[Música] Olá, Antônio Brasiliano. Mais uma vez aqui no Risco do Ar. É o segundo lote nosso aqui sobre segurança pública.
Na última vez nós falamos sobre o contexto da segurança pública nossa, ou seja, como que nós estamos hoje num nível de criminalidade, tanto a criminalidade profissional, a criminosa pelas ocrins, como também a criminalidade sendo feita por marginais, né? menos estruturados, tá certo? Vemos que São Paulo tem uma um índice muito bom de criminalidade com marginais menos estruturados e que na verdade em relação à estruturação do crime, organizações criminosas, né, o São Paulo, São Paulo eh está num índice relativamente baixo.
Por quê? Porque tem o PCC. PCC hoje é uma empresa, tá estruturado, trabalha como empresa e em vários segmentos de mercado.
Bom, problema nosso, qual é? Claro, pra gente poder voltar e relembrar vocês, é o eixo horizontal nosso, tá certo? Aonde nós temos o quê?
Uma ineficiência da segurança pública, das instituições, por elas não se falam, não colaboram entre si, como deveria ocorrer. Então, teremos que ter um sistema integrado, tá certo? De inteligência para que esse sistema integrado fornecesse subsídios, insumos para que a área operacional pudesse praticar.
E essa área operacional teria que trabalhar integrado, ou seja, Polícia Federal, Polícia Estadual, Civil e Militar e Polícia Municipal ter que ter uma única diretriz, né? Um único objetivo em cada município do Brasil, em cada região do Brasil. Isso é difícil para um país continental?
Pode ser. É exequível. É exequível.
Por que que é exequível? Porque, na verdade, em 2018 saiu a lei do Sistema Único de Segurança Pública, tá certo? a lei 13675 de 2018 que fala que teria que integrar todos esses órgãos.
Só que isso ficou apenas no papel, embora tenha uma lei que obriga a fazer esse tipo de integração, isso não rolou. E não rolou por quê? Uma questão básica, senhores.
Tem um problema cultural nosso. Então existe uma cultura de cada um ter o seu poder com o seu nicho. Santos já falava, quem tem informação tem o poder.
Teremos que quebrar esses casulos. Como que quebra esses casulos? Tem que ter uma participação mais ativa, tem que ter um aculturamento forte e mostrar claramente que nós não estamos atingindo os objetivos.
Isso é um ponto claro para nós. Nós não estamos sendo competentes. Há uma competência nossa que está hoje deflagada, está hoje ressaltada.
E eu fico às vezes pasmo que ninguém olha isso, ninguém enxerga isso. Vai passando, passa tempo. Já fazem 21 anos que a gente, 24 anos, aliás, desculpe, que a gente fez aí aquela rosa dos ventos e ninguém se mexe, tá certo?
Então, tem um problema cultural. Dois, tem um problema institucional, corporativismo. O pessoal não quer saber de se integrar com medo de perder posição, medo de perder poder, medo de ser, na verdade, ter uma desvantagem grande em relação à integração de instituições.
Só que quem sai perdendo com isso é o estado e o estado é e e são os cidadães, certo? Então os cidadãos hoje perde muito com essa falta, né, da corporativismo que o queera protege ele. Ele olha ele, ele olha a instituição dele, não olha o Brasil como um todo.
Infelizmente esse é um ponto muito negativo. No Sistema Único de Segurança Pública, nós teríamos quatro instrumentos para poder estar operacionalizando. Seria o quê?
Primeiro a política que dá a diretriz. Então teria uma política de segurança. Tem que ser feita por quem essa política?
Então tá ali na tá na lei que tem que ser pelo município. Então o município faria uma política de segurança, nós teríos um plano de segurança que vai operacionalizar esta política, tá certo? Depois nós teríos um programa de segurança que vai dar solução para cada problema levantado.
E depois nós teremos o sistema. Que que é o sistema? São as instituições para poder funcionar de maneira integrada.
Só que isso, senhores, infelizmente não saiu. Infelizmente isso não rodou. E estamos aí agora desde 2018 para cá de novo enxugando o gelo, tá certo?
Então nós temos que resolver esse eixo horizontal. Não tem como a gente não fazer isso para poder ter resultados, né, de fato muito efetivos, ter uma assertividade maior. Então, infelizmente estamos enxugando o gelo, não tem uma solução a curto espaço de tempo.
A PEC que tá para sair agora aí, que já saiu, foi pro Congresso, foi pro Senado, foi pro legislativo, é um enxuga gelo, é uma bolacha em boca de velho para lá, para cá, não chega-se a lugar nenhum. Essa é uma realidade, discute-se muito e pratica-se muito pouco. São soluções estantes.
Por exemplo, Rio de Janeiro pegaram lá o traficante TH, tá certo? De uma maneira muito bem feita por sinal. foi feita a a operação cirúrgica, nota 10, só que é é uma é um ponto, né, no meio do oceano.
