Olá vamos dar continuidade hoje a discussão do Capítulo 24 do Capital que se intitula assim chamada acumulação primitiva hoje vamos expor o item 4 que se intitula por sua vez Gênese dos arrendatários capitalistas portanto como é que as terras inglesas foram se tornando cada vez mais propriedades voltadas para a acumulação de Capital ou propriedades que estavam intimamente conectadas a todo o movimento de acumulação de Capital que seria produzido pela Revolução Industrial nos primeiros itens do Capítulo 24 que vimos expondo Marques analisou algumas considerações fundamentais ou apresentou algumas considerações fundamentais para explicar o desenvolvimento e a
existência do capitalismo propriamente dito isto é aquele que transita aquele capitalismo que transita da fase manufatureira para o estágio da maquinofatura embora a manufatura seja produção capitalista é ainda um estágio da produção na qual o capital não detenha o controle Total sobre o ritmo de trabalho sobre a força de trabalho ainda está muito presente para o capital a dependência que este tem da manual daquelas individualidades que estavam se transformando em Operários fabris portanto em integrantes do proletariado moderno o processo analisado nos itens 1 2 e 3 deste referido capítulo que é o Capítulo 24 Marques
procura resumir inicialmente neste item 4 ao apontar alguns elementos constitutivos desta processualidade antes de entrar especificamente na discussão da Gênese dos arrendatários capitalistas Marques resume o que foi discutido até o momento da seguinte forma observa que este processo que conduz ao surgimento do capitalismo propriamente dito e que pressupõe uma frase uma frase anterior que é a fase da acumulação primitiva foi marcado por três grandes elementos primeiramente a violenta criação do proletariado inteiramente livre lembre-se que Marx está discutindo neste Capítulo 204 que a Constituição da sociedade capitalista não se dá de uma forma pacífica e dílica
mas pelo contrário ela foi marcada por momentos de violência física e de expulsão brutal dos trabalhadores do campo dos Camponeses a fim de transformar transformando consequentemente estes antigos camponeses em a disciplina sanguinária para dores do campo em trabalhadores assalariados por fim para que este processo tivesse sucesso foi necessária também a intervenção do estado o estado agiu Por meios policiais e com isso contribuiu para elevar o grau de exploração do trabalho e com ele favorecer a acumulação privada do Capital ou acumulação do capital feita esta breve síntese Marques parte para a seguinte pergunta se todo esse
processo estava em curso de onde se originam os capitalistas ele faz essa pergunta por que está reconhecendo que as propriação da população rural possibilitou apenas o surgimento dos grandes proprietários fundiários e isso na medida em que as propriedades foram cercadas para serem habitadas por ovelhas e com isto os capitalistas buscavam fornecer lã para a indústria mamífera em desenvolvimento para responder a esta questão ou seja de onde se originam os capitalistas Marx se vê Obrigado neste item a reconstruir os elementos capazes de contemplar a pergunta volta neste sentido a atenção para a Gênese do arrendatário capitalista
cujo desenvolvimento se processou observa Marx de forma lenta atravessando vários séculos Portanto vamos dizer assim que o nascimento do capitalismo na Inglaterra o parto do capitalismo na Inglaterra não se deu da noite para o dia mas foi obra secular no caso em inglês que é o caso que Marx está analisando está priorizando neste Capítulo 24 do Capital em observa que a primeira forma de arrendatário das terras foi o bay with ele mesmo um servo da Gleba este bailife ele foi sendo progressivamente suplantado por uma outra forma de habitante do campo durante a segunda metade do
século 14 observa Marx o bailife foi substituído por outro tipo de arrendatário a quem eu Land Lord ou seja o proprietário da terra provia de sementes gado e Instrumentos agrícolas no entanto a situação desta nova figura de arrendatário não vai ser muito distinta daquela do camponês a parte o fato de que agora este arrendatário ele passa a explorar mais força de trabalho assalariado que no momento anterior no evoluir deste processo observa Marx este novo arrendatário que substituiu o baylife acabou por se converter por sua vez no meeiro aquilo que Mark chama de meta e ou
seja este novo habitante do campo ele se tornou um meio arrendatário um meio arrendatário que investe parte do Capital agrícola do próprio bolso enquanto o Land Lord Entra com uma outra parte nesta relação meeiro e dono da terra nesta relação do meeiro e o dono da terra como o dono da terra observa-se que ambos repartem entre si o produto Global em proporção determinada por um contrato observemos aqui que a forma jurídica ela já começa a tomar uma forma mais burguesa que é o contrato já não se trata mais daquele contrato no fio do bigode e
sim daquele contrato no papel escrito ainda que o meeiro tenha suplantado as formas anteriores ele também vai desaparecer progressivamente esta forma de cultivador da terra que era o meeiro que dividia as responsabilidades com wendyward o proprietário da terra Ela desaparece rapidamente na Inglaterra para dar lugar ao arrendatário propriamente dito aquele que valoriza seu capital próprio por meio do emprego de trabalhadores assalariados e paga além de Lord como renda da terra uma parte do mais produto em dinheiro ou em Natura portanto já não se trata mais de uma metade é paga pelo meio e outra pelo
