transtorno de hiperatividade déficit de atenção tda né Porque é tão falado trabalhado que causa tantas dificuldades não só para crianças mas para adultos Eu Tenho recebido aqui adultos e tem acompanhado aqui no consultório adultos que tem muitas dificuldades né exatamente por causa do transtorno de hiperatividade e déficit de atenção então é sobre isso que nós vamos conversar hoje e sobre como adestal de terapia pode lançar o seu olhar sobre essa questão e a primeira coisa que eu gostaria de compartilhar com você né que parece meio Óbvio mas que eu vou te lembrar aqui é que
cada paciente é uma paciente né Nós somos um braço da fenomenologia então para gastar os terapia é difícil descrever um transtorno com uma psicopatologia em si porque não há um TDAH igual ao outro tá cada um tem a uma maneira de lidar com a sua realidade um estilo de contato é que vai se diferenciando e por isso essa necessidade de um olhar único para esse paciente né para essa pessoa que está diante de nós mas hoje eu vou apresentar para vocês algumas ideias Gerais o que não quer dizer que elas se aplicam a todo paciente
TDH que se apresente no seu consultório ou que você conheça o que você lide com ele na escola acha até interessante esse vídeo chegar a professores Porque na minha leitura os professores é acabam tendo que lidar muito com essa questão e tem pouca informação menos informação do que poderiam para manejar isso em sala de aula né então eu vou falar aqui de maneira geral primeira coisa que eu queria trazer aqui é o que acontece em relação a dimensão e a dinâmica de figura e fundo desse é paciente com TDAH né Nós temos aí alguns desafios
a administrar nessa dinâmica né esse movimento está em prejuízo então falar em figura e fundo é falar de um dos conceitos fundamentais da gestão de terapia né figura como sendo aquilo que toma o nosso foco de atenção tá e a nossa percepção acontece o tempo inteiro assim com todos nós e fundo como aquilo que existe está ali mas que não está diretamente no nosso campo perceptual e a nossa percepção ela vai oscilando é saudável que haja esse movimento entre figura e fundo né eu foco a naquilo que é minha figura que o elegi como figura
por um tempo por um momento e daqui a pouco quando uma necessidade já foi resolvida e administrada por meio da eleição dessa figura ela pode se tornar fundo e aí uma outra figura é Eleita e dessa forma a minha percepção ela vai se movimentando de maneira fluida de acordo com as necessidades que o ambiente vai me apresentando então no caso do TDH nós temos um transtorno ou uma deixa uma deixa funcionalidade exatamente nessa dinâmica porque porque esse paciente normalmente ele é escolhe várias figuras tá ao mesmo tempo ele tem uma dificuldade de selecionar uma única
figura manter um foco concentrado tempo suficiente sobre essa figura para satisfazer uma necessidade né tanto pessoal quanto do seu entorno da sua relação com o meio ele tem essa dificuldade de eleger essa figura manter esse foco concentrado e oscila muito rapidamente então ele escolhe uma figura e ela rapidamente se torna fundo e vem uma outra figura que rapidamente se torna fundo e isso fica tão alternando que não dá tempo tá dele transformar uma figura efetivá-la de maneira funcional para sua relação consigo mesmo e para sua relação com o meio isso lhe causa muitos transtornos tá
alguns transtornos que ele consegue dar se conta aliás registra aí um outro conceito importante para gastar os terapia num outro vídeo a gente vai falar sobre isso e outros que ele não consegue perceber a família percebe a escola percebe né quando nós estamos falando de um paciente adulto a esposa percebe o esposo companheiro ou companheiro os filhos percebem essa dificuldade mas não necessariamente ele consegue perceber Então esse é um primeiro desafio que a gente tem para administrar eu fiz aqui algumas anotações para eu não esquecer né de compartilhar com vocês o que eu quero compartilhar
outra coisa eu quero falar com vocês sobre o estilo de contato de um paciente TDH que também é apresenta-se com algum prejuízo esse contato né porque é se ele tem uma dificuldade de manter o foco concentrado numa figura tá E vai alternando rápido demais de figura e fundo o que que acontece normalmente esse estilo de contato tende ao que a questão de terapia vai chamar de deflexão o que que seria esse estilo de contato aliás outro vídeo que a gente precisa conversar né sobre os mais diferentes estilos de contato que o pearls é descreveu e