Infelizmente essa realidade. Se todo mundo trabalhasse dessa maneira, integrado com informação, trocando informação, vendo, montando estratégias, aí é diferente. A questão básica é: as OCRs só serão derrotadas se o estado tiver vontade de derrotar.
Hoje as ocrines funcionam porque há uma conivência do Estado. Não tem outro meio de ser. Na minha opinião, isso aí para mim é claro, é lícito, tá transparente isso.
É verdade. Por quê? Porque o pessoal, né, não dá a solução, não faz operação decente.
Não temos uma inteligência por trás funcionando. Quando eu falo tema inteligência, uma inteligência é que dê resultado. Os estados falham as suas inteligências, mas cada um olhando o seu umbígono.
Não tem solução, tá certo? Então, infelizmente, nesse risco do ar aqui, a nossa prospectiva continua sendo ruim. Ruim por quê?
Porque o Sistema Único de Segurança Pública não está operacionalizado. Pequenos municípios estão praticando isso. Esses municípios no pós BO a gente vai falar quem são, tá certo?
E tem um outro modo também de est implementando a segurança pública hoje, que é você tá praticando por evidência. Então é um outro outro modo de você praticar que dá resultado, mas infelizmente hoje, infelizmente não tem como a gente tá dando uma visão melhor e um processo melhorado, tá certo? Ok, senhores.
Então, queria falar com vocês de maneira mais rápida, mais clara, mais objetiva aqui nesse nessa minha segunda segundo lote de segurança é que para resolver aquela linha horizontal, nós teríamos que fazer o que fez o general Stalin lá no Afeganistão quando ele fez o time dos times, aonde a área dele, ele comandava as forças especiais, tinha que ter formação online real time e ele reuniu todo o time, colocou numa numa grande panela, né? Fez aí a sua fritura e tirou um bom caldo. Por quê?
Porque misturou as instituições, fez com que os times tivessem confiança um com o outro, que isso é que falta aqui também. Polícia Federal acreditar na civil, civil acreditar na Polícia Federal, acreditar na PM e na Guarda Municipal. Para isso, nós temos que depurar.
Para isso, nós temos que alavancar os anjos e afogar os demônios, certo? Os demônios, quem são? corruptos, pessoal que eh faz jogo duro, pessoal que faz resistência.
Então, tudo isso tem que ter, na verdade, uma diretriz, tudo isso tem que ter uma força de vontade, uma política direcionadora. Então, no meu ponto de vista, os atores principais, quem são? Governadores, número um.
Isso é um ponto principal. governador é o ator principal porque ele é o dono da segurança do seu estado. O federal podendo pressionar e dar o apoio também, mas tem que dar o apoio.
E aí entra nós, nós quem, né? A sociedade. Como que a sociedade pode pressionar?
Bom, tem um caminho mais fácil. Tem aí associações de classe dos empresários, das empresas para pressionar o governo, governo estadual e federal para cobrar resultado. Mas é cobrar resultado efetivo, tá certo?
Vocês viram aí no último vídeo nosso, né, o quanto que o crime fatura e o como que ele e quanto que ele deixa de arrecadar. Então, temos que dar uma solução nisso. Tem que dar uma solução nisso.
Se tirar o, né, o mercado paralelo de dentro, o mercado oficial passa a faturar mais, faturando mais, passa a render mais para o governo, para nós. Então, essa tem que ser uma das soluções factíveis. Os empresários têm que colocar, na verdade, uma mão mais pesada e começar a cobrar fortemente.
E isso aqui no Brasil não acontece. Não acontece. Existe lá um tomchavo, a empresa até tem a questão política, não quer pressionar, fala que não é área dela.
Tá errado, meu ponto de vista, completamente errado. Tem que fazer acontecer. Então eu tô batendo aqui que o ator é primeiro, primeiro lugar o governador, depois entra a presidência da República, não ele em si, mas o federal entrando para poder ajudar a coordenar, porque no Brasil não adianta, porque é o estado, né, que comanda, o estado que a gente fala, o estado São Paulo, Rio, é isso que comanda, não tem jeito.
E se for o caso, dá o apoio para o municipal. Hoje federal deu a canetada, a Guarda Municipal tem mais força, mas tem força de fato, não tem recurso, não tem estrutura, eh, vai precisar de ter troca de informação entre PM e Polícia Civil, brigam entre eles. Então, isso tudo tem que ser resolvido.
E só tem uma forma de resolver, senta-se na mesa e baixa-se a determinação. Quer, quer, não quer, tem que poder fazer ou cair fora. Essa é a solução que eu vejo pra gente poder sair desse embrode, porque até agora muito papo, pouca ação.
OK, senhores, muito obrigado e até a próxima. Pá, quanto tempo deu? Yeah.