Olá vamos concluir hoje a discussão do Capítulo 24 do Capital intitulado a chamada acumulação primitiva na sessão de hoje vamos discutir o sétimo e último item intitulado tendência histórica da acumulação capitalista vimos ao longo da análise marxiana que ele procura demonstrar que o processo de nascimento da sociedade capitalista é tudo menos um processo idílico como pretende a economia política burguesa demonstrar Marques vai ao longo de vários itens mostrando os caminhos pelo qual a violência do Capital se fez presente a fim de parir a sociedade burguesa parte também da compreensão que se a sociedade capitalista existe
foi necessário um período de gestação desta sociedade e esse período de gestação ele caminha paralelamente a desagregação do modo de produção feudal feitas estas considerações um breve resumo dos itens anteriores vejamos o que Marx reserva neste item 7 intitulado tendência histórica da acumulação capitalista aqui Marques está centrando a atenção em duas formas básicas de proprietários aqueles pequenos proprietários que existiam na idade média e que ainda não haviam sido possuídos dos seus meios de produção das suas condições de trabalho e o novo proprietário privado que emerge com a sociedade capitalista feita esta consideração diz Marx o
que está no fundo da acumulação primitiva do Capital no fundo de sua Gênese histórica é a expropriação do Produtor imediato é a dissolução da propriedade fundada sobre o trabalho pessoal desceu o sensor aqui ele está se referindo àqueles pequenos proprietários que existiam na Idade Média sejam os proprietários rurais pequenos proprietários rurais sejam Os Pequenos proprietários urbanos a propriedade privada como antítese da propriedade coletiva existem somente ali onde os instrumentos e as outras condições exteriores do trabalho pertencem a particulares isto quer dizer que dentro da idade média enquanto subsiste a idade média vamos encontrar aquelas individualidades
que ainda dispõe dos instrumentos de produção e portanto não precisam ser submeter a relações de assalariamento a propriedade privada prossegue Marx a propriedade privada do Trabalhador sobre os meios de sua atividade produtiva é o corolário Isto é serve de Base a pequena indústria e esta é uma condição necessária para desenvolver-se a produção social e a livre individualidade do trabalhador Marcos quer dizer com isto que esta pequena propriedade este pequeno trabalhador que ainda detém os seus meios de produção ele vai ser fundamental para o desenvolvimento da fase Econômica posterior e vai ser fundamental porque esse trabalhador
que ainda detém os seus meios de produção vai adquirir certas habilidades que posteriormente poderão ser apropriadas pelo capital e subordinadas ao controle do capital Marcos observa que é possível encontrar essa pequena indústria no sistemas da escravatura da servidão em outras relações de dependência vamos ter pequenos proprietários no modo de produção escravista mas também no modo de produção feudal contudo ela só floresce esta pequena indústria só floresce só libera todas as suas energias só conquista a forma clássica adequada quando o trabalhador é livre proprietário privado de suas condições de trabalho meios e objetos de trabalho com
as quais opera a saber O Camponês é dono da terra que cultiva o artesão dos instrumentos que manuseia como Virtuoso observem que neste momento onde Ainda temos o pequeno produtor independente ele está ao mesmo tempo desenvolvendo potencialidades que poderão ser apropriadas pela produção capitalista é somente com a produção capitalista que todas estas potencialidades produtivas serão libertadas é por isso que Marques coloca a questão do processo civilizatório e do Capital como um momento necessário do desenvolvimento da humanidade e por que isso porque o capitalismo vai desenvolver as forças produtivas de tal modo que permitirá a possibilidade
ou cria a possibilidade para a instauração do modo de produção comunista ou de um modo de produção comunista Porém a produção neste estágio observa Marx suponha o parcelamento da terra e dispersão dos demais meios de produção ainda que entre esses pequenos proprietários desta pequena produção sejam sejam gestadas habilidades que poderão ser apropriadas pelo capital esta pequena propriedade ela é uma entrave para o desenvolvimento das forças produtivas sobretudo quando consideramos O isolamento os níveis bastante limitados para realizar a produção rural e também as limitações impostas nos meios urbanos pelas corporações de ofício que impediam a expansão
da produção tal como a classe emergente ou a burguesia burguesia Nascente precisava tanto é que esta burguesia Nascente foi procurar regiões sem controle das normas feudais para realizar os seus embriões de manufatura e os seus embriões de produção capitalista propriamente dita contudo retomemos aqui a produção neste estágio que é aquele estágio no qual ainda se encontrava o modo de produção feudal suponha o parcelamento da terra e dispersão dos demais meios de produção exclui além da concentração necessária desses meios a cooperação efetiva portanto não se estabelecem relações sociais efetivas e muito menos uma divisão social do
