O senador Flávio Bolsonaro detalhou ontem na sede do PL no Rio a estratégia da pré-campanha presidencial para 2026. Segundo o escolhido de Bolsonaro para a disputa, o Partido Liberal poderá ter até 11 candidatos a governador. Flávio revelou que o trabalho para as composições nos estados começou há mais de um ano e reforçou que as decisões sobre os palanques estaduais dependem da palavra final do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Berenice, o pré-candidato defendeu maior aproximação com o Congresso já de largada. prometeu ainda que um eventual governo vai começar com uma equipe mais experiente em relações parlamentares, inclusive já na área econômica, ele citou que vai buscar os melhores nomes do Brasil, inclusive o de Paulo Guedes, ex-ministro do governo Bolsonaro. E o que mais?
É isso. Ele quer repetir a fórmula de sucesso, principalmente do ponto de vista econômico do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que apesar de terem sido apenas 4 anos, ainda enfrentando uma pandemia, o Brasil subiu em patamares jamais vistos ao longo de toda essa república, quando se trata de economia, não é mesmo? Mesmo com todas as dificuldades.
Flávio Bolsonaro é o pré-candidato da direita. é um político experiente, sabe que para governar precisa ter governabilidade, precisa transitar bem dentro do Congresso Nacional e ele quer já fazer essa aproximação não só com as alianças que ele já vem firmando dentro do Congresso, daqueles que buscam a reeleição, como também valorizando os diretórios estaduais. Inclusive, ontem ele já anunciou no Rio de Janeiro e essa pré-definição de quem serão, né, os pré-candidatos tanto ao Senado, que são 53, 52 ou 53 cadeiras, salvo me engano, né, um pouco mais de 50 cadeiras que devem se renovar na Casa Alta, além de governadores, enfim, são aliados políticos muito importantes.
E o senador ontem, Flávio Bolsonaro, já anunciou então quem deve disputar, por exemplo, as cadeiras do Senado pelo Rio de Janeiro. entre os nomes, Cláudio Castro, atual atual governador do Rio de Janeiro, que desde o ano passado, ao estar à frente daquela mega operação a que nós vimos de combate ao crime organizado, seu nome civil e ascensão e a direita aposta em Cláudio Castro para obter uma cadeira, obter êxito, então, nessas eleições pro Senado Federal. Além disso, o Márcio Canela, né?
Então, esses dois nomes devem disputar a cadeira pela direita no Senado Federal, representando o Rio de Janeiro. E pro governo E pro governo do Rio de Janeiro, eles apostam no nome do Douglas Ruas junto com Rogério Lisboa nessa chapa para representar o Rio de Janeiro. Agora, do outro lado, Daniel, eh sei que nós estamos falando nesse momento das escolhas do senador Flávio Bolsonaro, mas já que ele ontem coincidentemente já trouxe os nomes que vão representar à direita, tem a do lado da esquerda, ou seja, quem seriam os concorrentes, né, de de Cláudio Castro e do Canelas, a Benedita da Silva, né, aquela que subiu o morro eh bem bem após ali a operação no Rio de Janeiro.
A, ela inclusive essa semana gravou um vídeo tentando resgatar o PT, tá tá nessa missão de de tentar resgatar a sua imagem depois do vexame no carnaval. E aí a Benedita da Silva, essa mesma que tá aparecendo aí para vocês, ela é que deve então disputar a cadeira pelo Senado Federal, representando a esquerda no Rio de Janeiro. É um nome forte, viu?
Lá no Rio de Janeiro, a gente sabe que a esquerda tem a sua representatividade. Então, é importante que o senador Flávio Bolsonaro, a direita conservadora, faça o seu papel, faça as suas alianças, apresente um projeto político eh voltado realmente para as demandas do estado. Porque a Benedita da Silva, como eu disse, né, após aquela mega operação no Rio de Janeiro, ela como representante de uma comissão aqui dos direitos humanos na Câmara, ela subiu lá na favela, conversou com os familiares dos bandidos, do dos bandidos que foram abatidos naquela operação.
Então, a gente sabe que ela também puxa bastante voto e vai ser uma eleição muito disputada no Rio de Janeiro. Daniel, ainda nessa linha aí das alianças que estão sendo formadas pelo pré-candidato à presidência, o Flávio Bolsonaro, com o objetivo de implementar essa estratégia diferente, né, segundo ele da do pai em 2022, Bolsonaro na ocasião evitou um envolvimento direto em parte das negociações estaduais e agora tá estruturando aí, como você bem disse, nos estados, em cada um dos estados, uma campanha nacional só depois disso, né, garantindo palanque. mais robustos, um maior poder de negociação política também, o que é muito importante.
