável por manter a Bretanha segura; agora não estava mais ali, e os pictos, os cortes e os saxões continuavam atacando. Eles não iam parar porque Roma saiu de lá, certo?
Muito pelo contrário, agora era uma oportunidade de ouro que eles tinham para invadir. Fazendo agora as considerações finais: depois de tudo isso que eu falei sobre a província forte, bem defendida, que se declarou e decaiu, com o tempo, a partir do ano de 380 e três, com os imperadores e os jogadores que tiraram as tropas de lá, com o declínio do Império Romano que gradativamente foi acontecendo, nós sabemos disso. E que é até a decisão do imperador de não mais defender a Bretanha, né?
Considerações finais: a queda da Bretanha foi parte de um contexto, ok? Não havia nada novo. Não tinha nada novo no Império Romano: sobre imperadores usurpadores e ataques de povos estrangeiros, o Império Romano sempre lidou com isso.
Houveram vários ataques de povos estrangeiros; sempre houve isso. Só que o império, como já disse, foi sem falar que, sendo gradualmente. .
. isso foi criando terreno para a queda definitiva das províncias romanas em 476 d. C.
Ou seja, se Roma tivesse mantido forte, pode ser meio óbvio, mas ficou claro como foi a queda da Bretanha, que foi parte de um contexto. Se Roma tivesse se mantido forte, provavelmente a Bretanha romana não teria caído, ok? Mesmo com os imperadores usurpadores, porque não era novo.
Roma, no terceiro século, teve vários operadores dos jogadores. Por exemplo, é isto aí: a crise no século XXI. Vai ver o que aconteceu.
Eu não vou ficar citando porque não interessa, esse curso, porque talvez em outra oportunidade. Mas não havia nada novo sobre aquilo. Tá?
Se Roma tivesse mantido forte, como eu disse, os imperadores de computadores poderiam aparecer, poderiam enfraquecer a região ali temporariamente. Só que depois Roma novamente se estabeleceria em seu domínio em uma província que ela não gostaria de perder. Rock!
Só que, como forma, foi se enfraquecendo. Ela se viu obrigada a sair do Britânico e caiu definitivamente no ano de 476 o Império Ocidental. Ok?
O enfraquecimento da província e a sua queda ajudaram a criar um terreno propício para as futuras invasões anglo-saxãs. Mas elas ainda não ocorreriam por algum tempo. Ok?
Também já comentei isso, mas, para sintetizar, Roma saiu. . .
Como aconteceu? A ele, e como Roma era grande responsável por manter a segurança na Bretanha, e ela não estava mais fazendo aquilo. Embora os bretões conseguissem repelir, em primeira instância, os ataques de invasores inimigos, eles não fariam aquilo para sempre.
Ok, como nós vamos ver na próxima aula, nós vamos debater a questão de como os saxões se estabeleceram na ilha. E não se engane. Como eu disse, a província do Império Romano na Bretanha recebeu habitantes do Império Romano, melhor dizendo.
Ela era forte mesmo depois da queda do Império Romano. Tá? Isso é muito interessante!
Quando o Império Romano caiu, gente, os governos locais, mesmo com a influência humana, mesmo que os romanos organizados da Europa, mantiveram poder ali em primeira instância. Com o tempo, todos foram substituídos pelos bárbaros, pelos invasores bárbaros. Eles chegaram lá, estabeleceram seus próprios governos ali, um resquício do Império Romano, o que eles destruíram tudo que Roma fez.
Nós sabemos que os bárbaros tinham, nesse tempo das invasões, se apropriaram de muito do que os romanos fizeram. Ok? Mas todos os governos caíram para os bárbaros.
Porém, foi na Bretanha, foi lá na Bretanha que o último governo caiu. E não caiu para um dos bárbaros. Isso que é interessante, ó.
Como disse, vocês viram. Só para finalizar, aqui. Quando Roma caiu, os bretões formalizaram, junto com os botões locais, um risco organizado para assumir o governo.
O que foi aquilo? Foram os governos resultantes diretamente da retirada de Roma da Bretanha. Certo?
Depois aquilo se fragmentou, sim. Depois aquilo se fragmentou. Só que o que acontece?
O último resquício daquela fragmentação, daquela queda, foi o Principado de Gwyneth, que está no País de Gales. Ou seja, o que como não dominou? Um tinha dominado pelos garis incômodos no País de Gales, é o de hoje.
O País de Gales. E o que aconteceu lá? No País de Gales, surgiram reinos resultantes dessa dominação.
Nós vamos ver, por exemplo, em outras aulas, como a Mercia, a anglo-saxã, atacando os galeses. E aqueles, os galeses, eram resultantes da queda do Império Romano. Certo?
Ainda resultados daquela queda. Porque eles eram bretões. Tás?
Em Inglaterra, anglo-saxã na época. Gales é britânico. E o que aconteceu em 1282, no século XIII?
No século XIII, o Rei Eduardo Primeiro, na Inglaterra, subjugou o Principado de Gwyneth. E aquele era o último resquício, último resquício da queda românica na Bretanha. Ou seja, os bretões, descendentes daquela queda, ainda conseguiram manter o Principado de Gwyneth até 1282.
Ou seja, não era brincadeira a província da Bretanha. Nós podemos ver que o lugar era importante e é um lugar forte. Talvez uma das províncias mais fortes tenha sido a Bretanha.
Certo? Puxa, o saco na Bretanha, talvez bastante, mas eu tenho motivos para acreditar, pelo que eu li, tal. Enfim, você também, se você for estudando, aí, que era realmente uma província forte.
E assim, eu encerro a primeira aula. O que fica para reforçar ainda mais a sua cabeça é que, aqui, foi uma província forte; foi uma província de Roma que se estabeleceu ali. Foi uma província que teve uma pujança econômica, que teve uma circulação de pessoas.
Na província, um lugar populoso. Foi uma província particularmente interessante de visitar em Silves, no período romano. Certo?
Só que, só que, o contexto da queda do Império Romano, o contexto dos imperadores, os jogadores que tiraram as últimas forças de lá em Roma, não tem a força de novo para se restabelecer, levou à queda da província romana da Bretanha, que caiu bem antes do final do Império Ocidental. Ok? Foi em 410 que vamos retirar de lá, e o Império Ocidental caiu no ano de 476.
Ou seja, o final da história romana lá é bem anterior ao final da história romana na Europa. É como a gente pode dizer. Isso aí!
Espero que vocês tenham gostado da primeira aula. Na próxima, nós vamos discutir o contexto das invasões anglo-saxãs na Inglaterra, como elas aconteceram. Lembrando que não existem muitas evidências, infelizmente, mas isso é uma questão que nós vamos discutir na próxima aula.
Obrigado mesmo pela sua atenção e espero que vocês tenham entendido. Vejo vocês na próxima!