trabalho efetiva uma vez que é bom lembrar essas pequenas Produções elas eram basicamente Produções circunscritas a unidades familiares exclui além da concentração necessária desses meios a cooperação efetiva a divisão do trabalho dentro do mesmo processo de produção o domínio social e o controle da natureza o livro desenvolvimento das forças produtivas da sociedade observemos também que quando o Marcos fala da questão do domínio social e controle da natureza é porque Qual a produção capitalista o mundo passa a ser o fornecedor de matéria-prima para o desenvolvimento da produção enquanto que na Idade Média a produção é essencialmente
localizada assim além da ausência de concentração destes últimos ele também exclui a cooperação a divisão do trabalho no interior dos mesmos processos de produção A Dominação é a regulação sociais da natureza o livre desenvolvimento das forças produtivas sociais em poucas palavras aquele modo de produção que penava para deixar a face da terra o que penava resistia para não ser superado ele só é compatível com limitações estreitas e naturais espontâneas da produção e da sociedade que é aquela produção fundamentalmente voltada para a elaboração de valores de uso onde o comércio não vai ocupar uma grande parcela
da atividade ou quase nenhuma parcela da atividade querer eternizar aquele modo de produção significaria desmarques decretar a mediocridade universal mediocridade universal no sentido de que aquele modo de produção criava Barreiras para o desenvolvimento das Livres potencialidades humanas aprisionava os indivíduos naquelas formas de vida mais arcaicas desse modo ao atingir certo nível de desenvolvimento esse modo de produção que era o modo de produção feudal engendrou os meios materiais da sua própria destruição do seu próprio aniquilamento é a ideia de que quanto mais o modo de produção feudal se desenvolveu mas ele criou Barreiras para sua própria
continuidade enquanto modo de produção feudal em razão das contradições internas que este modo de produção vai gerando neste ponto de seu nesse ponto máximo de seu desenvolvimento Ou seja no ponto máximo de desenvolvimento do modo de produção feudal o modo de produção feudal é cada vez mais pressionado pelas novas forças sociais que se agitam no interior da sociedade em dissolução forças estas que se sentem Acorrentadas pelos limites impostos pelo próprio modo de produção feudal que estava em dissolução Portanto o antigo modo de produção tinha de ser destruído efetivamente desmarcas foi destruído a destruição do antigo
modo de produção portanto do modo de produção feudal implicou a transformação dos meios de produção individuais e dispersos em meios de produção socialmente concentrados uma vez que tá manufatura passará a agrupar um conjunto de trabalhadores que antes estavam dispersos e na manufatura haverá uma divisão do trabalho onde as múltiplas atividades estarão encarregadas de produzir uma mesma mercadoria ou então até mesmo aquela velha artesania poderá produzir uma mercadoria Só que desta vez sob o controle do Capital Esta é a discussão que Marques vai fazer por exemplo no capítulo da cooperação Capítulo 11 do Capital onde ele
Analisa bem o que era o trabalho sobre as condições da manufatura sua destruição implica a transformação dos meios de produção individuais e dispersos em meios de produção socialmente concentrados e Por conseguinte a transformação da propriedade nanica minúscula de muitos em propriedades gigantesca de poucos uma vez que o capital começa a concentrar não apenas o próprio capital mas também Trabalhadores em unidades produtivas primeiro a manufatura depois a grande indústria este processo se acentua observa que processo que como acentua Marx né Marques assentou que este processo vai se dar mediante a expropriação da grande massa da população
que despojada de sua própria terra e de seus meios de subsistência e instrumentos de trabalho e isso foi realizado por meios violentos esta massa foi empurrada para o assalariamento sobre a constituindo assim a base dos proletários modernos Marques ressalta mais uma vez que não foi um processo Pacífico esta expropriação foi terrível e ela foi marcada por atos de extrema violência e estes atos de extrema violência diz ele constituem a pré-história do Capital pré-história que se realiza através de uma série de métodos que se recorde por exemplo a expropriação dos produtores diretos consumada com o mais
Implacável vandalismo e sobre o impulso das paixões mais infames objetos e mês que a mente execráveis analisadas por Marx nos itens anteriores deste Capítulo mas também analisada no Capítulo 8 do Capital que é o capítulo da jornada de trabalho a propriedade privada obtida com esforço pessoal aquele pequeno proprietário a propriedade privada obtida com esforço pessoal constituída por meio do trabalho próprio fundada por assim dizer na fusão do indivíduo trabalhadores isolado Independente com suas condições de trabalho se deu lugar a propriedade privada capitalista que repousa na exploração de trabalho alheio e apenas formalmente Livre Marques continua