Mas o Flávio Bolsonaro também destacou o papel crucial do irmão dele, o Eduardo Bolsonaro, justamente nessas articulações políticas. >> Isso mesmo. Ah, o Eduardo Bolsonaro, apesar de não estar no Brasil, ele sempre fez esse papel das relações internacionais.
E o Brasil, nesse momento, é considerado pelos principais países um anão diplomático, né? O presidente Lula enfraqueceu muito a imagem do Brasil lá fora diante de posicionamentos dúbios, ficando sempre do lado errado. Veja o que ele falou em relação eh a Israel, o conflito entre Israel e os terroristas do Ramás, né?
O embaixador brasileiro e o próprio Lula foram considerados personas não gratas, não são bem-vindos mais na comunidade, na comunidade israelense. Então, eh, o país de Israel repudia a presença de Lula e Flávio Bolsonaro vem tentando reconstruir e conseguindo, claro, ele tem boa relação com Netaniarro, enfim, com aqueles que realmente trazem o progresso, parcerias, né, do ponto de vista tecnológico. O próprio os Estados Unidos também, Eduardo Bolsonaro, hoje vive em exílio lá nos Estados Unidos e está sempre denunciando a perseguição política que acontece no país.
Eh, se não tivesse perdido o mandato aqui no Brasil por pura perseguição política, Eduardo seria o presidente da comissão de relações exteriores e ele faz esse papel, né? Ele é uma espécie de assessor nesse momento de Flávio Bolsonaro, assim como ele fazia também colocando o pai Jair Bolsonaro enquanto presidente, eh, sempre em evidência, conversando com os chefes de estado importantes que realmente agregam pro nosso país. diferente do presidente Lula, que está sempre alinhado a países totalitários, né, que que não querem o progresso, muito pelo contrário, que querem dominar, né, dominar para poder dividir também aqueles que ainda têm um pouquinho de liberdade.
Então, Eduardo Bolsonaro, infelizmente seria ele, né? Aliás, felizmente, infelizmente ele está fora do país, mas a gente lembra que ele era então o o mais apontado para ser o candidato à presidência da República para suceder o Jair, caso ele permanecesse inelegível. No entanto, desde o ano passado, quando o Eduardo decidiu sair do país, as coisas foram tomando um rumo muito ruim.
Vieram as sanções, no entanto, essas sanções não permaneceram, não tiveram o efeito que o Eduardo buscava, que era tentar reverter eh aquele julgamento do 8 de janeiro. E hoje ele encontra-se nessa nessa posição, né? Ele faz a articulação lá fora, cuida das relações internacionais pro irmão e seguem juntos e unidos.
Isso é muito importante também para fortalecer a campanha em ano eleitoral. Daniel, >> essa questão das articulações, né, Berenice, também tem que passar, obviamente pelo principal colégio eleitoral do Brasil, que é aqui o estado de São Paulo. E também o Flávio Bolsonaro já confirmou inclusive uma agenda com o governador Tarcis de Freitas já nessa semana, na sexta-feira, para consolidar aquele alinhamento público.
O que será que vem por aí? Afinal de contas, articulação e alinhamento. Qualquer candidato precisa ter em mente essas duas palavras, essas duas questões.
É isso. O Tarcísio de Freitas é o principal aliado da direita da ala bolsonarista, né? Bolsonaro já fez questão de recebê-lo, né?
pediu a autorização do ministro Alexandre de Moraes. Ele esteve recentemente com o governador Tarcísio de Freitas e que hoje é governador de São Paulo, graças a Jair Bolsonaro, que deu a ele a oportunidade de de destacar a sua competência enquanto esteve à frente como ministro da infraestrutura do governo Bolsonaro e agora está entrando na área da política, né, ficando cada vez mais político, digamos assim, alçando a sua reeleição. é o principal colégio, o maior colégio eleitoral do país.
Ele eh já demonstra que vai apoiar, já falou isso abertamente em relação ao apoio ao senador Flávio Bolsonaro nessas eleições e isso é muito importante. Então, essa conversa vai acontecer já na sexta-feira e certamente já estão traçando viagens, encontros, eh, não só do ponto de vista eleitoral, como também fortalecendo bases importantes, mercado financeiro, que também diz muito, né, acaba influenciando bastante durante o processo eleitoral. Recentemente nós vimos até uma pesquisa que demonstrava ah que apontou uma um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
E essa pesquisa foi encomendada por uma instituição do mercado financeiro. Então, eh, Tarcísio também transita muito bem nesse setor e só vem para agregar nessa campanha que promete dar muito trabalho pros petistas, apesar do governo Lula, né, do presidente Lula estar usando a máquina pública, obviamente a seu favor, sem nenhum tipo de preocupação com a responsabilidade fiscal, Daniel. Mas eh só para finalizar, já que estamos falando de articulações políticas, ontem no Congresso Nacional, você falou inclusive em influencers, né?