depois outros autores foram ampliando né Essa perspectiva o piers começou descrevendo seis estilos mas já existem outros estilos descritos e num outro vídeo a gente vai conversar sobre isso no caso do paciente TDH ele tende a um estilo de contato de deflexão Vamos pensar no que se trata a deflexão ele tem uma dificuldade de flexionar de movimentar intencionalmente a sua consciência na direção de um foco específico Então logo ele se dê conta não é que ele não veja tá existem coisas que ele consegue entrar em contato ele consegue até selecionar como figura Tá mas como
ele tem dificuldade de foco concentrado o estilo de contato é sempre deflexionar ou seja entra em contato conscientemente mas logo aquilo sai do seu estar presente sai do seu campo perceptual não fica ao erness o suficiente tá ele não se torna All o suficiente consciente o suficiente e aí ele faz essa deflexão tá uma outra coisa recebe a atenção intencional e ele então fica refletindo às vezes refletindo de sentimentos às vezes refletindo de pensamentos então ele entra em contato mas logo por um movimento de fuga ele já seleciona outro foco e aí ele não investe
intencionalmente ele não flexiona sua consciência intencionalmente na direção de algo que ele precisa compreender sobre si mesmo pensando no contato consigo tá em pensamentos em sentimentos em estados sensoriais que ele deveria ler que ele deveria prestar mais atenção entende sobre si em si ele não consegue fazer isso então ele entra em contato como se ele desse um passo mas dá dois atrás de si mesmo entende e ele tende ao mesmo movimento em relação ao outro em relação as circunstâncias que o cercam e agora você já começa a imaginar o tanto de conflitos né internos externos
né na funcionalidade da vida se nós pensarmos num paciente adulto na sua profissão Quantas coisas né ficam aí emboladas no meio do caminho por causa desse estilo de contato pela via da deflexão Então esse paciente ele tem alguma dificuldade de memorizar algumas coisas que são importantes e é isso vai trazer é claro um baixo rendimento escolar se eu pensar em crianças e adolescentes há uma tendência né de um prejuízo no rendimento escolar desse paciente é por isso que eu falo no quanto que professores poderiam ser beneficiados por uma melhor compreensão do que que acontece né
com esse aluno ele tem um baixo rendimento porque ele tem uma dificuldade de memorizar e a dificuldade dele memorizar não tem a ver com uma baixa cognitiva com o fato de que ele não consegue aprender não se trata disso ele tem uma dificuldade de consolidar o conhecimento porque quando ele entra em contato tá ele faz o movimento de deflexão ele não consegue consolidar aquilo que conscientemente ele acessou ele consegue ouvir o que é professora diz ele consegue é compreender quando nós estamos falando de um paciente que não tem um déficit cognitivo é específico alguma questão
mais grave né que precisa ser investigada é claro por isso que eu falei cada PA paciente mas qual é a questão que normalmente eu recebo aqui no consultório a questão está em consolidar esse conhecimento porque tão logo ele entra em contato com esse conhecimento rapidamente se torna figura rapidamente se torna fundo então por exemplo ao mesmo tempo que ele tá aqui ouvindo a professora ouvindo a esposa falar ouvindo o patrão é fazer um briefing descrever uma Norma que ele vai precisar seguir uma outra coisa chama atenção às vezes internamente no seu pensamento ele se lembra
de outra coisa pensa outra coisa ou no próprio ambiente o apagador a caneta um lápis que cai a cor do cabelo da menina da frente Enfim então ele tem dificuldade de consolidar esse conhecimento porque múltiplos estilos fazem com que as figuras se e coisas que são vitais e essenciais para o seu funcionamento no mundo no aqui e agora acabem sempre se tornando o fundo agora vamos falar um pouquinho da terapêutica da Gestalt Terapia com esse paciente Érica O que você faria o que você tem feito com alguns pacientes que você recebe aí primeira coisa a
primeira coisa trabalhar as potencialidades do meu paciente porque pela história e aí eu fico na torcida para que ele chegue numa ajuda o quanto antes né porque quando ele chega aqui já adulto por exemplo o jovem por exemplo recebo alguns pacientes aqui que estão no processo né de ENEM então fazendo pré-vestibular E aí ele se descobrem tá é com esse prejuízo atentivo nesse momento em que ele vai precisar de uma atenção concentrada muito maior para chegar numa Federal numa pública por exemplo então ele já tem uma história de rotulações uma história de introjeções sobre a