este item observando que tão logo esse processo de transformação tenha decomposto suficientemente em profundidade e em extensão a velha sociedade tão logo os trabalhadores se tenham convertido em proprietários e suas condições de trabalho em capital tão logo o modo de produção capitalista tem a condições teve condições de caminhar com suas próprias pernas passou a desdobrar-se uma outra etapa e que etapa é esta Marques Explicita que esta nova etapa é a etapa da socialização do trabalho a etapa da conversão do solo da terra e de outros meios de produção em meios de produção coletivamente empregados em
comum e que marca as primeiras unidades produtivas capitalistas aquele pequeno proprietário individual aquele pequeno trabalhador individual ele passa a ser substituído por um novo tipo de proprietário já não é mais o proprietário individual mas é o proprietário que tem sobre o seu controle formal e depois efetivo a subsunção real a subs não são inicialmente formal e depois a subjunção real processada pela grande indústria já é um outro tipo de proprietário é o proprietário capital de tal modo de Marques que o que tem de seres propriado agora e o agora que ele está se referindo é
o século 19 não é mais o trabalhador que trabalha para si mesmo o trabalhador por conta própria mas o capitalista que explora muitos trabalhadores e aqui Marques está apontando no sentido da necessária a Constituição da sociedade comunista ele está dizendo a luta não é mais contra o pequeno proprietário a luta não é mais contra o pequeno artesão a luta agora é contra o capital entender contra o capital e contra o capitalista enquanto suporte enquanto personificação do Capital Marx está visando mirando a luta individual ele está observando que esta luta é agora uma luta contra as
novas relações sociais de produção que se estabeleceram essas propriação se consuma por meio do jogo de leis imanentes da própria produção capitalista por meio da centralização dos capitais na medida em que cada capitalista Liquida muitos outros a que Max começa a observar duas coisas que os capitalistas em primeiro lugar que os capitalistas concorrem entre si e um capitalista busca eliminar o outro capitalista o segundo elemento a ser constatado é que o próprio desenvolvimento da sociedade capitalista coloca os elementos possíveis de superação desta sociedade capitalista por isso que ele está falando em jogo das leis imanentes
da própria produção capitalista Esta possibilidade está aberta na medida em que o desenvolvimento do capitalismo produzirá também o desenvolvimento do proletariado Urbano o desenvolvimento da classe trabalhadora paralelamente essas propriação se consuma portanto por meio do jogo das leis imanentes da própria produção capitalista por meio da centralização dos capitais na medida em que cada capitalista e cuida muitos outros mas paralelamente a essa centralização ou a expropriação de muitos capitalistas por poucos desenvolve-se a forma cooperativa do processo de trabalho em escala cada vez maior a aplicação técnica consciente da ciência a exploração planejada da terra a transformação
dos meios de trabalho em meios de trabalho que só podem ser utilizados coletivamente dentro da divisão social do trabalho que se estabelece com o capital a economia de todos os meios de produção graças a seu uso como meios de produção de trabalho social uma vez que o capital vai fazer com que cada mercadoria seja produzida dentro em determinado tempo de trabalho social médio trabalho social e combinado uma vez que cada tarefa parcial do Trabalhador está articulada com as demais tarefas das quais resultaram uma determinada mercadoria ou entrelaçamento de todos os povos na rede do mercado
mundial da medida em que o capital se expande ele também vai penetrando em outros territórios a ponto de constituir o mercado mundial e com isso o caráter internacional do modo de produção capitalista portanto pela primeira vez na história vamos ter um modo de produção que assume cada vez mais uma dimensão planetária uma dimensão Universal Marcos observa Na continuidade das suas reflexões que com a diminuição constante do número de Magnatas do Capital que os urcam e monopolizam todas as vantagens desse processo de transformação aumenta o patamar da miséria da opressão da servidão da degeneração da exploração
mas também cresce a revolta da classe trabalhadora que cada vez mais numerosa é instruída unida e organizada pelo próprio mecanismo do processo de produção capitalista É bom lembrar que a classe trabalhadora no século XIX se encontrava bastante radicalizada se encontrava levantando as bandeiras da superação da sociedade de classes ela não estava no patamar do reformismo no qual se encontra hoje a luta dos partidos que se dizem dos trabalhadores e também do sindicatos Marcos é importante observar aqui que Marx está apontando também para a tendência do capital e se tornar capital monopólico ele está antecipando uma
discussão que será chave no transcurso do século 20 e continua sendo atual no século 21 de iramarx o monopólio do Capital se converte numa entrave para o modo de produção que floresceu com ele sobre ele uma vez que o capital vai produzindo suas próprias limitações como é suficientemente analisado por Estiva mesários em para além do capital um estudo profundo de Como o capital ele bate nos seus próprios limites mas podemos nos referenciar também a Ernesto Mandel em seu livro capitalismo tardio entre outros que procuraram investigar as contradições que marcam o desenvolvimento capitalista o monopólio do