Eh aquele eh vereador em Erechim, o Ron Gabriel, que foi destaque inclusive por denunciar o esquema de influencers que o Master, o Banco Master estaria contratando para tentar deturpar a imagem do Banco Central. Ontem ele estava aqui, ele recentemente saiu do PL e foi para o Podemos. Então ele é um pré-candidato a deputado federal lá pelo Rio Grande do Sul.
E essa aliança entre Podemos e PL lá no Rio Grande do Sul é justamente no sentido, claro, Rony vai puxar votos para o Podemos, mas existe uma aliança para poder eleger o Luciano Zuco como governador do Rio Grande do Sul. Então, o Podemos que às vezes é criticado inclusive em alguns estados, a exemplo de eh Pernambuco, né? Eh, por ser um partido mais de centroesquerda, eh, a gente tem que lembrar que cada em cada estado existe um diretório e uma característica.
Então, lá no Rio Grande do Sul, por exemplo, essa parceria, né, entre PL e Podemos, ao que tudo indica, vai funcionar bem enquanto o objetivo seja eleger um governador de direita, que é no caso o atualmente deputado e talvez, né, o futuro governador que é o Luciano Zuco. Daniel, >> mas agora vamos subir um pouquinho no mapa também. Berenice Leite do Sul.
Vamos lá pra região Nordeste porque o Pele também tá muito focado ali na região nordeste com articulações mais detalhadas para montar palanques inéditos na região também. E você, Berenice, também mencionou aí a pesquisa feita pelo mercado financeiro, né, que coloca ali Flávio Bolsonaro num empate técnico já com Luís Inácio Lula da Silva. Agora, sexta-feira, a nova rodada da pesquisa de um outro instituto, do Instituto Paraná Pesquisas, pode trazer uma reviravolta aí no cenário eleitoral, porque essa pesquisa deve tende a mostrar Flávio Bolsonaro já à frente de Lula pela primeira vez.
A informação é da revista Veja e se essa informação for confirmada, vai consolidar o crescimento contínuo do pré-candidato, sustentado sobretudo pela transferência de votos do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Berenice, >> essa é uma tendência, Daniel. O Flávio Bolsonaro, ele foi indicado, a gente lembra, ainda em dezembro, né, faz muito pouco tempo, nós ainda nem terminamos o mês de fevereiro, ou seja, 3s meses no máximo, né, até porque fevereiro não são 30 dias fechados.
O Flávio Bolsonaro vem crescendo, vem nessa ascensão e essa tendência eh é muito pertinente. Isso deve acontecer e a diferença entre ele e o Lula pode esticar ainda mais, porque o governo do PT eles vêm eh dando muitos muitas bolas foras, digamos assim, né? o próprio carnaval, ainda que essa propaganda eleitoral antecipada tenha acontecido, o fato do dinheiro do pagador de impostos ter financiado, isso soou muito mal, né?
O povo não gosta de ver eh o povo já não gosta de pagar imposto, ninguém gosta de pagar imposto e ainda vê uma uma má administração, uma distribuição feita dessa forma. Então, nesse momento, o PT precisa correr contra o tempo e vai, claro, usar de toda a sua máquina, de toda a sua estrutura, já que estão no comando do país, para tentar comprar eleitores. Lá no Nordeste, por exemplo, ontem eu estava conversando com alguns assessores, né, que que inclusive já trabalharam do outro lado, digamos assim, né, já foram assessores de políticos da esquerda.
E o que eu ouvi foi o seguinte, que alguns caciques políticos, apesar de terem o seu histórico de corrupção na veia, marcado, manchado em seus currículos, eles devem se perpetuar no poder porque fizeram bem o seu, fizeram a lição de casa na eleição municipal. Então, é algo que também conta bastante, né? E se a gente for olhar para as eleições municipais, a direita venceu com larga.
à esquerda, né? Veja o número de prefeitos que a esquerda fez em vista eh, aliás, que a direita fez em vista da esquerda. Então, assim, a diferença é de mais de 200 municípios.
Então, se isso permanecer, né, nessa nesse formato, ao que tudo indica, ainda mais o Flávio se apresentando como um Bolsonaro mais moderado, conversando com vários setores, mantendo esse discurso pacificador diante de alguns conflitos internos que a própria direita apresenta, ele tem tudo para chegar com ampla vantagem e quem sabe até não duvido, né, se tivermos um processo eleitoral transparente, pode vencer até no primeiro turno.