sua identidade de que ele é aquela pessoa que não aprende que não sabe que é distraído demais que não consegue lembrar nada que não presta atenção em nada que ah coitado né Vamos Tadinho ele não consegue avançar Fulano Então são introjeções que esse sujeito traz quando chega aqui já na fase adulta é que são mais marcantes Porque tem uma história de longo prazo Então eu fico sempre na torcida para receber um adolescente um pré-adolescente né para que a gente possa trabalhar isso ainda não estágio anterior no estágio precoce Então a primeira coisa que eu trabalho
aqui é identificar através da escuta e através dos nossos experimentos né A questão de terapia é uma riqueza de viagem né é entre outras coisas eu sou apaixonada tá gente então deixar muito bem claro aqui que eu sou completamente apaixonada pela questão de terapia mas a riqueza dos experimentos né então através da minha escuta através do acolhimento né através da relação terapêutica que a gente vai estabelecendo através dos experimentos que eu costumo utilizar aqui no site terapêutico identificar as potencialidades do meu paciente identificar aquilo que ele faz e que faz muito bem porque ele não
tem somente os prejuízos que o transtorno de atenção e de hiperatividade lhe causaram ele tem coisas que são singulares ele tem coisas que ele faz melhor do que outras pessoas e eu preciso identificar isso porque normalmente eu recebo pacientes com esse tipo de transtorno com muitos problemas de autoestima né Muito prejuízo de contato consigo mesmo inclusive e uma dificuldade de que ele perceba que existem coisas que ele faz e que são muito interessantes e que ele faz muito bem então às vezes aquilo consultório é um processo de descoberta juntos ele mesmo não sabe ele chega
tão fragmentado no seu transtorno que ele não consegue identificar as partes de si mesmo que são maravilhosas que são criativas que expressam um potencial riquíssimo e que nós degustar o terapia precisamos tirar os Entulhos perceptuais os Entulhos que foram taponando isso que ele tem de singular para que ele possa começar a desenvolver consigo mesmo um contato mais efetivo a primeira coisa que eu começo a trabalhar aqui é colocar o meu paciente em evidência para ele mesmo e como é que eu faço isso tornando minha figura quando o meu paciente está aqui comigo ele é minha
figura minha figura e quando eu o torno minha figura eu ajudo a aprender a tornar-se presente vai entendendo aí porque que esse canal se chama tornar-se presente né eu ajudo a tornar-se presente para si mesmo em si mesmo entrar em contato consigo mesmo com um olhar mais livre e esse é um trabalho de garimpar mesmo imagine o trabalho de alguém que vem com ferramentas e que vai escavando escavando para encontrar o que de precioso ali então existe a minha crença de que o precioso está ali por isso tornar-se presente também tem a conotação de que
esse sujeito pode se tornar um presente para ele mesmo entende percebe o que eu tô tentando compartilhar com você Então essa é a minha primeira terapêutica e a gente pode levar semanas nisso né não tem um tempo específico que a gente vai levar para fazer isso né tem uma outra coisa que eu registrei aqui para compartilhar com você trabalhar intencionalmente com esse paciente A Hierarquia das necessidades né que é um outro conceito quem gastar os terapia a gente trabalha né na minha leitura uma das heranças que o Pier traz do humanismo sobretudo na teoria do
Abner que é uma teoria bastante interessante né aquela pirâmide das necessidades do mesmo ela não é usada só em psicologia organizacional ela nos ajuda muito na clínica E no caso da gestal de terapia né nos ajuda bastante com esse paciente especificamente né com transtorno de hiperatividade de atenção ajudá-lo a entrar em contato a refletir ao invés de refletir refletir intencionalmente sobre uma hierarquia das suas necessidades E aí pensar nas próprias necessidades para alguns pacientes é um grande desafio né Porque alguns chegam aqui como experiência tão prejudicada com o ambiente consigo mesmo né que não consegue