Capital se converte numa entrave para o modo de produção que floresceu com ele e sobre ele a centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um grau em que se torna incompatíveis com seu invólucro capitalista se torne compatível uma vez que quanto mais riqueza é produzida sob controle do Capital mais miséria surge também no outro polo da sociedade o capital se desenvolve mas apenas fictíciamente de maneira fictícia ele incorpora o conjunto da classe trabalhadora o desenvolvimento do Capital não implica pleno emprego muito menos implica a supressão do exército industrial de reserva e
muito menos implica desqualificação do trabalho ou o trabalho alienado o trabalho alienado continua a se fazer presente em todas as fases do desenvolvimento da sociedade capitalista do desmarques sou a hora derradeira da propriedade privada capitalista e os propriadores serão expropriados isto porque Marques está olhando para o desenvolvimento da classe trabalhadora e o potencial revolucionário que começava a brotar do interior na classe trabalhadora onde o capitalismo estava se desenvolvendo naquele período o modo de apropriação capitalista prossegue ele que deriva do modo de produção feudal Ou seja a propriedade privada capitalista é a primeira negação da propriedade
privada individual fundada no trabalho próprio a propriedade privada capitalista é A negação da propriedade sobre a forma dos pequenos proprietários aquele proprietário aquele produtor artesanal aquele produtor que fundamentalmente produzia pelo valores de uso todavia a produção capitalista produz com a mesma necessidade de um processo natural sua própria negação uma vez que é incapaz de se desenvolver sem produzir no Polo contrário uma contínua miséria uma crescente miséria portanto a produção capitalista de smarts é A negação da negação no entanto esta negação da negação não restabelece a propriedade privada o que está em Pauta não é superar
a sociedade capitalista para se restaurar uma outra modalidade de propriedade privada no entanto essa negação da negação não restabelece a propriedade privada mas a propriedade individual sobre a base daquilo que foi conquistado na era capitalista significa que o novo modo de produção não vai destruir as forças produtivas mas vai se apossar das forças produt geradas pelo capital para permitir o desenvolvimento sócio humano do conjunto da humanidade vai para permitir o desenvolvimento de formas de sociabilidade onde prevaleçam a fruição da existência o desfrute da existência humana em Patamares verdadeiramente humanos aí que Marx está firmando que
esta negação da negação não estabelece a propriedade privada mas a propriedade individual sobre a base daquilo que foi conquistado na era capitalista Isto É sobre a base da cooperação e da Posse comum da terra e dos meios de produção produzidos pelo próprio trabalho a transformação da propriedade privada fragmentária esparsa baseada no trabalho próprio dos indivíduos em propriedade capitalista é um processo muito mais prolongado duro e dificultoso do que será a transformação ou do que seria a transformação da propriedade capitalista já fundada de fato na organização social da produção em propriedade social aqui Marx está revelando
um otimismo otimismo de que dado o estágio de desenvolvimento atingido pelo proletariado naquele período esse proletariado colocaria abaixo ainda no século XIX pelo menos na Inglaterra a sociedade burguesa que havia se desenvolvido De qualquer modo concluir Marx lá tratava-se das propriação da massa do povo por poucos usurpadores na transição da idade média para a sociedade capitalista se tratava de expulsar de extorquir de eliminar o pequeno proprietário para permitir a formatação da propriedade privada capitalista aqui ou seja naquele momento do século 19 tratava-se das procriação de poucos estupradores portanto da clássica capitalista pela massa do Povo
isso não quer dizer que Marques fosse o tópico pelo contrário ele está olhando para a luta de classes e ele está lendo a realidade a luz dos elementos que ele tinha para compreender a luta de classes daquele momento e naquele momento dada radicalidade da classe trabalhadora na Inglaterra dado o crescimento da radicalidade também do movimento operário em outros que estavam se tornando capitalistas Marques via a possibilidade da realização da revolução comunista ou da instauração do modo de produção comunista é sempre importante observar que Marcos está fazendo análises de tendências e que o fato de uma
revolução tal como Marx pensava não ter sido realizada até os dias de hoje não significa que a era das revoluções passou ou de que o capitalismo poderá conviver até o final dos tempos sem ter o perigo o risco de confrontar-se com a classe trabalhadora não é porque hoje a classe trabalhadora está na defensiva que necessariamente ela vai continuar na defensiva nas décadas Com estes elementos encerramos a leitura do Capítulo 24 do Capital Espero que esta leitura tenha contribuído ao melhor entendimento do texto em caminha em suas considerações positivas e negativas e de nossa parte vamos
continuar aqui em nosso trabalho em defesa da sociologia em defesa do conhecimento em defesa da reflexão e sobretudo em defesa da humanidade até uma próxima