proprietário da terra já passamos a ter ou arrendatário propriamente dito que vai pagar anualmente uma determinada quantia para o proprietário da terra e vai se apropriar de tudo aquilo que conseguir produzir ao longo de um ano ao longo de uma Colheita Marcos vai observar neste item a importância que teve no caso em inglês a revolução agrícola que ocorreu no último terço do século 15 e se Estendeu por quase todo século XVI com exceção porém das últimas décadas do Século 16 esta revolução agrícola ela atuou do sentido de enriquecer o arrendatário com a mesma rapidez com
que empobreceu a população rural ou seja aqueles que trabalhavam sobre a condição de assalariamento e mesmo aqueles resquícios do antigo campesinato quando se fala em revolução agrícola nós estamos diante de alguns processos específicos que se processaram na Inglaterra Neste período podemos apontar quatro elementos que acompanharam este processo caracterizado como revolução agrícola o primeiro deles foi o aumento populacional na Inglaterra o que demandou um aumento da produção para suprir as necessidades do mercado consumidor naquele país o segundo elemento foi o fortalecimento e amadurecimento do sistema capitalista que procurou não apenas na indústria mas também no campo
o aumento dos lucros na produção e comercialização dos gêneros agrícolas e aí estamos considerando os gêneros agrícolas frutas cereais hortaliças legumes entre outros produtos que vinham do Campo o terceiro elemento foi o aumento da necessidade da produção de matéria-prima para a Indústria Têxtil lembremos que a indústria planífera estava em desenvolvimento mas também começa a ter uma forte produção de algodão para atender o desenvolvimento industrial este este devia este aumento da produção da matéria-prima no caso o algodão este devia ser produzido principalmente nas colônias inglesas como é o caso dos Estados Unidos para que a produção
fosse eficaz se fazia necessária adoção de técnicas agrícolas mas aprimoradas mas aperfeiçoadas e o Quarto e último elemento que poderíamos apontar desta revolução agrícola foi foram os próprios cercamentos de terras que tiraram grande parte das terras que estavam nas mãos de pequenos proprietários que praticavam agricultura de subsistência passando estas terras para as ricas famílias aristocratas que tinham capacidade financeira para investir na grande produção agrícola lembremos que no caso da Inglaterra aristocracia rural ela se a burguesa vai haver um processo no caso em inglês totalmente distinto daquele que produziu a revolução burguesa na França por exemplo
Marques continua a observar que a usurpação das pastagens como Nais permite-lhe usurpar quase sem custos o número de suas cabeças de gado ao mesmo tempo que o gado lhe fornece uma maior quantidade de adubo para o cultivo do solo portanto este novo arrendatário começa a contar com novas vantagens no século 16 um novo elemento sem corporou a este processo de transformação do campo em campo capitalista ou do campo feudal em campo capitalista até Então observa Marx os contratos de arrendamento eram longos frequentemente de quase um século isto acabou por beneficiar ou arrendatário da Terra em
razão da contínua queda que se verificou no valor dos metais nobres e Por conseguinte do dinheiro isto acabou por beneficiar ao arrendatário uma vez que esse disponha de contratos de arrendamento de longo prazo e com os mesmos valores paralelamente a esta situação verificou-se uma queda dos salários o que possibilitava aumentar o lucro do qual o arrendatário podia ser apropriar neste sentido os arrendatários se viram ainda beneficiados pelo constante aumento dos preços do serial da lã da carne em suma de todos os produtos agrícolas na medida em que a demanda aumentava aumentava também a possibilidade de
encarecimento destes produtos e quem acabava ganhando com isto era o arrendatário que estava pagando uma renda fixa mas em uma economia que estava se tornando cada vez mais dinâmica assim vai concluir do Marx o capital monetário do arrendatário foi incrementado uma vez que a renda da terra que ele tinha de pagar estava contratualmente fixada em valores monetários ultrapassados portanto este arrendatário se enriquecia a um só tempo a custa de seus trabalhadores assalariados e também de seu wendward ou seja do proprietário da terra que ficava com um contrato fixo e que não era reajustado mesmo se
acumulação de riquezas por parte do arrendatário estivesse caminhando de vento em ponto não há de admirar concluir Marcos neste item não é de admirar pois que a Inglaterra no fim do século 16 possuísse uma classe de arrendatários capitalistas consideravelmente Ricos para os padrões da época Marques Continuará a discussão do Capítulo 24 no item 5 analisando Qual é o efeito retroativo da revolução agrícola sobre a indústria apontando para a criação do mercado interno para o capital Industrial porém a discussão deste item 5 do Capítulo 24 deixamos para uma próxima oportunidade espero que essa discussão tenha sido
útil encaminha as considerações positivas e negativas a fim de que possamos continuar melhorando o nosso trabalho e continuamos aqui em defesa da sociologia e em defesa do conhecimento científico até uma próxima