se dar conta de algumas necessidades vitais para sua existência então ele vem impressionado pela possibilidade de ser demitido ele vem trazido pela mãe esse adolescente ele vem trazido pela mãe porque ele já vai para segunda reprovação não necessariamente ele consegue se dar conta que está no mundo e viver no mundo em que ele vai precisar sim depender um dia ele vai necessitar de uma escolha profissional em algum momento seja ela qual for e sem estabelecer Qual é a sua hierarquia de necessidades o que vem primeiro a vida afetiva a vida social a vida profissional a
vida acadêmica ele não vai conseguir flexionar intencionalmente a sua consciência Para Lugar Algum e vai continuar fragmentado e distribuído não estará ao é esse é um termo que a gente utiliza a uer está consciente está presente tá sobre necessidades que ele precisa refletir ao invés de refletir então juntos vamos aqui conversando né e eu vou provocando intencionalmente isso que essa hierarquia de necessidade seja construída nós vamos conversar sobre isso e vamos elaborar esse esse projeto juntos aí outra coisa importante conceito importante o conceito de escotomas já ouviu falar escotomas né É verdade esse tema é
um termo que vem da oftalmologia né O que nos é muito presente na gestão de terapia porque você vai lembrar se você não não sabia você vai saber agora que uma das bases epistemológicas uma das bases teóricas da gestal de terapia é psicologia da Gestalt que nasce tendo os experientes as experiências da psicofísica né como um dos seus elementos principais de experimento né então por exemplo as leis da ilusão de óptica tá leis da psicofísica leis da Ótica por exemplo que explicam algumas dificuldades de enxergar a realidade física há uma aplicação dessas leis para as
questões emocionais para as questões simbólicas que adestal de terapia vai desenvolvendo e que a própria psicologia da Gestalt também já vinha desenvolvendo nos seus experimentos né então falar desse escotomas é importante para nós o que que seria um escotoma seria um termo mais técnico dos pontos cegos né O que que é o ponto cego o ponto cego na questão de terapia é aquilo que esse paciente não consegue ver de jeito algum na Ótica existe no seu globo ocular um ponto a partir do qual esse paciente não enxerga absolutamente então para direção por exemplo se ele
vai dirigir ele vai ter dificuldade de passar nessa nessa prova de direção porque ele não tem é uma uma visão completa por causa exatamente desse ponto cego compreende então uma outra terapêutica é que eu trabalho aqui é intencionalmente tentar identificar alguns pontos cegos que esse paciente traz sobre si mesmo sobre sua relação com outro sobre a realidade que o cerca ajudá-lo a dar-se conta de que existem coisas que são essenciais demais e que estão escapando ao seu campo de visão e que ao escapar o seu campo de visão ele perde-se nos que ele precisa assimilar
é como adolescente como pré-adolescente como adulto no campo das relações efetivas existem pontos cegos que o atrapalham nos seus relacionamentos nas suas amizades então é uma outra terapêutica nós vamos trabalhando isso aqui a partir dos experimentos a partir da nossa relação terapêutica a partir da minha escuta a partir das provocações socráticas né do método socrático de perguntas e respostas de indagações que nós vamos desenvolvendo aqui e aí o tempo inteiro né e eu fecho assim esse vídeo que acabou ficando longo me dera fazer um vídeo de 10 minutos Meu Deus quase meia hora né trabalhar
o tempo todo com princípio da intencionalidade e tentando fazer aparecer Quais são as escolhas que esse paciente quer fazer diante dessas questões que antes ele não estava conseguindo ver e que agora ele consegue perceber que escolhas ele deseja fazer daqui para frente porque juntos nós podemos desenvolver algumas formas de fazer-lo lembrar aquilo que espontaneamente ele não está conseguindo nós podemos treinar essa percepção entende a incluir no seu campo de visão coisas que normalmente ficam fora do campo de visão estabelecer tá intencionalmente formas criativas ajustamentos criativos tá para que ele possa manter no seu foco de
atenção por um tempo maior questões que são essenciais na escola na família nos relacionamentos e nas várias áreas da sua vida nos seus sentimentos nos seus pensamentos bom minha gente teria muito mais a dizer sobre esse é esse tema Mas nós vamos ficando por aqui e nós nos encontramos no próximo vídeo do nosso canal tornar-se presente obrigado por ter estado aqui um beijo da